Com pena dos que sabem exactamente o que vai acontecerE que sabem que vai haver sempre mais e mais fortes catrinas.
Hoje estou com pena deles.
Pois pelo terceiro ano consecutivo, não há furacões que prestem.
Aquilo do Katrina ter rebentado com os diques foi uma maldade para esta malta. Acharam que a água era toda do evento.
por MCV às 22:53 de 02 agosto 2008 
Um dia de rádioHouve um tempo em que eu era rádio-ouvinte.
Houve um tempo de entre esse tempo em que eu era ouvinte da Emissora Nacional, RDP1, Antena 1, o que lhe queiram chamar.
Houve um tempo de entre esse tempo em que eu era ouvinte do “Portugal na Estrada”, às sextas, ao fim da tarde, com António Luís Rafael. Muitas vezes nas engarrafadas ruas de Benfica, acessos ao IC19, então desligado da 2ª Circular, passando por debaixo da linha, antes de ter lá caído o viaduto ferroviário em construção, numa das mais estúpidas, caladas e já esquecidas pequenas (só foi pequena porque por milagre não morreu ninguém) desgraças do tempo dos engenheiros de aviário.
Adiante.
Nesse tempo, também seguia as emissões especiais de trânsito no Verão. Naqueles dias em que me apetecia saber do inferno das filas, ainda que não fosse o caso de me meter à estrada.
Pensava eu que já não havia tais emissões.
Pois
aqui estou a ouvir a reportagem feita na área de serviço de Aljustrel. O curioso disto é que, depois de a auto-estrada do Sul ter vencido os diversos bojadores, depois de eu ter cortado grande parte das raízes que ainda me prendem
ao meridião, este ponto – a
área de serviço de Aljustrel – é, talvez, o que substitui muitos outros pontos de paragem em que, ao longo dos anos, comi sandes, bebi cervejas e cafés, comprei cigarros e jornais, meti gasolina ou gasóleo.
Me detive.
Detenho-me agora nas palavras da rádio. Da querida rádio.

Ouvi agora que a área de serviço faz hoje seis anos.
por MCV às 20:49 de 01 agosto 2008 
A aposta de SGDizia ele, naqueles dias de Janeiro de 2006, que o homem não chegava ao fim do mandato.
Deste ou do próximo. Mas que haveria de interromper um deles por razões pessoais.
Apostou e tudo.
por MCV às 03:04 de 31 julho 2008 
Sr. Primeiro-MinistroFarto de o ouvir falar em investimentos na escola, computadores e banda larga e ser confrontado com a incapacidade mais profunda da generalidade do corpo discente de produzir um só raciocínio – um que seja, embora tenha notícia dos mais variados atropelos à disciplina e à boa ordem, coisas que me são afinal caras,
Farto de o ouvir falar em qualificações e novas oportunidades, regressos à dita escola e etc. e ter a ideia, que admito talvez errada, de que estas novas oportunidades apenas consistem em meia-dúzia de carimbos, como quem andou uma vida inteira a conduzir sem carta e, pronto, lá lhe metem o competente selo branco (acho que agora já não é assim, é simplex) mediante três voltas mais ou menos vistosas àquele famoso circuito dos arredores de Setúbal,
Farto disto tudo que acabei de enunciar, ocorreu-me ainda assim que talvez me ficasse bem aqui na secretária mais um PC ligado com uma banda larga ao mundo do
copy & paste, bem como, por trás de mim e dignamente emoldurados, meia-dúzia de diplomas de bacharelato (ainda há agentes técnicos e isso?), licenciatura, mestrado, doutoramento e até pós-
doc.
Em troca disso tudo eu comprometer-me-ia a escrever, com retroactividade até Agosto de 2003, um blogue onde mostrasse a minha incapacidade em diversos campos do conhecimento e o meu espírito crítico em relação a Vª.Exª. bem como a todos os seus antecessores e sucessores no cargo, sem distinção de raça, credo ou clube de futebol, naquela linha de não consigo saber bem quem, mas acho que era um anarquista qualquer a quem bastava que houvesse um governo, para ser contra ele.
Peço assim a vossa melhor atenção para este arrazoado que, como é comum neste tempo, nada deve à lógica.
Caso o deferimento (pedi eu um?) não venha imeditamente após a cilicisom, reservo-me o direito de fazer queixinhas à minha família. Ai eles!
por MCV às 20:24 de 30 julho 2008 
Buscas no rio TeixeiraNão
desaparecem dezasseis pessoas* assim de uma vez.
Cheira-me a que é apenas falta de rede e alguma (muita) desorientação.
Oxalá não esteja enganado.
*
link para informação efémera, válido na hora da publicação
por MCV às 03:08 
ExemplosExemplos da inépcia mental que tudo assola nos dias que correm são facílimos de encontrar nas coisas que mereceriam um pouco mais de atenção, de cuidado, de rigor.
O
sítio da ANPC referente aos incêndios florestais apresenta de há pelo menos um ano, um quadro dos incêndios activos em que é possível aceder à localização dos mesmos, num mapa do Google.
Volta e meia, as coordenadas de localização estão a zeros (neste momento, estão-no), mostrando ou que há displicência ou que quem está a tratar do caso não é capaz de apontar num mapa o local do fogo. Coisa de resto muito frequente esta de não se conseguir apontar num mapa o que quer que seja.
Sendo esta última hipótese a verdadeira, estranha-se que para uma actividade tal se escolham pessoas com tal incapacidade.
por MCV às 16:40 de 29 julho 2008 