16/08/2025
15/08/2025
14/08/2025
E não está limpo!
O jornalista, perfeitamente formatado pelo politicamente correcto, indigna-se: “E não está limpo!” – referindo-se à beira do caminho vicinal que tem vegetação arbustiva e vai ardendo.
Sairá daqui e irá para outro lado qualquer proclamando que “não está limpo”.
O povo revolta-se porque “não está limpo”.
O jornalista, perfeitamente formatado pelo politicamente correcto, indigna-se: “E não está limpo!” – referindo-se à beira do caminho vicinal que tem vegetação arbustiva e vai ardendo.
Sairá daqui e irá para outro lado qualquer proclamando que “não está limpo”.
O povo revolta-se porque “não está limpo”.
Aljubarrota, 640 anos
O mito das mais antigas fronteiras da Europa continental ignora a ocupação de Olivença.
A relação com Espanha não é má e péssimo seria se ficássemos bloqueados por terra, mercê de um qualquer conflito.
Só falta que Espanha devolva aquele território. Sem mas nem meios mas.
Jean of Wavrin, "Anciennes et nouvelles chroniques d'Angleterre", British Library archive - Royal 14 E. IV, f.204
O mito das mais antigas fronteiras da Europa continental ignora a ocupação de Olivença.
A relação com Espanha não é má e péssimo seria se ficássemos bloqueados por terra, mercê de um qualquer conflito.
Só falta que Espanha devolva aquele território. Sem mas nem meios mas.
Jean of Wavrin, "Anciennes et nouvelles chroniques d'Angleterre", British Library archive - Royal 14 E. IV, f.204
13/08/2025
12/08/2025
11/08/2025
Propaganda
Com tanta propaganda que se faz para amedrontar o povo, não há quem se lembre de avisar o mesmo povo de que de nada serve combater um fogo violento com baldes de água ou mangueiras de rega.
Todos os dias nestas alturas vemos esse patético espectáculo.
Isso também demonstra a alienação das mentes, a incapacidade de usar o instinto básico na luta pela sobrevivência. Que parecia ser coisa só de urbanos.
Com tanta propaganda que se faz para amedrontar o povo, não há quem se lembre de avisar o mesmo povo de que de nada serve combater um fogo violento com baldes de água ou mangueiras de rega.
Todos os dias nestas alturas vemos esse patético espectáculo.
Isso também demonstra a alienação das mentes, a incapacidade de usar o instinto básico na luta pela sobrevivência. Que parecia ser coisa só de urbanos.
Empatia
Para uma indeterminada faixa da sociedade empatia é sinónimo de inteligência.
Se é verdade que a estupidez proporciona inúmeros equívocos que amiúde levam à antipatia, também é certo que com a inteligência convivem de perto o alheamento e a apatia em relação aos semelhantes.
Querer que inteligência e empatia sejam sinónimos é uma crença. Do verbo crer.
Para uma indeterminada faixa da sociedade empatia é sinónimo de inteligência.
Se é verdade que a estupidez proporciona inúmeros equívocos que amiúde levam à antipatia, também é certo que com a inteligência convivem de perto o alheamento e a apatia em relação aos semelhantes.
Querer que inteligência e empatia sejam sinónimos é uma crença. Do verbo crer.
10/08/2025
O algoritmo bronco
Sem dúvida que a existência de um algoritmo que interpreta a escrita e dá de imediato sugestões a quem as pede é coisa de importância. Não se deve subestimar.
O problema com o algoritmo bronco que é posto ao dispor do público (vulgo AI ou IA) é que ainda é uma criança – está na infância da arte – e não tem consistência.
É um recurso útil em circunstâncias de somenos. Mas não passa disso.
Quanto às imagens que gera disparam em mim um efeito emético.
Sem dúvida que a existência de um algoritmo que interpreta a escrita e dá de imediato sugestões a quem as pede é coisa de importância. Não se deve subestimar.
O problema com o algoritmo bronco que é posto ao dispor do público (vulgo AI ou IA) é que ainda é uma criança – está na infância da arte – e não tem consistência.
É um recurso útil em circunstâncias de somenos. Mas não passa disso.
Quanto às imagens que gera disparam em mim um efeito emético.
08/08/2025
Baloiços, passadiços e gente sem cabeça
Portugal é um somatório de capelinhas governadas por gente sem cabeça que malbarata o dinheiro que é de todos.
Um dos sintomas que assim é, é a multiplicação de “ideias luminosas” que assola em ondas as diversas autarquias.
Foram os pavilhões multiusos que estão às moscas, as lindas rotundas (algumas delas justificavam-se, a grande maioria um disparate), as ciclovias onde ninguém circula, e mais recentemente os passadiços e os baloiços.
Como são básicos copiam-se uns aos outros porque se um faz, o outro tem que fazer. É esta a razão de tais surtos.
Já aqui escrevi sobre isso mas hoje socorro-me de outrem: vale a pena ler esta entrada no blogue “Diário de quem já não vai para novo”, destacada no Sapo.
Portugal é um somatório de capelinhas governadas por gente sem cabeça que malbarata o dinheiro que é de todos.
Um dos sintomas que assim é, é a multiplicação de “ideias luminosas” que assola em ondas as diversas autarquias.
Foram os pavilhões multiusos que estão às moscas, as lindas rotundas (algumas delas justificavam-se, a grande maioria um disparate), as ciclovias onde ninguém circula, e mais recentemente os passadiços e os baloiços.
Como são básicos copiam-se uns aos outros porque se um faz, o outro tem que fazer. É esta a razão de tais surtos.
Já aqui escrevi sobre isso mas hoje socorro-me de outrem: vale a pena ler esta entrada no blogue “Diário de quem já não vai para novo”, destacada no Sapo.
06/08/2025
05/08/2025
Éter sulfúrico*
Da minha reclusão de há cinco décadas e picos ficaram algumas recordações que não são desagradáveis.
Uma delas é o cheiro do éter etílico, usado frequentemente naquela época nos hospitais.
Um destes dias deu-me a nostalgia e lá fui comprar um pequeno frasco só para ter o gosto de o cheirar.
Podia ter-me dado para pior.
*sem enxofre, à laia de salvaguarda como é hoje de bom tom entre os aflitos.
Da minha reclusão de há cinco décadas e picos ficaram algumas recordações que não são desagradáveis.
Uma delas é o cheiro do éter etílico, usado frequentemente naquela época nos hospitais.
Um destes dias deu-me a nostalgia e lá fui comprar um pequeno frasco só para ter o gosto de o cheirar.
Podia ter-me dado para pior.
*sem enxofre, à laia de salvaguarda como é hoje de bom tom entre os aflitos.
04/08/2025
Borges
O homem parece-me muito fraquinho. Ainda assim completou o trabalho e ganhou duas competições.
O que não consigo entender é a tentação de mudar a táctica a uma equipa que ganha.
É porque tem outros jogadores?
É porque o treinador só sabe uma táctica?
É porque sim?
Não lhe auguro grande futuro em Alvalade.
Repare-se que esta tese (de ele não ter grande futuro) é a antítese de não mexer na equipa (no treinador) quando ela ganha.
O problema é que acho que vai deixar de ganhar.
O homem parece-me muito fraquinho. Ainda assim completou o trabalho e ganhou duas competições.
O que não consigo entender é a tentação de mudar a táctica a uma equipa que ganha.
É porque tem outros jogadores?
É porque o treinador só sabe uma táctica?
É porque sim?
Não lhe auguro grande futuro em Alvalade.
Repare-se que esta tese (de ele não ter grande futuro) é a antítese de não mexer na equipa (no treinador) quando ela ganha.
O problema é que acho que vai deixar de ganhar.
03/08/2025
O fogo
O fogo faz o que tem que fazer – arde.
O combustível que o alimenta é a coisa mais natural que existe. E o fogo é redentor. Liberta da carga que se vai acumulando.
Temos hoje mais notícia dos fogos que ocorrem. Temos hoje mais território sem ocupação que fica assim mais vulnerável ao fogo: nem há humanização da paisagem (que é assim mais natural – a discussão sobre o que é autóctone e o que o não é, é outro assunto) nem há agentes que o combatam no início e dêem o alerta.
Que arda o que tem que arder. Que se poupem as vidas humanas. As dos locais e as dos bombeiros que a eles acorrem.
Que não se faça disto uma tragédia e que se punam severamente os incendiários imputáveis.
Quanto aos inimputáveis, que sejam vigiados ou retidos nestas alturas.
Quanto aos criminosos por negligência que tenham medo, muito medo das consequências.
E que os “especialistas” nos deixem em paz.
Escrevi quase o mesmo há 21 anos.
O fogo faz o que tem que fazer – arde.
O combustível que o alimenta é a coisa mais natural que existe. E o fogo é redentor. Liberta da carga que se vai acumulando.
Temos hoje mais notícia dos fogos que ocorrem. Temos hoje mais território sem ocupação que fica assim mais vulnerável ao fogo: nem há humanização da paisagem (que é assim mais natural – a discussão sobre o que é autóctone e o que o não é, é outro assunto) nem há agentes que o combatam no início e dêem o alerta.
Que arda o que tem que arder. Que se poupem as vidas humanas. As dos locais e as dos bombeiros que a eles acorrem.
Que não se faça disto uma tragédia e que se punam severamente os incendiários imputáveis.
Quanto aos inimputáveis, que sejam vigiados ou retidos nestas alturas.
Quanto aos criminosos por negligência que tenham medo, muito medo das consequências.
E que os “especialistas” nos deixem em paz.
Escrevi quase o mesmo há 21 anos.
02/08/2025
20 anos
Comprei a minha primeira e única máquina fotográfica digital na noite de 2 de Agosto de 2005.
Num raro instinto consumista (a foto númbaro 1 ainda na loja - aqui).
Faz hoje 20 anos.
Desde esse dia, contando com os telefones que depois me passaram pelas mãos, já vamos em 62237 clichés registados.
Destes, 45% estão mapeados. Ainda vou a tempo de localizar com alguma precisão o resto. A máquina não utiliza GPS e por isso o cartão de memória das localizações é na cachimónia.
No território continental e um pouco fora do rectângulo a distribuição é como segue:
As manchas escuras, mal cobertas, podem na realidade ser apenas zonas onde ainda não tombei as chapas lá batidas.
Veremos.
Comprei a minha primeira e única máquina fotográfica digital na noite de 2 de Agosto de 2005.
Num raro instinto consumista (a foto númbaro 1 ainda na loja - aqui).
Faz hoje 20 anos.
Desde esse dia, contando com os telefones que depois me passaram pelas mãos, já vamos em 62237 clichés registados.
Destes, 45% estão mapeados. Ainda vou a tempo de localizar com alguma precisão o resto. A máquina não utiliza GPS e por isso o cartão de memória das localizações é na cachimónia.
No território continental e um pouco fora do rectângulo a distribuição é como segue:
As manchas escuras, mal cobertas, podem na realidade ser apenas zonas onde ainda não tombei as chapas lá batidas.
Veremos.
01/08/2025
Chico-esperto
Há coisas dos simples que me irritam solenemente, apesar de ter sido educado para relevar pois não têm senso para discorrer ou serem civilizados.
Esta é uma nota facebuquiana a que deveria ter resistido mas não fui capaz:
A caixa na parede que é suposto dispensar notas de conto não as tinha. Cancelei a operação e fazendo meia-volta, instruí o tipo que estava atrás de mim de que não havia notas. Tomando partido da sua posição relativa e estugando o passo, apressou-se a chegar à minha frente à caixa mais próxima, a escassos 30 metros. Pensei cá para mim: mais valia ter deixado o chico-esperto ser inteirado pela máquina de que não havia dinheiro.
Calculo que terá achado uma bela espertice o ter passado à minha frente.
Há coisas dos simples que me irritam solenemente, apesar de ter sido educado para relevar pois não têm senso para discorrer ou serem civilizados.
Esta é uma nota facebuquiana a que deveria ter resistido mas não fui capaz:
A caixa na parede que é suposto dispensar notas de conto não as tinha. Cancelei a operação e fazendo meia-volta, instruí o tipo que estava atrás de mim de que não havia notas. Tomando partido da sua posição relativa e estugando o passo, apressou-se a chegar à minha frente à caixa mais próxima, a escassos 30 metros. Pensei cá para mim: mais valia ter deixado o chico-esperto ser inteirado pela máquina de que não havia dinheiro.
Calculo que terá achado uma bela espertice o ter passado à minha frente.
31/07/2025
Maria vai com as outras
Quando não há ideias próprias, conhecimento e reflexão sedimentados, o pateta alegre segue o rebanho.
É o que se vislumbra com o reconhecimento de um estado inexistente, à laia de quem atribui pontos num festival da Eurovisão.
Ninguém de bom senso duvida que está em curso um genocídio na faixa de Gaza. Coisa que se anunciou quando ocorreu o ataque de Outubro de 2023. Coisa que se previa há muito.
Isto é um dado. Um facto.
Já a utópica versão dos dois estados é isso mesmo, uma utopia, um desejo de forçar a História a endireitar-se de acordo com um sentimento de pretensa justiça e paz entre os povos. Não tem sustentação real. Não vai levar a mais do que a um constante sangramento. É preciso usar mais a razão e menos a emoção disparatada.
Quando não há ideias próprias, conhecimento e reflexão sedimentados, o pateta alegre segue o rebanho.
É o que se vislumbra com o reconhecimento de um estado inexistente, à laia de quem atribui pontos num festival da Eurovisão.
Ninguém de bom senso duvida que está em curso um genocídio na faixa de Gaza. Coisa que se anunciou quando ocorreu o ataque de Outubro de 2023. Coisa que se previa há muito.
Isto é um dado. Um facto.
Já a utópica versão dos dois estados é isso mesmo, uma utopia, um desejo de forçar a História a endireitar-se de acordo com um sentimento de pretensa justiça e paz entre os povos. Não tem sustentação real. Não vai levar a mais do que a um constante sangramento. É preciso usar mais a razão e menos a emoção disparatada.
30/07/2025
29/07/2025
28/07/2025
Catarina Duarte Fonseca
É o exemplo – já o disse mais do que uma vez – de bom repórter.
Informada, fluente, concisa, explícita e mais uns quantos atributos fazem desta senhora a excepção à regra dos excitados, desinformados, trôpegos e repetitivos jornalistas que é suposto darem informação do que se passa.
Um bálsamo para os ouvidos e também para os olhos.
É o exemplo – já o disse mais do que uma vez – de bom repórter.
Informada, fluente, concisa, explícita e mais uns quantos atributos fazem desta senhora a excepção à regra dos excitados, desinformados, trôpegos e repetitivos jornalistas que é suposto darem informação do que se passa.
Um bálsamo para os ouvidos e também para os olhos.
27/07/2025
25/07/2025
24/07/2025
EXIF*
Esta coisa de querer identificar o local quase exacto de cada fotografia começou para mim com as máquinas digitais.
Às fotografias em papel atribuía-lhes apenas o nome da localidade ou da estrada e o mês e o ano. Foi assim durante mais de 30 anos.
Quando a máquina que comprei desatou a carimbar invisivelmente a data e a hora em cada foto, desatei eu a querer ser mais preciso na localização. Com o Google Street View consegui anos depois recuperar a localização aproximada das “chapas” que ia batendo. Foi e ainda é, que não está concluído, um passatempo desafiante.
Recordo-me particularmente desta fachada em Alicante da qual tinha apenas a certeza de que haveria de se situar em certa zona da cidade, a hora a que fora flagrada e as sombras bem recortadas que haveriam de ser a chave para o alinhamento da rua, dado o dia do ano.
Se não foi a que mais trabalho me deu, foi decerto a que mais gozo me deu a descobrir.
Ando por estes dias às voltas com fotografias de há quase vinte anos a fim de lhes dar uma morada e um número de polícia. Confiando na memória e nos atributos da máquina que são só a hora e o dia.
Agora que as máquinas mais modernas e os telefones quase todos gravam a localização e outros parâmetros. Ainda que por vezes o façam com um erro considerável.
*EXchangeable Image File format é o nome que dão aos metadados das fotografias digitais – coordenadas esféricas, data, hora, altitude, etc.
Esta coisa de querer identificar o local quase exacto de cada fotografia começou para mim com as máquinas digitais.
Às fotografias em papel atribuía-lhes apenas o nome da localidade ou da estrada e o mês e o ano. Foi assim durante mais de 30 anos.
Quando a máquina que comprei desatou a carimbar invisivelmente a data e a hora em cada foto, desatei eu a querer ser mais preciso na localização. Com o Google Street View consegui anos depois recuperar a localização aproximada das “chapas” que ia batendo. Foi e ainda é, que não está concluído, um passatempo desafiante.
Recordo-me particularmente desta fachada em Alicante da qual tinha apenas a certeza de que haveria de se situar em certa zona da cidade, a hora a que fora flagrada e as sombras bem recortadas que haveriam de ser a chave para o alinhamento da rua, dado o dia do ano.
Se não foi a que mais trabalho me deu, foi decerto a que mais gozo me deu a descobrir.
Ando por estes dias às voltas com fotografias de há quase vinte anos a fim de lhes dar uma morada e um número de polícia. Confiando na memória e nos atributos da máquina que são só a hora e o dia.
Agora que as máquinas mais modernas e os telefones quase todos gravam a localização e outros parâmetros. Ainda que por vezes o façam com um erro considerável.
*EXchangeable Image File format é o nome que dão aos metadados das fotografias digitais – coordenadas esféricas, data, hora, altitude, etc.
23/07/2025
22/07/2025
21/07/2025
19/07/2025
Antigamente não havia estes calores
Não haverá muita gente em Almeria que se lembre de tal.
E a que há hoje, em regra não se lembra do que sucedeu há meia-dúzia de anos.
A ausência de memória é o melhor pasto para a imposição de ideias feitas.
Não ponho em causa que o mundo vá aquecendo. Coisa inevitável quando a curva demográfica (a que ninguém liga) dispara e quando as actividades humanas libertam mais energia sob a forma de calor.
O que ponho sempre em causa é a disparatada propaganda que esta ausência de memória favorece e que diz a cada passo que nunca se viu ou sentiu nada assim.
Não haverá muita gente em Almeria que se lembre de tal.
E a que há hoje, em regra não se lembra do que sucedeu há meia-dúzia de anos.
A ausência de memória é o melhor pasto para a imposição de ideias feitas.
Não ponho em causa que o mundo vá aquecendo. Coisa inevitável quando a curva demográfica (a que ninguém liga) dispara e quando as actividades humanas libertam mais energia sob a forma de calor.
O que ponho sempre em causa é a disparatada propaganda que esta ausência de memória favorece e que diz a cada passo que nunca se viu ou sentiu nada assim.
Inclusão ou deixar entrar
Quando vejo os acérrimos defensores da inclusão acrítica e incondicional, ocorre-me o caso de Hillsborough onde deixar entrar gente que se debatia por um lugar no estádio deu azo a que morressem esmagadas quase 100 pessoas.
É no que dá muitas vezes a falta de firmeza para excluir, impedir.
É a velha história do bote salva-vidas. Só as salva até ao limite da carga. Daí para a frente morrem todos se se insistir em incluir a bordo mais um e mais outro.
Tais defensores não aceitam as leis da Física.
Quando vejo os acérrimos defensores da inclusão acrítica e incondicional, ocorre-me o caso de Hillsborough onde deixar entrar gente que se debatia por um lugar no estádio deu azo a que morressem esmagadas quase 100 pessoas.
É no que dá muitas vezes a falta de firmeza para excluir, impedir.
É a velha história do bote salva-vidas. Só as salva até ao limite da carga. Daí para a frente morrem todos se se insistir em incluir a bordo mais um e mais outro.
Tais defensores não aceitam as leis da Física.
18/07/2025
17/07/2025
Comentadores
Insisto. Apreciar os ilogismos dos comentadores de ciclismo do Eurosport é todo um programa.
Como já referi anteriormente é particularmente curioso atentar aos axiomas que enunciam e à sua inevitável negação no minuto subsequente.
Não está em causa que não conheçam os ciclistas e que não tenham uma ideia das suas capacidades (à excepção de João Almeida, que é sobrestimado). Deviam ater-se a comentários sobre o espectáculo que está a ser transmitido e evitar raciocínios e considerações tácticas que são regra geral disparatadas, sem base e desmentidas no tal minuto seguinte.
Insisto. Apreciar os ilogismos dos comentadores de ciclismo do Eurosport é todo um programa.
Como já referi anteriormente é particularmente curioso atentar aos axiomas que enunciam e à sua inevitável negação no minuto subsequente.
Não está em causa que não conheçam os ciclistas e que não tenham uma ideia das suas capacidades (à excepção de João Almeida, que é sobrestimado). Deviam ater-se a comentários sobre o espectáculo que está a ser transmitido e evitar raciocínios e considerações tácticas que são regra geral disparatadas, sem base e desmentidas no tal minuto seguinte.
15/07/2025
TAP
Alguns parágrafos muito simplistas sobre a venda da TAP:
Ou se vende a TAP (100%) ou não se toca nela.
Não consigo vislumbrar um só argumento que justifique a venda parcial, a não ser o costumeiro medinho de tomar medidas drásticas. As tais meias-tintas. Meias-tintas não são mais do que o arrastar de um problema. Mas é muito à portuguesa.
E, aos habituais tontinhos que tomam decisões, é preciso lembrar-lhes que quando se vende um bem deixa de se ter controle sobre ele. É uma lapalissada que esta tropa precisa sempre de ouvir.
Prefiro que a TAP se mantenha nas mãos do Estado desde que preste um serviço importante ao país. E que claramente se distinga entre a obrigação de serviço público nos voos domésticos para os arquipélagos e a operação comercial que terá que ser superavitária.
Alguns parágrafos muito simplistas sobre a venda da TAP:
Ou se vende a TAP (100%) ou não se toca nela.
Não consigo vislumbrar um só argumento que justifique a venda parcial, a não ser o costumeiro medinho de tomar medidas drásticas. As tais meias-tintas. Meias-tintas não são mais do que o arrastar de um problema. Mas é muito à portuguesa.
E, aos habituais tontinhos que tomam decisões, é preciso lembrar-lhes que quando se vende um bem deixa de se ter controle sobre ele. É uma lapalissada que esta tropa precisa sempre de ouvir.
Prefiro que a TAP se mantenha nas mãos do Estado desde que preste um serviço importante ao país. E que claramente se distinga entre a obrigação de serviço público nos voos domésticos para os arquipélagos e a operação comercial que terá que ser superavitária.
14/07/2025
"Lorem ipsum dolor sit amet"
Uma das minhas embirrações de estimação é a palha politica e marqueteiramente correcta que as instituições metem nas suas respostas.
“Compreendemos a sua insatisfação...”
“Trabalhamos para atender os nossos clientes...”
“Os nossos valores são...”
“Posicionamo-nos para...”
Arre, que é demais!
O tempo e o dinheiro que se pouparia sendo curto, grosso, explicativo e conciso.
Uma das minhas embirrações de estimação é a palha politica e marqueteiramente correcta que as instituições metem nas suas respostas.
“Compreendemos a sua insatisfação...”
“Trabalhamos para atender os nossos clientes...”
“Os nossos valores são...”
“Posicionamo-nos para...”
Arre, que é demais!
O tempo e o dinheiro que se pouparia sendo curto, grosso, explicativo e conciso.
12/07/2025
O Estado paga
Até que ponto devemos indemnizar os broncos por serem broncos?
A notícia hoje num canal de televisão são as inundações constantes em alguns locais de Altura* onde nunca deveria ter sido autorizada a construção.
Os simples ou foram construir em leito de cheia ou compraram casa em leito de cheia. Não foram capazes de perceber isso quando a reverendíssima câmara municipal deixou que se implantassem onde não deveriam as ditas habitações.
A estupidez e a cupidez andam sempre em disputa em casos tais. E eu inclino-me sempre mais para a estupidez como causa maior destes dislates. Mas isso sou eu.
Agora o Estado que resolva. Que pague. Que dê aos broncos a indemnização que pretendem, em forma de obra pública ou noutra qualquer.
É no que dá vivermos entre broncos que têm capacidade decisória.
* ao que disseram locais à reportagem do dito canal, a zona que alaga é justamente a da antiga lagoa entretanto drenada (Alagoa)
Até que ponto devemos indemnizar os broncos por serem broncos?
A notícia hoje num canal de televisão são as inundações constantes em alguns locais de Altura* onde nunca deveria ter sido autorizada a construção.
Os simples ou foram construir em leito de cheia ou compraram casa em leito de cheia. Não foram capazes de perceber isso quando a reverendíssima câmara municipal deixou que se implantassem onde não deveriam as ditas habitações.
A estupidez e a cupidez andam sempre em disputa em casos tais. E eu inclino-me sempre mais para a estupidez como causa maior destes dislates. Mas isso sou eu.
Agora o Estado que resolva. Que pague. Que dê aos broncos a indemnização que pretendem, em forma de obra pública ou noutra qualquer.
É no que dá vivermos entre broncos que têm capacidade decisória.
* ao que disseram locais à reportagem do dito canal, a zona que alaga é justamente a da antiga lagoa entretanto drenada (Alagoa)
11/07/2025
Ilcópteros
“O meio é escolhido devido à patologia do doente. E não por ser este helicóptero ou aquele. Isso pouco importa.” – diz alguém que é suposto saber de socorro urgente a doentes ou sinistrados.
A esta excelente figura que sabe bem que os helicópteros não são todos iguais escapa porém que existem hoje restrições de toda a sorte, umas mais ou outras menos razoáveis, à aterragem de helicópteros em pátios hospitalares e que nem todos os tipos daquelas aeronaves, pelas suas dimensões e características, podem aterrar em suposta segurança num hospital.
Isto denota a falta de noção das proporções que é típica de grande parte dos responsáveis por serviços do Estado.
No tempo do antigo regime em que estive enclausurado no Hospital Escolar de Lisboa presenciei umas quantas vezes com interesse e entusiasmo infantil a aterragem dos célebres Alouette III. Não faço ideia se cumpriam ou não as normas da época mas que aterravam, aterravam.
E nesse tempo os jornalistas não os baptizavam de ilcópteros.
“O meio é escolhido devido à patologia do doente. E não por ser este helicóptero ou aquele. Isso pouco importa.” – diz alguém que é suposto saber de socorro urgente a doentes ou sinistrados.
A esta excelente figura que sabe bem que os helicópteros não são todos iguais escapa porém que existem hoje restrições de toda a sorte, umas mais ou outras menos razoáveis, à aterragem de helicópteros em pátios hospitalares e que nem todos os tipos daquelas aeronaves, pelas suas dimensões e características, podem aterrar em suposta segurança num hospital.
Isto denota a falta de noção das proporções que é típica de grande parte dos responsáveis por serviços do Estado.
No tempo do antigo regime em que estive enclausurado no Hospital Escolar de Lisboa presenciei umas quantas vezes com interesse e entusiasmo infantil a aterragem dos célebres Alouette III. Não faço ideia se cumpriam ou não as normas da época mas que aterravam, aterravam.
E nesse tempo os jornalistas não os baptizavam de ilcópteros.
Contrato
Se o Baltasar assina um contrato com o Belchior que no seu clausulado prevê que a denúncia por qualquer das partes, sem justa causa, origina uma indemnização de tal valor e se o Baltasar não está já a ponto de cumprir o assinado, tem bom remédio: paga o valor acordado e vai à sua vida. É um não-assunto.
Se o Baltasar assina um contrato com o Belchior que no seu clausulado prevê que a denúncia por qualquer das partes, sem justa causa, origina uma indemnização de tal valor e se o Baltasar não está já a ponto de cumprir o assinado, tem bom remédio: paga o valor acordado e vai à sua vida. É um não-assunto.
10/07/2025
Broncos
Estava aqui um indivíduo a dar conta do disparate que ouviu de alguém a quem por irónica salvaguarda gabou a inteligência e a competência específica num determinado campo. Terá o digníssimo e reverendíssimo bronco afirmado a propósito de um qualquer aparato: “se dá para falar, também dá para escutar”.
Estava aqui um indivíduo a dar conta do disparate que ouviu de alguém a quem por irónica salvaguarda gabou a inteligência e a competência específica num determinado campo. Terá o digníssimo e reverendíssimo bronco afirmado a propósito de um qualquer aparato: “se dá para falar, também dá para escutar”.
07/07/2025
05/07/2025
04/07/2025
03/07/2025
Já chegarem...
Já chegaram às televisões os ladrilhadores dos campos e seus companheiros de jornada.
Em contraponto ouvi ontem uma voz assisada. Disse coisas que remam contra a maré do pensamento dominante e é responsável pela AGIF.
Já chegaram às televisões os ladrilhadores dos campos e seus companheiros de jornada.
Em contraponto ouvi ontem uma voz assisada. Disse coisas que remam contra a maré do pensamento dominante e é responsável pela AGIF.
02/07/2025
30/06/2025
Simples
A ser verdade o que foi relatado, que muita gente fugiu ontem das praias com o surgimento da nuvem ameaçadora à semelhança do que ocorreu em 1999, então os simples não melhoraram nada na avaliação de riscos desde então.
Um factor decisivo para a sobrevivência isto de saber avaliar um risco.
Em nota à margem, um meteorologista que não sabia do que se tratava, tratou ele mesmo de explicar que era uma nuvem desenvolvida entre os 500 e os 1000 m de altitude...
A ser verdade o que foi relatado, que muita gente fugiu ontem das praias com o surgimento da nuvem ameaçadora à semelhança do que ocorreu em 1999, então os simples não melhoraram nada na avaliação de riscos desde então.
Um factor decisivo para a sobrevivência isto de saber avaliar um risco.
Em nota à margem, um meteorologista que não sabia do que se tratava, tratou ele mesmo de explicar que era uma nuvem desenvolvida entre os 500 e os 1000 m de altitude...
27/06/2025
26/06/2025
25/06/2025
Casminos
Assim do nada, bem, do nada não, estavámos a falar de alperces ou damascos, larguei um "casminos".
A galega, do outro lado da linha, não conhecia o termo. Consultou o oráculo miraculoso e obteve nada, palavra desconhecida. Deve o dito ter-lhe sugerido palavras afins, não se tratasse de erro tipográfico.
Face a isto, consegui obter via Google uma única referência ao casmino, de alguém que ficou com um caroço entalado...
Não fui de opinião! Então um fruto tão apreciado lá pelas minhas bandas não tinha mais menções do que a um caroço entalado?
Indignei-me e comuniquei tal indignação às minhas próximas que sabiam(?) bem do que se tratava.
Foi aqui que começou a confusão. Como o termo já não é usado há muito, havia a dúvida se designava alperces, pêssegos ou ambos.
Dividiram-se as hostes e suas ramificações: junto com a teima vieram características diferenciadoras como o caroço saltar ou não, o tamanho do fruto, a cor preponderante e outras.
O caso ainda não está resolvido e a culpa foi da galega que me disse que ia apanhar alperces barra damascos.
A ver vamos se ganho um saquito deles. Ao menos isso.
Com esta entrada passa a haver duas a falar de casminos.
imagem daqui
Assim do nada, bem, do nada não, estavámos a falar de alperces ou damascos, larguei um "casminos".
A galega, do outro lado da linha, não conhecia o termo. Consultou o oráculo miraculoso e obteve nada, palavra desconhecida. Deve o dito ter-lhe sugerido palavras afins, não se tratasse de erro tipográfico.
Face a isto, consegui obter via Google uma única referência ao casmino, de alguém que ficou com um caroço entalado...
Não fui de opinião! Então um fruto tão apreciado lá pelas minhas bandas não tinha mais menções do que a um caroço entalado?
Indignei-me e comuniquei tal indignação às minhas próximas que sabiam(?) bem do que se tratava.
Foi aqui que começou a confusão. Como o termo já não é usado há muito, havia a dúvida se designava alperces, pêssegos ou ambos.
Dividiram-se as hostes e suas ramificações: junto com a teima vieram características diferenciadoras como o caroço saltar ou não, o tamanho do fruto, a cor preponderante e outras.
O caso ainda não está resolvido e a culpa foi da galega que me disse que ia apanhar alperces barra damascos.
A ver vamos se ganho um saquito deles. Ao menos isso.
Com esta entrada passa a haver duas a falar de casminos.
imagem daqui
24/06/2025
23/06/2025
Jornalistas e a chamada mediação noticiosa
Um ledor de notícias anunciou que Israel bombardeou uma prisão iraniana onde se encontram presos opositores ao regime.
Não se apercebeu o referido ledor da contradição contida na notícia: ao atacar uma prisão onde estão pessoas contrárias ao regime que se pretende atingir, está a agir-se em contra-mão.
A menos que tivessem justamente derrubado os portões, aberto as celas, aniquilado os guardas.
É comum que jornalistas se refiram à informação constante nas redes sociais como carente de mediação, de enquadramento. Porém, a maioria deles é incapaz de ser crítica dos conteúdos que papagueia. Um jornalista que se detenha a meio da notícia e dê conta do disparate que estaria a pontos de ler, é uma raridade. Ainda os há mas são tão poucos...
Dito isto, há qualquer coisa nesta notícia que está por explicar.
Um ledor de notícias anunciou que Israel bombardeou uma prisão iraniana onde se encontram presos opositores ao regime.
Não se apercebeu o referido ledor da contradição contida na notícia: ao atacar uma prisão onde estão pessoas contrárias ao regime que se pretende atingir, está a agir-se em contra-mão.
A menos que tivessem justamente derrubado os portões, aberto as celas, aniquilado os guardas.
É comum que jornalistas se refiram à informação constante nas redes sociais como carente de mediação, de enquadramento. Porém, a maioria deles é incapaz de ser crítica dos conteúdos que papagueia. Um jornalista que se detenha a meio da notícia e dê conta do disparate que estaria a pontos de ler, é uma raridade. Ainda os há mas são tão poucos...
Dito isto, há qualquer coisa nesta notícia que está por explicar.
22/06/2025
Língua
Está a passar-se com a língua um fenómeno semelhante ao que se passou com a paisagem: os simples, importando sem critério - por impossibilidade própria da sua simplicidade - os traços das construções que haviam divisado em terras distantes, cedo se deitaram a copiá-los com as consequências desastrosas que todos conhecemos.
A língua está a ser sujeita a uma das maiores transformações desde o "chic a valer" e suas adjacências do princípio do século passado.
Uma classe iletrada e pouco dotada alcandorou-se aos bancos da universidade onde fez o seu caminho pelas sendas mais fáceis de trilhar. É em tudo permeável ao deslumbramento com as americanices linguísticas que absorve já não dos telexes das agências mas de qualquer sítio na internet* e do jargão profissional acrítico.
Por ignorar a nossa língua não faz a menor ideia de que existem há muito em português termos com o mesmo significado das americanices que profere. Umas vezes fá-lo por pura ignorância outras por pedantismo novo-rico.
*cedo nesta como em outras por não ter existido em português palavra que a substitua ou que o faça satisfatoriamente - rede não me parece grande opção embora a use por vezes quando o significado é inequívoco.
Está a passar-se com a língua um fenómeno semelhante ao que se passou com a paisagem: os simples, importando sem critério - por impossibilidade própria da sua simplicidade - os traços das construções que haviam divisado em terras distantes, cedo se deitaram a copiá-los com as consequências desastrosas que todos conhecemos.
A língua está a ser sujeita a uma das maiores transformações desde o "chic a valer" e suas adjacências do princípio do século passado.
Uma classe iletrada e pouco dotada alcandorou-se aos bancos da universidade onde fez o seu caminho pelas sendas mais fáceis de trilhar. É em tudo permeável ao deslumbramento com as americanices linguísticas que absorve já não dos telexes das agências mas de qualquer sítio na internet* e do jargão profissional acrítico.
Por ignorar a nossa língua não faz a menor ideia de que existem há muito em português termos com o mesmo significado das americanices que profere. Umas vezes fá-lo por pura ignorância outras por pedantismo novo-rico.
*cedo nesta como em outras por não ter existido em português palavra que a substitua ou que o faça satisfatoriamente - rede não me parece grande opção embora a use por vezes quando o significado é inequívoco.
21/06/2025
20/06/2025
19/06/2025
Os coitadinhistas
Os coitadinhistas nunca autorizariam um censo que viesse a apurar quantos bisavós portugueses tem cada um dos actuais detentores da nacionalidade portuguesa.
Isso é mera informação. Mas é uma informação que incomoda muito os simples coitadinhistas.
Os mesmos que em muitas outras situações clamam por transparência.
Se há coisa que não se pode exigir a ninguém, a nenhum grupo, é que seja coerente porque tal qualidade não é humana.
Dito isto, não se pode clamar por coerência sendo humano.
Só faz tal quem nasceu ontem e não sabe onde anda.
Os coitadinhistas nunca autorizariam um censo que viesse a apurar quantos bisavós portugueses tem cada um dos actuais detentores da nacionalidade portuguesa.
Isso é mera informação. Mas é uma informação que incomoda muito os simples coitadinhistas.
Os mesmos que em muitas outras situações clamam por transparência.
Se há coisa que não se pode exigir a ninguém, a nenhum grupo, é que seja coerente porque tal qualidade não é humana.
Dito isto, não se pode clamar por coerência sendo humano.
Só faz tal quem nasceu ontem e não sabe onde anda.
18/06/2025
Eurosport
A equipa de comentadores de ciclismo do Eurosport haveria de se ater a comentar o ciclismo e não de ter presunções a raciocinar, coisa que não consegue.
A forma como repetidamente dão nota de não entenderem que os atrasos entre grupos são estimativas (e não medidas) falíveis dadas por um algoritmo pouco rigoroso é um dos exemplos em que mais valia estarem calados.
A equipa de comentadores de ciclismo do Eurosport haveria de se ater a comentar o ciclismo e não de ter presunções a raciocinar, coisa que não consegue.
A forma como repetidamente dão nota de não entenderem que os atrasos entre grupos são estimativas (e não medidas) falíveis dadas por um algoritmo pouco rigoroso é um dos exemplos em que mais valia estarem calados.
Impunidade
Uma das características desta sociedade coitadinhista e dissoluta é a impunidade.
Tudo se pode fazer sem correr demasiados riscos, sem medo de punição severa.
Os que se assumem como politicamente correctos só parecem dar por isso quando a violência desbragada os atinge. Como vivem na famosa bolha nem todos os dias isso acontece.
Nem todos os dias dão por isso.
Uma das características desta sociedade coitadinhista e dissoluta é a impunidade.
Tudo se pode fazer sem correr demasiados riscos, sem medo de punição severa.
Os que se assumem como politicamente correctos só parecem dar por isso quando a violência desbragada os atinge. Como vivem na famosa bolha nem todos os dias isso acontece.
Nem todos os dias dão por isso.
17/06/2025
16/06/2025
Grande turismo
Nunca ninguém com responsabilidades políticas se interrogou sobre a validade ou invalidade do Estado prestar apoio ao turista nacional encalhado numa zona condicionada pela guerra?
Não será exigir demais ao Estado que seja paizinho de todos os que deslocam em viagem de lazer?
Uma coisa é retirar nacionais de uma zona de guerra, outra diferente é acorrer aos que não têm voos no dia previsto ou por qualquer outra razão vêem os seus planos de férias alterados sem que isso constitua um risco para a sua segurança.
Nunca ninguém com responsabilidades políticas se interrogou sobre a validade ou invalidade do Estado prestar apoio ao turista nacional encalhado numa zona condicionada pela guerra?
Não será exigir demais ao Estado que seja paizinho de todos os que deslocam em viagem de lazer?
Uma coisa é retirar nacionais de uma zona de guerra, outra diferente é acorrer aos que não têm voos no dia previsto ou por qualquer outra razão vêem os seus planos de férias alterados sem que isso constitua um risco para a sua segurança.
14/06/2025
12/06/2025
Afinal...
Afinal há portugueses que não são bem portugueses, admite expressamente a bem pensante imprensa e até um membro do governo.
Afinal há portugueses que não são bem portugueses, admite expressamente a bem pensante imprensa e até um membro do governo.
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