18/12/2009

Subjectivamente

Se alguma coisa de particular noto no clima ela é, sem dúvida, o retorno dos dias frios e com chuva aqui nestes arrabaldes de Lisboa.
Voltaram na segunda metade desta década. Depois de muitos anos de ausência.
Subjectivamente falando e sem qualquer consulta de dados.

17/12/2009

Tremor de terra

Lembro-me de Pacheco Pereira ter, em Fevereiro de 2007, chamado a atenção para um facto que todos aqueles que se interessam por sismologia puderam então constatar – a completa e total incapacidade do sistema do IM para responder a um afluxo “normal” em caso de sismo.
Ao contrário do que disse então Pacheco Pereira, não me parece que a gravidade esteja no facto de não ser possível aceder a informação útil neste site. Em caso de catástrofe será preocupante isso sim que a Protecção Civil não tenha meios de fornecer essa tal informação por todos os meios expeditos para orientar a população. Um site é importante mas não é o prioritário. É muito mais importante uma estação de rádio.
O que me parece lamentável é que o sistema, por não ser capaz, abdique de receber a informação quanto à intensidade que o público com acesso a estes meios está disponível para fornecer.
Esta noite aconteceu a mesmíssima coisa.
Foi possível comunicar o facto ao USGS de imediato. Pouco depois, também com alguma demora, ao IGN de Espanha.
Só muito mais tarde foi possível fazê-lo para o IM.
Com erros constantes e páginas bloqueadas no entretanto.
Incapacidade. Numa só palavra.

14/12/2009

Portugal, 2009



Nota: no dia em que o alojamento tradicional de imagens deste blogue deixou de funcionar. Tudo indica que de vez.

11/12/2009

Dinastia Ming

Francisco Louçã referiu-se ontem no Parlamento a umas afirmações que alguém há tempo fez sobre como apanhar os que fogem aos impostos, declarando rendimentos minimalistas, por via do folhear de revistas cor-de-rosa.
Mencionou um vaso Ming, do século III.
Não me consigo recordar se com essa menção reproduz o disparate de alguém ou se, pelo contrário é ele o autor da coisa.
Sendo este último o caso, não ficaria nada bem a quem se quer tão rigoroso e exigente.
Ao volante

Soube-se anteontem que a condutora envolvida num dos mais graves acidentes de viação rodoviária – quanto ao número de mortos – de sempre das estradas portuguesas, foi condenada em primeira instância a quatro anos e quatro meses de prisão, com pena suspensa.
Sobre o caso em si apenas me interessa agora saber que utilidade encontrou o tribunal na reconstituição do acidente. É uma coisa que me intriga desde o primeiro momento.

Já em abstracto, não conhecendo de forma alguma quaisquer circunstâncias do acidente ou qualquer dos envolvidos, fico a pensar na hipótese, aplicável a um sem-número de acidentes de automóvel, de o seu causador ser não um criminoso negligente mas um impreparado, um inconsciente da sua incapacidade para dominar um veículo automóvel e, por conseguinte, de o manter de forma segura a circular na via pública.
Neste caso, a negligência é de quem o licenciou para conduzir.
Será todo e qualquer indivíduo capaz de guiar um automóvel em condições de não pôr em risco a sua própria vida ou a de terceiros?
E não o sendo, aqueles que o não são, terão todos disso consciência?
Sempre me pareceu que não, para além das exclusões óbvias.
Ainda em abstracto e não conhecendo o número, que de resto calculo seja escasso, de condutores reincidentes na culpa pela morte de terceiros, pergunto-me se se justifica permitir que uma pessoa que é responsável por mortes na estrada continue a conduzir na via pública.
É que, relembro, os fumadores não são proibidos de ir à maioria dos restaurantes. Não podem é lá fumar.
Não se retiraria a esta gente o direito de circular na estrada. Apenas a possibilidade de o fazer no banco do condutor.
Será que o fumo de cigarros alheios mata mais gente do que a estrada?

10/12/2009

Assinando por cima

No caso, não é por baixo é por cima.
Uma belíssima e significativa fotografia do João Espinho que responde por mim.


© João Espinho

08/12/2009

Negras memórias

É improvável que no mesmo dia passem 30 e 20 anos sobre negros sucessos entre si nada relacionados na vida de um homem.
O improvável aconteceu pois há 20 anos atrás.
Por aqui perto.

07/12/2009

Oferta de Natal

Arredado que ando do alcatrão, ao invés do leitmotiv deste blogue, aprecio mais do que nunca as atenções.
Chegou-me hoje mais uma carteira de cromos de estradas enviada por DuVale.
Obrigado, amigo.

Alterações climáticas

Em seu tempo, para temperar o clima ou o ambiente usava um pé de poejo na lapela. Ou no bolso do lenço.
Frequentemente interpelado, teorizava longamente sobre os benefícios de tal atitude e sobre a maldade dos outros, que não usavam tal.
Ninguém me levava a sério. Era mesmo isso que eu pretendia das mulheres. Que não me levassem a sério.



imagem do site da cimeira

04/12/2009

Brasil

Bem podia ter apostado.
Máquina do tempo

Ouvi há pouco uma referência a uma máquina de filmar que grava imagens em contínuo num intervalo de 3 segundos sem ordem humana.
O que significa que, quando apontada a um alvo escolhido, engloba na filmagem os três segundos anteriores ao toque no botão.
Foi designada, por piada, como máquina do tempo. Como a máquina que filma o passado.
Ponho-me a pensar que, com a publicidade adequada, não faltarão os candidatos à compra desta máquina que filma o passado.

E, agora, pensando no futuro, cheira-me a Brasil.

03/12/2009

Restos de colecção (74)



Ouvi que tinha reaparecido nas bancas uma semana atrás a revista "O Volante".
Já depois disso tropecei neste exemplar de 1973, do 1º aniversário da 2ª série, no meio duma das minhas pilhas de recordações em papel. Data este da fase em que me esgueirava entre os chaparros ao volante do faruque.
Em formato de jornal, este título acompanhou-me pelas serras do país, conjuntamente com o Autosport, no tempo em que me deixava arrebatar pelo rugido das máquinas.
Calha bem aqui hoje. Não sei bem por quê.