30/10/2010
29/10/2010
Raoul’s umbrella*

© Disney / Cameron Mackintosh - imagem encontrada aqui
Confirma-se. Foi em 1994, pelo São Miguel, na feira de Ourique, a última vez que comprei um chapéu de chuva.
Um daqueles azuis, a sério. Que ostentei, alardeando a minha deambulação feiral com uma namorada improvável.
Esse outono e esse inverno e os do ano seguinte terão sido provavelmente os últimos em que me dotei de tal adereço para me abrigar da chuva.
Faço conta de ir hoje comprar um.
O que dá, se só andei duas invernias com o último, quinze anos. Mais perto de um terço da minha vida do que de um quarto.
Isto deve querer dizer qualquer coisa sobre:
A meteorologia dos últimos anos nos locais onde costumo hibernar.
Os meus hábitos de vida e de indumentária.
O cajado do de Ourique vai dar uma belíssima bengala.
*jogo de palavras enigmático.
© Disney / Cameron Mackintosh - imagem encontrada aqui
Confirma-se. Foi em 1994, pelo São Miguel, na feira de Ourique, a última vez que comprei um chapéu de chuva.
Um daqueles azuis, a sério. Que ostentei, alardeando a minha deambulação feiral com uma namorada improvável.
Esse outono e esse inverno e os do ano seguinte terão sido provavelmente os últimos em que me dotei de tal adereço para me abrigar da chuva.
Faço conta de ir hoje comprar um.
O que dá, se só andei duas invernias com o último, quinze anos. Mais perto de um terço da minha vida do que de um quarto.
Isto deve querer dizer qualquer coisa sobre:
A meteorologia dos últimos anos nos locais onde costumo hibernar.
Os meus hábitos de vida e de indumentária.
O cajado do de Ourique vai dar uma belíssima bengala.
*jogo de palavras enigmático.
28/10/2010
25/10/2010
Javardo

Quando vi este sinal no anúncio, veio-me à memória um outro, com três porquinhos de rabo retorcido, feito à medida.
Esse é mais difícil de filmar/fotografar.
Quando vi este sinal no anúncio, veio-me à memória um outro, com três porquinhos de rabo retorcido, feito à medida.
Esse é mais difícil de filmar/fotografar.
24/10/2010
Medidas simbólicas
Há umas coisas a que alguém deu o nome de medidas simbólicas e que são as primeiras medidas com um algum alcance que um governo toma.
Desde o fecho dos hipermercados nas tardes e noites de domingos e feriados até à deslocação de secretarias de Estado para fora da capital, temos que considerar a abolição de portagens na CREL, a possibilidade de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias e outras que agora não me ocorrem.
Verifica-se que deste lote só sobrevive a última.
No resto, temos um rol de asneiras que, a prazo, foram corrigidas. O que é significativo.
Ainda não consegui que alguém me explicasse a repercussão que a abertura dos hipermercados nas tardes e noites de domingo tem para o pequeno comércio retalhista.
Acho que, com isto, não quebrei a promessa que fiz. Levo isto à conta de História.
Há umas coisas a que alguém deu o nome de medidas simbólicas e que são as primeiras medidas com um algum alcance que um governo toma.
Desde o fecho dos hipermercados nas tardes e noites de domingos e feriados até à deslocação de secretarias de Estado para fora da capital, temos que considerar a abolição de portagens na CREL, a possibilidade de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias e outras que agora não me ocorrem.
Verifica-se que deste lote só sobrevive a última.
No resto, temos um rol de asneiras que, a prazo, foram corrigidas. O que é significativo.
Ainda não consegui que alguém me explicasse a repercussão que a abertura dos hipermercados nas tardes e noites de domingo tem para o pequeno comércio retalhista.
Acho que, com isto, não quebrei a promessa que fiz. Levo isto à conta de História.
23/10/2010
22/10/2010
Um mundo de doidos
Já não se trata da normal fuga à razão, própria dos comuns.
Vive-se um tempo de mentes doidas. Em que o mais estrondoso disparate faz escola, é repetido amiúde sem oposição.
Um qualquer napoleão de manicómio que ameace com uma espada de cartão fazer desabar um arranha-céus leva a que se reforce a estrutura do dito edifício.
É nisto que estamos. E longe de sair.
Já não se trata da normal fuga à razão, própria dos comuns.
Vive-se um tempo de mentes doidas. Em que o mais estrondoso disparate faz escola, é repetido amiúde sem oposição.
Um qualquer napoleão de manicómio que ameace com uma espada de cartão fazer desabar um arranha-céus leva a que se reforce a estrutura do dito edifício.
É nisto que estamos. E longe de sair.
20/10/2010
19/10/2010
18/10/2010
17/10/2010
The end
Espero ter a virilidade suficiente para manter a promessa – não mais falar dos atrasados mentais da regência e do bando de salteadores do pinhal da Azambuja.
Virilidade que é preciso ter para não mencionar tais desgraças.
Espero tê-la e mantê-la.
Há muito que pensava que um dia a cidadania haveria de finalmente desabrochar. Querer pagar impostos para obter determinado Estado em contrapartida.
Verifica-se que essa meta está a ser alucinantemente ultrapassada e que começa a haver cada vez mais seguidores da máxima “Não pagar impostos é um dever social!”
É-o, de facto. Alimentar prebendas, comedouros e malgas para uma tropa medíocre de situacionistas que, sem trabalhar a favor da organização do Estado por para isso serem intelectualmente incapazes, é um crime de lesa-Estado.
Não falarei mais desta tropa fandanga.
Espero ter a virilidade suficiente para manter a promessa – não mais falar dos atrasados mentais da regência e do bando de salteadores do pinhal da Azambuja.
Virilidade que é preciso ter para não mencionar tais desgraças.
Espero tê-la e mantê-la.
Há muito que pensava que um dia a cidadania haveria de finalmente desabrochar. Querer pagar impostos para obter determinado Estado em contrapartida.
Verifica-se que essa meta está a ser alucinantemente ultrapassada e que começa a haver cada vez mais seguidores da máxima “Não pagar impostos é um dever social!”
É-o, de facto. Alimentar prebendas, comedouros e malgas para uma tropa medíocre de situacionistas que, sem trabalhar a favor da organização do Estado por para isso serem intelectualmente incapazes, é um crime de lesa-Estado.
Não falarei mais desta tropa fandanga.
15/10/2010
Pesquisa e trabalho de campo

Desde que me deitei ao trabalho de fotografar placas toponímicas com datas que tropecei nos casos mais caricatos:
ruas que não existem a não ser no papel mas que já têm nome e código postal;
ruas que há muito existem, estão tombadas nos serviços camarários com tal nome mas que não só não o ostentam como, interrogados, os habitantes próximos (ninguém lá mora) dizem que não tem nome – nem esse nem nenhum;
ruas que têm o nome engatado nos serviços camarários;
Isto para além de muitos erros nos Google Maps, Bing Maps.
No ponto em que a coisa está, faltam-me descobrir placas para trinta e seis dias do ano – quase um décimo – a saber, caso algum de vós conheça uma que não cacei:
Desde que me deitei ao trabalho de fotografar placas toponímicas com datas que tropecei nos casos mais caricatos:
ruas que não existem a não ser no papel mas que já têm nome e código postal;
ruas que há muito existem, estão tombadas nos serviços camarários com tal nome mas que não só não o ostentam como, interrogados, os habitantes próximos (ninguém lá mora) dizem que não tem nome – nem esse nem nenhum;
ruas que têm o nome engatado nos serviços camarários;
Isto para além de muitos erros nos Google Maps, Bing Maps.
No ponto em que a coisa está, faltam-me descobrir placas para trinta e seis dias do ano – quase um décimo – a saber, caso algum de vós conheça uma que não cacei:
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