Não há volta a dar
Não há volta a dar: para além da feira que o Chega montou em São Bento, ouvir de um político (não foi só um que o disse) que é necessário remunerar melhor os cargos políticos para atrair os mais capazes é ficar com a noção de que o dito político reconhece que a actual classe é medíocre. E é.
29/11/2024
27/11/2024
26/11/2024
25/11/2024
Tugas de Cro Magnon
Notei a senhora pela suas erráticas manobras à minha frente. Marcha atrás, marcha à frente, marcha atrás, sem nexo.
Aproveitei um espaço entre manobras e passei adiante. Estacionei e reparei que a cavalheira continuava a manobrar o carro. Já depois de descarregar o avio, percebi o desfecho: a senhora arrimou o carro à parede sobre o passeio exíguo e toca de ligar o electrodoméstico à rede eléctrica por um cabo pendurado.
É gente sem civilização. Mas que está muito na moda.
Notei a senhora pela suas erráticas manobras à minha frente. Marcha atrás, marcha à frente, marcha atrás, sem nexo.
Aproveitei um espaço entre manobras e passei adiante. Estacionei e reparei que a cavalheira continuava a manobrar o carro. Já depois de descarregar o avio, percebi o desfecho: a senhora arrimou o carro à parede sobre o passeio exíguo e toca de ligar o electrodoméstico à rede eléctrica por um cabo pendurado.
É gente sem civilização. Mas que está muito na moda.
24/11/2024
Mentes
Há uma altura, muito cedo na vida, em que percebemos que a informação que temos não é a mesma que o outro tem.
E, ao percebermos tal, ajustamos a nossa linguagem de forma a que o outro nos entenda: não mencionamos pelo nome alguém que esse outro desconhece, não esperamos que reconheça locais que só nós conhecemos.
Há, todavia, um leque de gente que parece não ter passado por essa epifania: mencionam pelo nome gente que desconhecemos, referem-se a lugares que lhes são familiares como se também os conhecêssemos (“vira depois ali na esquina da casa do Zé Maria”), sempre convencidos de que estamos dentro da cabeça deles.
Há dias em que não há paciência para os aturar...
O Sr. Luís às vezes intervinha indirectamente em conversas que tais. Quando o interlocutor mencionava os dotes de um tal Rogério (que nunca víramos mais gordo nem soubéramos a que tribo pertencesse), cabia retorquir "Ah sim, o Rogério, o primo do Sr. Luís!" e esperar pela resposta.
Raramente a pessoa se apercebia do reparo.
Há uma altura, muito cedo na vida, em que percebemos que a informação que temos não é a mesma que o outro tem.
E, ao percebermos tal, ajustamos a nossa linguagem de forma a que o outro nos entenda: não mencionamos pelo nome alguém que esse outro desconhece, não esperamos que reconheça locais que só nós conhecemos.
Há, todavia, um leque de gente que parece não ter passado por essa epifania: mencionam pelo nome gente que desconhecemos, referem-se a lugares que lhes são familiares como se também os conhecêssemos (“vira depois ali na esquina da casa do Zé Maria”), sempre convencidos de que estamos dentro da cabeça deles.
Há dias em que não há paciência para os aturar...
O Sr. Luís às vezes intervinha indirectamente em conversas que tais. Quando o interlocutor mencionava os dotes de um tal Rogério (que nunca víramos mais gordo nem soubéramos a que tribo pertencesse), cabia retorquir "Ah sim, o Rogério, o primo do Sr. Luís!" e esperar pela resposta.
Raramente a pessoa se apercebia do reparo.
23/11/2024
20/11/2024
Cuidado com a EDP (parte 5)
A magnífica EDP que ontem me pedia 120,12€ para termos as contas em dias, hoje – depois de eu ter reclamado – já assume que me deve 10,24€!
O mais extraordinário é que existe por lá um tontinho (director de qualquer coisa) que não tem pejo em assinar um e-mail onde se afirma, depois de reconhecido o erro, que a facturação foi correctamente emitida!
O que dizer desta gente?
A magnífica EDP que ontem me pedia 120,12€ para termos as contas em dias, hoje – depois de eu ter reclamado – já assume que me deve 10,24€!
O mais extraordinário é que existe por lá um tontinho (director de qualquer coisa) que não tem pejo em assinar um e-mail onde se afirma, depois de reconhecido o erro, que a facturação foi correctamente emitida!
O que dizer desta gente?
18/11/2024
Cuidado com a EDP (parte 4)
A EDP mais uma vez emite duas facturas de valores diferentes para o mesmo período e não esclarece cabalmente que uma delas corrige a outra. Arranja uma aldrabice completa quando se trata de emitir uma nota de crédito – faz um bolo com facturas, débitos e créditos próprio dos que querem ludibriar o próximo.
É preciso muito cuidado com esta EDP.
Nota: desta feita fui atendido não por um algoritmo mas por uma simpática senhora que também não entende o bolo que o sistema faz com débitos e créditos. Se ela não entende...
A EDP mais uma vez emite duas facturas de valores diferentes para o mesmo período e não esclarece cabalmente que uma delas corrige a outra. Arranja uma aldrabice completa quando se trata de emitir uma nota de crédito – faz um bolo com facturas, débitos e créditos próprio dos que querem ludibriar o próximo.
É preciso muito cuidado com esta EDP.
Nota: desta feita fui atendido não por um algoritmo mas por uma simpática senhora que também não entende o bolo que o sistema faz com débitos e créditos. Se ela não entende...
17/11/2024
Comunicar
A moda actual não se importa com a capacidade governativa, orientadora de um político ou de qualquer pessoa com responsabilidades de comando. O que ela determina é que saiba comunicar.
Não queremos assim homens de Estado, queremos truões ou vendedores de ádipe ofídico.
Talvez seja essa a razão porque andamos tão desorientados, tão mal governados.
A moda actual não se importa com a capacidade governativa, orientadora de um político ou de qualquer pessoa com responsabilidades de comando. O que ela determina é que saiba comunicar.
Não queremos assim homens de Estado, queremos truões ou vendedores de ádipe ofídico.
Talvez seja essa a razão porque andamos tão desorientados, tão mal governados.
16/11/2024
15/11/2024
O palhaço e a namorada
Vi-os hoje, o homem que gostava de palhaçadas e a sua sempiterna e bonita namorada. Iam, ia jurar, de mão dada a atravessar a rua.
Talvez já sejam bisavós.
Vi-os hoje, o homem que gostava de palhaçadas e a sua sempiterna e bonita namorada. Iam, ia jurar, de mão dada a atravessar a rua.
Talvez já sejam bisavós.
14/11/2024
13/11/2024
COP 29
Desta feita assumiram que a questão é mesmo dinheiro.
Vamos ver se há uma linha que seja sobre sobrepopulação.
Desta feita assumiram que a questão é mesmo dinheiro.
Vamos ver se há uma linha que seja sobre sobrepopulação.
12/11/2024
Regionalização
Os adeptos da regionalização bem podem extrair boas lições do que se passou na Comunidade Valenciana.
Os adeptos da regionalização bem podem extrair boas lições do que se passou na Comunidade Valenciana.
11/11/2024
10/11/2024
09/11/2024
Absolutamente
Há coisas que são absolutamente inaceitáveis.
Este caso dos CODU é uma delas. Não se podem deixar morrer pessoas por motivos burocráticos. Só um país preso por arames, como é o nosso caso, e feito para ser fofinho é que justifica tais (in)sucessos.
Já me aconteceu, décadas atrás, ter uma chamada inatendida pelo então 115. Ao fim de pouco tempo, pedi o número dos bombeiros locais, tão locais que estavam a escassos dois minutos do acidente / crime e que compareceram ainda eu estava junto do telefone de onde efectuara a chamada.
Há coisas que são absolutamente inaceitáveis.
Este caso dos CODU é uma delas. Não se podem deixar morrer pessoas por motivos burocráticos. Só um país preso por arames, como é o nosso caso, e feito para ser fofinho é que justifica tais (in)sucessos.
Já me aconteceu, décadas atrás, ter uma chamada inatendida pelo então 115. Ao fim de pouco tempo, pedi o número dos bombeiros locais, tão locais que estavam a escassos dois minutos do acidente / crime e que compareceram ainda eu estava junto do telefone de onde efectuara a chamada.
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