Embora faça sol"As temperaturas serão muito baixas, embora faça sol".
Este
embora, frequentemente dito nas televisões, mostra, entre outras coisas, que se perdeu a capacidade de observar a Natureza.
A ausência de ilustrações, pela qual peço desculpa, deveu-se a um problema no Blogger da Globo, onde estão alojadas.
por MCV às 11:26 de 26 janeiro 2007 
Os 10 euros de Dom Luiz I
Talvez fosse a minha casa. Talvez fosse um hospital, um centro comercial, um hotel.
Talvez fosse isso tudo enquanto eu me deslocava sobre as cabeças dos passantes, em pressa de chegar ao aniversário de um familiar.
Sei que desemboquei finalmente, por um plano muito alto para um pequeno almoço temporão na magnífica sala de refeições de pé direito triplo (ainda dela retenho os detalhes), chegado de uma sucessão de corredores desertos e mal iluminados, entre vidros de montra.
Aterrei na mesa mais distante do ponto onde entrei na sala.
Umas velhotas ruminavam qualquer papa de salmão distribuída sobre folhas de alface.
Do prato que tinha à minha frente, parelho ao delas, tirei um pão com um recheio doce.
Em breve a mesa estava limpa e pronta para o meu pequeno almoço. Em frente, duas moças de cara lavada.
O Luís de 10 euros estava à minha frente. Pensei que talvez se tratasse de uma gorjeta. E pedi ao meu irmão uma nota de dez para fazer a troca.
Dei-me então conta de que havia mais moedas. Outras de euro, das tais que só se viram nos primeiros meses de 2002 - triangulares, rectangulares, pentagonais, etc. - e umas quantas de copeques soviéticos.
Desisti de embolsar as moedas que entretanto já tinha avaliado em pouco mais de 14 euros, a troco de uma nota de 20 ao me aperceber de que eventualmente haveria uma significação naquele arranjo numismático.
As raparigas do outro lado da mesa concordaram e, num ápice, desenvolveram um esquema com círculos azuis e vermelhos e traços pretos com o qual pretendiam explicar a distribuição.
Não concordei eu.
por MCV às 23:18 de 25 janeiro 2007 
Motivos para deserdar alguém (mais um da série de)Vê-lo fazer uma apresentação em PowerPoint.
por MCV às 02:03 
O velho guarda-redesJá o conheci numa época em que as lesões antigas o obrigavam a passar grande parte do tempo na bizarra e incompreensível posição de joelhos sobre uma cadeira.
Era assim que me dizia, que me perguntava, fumando contínuos cigarros e abarcando a cinza caída dos morrões com gestos largos com as costas da mão:
Um remate que vai directo à baliza e a bola passa ao lado?
por MCV às 22:49 de 24 janeiro 2007 
Excursão de finalistasLogo eu, nada dado a excursões de finalistas.
Logo eu, nada dado a militâncias e a gestos simbólicos.
Posso descrever-vos, quase de fio a pavio, a estação de metro no Quénia onde o antigo e anoréxico futebolista romeno rematou para dentro de uma caixa preta 900 bolas sem uma única falha.
Os jornais tinham trazido a reportagem. As televisões não se tinham calado. A acusação que lhe fizeram era a de ter com esse gesto simbolizado a superioridade branca, ao pontapé às bolas em terra de pretos.
Outros lembraram que meses antes já ele tinha feito o mesmo, chegando creio que apenas às 60. Um reincidente, é claro.
E lá fomos, ver o local do crime.
Posso descrever-vos, quase de fio a pavio, a estação de metro no Quénia onde o antigo e anoréxico futebolista romeno rematou para dentro de uma caixa preta 900 bolas sem uma única falha. Mas não o faço.
Apenas digo que a caixa preta era um negativo no betão da estrutura azul eléctrica, pintado de preto, aí à altura de uma tabela de basquetebol. Teria aí metro e meio de largo por um de altura.
E o sítio de onde os remates foram feitos estava apenas assinalado pela posição de uma máquina de vender qualquer coisa, dessas que há nas gares de metro do Quénia.
Depois disso, era suposto irmos ver um modelo ao LNEC lá do sítio. Um modelo que fazia o mesmo tipo de remates para uma caixa idêntica, em condições semelhantes.
Cantaram-se, sim, canções estudantis.
Posso descrever-vos, quase de fio a pavio, a estação de metro no Quénia onde o antigo e anoréxico futebolista romeno rematou para dentro de uma caixa preta 900 bolas sem uma única falha.
Não o faço porque uma mulher parecida com a Tónia Carrero enquanto nova, me atirou para os pés os marcadores vermelho e preto que lhe devolvera.
Fê-lo com um ar insolente e divertido que não me incomodou. Mas impede-me de descrever a estação de metro lá no Quénia onde o antigo e anoréxico futebolista romeno rematou para dentro de uma caixa preta 900 bolas sem uma única falha.
De fio a pavio.
por MCV às 11:43 de 23 janeiro 2007 
PassatempoDescobriu
o Amigo Bic Laranja onde fica a obra de arte
aqui deixada com o propósito de lançar um passatempo para a sua identificação.
É a ponte de Totenique, sobre a ribeira do dito nome também chamada de Luzianes e fica ao km 6 e tal da E.N. 266, como bem alvitrou
aqui (
sheet12 é a folha onde estão as estradas de 261 a 270 e o único marco ordinário - arredondado - lá constante é o da 266, todos os outros são da classe 10k).
Atente-se na ficha de arquivo da antiga JAE - DSP e já agora no erro de contagem do tempo que lá está.
Entre as datas constantes decorreram 654 dias e não 761 ou 701, se se tratar de um 0 o algarismo do meio.


E atente-se ainda aqui no
extracto da Carta Militar como corrigi muito mal o tiro quando mudei a orientação do fotógrafo de Leste para Es-sueste.
por MCV às 13:46 