16/03/2016
15/03/2016
14/03/2016
12/03/2016
11/03/2016
Mais do jornalismo sem ponta por onde se lhe pegue
Uma sumidade jornalística escreveu no DN que Raymond Tomlinson, recentemente falecido aos 74 anos, foi o criador do símbolo "arroba" (@) para usar na internet.
Conseguiu aquela figura o feito de criar um símbolo mesmo antes de haver nascido.
Consegue esta tropa fandanga que decerto será certificada e carimbada o prodígio de escrever diariamente sobre o que não conhece.
Uma sumidade jornalística escreveu no DN que Raymond Tomlinson, recentemente falecido aos 74 anos, foi o criador do símbolo "arroba" (@) para usar na internet.
Conseguiu aquela figura o feito de criar um símbolo mesmo antes de haver nascido.
Consegue esta tropa fandanga que decerto será certificada e carimbada o prodígio de escrever diariamente sobre o que não conhece.
10/03/2016
09/03/2016
Profecia falhada
Falhada a segunda profecia de Sinistro Salgado aqui promulgada há exactamente cinco anos.
Falhada a segunda profecia de Sinistro Salgado aqui promulgada há exactamente cinco anos.
07/03/2016
03/03/2016
29/02/2016
28/02/2016
26/02/2016
22/02/2016
20/02/2016
14/02/2016
10/02/2016
07/02/2016
Tales from Brigadoon

A primeira vez que avistei Brigadoon vai para quarenta anos. Isso mesmo repeti por lá ontem e hoje.
Assim, mostrando-se ele a mim por dois dias, contei cervejas bebidas há quatro décadas, enunciei companheiros de noitadas e revi, passo a passo, as celebrações de um novo alvor. Frio.
Pressenti a vertigem quando me recordaram que os sexagenários (ou os que quase o são) haviam desertado há muito da cena quando eu presumia contar as tais cervejas.
Sim, nesse tempo – disse a voz – éramos aqueles que agora se encostam ao balcão.
E não estes.
E não estes.

A primeira vez que avistei Brigadoon vai para quarenta anos. Isso mesmo repeti por lá ontem e hoje.
Assim, mostrando-se ele a mim por dois dias, contei cervejas bebidas há quatro décadas, enunciei companheiros de noitadas e revi, passo a passo, as celebrações de um novo alvor. Frio.
Pressenti a vertigem quando me recordaram que os sexagenários (ou os que quase o são) haviam desertado há muito da cena quando eu presumia contar as tais cervejas.
Sim, nesse tempo – disse a voz – éramos aqueles que agora se encostam ao balcão.
E não estes.
E não estes.
17/01/2016
13/01/2016
12/01/2016
09/01/2016
06/01/2016
04/01/2016
01/01/2016
31/12/2015
30/12/2015
O jornalismo excelente
Uma jornalista interrogava alguém que se dizia prejudicado por determinado banco.
Afirmava esse alguém que talvez o marido tivesse assinado folhas em branco, numa manifestação de total confiança.
Réplica da excelente jornalista: mas estas folhas assinadas pelo seu marido não estão em branco!!!
É de almas destas que se faz de facto o jornalismo actual.
Uma jornalista interrogava alguém que se dizia prejudicado por determinado banco.
Afirmava esse alguém que talvez o marido tivesse assinado folhas em branco, numa manifestação de total confiança.
Réplica da excelente jornalista: mas estas folhas assinadas pelo seu marido não estão em branco!!!
É de almas destas que se faz de facto o jornalismo actual.
20/12/2015
Despesa pública
Mandou a RTP a Espanha uma senhora a quem não ensinou o básico das eleições nem o básico do método de Hondt.
A criatura lá disse que um dos partidos, apesar de ter tido menos votos do que um outro, obtivera mais deputados, por causa do método de Hondt.
É a esta gente que pagamos do nosso bolso.
Mandou a RTP a Espanha uma senhora a quem não ensinou o básico das eleições nem o básico do método de Hondt.
A criatura lá disse que um dos partidos, apesar de ter tido menos votos do que um outro, obtivera mais deputados, por causa do método de Hondt.
É a esta gente que pagamos do nosso bolso.
Acidentes ferroviários quase esquecidos (parte III)

Diário Popular, de 21 de Dezembro de 1965
Apenas dois dias depois do grande acidente com o Sud-Express, um comboio da Linha de Sintra chocou de frente com um mercadorias entre o Algueirão e a Portela de Sintra.
Resultaram daí vinte mortos e dezenas de feridos.
Na época não se descortinaram os motivos que levaram o maquinista do mercadorias a abandonar a estação de Sintra sem a devida autorização e a fazê-lo, ainda por cima, pela via contrária.
O acidente produziu-se cerca de 3 km mais à frente, quando embateu de frente com a composição de passageiros que vinha de Lisboa e já havia transposto Algueirão – Mem Martins.
Na minha memória, estando presentes ambos os acidentes, este e o do Sud, não os julgava tão próximos no tempo.
No mesmo dia, um acidente muito menos grave ocorreu na Praia do Ribatejo.
Esta catástrofe também não figura nas habituais listas de acidentes ferroviários. Faz hoje 50 anos.

Diário Popular, de 21 de Dezembro de 1965
Apenas dois dias depois do grande acidente com o Sud-Express, um comboio da Linha de Sintra chocou de frente com um mercadorias entre o Algueirão e a Portela de Sintra.
Resultaram daí vinte mortos e dezenas de feridos.
Na época não se descortinaram os motivos que levaram o maquinista do mercadorias a abandonar a estação de Sintra sem a devida autorização e a fazê-lo, ainda por cima, pela via contrária.
O acidente produziu-se cerca de 3 km mais à frente, quando embateu de frente com a composição de passageiros que vinha de Lisboa e já havia transposto Algueirão – Mem Martins.
Na minha memória, estando presentes ambos os acidentes, este e o do Sud, não os julgava tão próximos no tempo.
No mesmo dia, um acidente muito menos grave ocorreu na Praia do Ribatejo.
Esta catástrofe também não figura nas habituais listas de acidentes ferroviários. Faz hoje 50 anos.
18/12/2015
Acidentes ferroviários quase esquecidos (parte II)

Diário Popular, de 19 de Dezembro de 1965
Não tendo ocorrido em território nacional mas tratando-se de um comboio ocupado maioritariamente por portugueses, o acidente com o Sud-Express em Villar de los Alamos foi uma catástrofe ferroviária de grandes dimensões que abalou o país.
Não figura nas habituais listas de acidentes ferroviários. Faz hoje 50 anos.

Diário Popular, de 19 de Dezembro de 1965
Não tendo ocorrido em território nacional mas tratando-se de um comboio ocupado maioritariamente por portugueses, o acidente com o Sud-Express em Villar de los Alamos foi uma catástrofe ferroviária de grandes dimensões que abalou o país.
Não figura nas habituais listas de acidentes ferroviários. Faz hoje 50 anos.
14/12/2015
08/12/2015
07/12/2015
05/12/2015
03/12/2015
Da crença
A crença, qualquer crença incluindo a crença na Razão, resulta de que, no fundo, tudo haverá de ter uma explicação. Divina ou entendível.
Deixando de lado as explicações divinas, há uma explicação que se pede para tudo o que ocorra.
E crê-se mesmo que essa explicação existe. Mesmo que essa explicação só se “possa alcançar” dissecando as ideias ou os impulsos de um morto.
E ficam os crentes apaziguados quando se lhes explica.
A crença, qualquer crença incluindo a crença na Razão, resulta de que, no fundo, tudo haverá de ter uma explicação. Divina ou entendível.
Deixando de lado as explicações divinas, há uma explicação que se pede para tudo o que ocorra.
E crê-se mesmo que essa explicação existe. Mesmo que essa explicação só se “possa alcançar” dissecando as ideias ou os impulsos de um morto.
E ficam os crentes apaziguados quando se lhes explica.
01/12/2015
Arte chocarreira
Não fosse o caso de o Amigo Bic Laranja ter dado nota do sucesso, eu hoje teria percebido que a arte chocarreira portuguesa atingira a celebridade unesquiana.
Afinal foi só o chocalho.
Diz que a silly season é no Verão.
Não fosse o caso de o Amigo Bic Laranja ter dado nota do sucesso, eu hoje teria percebido que a arte chocarreira portuguesa atingira a celebridade unesquiana.
Afinal foi só o chocalho.
Diz que a silly season é no Verão.
29/11/2015
COP 21

E gente que arre marcha para defender o clima.
Deixo aqui esta memória que encaixa bem no que se vai ouvir e ler nos próximos dias.

E gente que arre marcha para defender o clima.
Deixo aqui esta memória que encaixa bem no que se vai ouvir e ler nos próximos dias.
28/11/2015
26/11/2015
Igual tantos anos depois mas mais às escâncaras
“Na vida de hoje, o mundo só pertence aos estúpidos, aos insensíveis e aos agitados. O direito a viver e a triunfar conquista-se hoje quase pelos mesmos processos por que se conquista o internamento num manicómio: a incapacidade de pensar, a amoralidade, e a hiperexcitação.”
Pessoa, Fernando; “Livro do Desassossego”; Fragmento 175, § 3º
“Na vida de hoje, o mundo só pertence aos estúpidos, aos insensíveis e aos agitados. O direito a viver e a triunfar conquista-se hoje quase pelos mesmos processos por que se conquista o internamento num manicómio: a incapacidade de pensar, a amoralidade, e a hiperexcitação.”
Pessoa, Fernando; “Livro do Desassossego”; Fragmento 175, § 3º
24/11/2015
Notícias do manicómio
Quando expomos, por estes dias, uma situação anómala a qualquer entidade, o mais certo é recebermos uma primeira resposta em que nos é repetido, tintim por tintim, tudo o que comunicámos anteriormente. E isto como tendo sido uma descoberta dos próprios.
Muita sorte se ficarmos por aqui. Que o normal é recebermos mais umas quantas cartas ou o que fôr, a repetir o mesmo e a pôr de parte qualquer hipótese de estabelecer uma comunicação que não seja uma conversa de surdos. Com excepção desse primeiro passo em que nos é repetido tudo o que informámos.
Quando expomos, por estes dias, uma situação anómala a qualquer entidade, o mais certo é recebermos uma primeira resposta em que nos é repetido, tintim por tintim, tudo o que comunicámos anteriormente. E isto como tendo sido uma descoberta dos próprios.
Muita sorte se ficarmos por aqui. Que o normal é recebermos mais umas quantas cartas ou o que fôr, a repetir o mesmo e a pôr de parte qualquer hipótese de estabelecer uma comunicação que não seja uma conversa de surdos. Com excepção desse primeiro passo em que nos é repetido tudo o que informámos.
23/11/2015
20/11/2015
19/11/2015
Atendimento
Não é só o atendimento telefónico que é feito por mentecaptos.
É cada vez mais difícil encontrar quem saiba ler o papel que se lhe põe à frente.
Vê-se pelo olhar perdido, pela incapacidade de identificar o que interessa, pela incapacidade de interpretar a leitura.
Se no papel diz que, por óbito de A e aberta a respectiva herança, B sucedeu a A, o mais certo é ouvir então B morreu, não é verdade?
Isto aconteceu-me uma boa dezena de vezes nestes últimos tempos.
Tenho ficado sem capacidade de resposta tais são as enormidades que me imagino a dizer.
Não é só o atendimento telefónico que é feito por mentecaptos.
É cada vez mais difícil encontrar quem saiba ler o papel que se lhe põe à frente.
Vê-se pelo olhar perdido, pela incapacidade de identificar o que interessa, pela incapacidade de interpretar a leitura.
Se no papel diz que, por óbito de A e aberta a respectiva herança, B sucedeu a A, o mais certo é ouvir então B morreu, não é verdade?
Isto aconteceu-me uma boa dezena de vezes nestes últimos tempos.
Tenho ficado sem capacidade de resposta tais são as enormidades que me imagino a dizer.
18/11/2015
17/11/2015
Notícias (menos más) do manicómio
Agora que apareceu mesmo alguém com juízo, os calhaus da orla deram lugar a flores.
O que dá ainda mais uma nota de loucura a quem resolveu lá deitar as pedras.
Elas ainda continuam por aqui e por ali. Mas já não no inevitável trilho dos velhotes.
Agora que apareceu mesmo alguém com juízo, os calhaus da orla deram lugar a flores.
O que dá ainda mais uma nota de loucura a quem resolveu lá deitar as pedras.
Elas ainda continuam por aqui e por ali. Mas já não no inevitável trilho dos velhotes.
16/11/2015
14/11/2015
Guerra
"Un acte de guerre, commis par Daech, contre la France, contre ce que nous sommes, un pays libre qui parle à l'ensemble de la planète."
São palavras do Presidente da República Francesa, François Hollande.
Se se trata de um acto de guerra, se se trata de uma guerra, não deve ser tratada como um caso de polícia em que importa acima de tudo quem e como perpetrou tal iniquidade.
É preciso é saber quem é que preside às forças inimigas, quem são os generais, que objectivos e estratégia têm e onde está o povo que os sanciona e com que fervor.
O resto são detalhes sem grande importância. Mas que garantem as novidades à imprensa.
"Un acte de guerre, commis par Daech, contre la France, contre ce que nous sommes, un pays libre qui parle à l'ensemble de la planète."
São palavras do Presidente da República Francesa, François Hollande.
Se se trata de um acto de guerra, se se trata de uma guerra, não deve ser tratada como um caso de polícia em que importa acima de tudo quem e como perpetrou tal iniquidade.
É preciso é saber quem é que preside às forças inimigas, quem são os generais, que objectivos e estratégia têm e onde está o povo que os sanciona e com que fervor.
O resto são detalhes sem grande importância. Mas que garantem as novidades à imprensa.
13/11/2015
09/11/2015
Aqui no jardim
Aqui no jardim alguém com tino que finalmente apareceu, mandou remover a enorme quantidade de calhaus bicudos que orlavam em parte as zonas relvadas.
Num jardim onde dezenas de velhos se entretêm a jogar às cartas debaixo de um caramanchão e por ali passeiam, rente às pedras grandes e aguçadas.
A jeito de algum tropeçar, escorregar, pender e cair de cabeça numa aresta viva, num bico assassino.
Isto durou anos e não houve criatura dessas que propende a defender os velhos que se lembrasse de eliminar tal ameaça.
Foi preciso, ao que parece, que viesse uma dúzia de barracas de feira ocupar o espaço por um fim-de-semana para que as pedras desaparecessem.
Se eram para evitar pelo peso que fossem roubados os canos de rega, não se percebia por que raio tinham que ser bicudas e não blocos lisos.
Se eram para evitar que os cães mais os seus donos fizessem porcaria na relva, não se percebia por que razão é que só orlavam a relva de um dos lados, bastando que fossem contornadas pela bicharada.
Se eram assim por qualquer outra razão que se não vislumbra, espero ao menos que não fosse para matar os velhotes.
Aqui no jardim alguém com tino que finalmente apareceu, mandou remover a enorme quantidade de calhaus bicudos que orlavam em parte as zonas relvadas.
Num jardim onde dezenas de velhos se entretêm a jogar às cartas debaixo de um caramanchão e por ali passeiam, rente às pedras grandes e aguçadas.
A jeito de algum tropeçar, escorregar, pender e cair de cabeça numa aresta viva, num bico assassino.
Isto durou anos e não houve criatura dessas que propende a defender os velhos que se lembrasse de eliminar tal ameaça.
Foi preciso, ao que parece, que viesse uma dúzia de barracas de feira ocupar o espaço por um fim-de-semana para que as pedras desaparecessem.
Se eram para evitar pelo peso que fossem roubados os canos de rega, não se percebia por que raio tinham que ser bicudas e não blocos lisos.
Se eram para evitar que os cães mais os seus donos fizessem porcaria na relva, não se percebia por que razão é que só orlavam a relva de um dos lados, bastando que fossem contornadas pela bicharada.
Se eram assim por qualquer outra razão que se não vislumbra, espero ao menos que não fosse para matar os velhotes.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



