30/04/2025
29/04/2025
Nota a tempo
Quando ontem escrevi "o apagão de Putin" estava muito longe de imaginar que circulava ou circularia o boato de que a Rússia estaria por trás da falha de energia.
Escrevi tal com a devida ironia. No sentido de que um acto com esta repercussão é suficientemente danoso para causar grandes problemas. E que está ao alcance de quem pretenda praticá-lo para submeter qualquer país.
Notei que com o boato veio logo o competente desmentido, num tempo em que ainda não se sabia (não sei se já se sabe ao certo) o que aconteceu. Acontece sempre que uma vara se entorta para um lado. Num ápice fica torta para o lado oposto. Tanto vale o boato como o desmentido.
E, sim, fica vinte e cinco anos depois de 9 de Maio de 2000, uma ideia do que é um apagão. O que não quer dizer que se aprenda algo com isso.
Quando ontem escrevi "o apagão de Putin" estava muito longe de imaginar que circulava ou circularia o boato de que a Rússia estaria por trás da falha de energia.
Escrevi tal com a devida ironia. No sentido de que um acto com esta repercussão é suficientemente danoso para causar grandes problemas. E que está ao alcance de quem pretenda praticá-lo para submeter qualquer país.
Notei que com o boato veio logo o competente desmentido, num tempo em que ainda não se sabia (não sei se já se sabe ao certo) o que aconteceu. Acontece sempre que uma vara se entorta para um lado. Num ápice fica torta para o lado oposto. Tanto vale o boato como o desmentido.
E, sim, fica vinte e cinco anos depois de 9 de Maio de 2000, uma ideia do que é um apagão. O que não quer dizer que se aprenda algo com isso.
25/04/2025
Por ouvir dizer
Apenas cerca de 30 % da população pode comparar a vida antes do 25 de Abril com a vida depois do 25 de Abril. A restante só o pode fazer por ouvir dizer. Não era nascida ou não estava em idade de razão.
Não deixa portanto de ser interessante ver tanta gente que não tem idade para ter vivido no regime anterior louvar ou criticar tão veementemente as políticas de então e compará-las com as do actual regime.
Por ouvir dizer.
Apenas cerca de 30 % da população pode comparar a vida antes do 25 de Abril com a vida depois do 25 de Abril. A restante só o pode fazer por ouvir dizer. Não era nascida ou não estava em idade de razão.
Não deixa portanto de ser interessante ver tanta gente que não tem idade para ter vivido no regime anterior louvar ou criticar tão veementemente as políticas de então e compará-las com as do actual regime.
Por ouvir dizer.
24/04/2025
23/04/2025
20/04/2025
Animais irracionais
O boçal na estrada é o que executa manobras perigosas, desrespeita as regras básicas e está sempre cheio de razão.
Já houve uma época - a que baptizei do arroz de marisco* em que a boçalidade se motorizou em força - em que pensava trinta vezes antes de me meter à estrada em fins de semana e épocas festivas. Chegou a haver 2500 mortos na estrada num só ano. Acho que estamos outra vez numa fase dessas.
Por pouco não levei hoje com um animal desses em cima.
* da disseminação de tal prato por todas as chafaricas.
O boçal na estrada é o que executa manobras perigosas, desrespeita as regras básicas e está sempre cheio de razão.
Já houve uma época - a que baptizei do arroz de marisco* em que a boçalidade se motorizou em força - em que pensava trinta vezes antes de me meter à estrada em fins de semana e épocas festivas. Chegou a haver 2500 mortos na estrada num só ano. Acho que estamos outra vez numa fase dessas.
Por pouco não levei hoje com um animal desses em cima.
* da disseminação de tal prato por todas as chafaricas.
16/04/2025
Governar é sempre para os simples
Tal como sugeri aqui há tempos, é altura de perguntar em referendo aos simples se querem fazer um mealheiro à guarda das Finanças e receber uma “recompensa” em certa altura do ano ou não.
Como a política é sempre feita para os simples, haver ou não lugar a reembolso do IRS é arma de arremesso para os políticos mais básicos.
Tal como sugeri aqui há tempos, é altura de perguntar em referendo aos simples se querem fazer um mealheiro à guarda das Finanças e receber uma “recompensa” em certa altura do ano ou não.
Como a política é sempre feita para os simples, haver ou não lugar a reembolso do IRS é arma de arremesso para os políticos mais básicos.
15/04/2025
12/04/2025
Montenegro
O homem é tão fraco, tão fraco, que dá pena.
Um tipo que seja acusado disto e daquilo e que tenha a plena consciência de não ter cometido ilícito algum, tem duas opções: guarda silêncio e ignora olímpicamente as afrontas, porque o são; ou rebate, ponto por ponto e com toda a clareza, as acusações.
Montenegro optou pela segunda hipótese, provavelmente por ser insustentável para um político optar pela primeira e não é capaz de matar o assunto, os assuntos. Arrasta-se numa trapalhada de argumentos, da qual não consegue sair. Falta-lhe a clareza.
O problema é ele ser primeiro-ministro e candidato a continuar. De resto não teria importância.
O homem é tão fraco, tão fraco, que dá pena.
Um tipo que seja acusado disto e daquilo e que tenha a plena consciência de não ter cometido ilícito algum, tem duas opções: guarda silêncio e ignora olímpicamente as afrontas, porque o são; ou rebate, ponto por ponto e com toda a clareza, as acusações.
Montenegro optou pela segunda hipótese, provavelmente por ser insustentável para um político optar pela primeira e não é capaz de matar o assunto, os assuntos. Arrasta-se numa trapalhada de argumentos, da qual não consegue sair. Falta-lhe a clareza.
O problema é ele ser primeiro-ministro e candidato a continuar. De resto não teria importância.
10/04/2025
07/04/2025
04/04/2025
03/04/2025
02/04/2025
Não há substituição de populações
Fui, obrigado, ao balcão do banco onde tenho conta desde sempre, mais de 40 anos, e por lá fui o único branco durante largos minutos, havendo mais de uma dezena de pessoas à espera de serem atendidas. Muitas delas com uma dificuldade extrema de perceber o sistema de senhas, provavelmente analfabetas ou quase.
Quem vive na tal bolha que finalmente é reconhecida pelos que nela se encontram, não sabe mesmo do que se trata.
Fui, obrigado, ao balcão do banco onde tenho conta desde sempre, mais de 40 anos, e por lá fui o único branco durante largos minutos, havendo mais de uma dezena de pessoas à espera de serem atendidas. Muitas delas com uma dificuldade extrema de perceber o sistema de senhas, provavelmente analfabetas ou quase.
Quem vive na tal bolha que finalmente é reconhecida pelos que nela se encontram, não sabe mesmo do que se trata.
01/04/2025
30/03/2025
Em 100 anos
Um canal de televisão repete por cá o que algum tontinho escreveu algures: que o terremoto na Birmânia foi a maior tragédia na Ásia dos últimos 100 anos.
Coisa dita e repetida várias vezes.
Onde é que esta gente assenta o chapéu?
Um canal de televisão repete por cá o que algum tontinho escreveu algures: que o terremoto na Birmânia foi a maior tragédia na Ásia dos últimos 100 anos.
Coisa dita e repetida várias vezes.
Onde é que esta gente assenta o chapéu?
29/03/2025
28/03/2025
26/03/2025
22/03/2025
Montenegro
Montenegro é fraquinho. Muito fraquinho.
Uma das coisas que o caracteriza é a replicação de expressões que lhe são notoriamente inoculadas.
Um exemplo: aquela coisa do portuguesas e portugueses. Sendo usado por uma série de discursadores menores, na boca dele soa a qualquer coisa de postiço.
Não é por isso que não serve para chefe de um governo. É pelo conjunto.
Montenegro é fraquinho. Muito fraquinho.
Uma das coisas que o caracteriza é a replicação de expressões que lhe são notoriamente inoculadas.
Um exemplo: aquela coisa do portuguesas e portugueses. Sendo usado por uma série de discursadores menores, na boca dele soa a qualquer coisa de postiço.
Não é por isso que não serve para chefe de um governo. É pelo conjunto.
21/03/2025
20/03/2025
Eolo
Como aqui escrevi em tempos, quando não havia instrumentos uma forma de avaliar a força de um vento era contar as árvores caídas.
Desta vez não há dúvidas de que o vento foi forte. O que não deixa de preocupar é a aparente ausência de cálculos em coberturas que desaparecem quando o vento é mais forte.
É claro que quaisquer cálculos existentes desprezam condições muito excepcionais, pouco prováveis. O que parece é que muitas vezes não há cálculos de qualquer espécie.
Como aqui escrevi em tempos, quando não havia instrumentos uma forma de avaliar a força de um vento era contar as árvores caídas.
Desta vez não há dúvidas de que o vento foi forte. O que não deixa de preocupar é a aparente ausência de cálculos em coberturas que desaparecem quando o vento é mais forte.
É claro que quaisquer cálculos existentes desprezam condições muito excepcionais, pouco prováveis. O que parece é que muitas vezes não há cálculos de qualquer espécie.
15/03/2025
14/03/2025
11/03/2025
Maioria absoluta
Um tontinho em função de pé-de-microfone perguntava há pouco a um membro do PSD se este partido pediria uma maioria absoluta nas eleições que se avizinham.
É uma pergunta, é uma ideia, que só a irracionais pode ocorrer e que de facto ocorre a cada campanha eleitoral.
Um tontinho em função de pé-de-microfone perguntava há pouco a um membro do PSD se este partido pediria uma maioria absoluta nas eleições que se avizinham.
É uma pergunta, é uma ideia, que só a irracionais pode ocorrer e que de facto ocorre a cada campanha eleitoral.
10/03/2025
06/03/2025
A funda de David
O dito rearmamento da tíbia Europa servirá de muito pouco se se basear em material tradicional: canhões, mísseis, drones, carros de combate, etc.
A única forma da Europa desencorajar um ataque às suas fronteiras é com armas de destruição maciça. Sejam elas as já conhecidas, aprovadas ou não pelo Direito Internacional, ou outras que ainda não se conhecem, estejam ou não em fase de desenvolvimento.
O resto é mero negócio das indústrias do armamento sem resultado algum.
E há ainda que considerar se é viável uma defesa concertada da Europa como a Nato parecia proporcionar ou se tal não passa de uma ilusão, deixando a cada qual a sua defesa.
adenda: É curioso ver o Sr. Macron, o tal que dizia que a força não servia para grande coisa, tornar-se uma espécie de arauto desta opção.
O dito rearmamento da tíbia Europa servirá de muito pouco se se basear em material tradicional: canhões, mísseis, drones, carros de combate, etc.
A única forma da Europa desencorajar um ataque às suas fronteiras é com armas de destruição maciça. Sejam elas as já conhecidas, aprovadas ou não pelo Direito Internacional, ou outras que ainda não se conhecem, estejam ou não em fase de desenvolvimento.
O resto é mero negócio das indústrias do armamento sem resultado algum.
E há ainda que considerar se é viável uma defesa concertada da Europa como a Nato parecia proporcionar ou se tal não passa de uma ilusão, deixando a cada qual a sua defesa.
adenda: É curioso ver o Sr. Macron, o tal que dizia que a força não servia para grande coisa, tornar-se uma espécie de arauto desta opção.
05/03/2025
Notícias do manicómio
Decerto na senda da inenarrável cartilha politicamente correcta, o IPMA que é suposto tratar de assuntos de geofísica e de meteorologia, também do mar mais recentemente, criou um portal da denúncia.
Quaisquer mais comentários serão desnecessários.
São Pedro que se cuide!
Decerto na senda da inenarrável cartilha politicamente correcta, o IPMA que é suposto tratar de assuntos de geofísica e de meteorologia, também do mar mais recentemente, criou um portal da denúncia.
Quaisquer mais comentários serão desnecessários.
São Pedro que se cuide!
03/03/2025
27/02/2025
Limites
O diabo são os limites. Colocá-los aqui ou mais além. 7 ou 70.
Ainda assim e sabendo isso, 3 cm num fora-de-jogo é qualquer coisa de surreal.
Hoje, foi a favor do meu Sporting. Fica a minha nota com nenhum benfiquismo.
O diabo são os limites. Colocá-los aqui ou mais além. 7 ou 70.
Ainda assim e sabendo isso, 3 cm num fora-de-jogo é qualquer coisa de surreal.
Hoje, foi a favor do meu Sporting. Fica a minha nota com nenhum benfiquismo.
26/02/2025
O arremedo de justiça
Tenho uma péssima ideia do nosso sistema judicial. Do legislador ao sancionador, só vejo figuras de almanaque. Pode ser que seja erro de paralaxe mas é assim.
Há alguns exemplos que, colhidos de acordo com os assuntos a que dou atenção, dão uma ideia de desproporção que abala, creio, a confiança na dita justiça.
Se não, vejamos:
Em primeira instância, sete anos e nove meses de prisão efectiva por assédio virtual.
Em primeira instância, absolvição por comportamento negligente(?) do qual resultaram duas mortes na sequência de uma aterragem de emergência numa praia pejada de gente. Posterior correcção na Relação com pena suspensa de quatro anos de prisão.
Em primeira instância, quatro anos e meio de pena suspensa por concorrência em acidente do qual resultaram 17 mortos.
Em segunda instância, três anos de pena suspensa por atropelamento e morte de duas pessoas, que na primeira instância havia sido condenada em pena efectiva.
Conclusão: mais vale matar alguém e conseguir que uma diligência seja considerada negligência, do que andar na internet a molestar quem quer que seja. Também ajuda, pelos vistos, ter bom ambiente familiar...
Há anos havia uma sala de tribunal que se dava ao respeito tendo numa parede pendurada uma pintura de uma balança meio de pantanas. A ninguém ocorreu o ridículo da coisa.
Fotograma da RTP, links respectivos nos recortes de imprensa.
Tenho uma péssima ideia do nosso sistema judicial. Do legislador ao sancionador, só vejo figuras de almanaque. Pode ser que seja erro de paralaxe mas é assim.
Há alguns exemplos que, colhidos de acordo com os assuntos a que dou atenção, dão uma ideia de desproporção que abala, creio, a confiança na dita justiça.
Se não, vejamos:
Em primeira instância, sete anos e nove meses de prisão efectiva por assédio virtual.
Em primeira instância, absolvição por comportamento negligente(?) do qual resultaram duas mortes na sequência de uma aterragem de emergência numa praia pejada de gente. Posterior correcção na Relação com pena suspensa de quatro anos de prisão.
Em primeira instância, quatro anos e meio de pena suspensa por concorrência em acidente do qual resultaram 17 mortos.
Em segunda instância, três anos de pena suspensa por atropelamento e morte de duas pessoas, que na primeira instância havia sido condenada em pena efectiva.
Conclusão: mais vale matar alguém e conseguir que uma diligência seja considerada negligência, do que andar na internet a molestar quem quer que seja. Também ajuda, pelos vistos, ter bom ambiente familiar...
Há anos havia uma sala de tribunal que se dava ao respeito tendo numa parede pendurada uma pintura de uma balança meio de pantanas. A ninguém ocorreu o ridículo da coisa.
Fotograma da RTP, links respectivos nos recortes de imprensa.
23/02/2025
Um post perdido
Lá por 2003, ensaiando ainda onde assentar arraiais na blogoesfera, como então era designado o recente mundo dos blogues, alguns posts foram apenas publicados numa versão do blogue alojada no servidor brasileiro da Globo. Ora essa versão extinguiu-se com todos os outros blogues ali alojados quando a empresa assim o decidiu.
Um deles narrava um episódio a que assistira na taberna perto do monte, num dia de Verão em que as cervejas animaram uns homens que se encontravam sentados junto à porta a tecer considerações filosóficas sobre o que afinal prevalecia.
Talvez no receio de um empate entre eles, sem decisão final, um deles aproveitou a entrada de uma mulher velha que vinha ao avio:
"Ó ti' Ana, diga lá o que é que manda mais!"
Ela não se demorou com a resposta, pegando no ponto: "O que é que manda mais? É a força!"
E acrescentou: “Manda mais do que a posse. Manda mais do que a razão.”
Nos dias que correm, os atarantados comentadores políticos sentados em torres de marfim, vêem-se confrontados com tal crueza.
Descobriram agora o que a velha mulher soube desde sempre.
Lá por 2003, ensaiando ainda onde assentar arraiais na blogoesfera, como então era designado o recente mundo dos blogues, alguns posts foram apenas publicados numa versão do blogue alojada no servidor brasileiro da Globo. Ora essa versão extinguiu-se com todos os outros blogues ali alojados quando a empresa assim o decidiu.
Um deles narrava um episódio a que assistira na taberna perto do monte, num dia de Verão em que as cervejas animaram uns homens que se encontravam sentados junto à porta a tecer considerações filosóficas sobre o que afinal prevalecia.
Talvez no receio de um empate entre eles, sem decisão final, um deles aproveitou a entrada de uma mulher velha que vinha ao avio:
"Ó ti' Ana, diga lá o que é que manda mais!"
Ela não se demorou com a resposta, pegando no ponto: "O que é que manda mais? É a força!"
E acrescentou: “Manda mais do que a posse. Manda mais do que a razão.”
Nos dias que correm, os atarantados comentadores políticos sentados em torres de marfim, vêem-se confrontados com tal crueza.
Descobriram agora o que a velha mulher soube desde sempre.
22/02/2025
21/02/2025
Montenegro
Montenegro disse hoje que não admitia que se pusesse em casa a sua honorabilidade. Pois bem. O que aqui se põe de novo em causa é a sua capacidade intelectual.
A ser verdade o que tem sido noticiado sobre a forma como se "desfez" de uma participação em sociedade, o homem está conforme a apreciação que dele fez Marcelo Rebelo de Sousa. O seu próprio discurso de hoje o confirma.
Montenegro disse hoje que não admitia que se pusesse em casa a sua honorabilidade. Pois bem. O que aqui se põe de novo em causa é a sua capacidade intelectual.
A ser verdade o que tem sido noticiado sobre a forma como se "desfez" de uma participação em sociedade, o homem está conforme a apreciação que dele fez Marcelo Rebelo de Sousa. O seu próprio discurso de hoje o confirma.
18/02/2025
Protocolo
Só a retinta estupidez justifica que não se transgrida uma regra em caso de absoluta necessidade.
É a velha história de permanecer parado num sinal vermelho com uma ambulância a gritar atrás.
Pelos vistos e a acreditar nesta notícia é o que se passa no Hospital de Évora.
Só a retinta estupidez justifica que não se transgrida uma regra em caso de absoluta necessidade.
É a velha história de permanecer parado num sinal vermelho com uma ambulância a gritar atrás.
Pelos vistos e a acreditar nesta notícia é o que se passa no Hospital de Évora.
Seixal
A burrice instalada no jornalismo insiste no Seixal como centro da actividade sísmica recente, enganada pela página do IPMA. Não há ninguém pelas redacções que saiba ler um mapa.
Ainda há pouco vi na RTP uma reportagem na Câmara do Seixal que era julgada a propósito.
Sendo que a crise se localiza na zona da Fonte da Telha, estamos em território fronteiriço dos concelhos de Almada e Sesimbra, e bem longe do Seixal.
Mas o jornalismo é assim feito. Em cima do joelho. Sem editores responsáveis.
A burrice instalada no jornalismo insiste no Seixal como centro da actividade sísmica recente, enganada pela página do IPMA. Não há ninguém pelas redacções que saiba ler um mapa.
Ainda há pouco vi na RTP uma reportagem na Câmara do Seixal que era julgada a propósito.
Sendo que a crise se localiza na zona da Fonte da Telha, estamos em território fronteiriço dos concelhos de Almada e Sesimbra, e bem longe do Seixal.
Mas o jornalismo é assim feito. Em cima do joelho. Sem editores responsáveis.
17/02/2025
Seixal
O facto da densidade dos pontos geodésicos considerados pelo IPMA ser baixa implica que se considere o Seixal o ponto de referência mais próximo do epicentro do sismo de hoje.
De facto o IPMA localiza o sismo no mar, ao largo da Fonte da Telha, ao contrário do que sucedeu com o USGS dos Estados Unidos e do que sucedeu inicialmente com o IGN de Espanha, que o assinalaram em terra, algures entre a Aroeira e a Verdizela.
Ora isto faz com que os apressados jornalistas recentrem o fenómeno telúrico no dito Seixal. Se o fizessem em Lisboa, em Almada ou até em Sesimbra o erro não seria muito maior.
O facto da densidade dos pontos geodésicos considerados pelo IPMA ser baixa implica que se considere o Seixal o ponto de referência mais próximo do epicentro do sismo de hoje.
De facto o IPMA localiza o sismo no mar, ao largo da Fonte da Telha, ao contrário do que sucedeu com o USGS dos Estados Unidos e do que sucedeu inicialmente com o IGN de Espanha, que o assinalaram em terra, algures entre a Aroeira e a Verdizela.
Ora isto faz com que os apressados jornalistas recentrem o fenómeno telúrico no dito Seixal. Se o fizessem em Lisboa, em Almada ou até em Sesimbra o erro não seria muito maior.
Que grande serviço!
Um sismo!
Mais uma vez, a página do IPMA dá com os burrinhos na água.
É precisamente numa emergência que terá a sua maior utilidade e é numa emergência que nunca responde.
Abençoado serviço!
Nota: a versão android está acessível a de Windows é que não.
Actualização: nem a android funciona já.
Um sismo!
Mais uma vez, a página do IPMA dá com os burrinhos na água.
É precisamente numa emergência que terá a sua maior utilidade e é numa emergência que nunca responde.
Abençoado serviço!
Nota: a versão android está acessível a de Windows é que não.
Actualização: nem a android funciona já.
16/02/2025
14/02/2025
Burrice
O post anterior foi um erro crasso de enviesamento.
Comparei a média de óbitos dos dias compreendidos entre 1 de Janeiro e 12 de Fevereiro com a média de todos os dias dos anos anteriores.
Uma burrice.
Aqui fica a comparação com o mesmo período de dias dos anos anteriores com os dados do SICO.
O post anterior foi um erro crasso de enviesamento.
Comparei a média de óbitos dos dias compreendidos entre 1 de Janeiro e 12 de Fevereiro com a média de todos os dias dos anos anteriores.
Uma burrice.
Aqui fica a comparação com o mesmo período de dias dos anos anteriores com os dados do SICO.
13/02/2025
Caladinhos
De vez em quando alguém fala nisto mas é logo assunto morto.
Ou há de facto qualquer patologia que mata que se farta ou a população cresceu muito mais do que dizem as estatísticas. Uma de duas, terceira excluída.
Andam tão caladinhos...
Nota importante: a comparação aqui feita está enviesada por tratar os dados da média até 12 de Fevereiro como se fossem do ano inteiro. As conclusões estão erradas. Há, sim, quem fale em excesso de mortalidade mas os números são o que são.
De vez em quando alguém fala nisto mas é logo assunto morto.
Ou há de facto qualquer patologia que mata que se farta ou a população cresceu muito mais do que dizem as estatísticas. Uma de duas, terceira excluída.
Andam tão caladinhos...
Nota importante: a comparação aqui feita está enviesada por tratar os dados da média até 12 de Fevereiro como se fossem do ano inteiro. As conclusões estão erradas. Há, sim, quem fale em excesso de mortalidade mas os números são o que são.
10/02/2025
08/02/2025
07/02/2025
06/02/2025
05/02/2025
Êxodo
Não admira que o povo debande de Santorini.
Mapa que ilustra os sismos de grau superior ou igual a 4 na escala de Richter ocorridos na zona desde dia 1 deste mês.
Dados do SAGE.
Não admira que o povo debande de Santorini.
Mapa que ilustra os sismos de grau superior ou igual a 4 na escala de Richter ocorridos na zona desde dia 1 deste mês.
Dados do SAGE.
04/02/2025
03/02/2025
31/01/2025
Politicamente correctos
Para a tropa politicamente correcta que pontua nas televisões e nos jornais, a internet e as redes sociais estão cheias de enviesamentos de extrema-direita, que é o saco onde metem tudo o que não lhes agrada.
Ora esta tropa não tem qualquer enviesamento.
Não estão nada subordinados ao pensamento dominante, são todos uns observadores imparciais e objectivos.
Não há pachorra para tanta mediocridade.
Para a tropa politicamente correcta que pontua nas televisões e nos jornais, a internet e as redes sociais estão cheias de enviesamentos de extrema-direita, que é o saco onde metem tudo o que não lhes agrada.
Ora esta tropa não tem qualquer enviesamento.
Não estão nada subordinados ao pensamento dominante, são todos uns observadores imparciais e objectivos.
Não há pachorra para tanta mediocridade.
28/01/2025
Imigração
Há uma faixa de imigrantes que se integrou bem na sociedade portuguesa: respeita a lei e os costumes, fala a língua, partilha valores, funde-se na sociedade.
Há uma faixa de imigrantes que não se integrou na sociedade: não respeita a lei nem a quer respeitar, quer impor os seus próprios costumes, não está interessada em falar a língua a não ser no muito básico, despreza os valores da maioria e não lhe passa pela cabeça misturar-se com os indígenas. Cria quistos sociais e guetos urbanos.
Se considerarmos ainda que existe um limite a partir do qual a solução fica saturada e que esse limite ou já foi ultrapassado ou está muito perto de o ser, chegamos à conclusão que, a prazo, teremos núcleos populacionais completamente estranhos à ordem e ao uso nacional. É o tal precipitado.
Há, todavia, quem ache entre os que se supõem bem pensantes, que ordem e uso nacional são coisas que não existem. Ou ainda que, a existirem, sejam abjectos.
Ignoram as consequências de enterrar a cabeça na areia.
Há uma faixa de imigrantes que se integrou bem na sociedade portuguesa: respeita a lei e os costumes, fala a língua, partilha valores, funde-se na sociedade.
Há uma faixa de imigrantes que não se integrou na sociedade: não respeita a lei nem a quer respeitar, quer impor os seus próprios costumes, não está interessada em falar a língua a não ser no muito básico, despreza os valores da maioria e não lhe passa pela cabeça misturar-se com os indígenas. Cria quistos sociais e guetos urbanos.
Se considerarmos ainda que existe um limite a partir do qual a solução fica saturada e que esse limite ou já foi ultrapassado ou está muito perto de o ser, chegamos à conclusão que, a prazo, teremos núcleos populacionais completamente estranhos à ordem e ao uso nacional. É o tal precipitado.
Há, todavia, quem ache entre os que se supõem bem pensantes, que ordem e uso nacional são coisas que não existem. Ou ainda que, a existirem, sejam abjectos.
Ignoram as consequências de enterrar a cabeça na areia.
25/01/2025
Esquerda e Direita
Se perguntarmos aos analistas que pontificam nas televisões quais são para eles as definições de esquerda e de direita, certamente que contaremos com uma grande percentagem de definições emocionais: o lado contrário ao deles, consoante se considerem de direita ou de esquerda, é apenas o lugar das suas abjecções. Não será mais do que isso. A objectividade não tem aqui lugar.
Assim, a definição corrente de uma e de outra é uma manta de retalhos à medida de cada um.
Estamos já muito distantes da velha taxonomia.
A meu ver, temos assim uma direita elitista travestida de esquerda, debitando dos seus salões e das suas torres de marfim umas pérolas retóricas de paz e amor, liberdade, igualdade e fraternidade. Tudo isso desde que o apartheid se mantenha e não tenha que se misturar com a populaça.
Temos, por outro lado, uma envergonhada esquerda populista que reflecte algumas das preocupações do povo e que, bizarramente, acode por direita, quando não por extrema direita.
É uma espécie de mundo ao avesso.
Se perguntarmos aos analistas que pontificam nas televisões quais são para eles as definições de esquerda e de direita, certamente que contaremos com uma grande percentagem de definições emocionais: o lado contrário ao deles, consoante se considerem de direita ou de esquerda, é apenas o lugar das suas abjecções. Não será mais do que isso. A objectividade não tem aqui lugar.
Assim, a definição corrente de uma e de outra é uma manta de retalhos à medida de cada um.
Estamos já muito distantes da velha taxonomia.
A meu ver, temos assim uma direita elitista travestida de esquerda, debitando dos seus salões e das suas torres de marfim umas pérolas retóricas de paz e amor, liberdade, igualdade e fraternidade. Tudo isso desde que o apartheid se mantenha e não tenha que se misturar com a populaça.
Temos, por outro lado, uma envergonhada esquerda populista que reflecte algumas das preocupações do povo e que, bizarramente, acode por direita, quando não por extrema direita.
É uma espécie de mundo ao avesso.
24/01/2025
21/01/2025
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