28/12/2003

A natureza e o tempo

Tomemos como bom que o conceito de natureza é o conjunto da matéria original do planeta Terra e tudo a que ela deu origem, com o tempo.
Tomemo-lo inevitavelmente num sentido um pouco mais lato, incluindo os factores exteriores mais conhecidos e indispensáveis: os raios solares, a atracção gravitacional da lua e a matéria cósmica que penetra no sistema terreno.
Nada disto parece controverso.
Já o tempo, que é um elemento integrante deste conceito, é impossível de definir.
A Natureza é uma nomia inventada pelo homem para designar algo que compreendeu (no sentido matemático) - algo com o qual formou conjunto. Mesmo que os contornos desse conjunto não sejam muito precisos quanto aos factores externos e quanto à origem primordial dos seus elementos.
Mas o conceito existe, é universal e aceite.
Não sabemos então o que é o tempo.
Temos a ideia de que actua sobre a matéria e que a transforma.
Dizemos que as coisas envelhecem naturalmente com o tempo.
Aceitamos assim que a natureza se transforma com o tempo, não deixando de ser natureza, como decorre do conceito.
Às vezes confundimos algumas coisas: foi a Natureza ou o tempo que destruiu os dinossauros? É claro que foi a Natureza. O tempo é apenas um dos factores que a integram e que dá sentido ao conceito.
De acordo com o que conhecemos e pensamos conhecer, se o tempo não fosse um factor integrante, toda a Natureza estaria no seu estado natural, primordial. Haveria um momento natural, nada mais.
Aceitemos então definitivamente o conceito.
Ao fazê-lo, não podemos deixar de incluir o homem como elemento integrante do conjunto natureza.
E sendo-o, é, por agora, tão importante como os castores, as formigas, os abetos, o granito.
O tempo transformou coisas com outros nomes em castores, em formigas, em abetos, em granito.
Em homens.
São então formigas e castores elementos naturais (elementos do conjunto natureza).
E os homens.
Sendo as formigas elementos deste conjunto, os formigueiros sê-lo-ão também?
Sendo os castores elementos deste conjunto, as barragens sê-lo-ão também?
Serão os expedientes de cada um dos elementos integrantes, elementos de outro conjunto que não o inicial?
A função criação de será uma função em N (conjunto natureza)?
Não poderá deixar de o ser.
O conceito de natureza a isso obriga.
Vamos então ao homem.
É ele um elemento natural?
Não encontro nenhum argumento que o contradiga, a não ser a visão antropocêntrica do mundo, que coloca o homem numa dimensão à parte.
A verdade é que, mesmo para os dependentes desta maneira de ver, é necessário recorrer à classificação do homem como elemento natural (animal) para teorizar sobre certos fenómenos.
Passarei pois adiante sem me deter neste aspecto.
Outro argumento que me parece pouco polémico é que grande parte, diria quase a totalidade da massa de problemas com que nos debatemos, dos fenómenos visíveis, é consequência da intervenção humana sobre o planeta, porventura será esta constatação, ela própria decorrente do antropocentrismo.
Assim, direi que para todos os que não têm uma ideia consistente do que é ou não natural, a maioria dos fenómenos visíveis é de origem não-natural ou humana.
Ora, não havendo dúvida de que o homem pertence ao conjunto N, todas as suas criações não poderão também deixar de pertencer-lhe.
É aqui que desaparecem conceitos como artificial, laboratorial, sintético(?!), nas asserções anti-naturais a que nos vimos habituando há algum tempo.
Gasolim às armas


A capa de quê?

A discussão pendurada

Ainda faltavam oito anos para a campanha do PS de 95, e ainda não se discutia, sem se ler, a obra do Prof. Damásio.
Razão e emoção não andavam assim tanto nas bocas do mundo.
Discutia-se arquitectura. Na medida em que ela é discutível ou não.
E houve quem, no meio disso, dissesse que a Matemática, por ser uma ciência-ferramenta, de construção e complexidade humanas, e não ser uma ciência de exploração e desconstrução de complexidade universal, estava absolutamente dependente da razão, ao contrário das outras, da Física, da Química... mais sujeitas ao contributo da emoção.
Houve quem se levantasse e tentasse argumentar contra.
O professor entendeu que a discussão se desviava muito do tema. Ele próprio também tinha a sua opinião e o seu partido, mas que isso ficaria para depois da ordem do dia.
E ficou. Até hoje.
O que eu gostava de juntar as mesmas pessoas.
Faltam-me 2



H G U desconhecido em África e na Oceania.
Imagens e música

Primeiro foram os tele-discos, os clips ou o que quer que seja.
Agora, estamos na fase dos DVD.
Mas a ideia assombrosa é sempre a mesma: impingirem-nos umas imagens a acompanhar a música.
Como se cada um de nós não tivesse as suas imagens associadas a cada melodia. Como se tivesse alguma utilidade.
E não terá? Não será mais uma forma de uniformização?

27/12/2003

Roubando um post a Dona Lilian



espero que sim
Aprender a pensar

A rapariga era estudante de medicina.
Certo dia, depois da conversa com os amigos ter esmorecido, disse qualquer coisa assim:
“Sabes, ando agora num grupo para aprender a pensar.”
A ponte e o Bolo

26/12/2003

Iagos e Vídeos

Ainda não encontrei uma explicação satisfatória para haver Tiagos e não haver Tantónios.
Excepção feita a Tantónio Barbosa, o violinista, que não conheço.
Claro que confirma a regra.
Mas e os Tonofres? Os Teliseus? Apenas o Bonfim Machado, motorista suponho que em Rio Branco?
Não percebo. Porque é que os Tiagos proliferaram e os outros não?
Deve haver alguma conjura secreta.
Por aqui, vamo-nos contentando com o Santo Vídeo, ou Santo Bídeo. Ali para Gaia.
Em dia de São Testêvão.



imagem em
Boxing Day

O bodo aos pobres, um dia depois.



imagem de
Planos a médio prazo

3 de Outubro de 2005

Assim cá esteja. E seja possível deslocar-me.
Estarei aos alvores lá para Miranda do Douro ou coisa que o valha.
E para quê?
Ferragens, fazendas e imagens

Ferragens e fazendas


Bifes e alcatrão

Lá vem mais uma vaga contra a vaca.
É assim de vez em quando.
Há, no entanto, um explicação que me falta:
Porque é que as pessoas que se eximem de comer carne de vaca, continuam a viajar de carro?
Não só não atinjo a lógica da coisa como tenho o palpite que, se seguissem a voz da razão, as estradas ficariam muito menos perigosas.
Ou não seria assim?
Isto não tem nada a ver com os vegetarianos, obviamente.


Quadrados (faz de conta que são)

25/12/2003

E ao frio

A noite de Natal

26 anos depois



Acordarem-nos naquela fase inicial do sono é o que dá.
A noite de Natal era apenas uma noite mais de diversão.
Um bailarico, as amigas do costume.
Ainda entrámos em palco mas não nos deixaram substituir os nossos amigos instrumentistas.
E à cama cheguei tarde e a más horas.
E fui acordado menos de uma horita depois, pela minha mãe (nem ouvi as pancadas na porta):
"Está ali um amigo teu que precisa de ajuda!"
Fui ver. O A.M. estava à porta, enregelado e a rir-se. Eu a tentar perceber porque é que ele não tinha ido para casa.
Como a noite era de forte geadão, eu já tinha saído do quarto equipado com samarra e botas caneleiras.
E ele a rir-se. "Eh, pá, tive dois furos..."
"Dois furos?"
Agora, era eu quem esboçava um sorriso: "Dois furos?"
"Sim! Desenrasca-me lá! Tive que vir à boleia numa bicicleta a motor."
Fui dizer ao meu pai que eram dois furos, que o rapaz precisava de ajuda: "Posso levar o carro outra vez?"
O meu pai a calcular outras aventuras mas admirado por me ver de pijama e samarra. Afinal...
Lá fomos.
O moço tinha saído da estrada numa recta, deu-lhe o sono e lá estava a carrinha com duas rodas na valeta.
O primo da namorada enregelado e enrolado no banco olhava para nós como para um filme que ele teimava em ver, lutando contra o sono.
Foi quando passou um matinal, fumegante e admirado motociclista que eu me dei conta que estava a começar o dia de Natal no meio do mato, em pijama.
Lá desmontámos as duas rodas, deixámos a carrinha ancorada nos macacos e ala para casa do M.V. que ele é que percebe de oficinas.
Mas ainda me lembrei de ir a casa vestir-me.
Quando chegámos a casa do outro, ainda eram sete e tal.
Relutantemente, lá nos abriram a porta e encaminharam para o quarto do moço.
Acordou connosco a abanar a cama.
Ria-se, ria-se, só se ria.
"Tal não foi o espectáculo?" - e sufocava ao rir-se deitado na cama. E a gente a baralhá-lo, a contar-lhe histórias.
É claro que foi depois preciso uma boa meia-hora para o convencer definitivamente de que o caso era urgente.
E lá o arrancámos da cama, a caminho da estação de serviço.
Depois de arranjar as cacetadas nas jantes e de remendar os furos, de voltar uns bons vinte e tal quilómetros até à carrinha e pôr tudo em condições, dei comigo ao meio-dia de Natal a beber conhaques e a fumar charutos espanhóis, no café das bombas de gasolina.
Mas já não estava em pijama.
Alguém devia estar à nossa espera para o almoço.

imagem em
Prendas de Natal

de alguém



extracto de imagem da TVI

24/12/2003

Gato persa

Elidir os factos
Submersos ou não
Empurrar os dados
Com as costas da mão.
Tombar registos
Evitar ciladas
Entrar pelos vistos
Nas noites veladas.
Semear percalços
Envoltos em pó
Contornar os traços
De rectas, a só.
Empilhar retratos
De outras idades
Vestir novos fatos
Em novas cidades.

SG, inéditos, 2002
A meu lado



por aí
Cem invernos e cem verões



a casa das memórias atrás do muro
Geadão

Alguidares de gelo
Rachas de lenha
Frio barbeiro
A caminho do monte
Samarra e boina.
Há quantos anos?

23/12/2003

Um desses dias

O nó da gravata

Há poucas coisas que sejam mais de homem para homem, de pai para filho, do que a transmissão da técnica do nó da gravata.
Todas as excepções confirmam a regra.
Um dia, sem se saber porquê, coloca-se uma gravata à volta do pescoço.
E de repente, damo-nos conta que não sabemos fazer o nó: “Pai!”
E o segredo transmite-se, frente a um espelho.
Pura magia.
Eu herdei o four-in-hand



imagem composta a partir de
Um susto de morte

Mais uns envelopes a monte na caixa do correio.
Propaganda. Mas também alguns catálogos que eu pedira.
Fui abrindo, da embalagem mais mal apresentada à mais interessante, o tal fecho com chave de ouro.
O último envelope era gordo. Catálogos, tabelas, fichas técnicas.
Uma brochura sobre a fábrica.
Abri. Papel de qualidade, boas fotografias.
E um susto de morte ou algo parecido.
A páginas tantas, no laboratório da fábrica, estava eu a olhar atentamente para alguma coisa sobre uma mesa. Não, não era a imagem do espelho de fazer a barba. Era mesmo a minha fotografia, igual a tantas outras semelhantes.
Ainda hoje não sei quem era o homem da foto. Também nunca fui à procura dele. Talvez um irmão gémeo.
Ano Novo



carros velhos

fotos extraídas das câmaras de tráfego finlandesas

22/12/2003

Ainda a calçada à portuguesa

E se fosse assim?

Em torno de um berbequim

Também já ninguém se lembra.
Eu próprio confesso que não me lembro dos intervenientes, nem do local.
Mas lembro-me do conteúdo.
Tratava-se do arranjo formal de uma determinada calçada à portuguesa (perdoem-me todas as incorrecções).
Creio que o autor do projecto pretendia incluir motivos da contemporânea idade no desenho da calçada.
Entre outros objectos, figuravam berbequins.
Levantou-se logo o habitual coro de protestos.
Continuo sem saber muito bem como é que se discute uma obra de arte, mas isso é outra história.
Agora que se levantassem contra os berbequins, é a habitual tacanhez pura e dura.
Não fazem eles parte da nossa vida quotidiana? Não precisamos deles todos os dias?
Não os mencionou António Lobo Antunes nos seus livros? Não está lá toda a nossa vidinha?
Os motivos manuelinos vieram de que século?
Arre macho, mais uma vez! Ponham lá os berbequins, os discos compactos, as jantes, os telemóveis, caramba!



imagem de acordo com o modelo 7152 da B&D, segundo catálogo
Ainda as viagens de automóvel

Já não sou do tempo dos quilómetros de arranque.
Experimentei apenas as vertigens das rectas de Pegões e de Alcácer.
E consegui uma coisa de que eu próprio me admiro, atravessar a Península Ibérica cruzando, ultrapassando e sendo ultrapassado por uma escassa dúzia de automóveis. E sempre por estrada alcatroada.
Tenho a nostalgia do pouco trânsito. Um elitismo sem sentido e sem objectivo.
Possa eu traçar rotas ignotas que sempre encontrarei companhia. Já nada como dantes.
Mas ainda faço viagens só por fazer. Fora de época, em dias de semana e para sítios onde quase ninguém vai.
Cada vez mais, fujo da estrada se ela me irrita. E ela irrita-me em épocas destas. Não me mexo.
O menino Jesus terá de apanhar-me de outra maneira.

No tempo em que os carros eram assim



E as estradas tinham marcos brancos nas curvas de montanha, os camiões fumegavam de velhice e as bombas de gasolina eram por vezes obras de arte, era difícil encontrar-se o que comer em certas zonas.
Naquela passagem de nivel havia uma taberna com maravilhosas sandes de presunto e paio.
Para a meia-hora que às vezes demorava o comboio, havia sempre o conforto do pão fresco e da carne bem curada.
Era vê-lo, ao dono da casa, de carro em carro, a fazer negócio.
Quando começaram as obras da passagem superior, amaldiçoava os pobres operários.
Houve até quem tivesse falado em apedrejamentos.
A obra ficou pronta há uns trinta anos.
No outro dia, fiz um desvio e fui espreitar a velha passagem de nível.
A taberna é agora um café.
Nada indica que haja saborosas sandes de paio e de presunto.

imagem adaptada do Armstrong Siddeley Saphire em

21/12/2003

Duas de mar





O mesmo Atlântico em Dezembro

imagens de MSMS e Sky News
Fahrenheit 451

Às vezes, tudo é cinema.
Naquela manhã, do alto da chaminé industrial, chamei pelo telefone um velho amigo do complexo fabril.
Precisava de energia. Vi-o chegar, desgrenhado como sempre, gesticulando para a direita e para a esquerda enquanto falava ao telefone com alguém.
Era um peão, uns bons metros abaixo.
Depois, o meu telefone tocou. Que estava tudo arranjado, dizia-me com o braço livre a desenhar gestos no ar.
Quando desci, já ele se retirara.
Mas passados minutos, chegou outra personagem, impecável no seu fato vermelho de bombeiro, capacete anos 60, ao volante de um pequeno jipe que trazia atrelado um gerador, tudo vermelho. Reconheci-o de imediato, era Montag.



imagem do filme em
No correr do tempo



Objectos

Rijomax, o relógio. Informação aqui e aqui.

imagem da SIC

20/12/2003

Somos todos bonzinhos

E muito coerentes.
Caramba! Mas que coerência é que há na sobrevivência?
O homem, o animal, e os estados que criou regem-se pelo único critério possível: a sobrevivência.
Bonzinhos? Somos todos bonzinhos e muito coerentes.
Alguns não sobreviveram. É tudo uma questão de energia. Não é isso a lei do mais forte?
Alguma novidade à face da terra?
Onze dias para passar de nível

Só me lembro disto

O Espírito de Natal

Por mais voltas que dê, não encontro o Espírito.
Todos os temos, julgo eu, enquanto crianças. Mesmo que seja humana a proveniência dos presentes.
Mas depois desse período, passou-me. Acho que de vez.
De cada vez que observo a cavalgada das compras a toque de caixa, mais se acrescenta o tédio.
Será por não haver crianças por perto? É possível.
O certo é que o espírito passa ao largo e não há rena que me dê coice.
Não me interessam presentes, nem dá-los nem recebê-los.
Gosto de dar uma prenda sem que haja uma data imposta para o fazer.
Não me importo nada de as receber de surpresa.
Mas de Natal, já só me resta a memória do T.P.F..
Sejam felizes.

Direita e esquerda

Alguns autores afirmam que para algumas populações esquimós estes conceitos não existem.
Não faço a menor ideia se isso é extensivo a outros grupos humanos ou não.
Mas sei que, no sítio de onde venho, eram conceitos de utilidade muito acessória.
Muito poucas vezes se referiam as coisas na topologia doméstica ou rústica usando tais noções.
Usava-se recorrentemente o: ao pé de; por detrás de; à frente de; diante de; lado de cá; lado de lá; debaixo de; em cima de; para ao lado de. Todos referidos a lugares bem determinados quer no exterior, quer no interior das casas.
Também não faço a menor ideia de quais as razões que sustentam essa ausência nem sequer se tais características se repetem em zonas mais ou menos vizinhas.
Curiosamente, ao vir-me isto hoje à cabeça, também não encontrei nada sobre o assunto no mundo dos motores de busca. Apenas exercícios para ensinar os dois conceitos às crianças.


19/12/2003

Gaba-te, cesto - mais vale umas botas

Então não aprendi nada com as mulheres?
Aprendi, pois claro.
Sei o que é fazer pendant, parure ou toilette e muitas outras coisas que não são para aqui chamadas.
Certa vez, discuti até o classicismo no vestuário, à varanda de uma casa em obras, enquanto os pedreiros não chegavam.
Fui então rotulado de classicista trangressor, o que era muito interessante, na opinião dela. Talvez por usar botas caneleiras com fato e gravata.
Cá para mim, não fosse eu um mocinho jeitoso nessa época, haveria de servir de muito um par de botas.



Mas ainda não sei o que é um traje clássico.

imagem adaptada de http://www.cm-arraiolos.pt/artesanato/artesanato.htm
Tíbia 7.11

Devo aos pára-quedistas um sem-número de dicas.
Fiquei a saber que se joga Tíbia e que há qualquer coisa de complicado com o Minotauro.
Que há uns jogos de carros ena ig sobre os quais o único sítio do mundo onde se pode encontrar informação é aqui, no H G U, segundo o MSN Brasil.
Que há um sítio estranho, chamado cave do totoloto, de onde aparentemente saem as chaves todas as semanas.
Que há uns calendários que são tios de alguém. Deve ser alguma família lá das minhas bandas, onde já existe o Pouco Tempo.
Mas há também quem procure coisas como nas páginas amarelas.
Da Holanda (vejam este post), chegou o pedido de informação sobre o endereço postal da garagem (?) Ford de Setúbal. Lamento, talvez a Ford Portugal tenha essa informação on-line.
E há quem queira saber da geometria no presépio.
E claro, continuam os pedidos para adivinhar as chaves dos habituais concursos da Santa Casa. É estranho que ninguém peça o número da lotaria do Natal.
Pedem-me ainda mapas. É escusado, não dou informações de trânsito. O trabalhão que me dá evitar as filas em época festiva. Nem pensar.
Houve até alguém que pensou que era eu o detentor do segredo do molho 365, o das bifanas. Francamente.
Não bata a cabeça à toa - acham que isto é pesquisa que se faça? Sem aspas?
Também um dos dois únicos sítios do mundo onde há referência a uma máquina de rolhar é aqui. Está certo. Mas de que informação precisa?
Em relação ao Sado, já percebi há muito que algumas pesquisas que aqui caem não se referem aos barrancos de onde procede, é qualquer coisa a respeito de um marquês. Paciência!
Já agora, porque é que não usam as aspas? Não é assim tão difícil encontrar o que se procura.
Fico com a impressão de que 99% das demandas são feitas por quem não tem a menor noção do que está a fazer, será assim?


Gasolim ao Km 198,4

18/12/2003

Paris

A maior parte das vezes que qualquer de nós se encontra em meio desconhecido, o que é que sucede?
Ou temos connosco o micro-cosmos suficiente para fecharmos um universo próprio, independentemente de estarmos sòzinhos ou não, ou ficamos na defensiva a ver em que é que param as modas.
O que é invulgar e insólito é que, no mesmo lugar, se reúnam ao mesmo tempo, várias pessoas nas mesmas circunstâncias de alheamento ao local e às restantes, como que de um albergue nocturno se tratasse.
E que esse facto seja simultâneamente verificado por todos, dando lugar a uma aproximação estranha mas leal, como a que aparentemente temos sempre com o desconhecido não-invasor.
Foi de um ambiente desses, cada vez mais raro, que falámos há pouco. Não se trata de antecâmaras de aeroporto, de enfermarias de hospital de campanha, de carros parqueados em filas paralelas num grande engarrafamento, trata-se de Paris.
Da cidade das luzes ou da cidade-luz. Bizarrias.



imagem escandalosamente roubada aqui
Gasolim e a ferrovia

A cadelinha plebeia

Estava prometida há anos, a cadelinha que os meus amigos nos deram há um ano e tal.
É filha de pais inscritos no Livro de Origens Português (LOP), logo poderia igualmente ter a sua inscrição no dito livro.
Sucede que, para tal e ao que me disseram, torna-se agora necessário submeter os animais a uma de duas intervenções: ou são tatuados ou se lhes insere um micro-chip.
Mais estranho: estando os pais já registados, para inscrever a ninhada era necessário fazer o mesmo aos pais, embora o regulamento não estivesse em vigor à data em que aqueles nasceram, tendo assim sido registados sem que nada disso fosse necessário.
Ninguém quis fazer isso aos cães, nem os donos dos progenitores nem os promitentes curadores dos elementos da ninhada. Logo, temos uma cambada de plebeus filhos de pais incógnitos, como era uso com os humanos nascidos em circunstâncias reprovadas, de pais fidalgos.
Só umas questões me atormentam o espírito:
Qual é o objectivo destas normas?
Se uma tatuagem é quase impossível de apagar, não é de todo impraticável viciá-la.
Um micro-chip é obviamente fácil de remover e recolocar.
E o que é que vale quando se registam cães, não é a palavra do dono?
Fazem-se alguns testes para confirmar a progenitura?
É certo que isto são banalidades, mas devem ter algum interesse para quem ganha dinheiro com estas coisas.
E sim, a cadela é um espectáculo. Mas o cão também é e desse não se sabe mesmo quem é o pai, nem sequer que tipo de cão era. Sabe-se que a mãe era boxer e que ele tem apenas vagas parecenças com a raça. E o que é que isso interessa?
Já chega, amigos pára-quedistas

Por acaso

Por acaso num filme
Por acaso numa captura
Por acaso aqui
Rios e pontes, sempre



Não é sempre por acaso?

17/12/2003

Valsas putrefactas em cima de uma mesa de pedra, lá no quintal

Ora evoluíam pelo roseiral bravio,
Ora se reorganizavam sob o zimbório que rematava o fundo do jardim.
Tudo isto numa intenção clara de apaziguar a primavera acendida
Sob o deleite que a alcoolemia lhes proporcionava no verde.
Mesmo que à porta lateral do pavilhão onde repousava o esquife
Chegassem acordes de música
Aos ouvidos dos correligionários enlutados
Que teciam pálidos encómios ao defunto
E exercitavam apetecidos conceitos de infelicidade.

1985

SG, "Dizeres do Sul", 1993
Os rótulos de Garcia Marquez



Serve para escorregar
Quase parece a sério

Quase faz sentido

16/12/2003

Hat-trick



Houve um tempo em que seguíamos também a tabuada dos golos.
1-0, 0-1, 1-1, por aí fora.
Como na bola, estes eram os resultados habituais. Os empates a zero eram também numerosos, havia uma infinidade de penalties desperdiçados por falta de concentração.
Mas, volta e meia, uma goleada.
Na nossa estranha contabilidade, só se conseguia construir um resultado volumoso quando a equipa era grande.
Dessa vez, se a memória me não atraiçoa, éramos quatro.
E elas eram umas oito.
Foi má leitura de jogo por parte do treinador.
O certo é que já estávamos em campo e não havia tempo para recrutar novos reforços. Fomos à luta.
Depois de algumas jogadas individuais, já o automatismo da equipa adversária estava percebido, encontro o M.C. no bar.
"E atão? Como é que é?" - disparou ele.
"Como é que é? É assim: A mais interessante para mim é a que se atracou ao S. A que eu gostava de marcar é aquela magrinha, dos olhos grandes. Mas a que está a descair para o meu lado é a matulona do cabelo preto. Lá da RDMNA. Vou então ver o que é que dá a magrinha, se não der, a minha escolha é a matulona."
"Porra, queres tudo para ti. Logo três!"
"Não, M." - eu a ver que ele queria a matulona - "Podes ficar com as outras, eu fico com a que caiu cá para o meu lado. Não há crise, podes escolher a magrinha."
"Porra, queres logo as três."
"Não, homem, só quero a matulona, não quero nenhum hat-trick."
Ele lá se foi, a matulona caiu mesmo para o meu lado. O P.P. já tinha a dele certa. O S. a mais bonita. E o M.C. ficou com uma que agora me não lembro. O certo é que foram elas que escolheram. As outras quatro, entre as quais a magrinha, recolheram aos balneários. Não houve hat-trick para ninguém. Elas ganharam 0-4. Ah, esquecia-me! Hat-trick são três, toda a gente que lê jornais desportivos sabe disso.

coelhinho em
Presente de Natal

Para o selo do carro ou para outra coisa qualquer

Gasolim e a estrada



Já aqui disse que não compreendia o argumento segundo o qual as pessoas se transfiguram ao volante, fazendo as maiores atrocidades.
Basta estar atento em todo o lado, por alguns momentos, para nos apercebermos de que os mesmos comportamentos bizarros se verificam também fora das caixas de lata.
A questão é que as caixas de lata derivam em caixões. E em mísseis mal guiados.
Fossem os telemóveis, os chapéus de chuva, os carrinhos de supermercado, as cadeiras de restaurante, as senhas de vez, armas letais e então ver-se-ia.
Não sou exemplo para ninguém. Não venho dar lições nenhumas.
Mas se há ou não um mal generalizado nas nossas estradas, é bom que se estude o assunto de forma racional.
Começando por perceber o que é que se passa.
Uma das coisas que conhecemos mal são as efectivas causas dos acidentes.
Primeiro, porque os próprios intervenientes quando sobrevivem, não sabem ou não querem perceber as causas.
Segundo, porque os elementos que as autoridades apuram são manifestamente insuficientes. Estas limitam-se a enquadrar numa tabela incompleta mais ou menos o que lhes parece.
Terceiro, porque há uma espécie de véu sobre as coisas, que permite que se construam mal as estradas, que as sinalizem mal e que se passem licenças de condução a qualquer um.
Não vou abordar aqui aquilo de que outros estão fartos de falar.
Apenas recordo e chamo a atenção para aspectos de que se têm esquecido.
Há anos, havia na rádio um programa interessante sobre a estrada. Nesse programa, ouvi com o mesmo pasmo do apresentador, um ministro dizer que agora é que se iam acabar com os acidentes! Era de calcular que fôssemos longe com tão ridículas sentenças.
Basta apreciar o relatório da sinistralidade da DGV para perceber várias coisas:

Existe um sem-número de dados estatísticos não relevantes.
Existe uma tabela de causas mal elaborada.
Algumas tabelas relevantes deviam ser ponderadas proporcionalmente (ex: nº de acidentes por idade de veículo, por idade de condutor, por anos de carta)

Percebe-se que não é o álcool que causa agora os acidentes (isto não tem nada a ver com a justeza da penalização!), mas ajuda saber que para combater a sinistralidade é preciso virar a atenção para outros lados e não bater sempre na mesma tecla.
E que a confusão entre excesso de velocidade e velocidade excessiva também não ajuda.
Uma coisa é exceder os limites impostos, outra completamente diferente é não ter noção nenhuma de qual a velocidade adequada em determinadas circunstâncias (as atmosféricas, o carro, a estrada, a capacidade do condutor).
Já vi pessoas despistarem-se e quase morrerem a 20 Km/h! É que não convém confundir os pedais de travão e de acelerador num gancho sobre um precipício.
Lá vem mais uma época de funerais.

Pai Natal em

15/12/2003

Gasolim en garde

Gasolim a ver passar os outros

Não é só na Finlândia que as câmaras captam imagens interessantes.
Esta é nossa.



câmaras do IEP aqui
Escantilhões e impressoras



Não é nada que eu não tivesse previsto.
Quando um professor dizia que, com a chegada do CAD, se iria perder toda a marca pessoal no desenho técnico, as perspectivas aguareladas, os cortes chinesamente pormenorizados, até as borras de café e as queimadelas de morrão, já eu tinha outros temores.
E os simples processadores de texto, com as suas potencialidades?
O que fariam aos letreiros das tabernas com letras invertidas?
E aos dos vendesse melões?
E a todos os outros, em cartão rasgado, em papel pardo, em madeira de caixa de fruta, em lata, sobre um muro?
Aqui Há isco? Uvas a 500M? Vinho a granel? Sandes diverças? Há Queijo cabreiro?
Sejamos optimistas. Não se vão todos.
Em primeiro lugar, apesar de até eu ter acesso a um computador, ainda há muita gente que foge deles como o diabo da cruz. E nem toda a gente tem a sorte de ter ao pé da porta o tal tipo que tem a filha com jeito pó desenho.
Os que usam a impressora agora, são os mesmos que usavam o escantilhão verde e preenchiam todo o espaço aberto, são os que compravam letras auto-colantes ou decalcáveis.
Em segundo lugar, não se compram plotters de grandes dimensões para compôr cartazes numa parede cega “Servem-se grelhados”. A coisa reduz-se ao A4. E o A4 não aguenta com tudo.
Em terceiro lugar, há os porque não. Não é que não tenham acesso a um computador ou que não sejam capazes de fazer seja o que fôr com ele. É porque não.
Mas digo adeus às letras invertidas no pequeno formato. O trabalhão que dá arranjar e instalar um alfabeto cirílico para obter os NN e os RR? E os SS, então? Era preciso editar os caracteres.
Mas há em contrapartida essa inesperada mais-valia do processador de texto, a letra em acordeão, a letra perspectivada, a letra em curva, uma panóplia de estilos e de cores.
Mas nada, nada bate o pequeno aviso da ARESP, ou não dissesse ele que é vedado o acesso a quem penetrar nas zonas de acesso vedado.
Não acredita? Veja em qualquer café aí para os seus lados. É um aviso azul.

14/12/2003

As barbas de molho

Ora aqui estamos, no meio do frenesim habitual das últimas notícias.
E basta fazer um zapping à balda para nos regalarmos com uma quantidade substancial de anedotas. Em todas as línguas, nos mais diversos canais.
Há uma que hoje bate as outras:
Que eu saiba, começou nas televisões americanas e já se ouviu em português.
Trata-se do escanhoamento do homem.
A crer no que foi dito na imprensa, teria sido necessário fazer a barba ao preso para o identificar.
Se isto não é uma anedota, se é a sério, arre macho.
O pior é se Ibn Laden resolve rapar a cara. Vão ser necessários uns meses de barba a crescer para o identificar. Estou a brincar, a esta hora já os serviços secretos encomendaram a um perito uma barba postiça igual à das fotografias.
Barac Bac Bac

O blogue dos porcos está a dar as últimas. Também ninguém vai lá.
Gasolim a ver passar os outros



É por estas e por outras que não me canso de referir este sítio
Das duas, três

Ou a estranha impossibilidade de alguns lerem o português, embora seja uma das dez línguas mais faladas no mundo. E seguramente entendível, na forma escrita, pela hispanidade.
Ou a tentativa de me afundarem sob o peso de milhões e milhões de dólares.
Ou, de facto, tenho cara e e-mail de labrego.
Não sei a qual das hipóteses se deve, mas lá recebi mais um aviso prometedor. Desta feita são 2.000.000 USD.
A juntar aos 5,45 e ao 0,5 das anteriores, o bolo já vai em 7,95 megas.
Não faço a menor ideia de quantos mais terão este Natal sido contemplados com tantos Los Gordos, mas com três sorteios a meu favor, já quase igualo o recorde que detenho na barraca das panelas, onde consecutivamente, e para gaúdio dos soldados que me cortejavam a criada, arrematei lá para casa um novo trem de cozinha.
Das duas vezes anteriores, publiquei aqui o mail ganhador e das duas vezes aqui vieram espreitar ou camaradas meus ou os próprios benfeitores, na esperança de entreverem na minha face uma plácida lágrima de contentamento.
Não lhes goro a pesquisa. Sejam benvindos.

"HEAD OFFICE
EURO-AFRO SWEEPSTAKE LOTTERY NL.

BURDENSTREET 21B
1053 DS AMSTERDAM, THE NERTHERLANDS.

FROM: THE DESK OF THE MANAGING DIRECTOR
INTERNATIONAL PROMOTION PRIZE AWARD DEPT.

REF: HWS/2001130802
BATCH: 18/203/JJS.
DATE: 04/0

/2003

Attention:Sir,Madam

WINNING NOTIFICATION.


We are pleased to inform you about the release today the 10th of
december 2003 of the ERO-AFRO SWEEPSTAKE LOTTERY INTERNATIONAL
PROGRAMMS held on the 28th june 2003, Your company name atta
he

toticket number: 564 ?75600545 ? 188 with serial number 5388/02
drew the lucky numbers:3-11-27-30-34 41, which consequently won the lottery
inthe 2ndcategory. You have therefore bee
approve or a lump sum pay out of UD$2MILLION in cash credited
to file HWS/200118308/02.This
is from a total cash prize of US$20MILLION share! among the ten international
lucky winners in this category. Furth
rmore, your lucky winning number alls within our NORTH AMERICAN booklet
representative office in CANADA indicated in your play coupon. In view of
this, your US$2,000,000.00 (Two million US Dollars) would be released to
you by our COMPANY regional
branch office in CANADA ,CONGRATULATION.Take no that 20 million email addresser
was drawn out from
net and many people won both in the first and second
and third category. Your fund has been therefore deposited with the CANADIAN
COMPANY in your name from where it would be released to your nominated
bank account. Due to the mixed up of some numbers an names, we ask that
you keep this a top secrect from the public notice until your claim has
been processed and your money remitted to your account
as this is part of security protocols to avoid double claiming or unwarranted
taking advantage of his programs by participats. To begin your claim,you
should first acknowledge
receipt of this notification through the above emailaddress Endevour to
include your full recent contact address,telephone/fax numbers and your
bank account details were you want this fund to be remitted to you As soon
as you confirm receipt of this notification, you shall be advised/directedon
how to contact the CANADIAN COMPANY for processing and remittance of your
funds to your nominated bank account. Remmbe ,Al winnings must be claim
not later than 31st of december 2003. and after this date all be returned
as unclaimed. NOTE: In order to avoid unnecessary delays and complications,
please remember to quote your reference and batch numbers
every correspondnce. Furthermore , should there be any change of your address,
do inform us as soon as possible. Congratulations again from all members
of the staff and thank you being part of our promotional program.
Sincerely yours,
DrEdward
Thompson
"

O e-mail de contacto é ethompsonall@tiscali.co.uk

P.S. A moeda desta vez não é U.S.Dollars Only. Aproveito para dizer aos organizadores destas notáveis quermesses que, em português, é mais bonito dizer que o prémio é logo de 2.000.000 de dólares, em vez de 2.000.000 de dólares só. Isso cheira a falsa modéstia e a novo-riquismo.
P.P.S. Adorarei ler a tradução instantânea disto tudo, mais uma vez. É talvez por isso que eles também insistem.
A porta do largo

O blogue não é suficiente. Aliás, o blogue não é o local adequado.
Sendo um blogue quase anónimo, não posso reagir aqui aos acontecimentos.
Tenho assim um grave problema para resolver.
Quando tinha a porta do largo, aberta ao centro da vila, bastava-me encomendar um púlpito de madeira de castanho a um bom marceneiro e colocá-lo depois ao lado da cabina telefónica.
Assim, de peito aberto, e devidamente identificado pelos presentes, por ser pessoa da sua lidação, poderia livremente exprimir os meus pontos de vista sobre o que se está a passar.
Teria, obviamente, que me aconselhar com este e com aquele sobre quais os assuntos que mereceriam a minha reacção a tempo.
Mas assim, estou de mãos atadas.
Já não disponho da porta do largo.
A varanda do monte só dá para o montado. Não há ali vizinhos interessados em ouvir as minhas doutas sentenças. O cais das traseiras é avistável da estrada, mas a estrada é particular (a Câmara nunca me deu um chavo por a ter alcatroado e chamado sua – sou muito mal agradecido, não sou?)
Resta-me virar para o outro lado e continuar a acompanhar a situação.



A má qualidade da imagem é propositada
Falta uma foto



É verdade! Falta aqui uma foto.
Segundo um dos meus primos, deve ser tirada à porta do monte, a cavalo e de cajado na mão, com a família ao lado, alinhada segundo o protocolo.
Em plano anterior, os cães. Se possível uma galinha peada por um baraço mas nenhum gato.
Talvez um garrafão displicentemente colocado a um canto, também ele amarrado.
Não sei. Talvez a tire. Também não sei a quem é que hei-de pedir o cavalo emprestado. É melhor não.
Tudo apeado.
Eu depois dou vaia ou coloco-a aqui.

imagem de