29/09/2006

E.N. 308, 2001



Virando as costas a Admeus e a Adpropeixe.
Este 1506



Descobriu o meu e-mail.
Não o que é de uso aqui no blogue ou outro qualquer que seja público.
Um onde não me chega spam de qualquer proveniência a menos que...

É esse a menos que que não consegui explicar a uma certa pessoa. O mal é meu que não consegui explicar.

Por que raio quereria esta criatura convencer-me a votar nele?

28/09/2006

O massacre dos três J

Não se conhecem grandes detalhes da operação. Mas sabe-se que foi um massacre inqualificável. A crer não nas provas que jamais apareceram mas na convicção dos polícias.
Os três J - Joaquim, Jorge e Zé - tê-lo-ão cometido num hospital-convento de Lisboa, a fim de encobrirem, eliminando as testemunhas, um roubo de peças valiosas, entre as quais muitas barras e moedas de ouro.
Sabe-se pouco disso, como disse atrás.
Mas sabe-se que um deles, depois de despir a roupa suja de sangue, e não tendo outra para a substituir, entrou de novo no convento, pela porta lateral da igreja. Aí, atrás de pesadissimos reposteiros e por naves laterais semelhantes a corredores de cinema, onde fumadores aguardavam a segunda parte do filme ou a continuação do velório, lá se foi aventurando.
Acabou por roubar um reposteiro mais pequeno e dele fez traje.
Resolveu-se depois por sair e voltar a entrar. Pela porta ao lado. Do cine-estúdio - catequese.
As catecúmenas lá vinham com os seus livros ao peito. Os matrimónios em preparação mais com folhetos.
Passou por uma leva de retirantes e apanhou os mais temporões do ciclo seguinte. Uma moça solitária e sem rosto perguntou-lhe se ia também para a catequese. Respondeu que não, que ia para velar um conhecido e que mesmo sabendo que as capelas mortuárias ficavam do outro lado, resolvera passar por ali. Ela disse Ah.
Assim que se apanhou numa dependência que se assemelhava a um anfiteatro mínimo com uma janela alta para o jardim, abancou. Pouco depois, chegaram os outros JJ com o saque.
Ali mesmo o catalogaram e avaliaram.
Saídos que foram pela pequena janela do alto, em pouco tempo estavam já no Fiat 600 D a caminho da Avenida.
Aí, naquele trecho da Barata Salgueiro que fica a nascente da Avenida, e no semáforo respectivo, J deu por falta da máquina fotográfica. Como se encontrava ao lado do condutor, espreitou para o porta-luvas e não a viu.
O J que conduzia e o J que estava no banco de trás, saíram lestos do carro e lá foram.
Passada mais de meia-hora, sem que os seus camaradas regressassem, resolveu pôr-se a milhas.
Já convencido de que tinha toda a polícia no encalço, rumou a sul. Por portas e travessas.
E foi assim que chegou a Alcácer do Sal.
Ali em Alcácer, entrou naquela rotunda que dizem existir e onde entroncam a nova e a velha entrada norte.
Já ia com ela fisgada depois de ter afinal encontrado a máquina fotográfica escondida por um mapa.
Lembrava-se da 120, o marco zero ali ao pé do rio. E da 5-1, ramal para a estação.
Foi a pensar pois nelas que parou o Fiat 600 D num larguinho, cá ao cimo da vila. Ou será da cidade?
Não se ficou a saber se havia algo combinado. O certo é que entrou numa casa onde estava J, o do banco de trás.
Este saiu, trazendo uma máquina de filmar das profissionais. Trocaram algumas palavras ininteligíveis e J pousou a câmara numa mesa de pedra, ao pé de um chafariz.
O outro perguntou-lhe se ele deixava ali material tão valioso. Ele respondeu que sim, que ninguém mexia em nada, que afinal até ele, J, tinha deixado as chaves do Fiat 600 D na ignição.
Desceram calmamente pelas ruas de Alcácer em direcção ao rio. Marcos da classe 10k apareciam fora de ordem. E ali, onde havia um pequeno afluente canalizado, entre dois renques, J perguntou se era aquele o rio Lis. J deu um berro - Rio Lis? Aqui em Alcácer do Sal? - e foi pouco depois que se sentiram cercados. Não ofereceram resistência.
Na casa com janelas sobre o dito rio, os polícias vasculhavam os pertences.
Os dois permaneciam calmíssimos.
Mas um dos que estava a vasculhar um portátil, teve uma ideia luminosa. Usar o utilitário que visualiza uma sequência dos últimos écrans.
E lá começou, clicando na seta de next.
Olhares cruzaram-se. J com J, que do outro J, o dono do carro, não havia notícia.
De repente, o polícia disse - é no CSS, no disco CSS que está a coisa. Mas isso é um DVD. E não está aqui. Temos que o caçar.
J olhou para J de novo. Quase se diria com um sorriso.
Mas talvez não fosse.
Depois de muitos next e previous, nada. Foram embora.
J disse a J que era melhor fugirem dali. A qualquer altura dariam com a coisa.
J notou que achava estranho aquelas imagens não terem aparecido. O outro riu-se.
J decidiu sair a pé. Dirigiu-se ao rio.
A certa altura, foi mandado parar por um polícia. Não parou.
Ouviu dizer que o Orlando o faria parar. Caminhou para a beira-rio, para um sítio onde um rochedo complicava a marcha pela margem. Já perto dele viu perfeitamente o círculo da ponta do cano, como se ampliado. Um aviso qualquer fê-lo desviar-se. A bala embateu-lhe no ombro direito.
J também ali estava. Dentro da cerca. Uma cerca de oliveiras onde parecia os iam executar.
J só comentou por que raio não o tinham logo morto. Lembrou-se de que Orlando falhara o tiro. Mas nada o teria impedido de o executar com um outro tiro, já no chão. Não disse mais nada.
Os tiros afinal começaram a seguir. J - o restante J - comandava o grupo. E estavam todos com ele.
Não foi preciso muito para dispersarem os algozes.
Lá se reagruparam e fugiram em direcção a qualquer sítio indefinido.
Mas resolveram os três sujeitar-se a julgamento certos de que nada lhes poderia acontecer.
De facto, no julgamento, as imagens da máquina de picar carne que ainda se conseguiram ver, não foram conclusivas. Não havendo corpos, não havia crime.
J aproveitou para processar o Orlando. Ganhou. E ainda lhe atirou à cara uns impropérios.
Quando começou a sentir o nervoso miudinho e as movimentações dos polícias à porta do Tribunal, foi saindo de fininho até à estação. Não havia já comboios nesse dia.
Um homem com um ar alucinado pedalava pelos carris numa bicicleta adaptada. J pediu-lhe boleia. Este disse-lhe que não, mas que tinha uma outra bicicleta parecida que lhe poderia ceder. Era um aparelho cujos pedais eram de curso. Uma cambota transformava depois o movimento. E foi, depois de combinar a devolução no balcão de volumes do Rossio, nesse aparelho que se fez à linha. Pelo lado de dentro, oriental, como se assim fosse mais resguardado de atiradores ao longo do rio ou do olhar das sádices. Lembra-se de ter saltado por cima de vigas de pontes metálicas. E de ter aportado à inexistente estação do Torrão. Por ali, desceu da bicicleta e foi dar ao encontro de pedra de uma ponte. Antes disso tinha bebido um café servido por alguém que usava um avental com os dizeres Gelo triste.
E já não pensava sequer no saque.

27/09/2006

Estação C.F. de Oeiras, 2006

Os três poderes

O que mais me confrange ao ouvir os representantes dos três poderes é a avassaladora estupidez de que dão prova.

26/09/2006

A caderneta dos cromos

Ou a weberneta. Já se pode ver aqui.
Trocam-se os ditos cromos, como dito e prometido.

23/09/2006

O mar sem fim é...

Volta, Acebes, estás perdoado

Sim, mentir em húngaro é seguramente menos censurável do que fazê-lo em castelhano. Por uma questão de cores, obviamente. Há a mentira vermelha e verde e a mentira azul e vermelha.
Mas deixando-nos de disparates ou, pelo contrário, insistindo neles, o que eu dava para ter à minha frente um interlocutor desses que sabe que Rajoy perdeu as eleições por causa das mentiras ou dos disparates daquele e de Aznar, depois dos atentados.
(este post já está um bocado retardado mas é assim...)
Técnicas

Gervásio também tem ganho ultimamente muitas partidas de bilhar.
Descobriu uma forma de animar o movimento da bola de tal energia sem a fazer saltar das tabelas que a probabilidade de obter uma carambola é próxima de 1.
Trancoso, 2000
Restos de colecção (55)






fotografia de publicação do MOP, anos 60 - clique para ampliar

22/09/2006

Confusão

Uma confusão frequente nas mentes desses políticos que lemos e ouvimos com um sorriso condescendente é entre a impropriedade de se explicarem alguns procedimentos e acções e a sua inexplicabilidade tout court.
Vimeiro, 2005

21/09/2006

Temporal

Mais um que se baldou. Ameaçam, ameaçam e nada...
Já não há guerreiros como antigamente.



imagem do IM

16/09/2006

Gordon What?

Será Gin ou tempestade? Brown não me cheira.
Mas lá que vem, vem.



imagem e mais pormenores aqui - http://www.nhc.noaa.gov/
Não sei quantos milhões de anos

E ainda temos que aturar as religiões...

11/09/2006

A ficha de Deus

Não me passava pela cabeça - e passava a alguém? - que as fichas de Deus (modelo de 2001) parecessem uma espécie de cromatografia.
Mas são. A que eu recebi comprova-o.

Havia no ar um ar de reconciliação. Parecendo perífrase, é-o mesmo.
Juntávamos partes do passado e pretendiamos fazê-lo à mesa, com os pais dela.
Porém, como quem quer colocar a carroça à frente dos bois, já preparávamos uma espécie de lua-de-mel no Algarve para os próximos dias.
A escolha do transporte foi ela que fez. Íamos na moto que ela deveria ter usado meia dúzia de vezes, não mais.
A ideia que eu tinha da dita era assim a da uma potente MZ, BSA ou Husqvarna fora de moda. Castanha. Num postal ilustrado que ela fizera em tempos, sentada na dita.
Vi-a atravessar a praceta em direcção ao prédio do topo. Segui-a.
Nesse rés-do-chão havia uma nave repleta de costureiras, umas a fazer mangas, outras o resto. O pai dela tinha ali uma espécie de escritório apagado, por detrás de uma porta sempre aberta, de onde saía às vezes acompanhado por dois adjuntos, um, uma espécie de feitor, o outro, de terceiro empregado bancário.
Mas a mãe é que era a dona do local.
Quando se perguntou onde é que estava a moto, alguém olhou para mim e disse: Tem que ser o senhor a tirá-la de lá que eu não tenho força.
Estava numa das prateleiras mais elevadas, daquelas onde - diz o bom senso - se guardam as coisas pouco utilizadas.
Com um pequeno esforço retirei-a.
Tal como no episódio da G3 de arame, tinha agora à minha frente um estranho veículo caricatural.
Era um quadriciclo movido a pedais que contava com um pequeníssimo motor eléctrico auxiliar que transmitia o movimento através de um anel de borracha implantado directamente sobre o veio a uma das rodas traseiras, borracha a borracha.
Foi para testar a possibilidade de empreender tal viagem que aproveitei a deixa e fui creio que ao Registo Civil na terrível maquineta.
É sabido que o dito Registo fica ao cimo de um misto de Calçada do Combro e Praça do Município da Covilhã. Não admirou pois que, vindo de cima, à procura de um lugar para estacionar, tudo corresse com a ajuda de Todos os Santos. O pior foi quando resolvi inverter a marcha e começar a subir. Nem o motor me safou. Prova dos nove.
A oficina antiga de motorizadas e bicicletas suscitou-me toda a confiança. A espécie de Gepeto - tal como o imagino - que se encontrava estranhamente em pose de sapateiro, com o regaço protegido por um cabedal e enterrado em peças soltas de alumínio e ferro, tinha um ar de idoneidade tal que não demorei um quilómetro-luz* a confiar-lhe o precioso bem - O senhor importa-se que eu pendure aqui no seu cabide a minha... hum... bicicleta a motor?
Não se importou.
No caminho para a repartição utilizei o célebre elevador que se sobe a pé, em rampas que se sucedem a ângulos rectos. Lá no alto, havia uma oferenda de bens similar a qualquer venda de rua. Podia levar-se o que estava exposto à óbvia excepção dos utensílios adjuvantes tais como as lupas com que se podiam escolher os selos e as filigranas. Pois foi uma destas que pus no bolso. Com a intenção de explorar os pormenores dos ex-libris de uma carrada de livros que comprara recentemente.
Saído do elevador e vias circundantes, entrei numa rua particular em calçada onde seis pessoas jogavam o ringue, presas por correntes de cão a postes e argolas de ferrro.
Procurei evitar interferir no jogo até que o quinto elemento - uma mulher jeitosa mas com ar de ter muito mau feitio - resolveu ser muito sobranceira e arrogante na réplica que fez a um comentário meu.
Na volta do correio, respondi-lhe que se deixasse ficar ali presa enquanto eu ia para o Algarve num raro e valioso quadriciclo, na companhia de uma mulher muitíssimo mais interessante do que ela.
Depois dos papéis tratados, já tive que entrar de gatas na oficina de motos, que o plácido patrão correra parcialmente a porta.
Lá identifiquei o veículo entre a tralha e agradeci, penhorado, a guarda.
No regresso à praceta, esperava-me um bilhete de avião para Nova Iorque. Um, não - dois. Ela quisera afinal pregar-me uma partida.
No dia seguinte, fui compar umas gusoleimas ali à pastelaria dos bolos (que há a pastelaria que não é dos bolos mesmo ao lado) para levar para o almoço tardio em casa dos pais dela.
Quando cheguei, não vi ninguém. Toquei à porta e nada.
Fui à oficina de costura e, da porta que ficava escondida pela porta aberta, saiu um dos ajudantes. Disse-me que não sabia do patrão.
Esperei ali num canto.
Quando chegou, trazia o rosto destroçado e a ficha de Deus na mão. Entregou-ma.


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Quilómetro-luz: 3,3 milionésimos de segundo. Unidade erradamente referida por certo expert da bola como sendo de distância.

09/09/2006

Brevemente



Neste blogue.
Os verdadeiros cromos das estradas.
Para a troca. Na Estação do Rossio ou aqui mesmo, a qualquer hora.

07/09/2006

Conhecenças

Há festa na Cola. E ainda não é este ano que lá volto.


Santuário da Senhora da Cola - imagem do IPPAR - pela terceira vez aqui publicada
De como

Não vendi por mil e duzentos contos as hastes dos meus óculos de massa a um conhecido bando de comediantes.

03/09/2006

Lua


imagem pois da ESA e daqui

Lembrei-me. Depois esqueci-me.
Até do convite para assistir à dor de dentes.

"A Europa chegou à Lua" - dizem por aí. Faz esta frase algum sentido?
Na Estrada de Benfica, ali para os lados do Calhariz, havia uma tasca que tinha um quadro de uns amigos do bródio assinalando a sua ida à Lua. Isso aqui há muito atrasado. Não seriam eles europeus?
Se calhar, não. Ainda não tínhamos aderido.

Referência erudito-intelecto-mitológica do dia: Haverá nisto mão de Zeus?

Sacavém, 2006

31/08/2006

E.N. 10, 2006



Sifão do Aqueduto do Tejo no rio Trancão em Sacavém, visto através da viga da ponte sobre este rio.
Post



Post (puôst) é uma palavra que soa muito mal no meio de um jantar em português. Descobri ontem.

Poste com C1 é um objecto que se vê mal, pois.

29/08/2006

A chamada do futuro

O estranho é que a chamada perdida era dum número começado por 96. Havia outra, sim, de um começado por 93.
Quando fui lá de novo para verificar o número na minha lista mais completa, já não aparecia a do 96.
A do 93, mostrava estes dados:

Pelo banho do baptista

Não dei banho hoje.
Ainda hei-de fazer a conta, supondo que os banhos do 29 (cada um deles) valem por 9, a quantos banhos terei que dar para repôr a normalidade.
Isso e o arroz de frango respectivo à beira-mar.
Na praia de Messejana ou além, como diziam na estação do Barreiro-Mar.
O pé direito duplo ou as sapatilhas de ténis

A ordem dos factores é arbitrária. Ou surgiu primeiro o pé direito duplo ou os dois pés a levarem-me as sapatilhas. Mas lá que concorreram, isso foi.
O velho merceeiro que anos a fio ocupara uma loja em frente à minha casa, contemplava a meu lado o prédio onde afinal não se instalara. Eu explico. A loja que era em frente mudara-se para o prédio ao lado, onde ele residira também desde sempre.
Não admirava pois que não a víssemos.
Eu dizia que me interessava fotografar (talvez para a semana) a loja dele, com aquele aparato de organização vertical, dado a maior dimensão ser a z.
E ele retorquia que não, que não seria possível, que amanhã era o último dia dele. Ia fechar, trespassar, sei lá. Sei que fiz contas ao dia da semana e me admirou que fechasse à terça.
Quando finalmente lá fui, estava tudo vazio e branco. Recém-branco.
Procurava eu os ângulos mais favoráveis, as sombras das mudanças de planos - havia um plano inclinado que correspondia ao dorso da escada - quando me apareceu uma mulher à porta, indagando das condições da casa.
Dá-me ideia que fiz o papel de vendedor, de mediador imobiliário. Realcei o pé direito duplo.

Chegado a casa, em vez do merceeiro encontrei um adido lá depositado por um amigo comum.
Nunca o vira mais gordo. Mas parece que estava ali à espera de ir participar num jogo de basquetebol.
Quando estava de abalada para o jogo e eu já à espera de o ver definitivamente pelas costas, queixou-se-me de que os sapatos que trazia não eram grande coisa para o jogo. Se eu não teria umas sapatilhas... e já a agarrar nuns ténis velhos - relíquias da casa - com as duas mãos e a ver se serviam. Serviram.
Não sei por que é que não recusei a requisição. Apenas lhe referi que não eram apropriados para o basquetebol, que lhe faltavam as protecções adicionais ditas tíbio-társicas (até parece que fazem parte da anatomia humana) e mais qualquer coisa.
Não o demovi. Deixou lá os sapatitos de veludo azul com gola e foi-se.
Voltou à tarde desolado que não jogara por causa justamente das suas dimensões társicas. Que não eram regulamentares, dizia ele, e que não conseguia compreender a coisa. Sempre jogara e nunca tivera tarsos não regulamentares.
Ficou lá em casa já não sei à espera de quê.
No dia seguinte, fui ao quarto dele e já não estava.
O que estava era o par de sapatitos azuis.

75% de satisfação

Duas instituições, três repartições públicas, quatro funcionários diferentes.
Três deles, curiosamente da mesma instituição, expeditos, capazes de compreender em duas penadas o que se lhes pede, capazes de encaminhar o assunto ou de sugerir diligência alternativa. E simpáticos. Em suma, competentes. Um minuto ou dois de conversa, não mais.
O outro, incapaz de todo de perceber por várias formas o que se lhe pedia - sim, eu sei que quando não se consegue explicar uma coisa a um polícia é porque está mal explicado* - incapaz de entender que quando se pede a primeira entrada (ou a mais antiga ou a nº1 ou a inicial) de um registo é a primeira entrada que se pede e não a actual (a mais recente, a última...). Incapaz até de ler o registo que me exibia ou de o entender, foi o quarto que falhou. Ao fim de um bom quarto de hora de traz e leva, de vai e vem, de pergunta aqui e inquire ali. O terceiro da ordem e o quarto da amostra.
Não me parece mau de todo.

Ah, eram três mulheres e um homem.
O que falhou não era homem.

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*dizia Edgar Cardoso que Duarte Pacheco o dizia nas aulas.

28/08/2006

E.N. 11, 2006



Uma das pouquíssimas pontas que ficou por concluir do Plano de 45.
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actualização: o seu ambicioso traçado previsto:

26/08/2006

Fissuração



A banda sonora desta foto é aquela lambada a que chamavam Lambada.

23/08/2006

A desvalorização de 400% (episódio sem número)

Desde a cantada desvalorização do peso argentino face ao dólar, que, segundo um dia inteirinho de rádio, se cifrava então nos 400%, que atento fico sempre que ouço falar em percentagens.
Hoje foi mais um dia cheio. E em cheio. Com a inflação dos preços a pagar pelos beneficiários da ADSE por alguns serviços.
A mesma incapacidade que se revela no domínio de coisa tão trivial é a que faz com que ninguém se aperceba de que não sabe. Não sabe mesmo.
Quando não se sabe e se sabe que não se sabe, o melhor é ficar calado. Ou falar de outra coisa. Mas quando não se sabe que não se sabe...
Praia da Bordeira, 1985



E não se vêem as tais pedras. Qual mar?

20/08/2006