08/01/2014

Mudança climática

Já está a ocorrer em Portugal – disse o ministro destas coisas.
Aqui há uns anos vi uma velha mulher a invectivar o mar que lhe destruíra os bens. Não culpou as mudanças no clima, nem os (outros) homens, nem Neptuno, nem Poseidon; culpou o mar.
O ministro culpou os homens, no corolário de uma arenga.
Voltando ao tempo(ral)

Aqui temos uma bela imagem da previsão a t+168 h do ECMWF.



É para terça-feira que há-de vir.
Senilidade

Dar, a uma pessoa que apresenta diversos sintomas de senilidade, o crédito que ela mereceria em idade menos avançada, é:
Uma diminuição, que quem tal dá, faz de si próprio.
Uma cobarde diminuição inflingida a outrem, eficaz aos ouvidos e aos olhos dos menos atentos.

05/01/2014

Das divisões do Mundo (episódio n+10)

O Mundo Português também se divide entre os que viram, em directo, jogar Eusébio e os outros.
Ping-pong

O jornalista mal informado da TVI24 recorda que o jogo de Portugal contra a Coreia do Norte em 1966 foi de ping-pong, como quem diz golo cá, golo lá.
Não o viu. Não sabe nada do jogo, mas tinha que falar do que não sabe.
É esta a norma. É esta a moda.
Estação C.F. de Queluz-Belas, 1993

04/01/2014

Temporal

Só para atentar nos casos em que o mau tempo deu o que tinha a dar – fazer cair terras instáveis e derrubar estruturas não calculadas – verificamos que os simples acham sempre que a culpa dos que lhes acontece é sempre dos outros.
É claro que uma obra licenciada e construída à revelia do bom senso e das boas práticas acarreta responsabilidades para quem licenciou e fiscalizou.
O que não pode o simples, que mal fez o que deveria ter feito bem, é queixar-se dos outros. Talvez da sorte por não ter sido privilegiado.

02/01/2014

LP marqueteiro

Ouve lá, ó Manel, já deste alguma entrevista à Bola? – há uma porrada de tempo que não lhe punha a vista em cima, a este LP zombeteiro e grilofalantista.
Não.
Ao Expresso?
Não.
Já foste ao Mário Crespo?
Não.
À Judite?
Sim, quando tive um acidente de automóvel.
Não é essa, pá. A da tv.
Não.
Algum convite para a plateia dos Prós-e-Contras?
Não.
Foste a uma posse de algum sub-secretário de Estado?
Não.
Presidente de Câmara?
Não.
Entrevistado à porta de algum campo da bola?
Não.
No meio da rua?
Não.
Ok. Está na altura de me contratares. - não o fazia assim tão superficial.

01/01/2014

A senhora do naipe de cordas

A senhora do naipe de cordas.
14



Decidido ficou esta madrugada que, ao contrário dos antecessores que tiveram direito ao prefixodois mil e” este ano passará a ser denominado apenas por catorze.
Visto ficou esta meia-noite que mais uma aposta ou proto-aposta seria dinheiro ao mar.
Vista ficou ainda uma outra coisa da qual convém só dar nota daqui a perto de um ano – bizarras contas estas – já que as margens de erro que ela envolve são dessa ordem.
Dou chapa branca (amarela?, d’ouro?) ao 14. Chapa 14, portanto.

31/12/2013

2014



Retomando uma série interrompida.
Código da Estrada

As alterações apregoadas no Código da Estrada são mais um sintoma do desnorte que assola as mentes.
Fazem-se sucessivas alterações a um código sem que haja algo de substancial a rever.
Apregoa-se uma regulação diferente para a circulação em rotundas. Depois de anos a fio em que provavelmente se concluiu que regular o trânsito nas rotundas carece de uma caracterização prévia – não se pode aplicar a mesma regra a uma rotunda de grandes dimensões com três ou mais vias de trânsito e a uma outra onde mal se sabe se cabem dois carros a par – e que essa mesma regulação é um bico d’obra em qualquer dos casos.
Tenho, pois, alguma curiosidade em ver o texto.

30/12/2013

Simples

Há um local onde os simples me são muito insuportáveis – a auto-estrada com três vias de trânsito.
Há uma fatia muito considerável deles que se mantém na faixa do meio porque sim.
Os simples da auto-estrada com três vias são mais simples do que os simples das ruas e ainda mais do que os simples das estradas secundárias.