Ontem cumpri a promessa.
02/05/2014
30/04/2014
29/04/2014
27/04/2014
25/04/2014
23/04/2014
Sinais dos tempos
Refiro-me aqui amiúde à loucura dos tempos. A uma espécie de triunfo do homem irracional sobre o homem racional. Chame-se loucura a tal.
Há um anúncio exemplar a passar na CNN. É falado em português e pergunto-me o que é que a soma das frases que lá aparecem dá, significa, quer dizer.
Refiro-me aqui amiúde à loucura dos tempos. A uma espécie de triunfo do homem irracional sobre o homem racional. Chame-se loucura a tal.
Há um anúncio exemplar a passar na CNN. É falado em português e pergunto-me o que é que a soma das frases que lá aparecem dá, significa, quer dizer.
22/04/2014
112

De tudo o que aqui escrevi sobre o 112 me lembrei ontem, quando para lá liguei a alertar para a ocorrência cuja foto aqui publiquei.
Foram três tentativas, entre as 9:06 e as 9:07. Dizer o número da estrada, o quilómetro mais o hectómetro não é suficiente. Não foi suficiente.
O desacerto foi tal que me vi obrigado a entrar no posto da GNR de Santiago para ter a certeza de que a informação era recebida e compreendida.
De tudo o que aqui escrevi sobre o 112 me lembrei ontem, quando para lá liguei a alertar para a ocorrência cuja foto aqui publiquei.
Foram três tentativas, entre as 9:06 e as 9:07. Dizer o número da estrada, o quilómetro mais o hectómetro não é suficiente. Não foi suficiente.
O desacerto foi tal que me vi obrigado a entrar no posto da GNR de Santiago para ter a certeza de que a informação era recebida e compreendida.
20/04/2014
Na loucura dos dias
Tomei mesmo agora conhecimento por via de João Miguel Tavares, no Governo Sombra da TVI24, de que o I.P.O. do Porto passará a ser denonimado “Instituto Português de Oncologia e Esperança do Porto”.
Mais um sintoma da loucura vigente.
Tomei mesmo agora conhecimento por via de João Miguel Tavares, no Governo Sombra da TVI24, de que o I.P.O. do Porto passará a ser denonimado “Instituto Português de Oncologia e Esperança do Porto”.
Mais um sintoma da loucura vigente.
19/04/2014
Lúmpen
Foram quatro anos de permeio. Entre o que aconteceu no Heysel e em Hillsborough. Sempre com adeptos do mesmo clube.
A primeira ocorrência levou a que os clubes ingleses fossem suspensos de todas as competições europeias por alguns anos.
A segunda foi comemorada há pouco, por terem decorrido vinte e cinco anos desde então, num sentido aparentemente paralelo às investigações que visaram passar as culpas do sucedido para a polícia.
Dir-se-á que não conter uma manada é culpa do manageiro. E ao dizer tal se confirma que se tratou de uma manada.
Foram quatro anos de permeio. Entre o que aconteceu no Heysel e em Hillsborough. Sempre com adeptos do mesmo clube.
A primeira ocorrência levou a que os clubes ingleses fossem suspensos de todas as competições europeias por alguns anos.
A segunda foi comemorada há pouco, por terem decorrido vinte e cinco anos desde então, num sentido aparentemente paralelo às investigações que visaram passar as culpas do sucedido para a polícia.
Dir-se-á que não conter uma manada é culpa do manageiro. E ao dizer tal se confirma que se tratou de uma manada.
18/04/2014
Cartilha abrileira
Continua o despautério. Pago com o dinheiro dos contribuintes. Na RTP.
Hoje, para além de um imagine não poder estar com os seus amigos na rua (quantas vezes teria eu sido preso?), uma espécie de coisa que diz que antes do 25 de Abril os miúdos andavam de carrinhos de rolamentos e hoje jogam futebol digital nas maquinetas electrónicas.
Ao meu Pai que equiparava por vezes os meios de brincadeira da primeira parte da década de 20 do século passado com os que eu tinha ao dispôr na década de 60, nunca lhe ocorreu relacionar isso com a revolução de 26. Creio que tal omissão seria coisa de espírito racional e positivista.
Estes nossos empregados acham coisas. E acham coisas extraordinárias. Que o 25 de Abril trouxe os computadores e relegou os carros de rolamentos para uns quantos esquisitos revivalistas.
Creio que isto nunca terá passado pela cabeça dos que organizaram o M.F.A.? Ou será que passou?

roubei o cravo aqui
Continua o despautério. Pago com o dinheiro dos contribuintes. Na RTP.
Hoje, para além de um imagine não poder estar com os seus amigos na rua (quantas vezes teria eu sido preso?), uma espécie de coisa que diz que antes do 25 de Abril os miúdos andavam de carrinhos de rolamentos e hoje jogam futebol digital nas maquinetas electrónicas.
Ao meu Pai que equiparava por vezes os meios de brincadeira da primeira parte da década de 20 do século passado com os que eu tinha ao dispôr na década de 60, nunca lhe ocorreu relacionar isso com a revolução de 26. Creio que tal omissão seria coisa de espírito racional e positivista.
Estes nossos empregados acham coisas. E acham coisas extraordinárias. Que o 25 de Abril trouxe os computadores e relegou os carros de rolamentos para uns quantos esquisitos revivalistas.
Creio que isto nunca terá passado pela cabeça dos que organizaram o M.F.A.? Ou será que passou?
roubei o cravo aqui
17/04/2014
16/04/2014
15/04/2014
Ebola
O meu primeiro contacto intelectual com o Ebola foi serôdio. Mais de uma década depois de o vírus ter sido classificado.
Ocorreu numa casa de férias algures no Algarve, altura em que o vírus saiu de uma notícia de jornal e se instalou numa conversa de casal à mesa de uma qualquer refeição.
Por alguma razão que não sei determinar, desde essa conversa o Ebola tem sido no meu imaginário, o agente patogénico.
No entanto ( e esta conta para aquele número de afirmações que nenhum de nós, viventes na segunda década do século XXI, poderá certamente confirmar ou infirmar ), sempre suspeitei que, a ocorrer qualquer coisa como a Peste Negra do século XIV, qualquer coisa que venha a matar uma parte substancial da humanidade, ela resultará de um agente patogénico identificado e classificado muito em cima do acontecimento e não de um razoavelmente conhecido e estudado. Coisa que parece mais ou menos óbvia.
O Ebola aparentemente espalhou-se mais desta vez. Pode acontecer que nas próximas semanas ou meses venhamos a ouvir falar nele frequentemente. Mas não será decerto a epidemia que uma parte espera, uma parte teme e a grande maioria ignora.

esquema na página do Swiss Institute of Bioinformatics
O meu primeiro contacto intelectual com o Ebola foi serôdio. Mais de uma década depois de o vírus ter sido classificado.
Ocorreu numa casa de férias algures no Algarve, altura em que o vírus saiu de uma notícia de jornal e se instalou numa conversa de casal à mesa de uma qualquer refeição.
Por alguma razão que não sei determinar, desde essa conversa o Ebola tem sido no meu imaginário, o agente patogénico.
No entanto ( e esta conta para aquele número de afirmações que nenhum de nós, viventes na segunda década do século XXI, poderá certamente confirmar ou infirmar ), sempre suspeitei que, a ocorrer qualquer coisa como a Peste Negra do século XIV, qualquer coisa que venha a matar uma parte substancial da humanidade, ela resultará de um agente patogénico identificado e classificado muito em cima do acontecimento e não de um razoavelmente conhecido e estudado. Coisa que parece mais ou menos óbvia.
O Ebola aparentemente espalhou-se mais desta vez. Pode acontecer que nas próximas semanas ou meses venhamos a ouvir falar nele frequentemente. Mas não será decerto a epidemia que uma parte espera, uma parte teme e a grande maioria ignora.

esquema na página do Swiss Institute of Bioinformatics
14/04/2014
Cartilha
Em todas as revoluções surge uma cartilha que assinala o que era mau antes e foi eliminado e o que é novo e excelente, graças à revolução. Tudo isto confundindo o que é das épocas e o que é das revoluções.
Aconteceu naturalmente com o 25 de Abril. Existe uma enorme cartilha de coisas boas que eram proibidas ou não existiam antes dessa data e que só a revolução possibilitou.
Fala-se no beijo à francesa proibido em público, na licença de isqueiro que era exigida, numa série de coisas que de facto tinham sido em tempos objecto de regulamentação mas que em 24 de Abril de 1974 ou estavam caducas ou revogadas. Para alguns dos que não viveram essa época talvez se tornem verosímeis alguns dos artigos da cartilha.
Como referi aqui há dias, no telejornal da RTP fez-se a absurda afirmação de que antes do 25 de Abril não havia pronto-a-vestir. Isto é a cartilha a funcionar conjuntamente com a inesgotável ignorância das redacções.
E com a falta de vergonha. Um tipo diz disparates destes e não se envergonha de os dizer.
Grato ao homem da Bic Laranja por ter dado destaque e sequência ao que escrevi.
Em todas as revoluções surge uma cartilha que assinala o que era mau antes e foi eliminado e o que é novo e excelente, graças à revolução. Tudo isto confundindo o que é das épocas e o que é das revoluções.
Aconteceu naturalmente com o 25 de Abril. Existe uma enorme cartilha de coisas boas que eram proibidas ou não existiam antes dessa data e que só a revolução possibilitou.
Fala-se no beijo à francesa proibido em público, na licença de isqueiro que era exigida, numa série de coisas que de facto tinham sido em tempos objecto de regulamentação mas que em 24 de Abril de 1974 ou estavam caducas ou revogadas. Para alguns dos que não viveram essa época talvez se tornem verosímeis alguns dos artigos da cartilha.
Como referi aqui há dias, no telejornal da RTP fez-se a absurda afirmação de que antes do 25 de Abril não havia pronto-a-vestir. Isto é a cartilha a funcionar conjuntamente com a inesgotável ignorância das redacções.
E com a falta de vergonha. Um tipo diz disparates destes e não se envergonha de os dizer.
Grato ao homem da Bic Laranja por ter dado destaque e sequência ao que escrevi.
11/04/2014
10/04/2014
Direita e esquerda

Pertenço ao grupo dos que arrumam a questão entre Direita e Esquerda da seguinte forma: a Esquerda é o grupo de pessoas que acredita na igualdade entre os homens, logo que a promove; a Direita é o grupo de pessoas que não aceita tal igualdade. Isto chega-me para a minha noção de um campo e do outro.
E é por ter esta básica divisão de campos que frequentemente discordo das classificações que ouço e leio. Um bocado como o belga que vai na auto-estrada fora de mão.
O problema é que inquirindo gente discordante desta redução não obtenho nunca um critério legível.
Vem isto a propósito dos 40 anos sobre o 25 de Abril de 1974.
Na época, podre que estava o regime, só se falava no golpe e nas duas versões possíveis: a apoiada pela oposição conhecida, socialista e comunista, e a apoiada pelos sectores ditos da extrema-direita onde pontificam conhecidos militares.
Eram portanto, segundo os observadores da época, as vias da Esquerda e da Direita.
Viu-se depois que o golpe fora uma mistura das duas hipóteses. Porque tinha gente dos dois lados.
Seria interessante ouvir, dos mesmos que assim comentavam os sucessos da época, se estamos hoje a viver mais à direita ou mais à esquerda do que então.
Ainda que eu, por regra, não me reveja na atribuição dos rótulos tal como é feita pela generalidade dos comentadores.
Pertenço ao grupo dos que arrumam a questão entre Direita e Esquerda da seguinte forma: a Esquerda é o grupo de pessoas que acredita na igualdade entre os homens, logo que a promove; a Direita é o grupo de pessoas que não aceita tal igualdade. Isto chega-me para a minha noção de um campo e do outro.
E é por ter esta básica divisão de campos que frequentemente discordo das classificações que ouço e leio. Um bocado como o belga que vai na auto-estrada fora de mão.
O problema é que inquirindo gente discordante desta redução não obtenho nunca um critério legível.
Vem isto a propósito dos 40 anos sobre o 25 de Abril de 1974.
Na época, podre que estava o regime, só se falava no golpe e nas duas versões possíveis: a apoiada pela oposição conhecida, socialista e comunista, e a apoiada pelos sectores ditos da extrema-direita onde pontificam conhecidos militares.
Eram portanto, segundo os observadores da época, as vias da Esquerda e da Direita.
Viu-se depois que o golpe fora uma mistura das duas hipóteses. Porque tinha gente dos dois lados.
Seria interessante ouvir, dos mesmos que assim comentavam os sucessos da época, se estamos hoje a viver mais à direita ou mais à esquerda do que então.
Ainda que eu, por regra, não me reveja na atribuição dos rótulos tal como é feita pela generalidade dos comentadores.
09/04/2014
07/04/2014
Gente estudável
Quando o encontrei, levou logo a conversa para o tema que escolhera ou para mim ou para o dia em curso: a aplicação do efeito Mpemba à sexualidade.
Percebi depois que se dedicava desde há algum tempo a estabelecer paralelos entre experiências.
Depois de o ter ouvido dizer as vezes que achou suficientes que estava convencido que um indivíduo (de qualquer dos sexos) mais excitado arrefece mais depressa do que um que o esteja menos.
Quando o encontrei, levou logo a conversa para o tema que escolhera ou para mim ou para o dia em curso: a aplicação do efeito Mpemba à sexualidade.
Percebi depois que se dedicava desde há algum tempo a estabelecer paralelos entre experiências.
Depois de o ter ouvido dizer as vezes que achou suficientes que estava convencido que um indivíduo (de qualquer dos sexos) mais excitado arrefece mais depressa do que um que o esteja menos.
06/04/2014
05/04/2014
Bartoli ou a xenologia*
Uma questão que um responsável da aviação civil da Malásia levantou com estrondo é que os nomes, as nacionalidades dizem pouco sobre as pessoas.
O Expresso diz hoje (ainda não li a notícia e quis escrever isto antes) que há mais de uma dezena de indivíduos com nacionalidade portuguesa suspeitos de andarem a passear com a Alcaida.
Portugueses de quantas gerações? – é a pergunta que espero ver respondida depois de ler a notícia.
* entendida como o estudo dos outros, dos de fora parte.
Uma questão que um responsável da aviação civil da Malásia levantou com estrondo é que os nomes, as nacionalidades dizem pouco sobre as pessoas.
O Expresso diz hoje (ainda não li a notícia e quis escrever isto antes) que há mais de uma dezena de indivíduos com nacionalidade portuguesa suspeitos de andarem a passear com a Alcaida.
Portugueses de quantas gerações? – é a pergunta que espero ver respondida depois de ler a notícia.
* entendida como o estudo dos outros, dos de fora parte.
04/04/2014
03/04/2014
Dedos (e anéis)
Nunca saberei a que ponto chegou a encenação. Se sequer chegou a existir.
Passaram-me à frente dos olhos as imagens de uma mulher de quem a voz-off dizia ter ficado sem casa nos terramotos destes dias no Chile.
E ouvi-a dizer que o importante era que ela e os seus estavam todos bem de saúde.
Nunca saberei a que ponto chegou a encenação. Se sequer chegou a existir.
Seja como fôr, isto contracena com o instaladismo ao lado do qual vivemos. Sobre o qual me abstenho agora de falar por respeito à ideia com que fiquei daquela mulher. Errada ou acertada, a ideia.
Nunca saberei a que ponto chegou a encenação. Se sequer chegou a existir.
Passaram-me à frente dos olhos as imagens de uma mulher de quem a voz-off dizia ter ficado sem casa nos terramotos destes dias no Chile.
E ouvi-a dizer que o importante era que ela e os seus estavam todos bem de saúde.
Nunca saberei a que ponto chegou a encenação. Se sequer chegou a existir.
Seja como fôr, isto contracena com o instaladismo ao lado do qual vivemos. Sobre o qual me abstenho agora de falar por respeito à ideia com que fiquei daquela mulher. Errada ou acertada, a ideia.
01/04/2014
Interrogação
Embora eu não alcance o significado da detenção do Santo Graal, que aparentemente tantas vidas fez correr e tantas vidas fez morrer, noto que no dia 1 de Abril de 2014 alguém se lembrou de dizer que é sabido o seu paradeiro e o nome do seu guardião.
A minha interrogação é esta: não alcançando eu o significado de tal detenção, uma notícia destas, a ser dada noutro dia do ano, teria um impacto tamanho no século XXI?
Nota: no Guardian, a notícia aparece com a data de ontem.
Embora eu não alcance o significado da detenção do Santo Graal, que aparentemente tantas vidas fez correr e tantas vidas fez morrer, noto que no dia 1 de Abril de 2014 alguém se lembrou de dizer que é sabido o seu paradeiro e o nome do seu guardião.
A minha interrogação é esta: não alcançando eu o significado de tal detenção, uma notícia destas, a ser dada noutro dia do ano, teria um impacto tamanho no século XXI?
Nota: no Guardian, a notícia aparece com a data de ontem.
31/03/2014
29/03/2014
27/03/2014
24/03/2014
23/03/2014
Capaces de hacerlo
Nesse tempo, as surtidas contra Espanha haviam mote neste cartaz. Longe que vai.

cartaz em http://www.fotosimagenes.org/centro-democratico-y-social
Nesse tempo, as surtidas contra Espanha haviam mote neste cartaz. Longe que vai.
cartaz em http://www.fotosimagenes.org/centro-democratico-y-social
22/03/2014
19/03/2014
17/03/2014
Western
O tipo que fez as transcrições do julgamento de Pistorius (para a Sky News) escreveu que uma testemunha afirmou que Pistorius estava interessado num revólver da Smith & Western.
E isto passa e está na página sem correcção.
Terá a testemunha, um tipo que vende armas, dito Smith & Western?
O tipo que fez as transcrições do julgamento de Pistorius (para a Sky News) escreveu que uma testemunha afirmou que Pistorius estava interessado num revólver da Smith & Western.
E isto passa e está na página sem correcção.
Terá a testemunha, um tipo que vende armas, dito Smith & Western?
16/03/2014
15/03/2014
Direito
Um dos grandes paradoxos do Direito é invocar a Razão, as proporções e logo mostrar que delas foge como o Demo da cruz.
A mulher que tomava conta de crianças e foi vista a bater em duas delas ficou impedida de voltar a tomar conta de crianças pelo tribunal que a julgou.
O homem que conduzia camiões e matou três pessoas ficará impedido de conduzir para o resto dos dias?
Um dos grandes paradoxos do Direito é invocar a Razão, as proporções e logo mostrar que delas foge como o Demo da cruz.
A mulher que tomava conta de crianças e foi vista a bater em duas delas ficou impedida de voltar a tomar conta de crianças pelo tribunal que a julgou.
O homem que conduzia camiões e matou três pessoas ficará impedido de conduzir para o resto dos dias?
14/03/2014
Igreja
Se o País tivesse tido ao leme homens com a envergadura intelectual de D. José Policarpo e de D. Manuel Clemente, não estaria por certo no ponto em que está.
Se o País tivesse tido ao leme homens com a envergadura intelectual de D. José Policarpo e de D. Manuel Clemente, não estaria por certo no ponto em que está.
Contaminação
Da contaminação de irracionalidade a que a raça humana está sujeita, retiram-se quase todos os dias, absurdos que fazem o seu caminho entre as mentes sem que de absurdos sejam taxados.
Já se esperava que do julgamento de Oscar Pistorius saíssem tais coisas.
Num caso em que se trata apenas de julgar as intenções, visto que o homicida e a arma do crime não suscitam quaisquer questões, anda a discutir-se o facto de ter havido contaminação de impressões digitais na arma por parte de um polícia desastrado.
Se isso pode contar para o currículo do polícia, o que é que conta para julgar a intenção?
Para julgar a intenção, dir-se-á, que é coisa que a humanidade há muito percebeu ser infinitas vezes mais complicado do que julgar tout court, qualquer disparate acrescenta qualquer disparate diminui. Acho que é isso.
Da contaminação de irracionalidade a que a raça humana está sujeita, retiram-se quase todos os dias, absurdos que fazem o seu caminho entre as mentes sem que de absurdos sejam taxados.
Já se esperava que do julgamento de Oscar Pistorius saíssem tais coisas.
Num caso em que se trata apenas de julgar as intenções, visto que o homicida e a arma do crime não suscitam quaisquer questões, anda a discutir-se o facto de ter havido contaminação de impressões digitais na arma por parte de um polícia desastrado.
Se isso pode contar para o currículo do polícia, o que é que conta para julgar a intenção?
Para julgar a intenção, dir-se-á, que é coisa que a humanidade há muito percebeu ser infinitas vezes mais complicado do que julgar tout court, qualquer disparate acrescenta qualquer disparate diminui. Acho que é isso.
13/03/2014
Os simples
Já aqui escrevi sobre isto. É coisa recorrente.
A crer no que diz a RTP, o tipo que matou várias pessoas num acidente de viação na A25 disse em tribunal que não poderia ter feito coisa alguma para evitar o acidente.
A ser verdade que assim disse, parece-me que ele tem toda a razão.
Já aqui escrevi sobre isto. É coisa recorrente.
A crer no que diz a RTP, o tipo que matou várias pessoas num acidente de viação na A25 disse em tribunal que não poderia ter feito coisa alguma para evitar o acidente.
A ser verdade que assim disse, parece-me que ele tem toda a razão.
12/03/2014
11/03/2014
10/03/2014
1000
È provável que, no decorrer desta semana, se a vontade a tanto chegar, chegue à conclusão que albergo mil-autores-mil nas prateleiras.
Um burro descarregado de livros (que eles estão nas tais prateleiras) continua a ser um burro e é-o ainda quando nos alforges se coloca toda a suposta biblioteca de Alexandria.
Ergo pois o meu copo aos quase analfabetos com grande capacidade intelectual que conheci por esses corgos e, acto contínuo, fico em sentido a pensar nas catrefas de burros que bem alforjados andam por esses gabinetes onde se decidem as coisas.
È provável que, no decorrer desta semana, se a vontade a tanto chegar, chegue à conclusão que albergo mil-autores-mil nas prateleiras.
Um burro descarregado de livros (que eles estão nas tais prateleiras) continua a ser um burro e é-o ainda quando nos alforges se coloca toda a suposta biblioteca de Alexandria.
Ergo pois o meu copo aos quase analfabetos com grande capacidade intelectual que conheci por esses corgos e, acto contínuo, fico em sentido a pensar nas catrefas de burros que bem alforjados andam por esses gabinetes onde se decidem as coisas.
09/03/2014
07/03/2014
05/03/2014
03/03/2014
A imprensa e os blogues
Pontos prévios:
1 – Considero a imprensa em geral demasiado má, cheia de ignorância, preconceituosa e em grande grau irracional.
2 – Não me detenho nos blogues péssimos que existem. Não sei qual é a proporção dos péssimos em relação aos bons. Assumo, com algum risco, que seja próxima da dos alunos péssimos em relação aos bons numa sala de aula (reportada aos tempos em que eu a conhecia).
Algumas das afirmações frequentes que jormalistas fazem em relação aos blogues são: que quem os escreve não tem preparação, não integra as afirmações numa explicação de contexto, é faccioso, etc.
Há outras mas todas pretendem que o jornalismo é intelectualmente superior ao que se escreve nos blogues.
Esta afirmação, só por si, não diz nada. Havendo jornalismo péssimo e menos mau, há blogues péssimos e menos maus. Se se trata de comparar a quantidade de péssimos em relação aos menos maus é natural que o jornalismo saia por cima. Pela tal proporção que apontei atrás.
O que sucede e isto é matéria de opinião é que na imprensa menos má há demasiados disparates e erros de palmatória que se não encontram nos blogues mais bem pensados e escritos.
Dir-se-á que quem corre por gosto a um certo nível tem obrigações de respeito para consigo próprio que não se encontram generalizadas no jormalismo dito mais reputado.
Dir-se-á que quem se dispõe a escrever por desporto e sem agenda (como agora se diz de quem tem interesses inconfessáveis) não tem prazos a cumprir nem gente a ditar-lhe exigências.
Dir-se-á que quem se expõe a solo (seja a coberto de anonimato ou não) com a intenção de dar algum contributo válido, fá-lo com um grau de exigência que supera o dos que escrevem no entremeio de muitos outros.
No meu juízo, os blogues bem pensados e bem escritos superam em muito o jornalismo mais bem feito. E fazem-no com menos meios. O que é muito significativo.
Quanto ao péssimo, há blogues que não lembram ao diabo. É um facto.
Pontos prévios:
1 – Considero a imprensa em geral demasiado má, cheia de ignorância, preconceituosa e em grande grau irracional.
2 – Não me detenho nos blogues péssimos que existem. Não sei qual é a proporção dos péssimos em relação aos bons. Assumo, com algum risco, que seja próxima da dos alunos péssimos em relação aos bons numa sala de aula (reportada aos tempos em que eu a conhecia).
Algumas das afirmações frequentes que jormalistas fazem em relação aos blogues são: que quem os escreve não tem preparação, não integra as afirmações numa explicação de contexto, é faccioso, etc.
Há outras mas todas pretendem que o jornalismo é intelectualmente superior ao que se escreve nos blogues.
Esta afirmação, só por si, não diz nada. Havendo jornalismo péssimo e menos mau, há blogues péssimos e menos maus. Se se trata de comparar a quantidade de péssimos em relação aos menos maus é natural que o jornalismo saia por cima. Pela tal proporção que apontei atrás.
O que sucede e isto é matéria de opinião é que na imprensa menos má há demasiados disparates e erros de palmatória que se não encontram nos blogues mais bem pensados e escritos.
Dir-se-á que quem corre por gosto a um certo nível tem obrigações de respeito para consigo próprio que não se encontram generalizadas no jormalismo dito mais reputado.
Dir-se-á que quem se dispõe a escrever por desporto e sem agenda (como agora se diz de quem tem interesses inconfessáveis) não tem prazos a cumprir nem gente a ditar-lhe exigências.
Dir-se-á que quem se expõe a solo (seja a coberto de anonimato ou não) com a intenção de dar algum contributo válido, fá-lo com um grau de exigência que supera o dos que escrevem no entremeio de muitos outros.
No meu juízo, os blogues bem pensados e bem escritos superam em muito o jornalismo mais bem feito. E fazem-no com menos meios. O que é muito significativo.
Quanto ao péssimo, há blogues que não lembram ao diabo. É um facto.
01/03/2014
Falar do que não se sabe
Uma avassaladora parte dos comentários que a rede proporciona aos simples é uma imagem da ignorância pura e dura. E da inevitável falta de racionalidade. Mas não é desses, que muitos serão, que me ocupo agora a respeito do jogo do Sporting com o Braga e do golo do Braga.
Aqui a atentar nos comentários à bola na televisão, ouço que Rui Patrício se redime do auto-golo ao efectuar uma defesa aparatosa.
O auto-golo resultou, para quem não sabe, de um ressalto da bola no poste e em seguida no pé do guarda-redes do Sporting.
Não é preciso ter jogado à baliza e ter sofrido um golo semelhante (no meu caso a bola veio do poste para a barriga da perna e voltou para trás, para dentro da baliza) para se perceber que evitar um golo tal é uma tarefa impossível. Pode sempre dizer-se que o problema não está em evitar o ressalto na perna ou no pé, está em evitar que a bola chegue a embater no poste. Aceito que sim.
Mas tratar um golo sofrido em tais circunstâncias como um frango não é só falar do que não se sabe é a mostra da tal falta de racionalidade.
Uma avassaladora parte dos comentários que a rede proporciona aos simples é uma imagem da ignorância pura e dura. E da inevitável falta de racionalidade. Mas não é desses, que muitos serão, que me ocupo agora a respeito do jogo do Sporting com o Braga e do golo do Braga.
Aqui a atentar nos comentários à bola na televisão, ouço que Rui Patrício se redime do auto-golo ao efectuar uma defesa aparatosa.
O auto-golo resultou, para quem não sabe, de um ressalto da bola no poste e em seguida no pé do guarda-redes do Sporting.
Não é preciso ter jogado à baliza e ter sofrido um golo semelhante (no meu caso a bola veio do poste para a barriga da perna e voltou para trás, para dentro da baliza) para se perceber que evitar um golo tal é uma tarefa impossível. Pode sempre dizer-se que o problema não está em evitar o ressalto na perna ou no pé, está em evitar que a bola chegue a embater no poste. Aceito que sim.
Mas tratar um golo sofrido em tais circunstâncias como um frango não é só falar do que não se sabe é a mostra da tal falta de racionalidade.
28/02/2014
E já lá vão 45 anos
Desde o grande abanão.

do arquivo online do Diário de Lisboa do acervo da Fundação Mário Soares
Desde o grande abanão.
do arquivo online do Diário de Lisboa do acervo da Fundação Mário Soares
Juízo de intenções
Na próxima semana dar-se-á início a um badalado juízo de intenções no tribunal em que será réu Oscar Pistorius. Coisa que sendo parcialmente transmitida pelas cadeias de televisão fornecerá uma bela oportunidade de nos aprazermos com os paroxismos da irracionalidade. É certinho.

fotografia de Siphiwe Sibeko para a Reuters via NY Daily News
Na próxima semana dar-se-á início a um badalado juízo de intenções no tribunal em que será réu Oscar Pistorius. Coisa que sendo parcialmente transmitida pelas cadeias de televisão fornecerá uma bela oportunidade de nos aprazermos com os paroxismos da irracionalidade. É certinho.
fotografia de Siphiwe Sibeko para a Reuters via NY Daily News
26/02/2014
Lembranças de casos esquecidos
Um dos últimos naufrágios de navios cargueiros junto à costa portuguesa ocorreu há um quarto de século, a 26 de Fevereiro de 1989.
O cargueiro nigeriano River Gurara, em rota de Lagos para Dublin, ficou sem máquinas e esmagou-se contra os rochedos da orla sul do Cabo Espichel, no meio de intenso temporal.
Consultando a rede, percebe-se que é um acontecimento apenas assinalado pela comunidade de mergulhadores desportivos, que até colocou no local uma placa comemorativa dos vinte anos do desastre.
A rede tem uma representação da História distorcida pelo seu próprio aparecimento – os factos posteriores à sua vulgarização estão sobre-representados face aos que ocorreram antes.
Deste desastre, recordo particularmente a polémica à volta da inexistência de um rebocador capaz de operar em alto mar. De facto, nesse dia havia um rebocador desses, holandês, no porto de Lisboa mas não saiu a tempo e horas ou porque tinha problemas ou em consequência de um bizarro episódio burocrático.
A fragata Hermenegildo Capelo, operando em condições muito adversas, conseguiu resgatar 27 dos 46(?) ocupantes.
O que resta do navio é hoje, assim, um ponto de interesse para os praticantes de mergulho.

ilustração de ... ? (assinatura ilegível) encontrada no sítio da Nautilus-sub
Um dos últimos naufrágios de navios cargueiros junto à costa portuguesa ocorreu há um quarto de século, a 26 de Fevereiro de 1989.
O cargueiro nigeriano River Gurara, em rota de Lagos para Dublin, ficou sem máquinas e esmagou-se contra os rochedos da orla sul do Cabo Espichel, no meio de intenso temporal.
Consultando a rede, percebe-se que é um acontecimento apenas assinalado pela comunidade de mergulhadores desportivos, que até colocou no local uma placa comemorativa dos vinte anos do desastre.
A rede tem uma representação da História distorcida pelo seu próprio aparecimento – os factos posteriores à sua vulgarização estão sobre-representados face aos que ocorreram antes.
Deste desastre, recordo particularmente a polémica à volta da inexistência de um rebocador capaz de operar em alto mar. De facto, nesse dia havia um rebocador desses, holandês, no porto de Lisboa mas não saiu a tempo e horas ou porque tinha problemas ou em consequência de um bizarro episódio burocrático.
A fragata Hermenegildo Capelo, operando em condições muito adversas, conseguiu resgatar 27 dos 46(?) ocupantes.
O que resta do navio é hoje, assim, um ponto de interesse para os praticantes de mergulho.
ilustração de ... ? (assinatura ilegível) encontrada no sítio da Nautilus-sub
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