08/08/2009

Κύπρος



Para quem, como eu, tem um fascínio por esta ilha bem como pelas de Creta e Malta, nunca lá tendo posto os pés, esta moeda que hoje me deram, é uma espécie de chamariz.

06/08/2009

Nos sapatos do fotógrafo enquanto jovem (cena 6)



Estação C.F. de Lisboa-Rossio

05/08/2009

Lisboa, esta tarde

Agradecimento



Desde 2003 que tenho o blogue H Gasolim Ultramarino (daí vem o ultramarino) alojado nos servidores da Globo.
Para além do serviço ter sido sempre de bom e regular funcionamento, descontando as primevas convulsões de crescimento, proporciona ainda o alojamento de imagens, de modo simples e rápido.
É a esse alojamento que recorro agora para alojar as páginas das “Ruas com dias”, com novo aspecto.
Agradeço à Globo as boas condições que me oferecem, gratuitamente, em comparação com as que me foram retiradas pela Zon, ainda que dela seja cliente e pague religiosamente as contas.

04/08/2009

Ele há dias

Desde que me deitei ao trabalho de fazer uma caderneta com marcos miriamétricos das estradas nacionais do Plano de 1945 e depois de placas com nomes de ruas que fossem datas, até completar todas as estradas e todos os dias do ano, que me vinha socorrendo do espaço que a Netcabo agora dita Zon disponibilizava aos seus clientes. Posto que era aos clientes e que estava incluído no contrato inicial, era um serviço pago.
A Zon resolveu acabar com tal coisa, mandou um mail de aviso como manda ene de índole comercial e que me escapou.
Quando me dei conta que não conseguia aceder às páginas, aos ficheiros, fiz uma reclamação.
Depois de uma primeira resposta certeira em que me comunicaram o fim – os papagaios agora dizem descontinuação, como se descontínuo fosse igual a fim – e tendo em conta a minha resposta posterior algo indignada, sobreveio um chorrilho de comunicados em que me diziam que a minha situação estava a ser analisada, misturados com segundos avisos de que as páginas iriam deixar de estar acessíveis a edição no dia tal, já mais do que passado, até que, finalmente, alguém mais capaz pôs fim à torrente, confirmando a tal descontinuação, mas que, no futuro, talvez...
Isto foi em Junho e princípios de Julho.
Um destes dias – um mês depois dos sucessos - recebi um mail comercial da Zon informando-me que em dada área do sítio deles, poderia gerir a minha página pessoal.
Como tivesse tentado mexer na página e aquilo embora parecendo funcionar, não funcionava – o que é dizer aceitava ficheiros novos mas depois não os reconhecia – voltei a perguntar com base na tal comunicação comercial o que é que tinha que fazer para carregar e apagar ficheiros.
Responderam-me por SMS que, atendendo à minha reclamação – qual reclamação? Apenas pedi que me respondessem a uma dúvida – tinham verificado que eu tinha acesso a todas as áreas das páginas deles!!!
Insisti, explicando que não tinha feito reclamação alguma recentemente, apenas um pedido de esclarecimento. E que agora me bastava um sim ou sopas. Ou voltava a haver páginas pessoais ou não.
Desta feita, pelo telefone, disseram-me que, de facto, as páginas pessoais estavam descontinuadas!
Há pachorra para isto? Não há!
O curioso nisto tudo é que nunca mais me disseram por escrito que as páginas pessoais tinham terminado.



As ruas estão provisoriamente na Bravenet.
As estradas continuam lá na Zon, sem edição possível, até que as retirem do ar.
Já tenho para ambas as colecções um novo alojamento previsto.

02/08/2009

Metade da vida

Metade da minha vida levei-a a ouvir o "Lugar ao Sul", de Rafael Correia, na Antena 1. 25 anos.
Ontem, sem saber grande coisa do que se passava, ouvi na parte final uma estranha saudação por voz alheia ao programa.
Duvido que a rádio me volte a proporcionar momentos como aqueles.

A quem não souber do que se tratou, convido a ir aqui e ouvir.
C.M. 1274 de Sintra, 2006

E.T.A.



Também a E.T.A. data de 1959.
O ano de todas as revoluções.
Pertenço ao grupo dos que não condenam o terrorismo por ser o que é – terrorismo.
Na guerra, se não tenho um lado meu, posso quando muito observar. E nessa observação corro o risco de tombar para um dos lados, mais hoje menos amanhã.
Objectivamente, considero que cada um combate com os meios que tem. É longa a história que aí conduz e não me detenho a valorizar esses meios.
Já escrevi sobre isso aqui, a propósito de Arafat.
Tento imaginar-me na pele de um acossado. Ou de alguém que luta por algo em que acredita acima da própria vida. Tenho a certeza de que não consigo. Mas tenho a confiança de que lutaria também.
Debate

Inversamente proporcional à capacidade intelectual de um debatente é a quantidade de vezes que profere qualquer coisa do género, visando o interlocutor: “eu sei que isto o põe nervoso...
Está muito na moda. O que quer dizer...

01/08/2009

Distorcer

No estranho caso da deputada convidada, viu-se finalmente quem é que andava a distorcer os factos.
Os que com cara-de-pau vão agora, na certa, trocar as tintas à coisa, para ver se passa na malha grossa.
É uma vulgaridade. Ainda por cima sem ponta por onde se lhe pegue.
Mas seria pouco avisado esperar deles mais.

31/07/2009

Restos de colecção (72)


trecho de uma tabuada de 1969? (clicar para ver mais amplo)

30/07/2009

Voar baixinho


imagem da página da Assembleia Legislativa dos Açores

O caso do Estatuto dos Açores é exemplar da qualidade intelectual da maioria dos parlamentares – não confundir com maioria parlamentar, a que a semântica se encarregou de dar outro significado.
A política feita com asneiras e disparates é apenas um espelho das cabeças. Nada mais do que isso.
Isto cansa.
Não que eu tenha em suprema conta um organismo como o Tribunal Constitucional. Mas há coisas que são de bê-á-bá.
À janela do comboio

Fui à janela enquanto falava com a moça que estava sentada ao fundo da carruagem, ao lado de quem pousei a revista que lia, e quando saí da janela, depois de ver por onde passávamos, verifiquei que estava na janela seguinte, entre várias mulheres sentadas à esquerda e à direita.
Perguntei para a geral o que tinha acontecido – como é que tinha sido possível eu ter posto a cabeça de fora numa janela e a cabeça para dentro numa outra?
Ninguém ao que me recordo se mostrou interessado no assunto. Talvez a moça ao lado da minha revista, talvez ela me tenha lançado um olhar compreensivo.

29/07/2009

Sporting

Depois da forma como me envergonhou a época passada e que não esqueci, não espero que o Sporting faça grande coisa esta época.
Antes sair cedo do que ser enxovalhado. O dinheiro... eu sei!
No país dos incapazes

Há algo de muito subjectivo nesta apreciação mas o facto é que ouvir que vai haver uma investigação judicial sobre o caso do Hospital de Santa Maria me faz imediatamente pensar que agora é que não se vai apurar nada. Mesmo nada.
É subjectivo, repito. E preconceituoso, admito. Oxalá me engane.
Não vi

Apercebi-me esta noite de que houve um debate entre Santana Lopes e António Costa na SIC.
Não vi, de facto.
Há muito que ouvi de ambos o suficiente para ter de cada um a ideia que são intelectualmente fraquíssimos.
Sair da boca de qualquer deles qualquer coisa que faça algum sentido só por efeitos de algum milagre.
Não acredito em tais coisas.
Alguém crismou esta luta de “O Costa do Castelo” contra “O Leão da Estrela”. Não faço ideia quem foi, mas quem foi teve espírito.

28/07/2009

No país dos incapazes

Deixemos de lado, por ora, seja o que fôr de muito grave que tenha ocorrido no Hospital de Santa Maria.
A questão é que não se saberá ainda o que foi, se é que alguma vez se saberá.

Atentemos apenas, para já, no chorrilho de asneiras aqui mencionado genericamente e que foi proferido nas primeiras horas, ao bom estilo de a bata do cirurgião não era azul mas vermelha, o que está contra as normas – ninguém disse isto mas ouviram-se ene coisas do mesmo calibre.
Ele era a política das farmacêuticas e suas recomendações, também as recomendações do Infarmed, a farmácia do Hospital entregue a não sei quem e muito mais asneirolas com as quais eu gostaria de ver confrontados os seus postilhões num futuro próximo. Isso nunca acontece. Dizem-se as coisas mais desprovidas de sentido – ainda ninguém se lembrou de perguntar se a sala de cirurgia (ou salas de cirurgia) estava certificada, coisa que é comum acontecer noutros contextos.
Se cai uma parede em cima de alguém, o importante é saber se a obra está licenciada ou não e não o que de facto motivou a queda. Faz parte da cultura arracional em vigor.

Ouço mesmo agora que a Procuradoria resolveu abrir um processo. A ver, virão os desgraçados pacientes?
Pobre país, como dizia JPP.
Gáfete, 1995



Em 1959 talvez esta imagem não fosse muito diferente.