04/11/2023
03/11/2023
Feicebuquiano (ai eu)
Sonhos e talvez pesadelos
No mundo dos sonhos, pesadelos tenho poucos. Há, porém, algumas imagens que por lá surgem e me causam algum incómodo. Esse incómodo é transmissível a coisas tangíveis que me aparecem à frente, sem que encontre para tal uma justificação.
Por outro lado, transporto também dos sonhos um enlevo particular por certos elementos do mundo real, que me incitam a visitar locais, a possuir bens e a usufruir do que antevejo aqui e ali em imagens.
São disso exemplo as monumentais escadarias em túnel do Forte de Fenestrelle que pretendo percorrer no sentido descendente; o singelo Daihatsu Sirion amarelo de 1999 que cobiço aos seus donos (sei onde está um); as carruagens Schindler que a CP possui e nas quais nunca viajei e algumas outras maravilhas.
Voltando aos pesadelos, um destes dias ensaiei umas brincadeiras num site de geração de imagens a partir de uma breve descrição em texto e saíram-me estas duas abaixo, que de imediato me causaram um incómodo emético, advindo do mundo onírico.
Vá lá a gente perceberas mulheres, quero dizer os sonhos ou os pesadelos.
Sonhos e talvez pesadelos
No mundo dos sonhos, pesadelos tenho poucos. Há, porém, algumas imagens que por lá surgem e me causam algum incómodo. Esse incómodo é transmissível a coisas tangíveis que me aparecem à frente, sem que encontre para tal uma justificação.
Por outro lado, transporto também dos sonhos um enlevo particular por certos elementos do mundo real, que me incitam a visitar locais, a possuir bens e a usufruir do que antevejo aqui e ali em imagens.
São disso exemplo as monumentais escadarias em túnel do Forte de Fenestrelle que pretendo percorrer no sentido descendente; o singelo Daihatsu Sirion amarelo de 1999 que cobiço aos seus donos (sei onde está um); as carruagens Schindler que a CP possui e nas quais nunca viajei e algumas outras maravilhas.
Voltando aos pesadelos, um destes dias ensaiei umas brincadeiras num site de geração de imagens a partir de uma breve descrição em texto e saíram-me estas duas abaixo, que de imediato me causaram um incómodo emético, advindo do mundo onírico.
Vá lá a gente perceber
02/11/2023
Alvoredo
Quando não existiam anemómetros, uma das maneiras de se avaliar um vento excepcional era contar as árvores caídas.
Nesse tempo e no imediato, saber-se-ia pouco sobre a extensão territorial do fenómeno. Se era coisa só dali ou se tinha feito estragos lá longe.
Hoje, as árvores caídas um pouco por todo o lado são notícia. E a notícia espalhada engorda sempre os factos.
Seja como for, hoje caíram por esse país, mais pelo Centro e pelo Norte, umas boas dezenas de árvores, talvez mais de um cento*.
Deve querer dizer que fez vento forte.
* talvez mais de dois centos, actualizando as notícias.
Quando não existiam anemómetros, uma das maneiras de se avaliar um vento excepcional era contar as árvores caídas.
Nesse tempo e no imediato, saber-se-ia pouco sobre a extensão territorial do fenómeno. Se era coisa só dali ou se tinha feito estragos lá longe.
Hoje, as árvores caídas um pouco por todo o lado são notícia. E a notícia espalhada engorda sempre os factos.
Seja como for, hoje caíram por esse país, mais pelo Centro e pelo Norte, umas boas dezenas de árvores, talvez mais de um cento*.
Deve querer dizer que fez vento forte.
* talvez mais de dois centos, actualizando as notícias.
31/10/2023
A última coca-cola do deserto
Uma figura, há dias na SIC Notícias, dava conta de que o Chat GPT não dava uma resposta satisfatória sobre (a origem, a razão, o fim? d)o conflito israelo-palestiniano.
Para esta figura, o Chat GPT é uma espécie de Oráculo de Delfos dos tempos correntes, ou mesmo a última coca-cola do deserto.
Se o chat GPT não sabe a resposta...
Uma figura, há dias na SIC Notícias, dava conta de que o Chat GPT não dava uma resposta satisfatória sobre (a origem, a razão, o fim? d)o conflito israelo-palestiniano.
Para esta figura, o Chat GPT é uma espécie de Oráculo de Delfos dos tempos correntes, ou mesmo a última coca-cola do deserto.
Se o chat GPT não sabe a resposta...
29/10/2023
Extinções
O SEF foi extinto porque ocorreu um episódio grave que levou à morte de um indivíduo nas suas instalações.
Exemplo de uma medida irracional, semelhante à que extinguiu a JAE, porque por lá se dizia que havia gente corrupta.
Ambas as medidas tomadas por governos do PS. Não deve ser coincidência.
Creio que a fiscalização das fronteiras deve ser efectuada por um organismo de polícia que não se confunda com serviços burocráticos que tratem da imigração. Assim, a mudança parece fazer algum sentido, retomando uma tradição exclusivamente policial no controlo fronteiriço.
Já a ânsia de tornar todas as designações politicamente correctas que destinou o nome de Agência Portuguesa para as Minorias, Migrações e Asilo (APMMA) para o organismo que tratará das referidas burocracias, fez um ligeiro recuo, percebeu que as minorias são uma coisa e os imigrantes são outra e tratou de dar-lhe novo nome: Agência de Integração, Migrações e Asilo (AIMA).
A dita alteração, feita meses depois do nome atribuído, mostra o amadorismo desta gente.
O SEF foi extinto porque ocorreu um episódio grave que levou à morte de um indivíduo nas suas instalações.
Exemplo de uma medida irracional, semelhante à que extinguiu a JAE, porque por lá se dizia que havia gente corrupta.
Ambas as medidas tomadas por governos do PS. Não deve ser coincidência.
Creio que a fiscalização das fronteiras deve ser efectuada por um organismo de polícia que não se confunda com serviços burocráticos que tratem da imigração. Assim, a mudança parece fazer algum sentido, retomando uma tradição exclusivamente policial no controlo fronteiriço.
Já a ânsia de tornar todas as designações politicamente correctas que destinou o nome de Agência Portuguesa para as Minorias, Migrações e Asilo (APMMA) para o organismo que tratará das referidas burocracias, fez um ligeiro recuo, percebeu que as minorias são uma coisa e os imigrantes são outra e tratou de dar-lhe novo nome: Agência de Integração, Migrações e Asilo (AIMA).
A dita alteração, feita meses depois do nome atribuído, mostra o amadorismo desta gente.
28/10/2023
Prateleira
Se a visão não me atraiçoou, a menina que viu um porta-aviões a voar sobre a Formosa foi retirada da prateleira e voltou a debitar notícias.
Como aqui disse já, se as asneiras grossas conduzissem inapelavelmente à prateleira, um destes dias não haveria criatura para dar a cara nos noticiários.
Se a visão não me atraiçoou, a menina que viu um porta-aviões a voar sobre a Formosa foi retirada da prateleira e voltou a debitar notícias.
Como aqui disse já, se as asneiras grossas conduzissem inapelavelmente à prateleira, um destes dias não haveria criatura para dar a cara nos noticiários.
25/10/2023
Guterres
Desta vez estou com Guterres: o ataque de 7 de Outubro não se produziu no vácuo.
É mais um episódio numa guerra muito sangrenta que não começou ontem nem anteontem.
Que foi um massacre bárbaro não é preciso dizê-lo. Nas guerras há massacres bárbaros e esta não é excepção. Pensar que só uma das partes os comete é ingenuidade ou parcialidade.
Como já disse aqui, criança por criança, não vejo diferença entre a criança morta pelo míssil "inteligente" e a que morreu num autocarro por via de uns cartuchos de dinamite ou outro explosivo qualquer.
Há-de ter existido uma guerra na História que foi a menos cruel, a mais civilizada, a mais respeitadora; eu é que não consigo dizer qual foi. Alguém consegue?
Terá sido uma em que o ódio e a vingança estiveram de alguma forma ausentes?
Desta vez estou com Guterres: o ataque de 7 de Outubro não se produziu no vácuo.
É mais um episódio numa guerra muito sangrenta que não começou ontem nem anteontem.
Que foi um massacre bárbaro não é preciso dizê-lo. Nas guerras há massacres bárbaros e esta não é excepção. Pensar que só uma das partes os comete é ingenuidade ou parcialidade.
Como já disse aqui, criança por criança, não vejo diferença entre a criança morta pelo míssil "inteligente" e a que morreu num autocarro por via de uns cartuchos de dinamite ou outro explosivo qualquer.
Há-de ter existido uma guerra na História que foi a menos cruel, a mais civilizada, a mais respeitadora; eu é que não consigo dizer qual foi. Alguém consegue?
Terá sido uma em que o ódio e a vingança estiveram de alguma forma ausentes?
22/10/2023
21/10/2023
As bombas deles
As bombas deles são sempre muito piores do que as nossas, que até nem existem.
Que uma pessoa considere o seu lado, o defenda ferrenhamente contra os inimigos, não é nenhum sinal de sandice.
O que é sinal de sandice é anunciar a terceiros, ao mundo, os horrores alheios, quando a sua parte comete iguais atrocidades.
Maior sinal de sandice, de alienação, é ver os terceiros, que por isso não são parte, corroborarem a indignação pelo horror praticado por um só lado, não interessa qual.
Há guerras que motivam esta loucura quase colectiva.
As bombas deles são sempre muito piores do que as nossas, que até nem existem.
Que uma pessoa considere o seu lado, o defenda ferrenhamente contra os inimigos, não é nenhum sinal de sandice.
O que é sinal de sandice é anunciar a terceiros, ao mundo, os horrores alheios, quando a sua parte comete iguais atrocidades.
Maior sinal de sandice, de alienação, é ver os terceiros, que por isso não são parte, corroborarem a indignação pelo horror praticado por um só lado, não interessa qual.
Há guerras que motivam esta loucura quase colectiva.
20/10/2023
18/10/2023
O gosto dos acasos
Há um conjunto de circunstâncias da vida que, no balanço, damos como fruto do acaso.
Como se aquilo a que chamamos acaso fosse definível.
E nem tudo o que é fruto do acaso é coisa em que nos detenhamos. Muita minudência o é e disso não levamos lembrança.
Isto tudo para falar de um livro.
Pouco dado nestes dias que vão correndo a escutar estações de rádio, faço-o quase exclusivamente no carro e às horas certas, para ouvir as notícias.
Lá para trás, não sei bem quando, fiquei por um acaso a ouvir uma recensão literária, creio que com a participação da escritora. Não me recordo do trajecto que fazia mas tenho sim uma lembrança de que era uma estrada agradável e que o livro que estava a ser contado no rádio foi um belíssimo complemento para a viagem.
Já foi com um certo esforço de memória, que a idade não perdoa, que mais tarde incluí o título na minha lista de compras, como se ainda tivesse espaço para livros e tempo para os ler.
Há uns meses, juntei-o à encomenda de um outro, há muito assinalado.
Quebrando um quase jejum de meses, li-o de um trago há alguns dias.
Cada página justificou o entusiasmo que tivera nessa estrada já algo longínqua.
Há um conjunto de circunstâncias da vida que, no balanço, damos como fruto do acaso.
Como se aquilo a que chamamos acaso fosse definível.
E nem tudo o que é fruto do acaso é coisa em que nos detenhamos. Muita minudência o é e disso não levamos lembrança.
Isto tudo para falar de um livro.
Pouco dado nestes dias que vão correndo a escutar estações de rádio, faço-o quase exclusivamente no carro e às horas certas, para ouvir as notícias.
Lá para trás, não sei bem quando, fiquei por um acaso a ouvir uma recensão literária, creio que com a participação da escritora. Não me recordo do trajecto que fazia mas tenho sim uma lembrança de que era uma estrada agradável e que o livro que estava a ser contado no rádio foi um belíssimo complemento para a viagem.
Já foi com um certo esforço de memória, que a idade não perdoa, que mais tarde incluí o título na minha lista de compras, como se ainda tivesse espaço para livros e tempo para os ler.
Há uns meses, juntei-o à encomenda de um outro, há muito assinalado.
Quebrando um quase jejum de meses, li-o de um trago há alguns dias.
Cada página justificou o entusiasmo que tivera nessa estrada já algo longínqua.
17/10/2023
Rol de mortos
Ninguém me mandou espiolhar os registos online da funerária lá da Vila.
O rol de mortos aumentou consideravelmente depois de tal empresa.
Gente que eu cria viva e que afinal já está no lugar onde, por lá, mais amigos tenho.
Ninguém me mandou espiolhar os registos online da funerária lá da Vila.
O rol de mortos aumentou consideravelmente depois de tal empresa.
Gente que eu cria viva e que afinal já está no lugar onde, por lá, mais amigos tenho.
12/10/2023
Primarismo e (a minha) insensibilidade
Neste secular confronto entre árabes e judeus, há cada vez mais um desfasamento temporal entre as partes. Observam-se comportamentos medievais na parte palestina, como o da saudação ostensiva e destemperada da ofensiva de sábado passado, na ignorância da terrível espada que lhes impende sobre a cabeça.
Muitos dos que saltavam e disparavam para o ar, no tradicional e primitivo desperdício de munições, estarão hoje já mortos.
Pertenço ao grupo dos que são insensíveis aos relatos emocionais e necessariamente parciais de barbárie num conflito armado e generalizado num dado território.
Não há partes inocentes numa guerra, não há guerra sem violência e a violência atinge sempre os que se podem dizer ainda assim inocentes.
Neste secular confronto entre árabes e judeus, há cada vez mais um desfasamento temporal entre as partes. Observam-se comportamentos medievais na parte palestina, como o da saudação ostensiva e destemperada da ofensiva de sábado passado, na ignorância da terrível espada que lhes impende sobre a cabeça.
Muitos dos que saltavam e disparavam para o ar, no tradicional e primitivo desperdício de munições, estarão hoje já mortos.
Pertenço ao grupo dos que são insensíveis aos relatos emocionais e necessariamente parciais de barbárie num conflito armado e generalizado num dado território.
Não há partes inocentes numa guerra, não há guerra sem violência e a violência atinge sempre os que se podem dizer ainda assim inocentes.
10/10/2023
Criançada
A criançada que tomou conta do aparelho de Estado nem uma folha de cálculo sabe usar.
À boa maneira da ASAE de outros tempos que até publicitava com aparato a total incapacidade dos seus quadros de lidarem com a dita cuja folha de cálculo.
Na proposta de Orçamento deram mais esta amostra de incompetência informática, a pág. 149:
A criançada que tomou conta do aparelho de Estado nem uma folha de cálculo sabe usar.
À boa maneira da ASAE de outros tempos que até publicitava com aparato a total incapacidade dos seus quadros de lidarem com a dita cuja folha de cálculo.
Na proposta de Orçamento deram mais esta amostra de incompetência informática, a pág. 149:
09/10/2023
Cuidado com a EDP (parte 3)
A comunicação com a EDP ainda me deixa dúvidas: quem me responde é um algoritmo mal programado ou um humano com raciocínio impróprio para a entrada no ensino básico?
Uma mistura das duas hipóteses? Uma tentativa de escorraçar os clientes reclamantes com irracionalidades e despautérios?
A comunicação com a EDP ainda me deixa dúvidas: quem me responde é um algoritmo mal programado ou um humano com raciocínio impróprio para a entrada no ensino básico?
Uma mistura das duas hipóteses? Uma tentativa de escorraçar os clientes reclamantes com irracionalidades e despautérios?
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