16/08/2023
14/08/2023
13/08/2023
Caras falantes
"... no estado do Ioaia*” (Iowa) - assim se explicou a cara falante da CNN esta manhã.
*depois de uma consulta a algumas páginas, a minha ideia inicial de que a boa pronúncia em português daquele nome deve ser "Ioa" ficou confirmada. Salvo melhor opinião. Admito "Aioa" à americana mas nunca "Ioaia".
"... no estado do Ioaia*” (Iowa) - assim se explicou a cara falante da CNN esta manhã.
*depois de uma consulta a algumas páginas, a minha ideia inicial de que a boa pronúncia em português daquele nome deve ser "Ioa" ficou confirmada. Salvo melhor opinião. Admito "Aioa" à americana mas nunca "Ioaia".
10/08/2023
09/08/2023
08/08/2023
07/08/2023
Especialistas
O especialista critica os putativos peritos em fogos florestais.
O especialista, face à previsão do IPMA para a direcção do vento para as próximas horas, destaca o perigo do fogo que começou perto da Baiona chegar a Monchique.
O especialista não sabe ler um mapa é a conclusão a que se chega.
da página do IPMA
Google Maps
Adenda - Dêmos ao especialista o benefício da dúvida: poderia este estar a referir-se ao regime normal de vento nesta altura do ano na região e não ao que estava previsto.
O especialista critica os putativos peritos em fogos florestais.
O especialista, face à previsão do IPMA para a direcção do vento para as próximas horas, destaca o perigo do fogo que começou perto da Baiona chegar a Monchique.
O especialista não sabe ler um mapa é a conclusão a que se chega.
da página do IPMA
Google Maps
Adenda - Dêmos ao especialista o benefício da dúvida: poderia este estar a referir-se ao regime normal de vento nesta altura do ano na região e não ao que estava previsto.
Sines
Ontem, nos relatos do incêndio que lavra para os lados da Baiona, ali no sesmo do Reino do Algarve com o Reino de Portugal, ouvi várias vezes mencionar Sines como ponto de referência a norte do caso.
A coisa intrigou-me, apesar de estar familiarizado com os dislates dos repórteres no local.
Há pouco, levado por outra curiosidade e como tal por puro serendipismo, descobri a razão de tal referência: alguém se lembrou de colocar um sinal a indicar a direcção de Sines, junto à ponte sobre a ribeira.
Imagem do Google
Ontem, nos relatos do incêndio que lavra para os lados da Baiona, ali no sesmo do Reino do Algarve com o Reino de Portugal, ouvi várias vezes mencionar Sines como ponto de referência a norte do caso.
A coisa intrigou-me, apesar de estar familiarizado com os dislates dos repórteres no local.
Há pouco, levado por outra curiosidade e como tal por puro serendipismo, descobri a razão de tal referência: alguém se lembrou de colocar um sinal a indicar a direcção de Sines, junto à ponte sobre a ribeira.
Imagem do Google
04/08/2023
Cibernética
Entrámos numa fase em que ao lidar com qualquer companhia de vão d’escada (com as majestáticas é cem vezes pior) ou nos deparamos com um infindável labirinto de opções tecláveis, muitas vezes de rabo na boca, ou vamos encarar de frente um qualquer pobre diabo despreparado que só sabe repetir uma lenga-lenga.
Entrámos numa fase em que ao lidar com qualquer companhia de vão d’escada (com as majestáticas é cem vezes pior) ou nos deparamos com um infindável labirinto de opções tecláveis, muitas vezes de rabo na boca, ou vamos encarar de frente um qualquer pobre diabo despreparado que só sabe repetir uma lenga-lenga.
03/08/2023
30/07/2023
29/07/2023
27/07/2023
25/07/2023
24/07/2023
22/07/2023
19/07/2023
18/07/2023
Bosques
Não necessitaria de ser o feliz proprietário de um bosque para ver com bons olhos finalmente uma corrente que, ao contrário dos que querem ladrilhar a floresta, defende os bosques espontâneos, multiespécies, de árvores e arbustos autóctones por isso adaptados ao clima e fixadores de água.
Num tempo de "subsílios", ainda não são reconhecidos os proprietários que, ao invés de optarem pelo rendimento mais favorável e mais imediato, dele abdicam em prol do mundo silvestre.
Veremos o que se segue.
Não necessitaria de ser o feliz proprietário de um bosque para ver com bons olhos finalmente uma corrente que, ao contrário dos que querem ladrilhar a floresta, defende os bosques espontâneos, multiespécies, de árvores e arbustos autóctones por isso adaptados ao clima e fixadores de água.
Num tempo de "subsílios", ainda não são reconhecidos os proprietários que, ao invés de optarem pelo rendimento mais favorável e mais imediato, dele abdicam em prol do mundo silvestre.
Veremos o que se segue.
15/07/2023
14/07/2023
Num tempo
Num tempo de gentes sem memória, de gentes sem razão, de gentes dadas a aflições por tudo e por nada, faz calor.
É essa a notícia: faz calor. E para as gentes sem memória, é uma coisa nunca vista. E para as gentes sem razão, é algo inconcebível que há-de ter culpados. E para as gentes dadas a aflições, é o desespero.
É nisto que estamos.
Num tempo de gentes sem memória, de gentes sem razão, de gentes dadas a aflições por tudo e por nada, faz calor.
É essa a notícia: faz calor. E para as gentes sem memória, é uma coisa nunca vista. E para as gentes sem razão, é algo inconcebível que há-de ter culpados. E para as gentes dadas a aflições, é o desespero.
É nisto que estamos.
09/07/2023
04/07/2023
Salvaguardas e bolas de berlim na praia
Não me tirei ainda dos meus cuidados para tentar perceber a lógica das salvaguardas nos rótulos dos alimentos que começam por “pode conter”.
Agora ver numa bola de berlim que pode conter vestígios de peixe é que me deixa logo informado: esta é uma bola de berlim de praia, feita na praia e numa praia de pescadores. Só pode ser.
A não ser assim é mais uma notícia do manicómio.
Não me tirei ainda dos meus cuidados para tentar perceber a lógica das salvaguardas nos rótulos dos alimentos que começam por “pode conter”.
Agora ver numa bola de berlim que pode conter vestígios de peixe é que me deixa logo informado: esta é uma bola de berlim de praia, feita na praia e numa praia de pescadores. Só pode ser.
A não ser assim é mais uma notícia do manicómio.
03/07/2023
O parafuso de Costa
Costa já nos habituou a ouvi-lo com o desconto devido.
Desta feita, foi o parafuso a menos e o parafuso a mais nas travessas da ferrovia.
Tudo sem pensar um único segundo que fosse.
Já a quantidade de dislates que supostos especialistas debitarama tal propósito, no caso a utilização ou não da bitola ibérica na ferrovia a instalar, é significativa da incompetência em que o país está mergulhado.
Começando pelo desprezo de um dado: os troços existentes em bitola europeia em terras de Espanha; e acabando pela probabilidade por um deles aventada de os salários e as pensões serem mais baixos se se escolher a opção que eles rejeitam.
A má opção, é já certo, contribuirá no entender de tais figuras para o agravamento das alterações climáticas, talvez por ser menos resiliente e sustentável.
Portugal depende e dependerá sempre do que for feito em Espanha. Será sempre a tal ilha de que tantos falam se os espanhóis não se dispuserem a instalar bitola europeia até à fronteira e em pontos que não obriguem a dar a volta ao bilhar grande.
Também eu sou a favor da bitola europeia. A questão é que, no estado actual, a bitola ibérica leva-nos à fronteira de França. A bitola europeia deixa-nos na fronteira com Espanha, depois de reconvertermos as bogies do material circulante ou de encomendarmos composições novas.
Costa já nos habituou a ouvi-lo com o desconto devido.
Desta feita, foi o parafuso a menos e o parafuso a mais nas travessas da ferrovia.
Tudo sem pensar um único segundo que fosse.
Já a quantidade de dislates que supostos especialistas debitarama tal propósito, no caso a utilização ou não da bitola ibérica na ferrovia a instalar, é significativa da incompetência em que o país está mergulhado.
Começando pelo desprezo de um dado: os troços existentes em bitola europeia em terras de Espanha; e acabando pela probabilidade por um deles aventada de os salários e as pensões serem mais baixos se se escolher a opção que eles rejeitam.
A má opção, é já certo, contribuirá no entender de tais figuras para o agravamento das alterações climáticas, talvez por ser menos resiliente e sustentável.
Portugal depende e dependerá sempre do que for feito em Espanha. Será sempre a tal ilha de que tantos falam se os espanhóis não se dispuserem a instalar bitola europeia até à fronteira e em pontos que não obriguem a dar a volta ao bilhar grande.
Também eu sou a favor da bitola europeia. A questão é que, no estado actual, a bitola ibérica leva-nos à fronteira de França. A bitola europeia deixa-nos na fronteira com Espanha, depois de reconvertermos as bogies do material circulante ou de encomendarmos composições novas.
01/07/2023
Retenção de líquidos
Já no tempo dos outros, que são afinal a face oposta da mesma moeda, houve alguém que teve a brilhante ideia de dividir subsídios habitualmente pagos nas férias e no Natal pelos 12 meses.
Depois disso houve ajustamentos das retenções na fonte que deram maior liquidez ao fim do mês e menor estorno na altura do acerto de contas do IRS.
Tudo como forma de mostrar aos simples que estavam a ganhar mais.
Voltou a receita.
Não sei se há muita se pouca gente a perceber a mistificação.
Sendo que há uns anos achava as retenções demasiado pesadas, acabando por beneficiar muito as Finanças que dispunham do dinheiro devido uns quantos meses, mas ao mesmo tempo tinha a impressão (achismo puro) que para uma boa parte dos contribuintes o estorno do IRS era uma espécie de mealheiro que preferiam fosse substancial. Talvez alguns achassem até que era uma benesse.
Para me tirarem as dúvidas, é fazerem um referendo.
Já no tempo dos outros, que são afinal a face oposta da mesma moeda, houve alguém que teve a brilhante ideia de dividir subsídios habitualmente pagos nas férias e no Natal pelos 12 meses.
Depois disso houve ajustamentos das retenções na fonte que deram maior liquidez ao fim do mês e menor estorno na altura do acerto de contas do IRS.
Tudo como forma de mostrar aos simples que estavam a ganhar mais.
Voltou a receita.
Não sei se há muita se pouca gente a perceber a mistificação.
Sendo que há uns anos achava as retenções demasiado pesadas, acabando por beneficiar muito as Finanças que dispunham do dinheiro devido uns quantos meses, mas ao mesmo tempo tinha a impressão (achismo puro) que para uma boa parte dos contribuintes o estorno do IRS era uma espécie de mealheiro que preferiam fosse substancial. Talvez alguns achassem até que era uma benesse.
Para me tirarem as dúvidas, é fazerem um referendo.
30/06/2023
28/06/2023
O flautista de Hamelin
Posso dizer desta personagem que é das poucas se não a última que me surpreende.
Como o patriarca dos Buendía que sucumbia às mercancias do pulante Melquíades este homem dedica-se, a sezões, a maravilhas incontáveis.
Já o vi fazer carimbos em cortiça com a efígie de navegadores portugueses (ainda guardo algures a carimbadela com a cara de, julgo, Bartolomeu Dias), já o vi empenhar-se em criar puzzles a três dimensões, onde deu mostras de aguda inteligência topológica, já me pôs a par das propinas que recebeu por desencantar penicos de loiça por esses montes, já me brindou com palestras sobre a pirâmide do conhecimento onde coloca os doutores no supremo vértice, já o vi empoleirar uma colecção de bicicletas de criança em cima da mesa das refeições que adquirira em troca de qualquer serviço.
Desta última vez, surgiu-me encarnando a figura do flautista de Hamelin, não com ratos ou crianças mas com dezenas de cães novos que o seguiam pelos corgos. Disse-me que eram uma criação para vender aos caçadores da zona.
Para rematar, mostrou-me uma sólida laje de betão (armado?) que tinha ali junto à porta e que calculava muito por alto ter 600kg (pelas minhas contas terá uns 250kg). Dela pretendia fazer o tampo de uma mesa para os petiscos, que a de plástico não tinha durado ao sol impiedoso das serranias. Havia um pequeno contratempo na coisa: a argola em ferro de armar que auxiliara na carga e na descarga de tal peça, estava naturalmente saliente no centro da mesa. Lamentava-se da impossibilidade técnica de a virar ao contrário, deixando a dita para baixo para não interferir com os bródios sonhados.
Ainda me levou a ver um atado recentemente adquirido de portas velhas em madeira vitalícia, segundo ele. Que aquelas sim, depois de cortadas à medida do monte, durariam muito mais do que o pinho, são vitalícias.
Ainda teve tempo para me informar que Putin tem os melhores e mais modernos aviões que há e que o curso da guerra fez baixar muito as cotações das propriedades ali da zona.
Herdei-o juntamente com a terra onde nasceu e vive desde sempre.
imagem encontrada aqui
Posso dizer desta personagem que é das poucas se não a última que me surpreende.
Como o patriarca dos Buendía que sucumbia às mercancias do pulante Melquíades este homem dedica-se, a sezões, a maravilhas incontáveis.
Já o vi fazer carimbos em cortiça com a efígie de navegadores portugueses (ainda guardo algures a carimbadela com a cara de, julgo, Bartolomeu Dias), já o vi empenhar-se em criar puzzles a três dimensões, onde deu mostras de aguda inteligência topológica, já me pôs a par das propinas que recebeu por desencantar penicos de loiça por esses montes, já me brindou com palestras sobre a pirâmide do conhecimento onde coloca os doutores no supremo vértice, já o vi empoleirar uma colecção de bicicletas de criança em cima da mesa das refeições que adquirira em troca de qualquer serviço.
Desta última vez, surgiu-me encarnando a figura do flautista de Hamelin, não com ratos ou crianças mas com dezenas de cães novos que o seguiam pelos corgos. Disse-me que eram uma criação para vender aos caçadores da zona.
Para rematar, mostrou-me uma sólida laje de betão (armado?) que tinha ali junto à porta e que calculava muito por alto ter 600kg (pelas minhas contas terá uns 250kg). Dela pretendia fazer o tampo de uma mesa para os petiscos, que a de plástico não tinha durado ao sol impiedoso das serranias. Havia um pequeno contratempo na coisa: a argola em ferro de armar que auxiliara na carga e na descarga de tal peça, estava naturalmente saliente no centro da mesa. Lamentava-se da impossibilidade técnica de a virar ao contrário, deixando a dita para baixo para não interferir com os bródios sonhados.
Ainda me levou a ver um atado recentemente adquirido de portas velhas em madeira vitalícia, segundo ele. Que aquelas sim, depois de cortadas à medida do monte, durariam muito mais do que o pinho, são vitalícias.
Ainda teve tempo para me informar que Putin tem os melhores e mais modernos aviões que há e que o curso da guerra fez baixar muito as cotações das propriedades ali da zona.
Herdei-o juntamente com a terra onde nasceu e vive desde sempre.
imagem encontrada aqui
24/06/2023
23/06/2023
22/06/2023
O mundo certificado e certificável
Só se ouvem vozes a acusar os responsáveis pela operação do submersível que visitava o Titanic de não terem a certificação do veículo.
Imagine-se o que seria o mundo se toda a actividade experimental tivesse que ser certificada. E por quem?
É todavia claro que a partir do momento em que há actividade comercial ou paracomercial, as exigências de segurança devem ser observadas.
Este caso que agora culminou está na zona cinzenta entre experimentação e turismo.
Nota à margem: este caso foi um dos muito poucos em que se usou correctamente a palavra implosão.
Só se ouvem vozes a acusar os responsáveis pela operação do submersível que visitava o Titanic de não terem a certificação do veículo.
Imagine-se o que seria o mundo se toda a actividade experimental tivesse que ser certificada. E por quem?
É todavia claro que a partir do momento em que há actividade comercial ou paracomercial, as exigências de segurança devem ser observadas.
Este caso que agora culminou está na zona cinzenta entre experimentação e turismo.
Nota à margem: este caso foi um dos muito poucos em que se usou correctamente a palavra implosão.
21/06/2023
20/06/2023
Pensar
A revista Sábado, cujo lema é "pense por si", está agora a publicar um encartável cujo tema é "pensar como".
"Pensar como" é muito mais adequado aos tempos que correm, nisso viram eles a oportunidade.
Se pensar é algo que seja transitivo.
A revista Sábado, cujo lema é "pense por si", está agora a publicar um encartável cujo tema é "pensar como".
"Pensar como" é muito mais adequado aos tempos que correm, nisso viram eles a oportunidade.
Se pensar é algo que seja transitivo.
19/06/2023
Uma casa no deserto (II)
A coisa deu-se vai para vinte anos. Num vagar de filmes antigos, deparei com um cenário em terras de Espanha que me encheu as medidas. Era uma casa e o seu entorno, algures na costa.
A coisa deu-se vai para vinte anos. Num vagar de filmes antigos, deparei com um cenário em terras de Espanha que me encheu as medidas. Era uma casa e o seu entorno, algures na costa.
17/06/2023
Cristina Reyna
Fiz em tempos o elogio da senhora.
Alia a uma competência que sobressai do panorama jornalístico uma bela figura (quanto à beleza - nos dias politicamente correctos que correm, estas coisas só são ditas pelos resistentes).
Disse ontem que ia sair da pantalha, ao fim de 30 anos. Já estou com saudades.

Fiz em tempos o elogio da senhora.
Alia a uma competência que sobressai do panorama jornalístico uma bela figura (quanto à beleza - nos dias politicamente correctos que correm, estas coisas só são ditas pelos resistentes).
Disse ontem que ia sair da pantalha, ao fim de 30 anos. Já estou com saudades.

14/06/2023
Feira do Livro de Lisboa
Cinco anos sem comprar um único livro. Desta feita nem lá fui.
Atingi há muito a posse da quantidade de livros que posso ainda ter expectativa de ler, o que refreou o meu ímpeto de feirar.
Cinco anos sem comprar um único livro. Desta feita nem lá fui.
Atingi há muito a posse da quantidade de livros que posso ainda ter expectativa de ler, o que refreou o meu ímpeto de feirar.
Meninos às compras
Está um desgraçado na CPI da TAP a ser inquirido.
Afinal foi lá para ler um longo discurso. Muito provavelmente com a indicação de um marqueteiro ou similar.
Depois foi respondendo ao lado à pergunta que lhe foi formulada, de uma forma infantil.
É desta tropa que estamos servidos.
Está um desgraçado na CPI da TAP a ser inquirido.
Afinal foi lá para ler um longo discurso. Muito provavelmente com a indicação de um marqueteiro ou similar.
Depois foi respondendo ao lado à pergunta que lhe foi formulada, de uma forma infantil.
É desta tropa que estamos servidos.
13/06/2023
Marchante
A minha limitadíssima capacidade musical e a senilidade concomitante tiveram ontem um episódio assinalável.
Numa première de marchas de Lisboa pela televisão (as coisas a que a velhice nos faz assistir) e ao fim de um bom trecho de marchas atrás de marchas, dei por mim a pensar que as marchas eram todas iguais ou que tinham, pelo menos, uma parte que, se não era sempre igual, era muito parecida, tinha as mesmíssimas rimas e os mesmos acordes.
Só um bocado depois disso é que veio a epifania: havia ali uma marcha que era repetida por todos.
Nessa altura já ela se tinha entranhado na minha cabeça – creio que o objectivo de quem se lembrou de tal estava atingido.
A minha limitadíssima capacidade musical e a senilidade concomitante tiveram ontem um episódio assinalável.
Numa première de marchas de Lisboa pela televisão (as coisas a que a velhice nos faz assistir) e ao fim de um bom trecho de marchas atrás de marchas, dei por mim a pensar que as marchas eram todas iguais ou que tinham, pelo menos, uma parte que, se não era sempre igual, era muito parecida, tinha as mesmíssimas rimas e os mesmos acordes.
Só um bocado depois disso é que veio a epifania: havia ali uma marcha que era repetida por todos.
Nessa altura já ela se tinha entranhado na minha cabeça – creio que o objectivo de quem se lembrou de tal estava atingido.
12/06/2023
Sindicalismo
Os sindicatos dos professores acordaram agora para o respeito.
Que para ser respeitado é preciso respeitar.
Antes tarde que nunca.
Aguardamos as próximas manifestações para ver a consequência.
E especulando:
Quando Costa se queixou do cartaz que disse racista, ouviu-se uma voz a gritar que era mentira.
Se esta palavra - mentira - se referia à avaliação que Costa fez do cartaz, então o portador daquela voz, supostamente um professor, considera que uma opinião é uma mentira.
Espero estar enganado ou então que tal personagem seja mestre de uma qualquer disciplina artística, onde a razão pode ser desconsiderada*.
* coisa que se aplica ao autor dos cartazes, depois de o ouvir.
(actualizado cerca das 16:40)
Os sindicatos dos professores acordaram agora para o respeito.
Que para ser respeitado é preciso respeitar.
Antes tarde que nunca.
Aguardamos as próximas manifestações para ver a consequência.
E especulando:
Quando Costa se queixou do cartaz que disse racista, ouviu-se uma voz a gritar que era mentira.
Se esta palavra - mentira - se referia à avaliação que Costa fez do cartaz, então o portador daquela voz, supostamente um professor, considera que uma opinião é uma mentira.
Espero estar enganado ou então que tal personagem seja mestre de uma qualquer disciplina artística, onde a razão pode ser desconsiderada*.
* coisa que se aplica ao autor dos cartazes, depois de o ouvir.
(actualizado cerca das 16:40)
10/06/2023
Os grandes educadores
Já aqui o disse: a classe dos professores exige respeito mas não se dá ao respeito.
De cada vez que ouço um seu representante argumentar, lamento os alunos que tal professor se propõe instruir. Talvez eu tenha azar com a amostra que me calha, talvez as televisões escolham os mais assanhados e irracionais para exibir.
A amostra é má, muito má.
Fotografia de Jose Coelho / Lusa, via Rádio Renascença
Já aqui o disse: a classe dos professores exige respeito mas não se dá ao respeito.
De cada vez que ouço um seu representante argumentar, lamento os alunos que tal professor se propõe instruir. Talvez eu tenha azar com a amostra que me calha, talvez as televisões escolham os mais assanhados e irracionais para exibir.
A amostra é má, muito má.
Fotografia de Jose Coelho / Lusa, via Rádio Renascença
09/06/2023
Manobras de diversão
Num país que se assemelha à lenda do pinhal da Azambuja, onde andamos às voltas capitaneados por um grupo de mentecaptos e à mercê de um bando de malfeitores, procura-se responsabilizar um ex-ministro que viajava no banco de trás de um automóvel oficial, por um erro de condução do seu motorista.
Como disse um dos advogados creio que constituído pela família da vítima, o que se pretende é dar um exemplo ao país. E dão. Um péssimo exemplo, uma manobra de diversão.
Cabrita pode ter sido um mau ministro, na minha opinião. Por causa disso, ir implicá-lo num acidente de viação em que se encontrava no banco de trás, é no mínimo um tiro na água.
Num país que se assemelha à lenda do pinhal da Azambuja, onde andamos às voltas capitaneados por um grupo de mentecaptos e à mercê de um bando de malfeitores, procura-se responsabilizar um ex-ministro que viajava no banco de trás de um automóvel oficial, por um erro de condução do seu motorista.
Como disse um dos advogados creio que constituído pela família da vítima, o que se pretende é dar um exemplo ao país. E dão. Um péssimo exemplo, uma manobra de diversão.
Cabrita pode ter sido um mau ministro, na minha opinião. Por causa disso, ir implicá-lo num acidente de viação em que se encontrava no banco de trás, é no mínimo um tiro na água.
08/06/2023
Notícias do manicómio
Só uma sociedade empenhada em entrar para o manicómio, como dizia Fernando Pessoa, é que pode perder tempo a indagar e discutir as motivações que levaram um indivíduo a esfaquear crianças com menos de 3 anos.
Só uma sociedade empenhada em entrar para o manicómio, como dizia Fernando Pessoa, é que pode perder tempo a indagar e discutir as motivações que levaram um indivíduo a esfaquear crianças com menos de 3 anos.
05/06/2023
04/06/2023
PGR
A julgar pelo extracto das declarações da Procuradora-Geral da República que se ouviu nas televisões, a senhora faz bem em escudar-se no silêncio.
A julgar pelo extracto das declarações da Procuradora-Geral da República que se ouviu nas televisões, a senhora faz bem em escudar-se no silêncio.
02/06/2023
30/05/2023
Estou com o PCP
Por estranho que a mim pareça, estou com o PCP quando este chama a atenção para o facto de não se estar a discutir o futuro da TAP mas sim assuntos laterais sem interesse algum.
Acrescento mesmo que esses assuntos laterais são infantilidades de meia-dúzia de governantes e respectivos colaboradores, cujo duvidoso recorte literário só interessa à imprensa sensacionalista.
Por estranho que a mim pareça, estou com o PCP quando este chama a atenção para o facto de não se estar a discutir o futuro da TAP mas sim assuntos laterais sem interesse algum.
Acrescento mesmo que esses assuntos laterais são infantilidades de meia-dúzia de governantes e respectivos colaboradores, cujo duvidoso recorte literário só interessa à imprensa sensacionalista.
24/05/2023
Uma mui apregoada romaria à Senhora da Asneira
Ou se trata de um caso solucionado em que apenas se torna necessário encontrar o que toda a gente já sabe que lá se encontra ou
Estamos perante uma mui apregoada romaria à Senhora da Asneira, sinal dos tempos absolutamente irracionais onde nos encontramos.
Ou se trata de um caso solucionado em que apenas se torna necessário encontrar o que toda a gente já sabe que lá se encontra ou
Estamos perante uma mui apregoada romaria à Senhora da Asneira, sinal dos tempos absolutamente irracionais onde nos encontramos.
23/05/2023
PS e PSD
Há agora a grande novidade de que PS e PSD se entendem num cartel com vista a isto mais aquilo, uns boys e umas girls.
Pela minha parte, sempre os tomei como faces (pouco) opostas da mesma moeda.
A única coisa relevante que retiro das notícias sobre tal cartel é o nível rasca da gentinha que se instalou de um e de outro lado.
Mas isto também já se sabia.
Há agora a grande novidade de que PS e PSD se entendem num cartel com vista a isto mais aquilo, uns boys e umas girls.
Pela minha parte, sempre os tomei como faces (pouco) opostas da mesma moeda.
A única coisa relevante que retiro das notícias sobre tal cartel é o nível rasca da gentinha que se instalou de um e de outro lado.
Mas isto também já se sabia.
22/05/2023
Alheamento
A CNN Portugal tem um locutor de notícias com sotaque brasileiro a actuar a desoras.
O sotaque pode ser curioso mas não é o problema.
O problema é que se percebe que o homem está absolutamente alheado da realidade portuguesa, e ainda mais da realidade europeia.
É ouvi-lo dizer que o Etna fica na ilha da Sílica. Lê disparates destes no tom monocórdico de quem não está a entender muito bem o que lê.
A CNN Portugal tem um locutor de notícias com sotaque brasileiro a actuar a desoras.
O sotaque pode ser curioso mas não é o problema.
O problema é que se percebe que o homem está absolutamente alheado da realidade portuguesa, e ainda mais da realidade europeia.
É ouvi-lo dizer que o Etna fica na ilha da Sílica. Lê disparates destes no tom monocórdico de quem não está a entender muito bem o que lê.
21/05/2023
Sinal dos tempos
A notícia do dia, que já vem de ontem e talvez de anteontem, é a dos lugares no estádio de Alvalade que foram vendidos por sportinguistas a benfiquistas.
Não fossem estes tempos com encierro e outras ocorrências, tal não seria motivo de conversa. Mas os tempos são o que são.
A notícia do dia, que já vem de ontem e talvez de anteontem, é a dos lugares no estádio de Alvalade que foram vendidos por sportinguistas a benfiquistas.
Não fossem estes tempos com encierro e outras ocorrências, tal não seria motivo de conversa. Mas os tempos são o que são.
19/05/2023
Resiliência
Em tempos, caracterizei o vocábulo resiliência como fazendo parte do léxico dos pobrezinhos.
Temos aqui um exemplo excelente da sua utilização.
Em tempos, caracterizei o vocábulo resiliência como fazendo parte do léxico dos pobrezinhos.
Temos aqui um exemplo excelente da sua utilização.
16/05/2023
Percentagens
Paulo Portas já nos habituou a grandes deslizes quando se trata de raciocínio.
Na TVI disse no domingo que a lira turca se desvalorizou 450% nos últimos anos.
Paulo Portas já nos habituou a grandes deslizes quando se trata de raciocínio.
Na TVI disse no domingo que a lira turca se desvalorizou 450% nos últimos anos.
12/05/2023
05/05/2023
03/05/2023
Trapalhadas
Sobre Galamba escrevi a seu tempo o que achava e mantenho.
Dito isto, ouvi o PM dissertar sobre um caso de bicicletas a voar (diz que disse que aconteceu) que em nada poderia beliscar o ministro, excepto na incapacidade de manter a boa ordem entre os seus funcionários, se é que se pode pedir responsabilidade directa a um ministro por uma alarvidade de um subordinado.
Assim, usar tal caso para culpar ou desculpar Galamba é um artifício espertalhão e nada mais.
O que está em causa e já está em causa há algum tempo é se o ministro geriu com clarividência o caso TAP.
Como já foi referido por alguns comentadores, o que resta dos trabalhos da CPI à TAP pode dar farta lenha para queimar Galamba.
Espera-se assim que o dito ministro tenha gerido o assunto com a tal clarividência necessária, sob pena de, se assim não tiver sido, vermos o PM com as mãos a escaldar.
Para já, não ouvi da oposição um argumento inabalável em desfavor de Galamba. Só bocas aqui e ali.
Sobre Galamba escrevi a seu tempo o que achava e mantenho.
Dito isto, ouvi o PM dissertar sobre um caso de bicicletas a voar (diz que disse que aconteceu) que em nada poderia beliscar o ministro, excepto na incapacidade de manter a boa ordem entre os seus funcionários, se é que se pode pedir responsabilidade directa a um ministro por uma alarvidade de um subordinado.
Assim, usar tal caso para culpar ou desculpar Galamba é um artifício espertalhão e nada mais.
O que está em causa e já está em causa há algum tempo é se o ministro geriu com clarividência o caso TAP.
Como já foi referido por alguns comentadores, o que resta dos trabalhos da CPI à TAP pode dar farta lenha para queimar Galamba.
Espera-se assim que o dito ministro tenha gerido o assunto com a tal clarividência necessária, sob pena de, se assim não tiver sido, vermos o PM com as mãos a escaldar.
Para já, não ouvi da oposição um argumento inabalável em desfavor de Galamba. Só bocas aqui e ali.
01/05/2023
IA
Como em todos os surtos, os simples esforçam-se por citar a “novidade” e por arranjar maneira de a incluir em qualquer enunciado.
O que está agora a dar, não sei por via de uma “novidade” com meses*, é citar e incluir a chamada Inteligência Artiificial em toda a patranha.
Perguntar a cada um dos que nela fala se faz alguma ideia do que está a citar daria decerto um resultado concorrente com aquelas compilações de asneiras encontradas nos testes do secundário.
É moda. Tem que se incluir no discurso.
* meses a circular por cá no léxico popular.
Como em todos os surtos, os simples esforçam-se por citar a “novidade” e por arranjar maneira de a incluir em qualquer enunciado.
O que está agora a dar, não sei por via de uma “novidade” com meses*, é citar e incluir a chamada Inteligência Artiificial em toda a patranha.
Perguntar a cada um dos que nela fala se faz alguma ideia do que está a citar daria decerto um resultado concorrente com aquelas compilações de asneiras encontradas nos testes do secundário.
É moda. Tem que se incluir no discurso.
* meses a circular por cá no léxico popular.
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