10/09/2005

Motivos para deserdar alguém (mais um da série de)

Julgar que o verbo recepcionar é digno de ser conjugado.

07/09/2005

Motivos para deserdar alguém (mais um da série de)

Ouvir da sua boca a palavra implosão para designar o desmonte de uma estrutura por explosão. Ou série de explosões.
Verde, azul, vermelho

03/09/2005

Efemérides

Este post ou outro idêntico, com algumas absurdas imprecisões, foi escrito há dois anos. Há dois anos atrás, era a memória que contava.
Uns dias fazem história, outros servem para reviver os primeiros. Os principais e os adjuntos, diria alguém.
E há dias que por serem tão principais, acabam por agregar os acontecimentos imediatamente anteriores e posteriores. É o caso deste.
Era um post que dava assim nota de uma efeméride. Um cento de anos.
Um cento de anos menos dois. Um cento de anos mais dois. Pouca diferença faz agora.
Um século, o vinte.


imagem do SNIG

Dez anos atrás, julgava eu, dez anos e um dia, sei-o agora, esta foto.
É bom se ter vivido na mais bela casa deste mundo. É triste, muito triste, já não o poder fazer.

01/09/2005

Brigadoon

Vi Brigadoon ontem de madrugada. Há vinte e oito anos que o não via.
Vi-o ao longe, pairando no fim da estrada. Deixou-me aproximar, atravessá-lo.
Era de Inverno lá. Eu ia de botas caneleiras e tudo.
Arrepiou-me o frio que lá fazia. Reconheci, pedra a pedra, todos os recantos.

Civilização

Às vezes, acontece.
Fica à vista a ténue linha entre a civilização e a lei da selva. Seja aqui a civilização a aceitação e o respeito de regras que julgamos sempre lá.
Fica à vista de todos em menos de um fósforo. Para que não nos esqueçamos (por um dia ou dois).
Está em todas as televisões, no conforto do nosso lar.

31/08/2005

O caminho

Parece que é de algum conforto para a espécie humana dizer que um furacão mudou de rumo.
Acreditar nisso.
Para o mal e para o bem.

30/08/2005

E desta



Uns anos antes
1997

Por alguma estranha razão, poucas fotos datadas de 1997 tenho em arquivo.
Esta é uma delas. Tão fraquinha que nem merecia destaque.
Mas lembrei-me hoje dela.

27/08/2005

Os dias zero

Não tenho a certeza absoluta de que fosse zero o nome que eu implicitamente dava aos dias em que se suspendiam as férias.
Sequer a tenho sobre se baptizava ou não estes dias. O que sei é que os catalogava. Que os tomava como dias desperdiçados.
E o suspender as férias era ir a casa. À vila. Ao monte. Suprema heresia, voltar à cidade.
Não. A praia era para aproveitar da primeira à última hora.
Não haveria razão neste mundo que justificasse uma noite sem ouvir o mar, uma manhã sem ir a banhos.
Uma destas noites, dei-me conta de que andava a deambular pelo interior do país em pleno Agosto. Coisa impensável. Imaginava a minha tribo nas boîtes e eu ali, à procura de uma certa ponte.
Passou-se - dizem eles. Diriam, se estivessem nas tais boîtes. Talvez quem esteja sejam os moços.
Nesses tempos, algum de nós imaginaria os Beach Boys no Crato?



Ainda os lá vou ver. Eu que gosto do Crato e dos de lá.
Será um dia zero, esse?

26/08/2005

Restos de colecção (38)


in 300 novos jogos e passatempos para os dias de descanso e para as férias, Ed. Marabu Notícias

23/08/2005

Governança



É uma luz e é ao fundo e é do túnel. Ainda que o túnel seja pouco extenso.
Entrementes, já encomendei os estudos. Para que se saiba em que estado está este blogue.

19/08/2005

16/08/2005

E assim se passa

Compatibilidade e legibilidade

Se há imagem que se pode dizer datada, esta abaixo é uma delas.
Pertence ao intervalo compreendido entre a vulgarização do avião e a vulgarização do GPS. Século XX.
Recordo-me de várias pinturas destas. Um pouco por todo o lado no país. A grande maioria delas suponho que não avistáveis do chão.
Paralelamente, existia na rede viária um sistema de sinalização compatível com alguns mapas que era bastante eficaz.
Havia uma noção inteligente do que era necessário fazer.
Percebia-se a informação que era necessário fornecer e percebia-se como o fazer.
Depois, com o advento das competências municipais, ficou à vista que um sistema destes não pode ser entregue a qualquer um.
Pode ser uma das tarefas mais simples e óbvias deste mundo ensinar a alguém um caminho.
Mas a verdade é que muito poucos são capazes de o fazer. Donde o simples e o óbvio...


imagem da RTP

15/08/2005

Poucas as palavras

Não sei qual a razão da escassez. Mas as palavras amontoam-se noutros lados. E parece que não fazem sentido.

11/08/2005

Isto das fotos

Não se deve apenas aos novos meios ao dispôr - apetece-me dizer estes lugares comuns.
Na verdade, muito pouco partido tenho tirado da coisa. Falta de paciência para circular por aí, para escrever seja o que fôr - deve ser isso.

Isto dos posts sobre o fogo. Nada a subtrair, nada a acrescentar.
Hoje vi o programa a que se referiu um deputado e um membro do governo - a reunião de uma comissão da Assembleia da República. A tarde toda. Na AR TV.
Não retiro uma linha ao último post. E aos outros oito que encontrei:
de 20 de Agosto de 2004
de 17 de Agosto de 2004
de 28 de Julho de 2004
de 27 de Julho de 2004
de 2 de Julho de 2004
da mesma data
de 16 de Fevereiro de 2004
da mesma data

06/08/2005

Portimão, Novembro de 1989

A caminho do Sul

Naquela noite de 1986, resolvi relembrar os tempos do ferry boat.
Lá atravessei o Tejo, sentado na capota do Ford Escort, gozando a fresca.
Era uma noite destas, de calor intenso. Prenunciava o verão alucinante que se seguiria.
Recordo-me de, já em casa, ter fumado o abaladiço ali no poial da esquina. Ia a noite já alta e de botas caneleiras.
Nessa noite, não disse a ninguém que a primeira vez que atravessei o Tejo, frente a Lisboa, sem ser de barco, não foi no dia 6 de Agosto de 1966. Não. Foi uns tempos antes.


foto de Celestino Teixeira in "A ponte Salazar", GPST, Lx, Julho de 1966
Fogo

Se há coisa que fica a nu com os incêndios de verão é a falta de inteligência. Por todo o lado.
Em quem decide. Em quem critica. Em quem opina.
Não valem a pena os queixumes. A falta de inteligência é um dado do problema.
A tal piolheira, de que dizem falava o outro.
Coisas

Eu tenho uma relação bizarra com o dia 6 de Agosto.
Talvez certos pormenores só fiquem acessíveis no dia em que eu morrer.
O dia 6 de Agosto sendo um dia farto em efemérides, das quais se destaca a de 1945, não é de facto um dia que me diga muito.
Mas guardo um trauma de infância.
Sim, ainda não me esqueci. Faz hoje 39 anos estava danado. Muito danado.
Talvez por isso lhe dou importância a mais. Por isso ou por algo de que não faço ainda a menor ideia.

05/08/2005

O outro mistério

Quem se lembra de ter visto este post e ficou curioso, tem aqui
a resposta.

Não que eu não ache que, há muitos anos atrás, já a mãe da dita andava perdida do resto do maralhal, ali pela serra de Sintra ou pelas serranias à volta de Arganil.
Mistério

Argumentações sem fio, silogismos risíveis, imbecilidades várias com adornos, conversas vazias não são exclusivo de certas classes profissionais, sequer de um certo tipo pseudo-intelectual.
Todavia, há algumas destas classes que me irritam particularmente.

03/08/2005

Política

Algures em 1992, deixei de fumar.
Algures nesse mesmo ano autoexcluí-me dos queixumes face à política.
Numa noite ainda de cigarros, de conjunto musical, cervejas ao ar livre, alguns dos meus primos propuseram-me como candidato. A proposta não passou daquela mesa. Ou melhor, passou. Passou para três mesas ao lado, quando retornei à procedência e disse ao ouvido da mulher o que tinha sido a chamada.
Ninguém no imenso grupo soube da conversa. Ninguém mais soube de tal, até agora, que todos vós ficais ao corrente, a não ser outra mulher, em circunstâncias muito especiais.
Dita a coisa assim, parece que se tratou de uma conversa entre primos e de uma brincadeira qualquer. Não foi isso.
A verdade é que, tendo eu aceite a tarefa, muito provavelmente teria ganho.
Com essa decisão, aparentemente excluí-me da crítica política.
E digo aparentemente porque ainda não percebi muito bem a relação entre um acto qualquer que seja e todos os acontecimentos posteriores.
Nesse ano deixei de fumar. Até que em 1997 decidi voltar a fazê-lo, uma tardinha.
Há quase um mês voltei a pôr os cigarros de lado. Não faço a menor ideia das consequências que isso trará. Apenas sei que não me custou muito tomar a decisão nem a pô-la em prática.
Entretanto, continuo a subscrever-me.

Ponho-me a pensar que os recém-não-fumadores (ou recém-não-qualquer-coisa) costumam ser os mais fundamentalistas que há.
Eu se de alguma coisa sou fundamentalista é com toda a certeza do anti-defensorismo acérrimo. Defensores acérrimos, fundamentalistas de todos os tipos, tremei!

02/08/2005

E.N.247, 2005

Numbaro cinco

Obra de sabão

Pois PUB

Estava eu para escrever um post sobre as Férias Grandes, essa instituição em desuso, quando me deu a minha rara, diria raríssima veia consumista.
Já lhe posso dar férias outra vez.



Foi a numbaro um.