14/06/2025

Sei

Sei, com a incontornável certeza das certezas, que a cavalheira não vai ler estas linhas.
Linhas onde direi que o "toca e foge" que ela promove com abraços únicos e posições de sentido a meu lado mal se compaginam com a inacessibilidade de um número de telefone...
É assim a vida!

12/06/2025

11/06/2025

Impunidade

A impunidade em que o lúmpen se move gera ela própria violência.
Os mentecaptos da bola e congéneres dispostos a tudo sem nada temerem.
É o estúpido mundo fofo.
CGD

A Caixa Geral de Depósitos está a ser alvo de ataque informático ou está a padecer da "excelência" da sua programação?

10/06/2025

Negar as evidências

Uma das características fundamentais do pensamento politicamente correcto é a negação das evidências.
Hoje foi dia em cheio para afirmações do género.
O mais curioso é que ao negarem a realidade de forma tão veemente, mais não fazem do que avivá-la.
Portugal, ano 2000

07/06/2025

PJ

Instituiu-se, não se sabe bem como, a ideia de que a PJ é uma das melhores polícias de todo o mundo.
Não faço a menor ideia de qual será a qualidade das polícias dos países mais desenvolvidos.
O que observo é que há uma panóplia de comentadores que provém dos quadros da PJ.
Tirando uma ou duas honrosas excepções, são todos intelectualmente medíocres ou mesmo maus. Será que é assim que se faz (ou se fez) uma excelente polícia judiciária?

03/06/2025

Senhora da Asneira

De vez em quando alguém se lembra de fazer uma romaria.
O Algarve é sempre um local aprazível para se rumar.

Lisboa, 2007

Variações sobre a eleição passada

E se existisse um só círculo?
Repito o exercício de outros anos já com os votos da emigração contados.


Marcados a verde os campos referentes aos partidos com uma percentagem de deputados superior à percentagem de votos, atribuível tal ao método de Hondt.
Na coluna da direita, a diferença entre o tamanho dos grupos parlamentares comparando o método actual (por distritos e regiões) com o método de círculo único.

31/05/2025

Marqueteirismo político ou uma grande coincidência

Resta saber se Rui Rocha vai voltar a usar óculos...
Uma áfrica de pretos*

Na cervejaria literária começou a desenhar-se há tempos uma áfrica de pretos.
Hoje tive a experiência notável de ser ostensivamente molestado por uma fêmea que se sentou a meu lado.
Algo que para os cânones do politicamente correcto merece prisão. Ou mereceria se o contrário tivesse acontecido.
Sim, fui condescendente e ignorei olimpicamente a atitude bárbara, se é que bárbaro é o termo correcto.
Segue um fastidioso trecho de audio como exemplo.

Depois os pseudo-intelectuaos do costume dizem que é a extrema-direita e o escambau. * esta expressão foi há muito cunhada por alguém, cujo nome já não me ocorre, a propósito de algumas populações da várzea palustre do rio Sado.

28/05/2025

Dois epitáfios

No início era um nome.
Um nome fora de ordem alfabética, acrescentado à ultima à lista de presenças, declinado dia após dia sem que se ouvisse “presente!”.
Não foi difícil a nenhum de nós na turma fixá-lo ao fim de umas quantas chamadas.
Nesse início havia uma jovenzita franzina que fazia uma boa parte das despesas da diversão enquanto esperávamos a camioneta no fim das aulas.
Não sei ao certo quando, anos depois, dei pela presença dele, finalmente arribado ao nosso liceu. Talvez ao pé dela, talvez não. Mas demorou até que ligasse o nome, o tal nome repetidamente guardado na memória, à pessoa.
Nesses tempos de adolescência passou a coisa célere até ao namoro firme dos dois. E de ser impossível dissociar um do outro.
Muito longe estava eu de saber então que ia acompanhar de perto todo o percurso de quatro décadas e tal de casamento, filhos e netos.
O nome fica agora na memória acompanhado de um sem-número de aventuras, de dias bons e maus, de agora diariamente querermos saber um do outro.
Ainda que a matéria esteja sepultada algures no nosso Alentejo. Que a ele ganhou por afinidade. No início era um nome. Repetido diariamente em cada aula. Presente!


A jovenzinha franzina vai agora para o pé dele.
Os dois sempre presentes.

Em itálico o texto publicado há pouco mais de um ano.
Sinais - no tempo da estética

Trânsito

E ninguém com responsabilidade se dá conta das inúmeras criaturas Neanderthal que circulam em velocípedes onde tal é expressamente proibido?

27/05/2025

Constituição

Os ditos democratas rasgam as vestes com a possibilidade de ser feita uma revisão constitucional à revelia do politicamente correcto.
A democracia só é boa quando lhes agrada o que o voto dita. Caso contrário é preciso que seja controlada.

26/05/2025

Sporting

Sim, o Sporting também conta com imbecis no seu plantel.
Para se ser jogador da bola não é necessário ser-se cavalheiro, muito menos é necessário ter o mínimo olímpico de discernimento.

25/05/2025

Ao Zé da Pastelaria

Espero que ainda esteja vivo e de boa saúde
Há mais de 60 anos o meu amigo defrontava clubisticamente um pirralho sportinguista que à frente da montra dos bolos se empertigava cheio de empáfia. Durou este embate talvez um par de épocas, sempre selado com sorrisos e calorosos cumprimentos, apesar dos quatro golos de Lourenço na Luz.
Da pastelaria já há muito que nada resta.
Do ambiente aldeão ou vilório de então também já nada resta.
Só uma minoria de velhos terá recordações de tal local e de si, amigo Zé.
Lembrei-me de si hoje enquanto via os nossos clubes na liça.

23/05/2025

Jornalistas

"Falavam português com alguma afluência..." - disse a extraordinária criatura das notícias.

22/05/2025

Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 29



Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.

Ciclismo

Um dos disparates mais interessantes dos que se ouvem da boca dos comentadores de ciclismo é o rol de axiomas.
Existe, na mente de tais criaturas, uma colecção de axiomas do ciclismo.
Não obstante esses axiomas serem desrespeitados frequentemente nas corridas, o que os leva nessas alturas a um estado de excitação, quando não de perplexidade. Um só exemplo de entre muitos:
"A equipa que detém a camisola amarela é obrigada a controlar* a corrida"

* seja lá isso o que for.

21/05/2025

Cegueira

A cegueira ideológica é um sinal óbvio de estupidez.
E a estupidez está igualmente distribuída por todos os campos políticos.
Consequentemente temos cegos ideológicos em todo o lado a afirmar que os seus adversários são todos estúpidos.
Os espelhos dos cegos estão também igualmente distribuídos.

20/05/2025

Esquerda e Direita

A direita elitista travestida de esquerda que, mercê do apartheid onde se refugia, ignora a realidade nua e crua e promete fofura, moleza, tolerância, inclusão, paz e amor para todos e todas, como gosta de dizer, sofreu um grave revés. Aplica-se isto sobretudo ao PS e ao Bloco de Esquerda onde pontuam supostas intelectualidades, supostas superioridades intelectuais, mentes únicas capazes de abarcar, contemplar e construir os fabulosos mundos utópicos, despidos de toda a complexidade humana. Afunda-se de corpo inteiro esta direita na mesma proporção com que enterra a cabeça na areia e se dedica a causas aberrantes e inframinoritárias que ficam bem nos salões que frequenta.

Não fazem um.
Se há um ano todos juntos, os líderes dos principais partidos, não faziam um, um ano volvido razão não haveria nem há para desmentir tal asserção.
É um deserto que se avista bem de longe.

19/05/2025

TV

Desta feita o meu ciclo circadiano não se compaginou com a maratona eleitoral das televisões.
Com o sono algo leve, o que é raro, estranhei não ouvir as tradicionais manifestações de júbilo que se traduzem aqui na avenida em vigorosas buzinadelas.

Madrugada alta, rebobinei as gravações para as 20:00 de ontem nos diversos canais. Atentei nas previsões e verifiquei quase de seguida que usando a malha mais grossa ou mais fina todas elas tinham acertado.
Comprimi assim nuns escassos minutos a palavrosa comentarização de uma noite eleitoral.
Passo rápido às folhas de Excel que gosto de organizar nestas alturas.
Escolaridade obrigatória

A questão era simples: a página da junta de freguesia tinha a configuração das secções de voto congelada desde as eleições autárquicas de 2021 e por isso errada.
Ainda que não fosse por essa razão, duas em cinco figuras que me precediam na fila para a votação estavam na mesa errada que como sabemos se refere à ordem alfabética.
Comentei com a presidente da mesa o facto. Ela concordou que era invulgar a percentagem de desorientados.
Ao sair, fui dar conta às funcionárias da junta do caso da página desactualizada e errada. Em má hora o fiz.
Percebi quase de imediato que a escolaridade obrigatória (esclareceram-me no fim que todas elas a tinham) ou a sua equivalência pelos meios paralelos, desembocavam naquelas criaturas numa atroz ignorância: a dificuldade suprema em identificar o site da junta para a qual trabalham; a presunção de que o meu telefone poderia estar a dar uma informação diferente da correcta(!), a que elas tinham acesso(!) por eu não ter feito as adequadas actualizações(!); a dificuldade em entender por fim que a informação a que acediam estava de facto desconforme com os papéis que tinham na mão. Tudo isso num bolo incompreensível de argumentos que me recordou que numa eleição anterior uma assistente da mesma junta não sabia ordenar alfabeticamente.
Ali o tontinho era eu. E de facto assim era pois melhor fora que não me tivesse lembrado de chamar a atenção daquelas criaturas para o descaso.


Dito isto, e tendo visto as imagens dos diversos ajuntamentos das forças políticas por essas ruas do país durante a campanha e o que se passou na noite de sábado no Marquês de Pombal, acredito que o Sporting ganharia com facilidade a eleição. Mas isto sou eu que sou sportinguista...


Imagem da Sporting TV via jornal O Jogo

17/05/2025

Sporting



Lá terei que pagar os caracóis.
Sportem



Tal como previsto aqui há alguns dias, temo que o Sporting tenha já perdido a oportunidade de somar mais um campeonato ao palmarés.
Valerá um prato de caracóis, não mais do que isso, o meu palpite.

16/05/2025

Comentadores

"Ao contrário do que as pessoas [os portugueses] acham, os portugueses são muito inteligentes a votar." - uma pérola de um comentarista encartado, carimbado e certificado.
Portugal, 2006*



*Um ano depois de MMV.

14/05/2025

Almirante

Uma pergunta que me estava aqui atravessada e que, a ser respondida, não terá por certo essa resposta interesse de maior:
Afinal quem é que se lembrou de candidatar o almirante Gouveia e Melo à Presidência da República? O próprio ou um que passou por uma qualquer epifania?
A vizinha empenhada

Creio que a minha empenhada e informada vizinha não crê no que eu digo: não dei por haver qualquer mudança na casa do vizinho do lado. Coisa que ela diz ter sido demorada.
Sussura-me, sem cuidar do meu desinteresse, que há um possível negócio nesta desocupação.

Há uns sessenta anos comentava-se lá em casa que em certos países as pessoas morriam nos prédios de apartamentos e os vizinhos não davam por isso, coisa então impossível no nosso prédio.
Pois bem, sessenta anos depois eis-nos nesse patamar, embora noutra vizinhança. E sem que, neste caso, tenha havido baixas. Já as houve e não dei conta disso.

12/05/2025

Importação

Se estamos há anos a importar o terceiro mundo, natural é que importássemos também os seus indicadores de desenvolvimento.

09/05/2025

Mais de três décadas

São mais de três décadas a importar pessoas em barda.
São mais de três décadas a atribuir a nacionalidade a eito, criando enquistamentos sociais irreversíveis.
São mais de três décadas.
Os guetos estão bem à vista.
O problema não é nem nunca foi que venham estrangeiros. O problema é vir uma chusma. O problema é vir gente que não se quer integrar ou não tem sequer discernimento para o fazer.
O problema é que essa gente nem cumpre as leis nem sequer as entende e não se sente coagida a fazê-lo. O problema é a baderna que daí resulta.
São mais de três décadas. A enterrar a cabeça na areia.

No tempo em que estamos, a fofice, a moleza é que pontua.
Inclusão, tolerância, felicidade, etc. são os chavões dos que se apresentam como politicamente correctos. Ora isto não prenuncia nada de bom, uma vez que choca de frente com a pura e dura realidade.

A rede de recolha de informações de que o Estado dispõe não recolherá notícias nos diversos países geradores de emigração para Portugal da reputação de porta aberta que o nosso país tem? Das facilidades e dos benefícios que encontra quem para cá vem?

08/05/2025

Aposta

17£ que me sairiam do bolso.
Quem apostou em Prevost ganhou uma bela maquia.
Vale dizer que desisti à última hora dos norte-americanos, mantendo os do Canadá. Ainda assim, tinha posto a fasquia nos 70 anos. Não ia lá.

07/05/2025

Apostas

Há 12 anos teria perdido 8 libras esterlinas se tivesse disposto as fichas como anunciei então.
Este ano não vejo a coisa muito propícia para apostas. Ainda assim estava capaz de puxar do meu porta-moedas e pôr uma libra em cada um destes:

Angelo De Donatis
Carlos Osoro Sierra
Claudio Gugerotti
Fernando Filoni
Francesco Montenegro
Gérald Lacroix
Giuseppe Betori
Giuseppe Petrocchi
Jose Advincula
Juan José Omella
Marcello Semeraro
Mario Zenari
Matteo Zuppi
Michael Czerny
Oscar Cantoni
Pietro Parolin
Thomas Collins


Nem todos têm ficha aberta no Oddschecker que faz o resumo das diversas cotações.
Seriam só 17£ bastante menos do que em 2013.

Sendo eu um dos tipos que gosta de apostar nos temas mais extravagantes e este nem é um deles, lamento que tenha deixado de ser possível apostar, a partir de um IP português, nas casas de apostas onde se aposta em tudo e mais num par de botas e por cá só ser possível apostar na bola.

06/05/2025

Ignorância

Será possível estabelecer uma correlação entre o tamanho da parcela do que nos rodeia que temos a necessidade de ignorar e o grau de civilização da respectiva sociedade?
Correio Azul



E ao terceiro dia útil o correio azul ainda não chegou ao destino (prometem um dia util para envios no continente). Se isto não é uma fraude...

05/05/2025

Populistas

Será preciso chegarmos à campanha eleitoral para apelidarmos de populistas quase todos os partidos políticos? Excluo da conta aqueles que são claramente elitistas, aos quais o povo causa erisipela.

04/05/2025

03/05/2025

Imigração

O Chega conseguiu espetar uma lança em África.
Colocou na agenda, como agora dizem que se passou a falar de, o problema do bar aberto.
Não se podia falar de imigração e agora são os partidos do regime que o fazem, primeiro timidamente, agora às escâncaras.
Há mais uns quantos tabus que precisam de um abanão. O Chega, sendo o que é, tem pelo menos o mérito de chamar a atenção para eles.

29/04/2025

Bate choco

O líder do governo e o líder da oposição esforçaram-se hoje para ver qual dos dois ficaria pior na fotografia após os discursos sobre o apagão. Fizeram assim jus à tropa que ontem esvaziou as prateleiras de alguns supermercados. Não haja dúvida de que estão uns para os outros.
Nota a tempo

Quando ontem escrevi "o apagão de Putin" estava muito longe de imaginar que circulava ou circularia o boato de que a Rússia estaria por trás da falha de energia.
Escrevi tal com a devida ironia. No sentido de que um acto com esta repercussão é suficientemente danoso para causar grandes problemas. E que está ao alcance de quem pretenda praticá-lo para submeter qualquer país.
Notei que com o boato veio logo o competente desmentido, num tempo em que ainda não se sabia (não sei se já se sabe ao certo) o que aconteceu. Acontece sempre que uma vara se entorta para um lado. Num ápice fica torta para o lado oposto. Tanto vale o boato como o desmentido.
E, sim, fica vinte e cinco anos depois de 9 de Maio de 2000, uma ideia do que é um apagão. O que não quer dizer que se aprenda algo com isso.

25/04/2025

Por ouvir dizer

Apenas cerca de 30 % da população pode comparar a vida antes do 25 de Abril com a vida depois do 25 de Abril. A restante só o pode fazer por ouvir dizer. Não era nascida ou não estava em idade de razão.
Não deixa portanto de ser interessante ver tanta gente que não tem idade para ter vivido no regime anterior louvar ou criticar tão veementemente as políticas de então e compará-las com as do actual regime.
Por ouvir dizer.

20/04/2025

Animais irracionais

O boçal na estrada é o que executa manobras perigosas, desrespeita as regras básicas e está sempre cheio de razão.
Já houve uma época - a que baptizei do arroz de marisco* em que a boçalidade se motorizou em força - em que pensava trinta vezes antes de me meter à estrada em fins de semana e épocas festivas. Chegou a haver 2500 mortos na estrada num só ano. Acho que estamos outra vez numa fase dessas.
Por pouco não levei hoje com um animal desses em cima.

* da disseminação de tal prato por todas as chafaricas.

16/04/2025

Governar é sempre para os simples

Tal como sugeri aqui há tempos, é altura de perguntar em referendo aos simples se querem fazer um mealheiro à guarda das Finanças e receber uma “recompensa” em certa altura do ano ou não.
Como a política é sempre feita para os simples, haver ou não lugar a reembolso do IRS é arma de arremesso para os políticos mais básicos.

15/04/2025

Direitos reprodutivos

Escabroso é o eufemismo que designa o aborto como um direito reprodutivo.

12/04/2025

Montenegro

O homem é tão fraco, tão fraco, que dá pena.
Um tipo que seja acusado disto e daquilo e que tenha a plena consciência de não ter cometido ilícito algum, tem duas opções: guarda silêncio e ignora olímpicamente as afrontas, porque o são; ou rebate, ponto por ponto e com toda a clareza, as acusações.
Montenegro optou pela segunda hipótese, provavelmente por ser insustentável para um político optar pela primeira e não é capaz de matar o assunto, os assuntos. Arrasta-se numa trapalhada de argumentos, da qual não consegue sair. Falta-lhe a clareza.
O problema é ele ser primeiro-ministro e candidato a continuar. De resto não teria importância.

07/04/2025

Reclamações

Vêm para cá sem serem convidados e ainda reclamam do país.
Mas não se vão embora. Portugal tem que ser um país muito acolhedor!
A curva do Mónaco

Hoje que, inexplicavelmente, um carro caiu ao rio na Curva do Mónaco, não se ouviu uma única menção ao mítico nome da curva em que tantos acidentes ocorreram.
A memória é isto.
Estação C.F. de Santarém, 2006

04/04/2025

O algoritmo bronco

Começamos a ficar atulhados com as manifestações do algoritmo bronco, tal é o grau das aparições de tal coisa em qualquer utilitário de uso comum.

03/04/2025

Tolice

Uma das características da tolice é ter opiniões acirradas e perder demasiado tempo com assuntos que não controla nem pode controlar.

02/04/2025

Não há substituição de populações

Fui, obrigado, ao balcão do banco onde tenho conta desde sempre, mais de 40 anos, e por lá fui o único branco durante largos minutos, havendo mais de uma dezena de pessoas à espera de serem atendidas. Muitas delas com uma dificuldade extrema de perceber o sistema de senhas, provavelmente analfabetas ou quase.
Quem vive na tal bolha que finalmente é reconhecida pelos que nela se encontram, não sabe mesmo do que se trata.

01/04/2025

Não há substituição de populações

O primeiro-ministro, com ar galhofeiro ou de regozijo sabe-se lá, assinalou que há concelhos em que a população escolar estrangeira ronda os 50%.

30/03/2025

Em 100 anos

Um canal de televisão repete por cá o que algum tontinho escreveu algures: que o terremoto na Birmânia foi a maior tragédia na Ásia dos últimos 100 anos.
Coisa dita e repetida várias vezes.
Onde é que esta gente assenta o chapéu?

28/03/2025

Animais irracionais

É também nestas alturas em que há catástrofes que a auscultação dos simples nos diz que existe um quadro de irracionalidade assustador.
O Facebook acaba por ser irrelevante como amostra face ao que se ouve nestas circunstâncias.

22/03/2025

Montenegro

Montenegro é fraquinho. Muito fraquinho.
Uma das coisas que o caracteriza é a replicação de expressões que lhe são notoriamente inoculadas.
Um exemplo: aquela coisa do portuguesas e portugueses. Sendo usado por uma série de discursadores menores, na boca dele soa a qualquer coisa de postiço.
Não é por isso que não serve para chefe de um governo. É pelo conjunto.

20/03/2025

Eolo

Como aqui escrevi em tempos, quando não havia instrumentos uma forma de avaliar a força de um vento era contar as árvores caídas.
Desta vez não há dúvidas de que o vento foi forte. O que não deixa de preocupar é a aparente ausência de cálculos em coberturas que desaparecem quando o vento é mais forte.
É claro que quaisquer cálculos existentes desprezam condições muito excepcionais, pouco prováveis. O que parece é que muitas vezes não há cálculos de qualquer espécie.
Suicidarismo

Depois queixem-se.
Vá de coitadinhismo, de facilitismo, de tolerância em barda, de impunidade.
Depois queixem-se.
Não há pior cego do que o que não quer ver.

14/03/2025

Os prístinos

Acendem-se os videirinhos que o sorteio das cadeiras está à porta.
Tenho observado nos últimos dias a chegada de jovens turcos, prístinos na sua ignorância e irracionalidade.
É sempre a descer!

11/03/2025

Os burros em pé

Foi a isto que assistimos hoje.


Imagem em https://sojogo.pt/arquivo/burro/
Maioria absoluta

Um tontinho em função de pé-de-microfone perguntava há pouco a um membro do PSD se este partido pediria uma maioria absoluta nas eleições que se avizinham.
É uma pergunta, é uma ideia, que só a irracionais pode ocorrer e que de facto ocorre a cada campanha eleitoral.

E 50 anos depois...

10/03/2025

Ghosting

É preciso uma elevada dose de estupidez jornalística para alguém escrever "deu ghosting" em vez de "não atendeu o telefone".
A quantas pessoas escapa tal linguagem?
Qual o propósito de usar tal expressão?

06/03/2025

A funda de David

O dito rearmamento da tíbia Europa servirá de muito pouco se se basear em material tradicional: canhões, mísseis, drones, carros de combate, etc.
A única forma da Europa desencorajar um ataque às suas fronteiras é com armas de destruição maciça. Sejam elas as já conhecidas, aprovadas ou não pelo Direito Internacional, ou outras que ainda não se conhecem, estejam ou não em fase de desenvolvimento.
O resto é mero negócio das indústrias do armamento sem resultado algum.
E há ainda que considerar se é viável uma defesa concertada da Europa como a Nato parecia proporcionar ou se tal não passa de uma ilusão, deixando a cada qual a sua defesa.

adenda: É curioso ver o Sr. Macron, o tal que dizia que a força não servia para grande coisa, tornar-se uma espécie de arauto desta opção.

05/03/2025

Notícias do manicómio

Decerto na senda da inenarrável cartilha politicamente correcta, o IPMA que é suposto tratar de assuntos de geofísica e de meteorologia, também do mar mais recentemente, criou um portal da denúncia.
Quaisquer mais comentários serão desnecessários.
São Pedro que se cuide!

03/03/2025

Noções

Entrementes e numa aldeia da Malásia, segundo a CNN Portugal: “Em poucas horas o fogo consumiu mais de 250...err m² de terreno.
Nem os que copiam o que está escrito nem os que depois lêem têm qualquer noção dos disparates que pronunciam.