Justifica-se?
O país está em tal estado que se justifica que viaturas oficiais circulem (uma delas, pelo menos) na Avenida da Liberdade com velocidades que a energia necessária para desfazer dois robustos carros alemães revela?
Se se justifica, poder-se-á saber qual a razão?
Ou há apenas a inenarrável menoridade de sempre por detrás disto tudo, como parece decorrer das diferentes versões propagandeadas até ao momento?
Há qualquer coisa que me faz acreditar numa senhora que diz ter sido testemunha do acidente e contou* à SIC o que viu.
*assim que encontrar a reportagem de que falo, colocarei aqui o link.
28/11/2009
27/11/2009
Agenda
Este pc não me deixa fazer grande coisa. Faz jus à sua designação inglesista.
Deixasse ele que eu escrevesse algo mais substancial e, mesmo não sendo um procurador de actualidades, ver-se-ia que a espuma dos últimos dias por certo se derramaria por incontáveis linhas.
Antes assim. Que não daria nada de bom.
Este pc não me deixa fazer grande coisa. Faz jus à sua designação inglesista.
Deixasse ele que eu escrevesse algo mais substancial e, mesmo não sendo um procurador de actualidades, ver-se-ia que a espuma dos últimos dias por certo se derramaria por incontáveis linhas.
Antes assim. Que não daria nada de bom.
25/11/2009
Os três macacos

Copyright © 2003 David Monniaux in Wikipedia
Talvez o legislador tenha ido buscar aos três macacos sábios a proibição de a contactar com b.
Coisa que, no caso de b não querer ser contactado por a, considerar até isso uma ameaça, se percebe e em que se antevê até uma certa facilidade de ser feita prova de violação e com isso ver-se a condenado a uma qualquer pena.
No caso de existir a presunção de que tanto a como b têm interesse nesse contacto, sujeitar a essa disposição legal (alínea d do nº1 do art 200º do C.P.P.) um arguido é ou não é um rematado disparate?
Um dos macacos, como sabemos, nem quer ver!
Copyright © 2003 David Monniaux in Wikipedia
Talvez o legislador tenha ido buscar aos três macacos sábios a proibição de a contactar com b.
Coisa que, no caso de b não querer ser contactado por a, considerar até isso uma ameaça, se percebe e em que se antevê até uma certa facilidade de ser feita prova de violação e com isso ver-se a condenado a uma qualquer pena.
No caso de existir a presunção de que tanto a como b têm interesse nesse contacto, sujeitar a essa disposição legal (alínea d do nº1 do art 200º do C.P.P.) um arguido é ou não é um rematado disparate?
Um dos macacos, como sabemos, nem quer ver!
24/11/2009
23/11/2009
22/11/2009
21/11/2009
Lições

Ao fim de tantos anos de trabalho, a lição está mais do que aprendida.
Mas o desleixo de uma hora, de um dia, de uma semana...
Abençoados sejam estes senhores.
Ao fim de tantos anos de trabalho, a lição está mais do que aprendida.
Mas o desleixo de uma hora, de um dia, de uma semana...
Abençoados sejam estes senhores.
20/11/2009
19/11/2009
Escalas

Não sei se me vou conseguir explicar a escala (há um erro óbvio na graduação) desta "Água Boa" de pH aí pelo 2 e que fazia (e faz) muito bem à pele.
É que um dos lados da escala é volúmico e o outro mássico.
E cada um deles é comparativo. Com água de pêras e água de maçãs. Ou sumo.
E ela usou-a nas pernas. Num varandim mal amanhado.
Não sei se me vou conseguir explicar a escala (há um erro óbvio na graduação) desta "Água Boa" de pH aí pelo 2 e que fazia (e faz) muito bem à pele.
É que um dos lados da escala é volúmico e o outro mássico.
E cada um deles é comparativo. Com água de pêras e água de maçãs. Ou sumo.
E ela usou-a nas pernas. Num varandim mal amanhado.
17/11/2009
Explicar as coisas
Há alturas em que a afirmação conveniente é um insulto intelectual.
Por se julgar que a afirmação razoável conduz ao caos.
Esta presunção é intestável. Seria necessária a velha história da ida por um caminho para medir as consequências e a volta atrás para seguir o caminho alternativo, medir as consequências e comparar.
E depois a História mostra-nos que o caos chega muitas vezes (quase sempre) por outras vias.
Esta coisa de se ir a correr dizer que não há uma relação causa-efeito quando nada se sabe sobre a causa, apenas sobre o "efeito" é o exemplo típico da afirmação presumidamente conveniente.
O politicamente correcto, afinal. Por enquanto.
Há alturas em que a afirmação conveniente é um insulto intelectual.
Por se julgar que a afirmação razoável conduz ao caos.
Esta presunção é intestável. Seria necessária a velha história da ida por um caminho para medir as consequências e a volta atrás para seguir o caminho alternativo, medir as consequências e comparar.
E depois a História mostra-nos que o caos chega muitas vezes (quase sempre) por outras vias.
Esta coisa de se ir a correr dizer que não há uma relação causa-efeito quando nada se sabe sobre a causa, apenas sobre o "efeito" é o exemplo típico da afirmação presumidamente conveniente.
O politicamente correcto, afinal. Por enquanto.
16/11/2009
Flickr

Uma escolha é hoje assim, amanhã assado.
Até hoje, escolhi estas fotos para colocar no Flickr. Não me comovo com o resultado, já o disse há anos.
Mas é isto o que fui capaz de fazer, de escolher. Não me envaidece nem me envergonha. Sou eu e uma máquina.
Uma escolha é hoje assim, amanhã assado.
Até hoje, escolhi estas fotos para colocar no Flickr. Não me comovo com o resultado, já o disse há anos.
Mas é isto o que fui capaz de fazer, de escolher. Não me envaidece nem me envergonha. Sou eu e uma máquina.
15/11/2009
Tromba d'água
O que eu sempre conheci por tromba d'água é o que se pode ver neste filme de Alessandro Coelho, encontrado no blogue Papo de Meteoro.
Lembro-me de ter visto este fenómeno umas duas ou três vezes em toda a minha vida, ao longe no mar.
Uma chuvada forte e localizada é hoje designada da mesma maneira.
Só que lhe falta a tromba...
O que eu sempre conheci por tromba d'água é o que se pode ver neste filme de Alessandro Coelho, encontrado no blogue Papo de Meteoro.
Lembro-me de ter visto este fenómeno umas duas ou três vezes em toda a minha vida, ao longe no mar.
Uma chuvada forte e localizada é hoje designada da mesma maneira.
Só que lhe falta a tromba...
Intersecções

fotos de autores alheios a este blogue
Há muito que tinha assinalado as semelhanças.
Não exactamente com esta ou com aquela mas com a intersecção das duas.
Como se fosse neta de duas mulheres da sua idade e de avós placebos.
Esta fotomontagem é feita a partir de fotografias públicas que não são naturalmente da minha autoria.
Apenas me abstenho de revelar a origem para não tornar óbvio quem são as duas mulheres aqui fundidas.
Sem outra pretensão que não seja a de admirar o resultado.
fotos de autores alheios a este blogue
Há muito que tinha assinalado as semelhanças.
Não exactamente com esta ou com aquela mas com a intersecção das duas.
Como se fosse neta de duas mulheres da sua idade e de avós placebos.
Esta fotomontagem é feita a partir de fotografias públicas que não são naturalmente da minha autoria.
Apenas me abstenho de revelar a origem para não tornar óbvio quem são as duas mulheres aqui fundidas.
Sem outra pretensão que não seja a de admirar o resultado.
14/11/2009
13/11/2009
Interpretar o Direito
Ouvi o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça afirmar que fora reeleito praticamente com os mesmos votos da última eleição. Um décimo a menos, acrescentou. E cito de memória.
Ora é justamente no décimo a menos que está o busílis. A tal interpretação do Direito. E bem sei que as sentenças que o Presidente do STJ profere para os jornalistas não são exactamente aquilo a que se chama sentença judicial passível de ser interpretada assim ou assado.
Mas analisemos.
Trata-se de um décimo de quê?
Se estamos a tratar de uma votação, não se vê que possa ser outra coisa senão de um voto, do número total de votos ou até de um décimo percentual do mesmo número de votos.
Atentemos na primeira hipótese: É pouco crível que um ou mais conselheiros tenham votos com ponderação decimal. Mas suponhamos que um de entre eles em vez de um voto tem nove décimas de voto. E que tendo votado antes em outro candidato, votava agora no Presidente eleito, por troca com outro conselheiro que tendo votado anteriormente em Noronha do Nascimento optou agora por um dos outros candidatos ou pela abstenção. Lá vem a tal décima ou décimo de voto a menos. No entanto, estou em crer que a coisa funciona com um homem um voto e que esta lucubração é basto falaciosa.
A segunda hipótese é ser um décimo do número de votos. Mais coisa menos coisa que os votos, ao que dizem os jornais, foram 65. Isto dá 6 ou 7, consoante se queira arredondar para cima ou para baixo. É válida mas aparentemente contrária à asserção de insignificância dada pelo juiz.
A terceira hipótese encalha no mesmo problema da primeira. É que um décimo percentual, ou seja um por mil do número de votos que são, relembro, 65, dá 0,065 votos. Pior um pouco do que uma décima.
Restam duas hipóteses, não mencionadas: a de o juiz estar a ironizar, o que é também plausível, e uma outra que não identifico mas que é fácil de alcançar.
Ouvi o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça afirmar que fora reeleito praticamente com os mesmos votos da última eleição. Um décimo a menos, acrescentou. E cito de memória.
Ora é justamente no décimo a menos que está o busílis. A tal interpretação do Direito. E bem sei que as sentenças que o Presidente do STJ profere para os jornalistas não são exactamente aquilo a que se chama sentença judicial passível de ser interpretada assim ou assado.
Mas analisemos.
Trata-se de um décimo de quê?
Se estamos a tratar de uma votação, não se vê que possa ser outra coisa senão de um voto, do número total de votos ou até de um décimo percentual do mesmo número de votos.
Atentemos na primeira hipótese: É pouco crível que um ou mais conselheiros tenham votos com ponderação decimal. Mas suponhamos que um de entre eles em vez de um voto tem nove décimas de voto. E que tendo votado antes em outro candidato, votava agora no Presidente eleito, por troca com outro conselheiro que tendo votado anteriormente em Noronha do Nascimento optou agora por um dos outros candidatos ou pela abstenção. Lá vem a tal décima ou décimo de voto a menos. No entanto, estou em crer que a coisa funciona com um homem um voto e que esta lucubração é basto falaciosa.
A segunda hipótese é ser um décimo do número de votos. Mais coisa menos coisa que os votos, ao que dizem os jornais, foram 65. Isto dá 6 ou 7, consoante se queira arredondar para cima ou para baixo. É válida mas aparentemente contrária à asserção de insignificância dada pelo juiz.
A terceira hipótese encalha no mesmo problema da primeira. É que um décimo percentual, ou seja um por mil do número de votos que são, relembro, 65, dá 0,065 votos. Pior um pouco do que uma décima.
Restam duas hipóteses, não mencionadas: a de o juiz estar a ironizar, o que é também plausível, e uma outra que não identifico mas que é fácil de alcançar.
11/11/2009
Às onze e onze* do dia onze do mês onze
Há qualquer coisa que faz com que me sinta compelido a ir visitar este local.

imagem desta página
*os 11 minutos a mais foram acrescentados pela minha cabeça este ano.
Há qualquer coisa que faz com que me sinta compelido a ir visitar este local.
imagem desta página
*os 11 minutos a mais foram acrescentados pela minha cabeça este ano.
10/11/2009
Paris, il y a vingt ans

O processo de "recuperação" desta fotografia de uma árvore de folha perene que estava mesmo em frente à janela do meu quarto, remete para as metáforas da memória de que a literatura e a poesia estão cheias.
Sou mais prosaico. Gostava de a recuperar em condições. Até à memória, afinal.
O processo de "recuperação" desta fotografia de uma árvore de folha perene que estava mesmo em frente à janela do meu quarto, remete para as metáforas da memória de que a literatura e a poesia estão cheias.
Sou mais prosaico. Gostava de a recuperar em condições. Até à memória, afinal.
09/11/2009
Há 20 anos

Este jornal, comprado em Londres no início do ano, dava a ideia de que a História teria factos relevantes a curto trecho.
O final desse ano foi alucinante.
A tarde e a noite de 9 de Novembro fizemo-las, eu e um velho companheiro de lutas, entre Barcelona e Paris, com um rádio a pilhas pendurado no espelho de um Renault 5, a ouvir as notícias com imensa interferência, como se deve calcular.
Ainda nos passou pela cabeça virar à direita, mas sem passaportes, seria difícil - impossível - chegar à História.
Na noite de dia 10, São Martinho para quem o comemorasse e com festa na André de Gouveia, onde estávamos aquartelados, foi na Praça do Pigalle que sentimos o espírito da coisa.
O exemplar do "Le Monde" desse dia guardo-o em qualquer lado. Por aí.
Este jornal, comprado em Londres no início do ano, dava a ideia de que a História teria factos relevantes a curto trecho.
O final desse ano foi alucinante.
A tarde e a noite de 9 de Novembro fizemo-las, eu e um velho companheiro de lutas, entre Barcelona e Paris, com um rádio a pilhas pendurado no espelho de um Renault 5, a ouvir as notícias com imensa interferência, como se deve calcular.
Ainda nos passou pela cabeça virar à direita, mas sem passaportes, seria difícil - impossível - chegar à História.
Na noite de dia 10, São Martinho para quem o comemorasse e com festa na André de Gouveia, onde estávamos aquartelados, foi na Praça do Pigalle que sentimos o espírito da coisa.
O exemplar do "Le Monde" desse dia guardo-o em qualquer lado. Por aí.
Subscrever:
Mensagens (Atom)