14/06/2009
13/06/2009
12/06/2009
11/06/2009
Noticias que toda a gente saberá dentro em pouco

Ainda que a diferenciação dos últimos graus desta escala façam pouco sentido, como já aqui o disse.
Ainda que a diferenciação dos últimos graus desta escala façam pouco sentido, como já aqui o disse.
09/06/2009
Realismo júnico
Pertenço àquele grupo de indígenas que ainda se pode dar ao luxo de olhar o quotidiano com alguma sobranceria.
Por isso, espanto-me comigo próprio quando começo a dar demasiada atenção ao comezinho.
E estes dias passados têm-me, por alguma obscura razão pois não são mais especiais do que os que os antecederam, suscitado erupções que não são nada comuns.
Vejo o alarido à volta do BPP e ouço os apodos com que os clientes mimoseiam os antigos dirigentes.
Sobre isso já disse o que disse, mas cabe ainda acrescentar que, sendo leitor do Expresso desde 1973, apreciei devidamente a arrogância publicitária do BPP na Revista do dito ao longo dos anos (alguém já terá enumerado os colaboradores voluntários de tal publicidade?).
Fiquei, talvez por não ser parte do público-alvo da coisa, quase desde o primeiro momento, com a devida erisipela ao ler as notas à margem dos textos dos convidados.
Isso bastou-me. Não para suspeitar que o negócio era o que os clientes dizem agora ter sido mas para me manter a milhas – náuticas, vá – das agências do supracitado.
Não li, não ouvi o que as sondagens diziam sobre as eleições de domingo passado aqui em Portugal.
Ouço hoje, e para já dou o devido desconto a tais notícias (estranho-me até de estar a comentar com base no que os outros dizem – isso também é ou deve ser dos dias que correm), que se espalharam ao comprido. Não é nada que me surpreenda, mas vou ver o que se publicou.
Qual será o valor do coeficiente de preconceito que é introduzido no cálculo final?
Ainda não me informei devidamente – mais uma vez o falar de cor – se sim ou não os resultados destas eleições europeias foram revolucionários no cômputo geral.
Ouço dizer que sim.
É este um assunto que merece toda a atenção.
Há ainda um telefonema de Viena de Áustria. O pessoal a comer, por lá, sardinhas na rua.
E é este um assunto que me intriga. Que se vá a Viena para comer sardinhas!
Pertenço àquele grupo de indígenas que ainda se pode dar ao luxo de olhar o quotidiano com alguma sobranceria.
Por isso, espanto-me comigo próprio quando começo a dar demasiada atenção ao comezinho.
E estes dias passados têm-me, por alguma obscura razão pois não são mais especiais do que os que os antecederam, suscitado erupções que não são nada comuns.
Vejo o alarido à volta do BPP e ouço os apodos com que os clientes mimoseiam os antigos dirigentes.
Sobre isso já disse o que disse, mas cabe ainda acrescentar que, sendo leitor do Expresso desde 1973, apreciei devidamente a arrogância publicitária do BPP na Revista do dito ao longo dos anos (alguém já terá enumerado os colaboradores voluntários de tal publicidade?).
Fiquei, talvez por não ser parte do público-alvo da coisa, quase desde o primeiro momento, com a devida erisipela ao ler as notas à margem dos textos dos convidados.
Isso bastou-me. Não para suspeitar que o negócio era o que os clientes dizem agora ter sido mas para me manter a milhas – náuticas, vá – das agências do supracitado.
Não li, não ouvi o que as sondagens diziam sobre as eleições de domingo passado aqui em Portugal.
Ouço hoje, e para já dou o devido desconto a tais notícias (estranho-me até de estar a comentar com base no que os outros dizem – isso também é ou deve ser dos dias que correm), que se espalharam ao comprido. Não é nada que me surpreenda, mas vou ver o que se publicou.
Qual será o valor do coeficiente de preconceito que é introduzido no cálculo final?
Ainda não me informei devidamente – mais uma vez o falar de cor – se sim ou não os resultados destas eleições europeias foram revolucionários no cômputo geral.
Ouço dizer que sim.
É este um assunto que merece toda a atenção.
Há ainda um telefonema de Viena de Áustria. O pessoal a comer, por lá, sardinhas na rua.
E é este um assunto que me intriga. Que se vá a Viena para comer sardinhas!
08/06/2009
Dia sem reflexão
Não consegui mais todo o santo dia do que:
Constatar que “a cunhada do meu irmão” é “a irmã da minha cunhada” e que não consegui identificar outros laços de parentesco em que o salto de cavalo seja válido.
Constatar que a câmara que filmava o deputado Honório Novo na Comissão de Inquérito sobre a situação que levou à nacionalização do BPN e sobre a supervisão bancária inerente mostrava uma senhora muito interessante à retaguarda daquele.
Constatar que a eurodeputada que mandei para Estrasburgo e Bruxelas é igualmente muito agradável à vista.
Não consegui mais todo o santo dia do que:
Constatar que “a cunhada do meu irmão” é “a irmã da minha cunhada” e que não consegui identificar outros laços de parentesco em que o salto de cavalo seja válido.
Constatar que a câmara que filmava o deputado Honório Novo na Comissão de Inquérito sobre a situação que levou à nacionalização do BPN e sobre a supervisão bancária inerente mostrava uma senhora muito interessante à retaguarda daquele.
Constatar que a eurodeputada que mandei para Estrasburgo e Bruxelas é igualmente muito agradável à vista.
07/06/2009
Amanhãs que cantam
Acabei de ouvir Gordon Brown dizer que é possível construir, nesta geração, um mundo melhor e erradicar a fome. Pode não ser à letra, mas foi o sentido do final do seu discurso.
Independentemente da barafunda em que estáo metidos os Comuns e do descrédito que assola a classe política britânica, cujos sinais são exactamente no sentido contrário, independentemente disso, levanta-se-me sempre a questão dialéctica e trivial do realismo q.b. oposto ao idealismo que, por vezes, tem agitado e revolucionado o mundo. Quase sempre de forma violenta.
Às vezes lembro-me das vontades aprisionadas por Blimunda. Ainda que não acredite em tal.
Acabei de ouvir Gordon Brown dizer que é possível construir, nesta geração, um mundo melhor e erradicar a fome. Pode não ser à letra, mas foi o sentido do final do seu discurso.
Independentemente da barafunda em que estáo metidos os Comuns e do descrédito que assola a classe política britânica, cujos sinais são exactamente no sentido contrário, independentemente disso, levanta-se-me sempre a questão dialéctica e trivial do realismo q.b. oposto ao idealismo que, por vezes, tem agitado e revolucionado o mundo. Quase sempre de forma violenta.
Às vezes lembro-me das vontades aprisionadas por Blimunda. Ainda que não acredite em tal.
05/06/2009
04/06/2009
O desastre do Caravelle
Um dos mistérios que nunca esclarecerei é por que é que durante anos e anos andei convencido de que o avião (citado aqui há três dias) que se precipitou no mar a seguir à descolagem da Portela em Maio de 1961 era um Caravelle e não um DC-8, como de facto era.
Outro é por que é que este acidente (tal como o do Rápido do Algarve) foi varrido da memória colectiva e das tradicionais retrospectivas quando há acidentes similares.
Afinal, foi o mais mortífero acidente aéreo no (junto ao) território continental até hoje. Mais do que o de Faro.

jornais do dia
Um dos mistérios que nunca esclarecerei é por que é que durante anos e anos andei convencido de que o avião (citado aqui há três dias) que se precipitou no mar a seguir à descolagem da Portela em Maio de 1961 era um Caravelle e não um DC-8, como de facto era.
Outro é por que é que este acidente (tal como o do Rápido do Algarve) foi varrido da memória colectiva e das tradicionais retrospectivas quando há acidentes similares.
Afinal, foi o mais mortífero acidente aéreo no (junto ao) território continental até hoje. Mais do que o de Faro.
jornais do dia
03/06/2009
PR
Diz o Presidente da República que está a perder muito dinheiro com as aplicações das suas poupanças.
Quero crer que isto reforça o que aqui se disse.
Diz o Presidente da República que está a perder muito dinheiro com as aplicações das suas poupanças.
Quero crer que isto reforça o que aqui se disse.
02/06/2009
01/06/2009
Aviões

imagem adaptada de flightstats.com
Anteontem ocorreu-me que passavam anos sobre o maior acidente de um avião ao levantar da Portela de Sacavém.
Também se tratava de um voo transatlântico e também do que aconteceu pouco se soube então. Apesar de ter caído quase na costa, junto à Fonte da Telha.
imagem adaptada de flightstats.com
Anteontem ocorreu-me que passavam anos sobre o maior acidente de um avião ao levantar da Portela de Sacavém.
Também se tratava de um voo transatlântico e também do que aconteceu pouco se soube então. Apesar de ter caído quase na costa, junto à Fonte da Telha.
31/05/2009
30/05/2009
29/05/2009
A cabina telefónica
Já aqui mencionei como a PT me tornou escutador de conversas.
A forma pérfida como proporcionou a introdução nos meus sonhos de palavras alheias, numa só via.
Pois hoje, e apesar de um episódio já acontecido aqui nas alturas, em que se chamava a Ritinha, retomei às escutas, por via de um andaime colocado no prédio ao lado, em que, mesmo junto à janela do meu quarto, passadas que foram as semanas de martelo e de broca, se procede a trabalhos quase silenciosos.
Ouvi telefonemas, naturalmente. Já não são necessárias cabinas. Ouvi imprecações à moda das obras, ouvi considerações políticas e desportivas.
Mas não, não os vou denunciar. Nem sequer passar as notícias aos jornais.
Já aqui mencionei como a PT me tornou escutador de conversas.
A forma pérfida como proporcionou a introdução nos meus sonhos de palavras alheias, numa só via.
Pois hoje, e apesar de um episódio já acontecido aqui nas alturas, em que se chamava a Ritinha, retomei às escutas, por via de um andaime colocado no prédio ao lado, em que, mesmo junto à janela do meu quarto, passadas que foram as semanas de martelo e de broca, se procede a trabalhos quase silenciosos.
Ouvi telefonemas, naturalmente. Já não são necessárias cabinas. Ouvi imprecações à moda das obras, ouvi considerações políticas e desportivas.
Mas não, não os vou denunciar. Nem sequer passar as notícias aos jornais.
28/05/2009
O Caça
Há dias que andava enredado com a fácies do lugar. Dos lugares. De alguns lugares. De alguns e apenas de alguns entre aqueles por onde andei mais tempo.
Sendo que a fácies se refere aqui ao rosto humano. Às características comuns que eu acredito identificar no rosto das pessoas que habitam cada um desses lugares.
Quando começava hoje a ter essa crença em relação a determinado bairro de Lisboa, uma das caras que eu observara saindo da taberna para a torreira do sol definiu-se de perfil junto ao vidro da janela ao pé da qual me encontrava sentado.
Introduzindo aqui um lugar comum, tratava-se de uma espécie de inverso hopperiano. Nighthawks ao invés, de dia e de dentro para fora.
A face que então se recortou vinda da esquerda alta não pertencia, não podia pertencer àquele contexto.
Claro que não. Era o Caça. O meu velho conhecido Caça-Aviões, transplantado da canícula da vila para uma interpelação à esquina para saber de direcções na capital.
Hesitei durante os quinze ou vinte segundos em que o vi à boca de cena, se haveria de ir à porta e chamá-lo para uma cerveja.
Haveria de se surpreender mais do que eu.
Deixei-o ir.
Há dias que andava enredado com a fácies do lugar. Dos lugares. De alguns lugares. De alguns e apenas de alguns entre aqueles por onde andei mais tempo.
Sendo que a fácies se refere aqui ao rosto humano. Às características comuns que eu acredito identificar no rosto das pessoas que habitam cada um desses lugares.
Quando começava hoje a ter essa crença em relação a determinado bairro de Lisboa, uma das caras que eu observara saindo da taberna para a torreira do sol definiu-se de perfil junto ao vidro da janela ao pé da qual me encontrava sentado.
Introduzindo aqui um lugar comum, tratava-se de uma espécie de inverso hopperiano. Nighthawks ao invés, de dia e de dentro para fora.
A face que então se recortou vinda da esquerda alta não pertencia, não podia pertencer àquele contexto.
Claro que não. Era o Caça. O meu velho conhecido Caça-Aviões, transplantado da canícula da vila para uma interpelação à esquina para saber de direcções na capital.
Hesitei durante os quinze ou vinte segundos em que o vi à boca de cena, se haveria de ir à porta e chamá-lo para uma cerveja.
Haveria de se surpreender mais do que eu.
Deixei-o ir.
27/05/2009
Comentadores
Ontem apareceu aí pelas nove e tal da noite um comentador num canal de televisão a dizer que Oliveira e Costa se tinha limitado a ler uma longa declaração e que não tinha respondido a nada.
Eu (e mais meio mundo) até à meia-noite e tal, ouvi-o responder a muitas perguntas que ele às nove já tinha visto, ainda que em pequena parte, serem-lhe fornuladas.
O comentador não sabe, portanto, do que fala.
Ontem apareceu aí pelas nove e tal da noite um comentador num canal de televisão a dizer que Oliveira e Costa se tinha limitado a ler uma longa declaração e que não tinha respondido a nada.
Eu (e mais meio mundo) até à meia-noite e tal, ouvi-o responder a muitas perguntas que ele às nove já tinha visto, ainda que em pequena parte, serem-lhe fornuladas.
O comentador não sabe, portanto, do que fala.
26/05/2009
Bomba

Os moços, em menos de três anos, quadriplicaram a energia libertada.
Onde os levará tal caminhada?
montagem com registo sismográfico do teste de 2006 e foto do grande líder.
Os moços, em menos de três anos, quadriplicaram a energia libertada.
Onde os levará tal caminhada?
montagem com registo sismográfico do teste de 2006 e foto do grande líder.
25/05/2009
24/05/2009
23/05/2009
A rua D
A rua D sobe para Norte.
A rua D deveria ter mais comércio.
Gosto da rua D.
Estas três afirmações espelham respectivamente um facto, uma opinião e um gosto.
Apenas a segunda é susceptível de controvérsia.
No entanto, o comum é que se assista a debates, convulsões e troca de insultos a respeito de todas elas.
A medida em que isso se vulgariza é inversamente proporcional à evolução mental da sociedade.
A rua D sobe para Norte.
A rua D deveria ter mais comércio.
Gosto da rua D.
Estas três afirmações espelham respectivamente um facto, uma opinião e um gosto.
Apenas a segunda é susceptível de controvérsia.
No entanto, o comum é que se assista a debates, convulsões e troca de insultos a respeito de todas elas.
A medida em que isso se vulgariza é inversamente proporcional à evolução mental da sociedade.
21/05/2009
Vida

Li claramente lido neste postal caído a um canto que o livro que eu perdera ali estava, à minha espera.
Li claramente lido neste postal caído a um canto que o livro que eu perdera ali estava, à minha espera.
20/05/2009
19/05/2009
18/05/2009
Não há notícias
Também me lembro de um tipo que dizia que ia construir uma grande estrada.
Esse ainda conseguiu enganar uns quantos, enquanto não o voltaram a internar.
E é com isto que se abrem os telejornais.
Num dia como o de ontem, é de estranhar que não tenham tentado mais uma vez vender o Cristo-Rei.
Também me lembro de um tipo que dizia que ia construir uma grande estrada.
Esse ainda conseguiu enganar uns quantos, enquanto não o voltaram a internar.
E é com isto que se abrem os telejornais.
Num dia como o de ontem, é de estranhar que não tenham tentado mais uma vez vender o Cristo-Rei.
Olhanense

do site do Olhanense
Não é por ser uma das mais antigas filiais do Sporting.
Não é por eu ser um incondicional da vila, digo cidade, de Olhão da Restauração.
É mesmo por ser do sul. Por ser do Algarve, que é uma espécie de minha segunda terra, vistas as raízes na serra, do lado de cá e de lá da fronteira dos Reinos.
É por ser de onde vivi os melhores anos. Os melhores verões.
Viva o Olhanense e quem o apoiar!
do site do Olhanense
Não é por ser uma das mais antigas filiais do Sporting.
Não é por eu ser um incondicional da vila, digo cidade, de Olhão da Restauração.
É mesmo por ser do sul. Por ser do Algarve, que é uma espécie de minha segunda terra, vistas as raízes na serra, do lado de cá e de lá da fronteira dos Reinos.
É por ser de onde vivi os melhores anos. Os melhores verões.
Viva o Olhanense e quem o apoiar!
17/05/2009
Cristo-Rei
Há qualquer coisa a mais do que a coetaneidade e que não consigo definir, que me liga ao monumento ao Cristo-Rei.
Ateu e agnóstico, três vezes que me lembre nele entrei. Espaçadas de décadas.
Na última, há pouco menos de um ano e depois de uma pulsão para lá voltar, talvez ainda a um quilómetro assombrou-me a memória de um cheiro parecido com o do pão que associava ao lugar.
Vá saber-se se a memória desentranhada contaminou os sentidos...

Pareceu-me que estava tudo como dantes.

da brochura publicada pelo santuário
Removo hoje o anúncio de intenção de compra de um Cristo-Rei de plástico.
Há qualquer coisa a mais do que a coetaneidade e que não consigo definir, que me liga ao monumento ao Cristo-Rei.
Ateu e agnóstico, três vezes que me lembre nele entrei. Espaçadas de décadas.
Na última, há pouco menos de um ano e depois de uma pulsão para lá voltar, talvez ainda a um quilómetro assombrou-me a memória de um cheiro parecido com o do pão que associava ao lugar.
Vá saber-se se a memória desentranhada contaminou os sentidos...
Pareceu-me que estava tudo como dantes.
da brochura publicada pelo santuário
Removo hoje o anúncio de intenção de compra de um Cristo-Rei de plástico.
16/05/2009
14/05/2009
12/05/2009
11/05/2009
10/05/2009
08/05/2009
Produção
Diz-se que o verbo ensinar e todos os vocábulos dele derivados foram banidos do léxico escolar.
Pode ser um exagero, pode ser uma metáfora, mas é a ideia que a escola hoje dá de si própria.
Da mesma forma me apercebo que nos debates sobre a situação económica e social do país, sobre a inevitabilidade de continuarmos indefinidamente numa espiral descendente, nunca se ouve, nunca se lê a palavra produção.
Diz-se que o verbo ensinar e todos os vocábulos dele derivados foram banidos do léxico escolar.
Pode ser um exagero, pode ser uma metáfora, mas é a ideia que a escola hoje dá de si própria.
Da mesma forma me apercebo que nos debates sobre a situação económica e social do país, sobre a inevitabilidade de continuarmos indefinidamente numa espiral descendente, nunca se ouve, nunca se lê a palavra produção.
06/05/2009
No país do atraso mental
Há algum tempo que me venho a aperceber de que um post aqui publicado sobre a memória colectiva é cruz de queda de pára-quedistas vindos do Google e arredores.
Há esse mesmo tempo que calculava que aquela meia-dúzia de considerações pouco académicas seria literalmente integrada em qualquer trabalho liceal.
Hoje, por via desta exacta busca* - http://www.google.com/search?sourceid=navclient&ie=UTF-8&rlz=1T4ADBR_enPT202PT202&q=partindo+do+princ%c3%adpio+simplificado+que+a+mem%c3%b3ria+colectiva+%c3%a9+o+conjunto+de+factos+e+de+conceitos+que+constam+da+mem%c3%b3ria+da+grande+parte+das+pessoas%2c+quer+por+experi%c3%aancia+quer+por+comunic - que deve ter sido feita por algum professor a quem a coisa pareceu desadequada ou, não tendo sido o caso, por via da utilização a eito de alguma aplicação destinada a detectar tais cópias, tive a certeza disso.
Essa é a parte da coisa que certamente penalizada será.
O que me aborreceu mesmo foi encontrar esta merda. E digo merda (desata aos berros e diz que é das “novas oportunidades”) com todas as letras.
* que não utilizou as aspas, para detectar a transliteração.
Há algum tempo que me venho a aperceber de que um post aqui publicado sobre a memória colectiva é cruz de queda de pára-quedistas vindos do Google e arredores.
Há esse mesmo tempo que calculava que aquela meia-dúzia de considerações pouco académicas seria literalmente integrada em qualquer trabalho liceal.
Hoje, por via desta exacta busca* - http://www.google.com/search?sourceid=navclient&ie=UTF-8&rlz=1T4ADBR_enPT202PT202&q=partindo+do+princ%c3%adpio+simplificado+que+a+mem%c3%b3ria+colectiva+%c3%a9+o+conjunto+de+factos+e+de+conceitos+que+constam+da+mem%c3%b3ria+da+grande+parte+das+pessoas%2c+quer+por+experi%c3%aancia+quer+por+comunic - que deve ter sido feita por algum professor a quem a coisa pareceu desadequada ou, não tendo sido o caso, por via da utilização a eito de alguma aplicação destinada a detectar tais cópias, tive a certeza disso.
Essa é a parte da coisa que certamente penalizada será.
O que me aborreceu mesmo foi encontrar esta merda. E digo merda (desata aos berros e diz que é das “novas oportunidades”) com todas as letras.
* que não utilizou as aspas, para detectar a transliteração.
05/05/2009
Prós & Contras
Receio sempre que a argumentação infantil destinada às massas reflicta o verdadeiro pensamento dos intervenientes.
Receio sempre que os corporativismos e benfiquismos exsudados se reflictam perigosamente em caso de catástrofe.

Nota muito importante: dois dias antes do programa ir para o ar já eu acordava encalorado estirado na cabine deste veículo à porta dos estúdios da RTP, de onde ele, de resto e ao que consta, não é emitido, gravado. O microcarro atrás do qual estacionei pertencia pois a quem se calcula. É que nunca a tinha visto com esses olhos. De camionista. Nem em sonhos.
A foto do camião era algures daqui e a da bandeira d'acolá
Receio sempre que a argumentação infantil destinada às massas reflicta o verdadeiro pensamento dos intervenientes.
Receio sempre que os corporativismos e benfiquismos exsudados se reflictam perigosamente em caso de catástrofe.
Nota muito importante: dois dias antes do programa ir para o ar já eu acordava encalorado estirado na cabine deste veículo à porta dos estúdios da RTP, de onde ele, de resto e ao que consta, não é emitido, gravado. O microcarro atrás do qual estacionei pertencia pois a quem se calcula. É que nunca a tinha visto com esses olhos. De camionista. Nem em sonhos.
A foto do camião era algures daqui e a da bandeira d'acolá
04/05/2009
Ruas com dias
Um agradecimento especial a Fernando Vilela que tem tido a gentileza de contribuir para o preenchimento das Ruas com Dias.
Um agradecimento especial a Fernando Vilela que tem tido a gentileza de contribuir para o preenchimento das Ruas com Dias.
Notícias
Apesar de desde sábado à tarde o caso provável em Portugal constar da página do ECDC, continua a falar-se dele como duma novidade.
O Prof. Marcelo pelos vistos está muitos passos à frente das redacções e das instituições.
Apesar de desde sábado à tarde o caso provável em Portugal constar da página do ECDC, continua a falar-se dele como duma novidade.
O Prof. Marcelo pelos vistos está muitos passos à frente das redacções e das instituições.
03/05/2009
30/04/2009
29/04/2009
Propagação
Em 2002, alguém se lembrou de criar uma aplicação onde os europeus da zona do Euro registassem a circulação pelas suas mãos de uma moeda proveniente de um outro país.
Pretendia com isso, ao que me lembro do que constava na página, colher informação útil para o estudo de epidemias.
Não segui a coisa, não faço a menor ideia do interesse que suscitou, que resultados obteve.
Apenas se pode dizer, quaisquer que sejam os resultados a que chegou, é que seria necessária muita correcção para que estes dados ao serem tratados viessem a ter utilidade para o estudo de epidemias.
Disse hoje a Directora-Geral da O.M.S. que esta era a primeira vez que a propagação de uma epidemia se podia seguir em tempo real. É facto que sim.
O que é preciso saber é qual a correcção que o tratamento dos dados deve utilizar para se ter uma ideia o mais aproximada possível do que está a acontecer.
É isso o mais difícil de tudo.
Até de saber que utilização dar a essa informação em futuras ocasiões.
Nota-se uma dificuldade enorme da maioria dos jornalistas em perceber o significado da escala de pandemia da O.M.S..
Diga-se, ao mesmo tempo, que os níveis mais altos da escala (4, 5 e 6) estão separados por critérios um tanto ou quanto absurdos.
Em 2002, alguém se lembrou de criar uma aplicação onde os europeus da zona do Euro registassem a circulação pelas suas mãos de uma moeda proveniente de um outro país.
Pretendia com isso, ao que me lembro do que constava na página, colher informação útil para o estudo de epidemias.
Não segui a coisa, não faço a menor ideia do interesse que suscitou, que resultados obteve.
Apenas se pode dizer, quaisquer que sejam os resultados a que chegou, é que seria necessária muita correcção para que estes dados ao serem tratados viessem a ter utilidade para o estudo de epidemias.
Disse hoje a Directora-Geral da O.M.S. que esta era a primeira vez que a propagação de uma epidemia se podia seguir em tempo real. É facto que sim.
O que é preciso saber é qual a correcção que o tratamento dos dados deve utilizar para se ter uma ideia o mais aproximada possível do que está a acontecer.
É isso o mais difícil de tudo.
Até de saber que utilização dar a essa informação em futuras ocasiões.
Nota-se uma dificuldade enorme da maioria dos jornalistas em perceber o significado da escala de pandemia da O.M.S..
Diga-se, ao mesmo tempo, que os níveis mais altos da escala (4, 5 e 6) estão separados por critérios um tanto ou quanto absurdos.
28/04/2009
Cegueira
Quando Saramago escreveu o “Ensaio sobre a cegueira”, acrescentou um título mais às obras que a literatura consagrou a pragas.
A minha obra preferida é “O dia das Trífides”, de John Wyndham, inexplicavelmente desaparecida das minhas estantes.
Também ela trata da cegueira.
Sem cegos, há também “Vuzz”, de P.A. Hourey e muitos outros livros interessantes.
A cegueira que ora se vê é a que nos dizimará, no dia em que nos enfrentarmos com algo muito contagioso e muito letal.
É ela que se expressa em todas as suas formas nas medidas ridículas, na propaganda absurda, no comportamento das massas.
Quando Saramago escreveu o “Ensaio sobre a cegueira”, acrescentou um título mais às obras que a literatura consagrou a pragas.
A minha obra preferida é “O dia das Trífides”, de John Wyndham, inexplicavelmente desaparecida das minhas estantes.
Também ela trata da cegueira.
Sem cegos, há também “Vuzz”, de P.A. Hourey e muitos outros livros interessantes.
A cegueira que ora se vê é a que nos dizimará, no dia em que nos enfrentarmos com algo muito contagioso e muito letal.
É ela que se expressa em todas as suas formas nas medidas ridículas, na propaganda absurda, no comportamento das massas.
27/04/2009
A peste
A única coisa nova na propagação das pestes (usando peste latamente) é que a velocidade aumentou muitas vezes e a notícia também.
O aumento da velocidade é um factor agravante.
A propagação da notícia pode ter um efeito atenuante, conquanto também possa gerar alguns comportamentos perigosos.
Pelo pouco que se sabe – que eu sei - deste surto, não me parece que venha a ser muito mortífero.
Mas vai ser um bom teste para pôr à prova os sistemas sociais.
O ridículo já se instalou em algumas medidas avulsas, incipientes e inconsequentes. Veremos o que segue.

capa da 1ª edição americana de “A Peste” de Camus, in Wikipedia
A única coisa nova na propagação das pestes (usando peste latamente) é que a velocidade aumentou muitas vezes e a notícia também.
O aumento da velocidade é um factor agravante.
A propagação da notícia pode ter um efeito atenuante, conquanto também possa gerar alguns comportamentos perigosos.
Pelo pouco que se sabe – que eu sei - deste surto, não me parece que venha a ser muito mortífero.
Mas vai ser um bom teste para pôr à prova os sistemas sociais.
O ridículo já se instalou em algumas medidas avulsas, incipientes e inconsequentes. Veremos o que segue.
capa da 1ª edição americana de “A Peste” de Camus, in Wikipedia
24/04/2009
23/04/2009
O homem desmembrado
Parece que o concurso das personagens que aqui mencionei não se tornou necessário aos investigadores ingleses.
We’ll see.
Parece que o concurso das personagens que aqui mencionei não se tornou necessário aos investigadores ingleses.
We’ll see.
23 de Abril de 1909
A esta hora já se contavam os mortos, já se cuidavam os feridos.
A terra haveria de tremer perceptivelmente por cerca de um ano mais, como acontece normalmente nestes casos.

Fotografia do atelier Benoliel, depositada no Arquivo Municipal de Lisboa.
Ver aqui recortes da imprensa da época, compilados pela T. et al.
A esta hora já se contavam os mortos, já se cuidavam os feridos.
A terra haveria de tremer perceptivelmente por cerca de um ano mais, como acontece normalmente nestes casos.
Fotografia do atelier Benoliel, depositada no Arquivo Municipal de Lisboa.
Ver aqui recortes da imprensa da época, compilados pela T. et al.
As canas e o espadanal
No conto geral das coisas, há sempre aquelas parcelas que consideramos mais perto estiveram de desequilibrar o balanço ou mesmo a balança. Ainda que não se tenha dado por isso em devido tempo.
Por via do mundo dos sonhos, estes dias procurei uma pessoa cujo rasto tinha perdido há cerca de vinte anos, depois de um fugaz reencontro a talvez dez anos de vista.
São ao todo assim cerca de trinta anos a separar uma época de furtivos rendez-vous da presença sonhada.
Pertenço ao grupo dos que, nestas alturas, ainda que por breves momentos se põem a fantasiar sobre as vidas paralelas, como se o cosmos tal como o entrevemos, fosse susceptível de facultar mais do que uma via aos mortais. À matéria.
Juntando a com b, chego à conclusão que o caminho se fez paralelo às canas, ao espadanal.
No conto geral das coisas, há sempre aquelas parcelas que consideramos mais perto estiveram de desequilibrar o balanço ou mesmo a balança. Ainda que não se tenha dado por isso em devido tempo.
Por via do mundo dos sonhos, estes dias procurei uma pessoa cujo rasto tinha perdido há cerca de vinte anos, depois de um fugaz reencontro a talvez dez anos de vista.
São ao todo assim cerca de trinta anos a separar uma época de furtivos rendez-vous da presença sonhada.
Pertenço ao grupo dos que, nestas alturas, ainda que por breves momentos se põem a fantasiar sobre as vidas paralelas, como se o cosmos tal como o entrevemos, fosse susceptível de facultar mais do que uma via aos mortais. À matéria.
Juntando a com b, chego à conclusão que o caminho se fez paralelo às canas, ao espadanal.
22/04/2009
21/04/2009
Na terra do atraso mental
Já aqui disse o que penso sobre o caso Freeport.
A cada dia que passa apenas se cimenta a ideia de que apenas a profunda estupidez de um grupo de opositores do Primeiro-Ministro justifica esta campanha.
Qualquer criança em idade pré-escolar é capaz de entender que, havendo algum tipo de rabo de palha do homem no caso vertente, há muito que teria sido fervido em azeite.
Só pois a profunda estupidez desta gente consegue justificar o arrastar desta campanha.
Hoje, chegou-se ao ponto de confundir defesa da honra com atentado à liberdade de expressão.
É a terra do atraso mental.
Já aqui disse o que penso sobre o caso Freeport.
A cada dia que passa apenas se cimenta a ideia de que apenas a profunda estupidez de um grupo de opositores do Primeiro-Ministro justifica esta campanha.
Qualquer criança em idade pré-escolar é capaz de entender que, havendo algum tipo de rabo de palha do homem no caso vertente, há muito que teria sido fervido em azeite.
Só pois a profunda estupidez desta gente consegue justificar o arrastar desta campanha.
Hoje, chegou-se ao ponto de confundir defesa da honra com atentado à liberdade de expressão.
É a terra do atraso mental.
20/04/2009
18/04/2009
Conto policial

Sir Henry Merrivale, Hercule Poirot, Miss Marple, Lord Peter Wimsey, Sherlock Holmes e alguns outros não escarneceriam deste mistério, se lhes fosse apresentado por alguma improvável visita num fim de tarde outonal.
Um homem que é desmembrado e cujos bocados são espalhados por locais do Hertfordshire e Leicertershire, de forma a serem descobertos com alguma facilidade é, de facto, um aliciante desafio às mentes esquadrinhadoras.
Ainda não se encontraram as mãos.
trecho deste mapa.
Sir Henry Merrivale, Hercule Poirot, Miss Marple, Lord Peter Wimsey, Sherlock Holmes e alguns outros não escarneceriam deste mistério, se lhes fosse apresentado por alguma improvável visita num fim de tarde outonal.
Um homem que é desmembrado e cujos bocados são espalhados por locais do Hertfordshire e Leicertershire, de forma a serem descobertos com alguma facilidade é, de facto, um aliciante desafio às mentes esquadrinhadoras.
Ainda não se encontraram as mãos.
trecho deste mapa.
17/04/2009
15/04/2009
Matemática
Faz bem o Presidente da República em chamar a atenção para esta matéria.
Antes da Matemática, antes da sua aprendizagem, é preciso que exista capacidade de raciocínio.
Esta não está presente em todos os cérebros. É inútil tentar ensinar Matemática a quem é incapaz de raciocinar.
Mas é útil, necessário e urgente que se consigam escrutinar os capazes e dar-lhes o melhor ensino possível. Tanto nesta como noutras matérias.
Portugal não se pode dar ao luxo de desperdiçar massa cinzenta. Fá-lo, porém, todos os dias.
Com a classe política que se conhece.
Com os resultados que se conhecem.
Faz bem o Presidente da República em chamar a atenção para esta matéria.
Antes da Matemática, antes da sua aprendizagem, é preciso que exista capacidade de raciocínio.
Esta não está presente em todos os cérebros. É inútil tentar ensinar Matemática a quem é incapaz de raciocinar.
Mas é útil, necessário e urgente que se consigam escrutinar os capazes e dar-lhes o melhor ensino possível. Tanto nesta como noutras matérias.
Portugal não se pode dar ao luxo de desperdiçar massa cinzenta. Fá-lo, porém, todos os dias.
Com a classe política que se conhece.
Com os resultados que se conhecem.
14/04/2009
Tabacaria

A Tabacaria de Fernando Pessoa para mim é o poema em que a cruz está na porta da dita.
Hoje, isso veio-me à cabeça por uma razão simples.
Há pessoas das quais não contamos saber que morreram. Por inúmeras razões, uma das quais será a de que nessa data já nem sequer nos lembramos de que existiram, de que se cruzaram connosco no tempo e no espaço.
E isso confere-lhes uma certa imortalidade.
Há também pessoas cujo estatuto, de forma inexplicável, lhes confere uma baixa probabilidade de desaparecerem. Talvez fosse o caso do Alves, da tabacaria.
Hoje dei-me conta de que há pessoas que podem reunir as duas condições. E mesmo assim morrem. E mesmo assim sabemos disso.
A Tabacaria de Fernando Pessoa para mim é o poema em que a cruz está na porta da dita.
Hoje, isso veio-me à cabeça por uma razão simples.
Há pessoas das quais não contamos saber que morreram. Por inúmeras razões, uma das quais será a de que nessa data já nem sequer nos lembramos de que existiram, de que se cruzaram connosco no tempo e no espaço.
E isso confere-lhes uma certa imortalidade.
Há também pessoas cujo estatuto, de forma inexplicável, lhes confere uma baixa probabilidade de desaparecerem. Talvez fosse o caso do Alves, da tabacaria.
Hoje dei-me conta de que há pessoas que podem reunir as duas condições. E mesmo assim morrem. E mesmo assim sabemos disso.
13/04/2009
12/04/2009
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