04/08/2025

Só por curiosidade

Temperatura máximas nas estações do IPMA em 4 de Agosto de 2018



dados do IPMA

03/08/2025

O fogo

O fogo faz o que tem que fazer – arde.
O combustível que o alimenta é a coisa mais natural que existe. E o fogo é redentor. Liberta da carga que se vai acumulando.
Temos hoje mais notícia dos fogos que ocorrem. Temos hoje mais território sem ocupação que fica assim mais vulnerável ao fogo: nem há humanização da paisagem (que é assim mais natural – a discussão sobre o que é autóctone e o que o não é, é outro assunto) nem há agentes que o combatam no início e dêem o alerta.
Que arda o que tem que arder. Que se poupem as vidas humanas. As dos locais e as dos bombeiros que a eles acorrem.
Que não se faça disto uma tragédia e que se punam severamente os incendiários imputáveis.
Quanto aos inimputáveis, que sejam vigiados ou retidos nestas alturas.
Quanto aos criminosos por negligência que tenham medo, muito medo das consequências.
E que os “especialistas” nos deixem em paz.
Escrevi quase o mesmo há 21 anos.

02/08/2025

Atestados de pobreza

A ser verdade o que disse um bombeiro, que há locais onde o fogo de artifício programado para a meia-noite foi antecipado para não colidir com a proibição, tal não é mais do que atestado de pobreza conferido pela autarquia do local aos festeiros ou a si própria.
20 anos

Comprei a minha primeira e única máquina fotográfica digital na noite de 2 de Agosto de 2005.
Num raro instinto consumista (a foto númbaro 1 ainda na loja - aqui).
Faz hoje 20 anos.
Desde esse dia, contando com os telefones que depois me passaram pelas mãos, já vamos em 62237 clichés registados.
Destes, 45% estão mapeados. Ainda vou a tempo de localizar com alguma precisão o resto. A máquina não utiliza GPS e por isso o cartão de memória das localizações é na cachimónia.
No território continental e um pouco fora do rectângulo a distribuição é como segue:



As manchas escuras, mal cobertas, podem na realidade ser apenas zonas onde ainda não tombei as chapas lá batidas.
Veremos.

01/08/2025

Chico-esperto

Há coisas dos simples que me irritam solenemente, apesar de ter sido educado para relevar pois não têm senso para discorrer ou serem civilizados.
Esta é uma nota facebuquiana a que deveria ter resistido mas não fui capaz:
A caixa na parede que é suposto dispensar notas de conto não as tinha. Cancelei a operação e fazendo meia-volta, instruí o tipo que estava atrás de mim de que não havia notas. Tomando partido da sua posição relativa e estugando o passo, apressou-se a chegar à minha frente à caixa mais próxima, a escassos 30 metros. Pensei cá para mim: mais valia ter deixado o chico-esperto ser inteirado pela máquina de que não havia dinheiro.
Calculo que terá achado uma bela espertice o ter passado à minha frente.
Coisas de que se desiste

31/07/2025

Maria vai com as outras

Quando não há ideias próprias, conhecimento e reflexão sedimentados, o pateta alegre segue o rebanho.
É o que se vislumbra com o reconhecimento de um estado inexistente, à laia de quem atribui pontos num festival da Eurovisão.

Ninguém de bom senso duvida que está em curso um genocídio na faixa de Gaza. Coisa que se anunciou quando ocorreu o ataque de Outubro de 2023. Coisa que se previa há muito.
Isto é um dado. Um facto.
Já a utópica versão dos dois estados é isso mesmo, uma utopia, um desejo de forçar a História a endireitar-se de acordo com um sentimento de pretensa justiça e paz entre os povos. Não tem sustentação real. Não vai levar a mais do que a um constante sangramento. É preciso usar mais a razão e menos a emoção disparatada.
Portugal, 2013

30/07/2025

Noção das proporções (falta de)

Quantas horas terão esta noite os afanados jornalistas demorado a perceber que os alertas de tsunami já teriam caducado?

29/07/2025

Incêndios

O que levará um tipo a ir à televisão dizer que o incendiarismo é um mito?


(clicar para ampliar)
Incêndios

Com estas condições meteoro...lógicas é a lógica que sofre, tendo em conta a torrencial comunicação de comentadores "especializados".
Ministra

A senhora ministra diz que as pessoas não imaginam o que é o combate aos incêndios.
A mim pareceu que a senhora ministra não imaginava o que é o combate aos incêndios.
Creio ter ouvido que há terreno muito “acidental”.

28/07/2025

Catarina Duarte Fonseca

É o exemplo – já o disse mais do que uma vez – de bom repórter.
Informada, fluente, concisa, explícita e mais uns quantos atributos fazem desta senhora a excepção à regra dos excitados, desinformados, trôpegos e repetitivos jornalistas que é suposto darem informação do que se passa.
Um bálsamo para os ouvidos e também para os olhos.

27/07/2025

Wout van Aert

O ciclismo é pouco mais do que um grande espectáculo comercial e competitivo.
Um espectáculo que aprecio desde sempre.
Hoje vi qualquer coisa de notável nas molhadas ruas de Paris.



25/07/2025

Irracionais

O facto de estarmos dependentes de uma série de animais irracionais gera situações como a da aplicação SNS24: foi actualizada e pelo vistos mal testada. Resultado: não funciona.

24/07/2025

EXIF*

Esta coisa de querer identificar o local quase exacto de cada fotografia começou para mim com as máquinas digitais.
Às fotografias em papel atribuía-lhes apenas o nome da localidade ou da estrada e o mês e o ano. Foi assim durante mais de 30 anos.
Quando a máquina que comprei desatou a carimbar invisivelmente a data e a hora em cada foto, desatei eu a querer ser mais preciso na localização. Com o Google Street View consegui anos depois recuperar a localização aproximada das “chapas” que ia batendo. Foi e ainda é, que não está concluído, um passatempo desafiante.
Recordo-me particularmente desta fachada em Alicante da qual tinha apenas a certeza de que haveria de se situar em certa zona da cidade, a hora a que fora flagrada e as sombras bem recortadas que haveriam de ser a chave para o alinhamento da rua, dado o dia do ano.
Se não foi a que mais trabalho me deu, foi decerto a que mais gozo me deu a descobrir.
Ando por estes dias às voltas com fotografias de há quase vinte anos a fim de lhes dar uma morada e um número de polícia. Confiando na memória e nos atributos da máquina que são só a hora e o dia.
Agora que as máquinas mais modernas e os telefones quase todos gravam a localização e outros parâmetros. Ainda que por vezes o façam com um erro considerável.



*EXchangeable Image File format é o nome que dão aos metadados das fotografias digitais – coordenadas esféricas, data, hora, altitude, etc.

19/07/2025

Antigamente não havia estes calores



Não haverá muita gente em Almeria que se lembre de tal.
E a que há hoje, em regra não se lembra do que sucedeu há meia-dúzia de anos.
A ausência de memória é o melhor pasto para a imposição de ideias feitas.

Não ponho em causa que o mundo vá aquecendo. Coisa inevitável quando a curva demográfica (a que ninguém liga) dispara e quando as actividades humanas libertam mais energia sob a forma de calor.
O que ponho sempre em causa é a disparatada propaganda que esta ausência de memória favorece e que diz a cada passo que nunca se viu ou sentiu nada assim.
Inclusão ou deixar entrar

Quando vejo os acérrimos defensores da inclusão acrítica e incondicional, ocorre-me o caso de Hillsborough onde deixar entrar gente que se debatia por um lugar no estádio deu azo a que morressem esmagadas quase 100 pessoas.
É no que dá muitas vezes a falta de firmeza para excluir, impedir.
É a velha história do bote salva-vidas. Só as salva até ao limite da carga. Daí para a frente morrem todos se se insistir em incluir a bordo mais um e mais outro.
Tais defensores não aceitam as leis da Física.

17/07/2025

Comentadores

Insisto. Apreciar os ilogismos dos comentadores de ciclismo do Eurosport é todo um programa.
Como já referi anteriormente é particularmente curioso atentar aos axiomas que enunciam e à sua inevitável negação no minuto subsequente.
Não está em causa que não conheçam os ciclistas e que não tenham uma ideia das suas capacidades (à excepção de João Almeida, que é sobrestimado). Deviam ater-se a comentários sobre o espectáculo que está a ser transmitido e evitar raciocínios e considerações tácticas que são regra geral disparatadas, sem base e desmentidas no tal minuto seguinte.

15/07/2025

TAP



Alguns parágrafos muito simplistas sobre a venda da TAP:

Ou se vende a TAP (100%) ou não se toca nela.
Não consigo vislumbrar um só argumento que justifique a venda parcial, a não ser o costumeiro medinho de tomar medidas drásticas. As tais meias-tintas. Meias-tintas não são mais do que o arrastar de um problema. Mas é muito à portuguesa.
E, aos habituais tontinhos que tomam decisões, é preciso lembrar-lhes que quando se vende um bem deixa de se ter controle sobre ele. É uma lapalissada que esta tropa precisa sempre de ouvir.

Prefiro que a TAP se mantenha nas mãos do Estado desde que preste um serviço importante ao país. E que claramente se distinga entre a obrigação de serviço público nos voos domésticos para os arquipélagos e a operação comercial que terá que ser superavitária.

14/07/2025

"Lorem ipsum dolor sit amet"

Uma das minhas embirrações de estimação é a palha politica e marqueteiramente correcta que as instituições metem nas suas respostas.
Compreendemos a sua insatisfação...
Trabalhamos para atender os nossos clientes...
Os nossos valores são...
Posicionamo-nos para...

Arre, que é demais!
O tempo e o dinheiro que se pouparia sendo curto, grosso, explicativo e conciso.

12/07/2025

O Estado paga



Até que ponto devemos indemnizar os broncos por serem broncos?
A notícia hoje num canal de televisão são as inundações constantes em alguns locais de Altura* onde nunca deveria ter sido autorizada a construção.
Os simples ou foram construir em leito de cheia ou compraram casa em leito de cheia. Não foram capazes de perceber isso quando a reverendíssima câmara municipal deixou que se implantassem onde não deveriam as ditas habitações.
A estupidez e a cupidez andam sempre em disputa em casos tais. E eu inclino-me sempre mais para a estupidez como causa maior destes dislates. Mas isso sou eu.
Agora o Estado que resolva. Que pague. Que dê aos broncos a indemnização que pretendem, em forma de obra pública ou noutra qualquer.
É no que dá vivermos entre broncos que têm capacidade decisória.

* ao que disseram locais à reportagem do dito canal, a zona que alaga é justamente a da antiga lagoa entretanto drenada (Alagoa)
Carrasqueira, 2013

11/07/2025

Ilcópteros



O meio é escolhido devido à patologia do doente. E não por ser este helicóptero ou aquele. Isso pouco importa.” – diz alguém que é suposto saber de socorro urgente a doentes ou sinistrados.
A esta excelente figura que sabe bem que os helicópteros não são todos iguais escapa porém que existem hoje restrições de toda a sorte, umas mais ou outras menos razoáveis, à aterragem de helicópteros em pátios hospitalares e que nem todos os tipos daquelas aeronaves, pelas suas dimensões e características, podem aterrar em suposta segurança num hospital.
Isto denota a falta de noção das proporções que é típica de grande parte dos responsáveis por serviços do Estado.
No tempo do antigo regime em que estive enclausurado no Hospital Escolar de Lisboa presenciei umas quantas vezes com interesse e entusiasmo infantil a aterragem dos célebres Alouette III. Não faço ideia se cumpriam ou não as normas da época mas que aterravam, aterravam.
E nesse tempo os jornalistas não os baptizavam de ilcópteros.
Contrato

Se o Baltasar assina um contrato com o Belchior que no seu clausulado prevê que a denúncia por qualquer das partes, sem justa causa, origina uma indemnização de tal valor e se o Baltasar não está já a ponto de cumprir o assinado, tem bom remédio: paga o valor acordado e vai à sua vida. É um não-assunto.

10/07/2025

Broncos

Estava aqui um indivíduo a dar conta do disparate que ouviu de alguém a quem por irónica salvaguarda gabou a inteligência e a competência específica num determinado campo. Terá o digníssimo e reverendíssimo bronco afirmado a propósito de um qualquer aparato: “se dá para falar, também dá para escutar”.
Lx, Rua José Gomes Ferreira, 2007

03/07/2025

chegarem...

Já chegaram às televisões os ladrilhadores dos campos e seus companheiros de jornada.
Em contraponto ouvi ontem uma voz assisada. Disse coisas que remam contra a maré do pensamento dominante e é responsável pela AGIF.

30/06/2025

Simples

A ser verdade o que foi relatado, que muita gente fugiu ontem das praias com o surgimento da nuvem ameaçadora à semelhança do que ocorreu em 1999, então os simples não melhoraram nada na avaliação de riscos desde então.
Um factor decisivo para a sobrevivência isto de saber avaliar um risco.

Em nota à margem, um meteorologista que não sabia do que se tratava, tratou ele mesmo de explicar que era uma nuvem desenvolvida entre os 500 e os 1000 m de altitude...
Os tolos

Os tolos que se agitam com o calor, com os valores máximos registados, não descobrem a data a partir da qual há registos nas diversas estações...

27/06/2025

Carvalhal, 1995

Magia, circo, fakir.



Ainda tenho o som de "É o bicho, é o bicho..." em altos berros na cabeça. Parecendo que não, passaram 30 anos!

26/06/2025

Trump fez o pleno

Veio à feira vender armas.
Resta saber se os compradores perceberam o logro.
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 30



Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.

25/06/2025

Casminos



Assim do nada, bem, do nada não, estavámos a falar de alperces ou damascos, larguei um "casminos".
A galega, do outro lado da linha, não conhecia o termo. Consultou o oráculo miraculoso e obteve nada, palavra desconhecida. Deve o dito ter-lhe sugerido palavras afins, não se tratasse de erro tipográfico.
Face a isto, consegui obter via Google uma única referência ao casmino, de alguém que ficou com um caroço entalado...
Não fui de opinião! Então um fruto tão apreciado lá pelas minhas bandas não tinha mais menções do que a um caroço entalado?
Indignei-me e comuniquei tal indignação às minhas próximas que sabiam(?) bem do que se tratava.
Foi aqui que começou a confusão. Como o termo já não é usado há muito, havia a dúvida se designava alperces, pêssegos ou ambos.
Dividiram-se as hostes e suas ramificações: junto com a teima vieram características diferenciadoras como o caroço saltar ou não, o tamanho do fruto, a cor preponderante e outras.
O caso ainda não está resolvido e a culpa foi da galega que me disse que ia apanhar alperces barra damascos.
A ver vamos se ganho um saquito deles. Ao menos isso.
Com esta entrada passa a haver duas a falar de casminos.
imagem daqui

23/06/2025

Jornalistas e a chamada mediação noticiosa

Um ledor de notícias anunciou que Israel bombardeou uma prisão iraniana onde se encontram presos opositores ao regime.
Não se apercebeu o referido ledor da contradição contida na notícia: ao atacar uma prisão onde estão pessoas contrárias ao regime que se pretende atingir, está a agir-se em contra-mão.
A menos que tivessem justamente derrubado os portões, aberto as celas, aniquilado os guardas.
É comum que jornalistas se refiram à informação constante nas redes sociais como carente de mediação, de enquadramento. Porém, a maioria deles é incapaz de ser crítica dos conteúdos que papagueia. Um jornalista que se detenha a meio da notícia e dê conta do disparate que estaria a pontos de ler, é uma raridade. Ainda os há mas são tão poucos...
Dito isto, há qualquer coisa nesta notícia que está por explicar.
Pobre diabo formatado



Diz o pobre diabo pé-de-microfone: "...não gosto muito de usar esta expressão: terrorismo." - isto quando se referia a terrorismo na acepção comummente aceite e não a qualquer outra coisa.

22/06/2025

Ispaão

Quantos jornalistas saberão que o topónimo Ispaão é velho na língua portuguesa?
João Almeida

Como havia dito.
Língua

Está a passar-se com a língua um fenómeno semelhante ao que se passou com a paisagem: os simples, importando sem critério - por impossibilidade própria da sua simplicidade - os traços das construções que haviam divisado em terras distantes, cedo se deitaram a copiá-los com as consequências desastrosas que todos conhecemos.
A língua está a ser sujeita a uma das maiores transformações desde o "chic a valer" e suas adjacências do princípio do século passado.
Uma classe iletrada e pouco dotada alcandorou-se aos bancos da universidade onde fez o seu caminho pelas sendas mais fáceis de trilhar. É em tudo permeável ao deslumbramento com as americanices linguísticas que absorve já não dos telexes das agências mas de qualquer sítio na internet* e do jargão profissional acrítico.
Por ignorar a nossa língua não faz a menor ideia de que existem há muito em português termos com o mesmo significado das americanices que profere. Umas vezes fá-lo por pura ignorância outras por pedantismo novo-rico.

*cedo nesta como em outras por não ter existido em português palavra que a substitua ou que o faça satisfatoriamente - rede não me parece grande opção embora a use por vezes quando o significado é inequívoco.

21/06/2025

Hostilidade na guerra ou mais notícias do manicómio

Falemos agora da hostilidade na guerra” - disse o leitor de notícias, pé-de-microfone para o militar de serviço.

20/06/2025

Dicionário

Está na altura de criar entradas no dicionário para albarroar e cantenária, tal é a profusão entre os simples de tais palavras.

19/06/2025

Os coitadinhistas

Os coitadinhistas nunca autorizariam um censo que viesse a apurar quantos bisavós portugueses tem cada um dos actuais detentores da nacionalidade portuguesa.
Isso é mera informação. Mas é uma informação que incomoda muito os simples coitadinhistas.
Os mesmos que em muitas outras situações clamam por transparência.

Se há coisa que não se pode exigir a ninguém, a nenhum grupo, é que seja coerente porque tal qualidade não é humana.
Dito isto, não se pode clamar por coerência sendo humano.
Só faz tal quem nasceu ontem e não sabe onde anda.

18/06/2025

Eurosport

A equipa de comentadores de ciclismo do Eurosport haveria de se ater a comentar o ciclismo e não de ter presunções a raciocinar, coisa que não consegue.
A forma como repetidamente dão nota de não entenderem que os atrasos entre grupos são estimativas (e não medidas) falíveis dadas por um algoritmo pouco rigoroso é um dos exemplos em que mais valia estarem calados.
Impunidade

Uma das características desta sociedade coitadinhista e dissoluta é a impunidade.
Tudo se pode fazer sem correr demasiados riscos, sem medo de punição severa.
Os que se assumem como politicamente correctos só parecem dar por isso quando a violência desbragada os atinge. Como vivem na famosa bolha nem todos os dias isso acontece.
Nem todos os dias dão por isso.

16/06/2025

Grande turismo

Nunca ninguém com responsabilidades políticas se interrogou sobre a validade ou invalidade do Estado prestar apoio ao turista nacional encalhado numa zona condicionada pela guerra?
Não será exigir demais ao Estado que seja paizinho de todos os que deslocam em viagem de lazer?
Uma coisa é retirar nacionais de uma zona de guerra, outra diferente é acorrer aos que não têm voos no dia previsto ou por qualquer outra razão vêem os seus planos de férias alterados sem que isso constitua um risco para a sua segurança.
Olho de Boi, 2008

14/06/2025

Sei

Sei, com a incontornável certeza das certezas, que a cavalheira não vai ler estas linhas.
Linhas onde direi que o "toca e foge" que ela promove com abraços únicos e posições de sentido a meu lado mal se compaginam com a inacessibilidade de um número de telefone...
É assim a vida!

12/06/2025

11/06/2025

Impunidade

A impunidade em que o lúmpen se move gera ela própria violência.
Os mentecaptos da bola e congéneres dispostos a tudo sem nada temerem.
É o estúpido mundo fofo.
CGD

A Caixa Geral de Depósitos está a ser alvo de ataque informático ou está a padecer da "excelência" da sua programação?

10/06/2025

Negar as evidências

Uma das características fundamentais do pensamento politicamente correcto é a negação das evidências.
Hoje foi dia em cheio para afirmações do género.
O mais curioso é que ao negarem a realidade de forma tão veemente, mais não fazem do que avivá-la.
Portugal, ano 2000

07/06/2025

PJ

Instituiu-se, não se sabe bem como, a ideia de que a PJ é uma das melhores polícias de todo o mundo.
Não faço a menor ideia de qual será a qualidade das polícias dos países mais desenvolvidos.
O que observo é que há uma panóplia de comentadores que provém dos quadros da PJ.
Tirando uma ou duas honrosas excepções, são todos intelectualmente medíocres ou mesmo maus. Será que é assim que se faz (ou se fez) uma excelente polícia judiciária?

03/06/2025

Senhora da Asneira

De vez em quando alguém se lembra de fazer uma romaria.
O Algarve é sempre um local aprazível para se rumar.

Lisboa, 2007

Variações sobre a eleição passada

E se existisse um só círculo?
Repito o exercício de outros anos já com os votos da emigração contados.


Marcados a verde os campos referentes aos partidos com uma percentagem de deputados superior à percentagem de votos, atribuível tal ao método de Hondt.
Na coluna da direita, a diferença entre o tamanho dos grupos parlamentares comparando o método actual (por distritos e regiões) com o método de círculo único.

31/05/2025

Marqueteirismo político ou uma grande coincidência

Resta saber se Rui Rocha vai voltar a usar óculos...
Uma áfrica de pretos*

Na cervejaria literária começou a desenhar-se há tempos uma áfrica de pretos.
Hoje tive a experiência notável de ser ostensivamente molestado por uma fêmea que se sentou a meu lado.
Algo que para os cânones do politicamente correcto merece prisão. Ou mereceria se o contrário tivesse acontecido.
Sim, fui condescendente e ignorei olimpicamente a atitude bárbara, se é que bárbaro é o termo correcto.
Segue um fastidioso trecho de audio como exemplo.

Depois os pseudo-intelectuaos do costume dizem que é a extrema-direita e o escambau. * esta expressão foi há muito cunhada por alguém, cujo nome já não me ocorre, a propósito de algumas populações da várzea palustre do rio Sado.

28/05/2025

Dois epitáfios

No início era um nome.
Um nome fora de ordem alfabética, acrescentado à ultima à lista de presenças, declinado dia após dia sem que se ouvisse “presente!”.
Não foi difícil a nenhum de nós na turma fixá-lo ao fim de umas quantas chamadas.
Nesse início havia uma jovenzita franzina que fazia uma boa parte das despesas da diversão enquanto esperávamos a camioneta no fim das aulas.
Não sei ao certo quando, anos depois, dei pela presença dele, finalmente arribado ao nosso liceu. Talvez ao pé dela, talvez não. Mas demorou até que ligasse o nome, o tal nome repetidamente guardado na memória, à pessoa.
Nesses tempos de adolescência passou a coisa célere até ao namoro firme dos dois. E de ser impossível dissociar um do outro.
Muito longe estava eu de saber então que ia acompanhar de perto todo o percurso de quatro décadas e tal de casamento, filhos e netos.
O nome fica agora na memória acompanhado de um sem-número de aventuras, de dias bons e maus, de agora diariamente querermos saber um do outro.
Ainda que a matéria esteja sepultada algures no nosso Alentejo. Que a ele ganhou por afinidade. No início era um nome. Repetido diariamente em cada aula. Presente!


A jovenzinha franzina vai agora para o pé dele.
Os dois sempre presentes.

Em itálico o texto publicado há pouco mais de um ano.
Sinais - no tempo da estética

Trânsito

E ninguém com responsabilidade se dá conta das inúmeras criaturas Neanderthal que circulam em velocípedes onde tal é expressamente proibido?

27/05/2025

Constituição

Os ditos democratas rasgam as vestes com a possibilidade de ser feita uma revisão constitucional à revelia do politicamente correcto.
A democracia só é boa quando lhes agrada o que o voto dita. Caso contrário é preciso que seja controlada.

26/05/2025

Sporting

Sim, o Sporting também conta com imbecis no seu plantel.
Para se ser jogador da bola não é necessário ser-se cavalheiro, muito menos é necessário ter o mínimo olímpico de discernimento.

25/05/2025

Ao Zé da Pastelaria

Espero que ainda esteja vivo e de boa saúde
Há mais de 60 anos o meu amigo defrontava clubisticamente um pirralho sportinguista que à frente da montra dos bolos se empertigava cheio de empáfia. Durou este embate talvez um par de épocas, sempre selado com sorrisos e calorosos cumprimentos, apesar dos quatro golos de Lourenço na Luz.
Da pastelaria já há muito que nada resta.
Do ambiente aldeão ou vilório de então também já nada resta.
Só uma minoria de velhos terá recordações de tal local e de si, amigo Zé.
Lembrei-me de si hoje enquanto via os nossos clubes na liça.