19/11/2015

Atendimento

Não é só o atendimento telefónico que é feito por mentecaptos.
É cada vez mais difícil encontrar quem saiba ler o papel que se lhe põe à frente.
Vê-se pelo olhar perdido, pela incapacidade de identificar o que interessa, pela incapacidade de interpretar a leitura.
Se no papel diz que, por óbito de A e aberta a respectiva herança, B sucedeu a A, o mais certo é ouvir então B morreu, não é verdade?
Isto aconteceu-me uma boa dezena de vezes nestes últimos tempos.
Tenho ficado sem capacidade de resposta tais são as enormidades que me imagino a dizer.

17/11/2015

Notícias (menos más) do manicómio

Agora que apareceu mesmo alguém com juízo, os calhaus da orla deram lugar a flores.
O que dá ainda mais uma nota de loucura a quem resolveu lá deitar as pedras.
Elas ainda continuam por aqui e por ali. Mas já não no inevitável trilho dos velhotes.

16/11/2015

Opiniões

Um tipo convidado para comentar na televisão os atentados recentes em Paris, defendia que um certo Ahmed (o nome era outro mas soava ao mesmo), muçulmano, nascido nos arrabaldes de uma cidade francesa era o arquétipo do francês.
Que não havia nada mais francês do que o Ahmed.
São opiniões.
Província

Aquela mulher cheirava a salas de televisão de residenciais de província dos anos 70.

14/11/2015

Guerra

"Un acte de guerre, commis par Daech, contre la France, contre ce que nous sommes, un pays libre qui parle à l'ensemble de la planète."
São palavras do Presidente da República Francesa, François Hollande.
Se se trata de um acto de guerra, se se trata de uma guerra, não deve ser tratada como um caso de polícia em que importa acima de tudo quem e como perpetrou tal iniquidade.
É preciso é saber quem é que preside às forças inimigas, quem são os generais, que objectivos e estratégia têm e onde está o povo que os sanciona e com que fervor.
O resto são detalhes sem grande importância. Mas que garantem as novidades à imprensa.

09/11/2015

Aqui no jardim

Aqui no jardim alguém com tino que finalmente apareceu, mandou remover a enorme quantidade de calhaus bicudos que orlavam em parte as zonas relvadas.
Num jardim onde dezenas de velhos se entretêm a jogar às cartas debaixo de um caramanchão e por ali passeiam, rente às pedras grandes e aguçadas.
A jeito de algum tropeçar, escorregar, pender e cair de cabeça numa aresta viva, num bico assassino.
Isto durou anos e não houve criatura dessas que propende a defender os velhos que se lembrasse de eliminar tal ameaça.
Foi preciso, ao que parece, que viesse uma dúzia de barracas de feira ocupar o espaço por um fim-de-semana para que as pedras desaparecessem.
Se eram para evitar pelo peso que fossem roubados os canos de rega, não se percebia por que raio tinham que ser bicudas e não blocos lisos.
Se eram para evitar que os cães mais os seus donos fizessem porcaria na relva, não se percebia por que razão é que só orlavam a relva de um dos lados, bastando que fossem contornadas pela bicharada.
Se eram assim por qualquer outra razão que se não vislumbra, espero ao menos que não fosse para matar os velhotes.

Telhados

Excelentes tempos para recolher pedras para lançar mais tarde aos telhados de vidro.

08/11/2015

Uma frase que diz tudo

Um entendido em Fernando Pessoa dizia há pouco na RTP 3 que explica em livro "como e porquê essa autoria [a dos textos apócrifos atribuídos a Fernando Pessoa] é desconhecida."

As coisas que se podem saber! E explicar.

22/10/2015

A quinta dos animais

Estamos de novo numa fase da História em que a clivagem se faz pela Razão.
De um lado, os racionais; do outro, os irracionais.

20/10/2015

Costa e os outros

Costa já foi aqui por mim classificado como uma fraqueza intelectual, similar à de Portas.
Os seus anunciados companheiros de fronda não o ultrapassam nesse campo. São menoridades bem identificadas, ornadas de chavões e de bengalas discursivas.
O tempo que há-de vir promete ser interessante.

16/10/2015

O ciclista António Sol



A figura que toda a gente conhece em sonhos.

15/10/2015

Hondt

É um facto que o método de Hondt beneficia os partidos mais votados numa eleição.
É também um facto que esse benefício é mínimo e que a razão para que os resultados nacionais não se espelhem proporcionalmente em mandatos não é a aplicação do método de Hondt, como dizem os simples, mas a compartimentação em círculos distritais e regionais.
Se o método de Hondt fosse aplicado aos resultados nacionais haveria uma proximidade entre a proporção nacional de votos e a proporção de número de mandatos no Parlamento.