03/09/2009

Restos de colecção (73)



Imagens da brochura da inauguração do Monumental, in “Monumental Monumental”; José Manuel Fernandes, Revista Arquitectura, nº152, Maio-Junho de 1984, p.73
(clicar para ampliar)

02/09/2009

Duas grandes cabeças

Em confronto na TVI.
Valha-me Deus!
Notas avulsas

Ninguém conseguiu ainda explicar à maioria dos jornalistas o que significa a palavra circunscrito. Ao que parece, nem em geometria, de forma canónica, nem aplicada a um fogo.
Continua essa maioria a achar que é sinónimo de extinto. Ou qualquer coisa dentro do género.
Ainda que haja aqui alguma justificação para tal. É que também não é claro que para todos os bombeiros tenha o mesmo significado.
A palavra controlado é que parece que desapareceu do léxico. À falta de rotundas, talvez.

Há muito quem queira ladrilhar* os campos, depois de feita a desmatação.

Esqueci-me do Tonel, quando referi César Prates e Angulo. Talvez porque quando entrou para o Sporting, isso não nos fez campeões. Enfim...

Ainda na bola, se tínhamos Scolari até C, temos Queirós até D. Mais um, portantes!

O ruído que se ouviu mais do que uma vez, durante a entrevista ao Primeiro-Ministro na RTP era um miado, um choro de criança, uma parte gaga sem graça ou o quê?


* escrito que estava este post, ouvi Gil Martins dizer que não se pode alcatroar a floresta. Ladrilhar parece-me mais bonito.

01/09/2009

Sócrates e a verdade

É verdade que a verdade é uma verdade complicada. E que exibi-la em política é estultícia.
O mesmo se aplica à modernidade, ao progressismo.
Sócrates verbera a primeira e exibe a segunda.
Ok

Quando o tempo é fresco, há mérito do dispositivo em não haver fogos.
Quando a coisa aquece, é por causa do calor que os fogos disparam.
Acho que percebi a lógica. Bate mesmo certo com o esperado.
Notas avulsas

Angulo segue o exemplo de César Prates. Ambos foram contratados por mim, no CM, antes de o Sporting se lembrar deles. Com César Prates, o Sporting foi campeão.

Ainda se continua a perguntar pela licença camarária de uns discos voadores de feira porque um deles se soltou, aparentemente por quebra do braço. Como se a licença camarária tivesse algum tipo de relevância para a coisa se dar ou não dar.

O acaso deu evidência à minha questão sobre a comparação de probabilidades – a de veranear junto às arribas e a de caminhar rente às paredes.

Os inúmeros incêndios começados a desoras não deixam grandes dúvidas quanto à sua origem.
Os tontos do costume o que dirão deste surto de fogo, com tanto planeamento e tanto meio aéreo?

Talvez o furacão da costa oeste venha apaziguar um pouco a tristeza dos catastrofistas que se vêem obrigados a recorrer ao Katrina, ignorando o colapso dos diques, para ilustrar as ideias.

Sobre estas e outras coisas, ando com ganas de me espalhar na escrita. Mas sem tempo.
O dia do placard

Ao dia 1 de Setembro de 1939, setenta anos que já lá vão, associei sempre um placard de madeira onde se afixassem jornais, notícias.
Não sei ao certo como era o placard, tenho uma vaga ideia de que se situava em Ferreira do Alentejo.
É uma memória que me foi transmitida pelo meu Pai como o dia do início da guerra. Por ter sido nele que leu a notícia.
Do início de uma guerra para a qual se viu, mais tarde, na iminência de ir combater.
A tenaz apertar-se-ia sobre a Polónia e Estaline, um dos invasores, acabaria sentado em Potsdam.


© Poeticbent in Wikimedia Commons

31/08/2009

31 de Agosto

Os anos passam e a caravana apodrece, longe do mar.
História


© IBM Research – Zurich

Como em quase tudo na vida, há um sem-número de barreiras de crença que é preciso transpor para aceitarmos aquilo que não cabe na nossa própria experiência.
Transpostas tais barreiras, o que se vê nesta foto é a História propriamente dita.

30/08/2009

Coisas


(clicar na foto para ampliar)

Ok, a publicação a tempo dos dados relativos a incêndios florestais em curso não será uma coisa com uma importância por aí além. Concedo.
Esta mensagem (das 18:59) sugere-me, até porque acompanho desde o seu aparecimento há anos, este tipo de informação que a multiplicação de ocorrências durante o dia de hoje entupiu o sistema. Seja lá o sistema o que fôr.
Sugere-me. Não o posso afirmar.
Mas é uma sugestão que nasce da associação a outros casos, como o da Linha Saúde 24 – essa com uma importância comparavelmente maior – o sistema não está programado para reagir expeditamente a um surto. E é justamente nos surtos que ele aumenta de importância e justifica a sua existência.
Coisas...

P.S. Ouço neste preciso momento que também o Ricardo Jorge não estará a dar conta do recado, atrasando as análises de despiste da gripe A.

27/08/2009

Os homens dos bastões

Estive aqui a ouvir quatro Bastonários em debate na RTP.
Intelectualmente, dois deles são pessoas muito capazes. A um outro não o ouvi nunca o tempo suficiente para formar uma opinião. O que resta diz o que lhe vem à cabeça e não tem medo de o dizer. Admiro-o por isso.
Extraindo o sumo ao que foi dito, desemboca-se sempre no país mal organizado, mal hierarquizado, entregue aos mais incapazes dos incapazes.
Confere.
Leceia, 2009

26/08/2009

Portugal, 2009



A autêntica definição de um lugar conhecido.
Pelado

Fiquei agora mesmo a saber que a Liga dos Campeões, ou as suas eliminatórias preambulares vá, se podem disputar em campos pelados.
Logo a seguir, vi Moutinho marcar um golaço.
A ver vamos.
Probabilidades

O que será mais arriscado:
Passar todas as temporadas de praia encostado a falésias ou andar a mesma porção de tempo rente às paredes em qualquer cidade portuguesa?
A forma como se reage às adversidades, correndo atabalhoadamente pelas trancas, também mostra o desenvolvimento mental de uma sociedade.
E as afirmações dos responsáveis, não pelo desastre, mas pela orla costeira mostram que, para lá da corrida às trancas, há pouco tino.
Ontem, num debate na TVI, reivindicaram-se pelouros, jurisdições, dinheiros, etc.
Sobre o caso, valha a verdade, é que não há mesmo nada a dizer. Não tem assunto.

24/08/2009

União de facto

Eu também não consigo perceber por que é que a união de facto tem que ter direitos e deveres para além daqueles que são decididos por comum acordo dos interessados.
O que é que o Estado tem que meter o bedelho?
É só porque há um número excessivo de pessoas que têm que ser protegidas pelo Estado de tudo e mais alguma coisa?
Não seria mais indicado instruí-los, fazê-los usar a cabeça?
Ou há alguma outra razão que me escape?

23/08/2009

Lições de civismo e de moral a granel

Uma coisa absolutamente insuportável é o tom inquisitório com que os papagaios do jornalismo, recém-encartados num qualquer procedimento ou atitude de que nunca tinham ouvido falar – nota-se isto pelo deslumbramento com a coisa – quase exigem aos entrevistados não conformes que se confessem pecadores e, frente à câmara, instados pelo microfone, ali mesmo peçam a absolvição e se penitenciem.

É vê-los agora perseguir aqueles que estão junto a falésias depois de terem deixado os suspeitos de não lavarem as mãos.
Não há pachorra.