29/10/2010

Serão loiros ou ruivos?

Os Maomés ingleses e galeses.
Raoul’s umbrella*


© Disney / Cameron Mackintosh - imagem encontrada aqui

Confirma-se. Foi em 1994, pelo São Miguel, na feira de Ourique, a última vez que comprei um chapéu de chuva.
Um daqueles azuis, a sério. Que ostentei, alardeando a minha deambulação feiral com uma namorada improvável.
Esse outono e esse inverno e os do ano seguinte terão sido provavelmente os últimos em que me dotei de tal adereço para me abrigar da chuva.
Faço conta de ir hoje comprar um.
O que dá, se só andei duas invernias com o último, quinze anos. Mais perto de um terço da minha vida do que de um quarto.
Isto deve querer dizer qualquer coisa sobre:
A meteorologia dos últimos anos nos locais onde costumo hibernar.
Os meus hábitos de vida e de indumentária.

O cajado do de Ourique vai dar uma belíssima bengala.

*jogo de palavras enigmático.

28/10/2010

Da loja do chinês


(em clicando, ampliará)

Nem isto é nenhuma novidade nem se dá o caso de traduções realmente importantes não serem feitas pelos mesmos meios.
Esta é só especialmente ridícula.

27/10/2010

26/10/2010

Restos de colecção (72)


in Ministério das Obras Públicas - Plano Comemorativo - 1966

25/10/2010

Javardo



Quando vi este sinal no anúncio, veio-me à memória um outro, com três porquinhos de rabo retorcido, feito à medida.
Esse é mais difícil de filmar/fotografar.

24/10/2010

Às tantas

Trazem esta história à baila para ver se ensinam alguma coisa. É raro, mas acontece.
Medidas simbólicas

Há umas coisas a que alguém deu o nome de medidas simbólicas e que são as primeiras medidas com um algum alcance que um governo toma.
Desde o fecho dos hipermercados nas tardes e noites de domingos e feriados até à deslocação de secretarias de Estado para fora da capital, temos que considerar a abolição de portagens na CREL, a possibilidade de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias e outras que agora não me ocorrem.
Verifica-se que deste lote só sobrevive a última.
No resto, temos um rol de asneiras que, a prazo, foram corrigidas. O que é significativo.
Ainda não consegui que alguém me explicasse a repercussão que a abertura dos hipermercados nas tardes e noites de domingo tem para o pequeno comércio retalhista.
Acho que, com isto, não quebrei a promessa que fiz. Levo isto à conta de História.

22/10/2010

Um mundo de doidos

Já não se trata da normal fuga à razão, própria dos comuns.
Vive-se um tempo de mentes doidas. Em que o mais estrondoso disparate faz escola, é repetido amiúde sem oposição.
Um qualquer napoleão de manicómio que ameace com uma espada de cartão fazer desabar um arranha-céus leva a que se reforce a estrutura do dito edifício.
É nisto que estamos. E longe de sair.
Motivos para deserdar alguém (mais um da série de)

Ouvi-lo pronunciar a expressão “Gosto de pensar que...
Bipolar

17/10/2010

The end

Espero ter a virilidade suficiente para manter a promessa – não mais falar dos atrasados mentais da regência e do bando de salteadores do pinhal da Azambuja.
Virilidade que é preciso ter para não mencionar tais desgraças.
Espero tê-la e mantê-la.
Há muito que pensava que um dia a cidadania haveria de finalmente desabrochar. Querer pagar impostos para obter determinado Estado em contrapartida.
Verifica-se que essa meta está a ser alucinantemente ultrapassada e que começa a haver cada vez mais seguidores da máxima “Não pagar impostos é um dever social!”
É-o, de facto. Alimentar prebendas, comedouros e malgas para uma tropa medíocre de situacionistas que, sem trabalhar a favor da organização do Estado por para isso serem intelectualmente incapazes, é um crime de lesa-Estado.
Não falarei mais desta tropa fandanga.

15/10/2010

Coordenadas

Estamos assim capitaneados por um grupo de mentecaptos, às voltas dentro do pinhal da Azambuja.
Pesquisa e trabalho de campo



Desde que me deitei ao trabalho de fotografar placas toponímicas com datas que tropecei nos casos mais caricatos:
ruas que não existem a não ser no papel mas que já têm nome e código postal;
ruas que há muito existem, estão tombadas nos serviços camarários com tal nome mas que não só não o ostentam como, interrogados, os habitantes próximos (ninguém lá mora) dizem que não tem nome – nem esse nem nenhum;
ruas que têm o nome engatado nos serviços camarários;
Isto para além de muitos erros nos Google Maps, Bing Maps.
No ponto em que a coisa está, faltam-me descobrir placas para trinta e seis dias do ano – quase um décimo – a saber, caso algum de vós conheça uma que não cacei: