25/08/2014

Memória

Já há anos escrevi sobre isso aqui no blogue.
Sobre a necessidade de deixar em pedra o nome das desgraças. Que elas são pontos de memória viva dos que estavam e serão pontos de memória contada dos vindouros.
Em Lisboa não há uma placa com a data de 1 de Novembro de 1755 na sua toponímia.
Em Lisboa não há uma placa com a data de 25 de Agosto de 1988 na sua toponímia.
Sugiro que seja aplicada a propósito no lado direito daquelas escadinhas que não existiam antes de tal data. Entre o 27 e o 29 da Rua do Carmo segundo o mapa da Lisboa Interactiva. Entre o 27 e o 31 segundo as fotografias do Google.




clicar para ampliar

20/08/2014

“E quando assim é...”

De que disciplina é, desde há uns anos, esta expressão um lugar comum?

18/08/2014

Queluz, 2008

Corruptelas de uma certa guerra ou tensão religiosa

Podes ver o acre num dedal
De destilado
De qualquer fruta de quintal.
Verás o sonho de um sinónimo
De nomes com os quais não te cruzaste
E por isso só entendes
Semelhantes.
Desleixa o leite sobre as escarpas
Que não pudeste mudar de sítio.
Chama mesmo sagrado
Ao promontório que a finisterra
Alega pertencer-lhe.
Não descures é a pena de saires
De cena entre um Hillman Imp
E a última história contada em
Papel de cenário
Que deixaste por concluir.

SG*, inéditos, 2001

*chamado a inaugurar o décimo segundo ano de escritas.

13/08/2014

Tipo de letra

E também conheci a mulher para a qual a epistemologia se resumia ao tipo de letra com que as coisas estavam escritas.
Nada de impressionante. Que há muita gente assim.

08/08/2014

Uma espécie de ida a Meca

Cumpri ontem uma etapa obrigatória – a ida à Serra da Estrela em dia de Volta a Portugal em Bicicleta.
Teria que ser em dia de semana, dada a minha alergia aos fins de semana na estrada e às aglomerações populares. E foi. E bastou.

05/08/2014

Branca

A única branca da qual recordo as consequências, aconteceu-me num teste de Estática há muitos anos.
Era uma matéria que eu dominava perfeitamente e obtive um lindo 8 no teste.
O assistente perguntou-me o que é que me tinha acontecido e eu não lhe soube responder.
Vistas as coisas, parecia que um diabrete troca-tintas se havia instalado no meu cérebro e feito grande parte das coisas ao contrário.
Sei, portanto, que tal pode acontecer e que é inexplicável pelo próprio. Não sei o que diz a psiquiatria a propósito.

Dito isto, a propósito de uma coisa que me aconteceu uma única vez em centenas de testes e provas académicas, registei que, segundo o Ministério da Educação e Ciência, houve 1473 professores que chumbaram na Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades.
Descontando as brancas, e lidas as versões da prova, quem não passou não constituiria decerto um bom exemplo de magistério.
Se Portugal tem necessidades urgentes, uma das primeiras é de racionalidade. Haverá disciplinas em que a racionalidade é pouco importante para o magistério. Porém, todas aquelas que pretendem ser de ciência dela não podem prescindir sob pena de acharmos, como já achamos, normal que se digam as coisas mais absurdas onde deveriam ser ditas coisas lógicas.
Como nota de rodapé, o argumento de que as pessoas não tiveram tempo de se preparar para um teste cuja avaliação de conhecimentos (ao contrário do que o nome indicava) era irrisória era ele próprio irrisório.

02/08/2014

Jornalismo

Às vezes, mas só às vezes, tento demonstrar que a minha impaciência com o jornalismo se justifica bem com a recorrência de erros factuais, de falhas de compreensão, de raciocínios irracionais, etc.
E que sendo o jornalismo apenas o espelho da sociedade ela tem todas essas qualidades.
E apresento exemplos com a maior das facilidades – é só ouvir com atenção qualquer telejornal.
Há pouco, estava escrito na pantalha (Telejornal da RTP1) que Santiago do Escoural ficava a meio do caminho entre Chaves e Faro.



Para quem não sabe onde fica Santiago do Escoural acrescento que se desenvolve à volta do km 534 da E.N. 2. Que liga Chaves a Faro, de facto.
As cartas militares ainda indicam um km 738 dessa estrada à entrada de Faro. O km 737 ainda parece estar de boa saúde mil metros antes.
É fazer a conta – 534 é metade de 738.

O mei do caminho é um lugar com fronteiras largas, sabe-se. Mas chamar o meio do caminho a um lugar que fica a três quartos...
Guerra

Nas guerras, o que conta não é o teor das declarações. É o tom com que são feitas.
Atão mas...

Falta qualquer coisa quando se diz atão mas...

01/08/2014

Os sinais assim desmentem

Os meus usos e costumes. Do século XXI.

31/07/2014

Não houve epifania

Será interessante ler o despacho da Procuradoria de Almada sobre o caso das mortes na praia do Meco.
Epifania não houve.
Sem ler o que lá está escrito e sem conhecer o processo – um grupo de pessoas maiores de idade que se reúne voluntariamente em dado local é um grupo de pessoas maiores de idade que se reúne voluntariamente em dado local. Ou não será?

29/07/2014

26/07/2014

Sines

Sendo Sines uma das minhas terras de infância, não consigo explicar-me não ter ainda estado uma única vez no Festival de Músicas do Mundo.


capa do livreto respectivo
Portugal fumador


imagem do EUMETSAT para o IPMA às 15:00 TMG de hoje

25/07/2014

Sentado no país dos incompetentes

É claro que há lugares no mundo em que a incompetência é duas, três, quatro, dez vezes maior do que em Portugal. Como se fosse grandeza escalar.
Deverá ser isso factor de consolação e até de regozijo?
Não me parece, quando a percepção é de que seja qual a fôr a instituição que interpelamos, a primeira resposta é-nos sempre dada com o rigor de um contínuo à antiga: reproduz a interpelação, responde ao que não foi perguntado e ainda tem tempo para erros ortográficos (não me refiro ao inefável acordo) e de sintaxe.
E, no final, apaga da memória (da sua e da electrónica) a interpelação a que foi sujeito.
Estou sentado num país de incompetentes que, como o cabo da paródia, são alvoreados.
Santo Isidro de Pegões, 2007

24/07/2014

Livros e mulheres

Há demasiadas comparações entre uns e outras, do ponto de vista masculino, para que qualquer coisa que seja dita ou escrita dificilmente não recaia no já dito.
Ainda assim, a propósito de um livro (e foi mesmo só de um) que comprei com o meu método de escolha tradicional: alguma, pouca, informação sobre e uma auréola que eu não sei de onde vem e lhe cai em cima. Ou que lhe aviva as arestas. A propósito desse livro veio a comparação.
Tenho-o ali, em posição de próximo na mesa de cabeceira. Não faço a menor ideia de qual é a história que me quer contar.
Hà uma diferença entre livros e mulheres que, neste ponto, convém salientar – o livro, lido, contou a sua história. A mulher...


book cleavage tirado daqui

23/07/2014

Nome

Sem que o próprio saiba, o meu cidadão preferido para ocupar a Presidência da República é Eduardo Marçal Grilo.

22/07/2014

Atrasos

A cobertura da etapa de hoje da Volta à França no Eurosport tem sido particularmente exemplar no que respeita aos comentários que aqui tenho feito sobre a incapacidade de raciocínio. Os atrasos e isso.

21/07/2014

Intelectualóide

Há uma larga franja intelectualóide que considera que a preocupação com as contas do Estado é uma coisa da Direita.
Eu não vou chamar a essa franja, franja de Esquerda pois calculo que o conceito de Direita para eles é apenas tudo aquilo que é mau. Logo, pelo meu cálculo, estarão no oposto do que é mau e serão meramente uns bonzões.
Uns bonzões para os quais as circunstâncias da vida são uma chatice. De Direita. Malina.

20/07/2014

A inversão do ónus da prova

Não é que seja importante provar para além das suposições que já foram feitas de onde veio o míssil que acertou no avião malaio.
O resultado final está feito e as consequências laterais tais como a distribuição das culpas não vão levar a nada de substancial, sequer ao ressarcimento material pelas perdas desse tipo.
O que de facto releva do comportamento relatado pela imprensa, sendo que a imprensa é o que é, é que a ser verdade que o acesso à zona foi vedado ou dificultado a entidades imparciais, aí se inverte o ónus da prova. Se houvesse alguma coisa a provar, seria que quem domina a região e condiciona assim a recolha de indícios, provasse que não tem nada a ver com o que sucedeu.
Outra coisa qualquer é puro entretenimento geopolítico.

19/07/2014

Porque o CDS faz hoje 40 anos

E nesse tempo era outra história. Outra história.
Na vida de quem nunca foi militante de qualquer partido.

Castro Verde, 2011

17/07/2014

E agora, Obama?

O que é que vais fazer?
Na loucura ou na irracionalidade dos dias que correm

Diz um tipo que, se o avião da companhia malaia tivesse sido abatido por um míssil haveria de se ter visto a imagem da explosão no ar.
Digo eu que, por enquanto, ainda só se viram imagens a seguir ao embate no solo, com a correspondente coluna de fumo. Nenhuma da trajectória descendente. Prova isto alguma coisa?
Claro que não.
Hão-de aparecer talvez imagens mais esclarecedoras. Excluir seja o que fôr com o que se viu até agora é um sinal da irracionalidade dos dias que correm.
No Castelo

E, sim, Ivone, os ajudantes de agrimensor dão tudo por saber o que se passará no Castelo por Santa Maria.
As conversas no sopé versam pouco mais do que isso. Aposta-se. Há pressões entre os peões, Ivone.
Falta menos de um mês.


adaptado da da Carta Militar de Portugal, série M888

16/07/2014

Leitura



Já terminei a leitura do estudo “Por um Portugal amigo das crianças, das famílias e da natalidade (2015-2035)” e devo dizer que confirmou em quase tudo as minhas expectativas.
O título é “migucho”, como manda a moda. O conteúdo tem no meio de muita palha, lirismo, achismo e outros inertes, alguma coisa que se aproveita – uma pirâmide etária apontada a 2060 que só por grande acaso corresponderá à realidade da altura mas que mostra o aspecto em árvore de copa redonda que, sucessivamente emagrecida, simbolizaria o andamento da nossa demografia fossem as taxas arbitradas constantes.
Tem ainda uma colecção de medidas adoptadas em países europeus que recuperaram de quedas na natalidade.
Não tem qualquer menção ao facto de, a nível global, existir uma razão inversa entre desenvolvimento e riqueza de um lado e natalidade do outro.
Na página 72 surge este parágrafo:
De seguida podemos ver, para os países com maior ISF1 e para os países com mais baixo ISF, a relação com o PIB, a taxa de emprego e o IDH-Índice de Desenvolvimento Humano. São valores que deixam bem claro o nível de disparidades existentes no seio da UE e uma relação nem sempre linear entre os níveis de desenvolvimento económico e social e os indicadores de fecundidade.”
Não se ficando a perceber se uma relação nem sempre linear é uma relação nem sempre inversa ou nem sempre directa.

1Índice Sintético de Fecundidade (ISF): número médio de nados vivos por mulher em período fértil.

Grato à Rádio Renascença por ter disponibilizado o estudo.
A comissão que tal relatório fez era oficial ou partidária?

15/07/2014

Natalidade

Vou ver com muita atenção o que diz o relatório encomendado sobre a natalidade em Portugal.
Quero ver o que ele diz sobre a razão directa que há entre pobreza e baixo desenvolvimento e taxa de natalidade. Quanto mais pobre e menos desenvolvido o país, maior a taxa de natalidade, coisa que se pode ver todos os anos nos IDH da ONU.
O primeiro-ministro acha que se resolve com mais subsídios – retira-se do contexto do discurso.


imagem da SICN

Não comecem depressa a pensar justamente no contrário – em limitar globalmente a natalidade e hão-de deixar um lindo mundo aos vindouros. A menos que se comecem a colonizar outros planetas.

14/07/2014

Contas

Já embirrei aqui um trio de vezes (1,2,3) com os comentadores de ciclismo que querem e não conseguem perceber como é que se calcula um atraso. Que é uma coisa de uma dificuldade absolutamente insuperável.
Hoje, a somar-se aos comentadores do Eurosport, uma personagem.
Essa personagem elaborou sobre os atrasos. Com atraso.

12/07/2014

Jornalismo

Uma amiga, jornalista, afirma-me por vezes que para trabalhar em certas redacções é preciso ter um défice cognitivo. Ela até o diz com mais veemência.
Afirmação essa a que eu respondo confere.
Hoje, houve um problema com um avião da TAP que foi obrigado a regressar a penates, depois de qualquer coisa ter acontecido supostamente com um dos reactores – toda a gente já ouviu a notícia.
Diz que caíram peças que acertaram em carros no enfiamento a norte da pista.
Ora o trato que lhe é dado é de génio – entre os passageiros não houve feridos, sequer algo a assinalar.
Supunha eu, e talvez a minha amiga, com quem não falei, que seria de esperar que fosse dito que no chão, onde caíram coisas do céu, é que não houve feridos.
O avião, já se sabia, regressou à base apenas com menos umas peças.
Se isto não é atraso mental, é o quê?
Razões

Qual será a razão pela qual se valorizam nas reportagens os depoimentos dos que se indignam com as baixas numa guerra?
Quadros frequentes sempre que a guerra entre israelitas e palestinianos se reacende.

11/07/2014

Jornalismo

Quem se mete a ouvir as notícias do país, no programa Portugal em Directo, tem a oportunidade de confirmar a qualidade da informação.
Citando de memória:
[Na Santa Casa] ... estão expostos objectos da Misericórdia de Lisboa e das outras catorze Misericórdias existentes no país.
Logo na notícia a seguir:
[Em Coimbra] ... a procissão da Rainha Santa pára na antiga Ponte da Portagem.
Esta gente não sabe nem sabe que não sabe?
Coisas que os antigos diziam de outra maneira - sentença décima quinta

O paternalismo intelectual propicia a infantilidade dos filiados.

10/07/2014

Das divisões do Mundo (episódio n+11)

O Mundo também se divide entre os que habitaram quartos com nome e os inúmeros outros.
Beja, 2014

09/07/2014

Requiem pelA Palmeira

Calculo que A Palmeira tivesse uns oitenta anos. Pela datação das fotos em que era pequena, pela época em que o meu Avô a mandou plantar.
Já a conheci adulta, dando nome ao Largo.
Primeiro foi o largo e as oliveiras (seriam oliveiras?) que a enquadravam que desapareceu. E com ele o campo da bola e os bancos de betão que eram balizas.
Numa cedência democrática ao alcatrão e ao viarismo de rodas de borracha.
E agora, velhinha, A Palmeira apanhou com o escaravelho feito praga. Não a vi a morrer. Quando fui ver dela já só encontrei o Largo. Com uma placa – as placas são coisas recentes lá na vila – a dizer dA Palmeira.
Talvez o nome se mantenha por mais uns oitenta anos. Por mera inércia.



A praga de escaravelhos que está a dizimar as palmeiras é um assunto tabu?
Não se lê, não se ouve falar dela.

08/07/2014

Se

Se um Filipe de Espanha está na cidade, o homem não está.

05/07/2014

Coisas insuportáveis

As mensagens encomendadas contra o racismo e as diversas discriminações papagueadas pelos idiotas úteis e enfatizadas pelos comentadores de serviço.
Será que isto não tem efeito contraproducente ou sou só eu que fico enjoado?

04/07/2014

Os simples carimbados

Ao ver as imagens do viaduto derruído em Belo Horizonte, ocorreu-me perguntar:
O que é que se apurou na investigação da queda da passagem pedonal em betão sobre o IC19 junto ao Casal dos Afonsos? De quem foi a responsabilidade e a culpa?
O que é que aconteceu àquele simples que diziam os jornalistas ser carimbado e certificado e que, após o colapso do viaduto ferroviário de Benfica, então em construção sobre a 2ª Circular, afirmava do alto da sua cátedra que acidentes assim eram normais na construção? Nesse, por sorte, ninguém se aleijou muito, ao que parece.
E já agora nos outros casos que ocorreram na época da vertigem cavaquista do betão, o que é que se apurou?
Exegese

E há, claro, interpretações diversas da velha frase “O futebol é um jogo em que há onze homens de cada lado e, no final, ganham os alemães.
Versões reduzidas, de sintaxe duvidosa, também são escrutináveis.

03/07/2014

PS


Foto na página do Público

Diz que o PS mandou retirar o cartaz que vi ontem à noite a anunciar as primárias para 28 de Setembro.
Quando cheguei a casa dei-me ao trabalho de ir à página do dito ver o que havia sobre a eligibilidade dos votantes. Não havia nada.
O PS é responsável por grande parte do desnorte em que Portugal tem vivido nas últimas décadas. Isto é apenas um sintoma do desnorteamento intrínseco das criaturas.
O país segue dentro de alguns anos.

01/07/2014

Estádios mal cobertos

Tendo o futebol deixado de ser um desporto em meados do século XX e estando em processo, tal como o ciclismo, de deixar de ser uma competição para passar a ser apenas um espectáculo publicitário, há um desafio no horizonte dos patrocinadores que é mais importante do que saber se a bola entra ou não entra, o qual é o de promover apenas espectáculos nocturnos com iluminação artificial ou então para os espectáculos diurnos escolher dias cinzentos ou cobrir os estádios de forma a evitar aquilo que foi péssimo neste mundial, as condições de contraste claro-escuro que deram transmissões televisivas da qualidade que se viu, quase ilegíveis em boa parte do tempo.


imagem da RTP
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 24




Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.

30/06/2014

28/06/2014

Aos fabricantes de artigos em plástico



O pessoal está desejoso de ouvir de novo o som destas bolas a bater. Na praia.
E sempre em cerise.
Setúbal, 2009

27/06/2014

Versus

Jabom, nome de guerra, anda a calibrar uma máquina que pondera tolerância e intolerância.
Partiu do princípio de que 50% de cada era um bom começo.
As salsichas vão saindo pela cloaca do aparato e ele prova-as.
Não me disse qual o acompanhamento nem a bebida que usa para as empurrar. Às provas.
Rio Judeu, 2012

26/06/2014

Jornalismo

Para o tipo que estava a relatar o jogo da Bélgica com a Coreia do Sul, na RTP, Curitiba fica no Pernambuco.
Fartou-se de dizer que o jogo da Rússia com a Argélia decorria no Pernambuco.

25/06/2014

Das séries



Abri aqui há coisa de oito anos uma série intitulada “Memórias”.
A ideia era, numa altura em que havia mais leitores, pedir ajuda para decifrar mistérios que me saíam e ainda me saem do meio da papelada.
Nessa abertura publiquei o desenho acima, sabendo que ele era a porção esquerda de algo maior, coisa que se podia dizer pela frase interrompida.
Não há muito tempo desvendei o mistério. Primeiro encontrei a parte direita do desenho e pude assim ler a frase completa.
Depois usei São Google com alguma insistência até que recentemente descobri que a frase tal como a transcrevi vinha publicada no Paris Match n° 1041 de 19 de Abril de 1969.
Tenho talvez que mandar mais para trás a data do desenho. Foi submetido a escrutínio escolar uns anos depois, creio.

Urge abrir aqui uma outra série. Dedicada às coisas concretas e abstractas que marcaram mais ou menos o quotidiano e que vi morrer. Nalguns casos nascer e morrer.

23/06/2014

Pancratium maritimum

Ou como a memória nos prega partidas. Nos confunde. Os sentidos.

22/06/2014

Intelligentsia

Ouvi ontem um daqueles especialistas em futebol de carteira pagos por nós – todas as semanas lá sentado - dizer que não era claro que o empate da Alemanha com o Gana fosse mais vantajoso para Portugal do que uma vitória dos alemães.
Que contas fará a criatura?

21/06/2014

O país que me interessa

São mais de 40 000 clics com a máquina que comprei há 9 anos. Que se revela um dos instrumentos mais úteis e fiáveis cá da casa.
O mapa abaixo também revela algo, apesar de assinalar apenas 31% do total de clichés batidos. Revela qual é o país que me interessa.

19/06/2014

Madureza ginasial

Pertenço ao grupo dos que se confrontavam amiúde com os anúncios de cursos por correspondência que proporcionavam a madureza ginasial.
Neles, havia a secção dos fregueses satisfeitos. Os que, para aparentemente dar seriedade à instituição que organizava tais cursos, diziam que sim. Que tinham realmente conseguido o que queriam após a conclusão do curso.
Está o mundo cheio de tais coisas desde aí e desde então, sendo o então ainda mais antigo. De recensões jubilatórias a processos milagrosos.
O que esperávamos aconteceu.
O Estado fez a sua recensão jubilatória do sorteio dos Audi. Com uma senhora de 77 anos.
Ainda não explicou foi o algoritmo. Nem por que raio o pedido de factura sem número de contribuinte não é um acto de cidadania igual ao pedido com.
Mas não esperamos mais desta gente. Destes maduros. Do ginásio.
Dos carros anfíbios

16/06/2014