20/11/2004

Sonhos


imagem em http://simcity4.free.fr/Elt/lots01.php?page=2&icnx=

Três quartéis, uma prisão, dois cemitérios, um aeroporto, duas igrejas, mais de meia-dúzia de moínhos, algumas centenas de hectares de terras agrícolas, duas matas e muitas casas - era o que eu via das minhas janelas.
Hoje ainda diviso algumas destas coisas, muito mais casas, um hospital e aí um terço da terra agrícola. As matas, sim, permanecem lá.
Vejo é uma forma de dizer. A casa ainda a tenho. Mas passa mais de um ano que de lá não me assomo.
Um destes dias, deixarei mesmo de a ter. O cerco aperta-se. Daqui apenas vejo prédios e tenho uma vaga ideia de pastagens. Uma auto-estrada que apostei ia ser construída e cuja aposta ganhei de alguém incapaz de prever os problemas de estacionamento à porta de casa, passa ali ao fundo.
Mas hoje não. Hoje via a minha mãe clicar o rato e fazer desaparecer loteamentos inteiros.
Agora quero ver as ceifas. Clique.
Tire-me dali o hospital, mãe. Clique.
Aquela torre e a escola, clique.
Quero ver aquela rampa onde adormeci ao volante. Clique.
Um pouco mais de contraste, carregue nos verdes, clique.

19/11/2004

Velhice

Há muitos anos, um primo meu reduzia o envelhecimento a um encurtamento da repetibilidade dos fenómenos.
Que começava a tomar consciência de que os bons momentos podem ser irrepetíveis. Coisas assim, dizia ele.

O caso aqui é com a máquina, como já vos disse.
Tomei uma certa consciência de que a adaptação às novidades já não é o que era.
E que a paciência para arrumar a casa também não.

Já perdi a conta às mudanças de PC desde o ano de 89, em que pela primeira vez me debati quotidianamente com uma maquineta que me dizia C:\>
Antes disso, é certo que já tinham decorrido os gloriosos anos do Spectrum, depois ainda dos anos em que os cartões perfurados eram entregues num balcão para serem sujeitos ao escrutínio das autoridades competentes.

Aliás, o primeiro Spectrum, um denodado 48K (a gente ri-se) era pródigo em censurar o dono.
Achava ele que lá mesmo porque lhe apetecia podia impunemente trocar os caracteres das linhas de Basic por espantados pontos de interrogação, como se me dissesse que não estava de acordo que eu o utilizasse para programaçõezinhas.
Tanto o fez que foi devolvido à procedência, lá pelos idos de 83. O seu substituto jaz inerte ao lado de uma impressora cujo rolo era pouco mais largo do que o do uma caixa registadora. Memórias!
Mas nenhum desses sucessos me deixou tão mal encarado como este agora.
É que a questão não é perder os dados. Que esses não perdi. É perder as configurações das coisas que não pude ou me esqueci de pôr a salvo.
É ter que perder o hábito de procurar isto e aquilo da forma a que estava habituado.
É recuperar as milhentas coisas das quais não nos apercebemos da falta que nos fazem.
É ter que escrever neste editor de texto ao qual não estava habituado, enquanto o sistema não fica instalado com todos os utilitários da praxe.
É muita areia para a minha camioneta. Fico mal encarado, mal disposto, zangado.
Ainda há quem diga que o homem não é um bicho de hábitos.
Também há quem diga que já não há gajas boas.

17/11/2004

Intermitências

As avarias têm, como tudo na vida, a sua escala.
Uma modificação irreversível a uma dada escala pode, a uma outra escala, causar uma avaria intermitente.
Que são as mais aborrecidas. Como não diz a Lei do outro, é justamente quando queremos que ela aconteça que ela não acontece. E assim se não detecta.
Pois tem sido mais ou menos isso o que sucedeu por aqui nos últimos tempos. A preguiça de esmiuçar a coisa com mais tempo também não ajudou. Mas a verdade é que se deu com ela, finalmente.
Depois de trocada a peça avariada, novo contratempo. Mas ainda assim, a parte "dura" da coisa parece agora em bom estado. Quanto à parte "mole", que não se deixava examinar em termos por causa da avaria, vai agora para escrutínio. Se houver, como parece que há, demasiados bichinhos a passear nas entranhas, prevê-se uma solução feniana.
Talvez este blogue esteja mais uns dias de molho.

15/11/2004

Negócios de família


imagem de http://ueno.cool.ne.jp/ctgm/icon02.html

Não sei em que conta se tinha o meu pai como homem de negócios. Mas não era lá muito famoso, também não era campo que lhe interessasse. Sempre foi pouco de pés na terra, embora não tivesse feito outra coisa na vida do que fincar pés (outro tipo de pés, mais pesados) na terra.
Das poucas vezes que falámos de negócios, trocámos ideias sobre negócios futuros que poderiam ser, nesses anos 70, boas oportunidades.
O negócio que ele tinha debaixo de olho surpreendeu-me. Quando dei por mim, apercebi-me que tinha feito já volumoso trabalho de casa. Falou-me da matéria-prima, de que dispúnhamos em relativa abundância e da forma como tenderiam a evoluir os seus preços, de um inicial custo negativo na aquisição a terceiros, para um custo positivo que estabilizaria numa certa casa assim que a vizinhança desse pela coisa.
Falou-me dos contactos que fizera com investigadores. Que os custos mais significativos seriam no equipamento e na dotação para investigação.
E disse-me que havia mercado. Que estava convencido disso.
Claro que a ideia nunca passou sequer ao papel. Mas era interessante. Curiosamente, mais de dez anos depois, falei nisso a alguém que estava nesse ramo da investigação e que me disse que já tinha ouvido falar em algo do género, mas muito mais recentemente, à época. Ainda hoje não existe em Portugal nada no género. E mais não digo.
Quando lhe falei na minha, que não era nenhuma novidade, era até uma ideia que já fazia o seu percurso industrial noutros países, mostrou-se céptico.
Que a questão era o tratamento da matéria-prima. Era a recolha. Era preciso uma grande capacidade de armazenamento, etc.
Hoje, andamos todos a trabalhar para essa indústria. Somos mão-de-obra não remunerada. Gostava de saber com mais detalhe quem está a encher os bolsos com isso.
Era um negócio de lixo que eu queria montar.
Calibrações

Assim fosse possível calibrar a razão como se calibra um joystick.
Mais para a esquerda, um pouco para trás...
Para a direita e para a frente, clique...

14/11/2004

Um passo em frente


Foto de MSMS
As séries malucas (que não são para aqui chamadas) e a ordem das coisas


Foto de O.A.Brekke em http://www.olavsplates.com/netherlands3.html

Tenho lido com alguma perplexidade a pouca coisa que se tem escrito sobre a iminente mudança nas matrículas de automóveis.
Estão prestes a esgotar-se as combinações 00-00-XX.
Do pouco que pude ler, não li nada que sugerisse que o que se segue é o formato 00-XX-00.
Sempre me interessei por matrículas de automóveis. Não me perguntem por quê.
E é com a habitual condescendência que leio os disparates que aparecem aqui e ali.
Intrincados cálculos combinatórios (que não têm nada de intrincado, mas assim parecem), comparações absurdas com realidades desconhecidas, de tudo aparece no pouco que se escreve sobre o assunto.
Habituei-me há muito à ideia de que o nosso sistema é semelhante ao holandês. Semelhante no sentido de não ser igual, que o deles tem lá as suas particularidades tal como o nosso tem, mas formalmente confundível. E com o atraso respectivo.
Daí que já esperasse que ao formato antigo quase coincidente com as chapas pretas, XX-00-00, sucedesse o actual, como aconteceu na Holanda.
Daí que espere agora que as letras passem para o meio.
E que, assim esgotadas as combinações de duas letras - quatro algarismos, se passe às quatro letras - dois algarismos, tal como eles o fizeram.
Temos, com este sistema, ainda pano para muitas mangas. Talvez até ao tempo em que passe a haver outro tipo de identificação. Não percebo assim as confusões sobre o que vai e não vai acontecer a seguir.
Até comparações do nosso sistema com a fase em que está o sistema holandês actual (quatro letras mais dois algarismos) já tenho lido, como se não tivesse havido história no sistema deles.
Este é daqueles assuntos que não tem assunto.
Nem sei por que raio me lembrei dele agora.
E como não sou homem de modas, o último carro que comprei ainda tem as letras no início. O próximo, com toda a certeza, não as terá no fim.

13/11/2004

Sotaque alentejano


imagem de http://geocid-snig.igeo.pt/Portugues/fotosa.html

Sempre o tive. Mais carregado umas vezes, menos acentuado noutras.
Segue estas variações conforme a bússola.
Mulheres que acordaram com um urbano de sotaque levemente sulista e adormeceram nos braços de um alentejano chaparro que deixara as botas caneleiras do outro lado do quarto.
O mistério da coisa tem a ver com a progenitura. Que nem um nem outro ostentavam o tal sotaque.
Mas este vosso criado sempre foi de duas paragens. E muito parava ele no sul. Pouco mais que palavras não eram ditas no último dia de escola e já o sacrista dava à sola.
Serve este intróito para dizer da minha pouca vontade em o fazer hoje em dia.
Por um lado, já não conto com as paredes que me abrigaram por mais de quarenta anos.
Por outro, sendo certo que em tempos até constou em alguns círculos que o homem tinha feito as malas e se instalado de vez a espreitar a horta, sendo também certo que pouco faltou para o boato deixar de o ser, dou-me hoje conta de que já não o faria.
E não o faria, não o farei, pelo menos enquanto a maré não mudar, por uma razão essencial - não convivo bem com os ambientes fechados.
Fechados porque o sistema o é. As conversas tendem a ser da vida alheia, os palpites sobre as coisas que faço e que não faço tendem a ser mais do que muitos. Mesmo aqueles que nunca se interessaram por esses temas, o fazem hoje. Foram engolidos pelas circunstâncias. Não me apetece sê-lo também.
Há uns anos, deparei com um recanto que me encantou. Ribeira, choupos, pinheiros resguardando da estrada, só vantagens. Desde que me habituasse a conviver com a passagem do comboio sobre a interessante ponte metálica ao fundo do quintal.
A pergunta que faço a mim próprio é se algum dia nascerá alguma coisa por ali.
E se nessa época já estarei surdo para a passagem do comboio e para as vozes do mundo.

12/11/2004

Traumatismo na Fazenda Pública

Não foi o valor do imposto que paguei.
Sequer foi a atenciosidade do funcionário. Ou a falta dela.
Não foi a fila de pagantes. Estava sozinho ao balcão.
Foi a senhora que entrou, vestida de vermelho.
O funcionário bloqueou. O vizinho do lado idem.
Talvez eu seja muito exigente com a fazenda.
Vista de perto, não era caso para tanto.
Hora certa

Uma das curiosidades desta época é o dispormos de uma carrada de dados inúteis que, às vezes, podemos achar curiosos.
Aqui no mundo dos blogues e num caso como o meu, que não conheço pessoalmente nenhum dos autores que leio, quase que se pode dizer com precisão ao segundo o momento em que virtualmente dei por eles.
Quando chego a um blogue que me agrada à primeira vista, é certo que gravo o endereço nos tais dos favoritos. Não será no segundo imediato, com toda a certeza. Pode até dar-se o caso de não o gravar à primeira visita. Mas com esses tais dados inúteis, lá posso saber data e hora, minuto e segundo do registo.
Conheci-te, melhor dizendo registei-te às 0:44:31 de 10 de Abril de 2004.
E para que serve isto?
Whatever



Dias rectangulares

11/11/2004

Mais azul

Qualidade e quantidade são conceitos que se entrelaçam. Se é facilmente aceite que qualquer qualidade é resultante de uma quantidade, também é certo que só se pode quantificar partindo de uma definição de qualidade.
Quantificam-se azuis, depois de os qualificar como tais.
A quantidade de azuis numa mistura dá, a partir de uma escala, a qualidade dessa mistura.
Ovo e galinha, mais uma vez.
No entanto, considerem-se os problemas mais escrutinados que a humanidade actualmente enfrenta ? quase todos eles perderiam expressão se a contagem dos homens à face da terra fosse mais baixa. E não a perderiam na proporção directa da redução do número de viventes, seria uma redução muito maior.
Outros problemas se levantariam então. Para alguns deles, a solução seria haver mais gente.
A Natureza estará para nos pregar uma partida? Que qualidades são estas que retiramos do nosso número actual?
O século do povo


imagem de http://www.bbcfactual.co.uk/peoples_century.htm#top

O século dito do povo foi justamente aquele em que mais povo morreu às mãos da guerra.
86 anos depois de se calarem as armas do primeiro dos banhos de sangue, para uma curta trégua, pergunto-me:
E este, que século será?
O 11 de Novembro trouxe este ano mais um marco para a história. Veremos que importância tem.

10/11/2004

Fumar beatas


imagem dehttp://whyfiles.org/183smoking/3.html

Não sou dos que têm razão para se queixar da vida. Porventura, os que têm razão para isso não se queixam.
Nem sei muito bem para que é que fui buscar esta conversa a propósito de fumar beatas.
Mas talvez fosse para me desculpar de tocar num tema que pode ser sempre interpretado de outra forma. Não é de miséria que se trata. Nem de queixumes.
É apenas uma constatação de que certas coisas na vida tendem a esquecer-se.
E esta noite lembrei-me disso por me ter faltado o tabaco.
Nos tempos que correm, aqui em Portugal, não há grande razão para faltar o tabaco desde que se tenha dinheiro para o comprar.
A qualquer hora da noite há sítios abertos onde se pode comprar um macito de cigarros.
Quase toda a gente tem carro para se deslocar até lá, se fôr longe para ir a pé.
No meu caso, tenho aqui a 500 m uma bomba de gasolina. Mas esta noite resisti. Não fui. Foi nessa altura que me lembrei das beatas.
Das vezes em que nas noitadas se reciclavam os cinzeiros.
Vício de um cabrão, este.

07/11/2004

À estrada

Por um acaso qualquer, é nestes dias de Novembro que há muito faço longas jornadas na estrada.
Já nem sei quando isso começou, mas foi lá para o final dos anos 80.
E quase sempre acontece que surgem os tais dias de céu azul, frios, que é para norte que quase sempre abalo.
Também já ocorreu ir para sul e dar praia. Praia de Novembro, magnífica.
Por isso, ao olhar para o céu nestes dias, e ante a impossibilidade próxima de me pôr a andar, a coisa fica um bocado negra.
É um sol que não ajuda a quem está parado.
Sapos difíceis de engolir

E outros bichos até.
Ao editor do Sapo não se consegue aceder.
Ao da Globo também não.
Valha a verdade que eu também não me sinto lá muito bem.

06/11/2004

O compadre de Setúbal


imagem de http://vfc.no.sapo.pt/htm/indice.htm

As poucas vezes que eu e o meu avô materno falámos de futebol versaram sobre as suas actuações como back direito numa equipa estudantil da Beja do tempo em que roubaram o Galo. Ou então sobre os resultados do Vitória de Setúbal, apenas a propósito da satisfação que ele antevia no coração de um compadre que tinha na cidade do rio azul.
As alusões ao compadre tenho-as presentes desde o tempo em que procurava os resultados do Sporting na competente página do jornal e ele me pedia a informação sobre o desfecho do jogo do Vitória.
Já o meu avô estava quase nos noventa quando lhe perguntei afinal qual era o seu clube. Disse-me que se inclinava para o Sporting mas que não fazia caso disso.
E já eu tinha perto de trinta anos quando o meu avô me disse que o compadre dele, que nunca cheguei a conhecer, falecera durante ou após um jogo do Vitória de Setúbal.
Hoje, parece que veio a propósito esta lembrança. Nem o meu avô nem o seu estimado compadre saberão do resultado de amanhã.
Mas já agora, que ganhe o Vitória.
Com este post, é provável que perca alguns leitores.
Os tempos e os modos

Nunca exijo coerência a um interlocutor a menos que o veja exigi-la a outros.
E, isso infelizmente, é o pão nosso de cada dia.
Eu já disse aqui que não sou coerente. A única coerência que pressinto é a da minha sobrevivência. Em sentido lato, a dos outros. Dos mais próximos para os mais longínquos.
Nunca me regi por cartilhas, tirei chapéu a líderes, idolatrei figurões. Quem sabe não o venho a fazer?
Mas não o tendo feito até agora, sou pelo menos poupado ao T'arrenego e às lágrimas de crocodilo.

Uma das coisas que observo com curiosidade é a parcialidade disfarçada de objectividade na defesa de certas figuras e no ataque a outras.
Sou muito redutor nestas coisas. Face a determinados conflitos, há sempre a propensão de tomar partido. Nada de novo nisso.
E quando se trata de guerras, acho que vale tudo. Considerações morais à parte, que essas levam a uma discussão infindável. E se as guerras se pudessem resumir ao tipo que quer conquistar a casa do outro sem a ela ter direito (teríamos que ver o que é que isso quer dizer), e à resposta do acossado, também eu não hesitaria em tomar partido, se a coisa se desenrolasse nas minhas barbas. Não vou a tanto quando é do outro lado da floresta. Bem sei que às vezes, em vez das barbas de molho é melhor pegar no extintor.
Não tomando partido, é-me indiferente que se matem criancinhas com mísseis ou com bombas em mochilas. São mortes de crianças. Ponto.
Tomando partido e estando até envolvido na luta, sou como qualquer outro, as minhas valem sempre mais do que as deles.
Agora, não me atrevo é a encadear longos argumentos para justificar a barbárie. Não quero fazer de mim mais estúpido do que o que sou, pois sei que os outros não são estúpidos.
É aqui que estranho (ou talvez não) que se subtraia à história de Arafat o seu passado guerrilheiro.
Confesso que nesta luta, não tenho campo. Há demasiada culpa de terceiros envolvida nas origens desta guerra. Se nos situarmos num plano objectivo, é mais uma guerra. Por território. Baixas de ambos os lados são baixas de guerra, importa pouco se vêm dos céus ou se viajam de autocarro os ventos da morte. Cada um luta com os meios que tem. São assim as guerras.
Mas para aqueles que acham que o terrorismo é uma guerra à parte, que tanto batem no peito quando se cometem atrocidades, que não há terrorismo bom e mau, etc., é bom lembrar a História.
Ela não começou nem hoje, nem na segunda metade dos anos 40, nem há 2000 anos atrás.
E o passado de Arafat é o do guerilheiro que esteve, com outros, por trás da génese de um certo tipo de terrorismo de cariz rácico e religioso, no passado século XX e do qual temos hoje novas versões. O terrorismo não foi inventado nessa época, mas foi seguramente reinventado. Tratou-se de actos de guerra? Pois tratou.
Mas qual é a diferença entre esses actos e os que tanta gente hoje condena?
Eu confesso que não vejo nenhuma.
Como, repito, não vejo diferença entre a criança morta pelo míssil "inteligente" e a que morreu num autocarro por via de uns cartuchos de dinamite ou outro explosivo qualquer.