06/07/2013
05/07/2013
Há meia dúzia* de dias
Há meia dúzia* de dias
Ainda há meia dúzia de dias aqueles tipos que falam com os amaricanos e que por essa via sabem tudo sobre o tempo e o clima que há-de vir, afirmavam peremptórios que este ano não haveria de haver Verão.
E, claro, tinham tempo de antena e espaço na imprensa.
* exagerando
Ainda há meia dúzia de dias aqueles tipos que falam com os amaricanos e que por essa via sabem tudo sobre o tempo e o clima que há-de vir, afirmavam peremptórios que este ano não haveria de haver Verão.
E, claro, tinham tempo de antena e espaço na imprensa.
* exagerando
04/07/2013
Meninos às compras!
Meninos às compras!
Meninos às compras!? – era uma expressão basto utilizada nas nossas noites de cartas em plena rua.
No meio dos macetes, dos chitos, das recusas e das fugas à polícia, assomava essa frase dita com um certo desdém quando algum valete pretendia debalde arrebatar uma manilha baldada.
É a frase que ilustra estes dias. Não me consigo lembrar de outra melhor para dar título à minha apreciação do que se passa e do que se irá passar.
Meninos às compras!? – era uma expressão basto utilizada nas nossas noites de cartas em plena rua.
No meio dos macetes, dos chitos, das recusas e das fugas à polícia, assomava essa frase dita com um certo desdém quando algum valete pretendia debalde arrebatar uma manilha baldada.
É a frase que ilustra estes dias. Não me consigo lembrar de outra melhor para dar título à minha apreciação do que se passa e do que se irá passar.
03/07/2013
Diplomacia
Diplomacia
Proibir um avião presidencial de um país com o qual se mantêm relações, com o presidente lá dentro, de aterrar em pistas ou sobrevoar terras e águas nacionais é um incidente diplomático de grau quê?
Não estou a fazer caso de desculpas esfarrapadas.
E é uma falta de soberania de grau quê?
Proibir um avião presidencial de um país com o qual se mantêm relações, com o presidente lá dentro, de aterrar em pistas ou sobrevoar terras e águas nacionais é um incidente diplomático de grau quê?
Não estou a fazer caso de desculpas esfarrapadas.
E é uma falta de soberania de grau quê?
01/07/2013
Dizer coisas bonitas nos funerais
Dizer coisas bonitas nos funerais
Tinha aquele homem uma qualidade que encerrava um mistério – produzia declarações envolventes nos funerais de amigos jamais caindo no lugar comum.
Mistério porque o fazia continuadamente sempre de forma a surpreender evitando tocar a banalidade que normalmente adviria da repetição.
Alguns disseram no seu funeral que o segredo dele era não ser compreendido. A não ser tarde demais.
Tinha aquele homem uma qualidade que encerrava um mistério – produzia declarações envolventes nos funerais de amigos jamais caindo no lugar comum.
Mistério porque o fazia continuadamente sempre de forma a surpreender evitando tocar a banalidade que normalmente adviria da repetição.
Alguns disseram no seu funeral que o segredo dele era não ser compreendido. A não ser tarde demais.
30/06/2013
Retrocesso social
Para dar lustro ao que aqui escrevi há cerca de dois anos e meio, o Expresso prepara-se para oferecer aos seus leitores um exemplar d’”Os Maias”. Pior, fá-lo acompanhado de um opúsculo intitulado "Introdução à Leitura d'Os Maias".
Pouco importa que estas ofertas venham acompanhadas de outras inéditas e que a seu tempo se verá a qualidade que têm.
O que importa mesmo é ter a noção de onde o Expresso situa os seus leitores. O que fará bem, se o seu mercado é o dos analfabetos irracionais com carimbadelas e certificações ISO. O que fará mal se o seu mercado pretender ser o equivalente moderno do de 1973 conjuntamente com o que resta dele, como é o meu caso.
Só por vício, me parece, ainda gasto os três euros semanais.

(clicar para aceder)
Para dar lustro ao que aqui escrevi há cerca de dois anos e meio, o Expresso prepara-se para oferecer aos seus leitores um exemplar d’”Os Maias”. Pior, fá-lo acompanhado de um opúsculo intitulado "Introdução à Leitura d'Os Maias".
Pouco importa que estas ofertas venham acompanhadas de outras inéditas e que a seu tempo se verá a qualidade que têm.
O que importa mesmo é ter a noção de onde o Expresso situa os seus leitores. O que fará bem, se o seu mercado é o dos analfabetos irracionais com carimbadelas e certificações ISO. O que fará mal se o seu mercado pretender ser o equivalente moderno do de 1973 conjuntamente com o que resta dele, como é o meu caso.
Só por vício, me parece, ainda gasto os três euros semanais.
(clicar para aceder)
29/06/2013
Um mundo de doidos
Estamos num patamar em que nas cadeias internacionais de televisão é praticamente nula a probabilidade de se atravessar um noticiário sem que se ouça pelo menos um rotundo disparate. Rotundo mesmo. Daqueles que davam direito a reguada na 3ª classe.
Por vezes está quase todo o rol de notícias contaminado de asneiras.
Um destes dias, em tributo a algumas obras de ficção científica do género pandémico, alguns de nós estarão obstinadamente à procura de gente que ainda não enlouqueceu.

Jerónimo Bosch, “A extracção da pedra da loucura”, da página do Museu do Prado
Estamos num patamar em que nas cadeias internacionais de televisão é praticamente nula a probabilidade de se atravessar um noticiário sem que se ouça pelo menos um rotundo disparate. Rotundo mesmo. Daqueles que davam direito a reguada na 3ª classe.
Por vezes está quase todo o rol de notícias contaminado de asneiras.
Um destes dias, em tributo a algumas obras de ficção científica do género pandémico, alguns de nós estarão obstinadamente à procura de gente que ainda não enlouqueceu.
Jerónimo Bosch, “A extracção da pedra da loucura”, da página do Museu do Prado
27/06/2013
Coisas de facto importantes

Descartando o facto de a galinha da vizinha ser mais sexy do que a minha.
Descartando o facto de a galinha da vizinha ser mais sexy do que a minha.
26/06/2013
Cantar de galo
Hoje, aqui no extremo ocidente da cidade, os galos desafiam-se com uma inusitada frequência e com uma clareza que é decerto consequência das condições de propagação.
Parece que estou no monte.
Hoje, aqui no extremo ocidente da cidade, os galos desafiam-se com uma inusitada frequência e com uma clareza que é decerto consequência das condições de propagação.
Parece que estou no monte.
Acompanhar lugares vazios
Há assunto num não-assunto.
Mil alegorias se podem tecer a partir de uma multidão que acompanha lugares vazios num avião.

imagem da CNN
Há assunto num não-assunto.
Mil alegorias se podem tecer a partir de uma multidão que acompanha lugares vazios num avião.
imagem da CNN
25/06/2013
Um não-assunto
A história do rapaz que supostamente anda a jogar às escondidas com os serviços de informação americanos é um não-assunto que vende à brava.
A história do rapaz que supostamente anda a jogar às escondidas com os serviços de informação americanos é um não-assunto que vende à brava.
24/06/2013
Máquinas de simular disparates
A Federação Portuguesa de Futebol, as associações das quais emana e os apêndices que, como a Liga de Clubes, se tornaram mais ou menos autónomos são, no capítulo das invenções que de lá saem, autênticas máquinas de simular disparates.
Desde o tempo em que as decisões tomadas num dia eram questionadas no dia seguinte porque estavam já a produzir efeitos, até à mais recente trapalhada da Taça da Liga, cujos modelos eram sempre contestados de ano para ano, toda uma sorte de exemplos académicos úteis por absurdo.
Agora há mais uma fornada a sair. É esperar para ver.
Se escrevo simular e não fabricar é porque no meio da fabricação, que dá no que dá, há sempre notícias de proto-modelos extraordinários para a organização e para a competição.
E mais, da necessidade de ir pedir fora conselhos para organizar campeonatos, a ser verdade o que se tem dito.
Não é grave isto. Tem só a sua graça. Ou não.
O que é grave é que espelha a realidade. A forma como se decide o governo da Nação, do nível mais alto à junta de freguesia com menos fregueses.
A Federação Portuguesa de Futebol, as associações das quais emana e os apêndices que, como a Liga de Clubes, se tornaram mais ou menos autónomos são, no capítulo das invenções que de lá saem, autênticas máquinas de simular disparates.
Desde o tempo em que as decisões tomadas num dia eram questionadas no dia seguinte porque estavam já a produzir efeitos, até à mais recente trapalhada da Taça da Liga, cujos modelos eram sempre contestados de ano para ano, toda uma sorte de exemplos académicos úteis por absurdo.
Agora há mais uma fornada a sair. É esperar para ver.
Se escrevo simular e não fabricar é porque no meio da fabricação, que dá no que dá, há sempre notícias de proto-modelos extraordinários para a organização e para a competição.
E mais, da necessidade de ir pedir fora conselhos para organizar campeonatos, a ser verdade o que se tem dito.
Não é grave isto. Tem só a sua graça. Ou não.
O que é grave é que espelha a realidade. A forma como se decide o governo da Nação, do nível mais alto à junta de freguesia com menos fregueses.
22/06/2013
Uma ponte no Porto
No dia em que se completam 50 anos sobre a inauguração da Ponte da Arrábida, uma fotografia do modelo de ensaio no atelier do Prof. Edgar Cardoso.

espólio Campos Vilhena, fotografia de MSS
Imagens alternativas para o Porto aqui.
No dia em que se completam 50 anos sobre a inauguração da Ponte da Arrábida, uma fotografia do modelo de ensaio no atelier do Prof. Edgar Cardoso.
espólio Campos Vilhena, fotografia de MSS
Imagens alternativas para o Porto aqui.
Subscrever:
Mensagens (Atom)