
20/11/2015
19/11/2015
Atendimento
Não é só o atendimento telefónico que é feito por mentecaptos.
É cada vez mais difícil encontrar quem saiba ler o papel que se lhe põe à frente.
Vê-se pelo olhar perdido, pela incapacidade de identificar o que interessa, pela incapacidade de interpretar a leitura.
Se no papel diz que, por óbito de A e aberta a respectiva herança, B sucedeu a A, o mais certo é ouvir então B morreu, não é verdade?
Isto aconteceu-me uma boa dezena de vezes nestes últimos tempos.
Tenho ficado sem capacidade de resposta tais são as enormidades que me imagino a dizer.
Não é só o atendimento telefónico que é feito por mentecaptos.
É cada vez mais difícil encontrar quem saiba ler o papel que se lhe põe à frente.
Vê-se pelo olhar perdido, pela incapacidade de identificar o que interessa, pela incapacidade de interpretar a leitura.
Se no papel diz que, por óbito de A e aberta a respectiva herança, B sucedeu a A, o mais certo é ouvir então B morreu, não é verdade?
Isto aconteceu-me uma boa dezena de vezes nestes últimos tempos.
Tenho ficado sem capacidade de resposta tais são as enormidades que me imagino a dizer.
18/11/2015
17/11/2015
Notícias (menos más) do manicómio
Agora que apareceu mesmo alguém com juízo, os calhaus da orla deram lugar a flores.
O que dá ainda mais uma nota de loucura a quem resolveu lá deitar as pedras.
Elas ainda continuam por aqui e por ali. Mas já não no inevitável trilho dos velhotes.
Agora que apareceu mesmo alguém com juízo, os calhaus da orla deram lugar a flores.
O que dá ainda mais uma nota de loucura a quem resolveu lá deitar as pedras.
Elas ainda continuam por aqui e por ali. Mas já não no inevitável trilho dos velhotes.
16/11/2015
14/11/2015
Guerra
"Un acte de guerre, commis par Daech, contre la France, contre ce que nous sommes, un pays libre qui parle à l'ensemble de la planète."
São palavras do Presidente da República Francesa, François Hollande.
Se se trata de um acto de guerra, se se trata de uma guerra, não deve ser tratada como um caso de polícia em que importa acima de tudo quem e como perpetrou tal iniquidade.
É preciso é saber quem é que preside às forças inimigas, quem são os generais, que objectivos e estratégia têm e onde está o povo que os sanciona e com que fervor.
O resto são detalhes sem grande importância. Mas que garantem as novidades à imprensa.
"Un acte de guerre, commis par Daech, contre la France, contre ce que nous sommes, un pays libre qui parle à l'ensemble de la planète."
São palavras do Presidente da República Francesa, François Hollande.
Se se trata de um acto de guerra, se se trata de uma guerra, não deve ser tratada como um caso de polícia em que importa acima de tudo quem e como perpetrou tal iniquidade.
É preciso é saber quem é que preside às forças inimigas, quem são os generais, que objectivos e estratégia têm e onde está o povo que os sanciona e com que fervor.
O resto são detalhes sem grande importância. Mas que garantem as novidades à imprensa.
13/11/2015
09/11/2015
Aqui no jardim
Aqui no jardim alguém com tino que finalmente apareceu, mandou remover a enorme quantidade de calhaus bicudos que orlavam em parte as zonas relvadas.
Num jardim onde dezenas de velhos se entretêm a jogar às cartas debaixo de um caramanchão e por ali passeiam, rente às pedras grandes e aguçadas.
A jeito de algum tropeçar, escorregar, pender e cair de cabeça numa aresta viva, num bico assassino.
Isto durou anos e não houve criatura dessas que propende a defender os velhos que se lembrasse de eliminar tal ameaça.
Foi preciso, ao que parece, que viesse uma dúzia de barracas de feira ocupar o espaço por um fim-de-semana para que as pedras desaparecessem.
Se eram para evitar pelo peso que fossem roubados os canos de rega, não se percebia por que raio tinham que ser bicudas e não blocos lisos.
Se eram para evitar que os cães mais os seus donos fizessem porcaria na relva, não se percebia por que razão é que só orlavam a relva de um dos lados, bastando que fossem contornadas pela bicharada.
Se eram assim por qualquer outra razão que se não vislumbra, espero ao menos que não fosse para matar os velhotes.
Aqui no jardim alguém com tino que finalmente apareceu, mandou remover a enorme quantidade de calhaus bicudos que orlavam em parte as zonas relvadas.
Num jardim onde dezenas de velhos se entretêm a jogar às cartas debaixo de um caramanchão e por ali passeiam, rente às pedras grandes e aguçadas.
A jeito de algum tropeçar, escorregar, pender e cair de cabeça numa aresta viva, num bico assassino.
Isto durou anos e não houve criatura dessas que propende a defender os velhos que se lembrasse de eliminar tal ameaça.
Foi preciso, ao que parece, que viesse uma dúzia de barracas de feira ocupar o espaço por um fim-de-semana para que as pedras desaparecessem.
Se eram para evitar pelo peso que fossem roubados os canos de rega, não se percebia por que raio tinham que ser bicudas e não blocos lisos.
Se eram para evitar que os cães mais os seus donos fizessem porcaria na relva, não se percebia por que razão é que só orlavam a relva de um dos lados, bastando que fossem contornadas pela bicharada.
Se eram assim por qualquer outra razão que se não vislumbra, espero ao menos que não fosse para matar os velhotes.
08/11/2015
05/11/2015
03/11/2015
01/11/2015
22/10/2015
20/10/2015
Costa e os outros
Costa já foi aqui por mim classificado como uma fraqueza intelectual, similar à de Portas.
Os seus anunciados companheiros de fronda não o ultrapassam nesse campo. São menoridades bem identificadas, ornadas de chavões e de bengalas discursivas.
O tempo que há-de vir promete ser interessante.
Costa já foi aqui por mim classificado como uma fraqueza intelectual, similar à de Portas.
Os seus anunciados companheiros de fronda não o ultrapassam nesse campo. São menoridades bem identificadas, ornadas de chavões e de bengalas discursivas.
O tempo que há-de vir promete ser interessante.
15/10/2015
Hondt
É um facto que o método de Hondt beneficia os partidos mais votados numa eleição.
É também um facto que esse benefício é mínimo e que a razão para que os resultados nacionais não se espelhem proporcionalmente em mandatos não é a aplicação do método de Hondt, como dizem os simples, mas a compartimentação em círculos distritais e regionais.
Se o método de Hondt fosse aplicado aos resultados nacionais haveria uma proximidade entre a proporção nacional de votos e a proporção de número de mandatos no Parlamento.
É um facto que o método de Hondt beneficia os partidos mais votados numa eleição.
É também um facto que esse benefício é mínimo e que a razão para que os resultados nacionais não se espelhem proporcionalmente em mandatos não é a aplicação do método de Hondt, como dizem os simples, mas a compartimentação em círculos distritais e regionais.
Se o método de Hondt fosse aplicado aos resultados nacionais haveria uma proximidade entre a proporção nacional de votos e a proporção de número de mandatos no Parlamento.
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