05/04/2010
04/04/2010
03/04/2010
02/04/2010
01/04/2010
Dia das Mentiras
Citando-me, a mesma memória arrasta a praga de gafanhotos, que esteve decerto na génese da patranha dos pirilampos.
Em que ano dos anos 60 terá ela ocorrido?
Citando-me, a mesma memória arrasta a praga de gafanhotos, que esteve decerto na génese da patranha dos pirilampos.
Em que ano dos anos 60 terá ela ocorrido?
31/03/2010
30/03/2010
Isossistas da comoção
Retomando uma ideia de há meia dúzia de anos, se possível fosse medir a comoção causada pelos eventos nas populações, que surpresas nos reservaria o desenho das isossistas da comoção?
O efeito da distância a atenuar a intensidade parece poder presumir-se idêntico ao dos sismos.
Um atentado em Moscovo, tomando apenas essa variável, geraria menos comoção do que um em Londres. E este menos comoção do que um em Madrid.
Mas o número das variáveis que se pressentem em jogo é em ordem de grandeza semelhante ao das que condicionam o comportamento humano em qualquer outro caso.
Seria estultícia encontrar explicações para o desenho das curvas, caso se pudessem traçar.
Retomando uma ideia de há meia dúzia de anos, se possível fosse medir a comoção causada pelos eventos nas populações, que surpresas nos reservaria o desenho das isossistas da comoção?
O efeito da distância a atenuar a intensidade parece poder presumir-se idêntico ao dos sismos.
Um atentado em Moscovo, tomando apenas essa variável, geraria menos comoção do que um em Londres. E este menos comoção do que um em Madrid.
Mas o número das variáveis que se pressentem em jogo é em ordem de grandeza semelhante ao das que condicionam o comportamento humano em qualquer outro caso.
Seria estultícia encontrar explicações para o desenho das curvas, caso se pudessem traçar.
O cerne da questão
As notícias de que, após um lapso de quase ano e meio que mostrou as imperfeições da técnica nos mais altos escalões, se verificou a primeira colisão de feixes de partículas no grande acelerador do CERN trouxeram mais uma vez atrás a historieta das origens do universo.
E é repetida à exaustão.
As notícias de que, após um lapso de quase ano e meio que mostrou as imperfeições da técnica nos mais altos escalões, se verificou a primeira colisão de feixes de partículas no grande acelerador do CERN trouxeram mais uma vez atrás a historieta das origens do universo.
E é repetida à exaustão.
29/03/2010
Esgotar o assunto

Já aqui o disse – Vitrúvio fez bem em dispôr Arquimedes na banheira.
Que dela saem amiúde ideias mais ou menos parvas, mais ou menos gloriosas.
Não é de uma ideia, porém, que me lembrei hoje. É de uma recorrência que ali me acode e que versa a indexação das estrelas dos estabelecimentos hoteleiros à velocidade de escoamento da dita banheira.
Detesto sítios onde a água se some a conta-gotas.
Já aqui o disse – Vitrúvio fez bem em dispôr Arquimedes na banheira.
Que dela saem amiúde ideias mais ou menos parvas, mais ou menos gloriosas.
Não é de uma ideia, porém, que me lembrei hoje. É de uma recorrência que ali me acode e que versa a indexação das estrelas dos estabelecimentos hoteleiros à velocidade de escoamento da dita banheira.
Detesto sítios onde a água se some a conta-gotas.
28/03/2010
As andorinhas
Dei-me conta de que não vejo andorinhas há séculos.
Pode ser que uma ou outra me sobrevoe mas por ela não dou.
Qualquer bizarria está na causa disso.
Lembro-me de ter avistado estes ninhos no outono de há dois anos.

Com eles, a memória do tempo em que na velha casa do quintal lá estava um, dois ou três. E em que as via entrar e sair pela porta descuidada ou cuidadamente aberta.
Restar-me-á acrescentar à lista de compras onde figura o Cristo-Rei de plástico e a buzina de bexiga uma andorinha de louça.
Dei-me conta de que não vejo andorinhas há séculos.
Pode ser que uma ou outra me sobrevoe mas por ela não dou.
Qualquer bizarria está na causa disso.
Lembro-me de ter avistado estes ninhos no outono de há dois anos.
Com eles, a memória do tempo em que na velha casa do quintal lá estava um, dois ou três. E em que as via entrar e sair pela porta descuidada ou cuidadamente aberta.
Restar-me-á acrescentar à lista de compras onde figura o Cristo-Rei de plástico e a buzina de bexiga uma andorinha de louça.
27/03/2010
25/03/2010
Quem nada não se afoga
Há dias em que se acorda com uma música ligada no gira-discos mental.
Há dias em que se acorda com uma perfumada lembrança de alguém.
Há dias em que se acorda no meio de um intrincado e movimentado enredo.
Há dias em que se acorda envolto numa extraordinária abstracção.
Suponho que nunca tinha acordado com um aforismo na cabeça. Foi hoje.

Recriação baseada nos pictogramas olímpicos de 1964 e 1972.
Sendo que este, como quase todos os aforismos, não é absolutamente certeiro.
Há muito quem bem nade e mesmo assim se afogue.
Há dias em que se acorda com uma música ligada no gira-discos mental.
Há dias em que se acorda com uma perfumada lembrança de alguém.
Há dias em que se acorda no meio de um intrincado e movimentado enredo.
Há dias em que se acorda envolto numa extraordinária abstracção.
Suponho que nunca tinha acordado com um aforismo na cabeça. Foi hoje.
Recriação baseada nos pictogramas olímpicos de 1964 e 1972.
Sendo que este, como quase todos os aforismos, não é absolutamente certeiro.
Há muito quem bem nade e mesmo assim se afogue.
24/03/2010
Romero
Ouço agora que passam hoje trinta anos sobre o dia em que as nossas apostas à mesa da Mexicana se decidiram.
Eram sobre o tempo de que Óscar Romero ainda disporia antes de ser assassinado.
Se a memória me não atraiçoa, só demos por isso no dia seguinte ao ler os jornais da manhã.
Ouço agora que passam hoje trinta anos sobre o dia em que as nossas apostas à mesa da Mexicana se decidiram.
Eram sobre o tempo de que Óscar Romero ainda disporia antes de ser assassinado.
Se a memória me não atraiçoa, só demos por isso no dia seguinte ao ler os jornais da manhã.
23/03/2010
Obama
É a primeira lança em África do presidente americano. Está de parabéns.
Veremos as voltas que o serviço de saúde ainda dará até assentar e ser aceite.
É a primeira lança em África do presidente americano. Está de parabéns.
Veremos as voltas que o serviço de saúde ainda dará até assentar e ser aceite.
Mandato
A questão dos britânicos com a Palestina (em sentido lato) é talvez daquelas que hoje se apresentam a que mais perdura no tempo.
O caso de hoje é disso uma amostra.
A questão dos britânicos com a Palestina (em sentido lato) é talvez daquelas que hoje se apresentam a que mais perdura no tempo.
O caso de hoje é disso uma amostra.
O toque
Detesto telefones.
Melhor dizendo, detesto falar ao telefone.
É aquele mínimo necessário às circunstâncias que se esgota em parcos segundos, poucas vezes ao mês.
Há séculos atrás, na era dos beep (ou pagers), um dos meus amigos emprestou-me um durante as férias para que eu não ficasse isolado do mundo exterior, como era de resto meu desígnio.
Acabei por simpatizar com o aparelhinho que devolvi mesmo assim com agrado no final da vilegiatura.
Uma das coisas que me fazia simpatizar com ele era o toque. O toque que eu escolhi entre dez que o catálogo tinha.
Muitos anos depois ainda pensava encontrá-lo algures, talvez para me rodear de memórias dessas férias, talvez só mesmo pelo som.
Hoje, por mor de um frango assável, descobri que o meu telemóvel tem tal toque no catálogo.
Um telemóvel que me ofereceram acho que vai para quatro anos.
Fico agora mais sensível ao toque, acho. O que não sei se é bom se é mau.
Detesto telefones.
Melhor dizendo, detesto falar ao telefone.
É aquele mínimo necessário às circunstâncias que se esgota em parcos segundos, poucas vezes ao mês.
Há séculos atrás, na era dos beep (ou pagers), um dos meus amigos emprestou-me um durante as férias para que eu não ficasse isolado do mundo exterior, como era de resto meu desígnio.
Acabei por simpatizar com o aparelhinho que devolvi mesmo assim com agrado no final da vilegiatura.
Uma das coisas que me fazia simpatizar com ele era o toque. O toque que eu escolhi entre dez que o catálogo tinha.
Muitos anos depois ainda pensava encontrá-lo algures, talvez para me rodear de memórias dessas férias, talvez só mesmo pelo som.
Hoje, por mor de um frango assável, descobri que o meu telemóvel tem tal toque no catálogo.
Um telemóvel que me ofereceram acho que vai para quatro anos.
Fico agora mais sensível ao toque, acho. O que não sei se é bom se é mau.
22/03/2010
Planos
Ando intrigado com esta coisa dos Planos de Prevenção de Risco de Corrupção.
Pergunto-me se não havia já nos mais diversos serviços do Estado (e afins) processos de evitar a corrupção. Se era tudo o da Joana.
Pergunto-me qual será a probabilidade de tais planos virem a integrar o rol dos Grandes Planos que só serviram para nada e coisa nenhuma.
Gostava também de saber se acaso não há um plano para acabar com estes planos disparatados e redundantes.
Planos estes que pelos vistos muitas entidades ou não levam a sério ou levam tão a sério que o tempo que consomem para o dar à luz não é conforme ao plano que planeou estes planos.
Ando intrigado com esta coisa dos Planos de Prevenção de Risco de Corrupção.
Pergunto-me se não havia já nos mais diversos serviços do Estado (e afins) processos de evitar a corrupção. Se era tudo o da Joana.
Pergunto-me qual será a probabilidade de tais planos virem a integrar o rol dos Grandes Planos que só serviram para nada e coisa nenhuma.
Gostava também de saber se acaso não há um plano para acabar com estes planos disparatados e redundantes.
Planos estes que pelos vistos muitas entidades ou não levam a sério ou levam tão a sério que o tempo que consomem para o dar à luz não é conforme ao plano que planeou estes planos.
Porrada
Não sei se lhe hei-de chamar clinic, atelier, workshop ou arraial de porrada.
Parece-me, não sei por quê, que a última fórmula é a mais adequada para a minha sugestão.
A qual é:
Considerandos – tendo em conta:
1) a continuada ocorrência de distúrbios e confrontos com e entre claques de clubes de futebol que geram perturbações da ordem pública, propiciando o cometimento dos mais diversos actos criminosos e violentos;
2) a despesa que o erário público tem que suportar em operações de manutenção da ordem para obviar às situações acima referidas;
3) a necessidade de efectuar periodicamente exercícios de simulação de emergências que testem a resposta dos meios de socorros e assistência a grande número de feridos;
4) a necessidade de efectuar periodicamente exercícios de simulação de ocorrências que testem a resposta dos meios policiais na contenção de multidões;
5) a necessidade de demolir edifícios ou qualquer outro tipo de construções que constituam risco público;
6) quaisquer outras boas razões que aduzir se possam para dar mais força aos considerandos,
Sugiro:
Que, de acordo com um calendário a definir por regulamento e de acordo com as conveniências que em cada ano possam parecer as mais óbvias,
Se promova uma série de eventos (clinic, atelier, workshop ou arraial de porrada) com as claques de futebol.
A saber:
a) Com uma só claque (também esta opção se poderia chamar arraial de porrada, pois não é certo que no entretanto não batam uns nos outros):
1) Demolição de construções cujo estado constitua risco público;
2) Arremessamento de pedras em locais onde uma regularização ou enchimento com brita ou cascalho se verifique necessário;
3) Outros que sejam boa ideia.
b) Com duas claques:
Batalha campal em local devidamente cercado, para o qual seriam estas conduzidas em transporte apropriado, sem vidros ou aberturas que possibilitassem o contacto visual com o exterior (era mais para não partirem os vidros e isso).
c) Com três ou mais claques (há mais de três que façam estrago?):
Um tudo ao molho, nas mesmas circunstãncias do caso anterior.
Com qualquer uma destas opções, se faria um excelente aproveitamento da energia que as claques utilizam agora para estragar o que não é para estragar, enquanto se exercitariam os ditos serviços de socorro e assistência bem como as forças policiais.
Num outro plano, de resto já aqui mencionado, eu que não sou de citações, recorro desta vez ao Embaixador José Cutileiro, que meses depois do meu post, na sua coluna “O Mundo dos Outros” no Expresso (suponho que de 25 de Julho, que como sabemos, é o dia da Batalha de Ourique), escrevia:
[...]
Esperemos que a determinação britânica de ganhar aquela guerra se mantenha - e seja contagiosa. O Reino Unido gasta a sério em defesa e - logo seguido da França - tem as melhores forças armadas da Europa. A avaliar por claques de futebol suas à solta em cidades do continente, talvez bater de vez em quando em estrangeiros lhes esteja na massa do sangue. Mesmo povos que não gozem de tal dom, porém, terão rapidamente de acordar do torpor e de meter mãos à obra. É tarefa pelo menos tão urgente quanto combater o aquecimento global.
Talvez treiná-los, enquadrá-los e mandá-los para o Afeganistão.
E há também a tal hipótese de os usar para produzir energia daquela dita renovável. Aos socos e aos pontapés a aparelhos pintados das competentes cores. Mas isso parece mais difícil.
Não sei se lhe hei-de chamar clinic, atelier, workshop ou arraial de porrada.
Parece-me, não sei por quê, que a última fórmula é a mais adequada para a minha sugestão.
A qual é:
Considerandos – tendo em conta:
1) a continuada ocorrência de distúrbios e confrontos com e entre claques de clubes de futebol que geram perturbações da ordem pública, propiciando o cometimento dos mais diversos actos criminosos e violentos;
2) a despesa que o erário público tem que suportar em operações de manutenção da ordem para obviar às situações acima referidas;
3) a necessidade de efectuar periodicamente exercícios de simulação de emergências que testem a resposta dos meios de socorros e assistência a grande número de feridos;
4) a necessidade de efectuar periodicamente exercícios de simulação de ocorrências que testem a resposta dos meios policiais na contenção de multidões;
5) a necessidade de demolir edifícios ou qualquer outro tipo de construções que constituam risco público;
6) quaisquer outras boas razões que aduzir se possam para dar mais força aos considerandos,
Sugiro:
Que, de acordo com um calendário a definir por regulamento e de acordo com as conveniências que em cada ano possam parecer as mais óbvias,
Se promova uma série de eventos (clinic, atelier, workshop ou arraial de porrada) com as claques de futebol.
A saber:
a) Com uma só claque (também esta opção se poderia chamar arraial de porrada, pois não é certo que no entretanto não batam uns nos outros):
1) Demolição de construções cujo estado constitua risco público;
2) Arremessamento de pedras em locais onde uma regularização ou enchimento com brita ou cascalho se verifique necessário;
3) Outros que sejam boa ideia.
b) Com duas claques:
Batalha campal em local devidamente cercado, para o qual seriam estas conduzidas em transporte apropriado, sem vidros ou aberturas que possibilitassem o contacto visual com o exterior (era mais para não partirem os vidros e isso).
c) Com três ou mais claques (há mais de três que façam estrago?):
Um tudo ao molho, nas mesmas circunstãncias do caso anterior.
Com qualquer uma destas opções, se faria um excelente aproveitamento da energia que as claques utilizam agora para estragar o que não é para estragar, enquanto se exercitariam os ditos serviços de socorro e assistência bem como as forças policiais.
Num outro plano, de resto já aqui mencionado, eu que não sou de citações, recorro desta vez ao Embaixador José Cutileiro, que meses depois do meu post, na sua coluna “O Mundo dos Outros” no Expresso (suponho que de 25 de Julho, que como sabemos, é o dia da Batalha de Ourique), escrevia:
[...]
Esperemos que a determinação britânica de ganhar aquela guerra se mantenha - e seja contagiosa. O Reino Unido gasta a sério em defesa e - logo seguido da França - tem as melhores forças armadas da Europa. A avaliar por claques de futebol suas à solta em cidades do continente, talvez bater de vez em quando em estrangeiros lhes esteja na massa do sangue. Mesmo povos que não gozem de tal dom, porém, terão rapidamente de acordar do torpor e de meter mãos à obra. É tarefa pelo menos tão urgente quanto combater o aquecimento global.
Talvez treiná-los, enquadrá-los e mandá-los para o Afeganistão.
E há também a tal hipótese de os usar para produzir energia daquela dita renovável. Aos socos e aos pontapés a aparelhos pintados das competentes cores. Mas isso parece mais difícil.
21/03/2010
19/03/2010
Argumentos estranhos
À justa interpelação do deputado José Lello sobre o voyeurismo dos fotógrafos em relação ao conteúdo dos écrans dos computadores dos deputados respondeu o presidente Jaime Gama que os computadores eram do Estado. De serviço.
A questão é que há uma irrelevância nesse argumento.
É claro que é suposto os computadores serem de serviço e por isso mesmo destinados ao trabalho dos deputados. Mas são pessoais.
E por isso mesmo é que, entre outras coisas, não devem estar sujeitos ao escrutínio público, da mesma forma que não devem estar os rascunhos de um relatório, as notas sobre um documento, as mnemónicas e os esquemas que cada um utiliza para se organizar.
Ou será que a transparência vai ao ponto de se ter que conhecer toda a sorte de apontamentos que cada um faz no seu trabalho?
Quererão os fotógrafos mostrar a toda a gente o que contêm os seus cartões de memória?
À justa interpelação do deputado José Lello sobre o voyeurismo dos fotógrafos em relação ao conteúdo dos écrans dos computadores dos deputados respondeu o presidente Jaime Gama que os computadores eram do Estado. De serviço.
A questão é que há uma irrelevância nesse argumento.
É claro que é suposto os computadores serem de serviço e por isso mesmo destinados ao trabalho dos deputados. Mas são pessoais.
E por isso mesmo é que, entre outras coisas, não devem estar sujeitos ao escrutínio público, da mesma forma que não devem estar os rascunhos de um relatório, as notas sobre um documento, as mnemónicas e os esquemas que cada um utiliza para se organizar.
Ou será que a transparência vai ao ponto de se ter que conhecer toda a sorte de apontamentos que cada um faz no seu trabalho?
Quererão os fotógrafos mostrar a toda a gente o que contêm os seus cartões de memória?
A novela das seis
José depõe por escrito.
João vai buscar o depoimento aos serviços e fala com Paula.
Alfredo tem um furo no IC19 e liga para Ilídio, que está a ser escutado sem o saber.
Luísa levanta-se tarde, muda o cartão do seu telemóvel e liga para Ilídio, que está ao telefone com Alfredo e não a atende.
Marcelo fala com uma jornalista num corredor da faculdade.
Aníbal visita uma empresa de moldes.
Sérgio convida Fernanda para almoçar.
Na herdade de Luís e Isabel, Tiago cai do cavalo. Júlia liga para o 112.
Joana e Fá apanham o metro. Joana diz a Fá que acha que está grávida.
Marina chega do cruzeiro e liga a Paula, que está no serviço. Paula diz que já falou com Alfredo sobre as férias em Pipa.
A ambulância chega muito atrasada à herdade de Luís e Isabel, por alguém se ter enganado nas coordenadas introduzidas no GPS.
Tiago agoniza.
E nós também.
José depõe por escrito.
João vai buscar o depoimento aos serviços e fala com Paula.
Alfredo tem um furo no IC19 e liga para Ilídio, que está a ser escutado sem o saber.
Luísa levanta-se tarde, muda o cartão do seu telemóvel e liga para Ilídio, que está ao telefone com Alfredo e não a atende.
Marcelo fala com uma jornalista num corredor da faculdade.
Aníbal visita uma empresa de moldes.
Sérgio convida Fernanda para almoçar.
Na herdade de Luís e Isabel, Tiago cai do cavalo. Júlia liga para o 112.
Joana e Fá apanham o metro. Joana diz a Fá que acha que está grávida.
Marina chega do cruzeiro e liga a Paula, que está no serviço. Paula diz que já falou com Alfredo sobre as férias em Pipa.
A ambulância chega muito atrasada à herdade de Luís e Isabel, por alguém se ter enganado nas coordenadas introduzidas no GPS.
Tiago agoniza.
E nós também.
18/03/2010
17/03/2010
Retribuição
O amigo Bic teve a atenção e a lembrança de fazer uma referência à primeira fotografia que tirei com a actual máquina.
Retribuo-lhe com esta que dá para comparar o actual Chiado com o de há quase 30 anos, em 1981. Tirada quase com o mesmo ângulo.
O amigo Bic teve a atenção e a lembrança de fazer uma referência à primeira fotografia que tirei com a actual máquina.
Retribuo-lhe com esta que dá para comparar o actual Chiado com o de há quase 30 anos, em 1981. Tirada quase com o mesmo ângulo.
16/03/2010
Um abraço e um queijo da serra
Tinha há pouco quinze entradas no Google.
Passará rápido a ter dezasseis.
Tinha há pouco quinze entradas no Google.
Passará rápido a ter dezasseis.
14/03/2010
13/03/2010
PSD

Em tempos, os congressos do PSD eram o equivalente nacional à noite dos Óscares.
Santana Lopes, uma das estrelas (ou a estrela) com lugar cativo na passadeira vermelha, matou a coisa. Ao decidir-se por chegar ao topo a partir das bases.
O que de facto nem chegou a acontecer. Chegou lá por desistência. E perdeu depois as directas que disputou. Toda uma ironia.
Não sou, nunca fui militante do PSD. Nem de qualquer outro partido.
O facto de o presidente do PSD poder vir a ser primeiro-ministro é suficiente para que me detenha na observação deste e daquele.
Já aqui escrevi sobre Passos Coelho e sobre Rangel, numa altura em que o segundo estava longe de ser considerado candidato ao lugar.
Sobre o primeiro, tenho verificado que nos últimos tempos é geralmente considerado o mais bem preparado intelectualmente dos quatro candidatos anunciados, mas...
E este mas mais os ataques de que tem sido alvo, de todos os lados, parecem denunciar um receio qualquer que não é explícito nem o pode ser.
Sobre o segundo, Rangel, registo as contradições em que caiu embora o considere um tipo capaz.
Se o parlamento tivesse, distribuídos pelos diferentes partidos, 230 deputados com a bagagem de qualquer um destes dois homens, muito melhor estaríamos na certa.
Tenho de Aguiar Branco uma ideia mais parda.
E de Castanheira de Barros, nada posso dizer.
Quem mais haverá alinhado à partida?
Não conto ir a Mafra este fim de semana.
Em tempos, os congressos do PSD eram o equivalente nacional à noite dos Óscares.
Santana Lopes, uma das estrelas (ou a estrela) com lugar cativo na passadeira vermelha, matou a coisa. Ao decidir-se por chegar ao topo a partir das bases.
O que de facto nem chegou a acontecer. Chegou lá por desistência. E perdeu depois as directas que disputou. Toda uma ironia.
Não sou, nunca fui militante do PSD. Nem de qualquer outro partido.
O facto de o presidente do PSD poder vir a ser primeiro-ministro é suficiente para que me detenha na observação deste e daquele.
Já aqui escrevi sobre Passos Coelho e sobre Rangel, numa altura em que o segundo estava longe de ser considerado candidato ao lugar.
Sobre o primeiro, tenho verificado que nos últimos tempos é geralmente considerado o mais bem preparado intelectualmente dos quatro candidatos anunciados, mas...
E este mas mais os ataques de que tem sido alvo, de todos os lados, parecem denunciar um receio qualquer que não é explícito nem o pode ser.
Sobre o segundo, Rangel, registo as contradições em que caiu embora o considere um tipo capaz.
Se o parlamento tivesse, distribuídos pelos diferentes partidos, 230 deputados com a bagagem de qualquer um destes dois homens, muito melhor estaríamos na certa.
Tenho de Aguiar Branco uma ideia mais parda.
E de Castanheira de Barros, nada posso dizer.
Quem mais haverá alinhado à partida?
Não conto ir a Mafra este fim de semana.
11/03/2010
La main de Vata

imagem do site do SLB
Não fosse a mão de Vata e eu teria perdido uma aposta que de resto estava a ser instado a mudar face à transmissão televisiva a que assistíamos bem perto do Estádio do Luz.
O urro que então se ouviu antecipou, se a memória não me trai nesse particular, o alçar da mão aos nossos olhos.
Uma aposta que fizera com o mesmo companheiro de andanças, uns bons meses antes, à hora de almoço enquanto víamos na televisão do restaurante as imagens do tremor de terra em São Francisco. Era o dia 19 de Outubro de 1989 e eu apostei, não sei por que ideia luminosa, que o Benfica iria à final da Taça dos Campeões e perderia.
A mão de Vata pôs a bola na baliza quase 6 meses depois, a 18 de Abril!
O Benfica foi à final e perdeu.
Hoje faz uns jogos (um jogo?) que isso foi.
imagem do site do SLB
Não fosse a mão de Vata e eu teria perdido uma aposta que de resto estava a ser instado a mudar face à transmissão televisiva a que assistíamos bem perto do Estádio do Luz.
O urro que então se ouviu antecipou, se a memória não me trai nesse particular, o alçar da mão aos nossos olhos.
Uma aposta que fizera com o mesmo companheiro de andanças, uns bons meses antes, à hora de almoço enquanto víamos na televisão do restaurante as imagens do tremor de terra em São Francisco. Era o dia 19 de Outubro de 1989 e eu apostei, não sei por que ideia luminosa, que o Benfica iria à final da Taça dos Campeões e perderia.
A mão de Vata pôs a bola na baliza quase 6 meses depois, a 18 de Abril!
O Benfica foi à final e perdeu.
Hoje faz uns jogos (um jogo?) que isso foi.
Cofragens
Gostava eu de saber qual é a evolução da taxa de acidentes com colapso na betonagem de pontes e viadutos desde que se começou a usar betão armado (ou simples) em Portugal.
Independentemente de ter sido isso ou não o que se verificou ontem na A4. Dizem que sim mas as imagens que vi estão longe de ser esclarecedoras.

espólio Campos Vilhena, foto de MSS, 1956
Gostava eu de saber qual é a evolução da taxa de acidentes com colapso na betonagem de pontes e viadutos desde que se começou a usar betão armado (ou simples) em Portugal.
Independentemente de ter sido isso ou não o que se verificou ontem na A4. Dizem que sim mas as imagens que vi estão longe de ser esclarecedoras.
espólio Campos Vilhena, foto de MSS, 1956
10/03/2010
Toyota USA
A série de incidentes com Toyotas que nos Estados Unidos tem sido relatada é, para além das causas, uma pouco inocente campanha e um repositório de imbecilidades tal que nos faz sentir ilusória e relativamente mais seguros na estradas portuguesas.
A série de incidentes com Toyotas que nos Estados Unidos tem sido relatada é, para além das causas, uma pouco inocente campanha e um repositório de imbecilidades tal que nos faz sentir ilusória e relativamente mais seguros na estradas portuguesas.
09/03/2010
Hoje sou portista

Nunca percebi qual era a preferência clubística do meu Pai.
A única coisa relacionada com futebol que me comunicou e ficou entranhada foi uma história passada num jogo do Futebol Clube do Porto.
Mas o moral da história estava longe de ser alinhado com uma preferência por este clube.
Mesmo assim, admito que a cidade e o ambiente o possam em qualquer altura ter influenciado nesse sentido. Mas não sei. Não soube, não saberei.
Admitindo que, por essa via, tenha adquirido um pouco de sangue azul e branco, as minhas próprias experiências não me encaminharam para a simpatia para com o Futebol Clube do Porto.
Mas nunca deixei de torcer pelo Porto nas competições europeias.
Fui dos que comemorei em Lisboa a vitória de 87.
Em 2003 e 2004 já não tinha vida para isso e ainda assim passei pelas ruas de Lisboa.
Previa a eliminação do Porto esta noite. Disse-o há dias.
Mas, mesmo recordando o passado recente em casa do Arsenal (4-0 na época passada) – coisa que parece que escapa à maioria dos comentadores – não esperava um balanço tão mau.
Hoje sou portista. E fico chateado com a derrota.
Nunca percebi qual era a preferência clubística do meu Pai.
A única coisa relacionada com futebol que me comunicou e ficou entranhada foi uma história passada num jogo do Futebol Clube do Porto.
Mas o moral da história estava longe de ser alinhado com uma preferência por este clube.
Mesmo assim, admito que a cidade e o ambiente o possam em qualquer altura ter influenciado nesse sentido. Mas não sei. Não soube, não saberei.
Admitindo que, por essa via, tenha adquirido um pouco de sangue azul e branco, as minhas próprias experiências não me encaminharam para a simpatia para com o Futebol Clube do Porto.
Mas nunca deixei de torcer pelo Porto nas competições europeias.
Fui dos que comemorei em Lisboa a vitória de 87.
Em 2003 e 2004 já não tinha vida para isso e ainda assim passei pelas ruas de Lisboa.
Previa a eliminação do Porto esta noite. Disse-o há dias.
Mas, mesmo recordando o passado recente em casa do Arsenal (4-0 na época passada) – coisa que parece que escapa à maioria dos comentadores – não esperava um balanço tão mau.
Hoje sou portista. E fico chateado com a derrota.
08/03/2010
Efeitos especiais
Há um erro de construção lógica quando se quer mostrar as capacidades de uma televisão a cores através de uma televisão a preto e branco,
Há um erro de construção lógica quando se quer mostrar as capacidades de uma televisão de alta definição através de uma televisão de baixa definição (sendo que alto, baixo ou normal aqui são conceitos voláteis).
Há um erro de construção lógica quando se quer dar a ilusão das três dimensões sem que o receptor possua o equipamento necessário (que pode ser um vulgar par de óculos).
Em todas estas situações há erros lógicos elementares. E, todavia, que corriqueiras elas são.
Há um erro de construção lógica quando se quer mostrar as capacidades de uma televisão a cores através de uma televisão a preto e branco,
Há um erro de construção lógica quando se quer mostrar as capacidades de uma televisão de alta definição através de uma televisão de baixa definição (sendo que alto, baixo ou normal aqui são conceitos voláteis).
Há um erro de construção lógica quando se quer dar a ilusão das três dimensões sem que o receptor possua o equipamento necessário (que pode ser um vulgar par de óculos).
Em todas estas situações há erros lógicos elementares. E, todavia, que corriqueiras elas são.
07/03/2010
Legalidades jornalísticas
A propósito do acidente de aviação que vitimou duas figuras bem conhecidas da sociedade portuguesa, ouviu-se hoje repetidamente dizer que a pista era “ilegal”.
Estou longe de estar inteirado dos requisitos que são necessários para que uma recta alcatroada ou não, possa receber com regularidade aeronaves que careçam de pista.
Mas sei que se me apetecer nivelar e alcatroar uma recta com umas centenas de metros lá no monte, não haverá quem me detenha.
Tudo isto, no entanto, é absolutamente irrelevante quando um avião se despenha por causas que em nada se relacionam com o local de onde levantou ou onde irá aterrar, a acreditar nas notícias.
Ou não será?
A propósito do acidente de aviação que vitimou duas figuras bem conhecidas da sociedade portuguesa, ouviu-se hoje repetidamente dizer que a pista era “ilegal”.
Estou longe de estar inteirado dos requisitos que são necessários para que uma recta alcatroada ou não, possa receber com regularidade aeronaves que careçam de pista.
Mas sei que se me apetecer nivelar e alcatroar uma recta com umas centenas de metros lá no monte, não haverá quem me detenha.
Tudo isto, no entanto, é absolutamente irrelevante quando um avião se despenha por causas que em nada se relacionam com o local de onde levantou ou onde irá aterrar, a acreditar nas notícias.
Ou não será?
Porque ele há ruas com dias e coisas que batem certo

No fundo, é a serra de Sintra que bate certo com a data.
No fundo, é a serra de Sintra que bate certo com a data.
05/03/2010
Tragédia

Rio Tua em Mirandela, 2001
O caso de Mirandela é demasiado trágico para que se possa aproveitá-lo para isto ou para aquilo.
O que não se pode, antes ou depois dele, é escamotear o clima de desrespeito, de indisciplina, de ausência de temor das consequências, nas escolas. E fora delas.
E é também demasiado trágico para que os papagaios do costume, de microfone em riste, insistam em perguntar às pessoas se se trata deste fenómeno novo chamado bullying.
Triste gente esta, nascida ontem, para a qual o mundo todos os dias traz novidades. E em inglês.
Resumindo, casos destes sempre os houve, mais ou menos graves. Nunca foi necessário ir buscar palavras inglesas para os denominar. Havia os calduços, as amostras, as cuspidelas, por aí fora.
O que é destes tempos, nem sequer sendo coisa recente mas apenas continuada, é a sua conjugação com a falta de respeito que a escola permite e até quase se pode dizer incentiva, o que origina que atinjam proporções diferentes. E a notícia que deles se tem.
Já Marçal Grilo, que foi ministro da Educação, citava no título de um livro, uma professora: “Difícil é sentá-los”.
Rio Tua em Mirandela, 2001
O caso de Mirandela é demasiado trágico para que se possa aproveitá-lo para isto ou para aquilo.
O que não se pode, antes ou depois dele, é escamotear o clima de desrespeito, de indisciplina, de ausência de temor das consequências, nas escolas. E fora delas.
E é também demasiado trágico para que os papagaios do costume, de microfone em riste, insistam em perguntar às pessoas se se trata deste fenómeno novo chamado bullying.
Triste gente esta, nascida ontem, para a qual o mundo todos os dias traz novidades. E em inglês.
Resumindo, casos destes sempre os houve, mais ou menos graves. Nunca foi necessário ir buscar palavras inglesas para os denominar. Havia os calduços, as amostras, as cuspidelas, por aí fora.
O que é destes tempos, nem sequer sendo coisa recente mas apenas continuada, é a sua conjugação com a falta de respeito que a escola permite e até quase se pode dizer incentiva, o que origina que atinjam proporções diferentes. E a notícia que deles se tem.
Já Marçal Grilo, que foi ministro da Educação, citava no título de um livro, uma professora: “Difícil é sentá-los”.
04/03/2010
Memória
Na noite de hoje completam-se nove anos após a tragédia de Entre-os-Rios.
Cinquenta e nove pessoas faleceram nas águas do Douro no pior acidente rodoviário da história do país.
Na altura falou-se da dinamitação da ponte em 1919 durante o conflito militar que opôs realistas a republicanos.
Mas não me recordo de ter visto imagem alguma deste episódio publicada nos jornais de há nove anos.
Aqui estão duas, captadas pelo Sr. Vitorino Melo:

fotografias de Vitorino Melo, in Ilustração Portuguesa, II série, nº 682, de 17 de Março de 1919 (clicar para ampliar)
Na noite de hoje completam-se nove anos após a tragédia de Entre-os-Rios.
Cinquenta e nove pessoas faleceram nas águas do Douro no pior acidente rodoviário da história do país.
Na altura falou-se da dinamitação da ponte em 1919 durante o conflito militar que opôs realistas a republicanos.
Mas não me recordo de ter visto imagem alguma deste episódio publicada nos jornais de há nove anos.
Aqui estão duas, captadas pelo Sr. Vitorino Melo:
fotografias de Vitorino Melo, in Ilustração Portuguesa, II série, nº 682, de 17 de Março de 1919 (clicar para ampliar)
03/03/2010
Cabora Bassa
Estou um bocado curioso com os desenvolvimentos que possam responder à questão aqui formulada há três anos e tal - qual terá sido a vantagem para Portugal de vender a participação em Cabora Bassa?
Estou um bocado curioso com os desenvolvimentos que possam responder à questão aqui formulada há três anos e tal - qual terá sido a vantagem para Portugal de vender a participação em Cabora Bassa?
Atropelamento
Começou hoje o julgamento da condutora que matou duas pessoas no Terreiro do Paço há mais de dois anos.
Desta vez já se conhece a identidade da senhora.
Coisa que bizarramente não se sabia há tempos e a que aqui fiz alusão.
Seja qual fôr o desfecho deste caso, sabe-se já que nada na lei impede a senhora de continuar a conduzir.
A menos que uma junta médica a dê como incapaz, calculo.
Isto aplica-se a esta senhora como se aplica a qualquer um que mate e estropie na estrada, ficando provando que tal aconteceu por sua única responsabilidade.
Não estou a dizer que é aqui o caso. O julgamento ainda não terminou. Só que é tão bizarro que os nomes das mortas sejam divulgados e não o nome de quem as matou, como permitir que alguma pessoa responsável por coisa semelhante continue a andar na estrada atrás de um volante.
Começou hoje o julgamento da condutora que matou duas pessoas no Terreiro do Paço há mais de dois anos.
Desta vez já se conhece a identidade da senhora.
Coisa que bizarramente não se sabia há tempos e a que aqui fiz alusão.
Seja qual fôr o desfecho deste caso, sabe-se já que nada na lei impede a senhora de continuar a conduzir.
A menos que uma junta médica a dê como incapaz, calculo.
Isto aplica-se a esta senhora como se aplica a qualquer um que mate e estropie na estrada, ficando provando que tal aconteceu por sua única responsabilidade.
Não estou a dizer que é aqui o caso. O julgamento ainda não terminou. Só que é tão bizarro que os nomes das mortas sejam divulgados e não o nome de quem as matou, como permitir que alguma pessoa responsável por coisa semelhante continue a andar na estrada atrás de um volante.
02/03/2010
Conteúdo
Algumas considerações sobre os temas da actualidade:
A haver um canal de televisão que justificasse censura, seria decerto a ARtv.
O país ficaria impedido de aferir a qualidade modal dos seus representantes no Parlamento.
A notícia da provável criação de uma comissão de inquérito à forma como decorreu o processo de intenção de compra da TVI pela PT ou lá o que é que ela irá inquirir é uma acha mais para a fogueira da justificação da dita censura.
Digo isto porque tenho sido cliente do som de tal canal de tv. E o que ouço substancia a péssima ideia que tenho da qualidade intelectual dos sentantes do hemiciclo. Com raras e muito honrosas excepções, naturalmente.
Noto que, recentemente, nas audições da Comissão de Ética, se refere amiúde a necessidade de (ob)ter conteúdos.
De facto, a necessidade de ter conteúdos, conteúdo – basta-me o singular – deveria ser universal e óbvia. Pelos vistos, não o é.
Almejarei talvez estupidamente o melhor dos mundos. Julgo apenas que almejo um mundo político com menor número de incapazes. Só isso.
A sanha da oposição em atacar Sócrates com assuntos menores e sem ponta por onde se lhe pegue é o espelho da sua capacidade.
E a amostra da alternativa existente.
Pobre país, como dizia Pacheco Pereira.
Algumas considerações sobre os temas da actualidade:
A haver um canal de televisão que justificasse censura, seria decerto a ARtv.
O país ficaria impedido de aferir a qualidade modal dos seus representantes no Parlamento.
A notícia da provável criação de uma comissão de inquérito à forma como decorreu o processo de intenção de compra da TVI pela PT ou lá o que é que ela irá inquirir é uma acha mais para a fogueira da justificação da dita censura.
Digo isto porque tenho sido cliente do som de tal canal de tv. E o que ouço substancia a péssima ideia que tenho da qualidade intelectual dos sentantes do hemiciclo. Com raras e muito honrosas excepções, naturalmente.
Noto que, recentemente, nas audições da Comissão de Ética, se refere amiúde a necessidade de (ob)ter conteúdos.
De facto, a necessidade de ter conteúdos, conteúdo – basta-me o singular – deveria ser universal e óbvia. Pelos vistos, não o é.
Almejarei talvez estupidamente o melhor dos mundos. Julgo apenas que almejo um mundo político com menor número de incapazes. Só isso.
A sanha da oposição em atacar Sócrates com assuntos menores e sem ponta por onde se lhe pegue é o espelho da sua capacidade.
E a amostra da alternativa existente.
Pobre país, como dizia Pacheco Pereira.
28/02/2010
Impacto ambiental
Houvesse no tempo de Dom João V estas duas noções: a que se ganhou no reinado do seu filho sobre os terramotos e sua génese terrena e a que se adquiriu posteriormente de que a costa ocidental da América do Sul é muito propensa a tais fenómenos na sua extrema manifestação e teria Dom Luís da Cunha ousado congeminar a troca do Algarve pelo Chile?
Houvesse no tempo de Dom João V estas duas noções: a que se ganhou no reinado do seu filho sobre os terramotos e sua génese terrena e a que se adquiriu posteriormente de que a costa ocidental da América do Sul é muito propensa a tais fenómenos na sua extrema manifestação e teria Dom Luís da Cunha ousado congeminar a troca do Algarve pelo Chile?
Xynthia

carta de previsão do ECMWF via site do IM
As previsões que o ECMWF fez anteontem davam a entender que a depressão seria muito cavada ao atingir a França.
Daí, o meu comentário.
Ao que dizem as notícias, mortífera se tornou.
carta de previsão do ECMWF via site do IM
As previsões que o ECMWF fez anteontem davam a entender que a depressão seria muito cavada ao atingir a França.
Daí, o meu comentário.
Ao que dizem as notícias, mortífera se tornou.
25/02/2010
24/02/2010
23/02/2010
22/02/2010
21/02/2010
19/02/2010
ETA

A ser verdade o que se contou na imprensa e que foi:
O condutor de um veículo, no qual seguiam duas pessoas, desobedeceu a uma ordem de paragem por parte da GNR no caminho municipal nº 1408 de Óbidos, na noite de 1 de Fevereiro, segunda-feira.
O veículo foi mais tarde encontrado abandonado.
Na noite de quinta-feira, 4 de Fevereiro, as autoridades foram avisadas por um vizinho de que uma casa sita no Casal da Avarela se encontrava de portas e janelas abertas e luzes acesas há alguns dias.
Na sexta-feira, 5 de Fevereiro, forças policiais invadiram esta casa tendo encontrado material utilizável na fabricação de explosivos, bem como explosivos prontos a usar.
O veículo abandonado foi identificado como sendo o utilizado pelos ocupantes da casa.
A ser isto tudo verdadeiro, presume-se que os ocupantes da viatura e inquilinos da casa, certos de estarem a praticar actos ilícitos, abandonaram carro e casa, temendo primeiro uma nova intercepção na estrada e depois um assalto das autoridades à residência e sequente captura, depois de estas relacionarem o veículo com a morada.
Incorreram num erro de estimativa e num erro de análise. O de estimativa foi de três dias e tal. O de análise foi julgarem que o carro conduziria a polícia à casa. A barreira a que escaparam encontrava-se, segundo as notícias, no caminho que serve a moradia.
O facto de não terem nem fechado a porta nem apagado a luz aponta para uma pressa desmedida e pouco consentânea com o sangue frio que se costuma atribuir a operacionais da ETA.
A não se tratar de uma reacção tal, então observa-se que tudo fizeram para chamar a atenção para a casa.
Mais, só colocando letreiros e sinais sonoros.
É uma história bizarra e parece que, mais uma vez, muito mal contada.
A ser verdade o que se contou na imprensa e que foi:
O condutor de um veículo, no qual seguiam duas pessoas, desobedeceu a uma ordem de paragem por parte da GNR no caminho municipal nº 1408 de Óbidos, na noite de 1 de Fevereiro, segunda-feira.
O veículo foi mais tarde encontrado abandonado.
Na noite de quinta-feira, 4 de Fevereiro, as autoridades foram avisadas por um vizinho de que uma casa sita no Casal da Avarela se encontrava de portas e janelas abertas e luzes acesas há alguns dias.
Na sexta-feira, 5 de Fevereiro, forças policiais invadiram esta casa tendo encontrado material utilizável na fabricação de explosivos, bem como explosivos prontos a usar.
O veículo abandonado foi identificado como sendo o utilizado pelos ocupantes da casa.
A ser isto tudo verdadeiro, presume-se que os ocupantes da viatura e inquilinos da casa, certos de estarem a praticar actos ilícitos, abandonaram carro e casa, temendo primeiro uma nova intercepção na estrada e depois um assalto das autoridades à residência e sequente captura, depois de estas relacionarem o veículo com a morada.
Incorreram num erro de estimativa e num erro de análise. O de estimativa foi de três dias e tal. O de análise foi julgarem que o carro conduziria a polícia à casa. A barreira a que escaparam encontrava-se, segundo as notícias, no caminho que serve a moradia.
O facto de não terem nem fechado a porta nem apagado a luz aponta para uma pressa desmedida e pouco consentânea com o sangue frio que se costuma atribuir a operacionais da ETA.
A não se tratar de uma reacção tal, então observa-se que tudo fizeram para chamar a atenção para a casa.
Mais, só colocando letreiros e sinais sonoros.
É uma história bizarra e parece que, mais uma vez, muito mal contada.
13/02/2010
Olvido
"No preciso momento em que abro os olhos fiquei completamente estupefacto. A escuridão tinha desaparecido e estava em pleno dia. Uma claridade intensa, sem contudo, incomodar a vista iluminava tudo à nossa volta."

Basta talvez multiplicarmos a nossa própria indiferença face a um qualquer fenómeno estranho que tenhamos presenciado, pelo número de pessoas que julgamos terem testemunhado o mesmo e teremos uma ideia da insignificância histórica da coisa, ainda que objectivamente ela se revista de uma importância muito superior.
O que sucedeu nos céus de Portugal na madrugada de 15 de Julho de 1979 não foi explicado.
E é provável que se trate de uma das mais testemunhadas anormalidades da história do país, tantos foram os relatos que a imprensa disse ter ouvido e recebido.
Já aqui referi o que vi e onde.
Para quem quer passar à frente, resumo que se tratou de um clarão que tudo iluminou como se tratasse de um sol forte e a pino num dia de Verão, durante o lapso de tempo suficiente para ficar com um retrato bem vívido na retina do que me rodeava. Um segundo, mais, não faço ideia. Isto cerca das duas e meia da manhã.
Dessa noite, restava o testemunho de quem comigo estava. Havia os outros circunstantes que ignoro quem fossem e havia o testemunho de dois amigos que, a quilómetros dali, julgaram tratar-se de uma formidável explosão, tanto que procuraram o melhor possível resguardar-se da onda de choque que imaginaram potentíssima.
Havia as notícias na rádio e os vespertinos do dia.
E raramente pensei no assunto. Vez por outra relatei o caso a uma ou outra pessoa.
Recentemente, decorridos trinta anos, voltei a mencionar o episódio aqui no blogue.
Surgiu por estes dias uma reacção de alguém que também passou pela experiência e que deparou com o meu relato.
Aqui vos fica a narração. É mais interessante do que a minha.
Ler o artigo completo
Agradeço ao Jorge a gentileza que teve.
"No preciso momento em que abro os olhos fiquei completamente estupefacto. A escuridão tinha desaparecido e estava em pleno dia. Uma claridade intensa, sem contudo, incomodar a vista iluminava tudo à nossa volta."
Basta talvez multiplicarmos a nossa própria indiferença face a um qualquer fenómeno estranho que tenhamos presenciado, pelo número de pessoas que julgamos terem testemunhado o mesmo e teremos uma ideia da insignificância histórica da coisa, ainda que objectivamente ela se revista de uma importância muito superior.
O que sucedeu nos céus de Portugal na madrugada de 15 de Julho de 1979 não foi explicado.
E é provável que se trate de uma das mais testemunhadas anormalidades da história do país, tantos foram os relatos que a imprensa disse ter ouvido e recebido.
Já aqui referi o que vi e onde.
Para quem quer passar à frente, resumo que se tratou de um clarão que tudo iluminou como se tratasse de um sol forte e a pino num dia de Verão, durante o lapso de tempo suficiente para ficar com um retrato bem vívido na retina do que me rodeava. Um segundo, mais, não faço ideia. Isto cerca das duas e meia da manhã.
Dessa noite, restava o testemunho de quem comigo estava. Havia os outros circunstantes que ignoro quem fossem e havia o testemunho de dois amigos que, a quilómetros dali, julgaram tratar-se de uma formidável explosão, tanto que procuraram o melhor possível resguardar-se da onda de choque que imaginaram potentíssima.
Havia as notícias na rádio e os vespertinos do dia.
E raramente pensei no assunto. Vez por outra relatei o caso a uma ou outra pessoa.
Recentemente, decorridos trinta anos, voltei a mencionar o episódio aqui no blogue.
Surgiu por estes dias uma reacção de alguém que também passou pela experiência e que deparou com o meu relato.
Aqui vos fica a narração. É mais interessante do que a minha.
Ler o artigo completo
Agradeço ao Jorge a gentileza que teve.
Jornalismo
Ontem, ao noticiar o insólito caso do voo de Évora para Tires, uma jornalista afirmou que a aeronave se despenhara antes de alcançar o aeródromo de Cascais e que um dos ocupantes saltara do avião já na pista.
O avião caiu portanto antes de chegar à pista embora já na pista é que alguém saltou!
Será preciso possuir um curso de aeronáutica para avaliar esta impossibilidade?
Ontem, ao noticiar o insólito caso do voo de Évora para Tires, uma jornalista afirmou que a aeronave se despenhara antes de alcançar o aeródromo de Cascais e que um dos ocupantes saltara do avião já na pista.
O avião caiu portanto antes de chegar à pista embora já na pista é que alguém saltou!
Será preciso possuir um curso de aeronáutica para avaliar esta impossibilidade?
12/02/2010
Esticar a corda
Não tenho sobre o Primeiro-Ministro grande opinião sobre as suas capacidades intelectuais.
Fundamento-a em vários episódios em que o ouvi dizer coisas extraordinárias, sem o mínimo sentido. E que aqui referi por vezes.
Tenho a ideia, já aqui também expressa, de que é alvo de uma campanha torpe e muito mal fundamentada por parte de quem não tem maiores capacidades intelectuais.
Houvesse de facto alguma coisa grave a apontar a José Sócrates e ele já estaria frito a esta hora.
Não estando, a única coisa que ressalta é a inépcia de quem assim o ataca.
Tudo isto já aqui o afirmei.
Não li, não ouvi nem conto ler ou ouvir estas ou quaisquer outras transcrições de conversas, mensagens ou gravações apanhadas à sorrelfa.
O próprio facto de serem publicadas sem consequência é por si só a justificação da inanidade.
Porém, a corda estica-se. E estica-se porque sobre o descontentamento existente, qualquer chapada de qualquer coisa castanha e com a devida textura é imediatamente tida por lama.

A ver vamos se a corda parte.
Não tenho sobre o Primeiro-Ministro grande opinião sobre as suas capacidades intelectuais.
Fundamento-a em vários episódios em que o ouvi dizer coisas extraordinárias, sem o mínimo sentido. E que aqui referi por vezes.
Tenho a ideia, já aqui também expressa, de que é alvo de uma campanha torpe e muito mal fundamentada por parte de quem não tem maiores capacidades intelectuais.
Houvesse de facto alguma coisa grave a apontar a José Sócrates e ele já estaria frito a esta hora.
Não estando, a única coisa que ressalta é a inépcia de quem assim o ataca.
Tudo isto já aqui o afirmei.
Não li, não ouvi nem conto ler ou ouvir estas ou quaisquer outras transcrições de conversas, mensagens ou gravações apanhadas à sorrelfa.
O próprio facto de serem publicadas sem consequência é por si só a justificação da inanidade.
Porém, a corda estica-se. E estica-se porque sobre o descontentamento existente, qualquer chapada de qualquer coisa castanha e com a devida textura é imediatamente tida por lama.
A ver vamos se a corda parte.
08/02/2010
Marcos
Em 1993, havia num troço de estrada que ligava a E.N. 264 à via Infante de Sagres (vulgo Via do Infante), uns marcos quilométricos que assinalavam os km 90 e tal do IP1.
Eram marcos curiosos conquanto respeitassem o formato dos do plano de 45, referiam-se a um IP do plano de 85.
Ignoro se ainda lá estão e se foram ou não reciclados.
Já na dita via Infante de Sagres, escassos quilómetros andados, os competentes marcos de lata letra branca em fundo azul de auto-estrada já marcavam os km 300 e tal do IP1. Em cerca de dez quilómetros, tinham afinal sido percorridos mais de duzentos!!! Sendo que nem uma nem outra contagem faziam o mínimo sentido.
Aí, na última vez que lá passei, os marcos referiam-se à A22.
Poder-se-ia falar de muitos outros exemplos semelhantes de desnorte, de incompetência, de burrice.

Este aqui encontrei-o em 1995 num sítio onde seria talvez expectável encontrar o km 20 da E.N. 264, na versão proposta pelo plano de 45 e a uma légua bem medida do local onde afinal está o km 1 da E.N. 264, que acabou por ser construída com um traçado inicial diferente.
Este marco tampouco remonta ao tempo do traçado inicial. Foi lá colocado muito posteriormente.
Acresce que o formato do marco nem sequer é regulamentar. Como se pode perceber pela imagem comparando com qualquer dos marcos quilométricos da weberneta.
É o tipo de coisa que acontece porque sim.
E há demasiados porque sim aqui, ali, no governo do país aos mais diversos níveis. Este é apenas um exemplo caricato.
Em 1993, havia num troço de estrada que ligava a E.N. 264 à via Infante de Sagres (vulgo Via do Infante), uns marcos quilométricos que assinalavam os km 90 e tal do IP1.
Eram marcos curiosos conquanto respeitassem o formato dos do plano de 45, referiam-se a um IP do plano de 85.
Ignoro se ainda lá estão e se foram ou não reciclados.
Já na dita via Infante de Sagres, escassos quilómetros andados, os competentes marcos de lata letra branca em fundo azul de auto-estrada já marcavam os km 300 e tal do IP1. Em cerca de dez quilómetros, tinham afinal sido percorridos mais de duzentos!!! Sendo que nem uma nem outra contagem faziam o mínimo sentido.
Aí, na última vez que lá passei, os marcos referiam-se à A22.
Poder-se-ia falar de muitos outros exemplos semelhantes de desnorte, de incompetência, de burrice.
Este aqui encontrei-o em 1995 num sítio onde seria talvez expectável encontrar o km 20 da E.N. 264, na versão proposta pelo plano de 45 e a uma légua bem medida do local onde afinal está o km 1 da E.N. 264, que acabou por ser construída com um traçado inicial diferente.
Este marco tampouco remonta ao tempo do traçado inicial. Foi lá colocado muito posteriormente.
Acresce que o formato do marco nem sequer é regulamentar. Como se pode perceber pela imagem comparando com qualquer dos marcos quilométricos da weberneta.
É o tipo de coisa que acontece porque sim.
E há demasiados porque sim aqui, ali, no governo do país aos mais diversos níveis. Este é apenas um exemplo caricato.
07/02/2010
Tabu

Há alguns tabus mais ou menos persistentes na vida portuguesa.
Um deles é a ETA.
Com as excepções óbvias do assalto à Embaixada de Espanha, do caso GAL e da controvérsia sobre a extradição de Telletxea Maia, o assunto ETA foi sempre encarado como longínquo.
Até que recentemente, com o episódio dos carros de aluguer, a coisa saiu um bocado das baias em que se encontrava.
Falando de cor, apenas com o cheiro da pólvora, sempre tive a ideia, dir-se-ia uma espécie de ilusão mental, que a ETA apenas usaria o território nacional, vez por outra, como posição recuada, onde teria aqui e ali casas seguras, apenas para abrigo temporário dos seus irregulares.
Nunca me cheirou a tal pólvora. Mesmo que admita que na conturbada fase de 1975 – se a Embaixada de Espanha foi ela própria incendiada! – tenha havido algum tráfego de armas e bagagens.
O quadro geral era, na minha ilusionada ideia, de que as coisas se passariam assim.
Os últimos sinais, desde as histórias dos carros alugados, iam no sentido inverso.
Até ver, confirma-se que havia mesmo uma base. Pelo menos uma.
A minha questão agora é se isto vai alterar em alguma coisa o denso véu que sempre caiu sobre este tema. Como um tabu.
Há alguns tabus mais ou menos persistentes na vida portuguesa.
Um deles é a ETA.
Com as excepções óbvias do assalto à Embaixada de Espanha, do caso GAL e da controvérsia sobre a extradição de Telletxea Maia, o assunto ETA foi sempre encarado como longínquo.
Até que recentemente, com o episódio dos carros de aluguer, a coisa saiu um bocado das baias em que se encontrava.
Falando de cor, apenas com o cheiro da pólvora, sempre tive a ideia, dir-se-ia uma espécie de ilusão mental, que a ETA apenas usaria o território nacional, vez por outra, como posição recuada, onde teria aqui e ali casas seguras, apenas para abrigo temporário dos seus irregulares.
Nunca me cheirou a tal pólvora. Mesmo que admita que na conturbada fase de 1975 – se a Embaixada de Espanha foi ela própria incendiada! – tenha havido algum tráfego de armas e bagagens.
O quadro geral era, na minha ilusionada ideia, de que as coisas se passariam assim.
Os últimos sinais, desde as histórias dos carros alugados, iam no sentido inverso.
Até ver, confirma-se que havia mesmo uma base. Pelo menos uma.
A minha questão agora é se isto vai alterar em alguma coisa o denso véu que sempre caiu sobre este tema. Como um tabu.
04/02/2010
Umas quantas notas agripadas
Já estava assim antes da vergonha de jogo no Dragão. Não há relação entre uma coisa e outra.
O Sporting, nestes últimos tempos, tem envergonhado com alguma frequência os seus adeptos. Nem uma sequer glória no futebol para contrabalançar.
Carvalhal disse, e cito de memória, que o Sporting fez uns maus 45 minutos. Não fiquei a saber quais. O certo é que a goleada se anteviu desde cedo. E que em nenhuma altura pareceram as coisas mudar de tom.
A Drª Manuela Ferreira Leite disse, e cito mais uma vez de memória, que o país precisa de estadistas e não de políticos.
Se não se pode ter o dois-em-um, mesmo não fazendo ideia como é que se faz um estadista apolítico, então concordo com a senhora.
Cheira-me, todavia, que o que o país precisa é de gente capaz e não de mediocridades.
A Lei das Finanças Regionais e todo o folclore acessório mostra bem o que seria um país cortado às postas, cada uma delas a puxar as brasas para si.
Mas o problema tem boníssima solução: é convencer os do PSD a aclamarem Alberto João Jardim. Quem não vai gostar disso são os madeirenses, mas pronto.
Acham que ele não ganhava a José Sócrates ou a um eventual substituto deste?
Já estava assim antes da vergonha de jogo no Dragão. Não há relação entre uma coisa e outra.
O Sporting, nestes últimos tempos, tem envergonhado com alguma frequência os seus adeptos. Nem uma sequer glória no futebol para contrabalançar.
Carvalhal disse, e cito de memória, que o Sporting fez uns maus 45 minutos. Não fiquei a saber quais. O certo é que a goleada se anteviu desde cedo. E que em nenhuma altura pareceram as coisas mudar de tom.
A Drª Manuela Ferreira Leite disse, e cito mais uma vez de memória, que o país precisa de estadistas e não de políticos.
Se não se pode ter o dois-em-um, mesmo não fazendo ideia como é que se faz um estadista apolítico, então concordo com a senhora.
Cheira-me, todavia, que o que o país precisa é de gente capaz e não de mediocridades.
A Lei das Finanças Regionais e todo o folclore acessório mostra bem o que seria um país cortado às postas, cada uma delas a puxar as brasas para si.
Mas o problema tem boníssima solução: é convencer os do PSD a aclamarem Alberto João Jardim. Quem não vai gostar disso são os madeirenses, mas pronto.
Acham que ele não ganhava a José Sócrates ou a um eventual substituto deste?
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