16/08/2020

E.N. 114, 2003



Aos dezasseis dias do mês de Agosto do Ano da Graça de Dois Mil e Três, este blogue começava.

13/08/2020

30/06/2020

Prendas

Há mais de dez anos que a andorinha de louça entrou para a minha lista de compras essenciais, a par do Cristo-Rei em plástico e da buzina de bexiga.
E foi justamente ela a primeira a decorar-me a casa. Hoje terminei a aposta com a aquisição da buzina.
Coisa, pois, com mais de dez anos e que visava decerto objectos do século XX. Todos eles são do século XXI e o mais afastado da memória requisitante é, sem dúvida, o Cristo-Rei.
Mas já cá moram.


09/05/2020

Quem sabe?

Quem sabe quando foi a última vez, pelos séculos dos séculos, em que não houve Feira de Garvão?


imagem da página da C. M. de Ourique

02/05/2020

Mundo ocidental e o resto, vistos dos números da OMS









A explicação para o desfasamento destes números é a ausência de notificações no "resto do mundo" ou uma predilecção do vírus pelo mundo ocidental?

01/05/2020

Método II

Complementando a informação do post abaixo, registe-se o seguinte:
Entre 26 e 27 de Março, a informação disponibilizada pela DGS sobre os casos de COVID-19, que havia começado a 24 e era concelhia passou a ser nas Regiões Autónomas, por ilha. Foi um fósforo que logo se extinguiu. A ausência de método já se notava.
Tem o país quatro concelhos que, dois a dois, são homónimos – Calheta, na ilha da Madeira; Calheta, na ilha de São Jorge; Lagoa, no Algarve ou distrito de Faro e Lagoa, na ilha de São Miguel.
Pois bem, entre 28 de Março e 26 de Abril, ora com a designação Calheta (Açores) ora só com a designação Calheta, o número de infectados oscilou entre 4 e 6. Presumiu-se que todos os dados se referiam à Calheta de São Jorge, uma vez que o primeiro registo, de 28 de Março, se referia a Calheta (Açores).
A 27 e 28 de Abril, deixou de haver infectados na Calheta de São Jorge e passaram a estar 3 pessoas infectadas na Calheta da Madeira.
A 29 de Abril, havia 3 infectados na Calheta da Madeira e 6 na Calheta de São Jorge.
A 30 de Abril, havia apenas 6 infectados numa Calheta, sem que se soubesse qual delas.
Não se deve isto na certa à mobilidade de casos, de concelho para concelho, conforme foi referido pelo Subdirector-Geral da Saúde. Deve-se seguramente a anomalia de método. Ou à falta dele.
Não se entende, já o disse, que não haja uma designação única e inequívoca para cada concelho do país. E que se ande a mudar um campo fixo de uma matriz, de dia para dia.
Decerto que isto é mais do que secundário numa altura em que se trava um combate contra uma doença. O que é preocupante é que reflicta qualquer coisa da atitude geral.

29/04/2020

Método

aqui mencionei a ausência de método na elaboração da tabela concelhia de casos de COVID-19 publicada diariamente pela DGS, desde 24 de Março, primeiro por ordem descendente de número de casos, com um mínimo de três*, depois por ordem alfabética.
Só a impreparação ao nível do mais básico ou a tentativa de baralhar (denunciar) o copy-paste de tais tabelas leva a que surjam em dias diferentes designações diferentes para alguns concelhos. Assim:


(clicar para ampliar)

Quem faz uma tabela com um campo fixo, neste caso os municípios portugueses, não altera esse campo de cada vez que o dia muda e se alteram os registos.
Quando estas coisas se verificam, inclino-me sempre para que sejam produções de mentes básicas.
O problema é, se assim fôr, que mais tarefas são entregues a tais indivíduos?

*este mínimo de três é estabelecido para não violar o segredo estatístico, diz a DGS. Confesso que não percebo em que medida o anúncio de um só caso (ou de dois) viola o segredo estatístico. Será que a DGS percebe?

20/04/2020

25 de Abril

Não se trata de uma questão de opinião, de valores, de posição política.
A celebração do 25 de Abril mais ou menos nos moldes habituais na AR é uma questão de estupidez.
De resto, como muitas outras.

14/04/2020

Santa Ignorância

Foi preciso chegar a sexagenário e acontecer esta crise toda para eu saber que existe uma tradição de beija-cruz.

11/04/2020

Orwelliano

Impressionantemente orwellianos são os drones falantes.
Informação

A ausência de método nos boletins publicados pela DGS, que se traduz entre outras coisas, na designação de cada concelho de forma diferente consoante os dias, deve-se a uma tentativa de dificultar a compilação dos dados pelo público ou é apenas outra coisa que por agora não designo?

23/03/2020