15/11/2006
A internacionalização da coisa
Avisado pelo João Espinho, a quem agradeço, de que os pop-ups que andavam aqui a arreliar as visitas provinham do Webstats4u, cortei cerce o alimal.
Mas aqui fica a lista dos países e regiões especiais, primeiro por ordem de visitas, depois por ordem alfabética em português, que o contador, desde Novembro de 2003, registou:

Quase metade dos considerados pela ONU.
Avisado pelo João Espinho, a quem agradeço, de que os pop-ups que andavam aqui a arreliar as visitas provinham do Webstats4u, cortei cerce o alimal.
Mas aqui fica a lista dos países e regiões especiais, primeiro por ordem de visitas, depois por ordem alfabética em português, que o contador, desde Novembro de 2003, registou:
Quase metade dos considerados pela ONU.
14/11/2006
Os 28 pontos de Scolari - o que falta dizer
Disse aqui há dias que os 28 pontos (7 vitórias em casa e 7 empates fora - dos quais um já falhou) que o Seleccionador Nacional estabeleceu como meta para a qualificação para a fase final do Campeonato da Europa não garantiam apuramento algum. Mantenho. É coisa de facto. Até este momento e com os resultados já verificados, nada garante que 28 pontos cheguem para garantir o apuramento. Porque ainda é possível que um conjunto de duas equipas outras ultrapasse esse número, ainda que empatem em casa connosco e percam em Portugal. É, como disse, uma questão de facto, de contas. Que se alterará à medida que os jogos venham a ser disputados.
Porém, e aqui é que a porca torce o rabo, é muito provável que os ditos 28 pontos sejam suficientes.
Para o afirmar, procurei grupos de apuramentos de selecções nacionais que, em competições recentes, fossem igualmente formados por 8 equipas. Não encontrei.
Mas encontrei dois com 10 equipas e um com 9. Todos dos últimos três campeonatos do mundo e da fase de apuramento sul-americana.
O que fiz depois foi para cada conjunto de resultados, eliminar os jogos de 2 equipas de cada vez, nos apuramentos a 10; e de 1 equipa no apuramento a 9.
Deu isto uma série de 99 casos (2 x 10 C 8 + 9 C 8). Em todos eles se verificou que o segundo classificado obteve 28 (4 vezes) ou menos pontos. Parece-me suficiente e dou a mão à palmatória, sem retirar uma vírgula ao que disse então.
Disse aqui há dias que os 28 pontos (7 vitórias em casa e 7 empates fora - dos quais um já falhou) que o Seleccionador Nacional estabeleceu como meta para a qualificação para a fase final do Campeonato da Europa não garantiam apuramento algum. Mantenho. É coisa de facto. Até este momento e com os resultados já verificados, nada garante que 28 pontos cheguem para garantir o apuramento. Porque ainda é possível que um conjunto de duas equipas outras ultrapasse esse número, ainda que empatem em casa connosco e percam em Portugal. É, como disse, uma questão de facto, de contas. Que se alterará à medida que os jogos venham a ser disputados.
Porém, e aqui é que a porca torce o rabo, é muito provável que os ditos 28 pontos sejam suficientes.
Para o afirmar, procurei grupos de apuramentos de selecções nacionais que, em competições recentes, fossem igualmente formados por 8 equipas. Não encontrei.
Mas encontrei dois com 10 equipas e um com 9. Todos dos últimos três campeonatos do mundo e da fase de apuramento sul-americana.
O que fiz depois foi para cada conjunto de resultados, eliminar os jogos de 2 equipas de cada vez, nos apuramentos a 10; e de 1 equipa no apuramento a 9.
Deu isto uma série de 99 casos (2 x 10 C 8 + 9 C 8). Em todos eles se verificou que o segundo classificado obteve 28 (4 vezes) ou menos pontos. Parece-me suficiente e dou a mão à palmatória, sem retirar uma vírgula ao que disse então.
O homem mau
Já é sabido que Jorge Duplo Vê Bush é o responsável pela extinção dos dinossauros.
Ficou provado por estudos desenvolvidos por um grupo de cientistas independentes e por diversas organizações não-governamentais constituídas exclusivamente por voluntários.
Já se estudam, entrementes, as suas intervenções no advento da Pequena Idade do Gelo e na erupção de Cracatoa.
Este post era para ser autobiográfico. Mas havendo um Jorge Duplo Vê Bush, aproveita-se e descarrega-se - sacode-se o capote - em cima dele.
Que homem mau!
Já é sabido que Jorge Duplo Vê Bush é o responsável pela extinção dos dinossauros.
Ficou provado por estudos desenvolvidos por um grupo de cientistas independentes e por diversas organizações não-governamentais constituídas exclusivamente por voluntários.
Já se estudam, entrementes, as suas intervenções no advento da Pequena Idade do Gelo e na erupção de Cracatoa.
Este post era para ser autobiográfico. Mas havendo um Jorge Duplo Vê Bush, aproveita-se e descarrega-se - sacode-se o capote - em cima dele.
Que homem mau!
13/11/2006
12/11/2006
11/11/2006
07/11/2006
Sem mais comentários

As cartas correm
Velozes com' as rodas
Ind' agora aqui passou
O ás de espodas*
* quadra popular?
Mais sobre a matéria, por Martin Rowson no Guardian: aqui e acolá.
As cartas correm
Velozes com' as rodas
Ind' agora aqui passou
O ás de espodas*
* quadra popular?
Mais sobre a matéria, por Martin Rowson no Guardian: aqui e acolá.
06/11/2006
As catástrofes que não aconteceram
Sabe-se lá quantas são, foram. E raramente se perde tempo a analisar o que propiciou que quase acontecessem, seja o acaso ou a intervenção humana a evitá-las.
Vi ontem e hoje as imagens do troço da Linha do Norte que ficou suspenso. Tal como há nove anos aconteceu na Linha do Sul, perto de Panóias. Dessa vez com maior aparato.
Sobre este caso, não faço ideia do que se passou. Como é que se evitou que um comboio terminasse ali a viagem em tragédia.
Mas o simples facto de acontecer já é perturbador. Não é preciso muito esforço mental para perceber que a sorte influiu. Se o assentamento da linha se houvesse produzido pouco tempo antes de por ali passar um Alfa ou outro qualquer de passageiros, era certa a catástrofe.
Sabemos todos que as coisas são calculadas para resistir a solicitações até a um limite improvável no seu tempo de vida. Parece-me é que estes limites calculados estão muito aquém da realidade.
Um dia destes, não há sorte.

imagem da SIC N
Sabe-se lá quantas são, foram. E raramente se perde tempo a analisar o que propiciou que quase acontecessem, seja o acaso ou a intervenção humana a evitá-las.
Vi ontem e hoje as imagens do troço da Linha do Norte que ficou suspenso. Tal como há nove anos aconteceu na Linha do Sul, perto de Panóias. Dessa vez com maior aparato.
Sobre este caso, não faço ideia do que se passou. Como é que se evitou que um comboio terminasse ali a viagem em tragédia.
Mas o simples facto de acontecer já é perturbador. Não é preciso muito esforço mental para perceber que a sorte influiu. Se o assentamento da linha se houvesse produzido pouco tempo antes de por ali passar um Alfa ou outro qualquer de passageiros, era certa a catástrofe.
Sabemos todos que as coisas são calculadas para resistir a solicitações até a um limite improvável no seu tempo de vida. Parece-me é que estes limites calculados estão muito aquém da realidade.
Um dia destes, não há sorte.
imagem da SIC N
04/11/2006
Declaração

Eu, ponte sobre a Ribeira de São Domingos na E.N. 390, vinda a este mundo entre 5 de Agosto de 1957 e 4 de Agosto de 1958, há portanto mais de 48 anos, e aqui em foto tipo passe, venho por este meio reputar, como Twain, de muito exageradas as notícias sobre o meu desaparecimento que alguns, incapazes de reconhecer a olho nu os livores da morte, se encarregaram ontem mesmo de difundir.

Eu, ponte sobre a Ribeira de São Domingos na E.N. 390, vinda a este mundo entre 5 de Agosto de 1957 e 4 de Agosto de 1958, há portanto mais de 48 anos, e aqui em foto tipo passe, venho por este meio reputar, como Twain, de muito exageradas as notícias sobre o meu desaparecimento que alguns, incapazes de reconhecer a olho nu os livores da morte, se encarregaram ontem mesmo de difundir.
31/10/2006
30/10/2006
O meu mau feitio - episódio n+1
Depois de terem ensinado aos papagaios que o prefixo alegado deveria figurar sempre, mas sempre, que se falasse de alguém em vias de ser julgado, chegou o dia em que eu ouvi alguém dizer, na SIC Notícias, que aqueles (os indivíduos supostamente* "alcaidas", mortos pelas forças armadas paquistanesas) eram alegados inocentes.
Não me pareceu só bem. Pareceu-me muito bem dito.
* ou alegadamente
Depois de terem ensinado aos papagaios que o prefixo alegado deveria figurar sempre, mas sempre, que se falasse de alguém em vias de ser julgado, chegou o dia em que eu ouvi alguém dizer, na SIC Notícias, que aqueles (os indivíduos supostamente* "alcaidas", mortos pelas forças armadas paquistanesas) eram alegados inocentes.
Não me pareceu só bem. Pareceu-me muito bem dito.
* ou alegadamente
28/10/2006
O comboio

Creio que o comboio não será indiferente à maioria dos que já o viram.
A mim não o é, seguramente. Como não o será aos velhos que ainda se reúnem, onde isso lhes é permitido, a vê-los passar.
Conheci pessoas, algumas da minha idade, que só quase adultas o viram pela primeira vez. O comboio e o mar, acrescentam por vezes. E colocam-nos a ambos em pé de igualdade no deslumbramento.
O comboio nasceu-me. Estava nos meus pais, nos meus avós, bisavós. Ao lado de uma casa onde cresci, audível em silvo e em atrito nos carris, nas noites da outra onde me fiz.
Estava por ali, fugindo nas terras da família, roubando o nome do Monte de um bisavô.
Estava por detrás da escola. Estava ao atravessar a linha todas as manhãs, todas as tardes, para cá e para lá.
Estava nas tragédias da gente que ali ficava para sempre, trazida pelo suicídio ou pelo fado, deixada debaixo de um oleado, horas sem conta, à nossa vista de miúdos curiosos da morte.
Estava nas viagens. Nas ambulâncias militares com grandes cruzes vermelhas que dele se viam ali em São Domingos de Benfica, apeadeiro morto e enterrado há muito. Nas mudanças geológicas das paredes cavadas antes de Campolide. Nas entranhas do túnel. Nos quiosques da estação.
Nos bilhetes. Nos horários desactualizados que arrematei há uns anos a um velho amigo que mos cedeu com agrado, a troco de um aperto de mão.
No apito de partida, nas bandeiras, nos petardos de paragem raramente ouvidos.
No cheiro das travessas e do metal. Nos armazéns de mercadorias, escuros e aromáticos também. Etiquetas de todas as proveniências que imaginar se possam.
Nos abrigos de madeira, nas calçadas com nome, nos edifícios de projecto idêntico.
Nas locomotivas.
Nos comboios de quase luxo, com sinetas para a segunda leva do jantar e respectivos bifes com mostarda abanando a compasso em cima da mesa.
Nos sons da buzina ao passar das estradas canceladas.
Nas descidas das vertentes do desaterro da linha. Na árvore do Stingray.
No túnel entre medronheiros, em terras do meu Tio.
Nas idas de bicicleta a ver passar e parar o Rápido. Nas bifanas da estação comidas no horário do comboio correio. No dito, com os militares a dormir na cochia (em vez de coxia).
Nas noites do último. No afugentar de El-Rei.
Nas mãos do louco que se interpôs em abraço entre mim e a morte, a troco de um maço de cigarros e de um outro ingente abraço.
E no final, chegando a casa, sempre a casa. Quando os cumprimentos na gare semelhavam a apoteose e a searas secas, à espera da debulha*.
E, talvez, um dia ao fundo do quintal uma vez mais passe o comboio.
Os próximos dias serão aqui de consagração do cavalo de ferro.
*SG, "Seara seca", 1985
Creio que o comboio não será indiferente à maioria dos que já o viram.
A mim não o é, seguramente. Como não o será aos velhos que ainda se reúnem, onde isso lhes é permitido, a vê-los passar.
Conheci pessoas, algumas da minha idade, que só quase adultas o viram pela primeira vez. O comboio e o mar, acrescentam por vezes. E colocam-nos a ambos em pé de igualdade no deslumbramento.
O comboio nasceu-me. Estava nos meus pais, nos meus avós, bisavós. Ao lado de uma casa onde cresci, audível em silvo e em atrito nos carris, nas noites da outra onde me fiz.
Estava por ali, fugindo nas terras da família, roubando o nome do Monte de um bisavô.
Estava por detrás da escola. Estava ao atravessar a linha todas as manhãs, todas as tardes, para cá e para lá.
Estava nas tragédias da gente que ali ficava para sempre, trazida pelo suicídio ou pelo fado, deixada debaixo de um oleado, horas sem conta, à nossa vista de miúdos curiosos da morte.
Estava nas viagens. Nas ambulâncias militares com grandes cruzes vermelhas que dele se viam ali em São Domingos de Benfica, apeadeiro morto e enterrado há muito. Nas mudanças geológicas das paredes cavadas antes de Campolide. Nas entranhas do túnel. Nos quiosques da estação.
Nos bilhetes. Nos horários desactualizados que arrematei há uns anos a um velho amigo que mos cedeu com agrado, a troco de um aperto de mão.
No apito de partida, nas bandeiras, nos petardos de paragem raramente ouvidos.
No cheiro das travessas e do metal. Nos armazéns de mercadorias, escuros e aromáticos também. Etiquetas de todas as proveniências que imaginar se possam.
Nos abrigos de madeira, nas calçadas com nome, nos edifícios de projecto idêntico.
Nas locomotivas.
Nos comboios de quase luxo, com sinetas para a segunda leva do jantar e respectivos bifes com mostarda abanando a compasso em cima da mesa.
Nos sons da buzina ao passar das estradas canceladas.
Nas descidas das vertentes do desaterro da linha. Na árvore do Stingray.
No túnel entre medronheiros, em terras do meu Tio.
Nas idas de bicicleta a ver passar e parar o Rápido. Nas bifanas da estação comidas no horário do comboio correio. No dito, com os militares a dormir na cochia (em vez de coxia).
Nas noites do último. No afugentar de El-Rei.
Nas mãos do louco que se interpôs em abraço entre mim e a morte, a troco de um maço de cigarros e de um outro ingente abraço.
E no final, chegando a casa, sempre a casa. Quando os cumprimentos na gare semelhavam a apoteose e a searas secas, à espera da debulha*.
E, talvez, um dia ao fundo do quintal uma vez mais passe o comboio.
Os próximos dias serão aqui de consagração do cavalo de ferro.
*SG, "Seara seca", 1985
27/10/2006
Eleições II
A esse concurso entre vivos e mortos, do qual se diz que os mortos estão a levar a palma aos vivos, prometi ou não voltar fazendo campanha. Aí está:

É uma senhora.
Aturou o Zé Povinho uma vida inteira (dizem).
Bastam estas duas alíneas para merecer o meu voto.
imagem original do Museu Bordalo Pinheiro
A esse concurso entre vivos e mortos, do qual se diz que os mortos estão a levar a palma aos vivos, prometi ou não voltar fazendo campanha. Aí está:
É uma senhora.
Aturou o Zé Povinho uma vida inteira (dizem).
Bastam estas duas alíneas para merecer o meu voto.
imagem original do Museu Bordalo Pinheiro
Eleições I
Se o meu velho amigo benfiquista V.H. me encontrar daqui por uns tempos, à mesa do café, é bem capaz de dizer que, por estes dias, Luís Filipe Vieira ganhou a Luis Inácio da Silva.
Se o meu velho amigo benfiquista V.H. me encontrar daqui por uns tempos, à mesa do café, é bem capaz de dizer que, por estes dias, Luís Filipe Vieira ganhou a Luis Inácio da Silva.
26/10/2006
23/10/2006
22/10/2006
21/10/2006
20/10/2006
19/10/2006
Amanhã, de uma outra margem de Entre-os-Rios
A minha consciência dita-me que esteja amanhã em Castelo de Paiva.
O circo que se espera afasta-me de tal lugar. E liberta-me de gestos simbólicos, inconsequentes.
A Memória dos que lá pereceram mereceria mais respeito do que o que se prevê em tal cenário.
Quanto ao resto, espera-se que a Engenharia portuguesa não tenha que prestar mais um serviço ao País - mostrar, pagando por isso, quão ruim é a sua justiça. E os seus políticos.
Outros posts sobre o assunto - 1 - 2
A minha consciência dita-me que esteja amanhã em Castelo de Paiva.
O circo que se espera afasta-me de tal lugar. E liberta-me de gestos simbólicos, inconsequentes.
A Memória dos que lá pereceram mereceria mais respeito do que o que se prevê em tal cenário.
Quanto ao resto, espera-se que a Engenharia portuguesa não tenha que prestar mais um serviço ao País - mostrar, pagando por isso, quão ruim é a sua justiça. E os seus políticos.
Outros posts sobre o assunto - 1 - 2
18/10/2006
16/10/2006
A memória é curta

Talvez para compôr ramalhete no dia em que apresenta o concurso entre portugueses vivos e mortos, a RTP ofereceu-nos "The Gathering Storm" com Finney e Redgrave. É de Churchill que se trata e foi ele que ganhou o concurso no Reino Unido.
Gostei do filme.
Gostei muito de Finney, mais uma vez. Gostei de Vanessa Redgrave, uma vez mais.
Vi-a, há uns tempos atrás, a atravessar a aerogare da Portela. Nem um olhar além do meu a perseguiu.
A memória é de facto curta.
Entretanto, já vejo a Rampling, na sessão contínua. Redgrave e Rampling sempre fizeram parelha nas minhas gavetas imaginárias.
imagem daqui
Talvez para compôr ramalhete no dia em que apresenta o concurso entre portugueses vivos e mortos, a RTP ofereceu-nos "The Gathering Storm" com Finney e Redgrave. É de Churchill que se trata e foi ele que ganhou o concurso no Reino Unido.
Gostei do filme.
Gostei muito de Finney, mais uma vez. Gostei de Vanessa Redgrave, uma vez mais.
Vi-a, há uns tempos atrás, a atravessar a aerogare da Portela. Nem um olhar além do meu a perseguiu.
A memória é de facto curta.
Entretanto, já vejo a Rampling, na sessão contínua. Redgrave e Rampling sempre fizeram parelha nas minhas gavetas imaginárias.
imagem daqui
14/10/2006
13/10/2006
12/10/2006
Pilar
Esqueceu-me este ano. Ao olhar agora a data, soaram jotas na Praça.
_______________________________________________
adenda: quem se interessar por jotas aragonesas, tem aqui du as páginas onde as pode ouvir ou gravar
Esqueceu-me este ano. Ao olhar agora a data, soaram jotas na Praça.
_______________________________________________
adenda: quem se interessar por jotas aragonesas, tem aqui du as páginas onde as pode ouvir ou gravar
O Popeye da mão

Não é fácil dizer se eras ou não a convidada de honra.
Mas lá estavas, ao lado da Isabel mesmo sem o antigo ministro.
Lá estavam ao todo uns vinte. E não se sabia muito bem qual era também a comemoração.
Inquiri-te durante a pièce e depois. Até comprei tabaco.
Sei que as mesas separadas - eram duas as mesas, distantes um recesso de parede - iam comunicando à sobremesa, entre corridas da miudagem.
Nesse entrementes, o teu filho.
Pediu-me que desenhasse um Popeye na tua mão. Não era um Popeye que ele queria - era um Smiley.
Saímos pela manga sem dar troco à pista de dança que já fervilhava.
Cá fora, sentámo-nos na borda do canteiro que delimitava o pátio coberto por uma lona vermelha.
O teu cabelo loiro e curto espigava aqui e acolá.
E tudo era uma impossibilidade - dizias.
O Smiley desdizia-te.
imagem montada a partir desta e destoutra
Não é fácil dizer se eras ou não a convidada de honra.
Mas lá estavas, ao lado da Isabel mesmo sem o antigo ministro.
Lá estavam ao todo uns vinte. E não se sabia muito bem qual era também a comemoração.
Inquiri-te durante a pièce e depois. Até comprei tabaco.
Sei que as mesas separadas - eram duas as mesas, distantes um recesso de parede - iam comunicando à sobremesa, entre corridas da miudagem.
Nesse entrementes, o teu filho.
Pediu-me que desenhasse um Popeye na tua mão. Não era um Popeye que ele queria - era um Smiley.
Saímos pela manga sem dar troco à pista de dança que já fervilhava.
Cá fora, sentámo-nos na borda do canteiro que delimitava o pátio coberto por uma lona vermelha.
O teu cabelo loiro e curto espigava aqui e acolá.
E tudo era uma impossibilidade - dizias.
O Smiley desdizia-te.
imagem montada a partir desta e destoutra
11/10/2006
O palácio dos dois zz

Se me perguntassem, nunca o diria.
Nunca diria que o palácio rosa-creme dos jardins de buxo ficava para os lados de Mafra. Na orla da Tapada. Nem me ocorreria que o seu nome fosse italiano e com dois zz.
E a verdade é que ainda tenho as minhas dúvidas.
Não obstante ter verificado hoje que a magnífica urbanização militar que se encontra novazinha a estrear está defronte dos edifícios outrora fronteiros ao tal palácio.
Isto pode significar que o palácio foi sacrificado às novas edificações ou que eu estou redondamente enganado.
O certo é que nas poucas vezes em que passeei pelos jardins à francesa, experimentei sempre aquela sensação magnífica de perfeição. Eu e a doutora. Coisas desse tempo.
Havia, se não me engano, no topo norte do jardim, um portão metálico e com rede, que dava acesso a uma zona onde existiam alguns campos de ténis. Depois de descer uma estreita vereda.
Eu sei que me disseram que o procurasse pelo nome na carta militar - era só meter os zz seguidos - ou que fosse ali para a zona da Venda do Pinheiro ou das Caldas da Raínha (atente-se no sinal ali em baixo), para experimentar as zonas mais prováveis onde crescem ou se dão palácios tais, rosa-creme com jardins ornados a buxo.
Mas ali as novas edificações também me impressionaram. Descontando o banco preto que não resistiu ao meu peso, havia a torre negra, imponente, militar, da orla sul. Havia os edifícios de nascente, de traços pouco vistos, onde parecia não habitar ainda ninguém.
Mas foi nos de poente e naquela torre imediatamente à esquerda que entrei.
A porta pareceu-me despropositadamente modesta para o conjunto. Parecia haver ali um café, do qual só se via uma ponta de um balcão, pela porta encostada e uma espécie de repartição onde uma amanuense se entregava às delícias da dactilografia.
Foi pois entrada por saída, como dizem alguns. Ainda vi através de uma vidraça de uma loja desocupada uma zona onde se amontoavam restos de obra. As inevitáveis tábuas, montanhas de areia, uma betoneira abandonada, ferro de duas ou três secções diferentes e muita lama.
Ao voltar para trás, distingui claramente distinguida uma cópia de empadas, pastéis de Chaves e similares ainda em cru que se encontrava dentro de uma espécie de corette junto à acima dita porta acanhada.
Mais de perto notei que entre eles e a minha gula havia uma porta transparente de forno.
Encolhi os ombros e saí. Verifiquei depois que estava a utilizar uma porta privativa do tal café. Ninguém deu por nada.
Transposta mais uma zona ainda por acabar, com cascalho amontoado e terra em moitões, desemboquei de novo na avenida.
O meu velho amigo capitão miliciano aguardava-me dentro do seu MG Magnette. Ao volante estava o Costa de São Brás de Alportel. E ainda havia mais uns quantos militares que tinham também ido ver ao antigo estádio José de Alvalade um jogo entre o Sporting e o "O Elvas".
Aproveitei a boleia pela avenida de Mafra, entre rotundas, trajecto no qual tivemos ensejo de ultrapassar várias relíquias automóveis, tão ou mais velhas do que o MG. Mas declinei o convite para regressar de carro. Disse-lhe que ou iria a pé ou de comboio. Apeei-me ali ao pé do Tribunal.
É certo que o ou ir a pé ou de comboio era uma espécie de catarse e de bolo.
Catarse face aos automóveis, no sentido de distanciação. Catarse face ao andar a pé, no sentido de alcançar uma certa purificação, de suor feita, já que as léguas de Mafra à estação que lhe leva o nome são mais do que suficientes para tal.
Bolo porque tudo isto era de facto um bolo de ideias, mal (arg)amassado.
Lá fui.
Antes de chegar à estação - que afinal era logo ali, ao lado do convento - tive que ousar atravessar uma passagem de nível onde o perigo eram não os comboios mas as bicicletas com estranhos motores de combustão. Inumeráveis as ditas, a surgir de uma curva no fim de um furadouro e ziguezagueando em seguida até a uma espécie de Largo da Estação.
Lá me apanhei na gare mas não dei com a bilheteira. Só via coisas que vendiam comida ou jornais e tabaco.
Palpitou-me que os tipos que andavam vestidos de carteiros, mas com mais vermelho e menos cinzento, eram da casa. Eram. Perguntei pela bilheteira a um deles que devia ser muito mais alto do que eu ou então eu estava sentado. É que o tipo olhava-me de alto, mas com um olhar perdido, e lá dizia: Ah, isso pois, os bilhetes - ria-se - é que isso é no comboio.
Mais ou menos nessa altura, entrou uma daquelas automotoras do metro de Mirandela, pelo lado noroeste da gare. Perguntei então qual era o destino. Loures. Loures - repetiu. Loures? E depois? Depois, pára no Cacém. Ah, ok.
Lá fui a correr, atravessando linhas, subindo e descendo plataformas.
Depois de fazer rewind aos últimos saltos da linha 5 para a linha 6, não fiquei a perceber se tinha ou não apanhado a automotora. Mas uma coisa eu sabia, a Estação de Pero Negro era para o outro lado. Embora isto fosse de facto irrelevante.
Se me perguntassem, nunca o diria.
Nunca diria que o palácio rosa-creme dos jardins de buxo ficava para os lados de Mafra. Na orla da Tapada. Nem me ocorreria que o seu nome fosse italiano e com dois zz.
E a verdade é que ainda tenho as minhas dúvidas.
Não obstante ter verificado hoje que a magnífica urbanização militar que se encontra novazinha a estrear está defronte dos edifícios outrora fronteiros ao tal palácio.
Isto pode significar que o palácio foi sacrificado às novas edificações ou que eu estou redondamente enganado.
O certo é que nas poucas vezes em que passeei pelos jardins à francesa, experimentei sempre aquela sensação magnífica de perfeição. Eu e a doutora. Coisas desse tempo.
Havia, se não me engano, no topo norte do jardim, um portão metálico e com rede, que dava acesso a uma zona onde existiam alguns campos de ténis. Depois de descer uma estreita vereda.
Eu sei que me disseram que o procurasse pelo nome na carta militar - era só meter os zz seguidos - ou que fosse ali para a zona da Venda do Pinheiro ou das Caldas da Raínha (atente-se no sinal ali em baixo), para experimentar as zonas mais prováveis onde crescem ou se dão palácios tais, rosa-creme com jardins ornados a buxo.
Mas ali as novas edificações também me impressionaram. Descontando o banco preto que não resistiu ao meu peso, havia a torre negra, imponente, militar, da orla sul. Havia os edifícios de nascente, de traços pouco vistos, onde parecia não habitar ainda ninguém.
Mas foi nos de poente e naquela torre imediatamente à esquerda que entrei.
A porta pareceu-me despropositadamente modesta para o conjunto. Parecia haver ali um café, do qual só se via uma ponta de um balcão, pela porta encostada e uma espécie de repartição onde uma amanuense se entregava às delícias da dactilografia.
Foi pois entrada por saída, como dizem alguns. Ainda vi através de uma vidraça de uma loja desocupada uma zona onde se amontoavam restos de obra. As inevitáveis tábuas, montanhas de areia, uma betoneira abandonada, ferro de duas ou três secções diferentes e muita lama.
Ao voltar para trás, distingui claramente distinguida uma cópia de empadas, pastéis de Chaves e similares ainda em cru que se encontrava dentro de uma espécie de corette junto à acima dita porta acanhada.
Mais de perto notei que entre eles e a minha gula havia uma porta transparente de forno.
Encolhi os ombros e saí. Verifiquei depois que estava a utilizar uma porta privativa do tal café. Ninguém deu por nada.
Transposta mais uma zona ainda por acabar, com cascalho amontoado e terra em moitões, desemboquei de novo na avenida.
O meu velho amigo capitão miliciano aguardava-me dentro do seu MG Magnette. Ao volante estava o Costa de São Brás de Alportel. E ainda havia mais uns quantos militares que tinham também ido ver ao antigo estádio José de Alvalade um jogo entre o Sporting e o "O Elvas".
Aproveitei a boleia pela avenida de Mafra, entre rotundas, trajecto no qual tivemos ensejo de ultrapassar várias relíquias automóveis, tão ou mais velhas do que o MG. Mas declinei o convite para regressar de carro. Disse-lhe que ou iria a pé ou de comboio. Apeei-me ali ao pé do Tribunal.
É certo que o ou ir a pé ou de comboio era uma espécie de catarse e de bolo.
Catarse face aos automóveis, no sentido de distanciação. Catarse face ao andar a pé, no sentido de alcançar uma certa purificação, de suor feita, já que as léguas de Mafra à estação que lhe leva o nome são mais do que suficientes para tal.
Bolo porque tudo isto era de facto um bolo de ideias, mal (arg)amassado.
Lá fui.
Antes de chegar à estação - que afinal era logo ali, ao lado do convento - tive que ousar atravessar uma passagem de nível onde o perigo eram não os comboios mas as bicicletas com estranhos motores de combustão. Inumeráveis as ditas, a surgir de uma curva no fim de um furadouro e ziguezagueando em seguida até a uma espécie de Largo da Estação.
Lá me apanhei na gare mas não dei com a bilheteira. Só via coisas que vendiam comida ou jornais e tabaco.
Palpitou-me que os tipos que andavam vestidos de carteiros, mas com mais vermelho e menos cinzento, eram da casa. Eram. Perguntei pela bilheteira a um deles que devia ser muito mais alto do que eu ou então eu estava sentado. É que o tipo olhava-me de alto, mas com um olhar perdido, e lá dizia: Ah, isso pois, os bilhetes - ria-se - é que isso é no comboio.
Mais ou menos nessa altura, entrou uma daquelas automotoras do metro de Mirandela, pelo lado noroeste da gare. Perguntei então qual era o destino. Loures. Loures - repetiu. Loures? E depois? Depois, pára no Cacém. Ah, ok.
Lá fui a correr, atravessando linhas, subindo e descendo plataformas.
Depois de fazer rewind aos últimos saltos da linha 5 para a linha 6, não fiquei a perceber se tinha ou não apanhado a automotora. Mas uma coisa eu sabia, a Estação de Pero Negro era para o outro lado. Embora isto fosse de facto irrelevante.
09/10/2006
Novas que toda a gente já sabe (I) - Outros bombos mais a sério
Então os moços sempre rebentaram a bomba.
4,2 Richter parece-me pouco.
Então os moços sempre rebentaram a bomba.
4,2 Richter parece-me pouco.
08/10/2006
É claro que
28 pontos (as tais 7 vitórias em casa e os tais 7 empates fora) não garantem apuramento algum.
Como diria o outro, é fazer a conta.
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Como diria o outro, é fazer a conta.
Tantantan tan tan
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Tarararararara tarara tantan
Tarararararara tarara tantan
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Tan
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Tarararararara tarara tantan
Tarararararara tarara tantan
Tarararararara tarara tantan
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Tan
Tan
(cito de memória)
Quando me passarem a zoeira e os efeitos da tortura Doppler - quando eu pensava que se afastavam, havia outros logo atrás a aproximar-se, talvez eu escreva algo mais inteligível.
(e vêm mais outros)
Tantantan tan tan
Tantantan tan tan
Tantantan tan tan
Tantantan tan tan
Tantantan tan tan
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Tarararararara tarara tantan
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(cito de memória)
Quando me passarem a zoeira e os efeitos da tortura Doppler - quando eu pensava que se afastavam, havia outros logo atrás a aproximar-se, talvez eu escreva algo mais inteligível.
(e vêm mais outros)
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Tan
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