01/07/2011
Comadres
Uma das características da sociedade actual é a propagação vertiginosa nos meios de informação do coscuvilho das comadres.
Verdades como punhos baseadas em rumores, em suposições, em fantasias até. Muitas vezes não resistindo sequer ao mais básico dos testes da lógica, da dedução.
Que fazem o seu percurso e são repetidas por pseudo-intelectuais com nome na praça e sujeitas a escrutínio não de consistência e veracidade mas de consequência e prognóstico, de valorização moral, política e por aí fora.
Todos os dias há exemplos disto.
Uma das características da sociedade actual é a propagação vertiginosa nos meios de informação do coscuvilho das comadres.
Verdades como punhos baseadas em rumores, em suposições, em fantasias até. Muitas vezes não resistindo sequer ao mais básico dos testes da lógica, da dedução.
Que fazem o seu percurso e são repetidas por pseudo-intelectuais com nome na praça e sujeitas a escrutínio não de consistência e veracidade mas de consequência e prognóstico, de valorização moral, política e por aí fora.
Todos os dias há exemplos disto.
30/06/2011
29/06/2011
27/06/2011
A reprodução do erro
Não há nada mais banal do que a reprodução do erro.
Na escrita, é normalmente aquela asneira que alguém escreve em letra de forma e que depois é copiada ene vezes sem sentido crítico.
Comprei estes dias uma publicação da Câmara Municipal de Sintra que pretende ser uma monografia muito pela rama de Queluz e do seu termo.

Logo nas primeiras páginas, um erro de palmatória – o anúncio da auto-estrada inaugurada em 1949 entre Queluz e o Cacém. Coisa que já vi escrita alhures, por mais de uma vez.

De facto, em 1949 foi inaugurada a variante à E.N. 249 entre Queluz e o Cacém, estrada (e não auto-estrada) que toda a gente da zona conheceu sem grandes modificações até aos tempos de Cavaco Silva.

DL online na Fundação Mário Soares

trecho do mapa do ACP de 1970
O livro tem data de edição de 2001. Nessa altura até as crianças se lembravam de tal estrada.
Sou dos pensam que quem se mete a fazer uma monografia de um local deve ter ele próprio bastante memória do sítio.
Significa isto que nenhuma das pessoas que escreveu e reviu o texto tem (tinha) essa memória.
E não a tendo, embarcou no primeiro disparate que leu em letra de forma. Muito mau sinal.
A bem dizer, auto-estrada entre Queluz e o Cacém só passou a existir quando o IC19 foi recentemente requalificado em A37.
Não há nada mais banal do que a reprodução do erro.
Na escrita, é normalmente aquela asneira que alguém escreve em letra de forma e que depois é copiada ene vezes sem sentido crítico.
Comprei estes dias uma publicação da Câmara Municipal de Sintra que pretende ser uma monografia muito pela rama de Queluz e do seu termo.

Logo nas primeiras páginas, um erro de palmatória – o anúncio da auto-estrada inaugurada em 1949 entre Queluz e o Cacém. Coisa que já vi escrita alhures, por mais de uma vez.

De facto, em 1949 foi inaugurada a variante à E.N. 249 entre Queluz e o Cacém, estrada (e não auto-estrada) que toda a gente da zona conheceu sem grandes modificações até aos tempos de Cavaco Silva.

DL online na Fundação Mário Soares

trecho do mapa do ACP de 1970
O livro tem data de edição de 2001. Nessa altura até as crianças se lembravam de tal estrada.
Sou dos pensam que quem se mete a fazer uma monografia de um local deve ter ele próprio bastante memória do sítio.
Significa isto que nenhuma das pessoas que escreveu e reviu o texto tem (tinha) essa memória.
E não a tendo, embarcou no primeiro disparate que leu em letra de forma. Muito mau sinal.
A bem dizer, auto-estrada entre Queluz e o Cacém só passou a existir quando o IC19 foi recentemente requalificado em A37.
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