07/09/2016
29/08/2016
27/08/2016
22/08/2016
18/08/2016
Capecit
Pelo perfume das manhãs enevoadas chegou-me notícia de que o perfil que eu tinha deitado se encontra afinal aprumado.
Boa notícia no meio dos espinhos tragáveis. Dos figos da Índia.

Pelo perfume das manhãs enevoadas chegou-me notícia de que o perfil que eu tinha deitado se encontra afinal aprumado.
Boa notícia no meio dos espinhos tragáveis. Dos figos da Índia.

17/08/2016
Perdido na tradução
Tenho vindo a aperceber-me da enorme perda de significados que ocorre na segunda tradução dos sonhos.
A primeira tradução, da recordação sonhada para o registo de som, já é naturalmente geradora de perdas consideráveis. E dessas eu tinha consciência.
Do que não tinha era da dificuldade de interpretar a linguagem em estado de sonolência para a reduzir a escrito, no segundo passo.
Tenho encontrado gravações que carecem de um exegeta a meu lado.
Tenho vindo a aperceber-me da enorme perda de significados que ocorre na segunda tradução dos sonhos.
A primeira tradução, da recordação sonhada para o registo de som, já é naturalmente geradora de perdas consideráveis. E dessas eu tinha consciência.
Do que não tinha era da dificuldade de interpretar a linguagem em estado de sonolência para a reduzir a escrito, no segundo passo.
Tenho encontrado gravações que carecem de um exegeta a meu lado.
16/08/2016
Maria da Fonte
Dá a entender então o primeiro-ministro que o cadastro rústico não avançou a Norte por medo da repetição da Maria da Fonte.
Medo que ele terá decerto partilhado quando desempenhou cargos ministeriais.
Medo que terá decerto partilhado o ministro da Agricultura em anteriores governos, homem que constatou que séculos de História não garantiram o cadastro rústico e que essa constatação só por si é justificativa da inacção.
É isto que temos.
Mas já não é mau que se fale do cadastro rústico e da incontornável discriminação norte-sul.
Foi possível no entanto fazê-lo, sem exemplo, no concelho de Mogadouro.

trecho da Secção I da freguesia de Azinhoso, concelho de Mogadouro, distrito de Bragança
Dá a entender então o primeiro-ministro que o cadastro rústico não avançou a Norte por medo da repetição da Maria da Fonte.
Medo que ele terá decerto partilhado quando desempenhou cargos ministeriais.
Medo que terá decerto partilhado o ministro da Agricultura em anteriores governos, homem que constatou que séculos de História não garantiram o cadastro rústico e que essa constatação só por si é justificativa da inacção.
É isto que temos.
Mas já não é mau que se fale do cadastro rústico e da incontornável discriminação norte-sul.
Foi possível no entanto fazê-lo, sem exemplo, no concelho de Mogadouro.

trecho da Secção I da freguesia de Azinhoso, concelho de Mogadouro, distrito de Bragança
Um dia como o de hoje

Há exactos treze anos, o calor também amainou.
Há exactos treze anos, os incêndios também se foram extinguindo.
Há exactos treze anos, deu-me para isto.
Continuo sem saber se alvejava tão longe no tempo.

Há exactos treze anos, o calor também amainou.
Há exactos treze anos, os incêndios também se foram extinguindo.
Há exactos treze anos, deu-me para isto.
Continuo sem saber se alvejava tão longe no tempo.
14/08/2016
Por Santa Maria e um dia menos, dois anos depois

imagem do Google Street View (manipulada)
Os ajudantes de agrimensor encontraram o Castelo vazio.
Algumas décadas decorridas, afinal.

imagem do Google Street View (manipulada)
Os ajudantes de agrimensor encontraram o Castelo vazio.
Algumas décadas decorridas, afinal.
11/08/2016
Fogo
Tenho muita dificuldade em lidar com gente que nega as evidências.
Sendo que a negação das evidências é um esteio fundamental do que se designa por politicamente correcto.
Ora no que diz respeito aos incêndios, há uma franja considerável de gente que nega a existência do incendiarismo. Nem com capturas em flagrante delito que se diz que ocorreram nem com confissões de delinquentes que se diz que tiveram lugar.
Nem com a constatação de que os fogos surgem de noite, alegando nalguns casos que a notícia do fogo é diferida no tempo em relação ao seu início, o que é óbvio.
O que não é óbvio é que essa dilação no tempo seja de horas. Que um fogo detectado de madrugada tenha tido início num vidro partido que fez de lupa à luz do dia.
Essa gente não sei a que acode. Mas que faz propaganda lá isso faz.
Tenho muita dificuldade em lidar com gente que nega as evidências.
Sendo que a negação das evidências é um esteio fundamental do que se designa por politicamente correcto.
Ora no que diz respeito aos incêndios, há uma franja considerável de gente que nega a existência do incendiarismo. Nem com capturas em flagrante delito que se diz que ocorreram nem com confissões de delinquentes que se diz que tiveram lugar.
Nem com a constatação de que os fogos surgem de noite, alegando nalguns casos que a notícia do fogo é diferida no tempo em relação ao seu início, o que é óbvio.
O que não é óbvio é que essa dilação no tempo seja de horas. Que um fogo detectado de madrugada tenha tido início num vidro partido que fez de lupa à luz do dia.
Essa gente não sei a que acode. Mas que faz propaganda lá isso faz.
10/08/2016
Uma nota a reter

da página do Cadastro
Fiz aqui já por duas vezes*, pelo menos, referência à insustentável situação do cadastro geométrico da propriedade rústica. Cuja inexistência a Norte (grosso modo) pressupõe a ausência de cobrança de IMI, o que torna este imposto suspeito de discriminação e consequente inconstitucionalidade.
Vem agora o Presidente da República, honra lhe seja, e a propósito da aparente impossibilidade de imputar a propriedade de um terreno a alguém, de forma a responsabilizá-lo pela sua manutenção, referir a tal ausência de cadastro.
Fê-lo hoje, que eu desse por isso, em duas ocasiões distintas.
Aguardemos os desenvolvimentos. Retendo o que foi dito.
*(1 e 2)

da página do Cadastro
Fiz aqui já por duas vezes*, pelo menos, referência à insustentável situação do cadastro geométrico da propriedade rústica. Cuja inexistência a Norte (grosso modo) pressupõe a ausência de cobrança de IMI, o que torna este imposto suspeito de discriminação e consequente inconstitucionalidade.
Vem agora o Presidente da República, honra lhe seja, e a propósito da aparente impossibilidade de imputar a propriedade de um terreno a alguém, de forma a responsabilizá-lo pela sua manutenção, referir a tal ausência de cadastro.
Fê-lo hoje, que eu desse por isso, em duas ocasiões distintas.
Aguardemos os desenvolvimentos. Retendo o que foi dito.
*(1 e 2)
09/08/2016
Arriba

imagem da SIC
Das coisinhas piores que há é a perquisição dos jornalistas a todos aqueles que eles pretendem estar a desafiar o que eles acham que deve ser ou o que é politicamente correcto.
Voltaram agora aos sopés das arribas para puxar as orelhas dos que por ali estão à sombra ou ao sol.
Não lhes ocorre que muitíssimo mais perigoso do que um mês inteiro em baixo de uma falésia é a viagem de carro até ao Algarve. Para os que viajam do Norte, do Centro e mesmo do Sul.
É claro que não lhes ocorre.

imagem da SIC
Das coisinhas piores que há é a perquisição dos jornalistas a todos aqueles que eles pretendem estar a desafiar o que eles acham que deve ser ou o que é politicamente correcto.
Voltaram agora aos sopés das arribas para puxar as orelhas dos que por ali estão à sombra ou ao sol.
Não lhes ocorre que muitíssimo mais perigoso do que um mês inteiro em baixo de uma falésia é a viagem de carro até ao Algarve. Para os que viajam do Norte, do Centro e mesmo do Sul.
É claro que não lhes ocorre.
08/08/2016
No país do atraso mental
Nestes verões a sério, desde que há ene cadeias de televisão e facilidade de recolha de imagens, o país arde. E arde muito.
O que, no entanto, mais se torna difícil de suportar é o chorrilho de disparates que responsáveis e populares debitam nestes dias.
Continua a haver quem queira ladrilhar a floresta.
Nestes verões a sério, desde que há ene cadeias de televisão e facilidade de recolha de imagens, o país arde. E arde muito.
O que, no entanto, mais se torna difícil de suportar é o chorrilho de disparates que responsáveis e populares debitam nestes dias.
Continua a haver quem queira ladrilhar a floresta.
06/08/2016
A Ponte
E já lá vão cinquenta anos.
E uma distância ainda maior no que respeita a competência.

in Magazine da Morrison-Knudsen Company, Inc., Novembro de 1964
E já lá vão cinquenta anos.
E uma distância ainda maior no que respeita a competência.

in Magazine da Morrison-Knudsen Company, Inc., Novembro de 1964
Ligeireza
Ainda sobre o erro de percurso da Volta na etapa de ontem, estranhei a ligeireza com que o assunto foi abordado pela organização e pelo seu director, dizendo que inclusive contava com a presença do público para demarcar o percurso.
Não cortar os acessos laterais ao percurso da volta e permitir o erro no percurso é naturalmente lançar os ciclistas e a caravana numa estrada aberta ao trânsito. Não ter havido um acidente de proporções alarmantes foi uma sorte. Que a ligeireza com que o assunto foi tratado dá a entender que não se percebeu.
Se não se percebeu, não se perceberá.
Ainda sobre o erro de percurso da Volta na etapa de ontem, estranhei a ligeireza com que o assunto foi abordado pela organização e pelo seu director, dizendo que inclusive contava com a presença do público para demarcar o percurso.
Não cortar os acessos laterais ao percurso da volta e permitir o erro no percurso é naturalmente lançar os ciclistas e a caravana numa estrada aberta ao trânsito. Não ter havido um acidente de proporções alarmantes foi uma sorte. Que a ligeireza com que o assunto foi tratado dá a entender que não se percebeu.
Se não se percebeu, não se perceberá.
05/08/2016
Volta
Na Volta a Portugal, mais uns pés pelas mãos.
Ou o contrário.
Pode uma organização destas ter a sua complexidade. O que não pode é permitir erros de percurso, deixando em aberto opções nas encruzilhadas.
Ainda que a sinalização lá esteja. Esta é também tão miúda que pouco releva.
Quanto ao arrazoado que diz que os ciclistas têm obrigação de conhecer o percurso, uma boa gargalhada.
Na Volta a Portugal, mais uns pés pelas mãos.
Ou o contrário.
Pode uma organização destas ter a sua complexidade. O que não pode é permitir erros de percurso, deixando em aberto opções nas encruzilhadas.
Ainda que a sinalização lá esteja. Esta é também tão miúda que pouco releva.
Quanto ao arrazoado que diz que os ciclistas têm obrigação de conhecer o percurso, uma boa gargalhada.
04/08/2016
03/08/2016
02/08/2016
31/07/2016
30/07/2016
Para melhor
Para melhor a narração da Volta a Portugal em bicicleta.
Bastou trocar o eloquente João Pedro Mendonça pelo frugal Pedro Martins.
Também este falha mas não persiste no erro e não despende opiniões vãs e despropositadas.
Um exemplo que, mantendo-se, o que é duvidoso, deveria ser seguido nas televisões em geral.
Para melhor a narração da Volta a Portugal em bicicleta.
Bastou trocar o eloquente João Pedro Mendonça pelo frugal Pedro Martins.
Também este falha mas não persiste no erro e não despende opiniões vãs e despropositadas.
Um exemplo que, mantendo-se, o que é duvidoso, deveria ser seguido nas televisões em geral.
28/07/2016
26/07/2016
22/07/2016
19/07/2016
18/07/2016
Cera
Gastar cera com tão ruins defuntos...
Era o que eu não deveria fazer e abster-me de comentar o desempenho dos comentadores de ciclismo da RTP. Coisa que já fiz aqui e provavelmente voltarei a fazer.
É que são tão maus.
E são maus precisamente quando se põem a querer ensinar seja o que fôr. E são muito maus quando se propõem raciocinar seja em que linha fôr.
Remetessem-se eles a palrar sobre a etapa, sobre os ciclistas, talvez a coisa fosse suportável.
De cada vez que exorbitam são uma lástima.
E chegam ao desplante de criticar a vox populi. Eles é que sabem. O povo deveria estar calado.
São pagos pelo erário público.
A RTP não arranja melhor ou não tem lá quem veja que aqueles senhores são péssimos?
Gastar cera com tão ruins defuntos...
Era o que eu não deveria fazer e abster-me de comentar o desempenho dos comentadores de ciclismo da RTP. Coisa que já fiz aqui e provavelmente voltarei a fazer.
É que são tão maus.
E são maus precisamente quando se põem a querer ensinar seja o que fôr. E são muito maus quando se propõem raciocinar seja em que linha fôr.
Remetessem-se eles a palrar sobre a etapa, sobre os ciclistas, talvez a coisa fosse suportável.
De cada vez que exorbitam são uma lástima.
E chegam ao desplante de criticar a vox populi. Eles é que sabem. O povo deveria estar calado.
São pagos pelo erário público.
A RTP não arranja melhor ou não tem lá quem veja que aqueles senhores são péssimos?
14/07/2016
Sociedade
Se é legítima a discussão sobre se as famílias de crianças mentalmente deficientes, com um grau de incapacidade que as torna improdutivas, devem ou não ter apoios do Estado, já é completamente destituída de sentido a discussão sobre se essas mesmas crianças devem ou não ser instruídas com recurso aos meios do Estado.
Se é legítima a discussão sobre se as famílias de crianças mentalmente deficientes, com um grau de incapacidade que as torna improdutivas, devem ou não ter apoios do Estado, já é completamente destituída de sentido a discussão sobre se essas mesmas crianças devem ou não ser instruídas com recurso aos meios do Estado.
11/07/2016
Viagens pelas entranhas do son(h)o

imagem em http://www.buildingservicesblog.com/multi-rope-free-elevator-first-model/

imagem em http://www.buildingservicesblog.com/multi-rope-free-elevator-first-model/
10/07/2016
08/07/2016
07/07/2016
06/07/2016
05/07/2016
04/07/2016
02/07/2016
Europa
Há uma franja significativa de agentes políticos que mudou o discurso em relação à União Europeia. Onde antes se colocavam num pedestal as instituições da UE e se acatavam mui respeitosamente os ditames daquelas, aparece agora um pendor de desconfiança, que já atribui à má gestão dos assuntos europeus o surgimento de ferozes frentes anti-união.
A ideia que dá é que nunca perceberam bem em que águas navegavam.
Não o perceberam no passado, é pouco provável que o percebam no futuro.
Há uma franja significativa de agentes políticos que mudou o discurso em relação à União Europeia. Onde antes se colocavam num pedestal as instituições da UE e se acatavam mui respeitosamente os ditames daquelas, aparece agora um pendor de desconfiança, que já atribui à má gestão dos assuntos europeus o surgimento de ferozes frentes anti-união.
A ideia que dá é que nunca perceberam bem em que águas navegavam.
Não o perceberam no passado, é pouco provável que o percebam no futuro.
01/07/2016
30/06/2016
Bolas
No linguajar dos comentadores futeboleiros, a bola desmaterializou-se, deixou de ser coisa concreta e definida – a bola – para passar a ser apenas uma espécie de conceito abstracto – bola.
Uma equipa já não tem a bola. Uma equipa agora tem bola.
Forçando a deixa, acho que a nossa equipa de futebol devia ter bolas. Jogar com bolas.
No linguajar dos comentadores futeboleiros, a bola desmaterializou-se, deixou de ser coisa concreta e definida – a bola – para passar a ser apenas uma espécie de conceito abstracto – bola.
Uma equipa já não tem a bola. Uma equipa agora tem bola.
Forçando a deixa, acho que a nossa equipa de futebol devia ter bolas. Jogar com bolas.
27/06/2016
26/06/2016
23/06/2016
22/06/2016
20/06/2016
19/06/2016
15/06/2016
Geografia de jornalista
O navio [de onde foi retirado pela FAP um tripulante doente] navegava no rio Tejo, 160 km a oeste do Montijo.
(na SIC N, há pouco - imprecisamente citada. A notícia aqui com noroeste em vez de oeste)
Não prestei atenção ao meio empregado no resgate – se um habitual ilcóptero se um helicóptero.
O navio [de onde foi retirado pela FAP um tripulante doente] navegava no rio Tejo, 160 km a oeste do Montijo.
(na SIC N, há pouco - imprecisamente citada. A notícia aqui com noroeste em vez de oeste)
Não prestei atenção ao meio empregado no resgate – se um habitual ilcóptero se um helicóptero.
13/06/2016
12/06/2016
08/06/2016
05/06/2016
03/06/2016
Voz
Uma das coisas que faz um homem é ser, pelo menos uma vez, francamente aplaudido ao cantar.
Isto a propósito de uma Peugeot 504 que ainda aqui voltará.

imagem em http://autocognito.com/2012/1968-peugeot-504-estate/
Uma das coisas que faz um homem é ser, pelo menos uma vez, francamente aplaudido ao cantar.
Isto a propósito de uma Peugeot 504 que ainda aqui voltará.

imagem em http://autocognito.com/2012/1968-peugeot-504-estate/
31/05/2016
29/05/2016
A Gorda de Baltimore
O facto de A Gorda de Baltimore não ser referida na net (até hoje) enquanto tal, mas apenas na adjectivação de uma tia e de uma adolescente, mostra que não existiu qualidade literária entre os utilizadores daquela expressão e que ela, só por si, não se equilibrou nas canetas da memória.
Honra ainda assim à saudosa Gorda de Baltimore!
O facto de A Gorda de Baltimore não ser referida na net (até hoje) enquanto tal, mas apenas na adjectivação de uma tia e de uma adolescente, mostra que não existiu qualidade literária entre os utilizadores daquela expressão e que ela, só por si, não se equilibrou nas canetas da memória.
Honra ainda assim à saudosa Gorda de Baltimore!
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