27/06/2016
26/06/2016
23/06/2016
22/06/2016
20/06/2016
19/06/2016
15/06/2016
Geografia de jornalista
O navio [de onde foi retirado pela FAP um tripulante doente] navegava no rio Tejo, 160 km a oeste do Montijo.
(na SIC N, há pouco - imprecisamente citada. A notícia aqui com noroeste em vez de oeste)
Não prestei atenção ao meio empregado no resgate – se um habitual ilcóptero se um helicóptero.
O navio [de onde foi retirado pela FAP um tripulante doente] navegava no rio Tejo, 160 km a oeste do Montijo.
(na SIC N, há pouco - imprecisamente citada. A notícia aqui com noroeste em vez de oeste)
Não prestei atenção ao meio empregado no resgate – se um habitual ilcóptero se um helicóptero.
13/06/2016
12/06/2016
08/06/2016
05/06/2016
03/06/2016
Voz
Uma das coisas que faz um homem é ser, pelo menos uma vez, francamente aplaudido ao cantar.
Isto a propósito de uma Peugeot 504 que ainda aqui voltará.

imagem em http://autocognito.com/2012/1968-peugeot-504-estate/
Uma das coisas que faz um homem é ser, pelo menos uma vez, francamente aplaudido ao cantar.
Isto a propósito de uma Peugeot 504 que ainda aqui voltará.

imagem em http://autocognito.com/2012/1968-peugeot-504-estate/
31/05/2016
29/05/2016
A Gorda de Baltimore
O facto de A Gorda de Baltimore não ser referida na net (até hoje) enquanto tal, mas apenas na adjectivação de uma tia e de uma adolescente, mostra que não existiu qualidade literária entre os utilizadores daquela expressão e que ela, só por si, não se equilibrou nas canetas da memória.
Honra ainda assim à saudosa Gorda de Baltimore!
O facto de A Gorda de Baltimore não ser referida na net (até hoje) enquanto tal, mas apenas na adjectivação de uma tia e de uma adolescente, mostra que não existiu qualidade literária entre os utilizadores daquela expressão e que ela, só por si, não se equilibrou nas canetas da memória.
Honra ainda assim à saudosa Gorda de Baltimore!
28/05/2016
27/05/2016
26/05/2016
Repentes
Num repente, o cheiro da Esplanada de Sines.
Ele mesmo, inconfundível.
E aqui ao longe, no tempo.
Num repente, o cheiro da Esplanada de Sines.
Ele mesmo, inconfundível.
E aqui ao longe, no tempo.
24/05/2016
23/05/2016
21/05/2016
20/05/2016
Inseguro era o Estádio Nacional
Um simples, ao que parece encartado e carimbado, clama na televisão que o Estádio Nacional está agora muito mais seguro.
Que raio de milagre aconteceu desde que o mesmo simples clamava o contrário?
Um simples, ao que parece encartado e carimbado, clama na televisão que o Estádio Nacional está agora muito mais seguro.
Que raio de milagre aconteceu desde que o mesmo simples clamava o contrário?
19/05/2016
Mistérios com máquinas
Há coisas que só se explicam pela alteração de certos mecanismos cerebrais dos quais ainda estamos longe de ter um satisfatório conhecimento.
No domínio das máquinas, milhentas vezes procedamos de uma determinada forma e um dia, lá acontece, borramos a opa.
Em se tratando de máquinas fotográficas, tenho dois, apenas dois, episódios de filme mal colocado sem que de tal me tenha apercebido.
Tirei as fotos, fiz andar o carreto e nunca me dei conta da falta de resistência da alavanca.
Das duas vezes que tal sucedeu, desperdicei oportunidades únicas.
Uma, de registar os estragos de um fenómeno meteorológico raríssimo lá para as minhas bandas.
Outra, depois de ter andado a saltar muros lisboetas, de ter conseguido uma panorâmica geral de um terreno onde seria suposto desenvolver um projecto. Coisas de estudante.
Neste último, deparei-me com uma figura singular. Depois de transpôr o muro e de ter registado o maior número de enquadramentos possível, de forma a ter pontos de referência para comparar com o levantamento em planta, avistei o homem.
Estava na outra ponta do terreno, escondido pelo mato, sentado de encontro a uma parede, ao lado do que parecia ser uma abertura de acesso à estrutura em abóbada que transmite à estacaria os esforços das paredes pombalinas – não seria o caso da estacaria neste local, dado o terreno de fundação. Uma espécie de catacumbas, em todo o caso.
Estava em tronco nu e lia um jornal. Estava em casa com toda a certeza. Hesitei. Fotografo o homem ou não? Acabei por fazê-lo. Acho que ele nem se deu conta. Pareceu ignorar-me o tempo todo.
Esse rolo ficou virgem, claro está.
Dois ou três dias depois, voltei ao local. Um polícia de giro que não descolava de uma certa esquina não me permitiu o à-vontade suficiente para trepar o muro. Fiz umas fotos do lado de fora e depois apontei a máquina às cegas por cima do muro, com a devida preocupação de obter os enquadramentos mínimos requeridos.
Quando finalmente peguei nas fotos, devo ter escolhido de imediato as que me interessavam para tirar alinhamentos. As outras foram vistas em diagonal com toda a certeza.
É que agora, na fase em que estou de digitalizar memórias, apareceram-me as benditas fotos. Numa delas, o homem está sentado a ler o jornal. Encostado à parede.
Há coisas que só se explicam pela alteração de certos mecanismos cerebrais dos quais ainda estamos longe de ter um satisfatório conhecimento.
No domínio das máquinas, milhentas vezes procedamos de uma determinada forma e um dia, lá acontece, borramos a opa.
Em se tratando de máquinas fotográficas, tenho dois, apenas dois, episódios de filme mal colocado sem que de tal me tenha apercebido.
Tirei as fotos, fiz andar o carreto e nunca me dei conta da falta de resistência da alavanca.
Das duas vezes que tal sucedeu, desperdicei oportunidades únicas.
Uma, de registar os estragos de um fenómeno meteorológico raríssimo lá para as minhas bandas.
Outra, depois de ter andado a saltar muros lisboetas, de ter conseguido uma panorâmica geral de um terreno onde seria suposto desenvolver um projecto. Coisas de estudante.
Neste último, deparei-me com uma figura singular. Depois de transpôr o muro e de ter registado o maior número de enquadramentos possível, de forma a ter pontos de referência para comparar com o levantamento em planta, avistei o homem.
Estava na outra ponta do terreno, escondido pelo mato, sentado de encontro a uma parede, ao lado do que parecia ser uma abertura de acesso à estrutura em abóbada que transmite à estacaria os esforços das paredes pombalinas – não seria o caso da estacaria neste local, dado o terreno de fundação. Uma espécie de catacumbas, em todo o caso.
Estava em tronco nu e lia um jornal. Estava em casa com toda a certeza. Hesitei. Fotografo o homem ou não? Acabei por fazê-lo. Acho que ele nem se deu conta. Pareceu ignorar-me o tempo todo.
Esse rolo ficou virgem, claro está.
Dois ou três dias depois, voltei ao local. Um polícia de giro que não descolava de uma certa esquina não me permitiu o à-vontade suficiente para trepar o muro. Fiz umas fotos do lado de fora e depois apontei a máquina às cegas por cima do muro, com a devida preocupação de obter os enquadramentos mínimos requeridos.
Quando finalmente peguei nas fotos, devo ter escolhido de imediato as que me interessavam para tirar alinhamentos. As outras foram vistas em diagonal com toda a certeza.
É que agora, na fase em que estou de digitalizar memórias, apareceram-me as benditas fotos. Numa delas, o homem está sentado a ler o jornal. Encostado à parede.
18/05/2016
17/05/2016
16/05/2016
15/05/2016
13/05/2016
11/05/2016
A cervejaria literária (III)
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... uma estrela mochilã...
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... uma estrela mochilã...
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09/05/2016
08/05/2016
06/05/2016
Boaty McBoatface
Ou como um fait-divers mostra à saciedade como, para os democratas, a dita democracia só é boa quando dá resultados dentro dos cânones.
Ou como um fait-divers mostra à saciedade como, para os democratas, a dita democracia só é boa quando dá resultados dentro dos cânones.
05/05/2016
04/05/2016
30/04/2016
27/04/2016
Politicamente correcta
Politicamente correcta e, por isso mesmo, desfasada da realidade dos factos é esta decisão de inculpar a polícia e os serviços de socorro pelo esmagamento dos adeptos do Liverpool em Sheffield a 15 de Abril de 1989.
A polícia de facto não deve ter actuado como deveria.
Deveria ter usado a força para impedir os adeptos de forçarem a entrada e assim se suicidarem ao mesmo tempo que esmagavam os que já estavam dentro.
O facto de o não ter feito quererá talvez dizer que encarou a mole como humana e não como um conjunto de animais irracionais.
Morreu gente sem culpa nenhuma, esmagada pela turba incendiada.
Morreu gente sem culpa nenhuma por nada ter na cabeça e por isso se comportar como um animal.
Assim é claro que a culpa foi da polícia.
Politicamente correcta e, por isso mesmo, desfasada da realidade dos factos é esta decisão de inculpar a polícia e os serviços de socorro pelo esmagamento dos adeptos do Liverpool em Sheffield a 15 de Abril de 1989.
A polícia de facto não deve ter actuado como deveria.
Deveria ter usado a força para impedir os adeptos de forçarem a entrada e assim se suicidarem ao mesmo tempo que esmagavam os que já estavam dentro.
O facto de o não ter feito quererá talvez dizer que encarou a mole como humana e não como um conjunto de animais irracionais.
Morreu gente sem culpa nenhuma, esmagada pela turba incendiada.
Morreu gente sem culpa nenhuma por nada ter na cabeça e por isso se comportar como um animal.
Assim é claro que a culpa foi da polícia.
23/04/2016
Overtech
E vá-se lá mexer no baú das memórias gravadas em zero e uns.
Salta de lá uma imensidão de coisas a que não sei já dar cor nem cheiro.
E vá-se lá mexer no baú das memórias gravadas em zero e uns.
Salta de lá uma imensidão de coisas a que não sei já dar cor nem cheiro.
22/04/2016
18/04/2016
17/04/2016
14/04/2016
13/04/2016
12/04/2016
Repito
Se o tempo já não é o que era e há muito que ouvimos tal ladaínha, quando é que o tempo era o que era?
Se o tempo já não é o que era e há muito que ouvimos tal ladaínha, quando é que o tempo era o que era?
11/04/2016
A cervejaria literária
A cervejaria figura nos mapas mentais da zona. É ponto de referência a indicar a quem navega de ouvido.
E, depois de mais de uma dúzia de anos a viver na zona e de já andar nas vizinhanças quando ela abriu as portas, descobri finalmente um potencial literário na cervejaria da esquina.
Venho de me (em)beber em fatos e gravatas de três em três meses, em dialectos incompreensíveis, em contas que não se acertam entre os comensais e o prestável empregado de camisa branca.
Dir-se-á que todas as cervejarias e congéneres têm qualidade literária. Discordo.
Ele há sítios que têm apenas qualidade pictórica, porque lá dentro nada se passa,
Lembro-me de um recinto assim no Estoril em que num vasto armazém presidido por um cornudo troféu taurino, apenas residiam duas mesas e respectivas oito cadeiras, enquanto enquadravam, atrás do balcão, a pouco pomposa estalajadeira, duas compridas e nuas prateleiras para consumo da casa, uma máquina de café, a citada cabeça de toiro e dois ou três pares de bandarilhas.
A cervejaria figura nos mapas mentais da zona. É ponto de referência a indicar a quem navega de ouvido.
E, depois de mais de uma dúzia de anos a viver na zona e de já andar nas vizinhanças quando ela abriu as portas, descobri finalmente um potencial literário na cervejaria da esquina.
Venho de me (em)beber em fatos e gravatas de três em três meses, em dialectos incompreensíveis, em contas que não se acertam entre os comensais e o prestável empregado de camisa branca.
Dir-se-á que todas as cervejarias e congéneres têm qualidade literária. Discordo.
Ele há sítios que têm apenas qualidade pictórica, porque lá dentro nada se passa,
Lembro-me de um recinto assim no Estoril em que num vasto armazém presidido por um cornudo troféu taurino, apenas residiam duas mesas e respectivas oito cadeiras, enquanto enquadravam, atrás do balcão, a pouco pomposa estalajadeira, duas compridas e nuas prateleiras para consumo da casa, uma máquina de café, a citada cabeça de toiro e dois ou três pares de bandarilhas.
09/04/2016
07/04/2016
Cangalhas
O Ti Manel desatava um arame que fechava uma grande armação de ferro e dizia para o outro:
- Estas cangalhas pesam parece-me que é dezoito quilos.
João haveria de se aperceber que ele iria dizer esta frase até ao fim da vida, sempre com o ar de quem não sabia muito bem qual era o peso.
SG, inéditos
O Ti Manel desatava um arame que fechava uma grande armação de ferro e dizia para o outro:
- Estas cangalhas pesam parece-me que é dezoito quilos.
João haveria de se aperceber que ele iria dizer esta frase até ao fim da vida, sempre com o ar de quem não sabia muito bem qual era o peso.
SG, inéditos
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