21/12/2015

BANIF

Não se fazem omeletes sem ovos.
Não se faz trabalho competente sem inteligência.

20/12/2015

Despesa pública

Mandou a RTP a Espanha uma senhora a quem não ensinou o básico das eleições nem o básico do método de Hondt.
A criatura lá disse que um dos partidos, apesar de ter tido menos votos do que um outro, obtivera mais deputados, por causa do método de Hondt.
É a esta gente que pagamos do nosso bolso.
Acidentes ferroviários quase esquecidos (parte III)


Diário Popular, de 21 de Dezembro de 1965

Apenas dois dias depois do grande acidente com o Sud-Express, um comboio da Linha de Sintra chocou de frente com um mercadorias entre o Algueirão e a Portela de Sintra.
Resultaram daí vinte mortos e dezenas de feridos.
Na época não se descortinaram os motivos que levaram o maquinista do mercadorias a abandonar a estação de Sintra sem a devida autorização e a fazê-lo, ainda por cima, pela via contrária.
O acidente produziu-se cerca de 3 km mais à frente, quando embateu de frente com a composição de passageiros que vinha de Lisboa e já havia transposto Algueirão – Mem Martins.
Na minha memória, estando presentes ambos os acidentes, este e o do Sud, não os julgava tão próximos no tempo.
No mesmo dia, um acidente muito menos grave ocorreu na Praia do Ribatejo.
Esta catástrofe também não figura nas habituais listas de acidentes ferroviários. Faz hoje 50 anos.

18/12/2015

Acidentes ferroviários quase esquecidos (parte II)


Diário Popular, de 19 de Dezembro de 1965

Não tendo ocorrido em território nacional mas tratando-se de um comboio ocupado maioritariamente por portugueses, o acidente com o Sud-Express em Villar de los Alamos foi uma catástrofe ferroviária de grandes dimensões que abalou o país.
Não figura nas habituais listas de acidentes ferroviários. Faz hoje 50 anos.

05/12/2015

Vermelho mais vivo

Vermelho mais vivo! A qualidade está aqui! – dizia para a televisão um produtor de porcos, comparando a carne portuguesa com a espanhola.
A quantos produtores envergonhou ele com esta asserção?

03/12/2015

Da crença

A crença, qualquer crença incluindo a crença na Razão, resulta de que, no fundo, tudo haverá de ter uma explicação. Divina ou entendível.
Deixando de lado as explicações divinas, há uma explicação que se pede para tudo o que ocorra.
E crê-se mesmo que essa explicação existe. Mesmo que essa explicação só se “possa alcançar” dissecando as ideias ou os impulsos de um morto.
E ficam os crentes apaziguados quando se lhes explica.
Montalegre, 2001

01/12/2015

Arte chocarreira

Não fosse o caso de o Amigo Bic Laranja ter dado nota do sucesso, eu hoje teria percebido que a arte chocarreira portuguesa atingira a celebridade unesquiana.
Afinal foi só o chocalho.
Diz que a silly season é no Verão.

29/11/2015

COP 21



E gente que arre marcha para defender o clima.
Deixo aqui esta memória que encaixa bem no que se vai ouvir e ler nos próximos dias.

26/11/2015

Igual tantos anos depois mas mais às escâncaras

Na vida de hoje, o mundo só pertence aos estúpidos, aos insensíveis e aos agitados. O direito a viver e a triunfar conquista-se hoje quase pelos mesmos processos por que se conquista o internamento num manicómio: a incapacidade de pensar, a amoralidade, e a hiperexcitação.

Pessoa, Fernando; “Livro do Desassossego”; Fragmento 175, § 3º

24/11/2015

Notícias do manicómio

Quando expomos, por estes dias, uma situação anómala a qualquer entidade, o mais certo é recebermos uma primeira resposta em que nos é repetido, tintim por tintim, tudo o que comunicámos anteriormente. E isto como tendo sido uma descoberta dos próprios.
Muita sorte se ficarmos por aqui. Que o normal é recebermos mais umas quantas cartas ou o que fôr, a repetir o mesmo e a pôr de parte qualquer hipótese de estabelecer uma comunicação que não seja uma conversa de surdos. Com excepção desse primeiro passo em que nos é repetido tudo o que informámos.
Confirma-se

Tal como previsto há três anos, o burro irá de Ferrari.

23/11/2015

Nome

Anda gente atribulada a pensar na melhor forma de designar o grupo terrorista da moda.
As razões aduzidas são quase demenciais, mas é claro que ditas com ar sério.
Se isto é essencial, se isto é até de uma secundária ordem, o mundo vai de facto a caminho do manicómio.