21/02/2014
PSD
Revisitando o que aqui escrevi há quatro anos, não acrescento nem emendo nada mais do que já fiz aqui.
E não é que tenho saudades das torrentes inflamadas de Santana Lopes?
Revisitando o que aqui escrevi há quatro anos, não acrescento nem emendo nada mais do que já fiz aqui.
E não é que tenho saudades das torrentes inflamadas de Santana Lopes?
19/02/2014
97% é água

imagem do sítio da RTP
Portugal é o que é, pela água que metem os que o governam desde tempos antigos, com as excepções notáveis que a História reconhece ou que cada um faz suas.
No cada um, falando pois por mim, é absolutamente anti-nacional que se apresente com pompa um mapa feito em cima do joelho que não destaca Olivença como território nacional ocupado por potência estrangeira.
Nem me pronuncio sobre as inenarráveis declarações que ouvi a quem tinha por obrigação estrita defender a Nação.
É tudo mais do mesmo. E muito triste.
E custa ver gente capaz metida no meio disto.
imagem do sítio da RTP
Portugal é o que é, pela água que metem os que o governam desde tempos antigos, com as excepções notáveis que a História reconhece ou que cada um faz suas.
No cada um, falando pois por mim, é absolutamente anti-nacional que se apresente com pompa um mapa feito em cima do joelho que não destaca Olivença como território nacional ocupado por potência estrangeira.
Nem me pronuncio sobre as inenarráveis declarações que ouvi a quem tinha por obrigação estrita defender a Nação.
É tudo mais do mesmo. E muito triste.
E custa ver gente capaz metida no meio disto.
18/02/2014
17/02/2014
15/02/2014
Tristezas à beira-mar
Impelido por um inusitado apelo à organização organizada (pois que a minha organização é desorganizada), vi-me hoje à tarde a tombar livros das estantes.
De um exemplar da 6ª edição de “Tristezas à beira-mar” de Pinheiro Chagas sai-me um postal ilustrado a mim endereçado lá pelos alvores da década de sessenta. Não me recordo nem de haver folheado tal livro nem de ter recebido e consequentemente lido tal postal.
O postal não tem selo, pelo que a ter sido expedido foi-o dentro de um envelope. E não está datado, pelo que, tendo sido expedido, deve ter vindo anexo a uma carta de adultos.
O tema que aborda é que é muitíssimo curioso. Para um postal de avó para neto.
Impelido por um inusitado apelo à organização organizada (pois que a minha organização é desorganizada), vi-me hoje à tarde a tombar livros das estantes.
De um exemplar da 6ª edição de “Tristezas à beira-mar” de Pinheiro Chagas sai-me um postal ilustrado a mim endereçado lá pelos alvores da década de sessenta. Não me recordo nem de haver folheado tal livro nem de ter recebido e consequentemente lido tal postal.
O postal não tem selo, pelo que a ter sido expedido foi-o dentro de um envelope. E não está datado, pelo que, tendo sido expedido, deve ter vindo anexo a uma carta de adultos.
O tema que aborda é que é muitíssimo curioso. Para um postal de avó para neto.
Alterações climáticas

do arquivo online do Diário de Lisboa do acervo da Fundação Mário Soares
Também calhou a um sábado o 15 de Fevereiro de 1941. Bem lembrado aqui.
do arquivo online do Diário de Lisboa do acervo da Fundação Mário Soares
Também calhou a um sábado o 15 de Fevereiro de 1941. Bem lembrado aqui.
14/02/2014
13/02/2014
Discriminação
Não sou nada sensível aos costumes do politicamente correcto. Antes pelo contrário.
O que não significa que não repare em algumas clamorosas contradições entre o espírito da coisa e o resultado final.
O espírito da coisa é, na RTP, uma variante do “ai, os coitadinhos”. Não se pode falar disto sem dizer que não se tem nada contra, daquilo sem fazer elogios despropositados, do outro sem pôr a cara à banda e olhos em alvo.
O resultado final é, por vezes, desastroso.
Há agora ao sábado um concurso onde adrede se procura o ignorante ou o burro para responder errado ou dizer que não sabe. A julgar que não há ali qualquer tipo de encenação, é pelo aspecto da pessoa que passa na rua que se presume a ignorância ou a burrice. Nada mau para uma televisão com um espírito tão “ai, os coitadinhos”. Tão politicamente correcta.
Não sou nada sensível aos costumes do politicamente correcto. Antes pelo contrário.
O que não significa que não repare em algumas clamorosas contradições entre o espírito da coisa e o resultado final.
O espírito da coisa é, na RTP, uma variante do “ai, os coitadinhos”. Não se pode falar disto sem dizer que não se tem nada contra, daquilo sem fazer elogios despropositados, do outro sem pôr a cara à banda e olhos em alvo.
O resultado final é, por vezes, desastroso.
Há agora ao sábado um concurso onde adrede se procura o ignorante ou o burro para responder errado ou dizer que não sabe. A julgar que não há ali qualquer tipo de encenação, é pelo aspecto da pessoa que passa na rua que se presume a ignorância ou a burrice. Nada mau para uma televisão com um espírito tão “ai, os coitadinhos”. Tão politicamente correcta.
12/02/2014
11/02/2014
10/02/2014
A esbelta glutona, o Tour às avessas, os mauros e o palácio das portas de plástico

Ela era uma espécie de Ivete, imensa e magra.
Disputava o trono com Ercília, mais nova.
O palácio ficava ali na Fontes, mais ou menos onde era o Monte Carlo.
Tinha uma loggia fechada por portas transparentes de plástico.
Foi isto no dia em que rebentou o caso do Tour, em que vimos claramente visto o Peugeot azul e amarelo acelerar contra a corrente e em que eu quis de imediato ver as imagens do helicóptero que se distinguia logo acima. Uma carnificina, foi o que pensei ao ver o carro desaparecer na curva já com muitos outros no seu encalço.
Voltaram. O carro azul e amarelo chiava pela descida. Ia ser apanhado.
Entretanto, na Fontes, talvez antes de L’Étoile, um bando de levantinos em triciclos de mercadorias, forçava o caminho para se opôr à passagem da caravana.
Decidi mandar fechar a loggia. Ao julgar perceber num dos polícias o reconhecimento da ameaça que aqueles constituíam. Talvez uma bomba.
Deixei o meu subalterno a comandar as operações na porta d’armas e voltei para junto de Ivete, que se consumia de expectativas.
De uma janela lateral, observava as operações na praça. A polícia parecia ter reposto a ordem e ter a coisa controlada. Já não se ouviam as vozes finas das crianças transportadas nas caixas de carga dos triciclos.
O homem que me era familiar, de cadeira de rodas, dava-me recomendações e conselhos jurídicos. Eu explicava às visitas que ele ainda conduzia o seu Mercedes 180, apesar da quase invalidez e da idade muito avançada.
Depois de fazer mais uma ronda com os olhos pelo salão, pedi-lhe escusa.
Encalhei na secretária do porteiro, que estava a impedir a escadaria do vestíbulo. Ainda pensei passar por baixo dela, quando verifiquei que era praticável a passagem entre o vão e a dita.
Lá estava o meu subalterno a conferenciar com um amigo. A rua em paz.
Disse-lhe que faltava um painel de plástico transparente no arco do topo norte, porque o estava a ver ali na sala vestibular, a fingir de expositor de livros.
Ele disse-me que reparasse bem. O arco estava fechado. O plástico transparente é que estava imaculado. Não se dava por ele.
Posto que assim era, dei as ordens finais para fechar as portas.
Recolhemos ao salão.
O homem dos conselhos tinha saído pela garagem, na certa usando o elevador. Deixara em cima de uma mesa um folheto amarelo dobrado com um papel incluso.
Nesse papel, escrevera um nome. Em maiúsculas.
Ela era uma espécie de Ivete, imensa e magra.
Disputava o trono com Ercília, mais nova.
O palácio ficava ali na Fontes, mais ou menos onde era o Monte Carlo.
Tinha uma loggia fechada por portas transparentes de plástico.
Foi isto no dia em que rebentou o caso do Tour, em que vimos claramente visto o Peugeot azul e amarelo acelerar contra a corrente e em que eu quis de imediato ver as imagens do helicóptero que se distinguia logo acima. Uma carnificina, foi o que pensei ao ver o carro desaparecer na curva já com muitos outros no seu encalço.
Voltaram. O carro azul e amarelo chiava pela descida. Ia ser apanhado.
Entretanto, na Fontes, talvez antes de L’Étoile, um bando de levantinos em triciclos de mercadorias, forçava o caminho para se opôr à passagem da caravana.
Decidi mandar fechar a loggia. Ao julgar perceber num dos polícias o reconhecimento da ameaça que aqueles constituíam. Talvez uma bomba.
Deixei o meu subalterno a comandar as operações na porta d’armas e voltei para junto de Ivete, que se consumia de expectativas.
De uma janela lateral, observava as operações na praça. A polícia parecia ter reposto a ordem e ter a coisa controlada. Já não se ouviam as vozes finas das crianças transportadas nas caixas de carga dos triciclos.
O homem que me era familiar, de cadeira de rodas, dava-me recomendações e conselhos jurídicos. Eu explicava às visitas que ele ainda conduzia o seu Mercedes 180, apesar da quase invalidez e da idade muito avançada.
Depois de fazer mais uma ronda com os olhos pelo salão, pedi-lhe escusa.
Encalhei na secretária do porteiro, que estava a impedir a escadaria do vestíbulo. Ainda pensei passar por baixo dela, quando verifiquei que era praticável a passagem entre o vão e a dita.
Lá estava o meu subalterno a conferenciar com um amigo. A rua em paz.
Disse-lhe que faltava um painel de plástico transparente no arco do topo norte, porque o estava a ver ali na sala vestibular, a fingir de expositor de livros.
Ele disse-me que reparasse bem. O arco estava fechado. O plástico transparente é que estava imaculado. Não se dava por ele.
Posto que assim era, dei as ordens finais para fechar as portas.
Recolhemos ao salão.
O homem dos conselhos tinha saído pela garagem, na certa usando o elevador. Deixara em cima de uma mesa um folheto amarelo dobrado com um papel incluso.
Nesse papel, escrevera um nome. Em maiúsculas.
09/02/2014
O génio dos sonhos peremptórios
Como qualquer grande oráculo não previu o menos provável.
Embora possa ainda ter razão no resultado.
O estádio da Luz não tem quarenta anos de uso como tinha o José Alvalade na altura em que se desprenderam pedaços de betão da pala.
Ali, ou há projecto deficiente ou deficiente execução e falha da fiscalização ou aconteceu qualquer coisa que deteriorou a cobertura e os responsáveis da manutenção deixaram passar.
O que não se admite é que com as rajadas que se registaram tenha havido ruptura nos elementos da cobertura.
O que não se admite é que tenham evacuado tão tarde as bancadas. Só um golpe de sorte evitou que houvesse danos pessoais no episódio desta tarde.
NOTA: Um sintoma do desnorte e da loucura que se vive manifestou-se hoje na rádio – não sabiam as pessoas que relatavam os acontecimentos de onde vinham os detritos que caíam no campo.
Como qualquer grande oráculo não previu o menos provável.
Embora possa ainda ter razão no resultado.
O estádio da Luz não tem quarenta anos de uso como tinha o José Alvalade na altura em que se desprenderam pedaços de betão da pala.
Ali, ou há projecto deficiente ou deficiente execução e falha da fiscalização ou aconteceu qualquer coisa que deteriorou a cobertura e os responsáveis da manutenção deixaram passar.
O que não se admite é que com as rajadas que se registaram tenha havido ruptura nos elementos da cobertura.
O que não se admite é que tenham evacuado tão tarde as bancadas. Só um golpe de sorte evitou que houvesse danos pessoais no episódio desta tarde.
NOTA: Um sintoma do desnorte e da loucura que se vive manifestou-se hoje na rádio – não sabiam as pessoas que relatavam os acontecimentos de onde vinham os detritos que caíam no campo.
08/02/2014
Taça Calcutá
Diz que a Escócia, que perdeu hoje em casa com a Inglaterra para o torneio (agora) das seis nações em râguebi por 0-20, marcava sempre pontos contra a Inglaterra em Murrayfield desde 1978. Desde essa data só perdeu sem marcar qualquer ponto com a França em Murrayfield em 2004; com a Nova Zelândia também em Murrayfield em 2007 e com a África do Sul ainda em Murrayfield no ano passado.
Ouvi ontem, julgo que na Sky News, alguém comentar que este jogo de hoje teria um particular significado no meio do ambiente de secessão que culminará com o referendo de Setembro.
0-20 quererá dizer o quê?
Diz que a Escócia, que perdeu hoje em casa com a Inglaterra para o torneio (agora) das seis nações em râguebi por 0-20, marcava sempre pontos contra a Inglaterra em Murrayfield desde 1978. Desde essa data só perdeu sem marcar qualquer ponto com a França em Murrayfield em 2004; com a Nova Zelândia também em Murrayfield em 2007 e com a África do Sul ainda em Murrayfield no ano passado.
Ouvi ontem, julgo que na Sky News, alguém comentar que este jogo de hoje teria um particular significado no meio do ambiente de secessão que culminará com o referendo de Setembro.
0-20 quererá dizer o quê?
07/02/2014
Terror
A julgar pelas cadeias internacionais de televisão, as únicas coisas a reter sobre os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 são:
Se vai ou não ocorrer um atentado terrorista durante o evento. Parece-me ser isto uma notória vitória dos terroristas que estão na origem da ameaça.
Se vai ou não haver o folclore da homossexualidade ostentada.
É tudo.

imagem da página dos jogos
A julgar pelas cadeias internacionais de televisão, as únicas coisas a reter sobre os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 são:
Se vai ou não ocorrer um atentado terrorista durante o evento. Parece-me ser isto uma notória vitória dos terroristas que estão na origem da ameaça.
Se vai ou não haver o folclore da homossexualidade ostentada.
É tudo.
imagem da página dos jogos
06/02/2014
Um cartão de pontos
Ok. Já que estamos a abardinar a República e os seus valores de cidadania, substituindo-os por pilim, oferece-me dizer que não será mal pensado criar um cartão de pontos da vilania.
Em vez do carro que dizem vai ser sorteado semanalmente, pontos no cartão.
De cada vez que comprovadamente alguém ajude uma velhinha a atravessar uma rua contra a sua (dela, velhinha) vontade, pontos no cartão.
De cada vez que comprovadamente alguém circule pela faixa da direita na auto-estrada, dela só saindo para ultrapassar, pontos no cartão.
De cada vez que um autarca cumpra um mandato inteirinho sem mandar construir uma rotunda injustificável (isto já são sopas depois d’almoço), pontos no cartão.
De cada vez que um aluno cumpra um ano inteirinho numa escola pública sem andar à porrada e sem danificar as instalações, pontos no cartão.
Estes e muitos outros mais que me hão-de ocorrer, serão os comportamentos que, premiados, farão o país muito mais saudável e robusto. Tal como uma farinha aditivada dos bons velhos tempos.
Para que é que servirão os pontos no cartão?
Essa é boa! Para deduzir na colecta do IRS, ‘tá claro!
Ok. Já que estamos a abardinar a República e os seus valores de cidadania, substituindo-os por pilim, oferece-me dizer que não será mal pensado criar um cartão de pontos da vilania.
Em vez do carro que dizem vai ser sorteado semanalmente, pontos no cartão.
De cada vez que comprovadamente alguém ajude uma velhinha a atravessar uma rua contra a sua (dela, velhinha) vontade, pontos no cartão.
De cada vez que comprovadamente alguém circule pela faixa da direita na auto-estrada, dela só saindo para ultrapassar, pontos no cartão.
De cada vez que um autarca cumpra um mandato inteirinho sem mandar construir uma rotunda injustificável (isto já são sopas depois d’almoço), pontos no cartão.
De cada vez que um aluno cumpra um ano inteirinho numa escola pública sem andar à porrada e sem danificar as instalações, pontos no cartão.
Estes e muitos outros mais que me hão-de ocorrer, serão os comportamentos que, premiados, farão o país muito mais saudável e robusto. Tal como uma farinha aditivada dos bons velhos tempos.
Para que é que servirão os pontos no cartão?
Essa é boa! Para deduzir na colecta do IRS, ‘tá claro!
04/02/2014
02/02/2014
01/02/2014
31/01/2014
30/01/2014
29/01/2014
Barack Obama
O homem conseguiu, ontem à noite, ser ainda um bom bocado mais demagogo do que é costume.
O homem conseguiu, ontem à noite, ser ainda um bom bocado mais demagogo do que é costume.
28/01/2014
27/01/2014
Marqueteiros
Ouvi com atenção o argumentário para televisão de Zeinal Bava sobre a extinção da marca TMN.
É um exemplo académico do discurso vazio. Não tem ponta por onde se lhe pegue.
O assunto não me diz respeito, dado que se trata de uma empresa privada. Mas o argumentário televisivo que me é também dirigido, diz.
Ouvi com atenção o argumentário para televisão de Zeinal Bava sobre a extinção da marca TMN.
É um exemplo académico do discurso vazio. Não tem ponta por onde se lhe pegue.
O assunto não me diz respeito, dado que se trata de uma empresa privada. Mas o argumentário televisivo que me é também dirigido, diz.
Epifania
A crer no que diz a imprensa, e o que a imprensa diz é em regra um reflexo de uma interpretação infantil do mundo, mas mesmo assim, a crer no que ela diz, no caso da tragédia do Meco cada vez mais se pretende que uma epifania lance luz sobre o que luz não tem nem teve.
Que os pais daqueles que morreram sintam uma insatisfação, uma agonia mais, por não saberem ao certo o que se passou, entende-se. É da natureza humana, do processo de luto.
Que quem deve olhar para o caso com racionalidade proceda da forma a que a imprensa se refere, dizendo isto sempre com as reservas que a imprensa merece mas com a memória dos péssimos exemplos que a investigação nos tem dado, não é surpresa. Mas é muito triste.
Em Portugal, um dos maiores problemas que temos é o da falta de racionalidade. Tem sido ela que nos tem arrastado ao longo das épocas para o abismo.
Há gente muito capaz por cá. Mas que se dá ao luxo de ser governada por tolos.
Só muito raramente, quando a crise é grande, surge um grupo mais racional para pôr uma certa ordem. Efémera.
Neste momento, atravessamos uma fase em que a irracionalidade campeia. Um pouco por todo o lado.
Com a excepção, aliás meritória, de se procurar emendar as contas do país. Mas isso é outra história.
A crer no que diz a imprensa, e o que a imprensa diz é em regra um reflexo de uma interpretação infantil do mundo, mas mesmo assim, a crer no que ela diz, no caso da tragédia do Meco cada vez mais se pretende que uma epifania lance luz sobre o que luz não tem nem teve.
Que os pais daqueles que morreram sintam uma insatisfação, uma agonia mais, por não saberem ao certo o que se passou, entende-se. É da natureza humana, do processo de luto.
Que quem deve olhar para o caso com racionalidade proceda da forma a que a imprensa se refere, dizendo isto sempre com as reservas que a imprensa merece mas com a memória dos péssimos exemplos que a investigação nos tem dado, não é surpresa. Mas é muito triste.
Em Portugal, um dos maiores problemas que temos é o da falta de racionalidade. Tem sido ela que nos tem arrastado ao longo das épocas para o abismo.
Há gente muito capaz por cá. Mas que se dá ao luxo de ser governada por tolos.
Só muito raramente, quando a crise é grande, surge um grupo mais racional para pôr uma certa ordem. Efémera.
Neste momento, atravessamos uma fase em que a irracionalidade campeia. Um pouco por todo o lado.
Com a excepção, aliás meritória, de se procurar emendar as contas do país. Mas isso é outra história.
26/01/2014
PCP

do sítio do PCP
O PCP continua com a sua campanha de rejeição ao pacto de agressão.
Não há de momento polónias para partilhar nem hitleres com quem negociar pactos de não-agressão. É um facto.
do sítio do PCP
O PCP continua com a sua campanha de rejeição ao pacto de agressão.
Não há de momento polónias para partilhar nem hitleres com quem negociar pactos de não-agressão. É um facto.
24/01/2014
Sismos sentidos
De acordo com a informação do IPMA, o número de sismos sentidos por ano no continente e ilha da Madeira no periodo 1996/2013 foi, em média, de 13.
No ano corrente, ainda não expirado o mês de Janeiro, já vamos com 6.
Se a proporção se mantiver, atingiremos o final do ano com mais de 90 sismos sentidos. Alguém acredita nisso?
De acordo com a informação do IPMA, o número de sismos sentidos por ano no continente e ilha da Madeira no periodo 1996/2013 foi, em média, de 13.
No ano corrente, ainda não expirado o mês de Janeiro, já vamos com 6.
Se a proporção se mantiver, atingiremos o final do ano com mais de 90 sismos sentidos. Alguém acredita nisso?
23/01/2014
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 22

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
A quantas ando
De lapsos em lapsos, a certeza de que se vão perdendo... qual é a palavra para isto? atributos? qualidades? competências? faculdades? – faculdades, é esta.
Tenho vindo a desenhar uma série de marcos pertencentes a estradas imaginárias do plano de 45. Hoje dei-me conta de que havia nessa série dois artigos (volumes, no caso) sete e dois artigos oito.
Não vale a pena acrescentar mais nada, a não ser que vou corrigir a ordem.
De lapsos em lapsos, a certeza de que se vão perdendo... qual é a palavra para isto? atributos? qualidades? competências? faculdades? – faculdades, é esta.
Tenho vindo a desenhar uma série de marcos pertencentes a estradas imaginárias do plano de 45. Hoje dei-me conta de que havia nessa série dois artigos (volumes, no caso) sete e dois artigos oito.
Não vale a pena acrescentar mais nada, a não ser que vou corrigir a ordem.
21/01/2014
Responsabilidades e culpas
É certo que uma das preocupações, se não a essencial, da espécie humana é a de saber de quem é a culpa.
No trágico caso das mortes na Praia do Meco vai abrir-se mais um inquérito ou vão ser atribuídos outros meios ao inquérito em curso ou as duas coisas em simultâneo que isto de notícias é assim mesmo.
Não se pretende apurar o que aconteceu, porque o que aconteceu toda a gente sabe – morreram seis pessoas.
O que se pretende saber é se a pessoa que sobreviveu tem ou não responsabilidades e culpas no cartório.
Num caso onde não há mais testemunhas para além dessa, pretender chegar a tal conclusão é estar à espera de uma epifania.
É certo que uma das preocupações, se não a essencial, da espécie humana é a de saber de quem é a culpa.
No trágico caso das mortes na Praia do Meco vai abrir-se mais um inquérito ou vão ser atribuídos outros meios ao inquérito em curso ou as duas coisas em simultâneo que isto de notícias é assim mesmo.
Não se pretende apurar o que aconteceu, porque o que aconteceu toda a gente sabe – morreram seis pessoas.
O que se pretende saber é se a pessoa que sobreviveu tem ou não responsabilidades e culpas no cartório.
Num caso onde não há mais testemunhas para além dessa, pretender chegar a tal conclusão é estar à espera de uma epifania.
19/01/2014
Um cágado nas dunas
Ou para que serve, realmente, a internet.
“Um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas”
Estas quatro palavras, expressão e quase frase, martelaram-me hoje o alvor da mente.
Nem acção para as escrever, nem tino para as ditar a fim de não ficar tal fixação desfixada.
A alvorada acabou por ocorrer num triz e lá fui eu de escantilhão à procura do que eu pensava ser (e era) uma outra martelada mental.
[...] mas eles não ligam, os malucos não ligam, é esse o aparte deles, até a minha mãe um dia acordou maluca, subiu-lhe à cabeça uma coisa que é a ureia, começou a dizer ao meu pai que andava um cágado nas dunas, o meu pai à rasca dizia um cágado nas dunas?, um cágado nas dunas?, levou-a para o hospital das pernas partidas, conhecia lá um enfermeiro, o meu pai começou a dizer às pessoas todas que a minha mãe dizia que andava um cágado nas dunas, uma enfermeira disse que ali era o hospital das pernas partidas, das doenças de pus e coisas assim, dizia que as doenças de cágados nas dunas era no manicómio, uma velhinha caquéctica e iglantónica perguntou qual cágado?, quais dunas?, um gajo que estava ao pé a gozar o prato disse que devia ser um cágado de patins nas dunas do Pólo Norte, o meu pai disse para o gajo ir gozar com os cornos do tio dele, o gajo a gozar perguntou quais cornos?, qual tio?, foi uma grande zaragata, o polícia que lá estava tirou o chinfalho e disse daqui a bocado dou-lhes o cágado, depois ficaram todos na bicha, eram mais de mil, a minha mãe começou a falar com a velhinha sobre o cágado, depois o enfermeiro conhecido do meu pai foi falar com o médico que o atendeu, ele disse que o cágado nas dunas era da ureia, nessa altura a minha mãe já não falava no cágado, dizia ao meu pai para ele não comer as prateleiras e as cortinas [...]
Dinis Machado, “O que diz Molero”, apud 50P30M
Sendo a expressão de Dinis Machado, o meu velho Lu Isgui Lherme usava-a amiúde nos seus desvarios, ele que era dado a citações e a arroz de nêsperas.
Ou para que serve, realmente, a internet.
“Um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas,
um cágado nas dunas”
Estas quatro palavras, expressão e quase frase, martelaram-me hoje o alvor da mente.
Nem acção para as escrever, nem tino para as ditar a fim de não ficar tal fixação desfixada.
A alvorada acabou por ocorrer num triz e lá fui eu de escantilhão à procura do que eu pensava ser (e era) uma outra martelada mental.
[...] mas eles não ligam, os malucos não ligam, é esse o aparte deles, até a minha mãe um dia acordou maluca, subiu-lhe à cabeça uma coisa que é a ureia, começou a dizer ao meu pai que andava um cágado nas dunas, o meu pai à rasca dizia um cágado nas dunas?, um cágado nas dunas?, levou-a para o hospital das pernas partidas, conhecia lá um enfermeiro, o meu pai começou a dizer às pessoas todas que a minha mãe dizia que andava um cágado nas dunas, uma enfermeira disse que ali era o hospital das pernas partidas, das doenças de pus e coisas assim, dizia que as doenças de cágados nas dunas era no manicómio, uma velhinha caquéctica e iglantónica perguntou qual cágado?, quais dunas?, um gajo que estava ao pé a gozar o prato disse que devia ser um cágado de patins nas dunas do Pólo Norte, o meu pai disse para o gajo ir gozar com os cornos do tio dele, o gajo a gozar perguntou quais cornos?, qual tio?, foi uma grande zaragata, o polícia que lá estava tirou o chinfalho e disse daqui a bocado dou-lhes o cágado, depois ficaram todos na bicha, eram mais de mil, a minha mãe começou a falar com a velhinha sobre o cágado, depois o enfermeiro conhecido do meu pai foi falar com o médico que o atendeu, ele disse que o cágado nas dunas era da ureia, nessa altura a minha mãe já não falava no cágado, dizia ao meu pai para ele não comer as prateleiras e as cortinas [...]
Dinis Machado, “O que diz Molero”, apud 50P30M
Sendo a expressão de Dinis Machado, o meu velho Lu Isgui Lherme usava-a amiúde nos seus desvarios, ele que era dado a citações e a arroz de nêsperas.
18/01/2014
Livros
Há livros assim.
Aqui há tempos apeteceu-me aventar pela janela um livro que tinha como intróito uma página cheia de erros factuais grosseiros.
Ora hoje peguei num outro em que o protagonista nasceu quatro anos antes do século XX.
Logo nas primeiras páginas vemo-lo a comer dos cozinhados da avó que sobrevivera ao terramoto de 1755.
Como diria o meu velho conhecido C., fiquei com benefícios de dúvida. Será que se trata de uma confusão mental do dito protagonista que será deslindada adiante? Ou da sua avó?
Ou trata-se de uma obra de ficção científica travestida de romance histórico?
Raramente ponho de parte um livro iniciado. O que me leva a ter recordações do piorio.
Este princípio não indicia nada de bom.
Se há autores maus com grande reputação, também há traduções que não lembram ao diabo.
Neste caso, tenho pouca vontade de averiguar a quem se deve tal disparate. Se disparate fôr, como parece.
Há livros assim.
Aqui há tempos apeteceu-me aventar pela janela um livro que tinha como intróito uma página cheia de erros factuais grosseiros.
Ora hoje peguei num outro em que o protagonista nasceu quatro anos antes do século XX.
Logo nas primeiras páginas vemo-lo a comer dos cozinhados da avó que sobrevivera ao terramoto de 1755.
Como diria o meu velho conhecido C., fiquei com benefícios de dúvida. Será que se trata de uma confusão mental do dito protagonista que será deslindada adiante? Ou da sua avó?
Ou trata-se de uma obra de ficção científica travestida de romance histórico?
Raramente ponho de parte um livro iniciado. O que me leva a ter recordações do piorio.
Este princípio não indicia nada de bom.
Se há autores maus com grande reputação, também há traduções que não lembram ao diabo.
Neste caso, tenho pouca vontade de averiguar a quem se deve tal disparate. Se disparate fôr, como parece.
17/01/2014
Acaso
Folheei o Público da passada terça-feira.
Incidiu a minha curiosidade nos anúncios dos tribunais.
Grande parte dos anúncios eram assinados por senhoras.
A totalidade dos que li eram anúncios de interdição.
Foi um acaso ou, no caso da segunda constatação, esta corrobora a ideia de que está tudo doido?
Folheei o Público da passada terça-feira.
Incidiu a minha curiosidade nos anúncios dos tribunais.
Grande parte dos anúncios eram assinados por senhoras.
A totalidade dos que li eram anúncios de interdição.
Foi um acaso ou, no caso da segunda constatação, esta corrobora a ideia de que está tudo doido?
15/01/2014
Rigor e asneira
Quando recentemente Alan Turing foi, a título póstumo, exonerado dos pecados que lhe tinham sido apontados em vida, surgiu em vários noticiários a frase “alguns historiadores afirmam que a sua acção encurtou a guerra em dois anos”. Nem sempre dois foi o número de anos, nem sempre a frase dá esta tradução mas aqui está um exemplo.
Ao ouvir isto pensei que a ser verídica tal afirmação (que tivesse de facto havido um colégio de historiadores a fazê-la) ela espelha bem, e de forma bizarra, o abismo intelectual de rigor e precisão que separa as águas em que Turing navegou para decifrar os códigos alemães e estas outras, de bacalhau basta, onde navegam os ditos (quiçá supostos) historiadores e outros protagonistas de ciências imprecisas. Chutaram dois anos como poderiam ter chutado nove. Não há qualquer diferença entre dois e nove neste tipo de presunções.
Não é preciso dizer que qualquer ciência é imprecisa e que o trabalho de Turing ao incidir sobre obra humana, particularmente sobre ferramentas humanas, esteve confinado a fronteiras que não são da ciência, mas do trato com as ditas ferramentas criadas pelo homem, com a técnica.
Ao ser imprecisa qualquer ciência, a diferença que entre umas e outras existe, é o rigor com que se apresenta essa imprecisão e a noção de imperfeitude que faz que os avanços das ciências mais rigorosas sejam, maioritariamente, feitos na sequência de avanços anteriores e não na sua negação, o que é comum nas ciências pouco rigorosas, muito dadas a modas e a emoções. E a chutos para o ar.
Quando recentemente Alan Turing foi, a título póstumo, exonerado dos pecados que lhe tinham sido apontados em vida, surgiu em vários noticiários a frase “alguns historiadores afirmam que a sua acção encurtou a guerra em dois anos”. Nem sempre dois foi o número de anos, nem sempre a frase dá esta tradução mas aqui está um exemplo.
Ao ouvir isto pensei que a ser verídica tal afirmação (que tivesse de facto havido um colégio de historiadores a fazê-la) ela espelha bem, e de forma bizarra, o abismo intelectual de rigor e precisão que separa as águas em que Turing navegou para decifrar os códigos alemães e estas outras, de bacalhau basta, onde navegam os ditos (quiçá supostos) historiadores e outros protagonistas de ciências imprecisas. Chutaram dois anos como poderiam ter chutado nove. Não há qualquer diferença entre dois e nove neste tipo de presunções.
Não é preciso dizer que qualquer ciência é imprecisa e que o trabalho de Turing ao incidir sobre obra humana, particularmente sobre ferramentas humanas, esteve confinado a fronteiras que não são da ciência, mas do trato com as ditas ferramentas criadas pelo homem, com a técnica.
Ao ser imprecisa qualquer ciência, a diferença que entre umas e outras existe, é o rigor com que se apresenta essa imprecisão e a noção de imperfeitude que faz que os avanços das ciências mais rigorosas sejam, maioritariamente, feitos na sequência de avanços anteriores e não na sua negação, o que é comum nas ciências pouco rigorosas, muito dadas a modas e a emoções. E a chutos para o ar.
14/01/2014
13/01/2014
Perguntas que não podem fazer-se (n+5)
Algumas das perguntas que não podem fazer-se aos autores da redacção do artº 14-A do Código da Estrada alterado pela Lei nº72 / 2013 de 3 de Setembro:
Qual o propósito da introdução do dito artigo?
Com que base se estabeleceram os princípios ali plasmados?
É que depois de ler, não se acredita.
Algumas das perguntas que não podem fazer-se aos autores da redacção do artº 14-A do Código da Estrada alterado pela Lei nº72 / 2013 de 3 de Setembro:
Qual o propósito da introdução do dito artigo?
Com que base se estabeleceram os princípios ali plasmados?
É que depois de ler, não se acredita.
12/01/2014
11/01/2014
09/01/2014
08/01/2014
Mudança climática
Já está a ocorrer em Portugal – disse o ministro destas coisas.
Aqui há uns anos vi uma velha mulher a invectivar o mar que lhe destruíra os bens. Não culpou as mudanças no clima, nem os (outros) homens, nem Neptuno, nem Poseidon; culpou o mar.
O ministro culpou os homens, no corolário de uma arenga.
Já está a ocorrer em Portugal – disse o ministro destas coisas.
Aqui há uns anos vi uma velha mulher a invectivar o mar que lhe destruíra os bens. Não culpou as mudanças no clima, nem os (outros) homens, nem Neptuno, nem Poseidon; culpou o mar.
O ministro culpou os homens, no corolário de uma arenga.
Voltando ao tempo(ral)
Aqui temos uma bela imagem da previsão a t+168 h do ECMWF.

É para terça-feira que há-de vir.
Aqui temos uma bela imagem da previsão a t+168 h do ECMWF.
É para terça-feira que há-de vir.
05/01/2014
04/01/2014
Temporal
Só para atentar nos casos em que o mau tempo deu o que tinha a dar – fazer cair terras instáveis e derrubar estruturas não calculadas – verificamos que os simples acham sempre que a culpa dos que lhes acontece é sempre dos outros.
É claro que uma obra licenciada e construída à revelia do bom senso e das boas práticas acarreta responsabilidades para quem licenciou e fiscalizou.
O que não pode o simples, que mal fez o que deveria ter feito bem, é queixar-se dos outros. Talvez da sorte por não ter sido privilegiado.
Só para atentar nos casos em que o mau tempo deu o que tinha a dar – fazer cair terras instáveis e derrubar estruturas não calculadas – verificamos que os simples acham sempre que a culpa dos que lhes acontece é sempre dos outros.
É claro que uma obra licenciada e construída à revelia do bom senso e das boas práticas acarreta responsabilidades para quem licenciou e fiscalizou.
O que não pode o simples, que mal fez o que deveria ter feito bem, é queixar-se dos outros. Talvez da sorte por não ter sido privilegiado.
03/01/2014
02/01/2014
LP marqueteiro
Ouve lá, ó Manel, já deste alguma entrevista à Bola? – há uma porrada de tempo que não lhe punha a vista em cima, a este LP zombeteiro e grilofalantista.
Não.
Ao Expresso?
Não.
Já foste ao Mário Crespo?
Não.
À Judite?
Sim, quando tive um acidente de automóvel.
Não é essa, pá. A da tv.
Não.
Algum convite para a plateia dos Prós-e-Contras?
Não.
Foste a uma posse de algum sub-secretário de Estado?
Não.
Presidente de Câmara?
Não.
Entrevistado à porta de algum campo da bola?
Não.
No meio da rua?
Não.
Ok. Está na altura de me contratares. - não o fazia assim tão superficial.
Ouve lá, ó Manel, já deste alguma entrevista à Bola? – há uma porrada de tempo que não lhe punha a vista em cima, a este LP zombeteiro e grilofalantista.
Não.
Ao Expresso?
Não.
Já foste ao Mário Crespo?
Não.
À Judite?
Sim, quando tive um acidente de automóvel.
Não é essa, pá. A da tv.
Não.
Algum convite para a plateia dos Prós-e-Contras?
Não.
Foste a uma posse de algum sub-secretário de Estado?
Não.
Presidente de Câmara?
Não.
Entrevistado à porta de algum campo da bola?
Não.
No meio da rua?
Não.
Ok. Está na altura de me contratares. - não o fazia assim tão superficial.
01/01/2014
14

Decidido ficou esta madrugada que, ao contrário dos antecessores que tiveram direito ao prefixo “dois mil e” este ano passará a ser denominado apenas por catorze.
Visto ficou esta meia-noite que mais uma aposta ou proto-aposta seria dinheiro ao mar.
Vista ficou ainda uma outra coisa da qual convém só dar nota daqui a perto de um ano – bizarras contas estas – já que as margens de erro que ela envolve são dessa ordem.
Dou chapa branca (amarela?, d’ouro?) ao 14. Chapa 14, portanto.
Decidido ficou esta madrugada que, ao contrário dos antecessores que tiveram direito ao prefixo “dois mil e” este ano passará a ser denominado apenas por catorze.
Visto ficou esta meia-noite que mais uma aposta ou proto-aposta seria dinheiro ao mar.
Vista ficou ainda uma outra coisa da qual convém só dar nota daqui a perto de um ano – bizarras contas estas – já que as margens de erro que ela envolve são dessa ordem.
Dou chapa branca (amarela?, d’ouro?) ao 14. Chapa 14, portanto.
31/12/2013
Código da Estrada
As alterações apregoadas no Código da Estrada são mais um sintoma do desnorte que assola as mentes.
Fazem-se sucessivas alterações a um código sem que haja algo de substancial a rever.
Apregoa-se uma regulação diferente para a circulação em rotundas. Depois de anos a fio em que provavelmente se concluiu que regular o trânsito nas rotundas carece de uma caracterização prévia – não se pode aplicar a mesma regra a uma rotunda de grandes dimensões com três ou mais vias de trânsito e a uma outra onde mal se sabe se cabem dois carros a par – e que essa mesma regulação é um bico d’obra em qualquer dos casos.
Tenho, pois, alguma curiosidade em ver o texto.
As alterações apregoadas no Código da Estrada são mais um sintoma do desnorte que assola as mentes.
Fazem-se sucessivas alterações a um código sem que haja algo de substancial a rever.
Apregoa-se uma regulação diferente para a circulação em rotundas. Depois de anos a fio em que provavelmente se concluiu que regular o trânsito nas rotundas carece de uma caracterização prévia – não se pode aplicar a mesma regra a uma rotunda de grandes dimensões com três ou mais vias de trânsito e a uma outra onde mal se sabe se cabem dois carros a par – e que essa mesma regulação é um bico d’obra em qualquer dos casos.
Tenho, pois, alguma curiosidade em ver o texto.
30/12/2013
Simples
Há um local onde os simples me são muito insuportáveis – a auto-estrada com três vias de trânsito.
Há uma fatia muito considerável deles que se mantém na faixa do meio porque sim.
Os simples da auto-estrada com três vias são mais simples do que os simples das ruas e ainda mais do que os simples das estradas secundárias.
Há um local onde os simples me são muito insuportáveis – a auto-estrada com três vias de trânsito.
Há uma fatia muito considerável deles que se mantém na faixa do meio porque sim.
Os simples da auto-estrada com três vias são mais simples do que os simples das ruas e ainda mais do que os simples das estradas secundárias.
28/12/2013
26/12/2013
25/12/2013
Clic
Ou como cliques no cérebro são cada vez mais frequentes – desligam e voltam a ligar.
Estando eu a observar a imagem dos radares meteorológicos das 23:20 de ontem, resolvi clicar sobre um ponto que me pareceu de precipitação mais intensa dentro da faixa amarela do gráfico.
Este clique fi-lo numa aplicação que elaborei em tempos para me dar as coordenadas aproximadas e o nome do lugar sobre estes gráficos da Meteorologia.
O nome que apareceu é-me familiar. Muito familiar. Mas não fez clique. Quando abri depois o Google Maps e vi a imagem respectiva é que reconheci o meu solo.
A ver se desclico.
Ou como cliques no cérebro são cada vez mais frequentes – desligam e voltam a ligar.
Estando eu a observar a imagem dos radares meteorológicos das 23:20 de ontem, resolvi clicar sobre um ponto que me pareceu de precipitação mais intensa dentro da faixa amarela do gráfico.
Este clique fi-lo numa aplicação que elaborei em tempos para me dar as coordenadas aproximadas e o nome do lugar sobre estes gráficos da Meteorologia.
O nome que apareceu é-me familiar. Muito familiar. Mas não fez clique. Quando abri depois o Google Maps e vi a imagem respectiva é que reconheci o meu solo.
A ver se desclico.
24/12/2013
23/12/2013
Previsto na Lei
De acordo com o ministro da Administração Interna estava previsto na Lei que os sírios vindos da Guiné e que se puseram a cavar fossem interceptados na fronteira.
De acordo com o ministro da Administração Interna estava previsto na Lei que os sírios vindos da Guiné e que se puseram a cavar fossem interceptados na fronteira.
20/12/2013
Paradigma perdido
À porta da ervanária, a mulher debitava em alta voz certezas vegetarianas – uma vaca consome o mesmo alimento que cem pessoas – e com isso deixou-me nas datadas e pouco elaboradas páginas de Morin que me acompanham estes dias.
De certezinha.
Tenho o livro a meio. É mau de tragar.
À porta da ervanária, a mulher debitava em alta voz certezas vegetarianas – uma vaca consome o mesmo alimento que cem pessoas – e com isso deixou-me nas datadas e pouco elaboradas páginas de Morin que me acompanham estes dias.
De certezinha.
Tenho o livro a meio. É mau de tragar.
18/12/2013
17/12/2013
Pessoas
E depois há aquela gente, de vermelho vestida, que não nos desarma porque vamos dela ao encontro com uma flor.
E depois há aquela gente, de vermelho vestida, que não nos desarma porque vamos dela ao encontro com uma flor.
14/12/2013
Notícias do manicómio
Diz que o primeiro-ministro e o líder da oposição concordaram em discutir o que quer que seja.
Mas estas duas personagens não se encontram já há anos nos seus respectivos lugares?
O que é que aconteceu agora para chegarem a tal acordo?
Diz que o primeiro-ministro e o líder da oposição concordaram em discutir o que quer que seja.
Mas estas duas personagens não se encontram já há anos nos seus respectivos lugares?
O que é que aconteceu agora para chegarem a tal acordo?
11/12/2013
Concursos
Já passaram mais de sete anos sobre o último cuíze da Brigada Anti-Lacoste. Um pessoal que, ao que me pareceu, frequentou como eu a casa amarela.
Em tempo-rede uma enormidade. Uma enormidade que convida a promover um concurso só com perguntas para cuja resposta seja inútil consultar a rede:
Quais eram os dois primeiros nomes da senhora que habitou, durante todo o ano de 2006, o segundo esquerdo do número seis da rua... ?
Já passaram mais de sete anos sobre o último cuíze da Brigada Anti-Lacoste. Um pessoal que, ao que me pareceu, frequentou como eu a casa amarela.
Em tempo-rede uma enormidade. Uma enormidade que convida a promover um concurso só com perguntas para cuja resposta seja inútil consultar a rede:
Quais eram os dois primeiros nomes da senhora que habitou, durante todo o ano de 2006, o segundo esquerdo do número seis da rua... ?
10/12/2013
09/12/2013
Outra tropa (diário íntimo)
A nossa tropa foi outra e deixou-me também laços de sangue.
Não ouso palpitar sobre os laços dos outros, dos que foram e vieram fardados de verde.
O que digo é que foi uma surpresa para mim – grande e valiosa surpresa – ter descoberto que houve pelo menos um mais que sobreviveu umas décadas.
A quarenta e dois anos de vista, far-me-ei à estrada em busca do companheiro de quarto.
Estava vivo em 2002. Aparentemente.
A nossa tropa foi outra e deixou-me também laços de sangue.
Não ouso palpitar sobre os laços dos outros, dos que foram e vieram fardados de verde.
O que digo é que foi uma surpresa para mim – grande e valiosa surpresa – ter descoberto que houve pelo menos um mais que sobreviveu umas décadas.
A quarenta e dois anos de vista, far-me-ei à estrada em busca do companheiro de quarto.
Estava vivo em 2002. Aparentemente.
08/12/2013
Ouvir
Tornou-se-me intragável a opinião dos que opinam nas televisões. Talvez pelo eclipse de alguns opinadores mais capazes, talvez por uma saturação minha.
Assim, prefiro divertir-me com os debates tripartidos da bola. Ali, já se sabe ao que se vai.
Uma delícia a troca de argumentos a propósito da assunção ou não da candidatura ao título por parte das equipas (o caso agora é o do Sporting). só comparável em absurdo ao pedido de maioria absoluta por parte de um partido.
Tornou-se-me intragável a opinião dos que opinam nas televisões. Talvez pelo eclipse de alguns opinadores mais capazes, talvez por uma saturação minha.
Assim, prefiro divertir-me com os debates tripartidos da bola. Ali, já se sabe ao que se vai.
Uma delícia a troca de argumentos a propósito da assunção ou não da candidatura ao título por parte das equipas (o caso agora é o do Sporting). só comparável em absurdo ao pedido de maioria absoluta por parte de um partido.
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