10/04/2013

09/04/2013

Is this it*?


Imagens da Sky News, reportagem de David Chater à chegada das tropas americanas a Bagdade.

Dez anos depois, yes, this is just about it. Cada um que ponha o it onde lhe calha.

* ainda hoje tenho dúvidas entre "is this it?" e "this is it?"
Medos

Se há medo em mim de alguma coisa é seguramente o de o chão me fugir debaixo dos pés. Quase em oposição aos irredutíveis gauleses que temiam apenas que o céu lhes caísse em cima das cabeças.
E, de facto, por estes dias passou-me pela dita cabeça várias vezes a hipótese de se desencadearem fenómenos geológicos desse tipo já que os deslizamentos se foram banalizando.
Se assim o digo é porque não são os deslizamentos que temo, são mesmo coisas como aquela que aconteceu perto de Porto de Espada e que não são assim tão vulgares por cá.
A razão pela qual temo desde sempre estes e não aqueles fica ao vosso alvitre.


foto de Nugo Veiga / LUSA


100m para a profundidade da dolina não será um exagero de quem não tem noção das proporções?

07/04/2013

Restos de colecção (80)



Em vez de me trajar formalmente e compôr uma reacção televisionável à comunicação do Sr. Primeiro-Ministro.

06/04/2013

05/04/2013

Coisas estranhas

Pareceu-me ter encontrado hoje o compositor emérito.
Havia a penumbra, a mesa de mistura em ponto pequeno e uma certa hesitação dele em servir-me um café.
Longe, bem longe de Almeida. Num lugar onde jamais havia posto os pés.

04/04/2013

Paralelo 38 (cont.)


as primeiras imagens que o Google me indicava há pouco numa demanda por propaganda norte-coreana

31/03/2013

Encontrou-se


Mrs. Tauger, née Zeltou

Não se procura, portanto.
Procura que a ter acontecido, daria este resultado ecuménico.

30/03/2013

29/03/2013

Probabilidades

Em séries aleatórias, a probabilidade de acontecer b imediatamente depois de ter acontecido a é aparentemente igual à de qualquer outro elemento do conjunto.
Na História, a sequência dos acontecimentos tem diversos graus de previsibilidade. Há séries em que a modulação permite escalonar as probabilidades de acontecer b, c ou d depois de a e há séries em que estamos perto do comportamento aleatório. Isto no mundo de Alice, que no outro ninguém se atreve a especular sobre a especulação.
A meu ver vamos entrar nos números mais baixos da contagem decrescente para um confronto entre Israel e o Irão à volta das instalações nucleares deste.
E há um outro teatro em que me cheira que a esmagadora maioria das potências não faz a menor ideia do que vai acontecer a seguir, é a escalada em que a Coreia do Norte se tem vindo a empenhar, na qual segundo os sismógrafos vai muito à frente dos iranianos.
Aparentemente, esta ameaça é tida como insignificante. Uma espécie de folclore inconsequente.
Porém, se o meu olfacto não me engana, poucos sabem o que vai naquelas cabeças.

27/03/2013

O que é que (me) vai acontecer amanhã?

Há tempo suficiente para não saber quanto – coisa que não faz todo o sentido, porque ele há coisas que o tempo não apaga, mas faz algum – apareceu-me escrita algures – há tempo suficiente para não saber onde – pela minha mão a data de 28 de Março de 2013.
Não creio que se trate de um compromisso assumido e esquecido.
Pondo isso de parte, alguma coisa me acontecerá amanhã. Coisa que por ter merecido destaque de desmemorandum deve ter lá a sua importância.

25/03/2013

Sem descanso

Trata-se de ir repetindo inutilmente o caso. Coisa para que tenho certa tendência.
É impossível fazer omeletes sem ovos.

24/03/2013

Acelerador

Via-me com ela, duas partículas aceleradas em circuito fechado, chocando com determinada frequência. Mas de raspão.
Quando finalmente o choque foi frontal e sem meias palavras sussurradas, dissiparam-se as dúvidas, não a energia.
Noto ainda o esplendor de tal choque.
A mulher dos sonhos era real, porém imaginada. Tanto quanto se pode imaginar um quadro a óleo.
Trocarei o verbo imaginar por desenhar?
Portugal, 2004