Alterações climáticas
Já aqui escrevi que a campanha contra as alterações climáticas é destinada aos destituídos de memória, que acreditam sempre que o último verão foi o pior de sempre, meça-se lá isso como se medir, e que acreditam também que o clima, até lá à data que os gurus estabeleceram, foi sempre coisa estável, uniforme. Daí para a frente, esteve e está sujeito a alterações. Nunca existiram assim glaciações nem aquecimentos.
Essa campanha, torta que é, apontada que está aos simples, tem um único mérito: ao fazer um bolo argumentativo em que tudo causa alterações climáticas – os simples vêem nas televisões as mais diversas catástrofes causadas pelos elementos, incluindo terramotos, avalanchas, erosão costeira, como nunca viram e são instruídos a favor da causa. A densidade informativa é tal que tudo surge como um cúmulo. Tem um mérito, dizia, é que enviesadamente alerta para os verdadeiros problemas com que a humanidade se debate: o excesso de população e consequentes exaustão de recursos, poluição ambiental e natural aumento da temperatura do ar nos locais onde se acumulam a cada momento mais seres humanos e mais obstáculos existem à irradiação.
Aí, sim, reside o escolho que temos que ultrapassar, encontrando e colonizando o tal planeta B a tempo e horas ou
reduzindo drasticamente a população da ecúmena e reduzindo assim o desgaste que inflingimos ao planeta.
A Natureza talvez nos exclua da equação se não atalharmos caminho. Quanto ao clima, nunca foi inalterável.