15/07/2014

Natalidade

Vou ver com muita atenção o que diz o relatório encomendado sobre a natalidade em Portugal.
Quero ver o que ele diz sobre a razão directa que há entre pobreza e baixo desenvolvimento e taxa de natalidade. Quanto mais pobre e menos desenvolvido o país, maior a taxa de natalidade, coisa que se pode ver todos os anos nos IDH da ONU.
O primeiro-ministro acha que se resolve com mais subsídios – retira-se do contexto do discurso.


imagem da SICN

Não comecem depressa a pensar justamente no contrário – em limitar globalmente a natalidade e hão-de deixar um lindo mundo aos vindouros. A menos que se comecem a colonizar outros planetas.

14/07/2014

Contas

Já embirrei aqui um trio de vezes (1,2,3) com os comentadores de ciclismo que querem e não conseguem perceber como é que se calcula um atraso. Que é uma coisa de uma dificuldade absolutamente insuperável.
Hoje, a somar-se aos comentadores do Eurosport, uma personagem.
Essa personagem elaborou sobre os atrasos. Com atraso.

12/07/2014

Jornalismo

Uma amiga, jornalista, afirma-me por vezes que para trabalhar em certas redacções é preciso ter um défice cognitivo. Ela até o diz com mais veemência.
Afirmação essa a que eu respondo confere.
Hoje, houve um problema com um avião da TAP que foi obrigado a regressar a penates, depois de qualquer coisa ter acontecido supostamente com um dos reactores – toda a gente já ouviu a notícia.
Diz que caíram peças que acertaram em carros no enfiamento a norte da pista.
Ora o trato que lhe é dado é de génio – entre os passageiros não houve feridos, sequer algo a assinalar.
Supunha eu, e talvez a minha amiga, com quem não falei, que seria de esperar que fosse dito que no chão, onde caíram coisas do céu, é que não houve feridos.
O avião, já se sabia, regressou à base apenas com menos umas peças.
Se isto não é atraso mental, é o quê?
Razões

Qual será a razão pela qual se valorizam nas reportagens os depoimentos dos que se indignam com as baixas numa guerra?
Quadros frequentes sempre que a guerra entre israelitas e palestinianos se reacende.

11/07/2014

Jornalismo

Quem se mete a ouvir as notícias do país, no programa Portugal em Directo, tem a oportunidade de confirmar a qualidade da informação.
Citando de memória:
[Na Santa Casa] ... estão expostos objectos da Misericórdia de Lisboa e das outras catorze Misericórdias existentes no país.
Logo na notícia a seguir:
[Em Coimbra] ... a procissão da Rainha Santa pára na antiga Ponte da Portagem.
Esta gente não sabe nem sabe que não sabe?
Coisas que os antigos diziam de outra maneira - sentença décima quinta

O paternalismo intelectual propicia a infantilidade dos filiados.

10/07/2014

Das divisões do Mundo (episódio n+11)

O Mundo também se divide entre os que habitaram quartos com nome e os inúmeros outros.
Beja, 2014

09/07/2014

Requiem pelA Palmeira

Calculo que A Palmeira tivesse uns oitenta anos. Pela datação das fotos em que era pequena, pela época em que o meu Avô a mandou plantar.
Já a conheci adulta, dando nome ao Largo.
Primeiro foi o largo e as oliveiras (seriam oliveiras?) que a enquadravam que desapareceu. E com ele o campo da bola e os bancos de betão que eram balizas.
Numa cedência democrática ao alcatrão e ao viarismo de rodas de borracha.
E agora, velhinha, A Palmeira apanhou com o escaravelho feito praga. Não a vi a morrer. Quando fui ver dela já só encontrei o Largo. Com uma placa – as placas são coisas recentes lá na vila – a dizer dA Palmeira.
Talvez o nome se mantenha por mais uns oitenta anos. Por mera inércia.



A praga de escaravelhos que está a dizimar as palmeiras é um assunto tabu?
Não se lê, não se ouve falar dela.

08/07/2014

Se

Se um Filipe de Espanha está na cidade, o homem não está.

05/07/2014

Coisas insuportáveis

As mensagens encomendadas contra o racismo e as diversas discriminações papagueadas pelos idiotas úteis e enfatizadas pelos comentadores de serviço.
Será que isto não tem efeito contraproducente ou sou só eu que fico enjoado?

04/07/2014

Os simples carimbados

Ao ver as imagens do viaduto derruído em Belo Horizonte, ocorreu-me perguntar:
O que é que se apurou na investigação da queda da passagem pedonal em betão sobre o IC19 junto ao Casal dos Afonsos? De quem foi a responsabilidade e a culpa?
O que é que aconteceu àquele simples que diziam os jornalistas ser carimbado e certificado e que, após o colapso do viaduto ferroviário de Benfica, então em construção sobre a 2ª Circular, afirmava do alto da sua cátedra que acidentes assim eram normais na construção? Nesse, por sorte, ninguém se aleijou muito, ao que parece.
E já agora nos outros casos que ocorreram na época da vertigem cavaquista do betão, o que é que se apurou?
Exegese

E há, claro, interpretações diversas da velha frase “O futebol é um jogo em que há onze homens de cada lado e, no final, ganham os alemães.
Versões reduzidas, de sintaxe duvidosa, também são escrutináveis.

03/07/2014

PS


Foto na página do Público

Diz que o PS mandou retirar o cartaz que vi ontem à noite a anunciar as primárias para 28 de Setembro.
Quando cheguei a casa dei-me ao trabalho de ir à página do dito ver o que havia sobre a eligibilidade dos votantes. Não havia nada.
O PS é responsável por grande parte do desnorte em que Portugal tem vivido nas últimas décadas. Isto é apenas um sintoma do desnorteamento intrínseco das criaturas.
O país segue dentro de alguns anos.

01/07/2014

Estádios mal cobertos

Tendo o futebol deixado de ser um desporto em meados do século XX e estando em processo, tal como o ciclismo, de deixar de ser uma competição para passar a ser apenas um espectáculo publicitário, há um desafio no horizonte dos patrocinadores que é mais importante do que saber se a bola entra ou não entra, o qual é o de promover apenas espectáculos nocturnos com iluminação artificial ou então para os espectáculos diurnos escolher dias cinzentos ou cobrir os estádios de forma a evitar aquilo que foi péssimo neste mundial, as condições de contraste claro-escuro que deram transmissões televisivas da qualidade que se viu, quase ilegíveis em boa parte do tempo.


imagem da RTP
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 24




Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.

30/06/2014