imagens da RTP
Aquilo a que se chama o edifício da Justiça, independentemente das salas que o constituem, é habitado por seres cuja capacidade intelectual é permanentemente posta em causa, salvo as honrosas e confirmantes excepções.
A dignidade da Justiça, indepentemente dos indivíduos que habitam o tal edifício, também se deve exibir nas salas que o constituem, no impessoal e no pessoal.
No impessoal, independentemente do valor plástico (gostos não os discuto), parece-me pouco digno que uma sala de audiências contenha arte parietal em que estão representadas de pantanas as balanças ditas da justiça.
No pessoal, parece-me indigno – caso se trate de uma sala de audiências, como tudo indica – que a alguém seja possível deixar-se fotografar como se estivesse à boca de cena, com a tribuna ao fundo.
A estes exemplos, colhidos apenas no Telejornal de hoje (as balanças de pantanas aparecem amiúde desde há uns anos) podem somar-se ene outros.
Temos o retrato.