22/03/2024

Em termos formais (parte II)*

Em termos formais, o partido ou coligação que obteve maior número de mandatos foi o PS.
A AD (PSD+CDS+PPM) obteve um a menos, embora tivesse tido maior número de votos.
Só contando com os mandatos obtidos na Madeira por outra coligação diferente (PSD+CDS) que não se designava AD é que se somam mais mandatos a estes partidos do que ao PS.
Partido a partido, PS e PSD surgem empatados em mandatos, uma vez que se atribuem dois mandatos ao CDS.



Não ouço nem vejo isto ser referido na imprensa, talvez porque o PS teve pressa em declarar-se derrotado e não convinha levantar ondas na praia de Belém, onde se considera que a AD teve mais mandatos do que o PS.



* Em tempos, uma figura socialista da política portuguesa, confrontada em tribunal por determinadas acusações, iniciava toda a sua argumentação pela expressão “em termos formais...”.

21/03/2024

Contagem

A acreditar no que disseram os repórteres no local, ninguém sabia a que horas acabaria a contagem dos votos chegados pelo correio.
Uma vez que não havia votos a entrar depois de certa hora, não haveria assim ninguém capaz de fazer uma estimativa do tempo necessário para a contagem dos votos restantes, a partir do tempo já gasto nas contagens anteriores.
Seria disto que se trataria a acreditar no que foi dito.
Nada de surpreendente na organização à portuguesa.

16/03/2024

16 de Março

Quem cá estava há exactos cinquenta anos não se espantou com a movimentação das tropas das Caldas. Esperava-se qualquer coisa a qualquer momento.
Era ideia generalizada que o regime estava em estertor e que qualquer abanão um pouco maior o faria cair.
Só restava a dúvida de que lado viria o abanão: se do lado esquerdo, se do lado direito.
Um mês e tal depois se obteria a resposta.


do arquivo online do Diário de Lisboa do acervo da Fundação Mário Soares

15/03/2024

Macron

Achar que um político deve ser coerente para além da efémera memória dos povos é ingenuidade gritante.
Ainda assim o Sr. Macron merece uma referência por duas declarações que sem dificuldade se vêem antagónicas. É certo que passaram 7 anos entre uma e outra. Talvez esses 7 anos sejam o suficiente para apagar da memória o que já foi dito. E assim se valide o ziguezague.



11/03/2024

Em termos formais*

Em termos formais, e para já, com os resultados conhecidos, quem ganhou a eleição foi o PS.
A AD (PSD+CDS+PPM) não supera o PS. Nem em votos nem em mandatos.
Só contando com os votos obtidos na Madeira por outra coligação diferente (PSD+CDS) é que é ultrapassado o resultado do PS.
Daqui se infere que a coligação ou partido mais votado é o PS. Ainda que o PSD somado com o CDS tenha mais votos e mais mandatos. Informalmente.
Não ouço nem vejo isto ser referido na imprensa.



* Em tempos, uma figura socialista da política portuguesa, confrontada em tribunal por determinadas acusações, iniciava toda a sua argumentação pela expressão “em termos formais...”.
Discordância

Entrevistada por um canal de televisão, a popular decerto uma democrata, dizia sem rebuço que não concordava com o resultado desta eleição.
Lisboa, 2024

08/03/2024

C.I.A.O.

Comité Internacional do Ádipe Ofídico

Portanto, trata-se de distribuir a inexistente riqueza de diferentes formas. É só disso que se trata.
Não se ouve um pio sobre política para a criação da dita riqueza, produção industrial, produtividade, etc.
Em suma, vendem-se sonhos em frascos assim:


Imagem surripiada acolá e alterada

Isto para além da negação da realidade que o pensamento politicamente correcto promove para que não se trilhem susceptibilidades mais incendiáveis.
É tudo isto o que está no frasco da banha da cobra, brandido em todos os rossios deste pobre país.
Não se aproveita um!

O dia de reflexão, cuja utilidade é por estes tempos questionada, tem duas virtudes: uma, é a de dar descanso dos feirantes; outra, é a de proporcionar aos candidatos a sua imagem reflectida num espelho côncavo.

02/03/2024

01/03/2024

Desde que eles foram à Lua

Quem tenha idade para se lembrar dos anos 70 saberá que os climatologistas eram praticamente unânimes em afirmar que não existiam dados que confirmassem as alterações climáticas que eram amiúde referidas pela vox populi:Desde que eles foram à Lua, isto nunca mais foi o mesmo.”
Pois bem, passaram 50 anos e a memória do povo continua a traí-lo.
E nesse ínterim os climatologistas agora de serviço desdizem o que os seus antecessores proclamavam.
A boa ciência, que não adere a modas, evolui aprofundando teorias, melhorando métodos, criando maiores aproximações à descrição dos fenómenos. A má ciência, ancorada em papagaios acríticos, torna-se caixa de ressonância de modismos pouco analíticos, sujeitos a desmentido a breve trecho.
O que é relevante neste caso é que aparentemente os dados que não existiam há 50 anos já existem hoje, uma vez que a teoria em voga dita que as alterações climáticas vêm do início da época industrial.
Entretanto a exaustão dos recursos, a superpopulação e a poluição dos habitats são letra morta entre os politicamente correctos. Não angariam votos nem ficam bem na estante das ideias feitas.
Não fazem um

Do Chega ao Bloco de Esquerda, os cabecilhas que se apresentam a escrutínio todos juntos não fazem um.
E o que não falta é cópia de encómios a todos e a cada um, equiparando-os à papeleira da Ericeira.
Nas fasquias baixas passa qualquer um.

27/02/2024

Inteligência



A qualidade que muitos atribuem a torto e a direito a fracos políticos está afinal patente em simples papeleiras de rua.
Não admira assim que seja dom espalhado ao desbarato.

26/02/2024

Campanha

Já está disponível a formulação de 2024.



Imagem surripiada acolá e alterada

Em todas as feiras.
Não se aproveita um.

23/02/2024

Covas de lobo

Ao ter que lidar com o atendimento à distância de qualquer serviço público (não me recordo de um só em que não tenha acontecido) depara-se-me sempre o mesmo imbecil, incapaz de perceber uma pergunta formulada em português e, claro, dotado de um manual de procedimentos que não hesita em declinar.
Ou se trata de facto de uma barreira eficaz contra a turba que reclama e contesta ou, não sendo isso, é o resultante da fornada de imbecis que a cada ano se vai formando nas escolas, fruto das absurdas teorias facilitistas e coitadinhistas.
Tenho saudades de pessoas certas no lugar certo, sabedoras dos assuntos de que se ocupavam.
Lapas, 2012

21/02/2024

Estrada

Um destes dias cruzei-me com um dos meus primos numa estrada muito concorrida. Sei-o não porque lhe reconheci a cara mas o carro, um veículo singular.
Veio-me à memória nessa altura o que sucedia outrora com os cruzamentos nas estradas do meu Alentejo.
A partir de um certo ponto nas viagens para Sul nos escassos cruzamentos que então ocorriam era quase certo identificar pelo carro o condutor que seguia em sentido contrário ou aquele que nos ultrapassava ou era ultrapassado.
Como está longe esse tempo!

17/02/2024

Jus

Esperar do edifício a que chamam justiça resultados como se ele fosse constituído por gente inteligente, é caso para esperar sentado.

12/02/2024

Velho do Restelo



Confesso que nunca passei grande cartão às campanhas eleitorais, mesmo no tempo em que ainda fiz uma perninha.
Chegado à terceira idade e por mor disso mesmo mais sensível às atitudes disparatadas, dou por mim incomodado com a vozearia dos vendedores de ádipe ofídico que agora se faz ouvir.
E com o benfiquismo com que um e outro hemisfério defende as bojardas dos seus acólitos e verbera as dos oponentes.
Já não vou a caminho do Restelo. Já lá estou instalado.

10/02/2024

Um nome

No início era um nome.
Um nome fora de ordem alfabética, acrescentado à ultima à lista de presenças, declinado dia após dia sem que se ouvisse “presente!”.
Não foi difícil a nenhum de nós na turma fixá-lo ao fim de umas quantas chamadas.
Nesse início havia uma jovenzita franzina que fazia uma boa parte das despesas da diversão enquanto esperávamos a camioneta no fim das aulas.
Não sei ao certo quando, anos depois, dei pela presença dele, finalmente arribado ao nosso liceu. Talvez ao pé dela, talvez não. Mas demorou até que ligasse o nome, o tal nome repetidamente guardado na memória, à pessoa.
Nesses tempos de adolescência passou a coisa célere até ao namoro firme dos dois. E de ser impossível dissociar um do outro.
Muito longe estava eu de saber então que ia acompanhar de perto todo o percurso de quatro décadas e tal de casamento, filhos e netos.
O nome fica agora na memória acompanhado de um sem-número de aventuras, de dias bons e maus, de agora diariamente querermos saber um do outro.
Ainda que a matéria esteja sepultada algures no nosso Alentejo. Que a ele ganhou por afinidade.
No início era um nome. Repetido diariamente em cada aula. Presente!

09/02/2024

Tanguirizi

Às vezes suspiro por ouvir uma palavra destas – tanguirizi, por exemplo – saídinha de um filme de cobóis.
Mas passa-me depressa.

05/02/2024

Bons resultados

As avaliações que se vão fazendo à aprendizagem nos diversos graus de ensino mostram que o bom caminho está a ser percorrido: gerações de carneiros estão a ser preparadas, certificadas e carimbadas para serem controladas pela magra elite pensante.
Tudo ao contrário do que esperam os coitadinhistas de serviço, responsáveis pelas teorias educativas.

27/01/2024

Retiro espiritual

Que a um ateu chegue a hipótese de um retiro espiritual por via de algo tão material como um incêndio não é grande espanto.
Que a um ateu faça sentido essa ideia também não me parece extraordinário. Não é necessário ser crente, creio, para ter a necessidade de um certo afastamento das coisas seculares.
Pois hoje, por via de um alerta de incêndio apercebi-me da existência de mais um mosteiro em local ermo que admite visitantes que se proponham a um retiro.
Já fiz os meus retiros - o último no deserto de Almeria – mas nunca em ambiente monástico. Retiros pouco exigentes, com acesso intermitente a comunicações.
Não sei se ousarei transpor as portas de um mosteiro e ali permanecer por uns dias, sem orações.
Cruz Quebrada, 2007

26/01/2024

Lógica

A lógica presente na argumentação defensiva de Miguel Albuquerque é aproximada da dos maus atendedores de call center.

22/01/2024

Jornalismo

Queixam-se os jornalistas, no seu congresso, das condições de trabalho.
Para alem das condições contratuais, pelo menos a um ouvi referir a ausência de editores, revisores, que orientem e revejam o trabalho dos principiantes.
A ser verdade, é coisa que está bem patente na quantidade de dislates que se lêem e ouvem diariamente.
No velho sistema de mestre e aprendiz, que deveria servir de exemplo para todas ou quase todas as profissões, a ignorância das coisas e a ausência de memória dos mais novos são colmatadas pela voz do veterano, que ensina e encaminha.
Poder-se-á dizer que esse é o papel desempenhado hoje pelas instituições de ensino superior.
Creio, pelo panorama que aqui menciono amiúde, que é curto. É muito curto.

21/01/2024

Os discursos de Santana Lopes

Já há alguns anos que não ouvia um enfático discurso de Pedro Santana Lopes.

18/01/2024

Alienação



Uma das alterações mentais que reporto e que, subsumindo, julgo afectar uma certa franja dos habitantes da ecúmena é algo que se assemelha metaforicamente a uma projecção no pára-brisas.
Suponho que seja numa projecção tal que por vezes procuro os botões de fast rewind e de acesso ao Google.
Serviria o primeiro para recuar nas minhas memórias até um dado ponto ou mesmo para rever uma cena que tivesse acabado de me passar à frente dos olhos; o segundo para pesquisar nas mesmas memórias um dado acontecimento, um dado aroma, uma dada paisagem.
É este um dos efeitos que o uso continuado de máquinas electrónicas me foi causando. Calculo, como disse atrás, que se trate de uma epidemia.

15/01/2024

Cabeça de lista

Como andei com o cabeça de lista ao colo e não foi em sentido figurado, mas por ser rebento de velhos amigos, quase afilhado, é que vi logo que era disparate aquela data de nascimento na biografia.
Não se tratando daquelas senhoras que aldrabam na idade, vê-se logo que é mais uma do excelso jornalismo que temos.
Não hei-de eu estar velho.

14/01/2024

Chega

O Chega é um naipe de figuras de almanaque inenarráveis, capitaneadas por um tipo que se contradiz a cada passo, muito sobrevalorizado pela imprensa, ainda que esta o faça em sentido contrário.
Não se consegue melhor do que isto para combater o politicamente correcto.

12/01/2024

Pandemia

Onde se pode constatar que à excepção da época festiva 2020/2021, no primeiro ano da pandemia, todas as outras épocas de Natal e Ano Novo mais recentes tiveram um número de óbitos abaixo do actual.
Se as preocupações sanitárias eram tantas em 2021/2022, qual a razão para não haver sinal de preocupação nestas últimas semanas?
Mera incompetência? Receio da saturação dos simples?

10/01/2024

Ford da Azambuja

Esta luta dos trabalhadores do grupo Global Media parece uma cópia da dos trabalhadores da Ford na Azambuja.
Conhece-se o desfecho.

09/01/2024

A onda de Santo André

Uma das coisas que me deu que fazer em tempos foi datar uma história que ouvira contar em tenra idade: uma onda de grandes dimensões matara vários pescadores na praia da Lagoa de Santo André.
Já bem entrada a era do Google não havia na rede sinal de tal acontecimento. Dei disso notícia.
Era esse caso e o do desastre do Rápido do Algarve, que igualmente guardara de memórias pueris que mais curiosidade me suscitavam. Ambos estavam arredados da memória dos jornais, pois nunca surgiam nas listas de acidentes ocorridos, a propósito de casos semelhantes.
Um texto de Rogério Guinote Mota na revista O Foguete que entretanto encontrei por mero acaso, deu-me a informação que me faltava, completada depois com a leitura dos jornais da época.
Dei então o meu pequeno contributo para a inclusão deste acidente na memória ao trazê-lo para o blogue.
Já em relação à onda de Santo André, só um destes dias um sumário de uma reportagem num canal de televisão (SIC) me deu a pista que me faltava – a data em que ocorrera.
De volta ao Google, lá encontrei depois mais informação. Toda ela publicada muito depois da minha procura inicial. Faz hoje 61 anos que se deu tal tragédia.
Duas gavetas arrumadas na minha memória, uns bons sessenta anos depois.
Meio-bilhete

08/01/2024

Os simples na estrada

O simples que se preza cumpre alguns preceitos enquanto circula nas estradas:
Fá-lo sempre pela faixa do meio quando existem três faixas, estando ou não livre a faixa mais à direita.
Trava amiúde nesta faixa, independentemente de ter ou não obstáculos à sua frente.
Raramente usa o pisca-pisca.
E possui em carro antigo uma matrícula nova, sem tracinhos, onde letras e números se encavalitam ao meio.



Já lá vai o tempo do carpélio na chapeleira, do cãozinho de peluche a abanar a cabeça, do terço ou do galhardete pendurado no espelho retrovisor, das almofadas de crochet no banco de trás.

05/01/2024

Brilho metálico

Brilha-me na memória uma gravata que o meu Pai possuía.
Uma das que não herdei. Talvez queimada por algum cigarro.
Era de padrão metálico. Riscado sport metálico. Riscas oblíquas cinzentas mais e menos escuras, mais e menos estreitas que transformavam a gravata numa peça metálica pendente do pescoço.
Uma espécie de pêndulo enfeitiçante. Ficava especado a vê-la brilhar sobre o fundo inevitavelmente branco da camisa.

Há muito li algures que para um carril se manter com brilho necessita de ser cruzado no mínimo por um comboio por dia.
Ocorreu-me nessa altura que seria necessário criar uma escala de brilho metálico em função do número de comboios diários que passa num carril.
E aplicá-la às gravatas.

03/01/2024

Cansaço

Talvez tudo isto tenha a ver com a minha transumância a caminho do Restelo.
Talvez.
Não posso deixar de me inquietar com a licença que foi sendo paulatinamente concedida aos medíocres para se apoderarem do aparelho do Estado.
Licença concedida pelos capazes resignando por nojo.
Licença outorgada pelos simples, de cabecinha lavada a cada quatro ou menos anos.
Um cansaço de geronte.

02/01/2024

Sorte

Sorte. Sorte foi o que tiveram todos aqueles que se salvaram no acidente de aviação em Tóquio.
É claro que um aeroporto menos prevenido, uma tripulação menos treinada e uns passageiros menos disciplinados teriam decerto descambado numa contagem de mortos bem mais alta.
Mas a sorte não tocou a todos. Pelo menos cinco morreram de imediato.
As considerações enviesadas de comentadores televisivos de que não houve milagre, só existiu competência são o já esperado. Os bombeiros consideram que os bombeiros foram exemplares e o pessoal da aviação gaba a excelência da tripulação.
Já eu, que não acredito em milagres, acho que houve um milagre, sim. Que não se estendeu aos mortos e ao ferido.

30/12/2023

Amorim

Ou Amorim não percebe mesmo o que é um contrato ou há jogadores que assinam papéis que os tornam mercadoria, sem que possam exercer a sua vontade. É o que se depreende da afirmação: “O Viktor não tem quereres. O Viktor tem uma cláusula.

28/12/2023

A televisão, as urgências e os simples

Aparecem agora um sem número de simples, todos pimpões, rosadinhos e resolutos, a dar conta às câmaras de televisão de que não são atendidos nas urgências hospitalares.
Não é só na estrada que os simples são um perigo para a saúde alheia.

26/12/2023

Sismos sentidos

Este ano igualou-se o recorde de número de sismos sentidos no Continente e Madeira dos últimos 28 anos, estabelecido há cinco anos.

16/12/2023

Auto-retratos

O auto-retrato é uma das aquisições mais ou menos recentes dos simples.
Nasceu com a possibilidade de captar a própria imagem ao olhar para o telemóvel.
Antes disso não lhes ocorria tal coisa, verem-se assim ao espelho para a posteridade.
Tal sucesso foi entre os simples que a designação "selfie" se aplica já a qualquer fotografia tirada com um telefone.
É assim que a língua se vai transformando. Em tempos foi uma “kodak”.

15/12/2023

13/12/2023

A cultura barac bac bac

Dizia lá pelo final da década de 70 um velho amigo: "barac bac bac é a fala dos porcos".
Desde esse tempo que esta sentença é uma espécie de leitmotiv para mim. Uso-a amiúde e sem grande moderação a propósito de tudo e mais alguma coisa.
Vejo, ainda assim, que há uma certa razão em fazê-lo, já que da paisagem que me rodeia me chegam a todo o tempo grunhidos, guinchos e arrancos da nutrida vara que nos disputa o território.

12/12/2023

A gravata

Creio tê-lo ouvido a doutrinar um jovem licenciado: a minha gravata substitui o cérebro que me falta.
Como ele não pronunciou tais palavras mas foi isso que disse, deixo à consideração dos meus leitores o verdadeiro articulado. Que terá obrigatoriamente jargão de gestor carimbado.
Carvão e giz