09/09/2013
06/09/2013
O assassino
Um Brock descrito há 60 anos por Ray Bradbury e emparelhado por mim com um pouco mais novo Myron Aub de Asimov.
Um Brock descrito há 60 anos por Ray Bradbury e emparelhado por mim com um pouco mais novo Myron Aub de Asimov.
05/09/2013
Dia Nacional do Legislador
É certo que podia ser outro, mas eu hoje estou por hoje – que 5 de Setembro seja o Dia Nacional do Legislador.
É certo que podia ser outro, mas eu hoje estou por hoje – que 5 de Setembro seja o Dia Nacional do Legislador.
04/09/2013
03/09/2013
Fósforos

Altura para afinal repetir o que já há três anos escrevi e que agora há uns quantos que vigorosamente defendem.
Altura para afinal repetir o que já há três anos escrevi e que agora há uns quantos que vigorosamente defendem.
02/09/2013
Alavancar (VI)
Um teste?
Sim. No outro dia apercebi-me de que o homem respondia a perguntas a pedido.
E que seleccionaram uma de vida ou de morte. Se fulano de tal recuperava ou não. Ora isto é colocar Marcelo no lugar de pitonisa, coisa que alguns dizem que ele é, embora aparentemente ainda ninguém tivesse experimentado de forma tão explícita testar-lhe tal qualidade.
Perguntaram-lhe se um tipo sobrevivia ou não? ‘Tás a falar a sério?
‘Tou, pois. Achas que ia brincar com questões de vida ou de morte?
Dei-me conta de que a nossa conversa começava a interessar aos parceiros das mesas vizinhas. Sem que soubesse a que ponto se encontravam já a par da escrita.
(continua)
Um teste?
Sim. No outro dia apercebi-me de que o homem respondia a perguntas a pedido.
E que seleccionaram uma de vida ou de morte. Se fulano de tal recuperava ou não. Ora isto é colocar Marcelo no lugar de pitonisa, coisa que alguns dizem que ele é, embora aparentemente ainda ninguém tivesse experimentado de forma tão explícita testar-lhe tal qualidade.
Perguntaram-lhe se um tipo sobrevivia ou não? ‘Tás a falar a sério?
‘Tou, pois. Achas que ia brincar com questões de vida ou de morte?
Dei-me conta de que a nossa conversa começava a interessar aos parceiros das mesas vizinhas. Sem que soubesse a que ponto se encontravam já a par da escrita.
(continua)
01/09/2013
30/08/2013
29/08/2013
Alavancar (V)
Vamos começar pela letra do Tony Carreira. Apontei-a à mão porque não tinha impressora e só tenho um computador de secretária, nada de portáteis grandes ou pequenos.
E dei-me a esse trabalho também com aquele espírito de quem faz cábulas – para além da utilidade do papelinho na altura do aperto, alguma coisa fica na memória enquanto se escreve. Talvez com isso quisesse suprir algum desejo inconsciente de memorizar a letra, sabe-se lá. O certo é que me interessava conhecer um exemplo do que canta o homem. Porque aí está, não duvides, a essência do povo.
Ainda empinando a mini-castello à frente do nariz, mirava-lhe a expressão empenhada refractada através do vidro.
A lista de perguntas para o Marcelo é um teste. Queres ler?
(continua)
Vamos começar pela letra do Tony Carreira. Apontei-a à mão porque não tinha impressora e só tenho um computador de secretária, nada de portáteis grandes ou pequenos.
E dei-me a esse trabalho também com aquele espírito de quem faz cábulas – para além da utilidade do papelinho na altura do aperto, alguma coisa fica na memória enquanto se escreve. Talvez com isso quisesse suprir algum desejo inconsciente de memorizar a letra, sabe-se lá. O certo é que me interessava conhecer um exemplo do que canta o homem. Porque aí está, não duvides, a essência do povo.
Ainda empinando a mini-castello à frente do nariz, mirava-lhe a expressão empenhada refractada através do vidro.
A lista de perguntas para o Marcelo é um teste. Queres ler?
(continua)
28/08/2013
O rebanho
O rebanho é aqui a parte maioritária da mole que segue os mesmos ensinamentos, que julga da mesma forma, que papagueia com igual fervor as mesmas verdades insofismáveis e os mesmos valores divínicos.
É hoje possível determinar que cartilha é essa a partir das estatísticas de cliques.
E é possível determinar se essa cartilha é a preponderante nas televisões internacionais e é a que informa os programas da maioria dos partidos mais votados nas sociedades ocidentalizadas.
Se se concluir que a cartilha é a mesma, o Grande Irmão está mais do que instalado. Com vinte e cinco anos de atraso sobre a data de Orwell, mais coisa menos coisa, o sonho totalitário do início do século XX está consumado no dirigir das mentes sem recurso à religião.
O rebanho é aqui a parte maioritária da mole que segue os mesmos ensinamentos, que julga da mesma forma, que papagueia com igual fervor as mesmas verdades insofismáveis e os mesmos valores divínicos.
É hoje possível determinar que cartilha é essa a partir das estatísticas de cliques.
E é possível determinar se essa cartilha é a preponderante nas televisões internacionais e é a que informa os programas da maioria dos partidos mais votados nas sociedades ocidentalizadas.
Se se concluir que a cartilha é a mesma, o Grande Irmão está mais do que instalado. Com vinte e cinco anos de atraso sobre a data de Orwell, mais coisa menos coisa, o sonho totalitário do início do século XX está consumado no dirigir das mentes sem recurso à religião.
Falha d’energia
É recorrente a escassez de energia. Raras vezes permite ultrapassar os vinte pés (!) de altitude.

Rob Gonsalves, Bedtime Aviation
É recorrente a escassez de energia. Raras vezes permite ultrapassar os vinte pés (!) de altitude.
Rob Gonsalves, Bedtime Aviation
27/08/2013
26/08/2013
25/08/2013
24/08/2013
Alavancar (IV)
Não. Achei piada ao desenho da alavanca. Fez-me lembrar uma cena que aqui se passou.
E é a alavanca o principal disto tudo – vendo que eu mentia, ao fazer-me desinteressado.
Ah sim?
É. Conheces os rudimentos da mecânica das alavancas?
Demos isso tudo no liceu.
Pois, na escola industrial no meu caso – não fazia eu a mínima ideia de que ele tinha andado na escola técnica.
E atão?
Estava aqui a compôr um artigo para a revista da Câmara. Agora andam todos azafamados a gastar dinheiro nestas coisas, é a fruta da época. Pagam-me para escrever banalidades até às eleições.
Não o fazia vendido à política. Ou à politiquice. Antes pelo contrário. E saiu-me assim: Fazes bem.
Terminei a mini-castello e pedi outra – Manel, não há mais fresca? Não queres beber nada?
Ele disse que queria uma mini. Uma mine. Sentei-me enfim em frente dele.
(continua)
Não. Achei piada ao desenho da alavanca. Fez-me lembrar uma cena que aqui se passou.
E é a alavanca o principal disto tudo – vendo que eu mentia, ao fazer-me desinteressado.
Ah sim?
É. Conheces os rudimentos da mecânica das alavancas?
Demos isso tudo no liceu.
Pois, na escola industrial no meu caso – não fazia eu a mínima ideia de que ele tinha andado na escola técnica.
E atão?
Estava aqui a compôr um artigo para a revista da Câmara. Agora andam todos azafamados a gastar dinheiro nestas coisas, é a fruta da época. Pagam-me para escrever banalidades até às eleições.
Não o fazia vendido à política. Ou à politiquice. Antes pelo contrário. E saiu-me assim: Fazes bem.
Terminei a mini-castello e pedi outra – Manel, não há mais fresca? Não queres beber nada?
Ele disse que queria uma mini. Uma mine. Sentei-me enfim em frente dele.
(continua)
23/08/2013
Bombeiros
Não vou repetir o que aqui já escrevi há nove anos e tal. Nem depois disso episodicamente.
Faço apenas a remissão e lamento este desperdício de vidas que é fruto da desorganização.
Pagamos tão caro a falta de método. Mais, pagamos caro a ignorância de que existem métodos.
Não vou repetir o que aqui já escrevi há nove anos e tal. Nem depois disso episodicamente.
Faço apenas a remissão e lamento este desperdício de vidas que é fruto da desorganização.
Pagamos tão caro a falta de método. Mais, pagamos caro a ignorância de que existem métodos.
22/08/2013
18/08/2013
Da gentileza
(interrompendo o que pretendia ser uma série de posts enviados pela minha gente)
Eu não conheço pessoalmente o João Espinho. Temos umas mines à morte há uns anos e ainda não conseguimos despejá-las pelo gargalo.
Isso não significa que não possa dizer que mantenha com ele uma espécie de cumplicidade e de proximidade. Não se tratando só de sermos ambos alentejanos e sportinguistas (5-1).
Quando me dei conta de que ele fez expressa menção aos dez anos do HGU – ele que anda cá há mais tempo do que eu, que começou em Maio de há dez anos a ver se a coisa funcionava e que depois antes do São João começou por tratar do Polis da capital do Baixo Alentejo e daí para a frente se estabeleceu como um marco de referência da cidade de Beja, sem nenhum favor – não podia deixar de lhe agradecer de pronto a gentileza que teve. Como não posso deixar de lhe relembrar que as mines aquecem, se não as bubermos.
Abraço, João!
NOTA: isto não é uma troca de galhardetes, é muito mais do que isso.
(interrompendo o que pretendia ser uma série de posts enviados pela minha gente)
Eu não conheço pessoalmente o João Espinho. Temos umas mines à morte há uns anos e ainda não conseguimos despejá-las pelo gargalo.
Isso não significa que não possa dizer que mantenha com ele uma espécie de cumplicidade e de proximidade. Não se tratando só de sermos ambos alentejanos e sportinguistas (5-1).
Quando me dei conta de que ele fez expressa menção aos dez anos do HGU – ele que anda cá há mais tempo do que eu, que começou em Maio de há dez anos a ver se a coisa funcionava e que depois antes do São João começou por tratar do Polis da capital do Baixo Alentejo e daí para a frente se estabeleceu como um marco de referência da cidade de Beja, sem nenhum favor – não podia deixar de lhe agradecer de pronto a gentileza que teve. Como não posso deixar de lhe relembrar que as mines aquecem, se não as bubermos.
Abraço, João!
NOTA: isto não é uma troca de galhardetes, é muito mais do que isso.
16/08/2013
15/08/2013
Alavancar (III)
Como é que sei? Sei como sei o resultado de ontem do Portimonense, ou que a um rapaz da canoagem não o deixam ou ele não quer competir ou até mesmo que aí onde estás, há uns anos, não havia mesa, era a passagem para a casa de banho.
Era pois. Andas com atenção às letras do Tony. Também trauteias ou é só memória auditiva?
E esse ou, disjuntivo, quer dizer que quem aprendeu a letra sem se dar conta não a pode trautear e vice-versa?
Ói! Temos filosofia barata! Precisão de linguagem... Nesse caso, aproveito para dizer que a tua resposta à minha pergunta "Como é que sabes que a letra é do Tony Carreira?" não tem ponta por onde se lhe pegue.
Enfiando o gargalo da mini-castello na boca, fingi indiferença. Como à entrada do café.
Queres saber do que se trata? – perguntou, desmontando a minha pose.
(continua)
Como é que sei? Sei como sei o resultado de ontem do Portimonense, ou que a um rapaz da canoagem não o deixam ou ele não quer competir ou até mesmo que aí onde estás, há uns anos, não havia mesa, era a passagem para a casa de banho.
Era pois. Andas com atenção às letras do Tony. Também trauteias ou é só memória auditiva?
E esse ou, disjuntivo, quer dizer que quem aprendeu a letra sem se dar conta não a pode trautear e vice-versa?
Ói! Temos filosofia barata! Precisão de linguagem... Nesse caso, aproveito para dizer que a tua resposta à minha pergunta "Como é que sabes que a letra é do Tony Carreira?" não tem ponta por onde se lhe pegue.
Enfiando o gargalo da mini-castello na boca, fingi indiferença. Como à entrada do café.
Queres saber do que se trata? – perguntou, desmontando a minha pose.
(continua)
14/08/2013
Siga a música!
O Conselho de Ministros instituiu o Dia Nacional das Bandas Filarmónicas. A 1 de Setembro.
O Conselho de Ministros instituiu o Dia Nacional das Bandas Filarmónicas. A 1 de Setembro.
Egipto*

(ilustração publicada inicialmente em 31 de Janeiro de 2011)
* uma das perguntas que não se podem fazer aos autores do AO90 é onde é que estão os eruditos (os da pronúncia culta) em Portugal que pronunciam Egito.
(ilustração publicada inicialmente em 31 de Janeiro de 2011)
* uma das perguntas que não se podem fazer aos autores do AO90 é onde é que estão os eruditos (os da pronúncia culta) em Portugal que pronunciam Egito.
13/08/2013
Expresso
Mais uma razão para julgar que o Expresso é composto para ser lido por gente de fraquíssimo nível. Na qual tenho que me incluir, pois continuo a comprá-lo:

in Expresso de 10 de Agosto (clicando, lê-se)
Além de ter por lá gente deste calibre a escrever, não tem quem reveja e detecte tão rotundas, tão primárias asneiras.
Mais uma razão para julgar que o Expresso é composto para ser lido por gente de fraquíssimo nível. Na qual tenho que me incluir, pois continuo a comprá-lo:
in Expresso de 10 de Agosto (clicando, lê-se)
Além de ter por lá gente deste calibre a escrever, não tem quem reveja e detecte tão rotundas, tão primárias asneiras.
12/08/2013
Alavancar (II)
Atão, pá!
Olhou-me de viés, como se não me tivesse visto entrar no café e não tivesse cruzado os olhos com os meus numa indiferença mútua, embora se saiba já que a minha indiferença era teatral.
Tás bom, Manel? – ele ainda se lembra do meu nome.
A contemplação dos pormenores das coisas sobre a mesa, referidos a priori, levou-me a fazer uma coisa muito contra a minha natureza – reparos:
Pensava eu que já ninguém copiava letras de canções à mão!
Tentou um olhar de viés semelhante ao que fizera anteriormente, somou-lhe um quê de reprovação, e soltou um ah, sim?!
Pois pá, as miúdas hoje fazem copy-paste, cantam com aqueles écrans onde passa a letra, se calhar já nem escrevem com esferográfica.
Karaoke – disse ele com ar enfastiado. Não se trata de nada disso. E são só as miúdas?
Entregas-te a grandes reflexões: Tony Carreira, Marcelo e isso é o quê? Uma alavanca?
Como é que sabes que a letra é do Tony Carreira?
Petrifiquei. Mal consegui virar-me para trás e pedir com voz pujante ao Manel (ao Manel do café) uma mini-castelo. Castello, com dois éles.
(continua)
Atão, pá!
Olhou-me de viés, como se não me tivesse visto entrar no café e não tivesse cruzado os olhos com os meus numa indiferença mútua, embora se saiba já que a minha indiferença era teatral.
Tás bom, Manel? – ele ainda se lembra do meu nome.
A contemplação dos pormenores das coisas sobre a mesa, referidos a priori, levou-me a fazer uma coisa muito contra a minha natureza – reparos:
Pensava eu que já ninguém copiava letras de canções à mão!
Tentou um olhar de viés semelhante ao que fizera anteriormente, somou-lhe um quê de reprovação, e soltou um ah, sim?!
Pois pá, as miúdas hoje fazem copy-paste, cantam com aqueles écrans onde passa a letra, se calhar já nem escrevem com esferográfica.
Karaoke – disse ele com ar enfastiado. Não se trata de nada disso. E são só as miúdas?
Entregas-te a grandes reflexões: Tony Carreira, Marcelo e isso é o quê? Uma alavanca?
Como é que sabes que a letra é do Tony Carreira?
Petrifiquei. Mal consegui virar-me para trás e pedir com voz pujante ao Manel (ao Manel do café) uma mini-castelo. Castello, com dois éles.
(continua)
11/08/2013
Alavancar
Eu conheço o homem. Há muitos anos. Ainda que não saiba bem como ele se chama. Ou já não me lembre, o que dá o mesmo resultado – chamo-lhe atão, pá!
Estava sentado numa mesa que antigamente não existia. Explicando melhor, estava sentado numa mesa onde antigamente não havia mesa, era a passagem para a casa de banho.
Quando atentei bem no conteúdo da mesa, lembrei-me de um episódio antigo ali ocorrido, na mesa do canto junto à janela, com dois engenheiros, tio e sobrinho afim, civil e mecânico, que riscavam jornais com parafusos em corte. Ora bem, o homem tinha o jornal rabiscado, isso tinha. Mas tinha mais, tinha três folhas de papel garatujadas – uma, com um esquema de uma alavanca interfixa; outra, com uma letra de uma canção de Tony Carreira; e a última com este cabeçalho: perguntasamarcelo@tvi.pt, sob o qual existia um rol de alíneas.
(continua)
Eu conheço o homem. Há muitos anos. Ainda que não saiba bem como ele se chama. Ou já não me lembre, o que dá o mesmo resultado – chamo-lhe atão, pá!
Estava sentado numa mesa que antigamente não existia. Explicando melhor, estava sentado numa mesa onde antigamente não havia mesa, era a passagem para a casa de banho.
Quando atentei bem no conteúdo da mesa, lembrei-me de um episódio antigo ali ocorrido, na mesa do canto junto à janela, com dois engenheiros, tio e sobrinho afim, civil e mecânico, que riscavam jornais com parafusos em corte. Ora bem, o homem tinha o jornal rabiscado, isso tinha. Mas tinha mais, tinha três folhas de papel garatujadas – uma, com um esquema de uma alavanca interfixa; outra, com uma letra de uma canção de Tony Carreira; e a última com este cabeçalho: perguntasamarcelo@tvi.pt, sob o qual existia um rol de alíneas.
(continua)
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 20

Ou como a brejeirice e a linguagem de carroceiro se apoderaram destas páginas. À falsa fé.
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
Ou como a brejeirice e a linguagem de carroceiro se apoderaram destas páginas. À falsa fé.
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
10/08/2013
09/08/2013
07/08/2013
Nomes
Não me deixarei arrastar pela razão. Que ela não assiste a estas coisas. Nunca assistiu, não seria agora que passaria a assistir.
O facto é que o Torneio dito do Guadiana se disputou este ano (não fazendo eu ideia de onde se disputaram as últimas edições) na foz do Arade. Em Portimão.
Não há nada de novo neste arrastar dos nomes sobre a ecúmena. É uma prática existente desde que existem nomes.
O que me parece curioso – e foi coisa que vi há momentos – é que o troféu (os troféus, pois vi três) representam uma ponte de tirantes.
Que tanto pode ser a de Rito, sobre o Arade, como a de Câncio Martins, sobre o Guadiana.
Se há elementos nos troféus que identifiquem claramente de qual das duas se trata, não tive tempo para os apreciar.
Não me deixarei arrastar pela razão. Que ela não assiste a estas coisas. Nunca assistiu, não seria agora que passaria a assistir.
O facto é que o Torneio dito do Guadiana se disputou este ano (não fazendo eu ideia de onde se disputaram as últimas edições) na foz do Arade. Em Portimão.
Não há nada de novo neste arrastar dos nomes sobre a ecúmena. É uma prática existente desde que existem nomes.
O que me parece curioso – e foi coisa que vi há momentos – é que o troféu (os troféus, pois vi três) representam uma ponte de tirantes.
Que tanto pode ser a de Rito, sobre o Arade, como a de Câncio Martins, sobre o Guadiana.
Se há elementos nos troféus que identifiquem claramente de qual das duas se trata, não tive tempo para os apreciar.
Os servos e os lobos
Ontem, alheado de tudo o mais, fixava eu umas imagens de um canal de televisão que calculo fosse o National Geographic.
Na edição de imagem haviam acrescentado uns pequenos focos luminosos de cores distintas – uma cor representava os cervos, outra os lobos.
Enquanto as manobras decorriam, de parte a parte, lobos à caça, cervos em fuga, as imagens confundiam-se ali com a minha representação da nossa história recente no palco do mítico pinhal da Azambuja.
Não eram cervos, eram servos capitaneados por mentecaptos as luzes de certa cor.
Não eram lobos, eram chicos-espertos, ladrões e aldrabões, as luzes da outra.
Evoluíam todos numa espécie de bailado em que o resultado final era contrário ao espírito das fábulas. E qual será o espírito das fábulas?
Ontem, alheado de tudo o mais, fixava eu umas imagens de um canal de televisão que calculo fosse o National Geographic.
Na edição de imagem haviam acrescentado uns pequenos focos luminosos de cores distintas – uma cor representava os cervos, outra os lobos.
Enquanto as manobras decorriam, de parte a parte, lobos à caça, cervos em fuga, as imagens confundiam-se ali com a minha representação da nossa história recente no palco do mítico pinhal da Azambuja.
Não eram cervos, eram servos capitaneados por mentecaptos as luzes de certa cor.
Não eram lobos, eram chicos-espertos, ladrões e aldrabões, as luzes da outra.
Evoluíam todos numa espécie de bailado em que o resultado final era contrário ao espírito das fábulas. E qual será o espírito das fábulas?
06/08/2013
05/08/2013
Gibraltar
Continuo convencido de que é obrigação do Estado português estar discretamente ao lado do Estado espanhol em todas as suas reivindicações a respeito de Gibraltar.
Para na eventualidade, ainda que pouco provável, da soberania sobre aquele enclave regressar a Espanha estarmos na posse de um ás de trunfo (e talvez também da manilha) no jogo de argumentos à volta de Olivença.
NOTA: emendo a mão no que respeita a um comentário replicativo feito em 2004 – os assuntos de soberania e de dignidade do Estado são prioritários.
Continuo convencido de que é obrigação do Estado português estar discretamente ao lado do Estado espanhol em todas as suas reivindicações a respeito de Gibraltar.
Para na eventualidade, ainda que pouco provável, da soberania sobre aquele enclave regressar a Espanha estarmos na posse de um ás de trunfo (e talvez também da manilha) no jogo de argumentos à volta de Olivença.
NOTA: emendo a mão no que respeita a um comentário replicativo feito em 2004 – os assuntos de soberania e de dignidade do Estado são prioritários.
04/08/2013
Jus
A ser verdade tudo o que está escrito na edição do Expresso de 20 de Jullho p.p. e que consta, a título de referência de imprensa, na página da ASJP, temos ali um quase paradigma daquilo a que alguns chamam o edifício da justiça.
E um exemplo claro do que deve ser varrido. Sem contemplações.
A ser verdade tudo o que está escrito na edição do Expresso de 20 de Jullho p.p. e que consta, a título de referência de imprensa, na página da ASJP, temos ali um quase paradigma daquilo a que alguns chamam o edifício da justiça.
E um exemplo claro do que deve ser varrido. Sem contemplações.
02/08/2013
RTP
A RTP repete os concursos com Fernando Mendes sem colocar a respectiva indicação de programa repetido por:
a) ser isso uma forma de avaliar as audiências;
b) não ter respeito pelos que pagam aos seus funcionários;
c) não haver lá ninguém que saiba quais foram os concursos já emitidos;
d) haver alguém que se diverte a trocar as referências dos programas;
e) uma razão obscura que ninguém na RTP conhece;
f) algo que não tenha sido indicado nas alíneas anteriores.
A RTP repete os concursos com Fernando Mendes sem colocar a respectiva indicação de programa repetido por:
a) ser isso uma forma de avaliar as audiências;
b) não ter respeito pelos que pagam aos seus funcionários;
c) não haver lá ninguém que saiba quais foram os concursos já emitidos;
d) haver alguém que se diverte a trocar as referências dos programas;
e) uma razão obscura que ninguém na RTP conhece;
f) algo que não tenha sido indicado nas alíneas anteriores.
01/08/2013
B A BA
O mais previsível entre um burro, um aldrabão e um burro-aldrabão é este último.
Controlado de perto, apresenta um risco mínimo.
Quando nos apercebemos de que há demasiados indivíduos desta espécie a operar causando dano – e todos os dias somos bombardeados com notícias do género – uma de duas coisas aconteceu:
Não foram controlados.
Foram controlados por gente que integra uma das espécies mencionadas.
O mais previsível entre um burro, um aldrabão e um burro-aldrabão é este último.
Controlado de perto, apresenta um risco mínimo.
Quando nos apercebemos de que há demasiados indivíduos desta espécie a operar causando dano – e todos os dias somos bombardeados com notícias do género – uma de duas coisas aconteceu:
Não foram controlados.
Foram controlados por gente que integra uma das espécies mencionadas.
31/07/2013
Algumas considerações para o escopo do bom terrorista
O facto de nunca me ter prendido à ideia de pertencer a um tipo exemplar ou de ser um tipo como os outros, deve ter cavado alguns abismos entre os tipos exemplares e os tipos como os outros e eu próprio. Deve. Nunca foi coisa a que prestasse muita atenção. Apenas a necessária para não fazer o óbvio, o que é pouco.
Ainda assim apercebo-me de que os meus padrões parecem estranhos a muita gente. Estranhos apenas porque não se enquadram no que deveria ser. Que talvez seja essa a única estranheza possível, grande coisa!
Não tiro disto particular gozo. Talvez pudesse tirar, à custa do rompimento de algumas relações menos interessantes.
O facto de nunca me ter prendido à ideia de pertencer a um tipo exemplar ou de ser um tipo como os outros, deve ter cavado alguns abismos entre os tipos exemplares e os tipos como os outros e eu próprio. Deve. Nunca foi coisa a que prestasse muita atenção. Apenas a necessária para não fazer o óbvio, o que é pouco.
Ainda assim apercebo-me de que os meus padrões parecem estranhos a muita gente. Estranhos apenas porque não se enquadram no que deveria ser. Que talvez seja essa a única estranheza possível, grande coisa!
Não tiro disto particular gozo. Talvez pudesse tirar, à custa do rompimento de algumas relações menos interessantes.
29/07/2013
Desorientação
A ser verdade o que se diz que disse o maquinista e a dizê-lo ele com convicção – que não sabia onde se encontrava quando se lhe deparou a curva – isso não me espanta.
Passa-se hoje por demasiada gente que tem esse tipo de brancas e que as tem cada vez com maior frequência.
Talvez seja legítimo perguntar se essas coisas se diagnosticam (se despistam) sem a ajuda do paciente.
Noutro plano, os espanhóis continuam a aproveitar troços de estrada com raios de curvatura e trainéis que não lembram ao diabo para fazer auto-estradas.
E troços de ferrovia antiga para fazerem passar a alta-velocidade.
É lá com eles.
A ser verdade o que se diz que disse o maquinista e a dizê-lo ele com convicção – que não sabia onde se encontrava quando se lhe deparou a curva – isso não me espanta.
Passa-se hoje por demasiada gente que tem esse tipo de brancas e que as tem cada vez com maior frequência.
Talvez seja legítimo perguntar se essas coisas se diagnosticam (se despistam) sem a ajuda do paciente.
Noutro plano, os espanhóis continuam a aproveitar troços de estrada com raios de curvatura e trainéis que não lembram ao diabo para fazer auto-estradas.
E troços de ferrovia antiga para fazerem passar a alta-velocidade.
É lá com eles.
A Europa connosco

A alternativa que o PS propõe é a recuperação do slogan “A Europa connosco”, pós-PREC.
Lê-se no documento que o PS publicou como sendo o rol das suas propostas para o futuro e ouve-se na boca de alguns notáveis, como é o caso de António Costa (na Quadratura do Círculo emitida na SICN a 18 de Julho).
Costa mais uma vez descobriu a pólvora e argumenta assim (citando eu de memória): “Se Lisboa paga cerca de 50% dos impostos do país (não sei com que dados e extrapolações o afirma, mas isso é outra história), fá-lo por ser a capital (?!) [...]”.
A ideia geral é a de que Lisboa não sustenta os recônditos lugares habitados do país onde a produção de riqueza é mínima. Lisboa é antes uma parte do todo nacional como as partes recônditas e habitadas o são.
Disse ainda que os países contribuintes líquidos para o nivelamento europeu são os que comprovadamente mais ganham ao pagarem (também aqui não se sabe nem se percebe como se chega a essa conclusão, mas há uns estudos – segundo Costa).
Lá está a ideia que foi propagada em devido tempo de uma Europa na qual as nossas contas haveriam de ser pagas pelos outros, como parte recôndita, habitada e pouco produtiva do todo.
Esquece-se Costa de duas coisas: essa Europa nunca existiu e provavelmente não existirá, apesar de uns ímpetos ajudistas que não foram nunca o reflexo de uma unidade social, como se vê bem nos dias que correm.
Lisboa pagará as contas dos outros porque se trata de facto de um todo nacional pelo qual Lisboa por, na argumentação de Costa, ser a capital, tem a honra, a responsabilidade, a obrigação de zelar. Poderíamos dizer o mesmo (com excepção de ser cabeça de nação) de todos os pontos em que a contribuição para a riqueza nacional está acima da média. A nação existe e é coesa. Tem-no sido pelos últimos oitocentos e muitos anos.
Há ainda um pequeno problema nesta argumentação – é a parte em que tem se explicar aos tais contribuintes líquidos que têm tudo a ganhar e nada a perder em continuarem a sê-lo. É que por vezes cada um usa o direito de só ouvir falar de coisas que acha que lhe interessam.
cartaz de propaganda eleitoral do PS em 1976 encontrado aqui.
A alternativa que o PS propõe é a recuperação do slogan “A Europa connosco”, pós-PREC.
Lê-se no documento que o PS publicou como sendo o rol das suas propostas para o futuro e ouve-se na boca de alguns notáveis, como é o caso de António Costa (na Quadratura do Círculo emitida na SICN a 18 de Julho).
Costa mais uma vez descobriu a pólvora e argumenta assim (citando eu de memória): “Se Lisboa paga cerca de 50% dos impostos do país (não sei com que dados e extrapolações o afirma, mas isso é outra história), fá-lo por ser a capital (?!) [...]”.
A ideia geral é a de que Lisboa não sustenta os recônditos lugares habitados do país onde a produção de riqueza é mínima. Lisboa é antes uma parte do todo nacional como as partes recônditas e habitadas o são.
Disse ainda que os países contribuintes líquidos para o nivelamento europeu são os que comprovadamente mais ganham ao pagarem (também aqui não se sabe nem se percebe como se chega a essa conclusão, mas há uns estudos – segundo Costa).
Lá está a ideia que foi propagada em devido tempo de uma Europa na qual as nossas contas haveriam de ser pagas pelos outros, como parte recôndita, habitada e pouco produtiva do todo.
Esquece-se Costa de duas coisas: essa Europa nunca existiu e provavelmente não existirá, apesar de uns ímpetos ajudistas que não foram nunca o reflexo de uma unidade social, como se vê bem nos dias que correm.
Lisboa pagará as contas dos outros porque se trata de facto de um todo nacional pelo qual Lisboa por, na argumentação de Costa, ser a capital, tem a honra, a responsabilidade, a obrigação de zelar. Poderíamos dizer o mesmo (com excepção de ser cabeça de nação) de todos os pontos em que a contribuição para a riqueza nacional está acima da média. A nação existe e é coesa. Tem-no sido pelos últimos oitocentos e muitos anos.
Há ainda um pequeno problema nesta argumentação – é a parte em que tem se explicar aos tais contribuintes líquidos que têm tudo a ganhar e nada a perder em continuarem a sê-lo. É que por vezes cada um usa o direito de só ouvir falar de coisas que acha que lhe interessam.
cartaz de propaganda eleitoral do PS em 1976 encontrado aqui.
27/07/2013
Perfume
E quando falamos de perfume, há aquele que uns dizem ser uma mistura irrepetível – eu nunca o encontrei alhures – outros a rescendência de uma só planta, que no caso seria exclusiva daquelas dunas.
Ainda hoje me fico pela ignorância. Talvez isso seja mesmo definitivo. E assim.
E quando falamos de perfume, há aquele que uns dizem ser uma mistura irrepetível – eu nunca o encontrei alhures – outros a rescendência de uma só planta, que no caso seria exclusiva daquelas dunas.
Ainda hoje me fico pela ignorância. Talvez isso seja mesmo definitivo. E assim.
25/07/2013
24/07/2013
Ponto de vista
A verdadeira, absoluta e relativa, objectiva e subjectiva dimensão das coisas.

imagem da Terra, obtida a partir da sonda Cassini, algures no espaço entre Saturno e Titã.
(clicando verão a imagem no sitio da NASA).
A verdadeira, absoluta e relativa, objectiva e subjectiva dimensão das coisas.
imagem da Terra, obtida a partir da sonda Cassini, algures no espaço entre Saturno e Titã.
(clicando verão a imagem no sitio da NASA).
23/07/2013
Rever em baixa
Disse aqui vai para uns séculos-rede que considerava Passos Coelho um tipo capaz. Intelectualmente muito melhor do que José Sócrates, coisa que não seria difícil de alcançar.
Continuo a considerar que ambas as afirmações são verdadeiras. Só que a respeito da primeira devo corrigir o tiro – Passos Coelho está no limiar da capacidade. Não é nada acima da mediania.
Um governo que era para ser mínimo deu lugar a uma curiosa série:
Saiu um; entraram dois.
Saiu um; entraram três.
Se isto não é um grosseiro erro de avaliação inicial, é o quê?
Portas, não sei porque carga d’água, foi sempre avaliado como um fora-de-série.
Pela minha duvidosa e subjectiva fasquia é tão mediano como o primeiro.
Ou está até uns furos abaixo. Ouçam-no, leiam-no.
Disse aqui vai para uns séculos-rede que considerava Passos Coelho um tipo capaz. Intelectualmente muito melhor do que José Sócrates, coisa que não seria difícil de alcançar.
Continuo a considerar que ambas as afirmações são verdadeiras. Só que a respeito da primeira devo corrigir o tiro – Passos Coelho está no limiar da capacidade. Não é nada acima da mediania.
Um governo que era para ser mínimo deu lugar a uma curiosa série:
Saiu um; entraram dois.
Saiu um; entraram três.
Se isto não é um grosseiro erro de avaliação inicial, é o quê?
Portas, não sei porque carga d’água, foi sempre avaliado como um fora-de-série.
Pela minha duvidosa e subjectiva fasquia é tão mediano como o primeiro.
Ou está até uns furos abaixo. Ouçam-no, leiam-no.
21/07/2013
Jornalismo
Ainda se ouve por aí dizer, como ontem na RTP, que a Volta a França, 100ª edição, acabará hoje já de noite nos Campos Elíseos.
Ainda que a média da etapa seja de 36 km/h, segundo o horário previsto pela organização a prova terminará às 21:57 hora local.
Ora pelos meus cálculos e por almanaques consultados, às 21:57 de Paris passou cerca de um quarto de hora do sol posto.
Sendo que nos últimos três anos a média mais baixa calculada para o vencedor da última etapa foi de 37,9 km/h, admitamos que é essa a média. Chegará o primeiro cerca das 21:46, três minutos após o ocaso.
A cerimónia, essa, é que poderá ocorrer já de noite. A corrida é que é muito pouco provável.
NOTA (cerca das 19:00): A média calculada neste momento na página da Volta a França está muito longe do cálculo que faço, que é de cerca de 30 km/h. Mesmo prevendo que a parte final em circuito seja percorrida em velocidade superior à que se pratica até lá, parece muito pouco provável agora que a chegada se verifique antes das 22:00 locais. Antes bem para além disso, o que revoga o que foi dito acima.
NOTA (cerca das 20:40): A presunção da velocidade com que seria percorrido o circuito final foi errada. A velocidade média da etapa esteve mesmo acima do esperado.
Como quase sempre, as primeiras impressões são as mais certeiras. O Tour acabou à luz do dia. Mesmo antes do sol posto, ainda que as nuvens o escondessem.
Ainda se ouve por aí dizer, como ontem na RTP, que a Volta a França, 100ª edição, acabará hoje já de noite nos Campos Elíseos.
Ainda que a média da etapa seja de 36 km/h, segundo o horário previsto pela organização a prova terminará às 21:57 hora local.
Ora pelos meus cálculos e por almanaques consultados, às 21:57 de Paris passou cerca de um quarto de hora do sol posto.
Sendo que nos últimos três anos a média mais baixa calculada para o vencedor da última etapa foi de 37,9 km/h, admitamos que é essa a média. Chegará o primeiro cerca das 21:46, três minutos após o ocaso.
A cerimónia, essa, é que poderá ocorrer já de noite. A corrida é que é muito pouco provável.
NOTA (cerca das 19:00): A média calculada neste momento na página da Volta a França está muito longe do cálculo que faço, que é de cerca de 30 km/h. Mesmo prevendo que a parte final em circuito seja percorrida em velocidade superior à que se pratica até lá, parece muito pouco provável agora que a chegada se verifique antes das 22:00 locais. Antes bem para além disso, o que revoga o que foi dito acima.
NOTA (cerca das 20:40): A presunção da velocidade com que seria percorrido o circuito final foi errada. A velocidade média da etapa esteve mesmo acima do esperado.
Como quase sempre, as primeiras impressões são as mais certeiras. O Tour acabou à luz do dia. Mesmo antes do sol posto, ainda que as nuvens o escondessem.
20/07/2013
Alberto e Mário Jorge
Nesse Verão de 1981 (onde é que fica Tróia?), enquanto rádio-ouvintes apreciámos particularmente as prestações de um tal Alberto e de um tal Mário Jorge, moços então recém-chegados à equipa do Sporting.
Estou aqui (é mentira, não estou nada!) a fazer um esforço de abstracção para enquadrar enquanto rádio-ouvinte com menos 32 anos o que estou a ver na RTP.
Que me parece de facto um solteiros e casados.
O que é que aconteceu ao tal Alberto?
Nesse Verão de 1981 (onde é que fica Tróia?), enquanto rádio-ouvintes apreciámos particularmente as prestações de um tal Alberto e de um tal Mário Jorge, moços então recém-chegados à equipa do Sporting.
Estou aqui (é mentira, não estou nada!) a fazer um esforço de abstracção para enquadrar enquanto rádio-ouvinte com menos 32 anos o que estou a ver na RTP.
Que me parece de facto um solteiros e casados.
O que é que aconteceu ao tal Alberto?
19/07/2013
Cometa
Se o cometa ISON fôr bem visível lá para o fim do ano, será um sinal dos céus.
Se não fôr, não será.
Quase todos os dias destas duas últimas semanas ouvi um indivíduo que se exprime assim. Tudo para ele é sim. Ou, se calhar, sopas.
A parte de ser um sinal dos céus admite contraditório.
Se o cometa ISON fôr bem visível lá para o fim do ano, será um sinal dos céus.
Se não fôr, não será.
Quase todos os dias destas duas últimas semanas ouvi um indivíduo que se exprime assim. Tudo para ele é sim. Ou, se calhar, sopas.
A parte de ser um sinal dos céus admite contraditório.
18/07/2013
Excelente qualidade
Já tinha ouvido anteontem ao responsável da Agência Portuguesa do Ambiente umas declarações um tanto ou quanto bizarras.
Li há pouco o texto da dita agência sobre o caso das alergias causadas pela água do mar em praias da zona de Lisboa.
Lá se diz que [na praia de São Pedro do Estoril] devem ser evitados banhos de mar, em particular por adultos com maior fundo alérgico e crianças;
em caso de ida ao mar, os banhistas deverão posteriormente passar o corpo por água doce;
[na margem sul do Tejo, entre São João da Caparica e o Cabo Espichel] desaconselham-se os banhos de mar por toda a população;
em caso de ida ao mar, os banhistas deverão posteriormente passar o corpo por água doce;
E ainda: Recorde-se que a água das praias em Portugal é de excelente qualidade, e que as recomendações acima referidas têm um carácter preventivo, enquadradas no Princípio da Precaução.
Nas declarações que prestou e que eu ouvi anteontem aquele responsável assegurava que os micro-organismos presentes na água das praias em questão não eram os causadores das irritações.
Ficamos sem saber o que as causa, sem saber como foi feito o despiste e com a certeza de que as águas são de excelente qualidade mas que o melhor é não tomar banho.
Já tinha ouvido anteontem ao responsável da Agência Portuguesa do Ambiente umas declarações um tanto ou quanto bizarras.
Li há pouco o texto da dita agência sobre o caso das alergias causadas pela água do mar em praias da zona de Lisboa.
Lá se diz que [na praia de São Pedro do Estoril] devem ser evitados banhos de mar, em particular por adultos com maior fundo alérgico e crianças;
em caso de ida ao mar, os banhistas deverão posteriormente passar o corpo por água doce;
[na margem sul do Tejo, entre São João da Caparica e o Cabo Espichel] desaconselham-se os banhos de mar por toda a população;
em caso de ida ao mar, os banhistas deverão posteriormente passar o corpo por água doce;
E ainda: Recorde-se que a água das praias em Portugal é de excelente qualidade, e que as recomendações acima referidas têm um carácter preventivo, enquadradas no Princípio da Precaução.
Nas declarações que prestou e que eu ouvi anteontem aquele responsável assegurava que os micro-organismos presentes na água das praias em questão não eram os causadores das irritações.
Ficamos sem saber o que as causa, sem saber como foi feito o despiste e com a certeza de que as águas são de excelente qualidade mas que o melhor é não tomar banho.
17/07/2013
O paradigma perdido
Aborrece-me um bocado:
abordar o mesmo conceito reiteradamente;
usar títulos consagrados nos posts.
Não li o livro de Morin.
E o paradigma a que me refiro é feminal.
Ainda por cima, não sei se o perdi, se o ganhei.
Sei apenas que os Citroën 2 cv., o meu incluído (deveria ter escrito faruque?), influenciam essa...?
Conclusão?
Qual conclusão?
Aborrece-me um bocado:
abordar o mesmo conceito reiteradamente;
usar títulos consagrados nos posts.
Não li o livro de Morin.
E o paradigma a que me refiro é feminal.
Ainda por cima, não sei se o perdi, se o ganhei.
Sei apenas que os Citroën 2 cv., o meu incluído (deveria ter escrito faruque?), influenciam essa...?
Conclusão?
Qual conclusão?
16/07/2013
15/07/2013
Strauss-Kahn
Strauss-Kahn não acredita nos métodos empregados para gerir a crise das economias europeias – empregou a expressão que cito e traduzo de memória “andamos (num primeiro tempo diz anda, depois corrige para andamos, assumindo as responsabilidades nos erros de cálculo feitos no tempo em que estava à frente do FMI) a comprar seis meses de cada vez”.
Parece-me que o diagnóstico está mais do que feito – desindustrialização, continuação da dependência da importação de matérias-primas, padrões de vida não concorrenciais com os dos países emergentes, prática de vasos comunicantes com tais países, no final da qual eles terão melhores padrões de vida e nós, europeus, os teremos muito piores.
A questão é saber se isto é inevitável ou não.
E se não é, quais serão as políticas a adoptar em conjunto para manter o desequilíbrio.
Não encontrei ainda ninguém que tivesse respostas para estas duas perguntas.
Strauss-Kahn dá corpo à ideia de que ninguém sabe o que há-de fazer ou se atreve a apresentar uma proposta eficaz.
Strauss-Kahn não acredita nos métodos empregados para gerir a crise das economias europeias – empregou a expressão que cito e traduzo de memória “andamos (num primeiro tempo diz anda, depois corrige para andamos, assumindo as responsabilidades nos erros de cálculo feitos no tempo em que estava à frente do FMI) a comprar seis meses de cada vez”.
Parece-me que o diagnóstico está mais do que feito – desindustrialização, continuação da dependência da importação de matérias-primas, padrões de vida não concorrenciais com os dos países emergentes, prática de vasos comunicantes com tais países, no final da qual eles terão melhores padrões de vida e nós, europeus, os teremos muito piores.
A questão é saber se isto é inevitável ou não.
E se não é, quais serão as políticas a adoptar em conjunto para manter o desequilíbrio.
Não encontrei ainda ninguém que tivesse respostas para estas duas perguntas.
Strauss-Kahn dá corpo à ideia de que ninguém sabe o que há-de fazer ou se atreve a apresentar uma proposta eficaz.
14/07/2013
Realimentação
Se um paradigma se propaga em modelos menores e se um desses modelos menores assume por sua vez a condição de paradigma, pode suceder que o modelo inicial em vez de perder condição paradigmática acrescente às suas qualidades as qualidades do modelo secundário.
É um processo de realimentação.
Se um paradigma se propaga em modelos menores e se um desses modelos menores assume por sua vez a condição de paradigma, pode suceder que o modelo inicial em vez de perder condição paradigmática acrescente às suas qualidades as qualidades do modelo secundário.
É um processo de realimentação.
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