24/06/2022

Pintar a cara de preto

Seria o caso de pintar a minha cara de preto se numa comunicação académica a propósito do acidente ferroviário de Alcafache semeasse tal cópia de disparates. Isto para além do facto desta lista estar bem incompleta.
Diz que quem escreveu tal é doutor por extenso. Deve ser mais um que pertence à geração mais bem carimbada de sempre.
Acrescento que tal coisa foi editada pela Imprensa Universitária, sem que ninguém desse pelas enormidades.
Dispenso-me de corrigir os erros e completar as falhas. E apenas aponto os erros mais evidentes, não me quis alongar na atenção que tal coisa merece.


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23/06/2022

Interlocutores

Raro é o primeiro interlocutor com que o indígena se depara numa empresa que tenha alguma dimensão que consiga perceber razões simples e inteiras.
Deve ser esse o resultado da geração mais bem carimbada de sempre.

22/06/2022

Tem um ano



E nessa altura será curioso atentar nas recomendações que serão propostas. E nas medidas que vierem a ser adoptadas.
Atrito interno

O atrito interno é inversamente proporcional ao rendimento de uma máquina.
Por cá, a nossa governança está de tal forma entregue a incapazes que produzem atrito no mecanismo que as perdas de rendimento são avassaladoras.
Os capazes demitem-se, fogem das responsabilidades como o diabo da cruz. Só nos governam os infelizes.

21/06/2022

Países internacionais

Esta coisa da semântica é assim mesmo: internacional já há muito que não é uma qualidade de algo que é inter-nações, entre nações, é agora sinónimo, por via do erro, de estrangeiro.
Daí, não surpreender que para um jornalista de televisão existam “países internacionais”.

20/06/2022

Manuais



Creio não me enganar quando digo que os manuais de instruções e afins são hoje elaborados tendo em conta um grau de irracionalidade muito superior ao que era tido em conta há umas décadas atrás.
Este singelo exemplo, recolhido há pouco, demonstra-o bem, quando comparado com textos semelhantes dessas décadas atrás.
O público a que hoje se destina é um público “sem luz”. O conselho ali patente se dado nesse tempo antigo seria tomado como um insulto.
No paraiso, há 50 anos

18/06/2022

Desviado para Cuba

Eu, que já tenho idade para me lembrar de certas coisas e, ao mesmo tempo, para me trocar todo com outras, assisti hoje ao desfecho de um desvio de um avião para Cuba. Ou não seria isso?
Recife, monumento comemorativo da primeira travessia aérea do Atlântico Sul em 1922

16/06/2022

Autarquias e autarcas

Já resolvidas as rotundas, já abertas as ciclovias para que os ciclistas possam circular mais à vontade ali ao lado nas estradas, chegaram os passadiços e os baloiços.
Não há cão nem gato que não queira o seu passadiço ou o seu baloiço. Pois que copiar o que o vizinho fez é o desporto desta gente.
Com a tradicional propensão nacional para a ausência de manutenção, esperam-se os primeiros acidentes com alguma gravidade.

14/06/2022

Pensar com a cabeça

[...] Nós temos que pensar para além das emoções, a política às vezes é assim, tem esta parte desagradável, não nos permite só pensar com o coração, é preciso também pensar com a cabeça. [...]
(António Costa há pouco na Haia aos microfones da RTP3).

Epifania do PM banhada pelo emocionalismo coitadinhista politicamente correcto.

13/06/2022

A tiro

A terra lá deu de si, a tiro – 640m de um ponto, 850m de outro.
É a famosa falha de Messejana a fazer-se notar.
Excelso jornalismo

“[...] um tiro na cabeça, outro na têmpora [...]” – foi a última que ouvi (há momentos) da boca de um excelso jornalista, daqueles que não aprenderam nada na vida e que constituem o grosso da coluna.
Espanha, 2010

12/06/2022

Falta de autoridade

A ser verdade que as dificuldades com as escalas médicas se devem a férias e a feriados, tal reflecte uma completa falta de autoridade na organização.
Portugal, 2022

11/06/2022

Um país pobre

Faz pouco sentido culpar o actual governo pela crise que já se instalou e está para durar. Mais uma.
De facto, o que concorre para a instalação da crise é a inelutável pobreza do país, sempre exposto às intempéries, e a borrasca que a guerra trouxe no seu bojo. Sem mencionar o estrago que a pandemia provocou.
O que pode ser criticado nesta governação e de um modo geral nos governos do PS é a manutenção da ilusão de prosperidade em que têm insistido, ao contrário do que sucedeu nos tempos de Passos Coelho.
Se a um político também se pede que não seja pessimista, é fundamental que haja realismo e noção da escassez de recursos com que Portugal se defronta. Não se podem prometer mares de rosas a quem é pobre. E o país é pobre. É preciso governá-lo atentando nisso e não viajando em ilusões.