22/11/2006

Espólio (21)



A minha visão do 22 de Novembro de há 43 anos, obtida em cima do acontecimento.
Política há

Ideias é que não.
Há muito que é assim.
A última ideia política de que dei conta - condicionada pelas circunstâncias da época - foi a da integração europeia. Daí para cá, um deserto.
Um deserto em que só os que se encontram dentro das clientelas encontram diferenças de rumo. Como se houvesse até um rumo.
Dá este governo, na linha que vinha embora mais ténue de outros anteriores, uma ideia de querer pôr a casa em ordem, o que é dizer tino nas contas.
Faz bem. Faz muito bem.
E é por isso que as costumeiras corporações já se queixam. Como se isto não dissesse respeito a todos.
Não tenho, como já disse, pachorra para ouvir as lamúrias e os queixumes de tais corporações quase sempre representadas por inenarráveis criaturas bradando por tenças, alcavalas, comedorias e acrescentamentos.
Há, porém, uma brecha grave pela qual podem acometer os protestantes - é a falta de autoridade moral dos governos, da qual é ridículo exemplo a publicação a rogo e a contragosto da lista de credores do Estado.
Como disse, no deserto não há ideias. Nem rumo que se possa mudar.
Mas há muitos pobrezinhos deslumbrados, convencidos de que vão não sei onde, com a arca que carrega o nosso dinheiro. Pobres de espírito.
Ericeira, 2006

21/11/2006

Como daquela vez em Bariloche

A mulher que não gostava de ser comentada encontrou-se, no dizer de Godard, com o homem que não gostava de ser lincado.
Foi ali naquela esquina e não chegaram a dar um pelo outro.
Como daquela vez em Bariloche.
Queluz, 2006

20/11/2006

À segunda levantou voo o franchisável (II)

Sei lá eu por que é que, no meio de tanta pressa, havia de me deter naquela sala. Mas detive-me o suficiente para reparar neste e naquele, no inevitável dr. azul acinzentado e nesta ou naquela figura feminina de fino recorte.
Uma delas era portadora de uma criança amável e comportada que se encontrava sob ataque de uma outra, desbragada, quezilenta e maliciosa. A coisa descambou quando esta acertou aquela com um troço de pau de vassoura, deixando-a desmaiada.
Os pais do agressor encolhiam os ombros.
E a até ali morna atmosfera, toldou-se duma vez.
Comentários reprovadores do dr. azul acizentado, como é que esta gentinha educa os filhos, e outros reparos sobre a gravidade do galo.
Embrenhava-me eu em discurso mudo sobre os eventos junto de um homólogo quando fui acometido pelo pequeno malfeitor, que me acertava com o mesmíssimo pau de vassoura nas pernas.
Dirigi um olhar fulminante à mãe da criança, certo de que nada adiantaria, e retirei-me, lembrado da urgência da abalada.
Foi então que já não vi nem o meu irmão nem o J.R.. Procurei o carro, de ribeira abaixo, seja lá o que fôr que isto significa, a par de ser a descer a rua, e nada.
Meti por uns atalhos sob o caminho-de-ferro, era daqueles viadutos com os encontros revestidos com silhares, e lá encontrei alguém que me deu indicações muito pouco preciosas.
Desisti do comboio para voltar para casa e voltei à procura do carro, ribeira acima.
Avistei-o mais ou menos a meio caminho. Vinha com ar de quem não quer a coisa mas era certo que já me tinha escolhido como vítima, mesmo porque não se via vivalma a mais por ali.
Acertou-me primeiro com uma pequena pedra. Depois com um punhado de areia que me atirou aos olhos. Logo com uma pedra maior.
Ainda encaixei mais sete ou oito ataques, ignorando-os como se nada fosse, até alcançar de novo o pórtico das instalações.
O pequeno meliante tinha ficado para trás. Julguei infrutífero travar conversa com a mãe dele que se encontrava sentada no mesmo sítio, em amena cavaqueira com a parceira do lado.
Saí de novo e de novo fui atacado com paus e pedras.
A um certo ponto reagi, dando uma valente bofetada na cara do bandidote. Este retomou o ataque com fúria redobrada, como seria de esperar.
Para evitar exceder-me com ele, resolvi entrar pelos tais corredores de vidro e utilizar o truque de mudar de nível, calculando que, pela sua reduzida estatura, não lhe seria possível agarrar a barra que possibilitava o balanço.
Assim fiz e vi-me ao pé do velho J.M. a quem não via há uns bons tempos.
Estranhei o facto de o ver envergando um dólman de piloto e respectivos cachecol e óculos.
Sossegou-me. Era apenas o traje de aeroclube.

(continua)
Rio Tejo, 2006

19/11/2006

Co' a breca

Duas notas, para mim curiosas, a propósito da publicidade televisiva.
O anúncio do Montepio cortou a parte do convite para jantar.
O anúncio do Ponto Verde manteve a frase "Co' a breca [...] não lembra ao careca!"
O politicamente correcto não se aplica às criancinhas, tá visto.
Para a próxima ousarão "...mariquinhas pé-de-salsa", "... do que um coxo", "... o zarolho", "... para o maneta" ?
Furacões

Parece-me muito pouco próprio que esta época de furacões tenha sido tão fraquinha.
Coitados dos mensageiros da desgraça.
Filhos e penteados

Ainda não consegui perceber por que é que não teremos nós, todos os portugueses, direito a um emprego vitalício e respectiva tença, com valorização anual nominal positiva e valorizações extraordinárias garantidas a intervalos regulares.
É a tal parábola dos filhos e dos penteados. E eu cada vez tenho menos pachorra para ouvir e para pagar estas cobóiadas corporativas. Eu e mais quantos?

18/11/2006

À segunda levantou voo o franchisável (I)

O conceito era o de levantar voo. Claro. Expresso através das minhas inúmeras olhadelas ao relógio que simbolizavam a preocupação em depositar a horas o mano na aerogare.
Em boa verdade, preocupava-me mais do que ele.
Talvez numa perspectiva de optimizar, maximizar a satisfação do cliente.
O certo é que, com o J.R. atrelado a nós, fomos buscar umas coisas que lhe faltavam, a saber uns maços de notas de euro e de dólar, e arrumar umas outras lá no gabinete dele.
Ora ele trabalhava num sítio onde, a partir de uma interessante instalação industrial dos anos 40, um edifício cor-de-rosa, se implantou num canto vago uma edificação mimética muito, mas muito, bem desenhada.
É mesmo pelo vértice do lote que se entra. Por um pórtico algo rebuscado.
Estacionámos o carro - de marca e modelo inidentificáveis - logo após a entrada.
E lá fomos, pelo intrincado labirinto de vidro que dá acesso aos diversos gabinetes.
O gabinete do homem era assim: rectangular, entrando-se por um dos lados menores; no lado oposto, uma porta; à direita de quem entra, janelas altas, uma secretária ao fundo e uma cama de sentar imediatamente antes, sobre a qual havia uma série de acessórios espalhados: cabos, cêdês, discos rígidos, etc. Do lado esquerdo, umas estantes com livros e papelada.
O monitor estava pendurado do tecto e era nele que devíamos observar a sétima maravilha em aplicações não-sei-para-quê, mas um incómodo erro no arranque - em casa de ferreiro... - que arremedava a genérico da TV Globo impedia-nos de a ela ter acesso.
A vizinha do lado, da qual não fiquei a saber se era interessante ou não, disse e trouxe quaisquer coisas que, em primeira análise, seriam necessárias para a viagem. Não sei mesmo se não as notas.
Depois de mais uns minutos daquela penosa permanência em locais de trabalho alheios, a título de visita, apareceu uma espécie de dr. das empresas, fato azul acinzentado escuro, óculos de griffe, essas coisas que sabemos. Disse ou deu, com o tal ar, timbre e asserção a condizer, uma série de bons e banais conselhos de como se comportar com um gordo maço de dólares em qualquer país da América do Sul.
Achei que esta figura era indispensável em qualquer empresa que se preze.
Mais ou menos ao mesmo tempo que achava tal, chegou o big boss - o que é o que de pior pode acontecer a quem se encontra de visita a um local de trabalho alheio, excepto se se tratar de uma grande loja de materiais de construção no Parchal, por ocasião da visita de Natal - e chegado este, urgiu ouvi-lo.
Disse uma sucessão de banalidades igual à do orador anterior, embora com o ar de quem dispõe de uma vasta colecção de automóveis "de colecção". O que era verdade, suponho. Diria até que ele começou uma frase assim: "Indo eu no meu Ferrari Dino..."
Creio que o meu irmão se desculpou com as horas e lá zarpámos.
De volta ao labirinto, lembro-me do J.R. ter mudado de nível como quem está na barra fixa. Havia uma espécie de tecto de abrir e ele, por via de uma tal barra imaginária, saltou para o corredor imediatamente acima.
Assim nos aproximámos da porta e de um salão onde decorria algo entre uma espécie de festejo e de espera por consulta ou atendimento, visto que o ambiente geral era morno e indivisível, por não ser avisado dizer indizível.
E foi aí o meu primeiro contacto com o franchisável.

(continua)

15/11/2006

A internacionalização da coisa

Avisado pelo João Espinho, a quem agradeço, de que os pop-ups que andavam aqui a arreliar as visitas provinham do Webstats4u, cortei cerce o alimal.

Mas aqui fica a lista dos países e regiões especiais, primeiro por ordem de visitas, depois por ordem alfabética em português, que o contador, desde Novembro de 2003, registou:



Quase metade dos considerados pela ONU.

14/11/2006

Os 28 pontos de Scolari - o que falta dizer

Disse aqui há dias que os 28 pontos (7 vitórias em casa e 7 empates fora - dos quais um já falhou) que o Seleccionador Nacional estabeleceu como meta para a qualificação para a fase final do Campeonato da Europa não garantiam apuramento algum. Mantenho. É coisa de facto. Até este momento e com os resultados já verificados, nada garante que 28 pontos cheguem para garantir o apuramento. Porque ainda é possível que um conjunto de duas equipas outras ultrapasse esse número, ainda que empatem em casa connosco e percam em Portugal. É, como disse, uma questão de facto, de contas. Que se alterará à medida que os jogos venham a ser disputados.

Porém, e aqui é que a porca torce o rabo, é muito provável que os ditos 28 pontos sejam suficientes.
Para o afirmar, procurei grupos de apuramentos de selecções nacionais que, em competições recentes, fossem igualmente formados por 8 equipas. Não encontrei.
Mas encontrei dois com 10 equipas e um com 9. Todos dos últimos três campeonatos do mundo e da fase de apuramento sul-americana.
O que fiz depois foi para cada conjunto de resultados, eliminar os jogos de 2 equipas de cada vez, nos apuramentos a 10; e de 1 equipa no apuramento a 9.
Deu isto uma série de 99 casos (2 x 10 C 8 + 9 C 8). Em todos eles se verificou que o segundo classificado obteve 28 (4 vezes) ou menos pontos. Parece-me suficiente e dou a mão à palmatória, sem retirar uma vírgula ao que disse então.
O homem mau

Já é sabido que Jorge Duplo Vê Bush é o responsável pela extinção dos dinossauros.
Ficou provado por estudos desenvolvidos por um grupo de cientistas independentes e por diversas organizações não-governamentais constituídas exclusivamente por voluntários.
Já se estudam, entrementes, as suas intervenções no advento da Pequena Idade do Gelo e na erupção de Cracatoa.

Este post era para ser autobiográfico. Mas havendo um Jorge Duplo Vê Bush, aproveita-se e descarrega-se - sacode-se o capote - em cima dele.
Que homem mau!

12/11/2006

Céus de Portugal, esta tarde



As palavras parece que o vento as leva. Não as encontro por aqui.

11/11/2006

Os Combatentes da Grande Guerra



Já pouco lembrados são.
Perderam-se em Paz, ano a ano, vulto a vulto, na Avenida. A 11 de Novembro.



Imagem daqui.
Mais imagens aqui e aqui.

08/11/2006

O comboio (X)



E.N. 2 - Estação C.F. de Castro Verde - Almodôvar (Carregueiro), 1996

07/11/2006

Sem mais comentários



As cartas correm
Velozes com' as rodas
Ind' agora aqui passou
O ás de espodas
*



* quadra popular?

Mais sobre a matéria, por Martin Rowson no Guardian: aqui e acolá.
Rio Tejo, 2006



06/11/2006

Lisboa, 2006

As catástrofes que não aconteceram

Sabe-se lá quantas são, foram. E raramente se perde tempo a analisar o que propiciou que quase acontecessem, seja o acaso ou a intervenção humana a evitá-las.
Vi ontem e hoje as imagens do troço da Linha do Norte que ficou suspenso. Tal como há nove anos aconteceu na Linha do Sul, perto de Panóias. Dessa vez com maior aparato.
Sobre este caso, não faço ideia do que se passou. Como é que se evitou que um comboio terminasse ali a viagem em tragédia.
Mas o simples facto de acontecer já é perturbador. Não é preciso muito esforço mental para perceber que a sorte influiu. Se o assentamento da linha se houvesse produzido pouco tempo antes de por ali passar um Alfa ou outro qualquer de passageiros, era certa a catástrofe.
Sabemos todos que as coisas são calculadas para resistir a solicitações até a um limite improvável no seu tempo de vida. Parece-me é que estes limites calculados estão muito aquém da realidade.
Um dia destes, não há sorte.


imagem da SIC N
O comboio (IX)


Estação C.F. do Setil, 2006

04/11/2006

Declaração



Eu, ponte sobre a Ribeira de São Domingos na E.N. 390, vinda a este mundo entre 5 de Agosto de 1957 e 4 de Agosto de 1958, há portanto mais de 48 anos, e aqui em foto tipo passe, venho por este meio reputar, como Twain, de muito exageradas as notícias sobre o meu desaparecimento que alguns, incapazes de reconhecer a olho nu os livores da morte, se encarregaram ontem mesmo de difundir.

31/10/2006

O comboio (V)



Estação C.F. de Alcácer do Sal, 1993
E como é que o homem se sente?

Como se estivesse numa colectividade de bairro, com pretensões, dirigida, na falta de melhor, pelos mais burros dos apanha-bolas*.
É assim que ele se sente.


*os lambedores de caricas que lhes almejam o lugar são iguaizinhos, é claro.
O comboio (IV)



Estação C.F. do Barreiro, 1993

30/10/2006

O meu mau feitio - episódio n+1

Depois de terem ensinado aos papagaios que o prefixo alegado deveria figurar sempre, mas sempre, que se falasse de alguém em vias de ser julgado, chegou o dia em que eu ouvi alguém dizer, na SIC Notícias, que aqueles (os indivíduos supostamente* "alcaidas", mortos pelas forças armadas paquistanesas) eram alegados inocentes.
Não me pareceu só bem. Pareceu-me muito bem dito.


* ou alegadamente
A minha campanha



Estudos MUITO científicos indicam que a redução para metade da população humana elimina TODOS os problemas ambientais.
O comboio (III)



Passado - Estação C.F. de Sines, 1995

28/10/2006

O comboio



Creio que o comboio não será indiferente à maioria dos que já o viram.
A mim não o é, seguramente. Como não o será aos velhos que ainda se reúnem, onde isso lhes é permitido, a vê-los passar.
Conheci pessoas, algumas da minha idade, que só quase adultas o viram pela primeira vez. O comboio e o mar, acrescentam por vezes. E colocam-nos a ambos em pé de igualdade no deslumbramento.
O comboio nasceu-me. Estava nos meus pais, nos meus avós, bisavós. Ao lado de uma casa onde cresci, audível em silvo e em atrito nos carris, nas noites da outra onde me fiz.
Estava por ali, fugindo nas terras da família, roubando o nome do Monte de um bisavô.
Estava por detrás da escola. Estava ao atravessar a linha todas as manhãs, todas as tardes, para cá e para lá.
Estava nas tragédias da gente que ali ficava para sempre, trazida pelo suicídio ou pelo fado, deixada debaixo de um oleado, horas sem conta, à nossa vista de miúdos curiosos da morte.
Estava nas viagens. Nas ambulâncias militares com grandes cruzes vermelhas que dele se viam ali em São Domingos de Benfica, apeadeiro morto e enterrado há muito. Nas mudanças geológicas das paredes cavadas antes de Campolide. Nas entranhas do túnel. Nos quiosques da estação.
Nos bilhetes. Nos horários desactualizados que arrematei há uns anos a um velho amigo que mos cedeu com agrado, a troco de um aperto de mão.
No apito de partida, nas bandeiras, nos petardos de paragem raramente ouvidos.
No cheiro das travessas e do metal. Nos armazéns de mercadorias, escuros e aromáticos também. Etiquetas de todas as proveniências que imaginar se possam.
Nos abrigos de madeira, nas calçadas com nome, nos edifícios de projecto idêntico.
Nas locomotivas.
Nos comboios de quase luxo, com sinetas para a segunda leva do jantar e respectivos bifes com mostarda abanando a compasso em cima da mesa.
Nos sons da buzina ao passar das estradas canceladas.
Nas descidas das vertentes do desaterro da linha. Na árvore do Stingray.
No túnel entre medronheiros, em terras do meu Tio.
Nas idas de bicicleta a ver passar e parar o Rápido. Nas bifanas da estação comidas no horário do comboio correio. No dito, com os militares a dormir na cochia (em vez de coxia).
Nas noites do último. No afugentar de El-Rei.
Nas mãos do louco que se interpôs em abraço entre mim e a morte, a troco de um maço de cigarros e de um outro ingente abraço.
E no final, chegando a casa, sempre a casa. Quando os cumprimentos na gare semelhavam a apoteose e a searas secas, à espera da debulha*.
E, talvez, um dia ao fundo do quintal uma vez mais passe o comboio.


Os próximos dias serão aqui de consagração do cavalo de ferro.



*SG, "Seara seca", 1985
Comboios em Portugal



Hoje há comboios de borla.

27/10/2006

Eleições II

A esse concurso entre vivos e mortos, do qual se diz que os mortos estão a levar a palma aos vivos, prometi ou não voltar fazendo campanha. Aí está:



É uma senhora.
Aturou o Zé Povinho uma vida inteira (dizem).

Bastam estas duas alíneas para merecer o meu voto.

imagem original do Museu Bordalo Pinheiro
Eleições I

Se o meu velho amigo benfiquista V.H. me encontrar daqui por uns tempos, à mesa do café, é bem capaz de dizer que, por estes dias, Luís Filipe Vieira ganhou a Luis Inácio da Silva.

26/10/2006

Isabelle

Ele há mistérios. Se não era a mesma, era o Diabo por ela.
Na bomba de gasolina.
De Peniche.
Ontem ao cair da noite.
Pergunta

Uma maldade que se não pode fazer a este governo, bem como se não poderia fazer a todos os outros que contribuíram para este desfecho, é perguntar qual é a vantagem para Portugal de vender Cabora Bassa.
Pobre, triste País que tais políticos alberga.

20/10/2006

Alívio

O resultado do julgamento não me faz dizer que a justiça em Portugal não é ruim.
Por uma vez, numa circunstância, foi justa.
E estou aliviado.


Foto JAE

19/10/2006

Amanhã, de uma outra margem de Entre-os-Rios

A minha consciência dita-me que esteja amanhã em Castelo de Paiva.
O circo que se espera afasta-me de tal lugar. E liberta-me de gestos simbólicos, inconsequentes.
A Memória dos que lá pereceram mereceria mais respeito do que o que se prevê em tal cenário.
Quanto ao resto, espera-se que a Engenharia portuguesa não tenha que prestar mais um serviço ao País - mostrar, pagando por isso, quão ruim é a sua justiça. E os seus políticos.



Outros posts sobre o assunto - 1 - 2
Caxias, 2006



Forte de São Bruno
100 cromos

Com a gentileza de Bic Laranja, chegámos aos 100.
Os 200 não tardam.

17/10/2006

16/10/2006

Costa ocidental portuguesa, 2006

A memória é curta



Talvez para compôr ramalhete no dia em que apresenta o concurso entre portugueses vivos e mortos, a RTP ofereceu-nos "The Gathering Storm" com Finney e Redgrave. É de Churchill que se trata e foi ele que ganhou o concurso no Reino Unido.
Gostei do filme.
Gostei muito de Finney, mais uma vez. Gostei de Vanessa Redgrave, uma vez mais.

Vi-a, há uns tempos atrás, a atravessar a aerogare da Portela. Nem um olhar além do meu a perseguiu.
A memória é de facto curta.

Entretanto, já vejo a Rampling, na sessão contínua. Redgrave e Rampling sempre fizeram parelha nas minhas gavetas imaginárias.

imagem daqui