02/03/2024

01/03/2024

Desde que eles foram à Lua

Quem tenha idade para se lembrar dos anos 70 saberá que os climatologistas eram praticamente unânimes em afirmar que não existiam dados que confirmassem as alterações climáticas que eram amiúde referidas pela vox populi:Desde que eles foram à Lua, isto nunca mais foi o mesmo.”
Pois bem, passaram 50 anos e a memória do povo continua a traí-lo.
E nesse ínterim os climatologistas agora de serviço desdizem o que os seus antecessores proclamavam.
A boa ciência, que não adere a modas, evolui aprofundando teorias, melhorando métodos, criando maiores aproximações à descrição dos fenómenos. A má ciência, ancorada em papagaios acríticos, torna-se caixa de ressonância de modismos pouco analíticos, sujeitos a desmentido a breve trecho.
O que é relevante neste caso é que aparentemente os dados que não existiam há 50 anos já existem hoje, uma vez que a teoria em voga dita que as alterações climáticas vêm do início da época industrial.
Entretanto a exaustão dos recursos, a superpopulação e a poluição dos habitats são letra morta entre os politicamente correctos. Não angariam votos nem ficam bem na estante das ideias feitas.
Não fazem um

Do Chega ao Bloco de Esquerda, os cabecilhas que se apresentam a escrutínio todos juntos não fazem um.
E o que não falta é cópia de encómios a todos e a cada um, equiparando-os à papeleira da Ericeira.
Nas fasquias baixas passa qualquer um.

27/02/2024

Inteligência



A qualidade que muitos atribuem a torto e a direito a fracos políticos está afinal patente em simples papeleiras de rua.
Não admira assim que seja dom espalhado ao desbarato.

26/02/2024

Campanha

Já está disponível a formulação de 2024.



Imagem surripiada acolá e alterada

Em todas as feiras.
Não se aproveita um.

23/02/2024

Covas de lobo

Ao ter que lidar com o atendimento à distância de qualquer serviço público (não me recordo de um só em que não tenha acontecido) depara-se-me sempre o mesmo imbecil, incapaz de perceber uma pergunta formulada em português e, claro, dotado de um manual de procedimentos que não hesita em declinar.
Ou se trata de facto de uma barreira eficaz contra a turba que reclama e contesta ou, não sendo isso, é o resultante da fornada de imbecis que a cada ano se vai formando nas escolas, fruto das absurdas teorias facilitistas e coitadinhistas.
Tenho saudades de pessoas certas no lugar certo, sabedoras dos assuntos de que se ocupavam.
Lapas, 2012

21/02/2024

Estrada

Um destes dias cruzei-me com um dos meus primos numa estrada muito concorrida. Sei-o não porque lhe reconheci a cara mas o carro, um veículo singular.
Veio-me à memória nessa altura o que sucedia outrora com os cruzamentos nas estradas do meu Alentejo.
A partir de um certo ponto nas viagens para Sul nos escassos cruzamentos que então ocorriam era quase certo identificar pelo carro o condutor que seguia em sentido contrário ou aquele que nos ultrapassava ou era ultrapassado.
Como está longe esse tempo!

17/02/2024

Jus

Esperar do edifício a que chamam justiça resultados como se ele fosse constituído por gente inteligente, é caso para esperar sentado.

12/02/2024

Velho do Restelo



Confesso que nunca passei grande cartão às campanhas eleitorais, mesmo no tempo em que ainda fiz uma perninha.
Chegado à terceira idade e por mor disso mesmo mais sensível às atitudes disparatadas, dou por mim incomodado com a vozearia dos vendedores de ádipe ofídico que agora se faz ouvir.
E com o benfiquismo com que um e outro hemisfério defende as bojardas dos seus acólitos e verbera as dos oponentes.
Já não vou a caminho do Restelo. Já lá estou instalado.

10/02/2024

Um nome

No início era um nome.
Um nome fora de ordem alfabética, acrescentado à ultima à lista de presenças, declinado dia após dia sem que se ouvisse “presente!”.
Não foi difícil a nenhum de nós na turma fixá-lo ao fim de umas quantas chamadas.
Nesse início havia uma jovenzita franzina que fazia uma boa parte das despesas da diversão enquanto esperávamos a camioneta no fim das aulas.
Não sei ao certo quando, anos depois, dei pela presença dele, finalmente arribado ao nosso liceu. Talvez ao pé dela, talvez não. Mas demorou até que ligasse o nome, o tal nome repetidamente guardado na memória, à pessoa.
Nesses tempos de adolescência passou a coisa célere até ao namoro firme dos dois. E de ser impossível dissociar um do outro.
Muito longe estava eu de saber então que ia acompanhar de perto todo o percurso de quatro décadas e tal de casamento, filhos e netos.
O nome fica agora na memória acompanhado de um sem-número de aventuras, de dias bons e maus, de agora diariamente querermos saber um do outro.
Ainda que a matéria esteja sepultada algures no nosso Alentejo. Que a ele ganhou por afinidade.
No início era um nome. Repetido diariamente em cada aula. Presente!

09/02/2024

Tanguirizi

Às vezes suspiro por ouvir uma palavra destas – tanguirizi, por exemplo – saídinha de um filme de cobóis.
Mas passa-me depressa.

05/02/2024

Bons resultados

As avaliações que se vão fazendo à aprendizagem nos diversos graus de ensino mostram que o bom caminho está a ser percorrido: gerações de carneiros estão a ser preparadas, certificadas e carimbadas para serem controladas pela magra elite pensante.
Tudo ao contrário do que esperam os coitadinhistas de serviço, responsáveis pelas teorias educativas.

27/01/2024

Retiro espiritual

Que a um ateu chegue a hipótese de um retiro espiritual por via de algo tão material como um incêndio não é grande espanto.
Que a um ateu faça sentido essa ideia também não me parece extraordinário. Não é necessário ser crente, creio, para ter a necessidade de um certo afastamento das coisas seculares.
Pois hoje, por via de um alerta de incêndio apercebi-me da existência de mais um mosteiro em local ermo que admite visitantes que se proponham a um retiro.
Já fiz os meus retiros - o último no deserto de Almeria – mas nunca em ambiente monástico. Retiros pouco exigentes, com acesso intermitente a comunicações.
Não sei se ousarei transpor as portas de um mosteiro e ali permanecer por uns dias, sem orações.
Cruz Quebrada, 2007

26/01/2024

Lógica

A lógica presente na argumentação defensiva de Miguel Albuquerque é aproximada da dos maus atendedores de call center.

22/01/2024

Jornalismo

Queixam-se os jornalistas, no seu congresso, das condições de trabalho.
Para alem das condições contratuais, pelo menos a um ouvi referir a ausência de editores, revisores, que orientem e revejam o trabalho dos principiantes.
A ser verdade, é coisa que está bem patente na quantidade de dislates que se lêem e ouvem diariamente.
No velho sistema de mestre e aprendiz, que deveria servir de exemplo para todas ou quase todas as profissões, a ignorância das coisas e a ausência de memória dos mais novos são colmatadas pela voz do veterano, que ensina e encaminha.
Poder-se-á dizer que esse é o papel desempenhado hoje pelas instituições de ensino superior.
Creio, pelo panorama que aqui menciono amiúde, que é curto. É muito curto.

21/01/2024

Os discursos de Santana Lopes

Já há alguns anos que não ouvia um enfático discurso de Pedro Santana Lopes.

18/01/2024

Alienação



Uma das alterações mentais que reporto e que, subsumindo, julgo afectar uma certa franja dos habitantes da ecúmena é algo que se assemelha metaforicamente a uma projecção no pára-brisas.
Suponho que seja numa projecção tal que por vezes procuro os botões de fast rewind e de acesso ao Google.
Serviria o primeiro para recuar nas minhas memórias até um dado ponto ou mesmo para rever uma cena que tivesse acabado de me passar à frente dos olhos; o segundo para pesquisar nas mesmas memórias um dado acontecimento, um dado aroma, uma dada paisagem.
É este um dos efeitos que o uso continuado de máquinas electrónicas me foi causando. Calculo, como disse atrás, que se trate de uma epidemia.

15/01/2024

Cabeça de lista

Como andei com o cabeça de lista ao colo e não foi em sentido figurado, mas por ser rebento de velhos amigos, quase afilhado, é que vi logo que era disparate aquela data de nascimento na biografia.
Não se tratando daquelas senhoras que aldrabam na idade, vê-se logo que é mais uma do excelso jornalismo que temos.
Não hei-de eu estar velho.

14/01/2024

Chega

O Chega é um naipe de figuras de almanaque inenarráveis, capitaneadas por um tipo que se contradiz a cada passo, muito sobrevalorizado pela imprensa, ainda que esta o faça em sentido contrário.
Não se consegue melhor do que isto para combater o politicamente correcto.

12/01/2024

Pandemia

Onde se pode constatar que à excepção da época festiva 2020/2021, no primeiro ano da pandemia, todas as outras épocas de Natal e Ano Novo mais recentes tiveram um número de óbitos abaixo do actual.
Se as preocupações sanitárias eram tantas em 2021/2022, qual a razão para não haver sinal de preocupação nestas últimas semanas?
Mera incompetência? Receio da saturação dos simples?

10/01/2024

Ford da Azambuja

Esta luta dos trabalhadores do grupo Global Media parece uma cópia da dos trabalhadores da Ford na Azambuja.
Conhece-se o desfecho.

09/01/2024

A onda de Santo André

Uma das coisas que me deu que fazer em tempos foi datar uma história que ouvira contar em tenra idade: uma onda de grandes dimensões matara vários pescadores na praia da Lagoa de Santo André.
Já bem entrada a era do Google não havia na rede sinal de tal acontecimento. Dei disso notícia.
Era esse caso e o do desastre do Rápido do Algarve, que igualmente guardara de memórias pueris que mais curiosidade me suscitavam. Ambos estavam arredados da memória dos jornais, pois nunca surgiam nas listas de acidentes ocorridos, a propósito de casos semelhantes.
Um texto de Rogério Guinote Mota na revista O Foguete que entretanto encontrei por mero acaso, deu-me a informação que me faltava, completada depois com a leitura dos jornais da época.
Dei então o meu pequeno contributo para a inclusão deste acidente na memória ao trazê-lo para o blogue.
Já em relação à onda de Santo André, só um destes dias um sumário de uma reportagem num canal de televisão (SIC) me deu a pista que me faltava – a data em que ocorrera.
De volta ao Google, lá encontrei depois mais informação. Toda ela publicada muito depois da minha procura inicial. Faz hoje 61 anos que se deu tal tragédia.
Duas gavetas arrumadas na minha memória, uns bons sessenta anos depois.
Meio-bilhete

08/01/2024

Os simples na estrada

O simples que se preza cumpre alguns preceitos enquanto circula nas estradas:
Fá-lo sempre pela faixa do meio quando existem três faixas, estando ou não livre a faixa mais à direita.
Trava amiúde nesta faixa, independentemente de ter ou não obstáculos à sua frente.
Raramente usa o pisca-pisca.
E possui em carro antigo uma matrícula nova, sem tracinhos, onde letras e números se encavalitam ao meio.



Já lá vai o tempo do carpélio na chapeleira, do cãozinho de peluche a abanar a cabeça, do terço ou do galhardete pendurado no espelho retrovisor, das almofadas de crochet no banco de trás.

05/01/2024

Brilho metálico

Brilha-me na memória uma gravata que o meu Pai possuía.
Uma das que não herdei. Talvez queimada por algum cigarro.
Era de padrão metálico. Riscado sport metálico. Riscas oblíquas cinzentas mais e menos escuras, mais e menos estreitas que transformavam a gravata numa peça metálica pendente do pescoço.
Uma espécie de pêndulo enfeitiçante. Ficava especado a vê-la brilhar sobre o fundo inevitavelmente branco da camisa.

Há muito li algures que para um carril se manter com brilho necessita de ser cruzado no mínimo por um comboio por dia.
Ocorreu-me nessa altura que seria necessário criar uma escala de brilho metálico em função do número de comboios diários que passa num carril.
E aplicá-la às gravatas.

03/01/2024

Cansaço

Talvez tudo isto tenha a ver com a minha transumância a caminho do Restelo.
Talvez.
Não posso deixar de me inquietar com a licença que foi sendo paulatinamente concedida aos medíocres para se apoderarem do aparelho do Estado.
Licença concedida pelos capazes resignando por nojo.
Licença outorgada pelos simples, de cabecinha lavada a cada quatro ou menos anos.
Um cansaço de geronte.

02/01/2024

Sorte

Sorte. Sorte foi o que tiveram todos aqueles que se salvaram no acidente de aviação em Tóquio.
É claro que um aeroporto menos prevenido, uma tripulação menos treinada e uns passageiros menos disciplinados teriam decerto descambado numa contagem de mortos bem mais alta.
Mas a sorte não tocou a todos. Pelo menos cinco morreram de imediato.
As considerações enviesadas de comentadores televisivos de que não houve milagre, só existiu competência são o já esperado. Os bombeiros consideram que os bombeiros foram exemplares e o pessoal da aviação gaba a excelência da tripulação.
Já eu, que não acredito em milagres, acho que houve um milagre, sim. Que não se estendeu aos mortos e ao ferido.

30/12/2023

Amorim

Ou Amorim não percebe mesmo o que é um contrato ou há jogadores que assinam papéis que os tornam mercadoria, sem que possam exercer a sua vontade. É o que se depreende da afirmação: “O Viktor não tem quereres. O Viktor tem uma cláusula.

28/12/2023

A televisão, as urgências e os simples

Aparecem agora um sem número de simples, todos pimpões, rosadinhos e resolutos, a dar conta às câmaras de televisão de que não são atendidos nas urgências hospitalares.
Não é só na estrada que os simples são um perigo para a saúde alheia.

26/12/2023

Sismos sentidos

Este ano igualou-se o recorde de número de sismos sentidos no Continente e Madeira dos últimos 28 anos, estabelecido há cinco anos.

16/12/2023

Auto-retratos

O auto-retrato é uma das aquisições mais ou menos recentes dos simples.
Nasceu com a possibilidade de captar a própria imagem ao olhar para o telemóvel.
Antes disso não lhes ocorria tal coisa, verem-se assim ao espelho para a posteridade.
Tal sucesso foi entre os simples que a designação "selfie" se aplica já a qualquer fotografia tirada com um telefone.
É assim que a língua se vai transformando. Em tempos foi uma “kodak”.

15/12/2023

13/12/2023

A cultura barac bac bac

Dizia lá pelo final da década de 70 um velho amigo: "barac bac bac é a fala dos porcos".
Desde esse tempo que esta sentença é uma espécie de leitmotiv para mim. Uso-a amiúde e sem grande moderação a propósito de tudo e mais alguma coisa.
Vejo, ainda assim, que há uma certa razão em fazê-lo, já que da paisagem que me rodeia me chegam a todo o tempo grunhidos, guinchos e arrancos da nutrida vara que nos disputa o território.

12/12/2023

A gravata

Creio tê-lo ouvido a doutrinar um jovem licenciado: a minha gravata substitui o cérebro que me falta.
Como ele não pronunciou tais palavras mas foi isso que disse, deixo à consideração dos meus leitores o verdadeiro articulado. Que terá obrigatoriamente jargão de gestor carimbado.
Carvão e giz

08/12/2023

Logotipo da administração

A necessidade de mudar é um mistério. O desenho é primário. O arrazoado é primário, denotando o já habitual coitadinhismo que tem um medo medonho de trilhar bizarras susceptibilidades.



“A referência matricial da nova imagem do Governo da República Portuguesa é a bandeira nacional. Nas suas cores dominantes e na sua geometria elementar são encontrados os argumentos visuais identitários que se articulam agora de forma mais sintética, diferenciada e adaptável às condições da comunicação digital.”
“O que se propõe não constitui o redesenho da bandeira, instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910 e devidamente consagrada na Constituição da República Portuguesa como símbolo de soberania, independência, unidade e integridade. Não interfere, portanto, com o seu estatuto, dignidade ou representatividade.”
“O que se apresenta no contexto desta orientação estratégica é um símbolo novo e distinto, representativo do Governo da República Portuguesa, que responde de forma mais eficaz aos novos contextos, determinados pela sofisticação da comunicação digital e dinâmica e por uma consciência ecológica reforçada.”

” Através da síntese formal, a nova imagem afirma-se também inclusiva, plural e laica.”


(do “Manual de aplicação da identidade visual” do Governo)

Nota: o anterior também não era grande espingarda. Tendo a nação portuguesa uma imagem simbólica forte e consagrada como a que aqui se mostra, que necessidade há de invenções despropositadas?

06/12/2023

Arnaut

José Luís Arnaut é o típico argumentador que apresenta os próprios interesses como se fossem universais.
Puro ádipe ofídico.
Baliza a baliza

"Parece que andaram a jogar à bola e um deles foi eliminado." - aqui há um mês.
E o outro saiu lesionado. Vai terminar a época com limitações.

30/11/2023

Bérlim

Em outros tempos, a dificuldade de conciliar os topónimos consagrados na língua portuguesa com o adquirido no estrangeiro era uma particularidade dos desgraçados que haviam emigrado e que não tinham tido oportunidade de se instruir.
Hoje, temos os carimbados e certificados das escolas de jornalismo a pronunciar Bérlim.
Há tempo houve até um que disse na mesma frase que a ponte Eiffél em Viana do Castelo tinha sido projectada por Gustave Éiffel. É esta tropa fandanga que nos serve as notícias.

29/11/2023

Classe

A falta de classe foi notória no desempenho de alguma oposição ao PS no debate de hoje em que Costa encerrava a sua carreira de governante.
Portugal, 2020

26/11/2023

32 horas

Na TVI, um avião foi capaz de andar 32 horas a voar às voltas antes de aterrar na ilha Terceira.
Talvez se tratasse mesmo do famoso porta-aviões chinês.

23/11/2023

Falta de tarola*

As agremiações politicamente correctas vão sendo pouco a pouco apeadas do poder enquanto se dizem surpreendidas pelo avanço daquilo a que elas chamam extrema-direita (extrema-direita é o nome do tapete para debaixo do qual varrem tudo aquilo que se lhes opõe).
Não alcançam que o problema-mor que as destitui é a sua completa e contínua negação das evidências. E a promoção de aberrações.

* tarola - na minha avoenga noção é sinónimo de juízo, bom senso, razão, acerto.

22/11/2023

21/11/2023

Rol de mortos

A automatização da rede e o meu acordo tácito promovem as notificações depois de ter consultado o rol de mortos lá da vila.
Recebo avisos discretos, silenciosos. A forma como chegam, com a fotografia dos falecidos a emergir, conheci, não conheci, é no mínimo perturbadora.
Longe da vila, vi recentemente desvelar-se a imagem de um velho amigo.
Surpresas destas...

20/11/2023

Os simples

Os simples estiveram ontem na minha atenção: a boçalidade, a chico-esperteza e a emoção epidérmica mostraram-se em todo o seu esplendor em directos e em diferidos numa tragicomédia em canal de televisão popular.
Já no estúdio apareceram os mesmos simples, mas encartados e certificados, a tecer esdrúxulas considerações com o ar supostamente grave que lhes é característico.
Todo um espectáculo popularucho que também faz parte da aprendizagem diária.

19/11/2023

Dobragem


Já não é a primeira vez que voz e rosto femininos combinados numa dobragem me deixam encantado.
Esta senhora que julgo francesa a falar em português num anúncio da Citroën tem esse efeito.

12/11/2023

Ponte metálica da Régua

Aqui a ouvir uma reportagem sobre a E.N. 222 e logo me soou um disparate: que a ponte metálica da Régua fora inicialmente uma ponte ferroviária.
Dá este erro uma ideia do cuidado com que estas coisas são feitas e da credibilidade destes ditos jornalistas.
"Data Center" de Sines

Não há jornalista que se interrogue sobre a natureza, importância e utilidade futura deste dito magnífico investimento que anda nas bocas do mundo e que, a acreditarmos no que se diz, só encontrava obstáculos?
Quantos postos de trabalho directos? Que expectativa de serviços a prestar?