ArnestoNão sei como ele consegue ditar
um diário há cinco anos, quase sem falhar um dia.
por MCV às 21:16 de 04 fevereiro 2012 
MetaAs capas de Cândido Costa Pinto que apreciava espreitando dos bolsos e arrumadas nas estantes do meu Pai, ocupadas umas, muito significativamente, e outros, à vez, com exemplares da Vampiro e da Argonauta, exerceram desde cedo um fascínio adormecido sobre os meus sentidos.
Quando me dispus a lê-los, aos livros, já as colecções tinham recebido tremendos rombos e as capas passado a ter menor interesse.
Fui ainda assim descobrindo, espalhados por caixotes e estantes alentejanas, um exemplar ou outro, deixado nas férias ou nos fins-de-semana ou mesmo degredado na planície.
Quando passei no início do século quase um ano sem televisão nem computador na casa onde dormia, fui erguendo e desmontando pilhas deles na cabeceira.
Em meados da década passada, resolvi tentar completar três das colecções que havia herdado – estas duas mais a Miniatura.
Hoje consegui completar a Vampiro, adquirindo dois dos números mais recentes.
À atenção daqueles tipos que sabem quantos parafusos tem a Torre Eiffel e quantos portugueses possuem completa a Colecção Vampiro, digo-lhes assim e agora que somem um.

Dos muitos que já li há um que me ficou particularmente no goto.
Anders Bodelsen, “
Um número à escolha” (1968), Col. Vampiro – 307, Livros do Brasil
com a devida vénia aos autores das capas e a quem as publicou em sites de leilões, alfarrabistas, etc.
por MCV às 21:02 
RENComeço a ponderar pôr em causa a disposição de postes no meu chão e sobre ele das linhas de transporte de energia, sem disso obter qualquer tipo de benefício. Nalguns casos sem qualquer aviso ou pedido de autorização.
Suponho que haverá muita gente na mesma ponderação.
por MCV às 22:39 de 02 fevereiro 2012 
Notícias do manicómio (III)Quem vendeu ao Zé, bradou bem alto que vendeu ao Zé e não ao António.
Não lhe passou pela cabeça que o Zé amanhã vendesse ao António.
Ou, melhor dizendo, acha que tem domínio sobre algo que alheou.
Ou é uma forma primária de fazer dos outros parvos ou é uma incapacidade gritante de somar dois com dois. Ambas dizem da capacidade de quem profere tal enormidade.
A história
vai-se repetindo, com outras personagens.
por MCV às 20:30 
Notícias do manicómio (II)A ser verdade o que é noticiado, um dos acusados de ter causado cegueira a pacientes em Santa Maria, terá alegado que:
Não haveria na altura
manual de procedimentos e que o mesmo só foi criado dias depois.
Ora, a ser isto verdade, tal significa que entende que só com a existência de um manual de procedimentos se julga capaz de desempenhar tarefas.
A ser verdade, repito.
por MCV às 16:34 
Notícias do manicómioAqui, desde há uns meses, que toda a gente sabe que a Ti’Maria não vai ao mercado.
Só deve
lá voltar para o ano que vem, se a família achar bem.
Ainda hoje a Ti’Maria
foi ao mercado.
por MCV às 14:18 de 01 fevereiro 2012 
O problema da JustiçaO magno problema da justiça (daquilo a que se costuma chamar tal) é ter as artérias entupidas por massa encefálica falida.
É ouvi-los. A dizerem mal de si próprios e de
quem os apoiar.
por MCV às 15:23 de 31 janeiro 2012 
Céu estreladoNão deixa de ser curioso que se indique como exemplo de
céu estrelado uma zona de uma grande albufeira, onde inevitavelmente a humidade relativa é superior à da maior parte do território que está longe do mar e de fontes de luz.
por MCV às 01:34 