Capacidades
A propósito do recente
relatório da OCDE sobre as capacidades de cada um, cabe fazer algumas apreciações:
Segundo tal publicação, a percentagem de portugueses* que está no nível 1 ou abaixo em alfabetismo é superior a 40%. Menos de 5% estão no nível 5 (mais elevado).
Quanto ao domínio dos números, cerca de 40% estão no nível 1 ou abaixo e cerca de 8% no nível 5.
Já na capacidade de resolver problemas mais de 40% estão no nível 1 ou abaixo e apenas cerca de 2% no nível 5.
Temos com isto que cerca de 40% da população é incapaz de perceber para além do básico. Ao mesmo tempo que para o trabalho que não exige qualificações temos que importar mão-de-obra. Significa tal que haverá uma boa porção de gente incapaz a desempenhar tarefas que exigem alguma qualificação, já que provavelmente não desempenham as tarefas mais básicas.
Por outro lado qualquer das percentagens referentes ao nível máximo nas três capacidades avaliadas é igual ou menor a 8%. Ora Portugal tinha, segundo
o censo de 2021, mais de 20% de pessoas com habilitação superior.
Estas observações vão de encontro à minha expectativa: as peças da engrenagem estão mal colocadas, o atrito interno é elevado e a eficiência da máquina tem que ser necessariamente baixa.
Entre 32 países estamos nas três apreciações feitas em 31º (penúltimo) em alfabetismo e domínio dos números e em 28º na resolução de problemas.
Para compreender as capacidades que correspondem a cada nível citado, consultar o
documento.(pp. 58 – 62)
*
em idade activa