A urbanidade da coisa – 5 cada vez mais pequenas histórias (?) sobre
Uma medida possível em tempos para estabelecer a “urbanidade” de um local, era a proximidade a uma estação de correios.
Pertenço a uma geração para a qual contava essa proximidade. Uma geração que se debateu com o acesso à caixa de correio propriamente dita e com eficazes indicações para que recônditos destinatários recebessem as remessas.
Hoje, parece-me não ser disparatado estabelecer a dita variável em função da proximidade a uma máquina Multibanco. Também tem o seu interesse considerar o acesso às redes de telefones móveis.
Há tempo, dei pela primeira máquina lá na vila, que há uns anos foi despromovida a aldeia sem que as gentes hajam deixado de se lhe referir de acordo com os antiquíssimos pergaminhos.
Muito mas muito mais antigos do que a esmagadora maioria das terras que ocupam hoje posições superiores na hierarquia destas coisas.
Dizia eu que há tempos dei pela bendita máquina lá no mais recente café-restaurante. Um novo ponto central, deslocado cerca de 1 km do anterior que vem de há pelo menos 2 mil e tal anos.
É curioso considerar, embora se trate de mera coincidência, que é nessa zona do novo centro urbano que é possível utilizar as três redes de telefonia móvel. No antigo centro, tal não é possível.
A estação dos correios foi abatida há mais de uma década.
Há trinta e tantos anos ouvia o meu Avô materno discorrer sobre as vantagens dos agrupamentos bancários que se perfilavam para vulgarizar os cartões de crédito, no que viria a ser o Unibanco – Unicre.
Muitos anos depois, a SIBS torna óbvia essas vantagens para mim, que sendo avesso a créditos e a prestações, não o sou a coisas que me facilitem a vida.

O facto de em Espanha haver mais do que uma entidade desse género com expressão nacional fazia com que os vulgares MB não se pudessem utilizar senão na rede 4B. Era andar à procura deles, de chocalho tapado pelos carrers de Barcelona ou por onde quer que cheirasse a tabaco negro.
Isto de ir à parede buscar dinheiro é algo que seria dificilmente explicável a gentes de há umas décadas atrás. Antes dos autobancos terem dado uma primeira ideia fugaz da coisa.
O que é que aconteceu na SIBS?
imagens daqui e d'acolá
por MCV às 15:12 
O legendário faruque
Não consigo nem situar exactamente a zona em que
faruque é (era) sinónimo de Citroën 2 cv nem dar uma explicação para o facto.
Limito-me a constatar que assim foi, pelo menos durante a década de 60 e talvez parte da de 70.
E foi-o em parte do Alentejo, herdando o nome do quem diz penúltimo diz último Rei do Egipto.
Ouvi algumas associações do monarca ao carro mas nenhuma delas parece ser verdadeira. Um mistério, portanto.
Com esta explicação desloca-se o meridiano que divide o Mundo. E sempre que se desloca um meridiano – por simplicidade de linguagem – os dois novos hemisférios que este separa ficam com área igual à dos hemisférios anteriores e igual entre si. A população que cada um contém é que pode não ser (nunca é) no mesmo número.
Espólio Campos Vilhena - Foto atribuída a FSJ
por MCV às 12:20 de 26 outubro 2007 
Das divisões do Mundo (episódio n+3)O Mundo também se divide entre os que sabem o que é um faruque e os outros.
por MCV às 21:34 de 25 outubro 2007 
Para SulAinda por terras da Marateca, arrancando
às memórias bombas de gasolina há muito longe da vista.
por MCV às 13:19 
Coisas mundanasOlhar para o broche vermelho que uma mulher traz ao peito com a ordem: "Adira já!"
por MCV às 12:41 
Portugal, 2007
Um objecto dos meus encantos.
por MCV às 18:49 de 22 outubro 2007 
Portugal, 2007
Alguém conhece esta igreja?
por MCV às 18:36 de 21 outubro 2007 
A mulher curadaO homem olhava com satisfação a mulher curada.
Sacou da faca grande e tirou-lhe um naco.
Voltou a pendurá-la no fumeiro.
Nota: Imagino que haja muitas histórias semelhantes. Porém, nunca li nenhuma. Nem pretendi ser original.
Adenda: uma leitora muito atenta contou-me isto. Casos destes não hão-de ter faltado pelos tempos, mas é curioso que fosse notícia há tão pouco tempo.
por MCV às 01:19 