03/04/2009
02/04/2009
01/04/2009
31/03/2009
30/03/2009
29/03/2009
28/03/2009
27/03/2009
26/03/2009
22/03/2009
21/03/2009
20/03/2009
19/03/2009
A Dama-da-noite

fotografia de James Henderson em http://www.ranger146.com/N_Leighton_Drive/pics/Cestrum_nocturnum.jpg
fotografia de James Henderson em http://www.ranger146.com/N_Leighton_Drive/pics/Cestrum_nocturnum.jpg
18/03/2009
17/03/2009
O pai de um
Só assisti à segunda parte do prélio.
O simples que fez, durante esse tempo e ali atrás da baliza, o inverso da trajectória solar gastou desse mesmo tempo a primeira metade a dar ordens aos jogadores. A segunda, ocupou-a ele a percorrer, por mor do árbitro, o insultuário próprio, cujo rol era de resto escasso, o que o fez repetir-se.
No campo, os jogadores não tinham mais do que onze anos.
E eu não sabia muito bem o que fazia ali.
Agora, vendo a coisa à distância de uma semana, acho que poderia ter sido muito pior. Devo ter tido sorte com o calendário.
Só assisti à segunda parte do prélio.
O simples que fez, durante esse tempo e ali atrás da baliza, o inverso da trajectória solar gastou desse mesmo tempo a primeira metade a dar ordens aos jogadores. A segunda, ocupou-a ele a percorrer, por mor do árbitro, o insultuário próprio, cujo rol era de resto escasso, o que o fez repetir-se.
No campo, os jogadores não tinham mais do que onze anos.
E eu não sabia muito bem o que fazia ali.
Agora, vendo a coisa à distância de uma semana, acho que poderia ter sido muito pior. Devo ter tido sorte com o calendário.
16/03/2009
14/03/2009
13/03/2009
Teores
Interrogo-me sobre o que será mais prejudicial ao País: se o teor (excessivo) de sal no pão se o quociente (defeituoso) de inteligência dos titulares de órgãos de soberania.
Interrogo-me sobre o que será mais prejudicial ao País: se o teor (excessivo) de sal no pão se o quociente (defeituoso) de inteligência dos titulares de órgãos de soberania.
Contos do vigário
Nos antigos contos do vigário, o vigarizado, quase sempre atraído ao logro por uma cenoura apontada à sua própria ganância, sentia-se pouco confortável a denunciar a coisa.
Nos actuais, os vigarizados ou são mais estúpidos, dados a acreditar piamente que há gente a oferecer dinheiro nas esquinas, ou menos propensos a desconfortos.
Nos antigos contos do vigário, o vigarizado, quase sempre atraído ao logro por uma cenoura apontada à sua própria ganância, sentia-se pouco confortável a denunciar a coisa.
Nos actuais, os vigarizados ou são mais estúpidos, dados a acreditar piamente que há gente a oferecer dinheiro nas esquinas, ou menos propensos a desconfortos.
12/03/2009
11/03/2009
09/03/2009
07/03/2009
O espaço lá fora
Há quase dois anos, escrevi aqui e retomando uma preocupação antiga, a propósito do então cantado e já naturalmente esquecido Gliese 581c:
Perturba que se repitam os habituais lugares comuns sobre a existência de vida extraterrestre, como se fosse obrigatório que ela exista nos mesmos moldes atómicos, moleculares, celulares da nossa. Não é antropocentrismo. É estupidez pura e dura.
Outra coisa é a visão antropocêntrica da coisa. Biocêntrica, diga-se. Esta saga não tem nada a ver com vida extraterrestre. Tem a ver com a nossa. Tem a ver com a nossa necessidade de passar à frente, de ocupar novos territórios, de forma a garantir a continuidade. A nossa e a de outras espécies. As que pudermos levar na Arca. Sabe-se lá por que instinto, nosso, da própria vida em sentido lato, o fazemos.
Por uma daquelas circunstâncias em que o acaso é fértil, desde que delas nos apercebamos, há dois ou três dias recordei o tema em conversa com alguém que se interessa pelos mistérios insondáveis do Universo.
Ontem, apercebi-me de que a NASA consagrou a Kepler uma missão destinada a descobrir planetas terrestres.
E, mais uma vez, a notícia é dada como a tentativa de descoberta de vida extraterrestre.
Nem Kepler lhes vale na sua miopia.
Há quase dois anos, escrevi aqui e retomando uma preocupação antiga, a propósito do então cantado e já naturalmente esquecido Gliese 581c:
Perturba que se repitam os habituais lugares comuns sobre a existência de vida extraterrestre, como se fosse obrigatório que ela exista nos mesmos moldes atómicos, moleculares, celulares da nossa. Não é antropocentrismo. É estupidez pura e dura.
Outra coisa é a visão antropocêntrica da coisa. Biocêntrica, diga-se. Esta saga não tem nada a ver com vida extraterrestre. Tem a ver com a nossa. Tem a ver com a nossa necessidade de passar à frente, de ocupar novos territórios, de forma a garantir a continuidade. A nossa e a de outras espécies. As que pudermos levar na Arca. Sabe-se lá por que instinto, nosso, da própria vida em sentido lato, o fazemos.
Por uma daquelas circunstâncias em que o acaso é fértil, desde que delas nos apercebamos, há dois ou três dias recordei o tema em conversa com alguém que se interessa pelos mistérios insondáveis do Universo.
Ontem, apercebi-me de que a NASA consagrou a Kepler uma missão destinada a descobrir planetas terrestres.
E, mais uma vez, a notícia é dada como a tentativa de descoberta de vida extraterrestre.
Nem Kepler lhes vale na sua miopia.
05/03/2009
04/03/2009
Eleições

Não sei qual foi a razão invocada para alterar a data das eleições autárquicas em 2005.
Não me recordo de a ter ouvido e não a descobri agora.
O facto é que estas eleições ocorreram até então sempre – em sete ocasiões - no quinquagésimo domingo do ano, à excepção de 1989 em que ocorreram no quinquagésimo primeiro.
Já as legislativas, descontando as datas simbólicas iniciais em 1975 (Assembleia Constituinte) e 1976 e todas as intercalares e antecipadas, ocorreram quatro vezes no quadragésimo domingo e uma no quadragésimo primeiro – estas as últimas em final de legislatura, no ano de 1999.
Ora as autárquicas em 2005 foram marcadas para o quadragésimo primeiro domingo do ano.
Foi portanto em 2005 que se resolveu aparentemente escolher como domingo eleitoral, para todas as causas, o quadragésimo primeiro. Talvez com opção pelo quadragésimo, consagrado que está por quatro eleições legislativas.
Se este ano se optar por separar as duas datas – coisa que aparentemente sucederá porque a democracia é o regime em que o povo é estúpido às segundas, quartas e sextas e inteligente às terças, quintas e sábados, sendo os domingos uma questão de caracoroísmo, e como tal se teme que este ano a um domingo ele possa ser estúpido e inteligente ao mesmo tempo – fica apenas demonstrado que, qualquer que tivesse sido a razão pela qual se anteciparam as autárquicas de 2005, foi essa uma ideia absurda.
O povo continuará a ser sempre, para quem isso está em questão, ou esperto ou imbecil aos domingos. Às vezes concomitantemente.
Não sei qual foi a razão invocada para alterar a data das eleições autárquicas em 2005.
Não me recordo de a ter ouvido e não a descobri agora.
O facto é que estas eleições ocorreram até então sempre – em sete ocasiões - no quinquagésimo domingo do ano, à excepção de 1989 em que ocorreram no quinquagésimo primeiro.
Já as legislativas, descontando as datas simbólicas iniciais em 1975 (Assembleia Constituinte) e 1976 e todas as intercalares e antecipadas, ocorreram quatro vezes no quadragésimo domingo e uma no quadragésimo primeiro – estas as últimas em final de legislatura, no ano de 1999.
Ora as autárquicas em 2005 foram marcadas para o quadragésimo primeiro domingo do ano.
Foi portanto em 2005 que se resolveu aparentemente escolher como domingo eleitoral, para todas as causas, o quadragésimo primeiro. Talvez com opção pelo quadragésimo, consagrado que está por quatro eleições legislativas.
Se este ano se optar por separar as duas datas – coisa que aparentemente sucederá porque a democracia é o regime em que o povo é estúpido às segundas, quartas e sextas e inteligente às terças, quintas e sábados, sendo os domingos uma questão de caracoroísmo, e como tal se teme que este ano a um domingo ele possa ser estúpido e inteligente ao mesmo tempo – fica apenas demonstrado que, qualquer que tivesse sido a razão pela qual se anteciparam as autárquicas de 2005, foi essa uma ideia absurda.
O povo continuará a ser sempre, para quem isso está em questão, ou esperto ou imbecil aos domingos. Às vezes concomitantemente.
03/03/2009
Os canibais de luxo
Não sei se se tratava ou não do jantar anual do Partido numa versão alargada a umas miúdas com idade para serem nossas filhas.
Os sete contados à porta eram portanto apenas os membros permanentes.
Subimos a escada mal iluminada e entrámos no famosíssimo salão.
Tratava-se mesmo talvez do mais afamado dos restaurantes portugueses. Senão do mais caro.
Olhando em redor, as frugalíssimas e austeras mesas apenas mostravam gente comendo o tradicional frango. Não havia toalhas ou guardanapos. Apenas os pratos sobre a madeira. Sequer copos se viam.
Este frango à casa era uma espécie de frango de borracha, não depenado, dotado de bico e de crista e que se dizia ser uma especialidade indescritível.
Pedimos o supra-sumo da casa.
Não demorando, veio para a mesa. Numa urna de madeira de cerejeira e tampo de pau preto.
Quando abrimos o esquife, ouviu-se uma manifestação ruidosa – ohhhhhhhhhh. Adivinhava-se um cabelo branco, de homem.
Foi então que ele se levantou do decúbito e, tornando o torso, nos encarou. Era um homem de raça indiana, com óculos de massa, sobrancelhas espessas, usando um casaco de malha cinzento claro.
Não percebi a razão pela qual o correrio se desencadeou então.
Nem sequer a razão de alguém comentar que não tínhamos escolhido um restaurante indiano mas sim chinês, o que era obviamente falso.
Depois de sairmos ordeiramente escoltados por um grupo de ajudantes de cozinha, escadas abaixo, demos connosco a trocar presentes em forma de metade-de-meio-litro de vinho verde.
Num largo que semelhava ao de São Pedro, em Sintra.
Não sei se se tratava ou não do jantar anual do Partido numa versão alargada a umas miúdas com idade para serem nossas filhas.
Os sete contados à porta eram portanto apenas os membros permanentes.
Subimos a escada mal iluminada e entrámos no famosíssimo salão.
Tratava-se mesmo talvez do mais afamado dos restaurantes portugueses. Senão do mais caro.
Olhando em redor, as frugalíssimas e austeras mesas apenas mostravam gente comendo o tradicional frango. Não havia toalhas ou guardanapos. Apenas os pratos sobre a madeira. Sequer copos se viam.
Este frango à casa era uma espécie de frango de borracha, não depenado, dotado de bico e de crista e que se dizia ser uma especialidade indescritível.
Pedimos o supra-sumo da casa.
Não demorando, veio para a mesa. Numa urna de madeira de cerejeira e tampo de pau preto.
Quando abrimos o esquife, ouviu-se uma manifestação ruidosa – ohhhhhhhhhh. Adivinhava-se um cabelo branco, de homem.
Foi então que ele se levantou do decúbito e, tornando o torso, nos encarou. Era um homem de raça indiana, com óculos de massa, sobrancelhas espessas, usando um casaco de malha cinzento claro.
Não percebi a razão pela qual o correrio se desencadeou então.
Nem sequer a razão de alguém comentar que não tínhamos escolhido um restaurante indiano mas sim chinês, o que era obviamente falso.
Depois de sairmos ordeiramente escoltados por um grupo de ajudantes de cozinha, escadas abaixo, demos connosco a trocar presentes em forma de metade-de-meio-litro de vinho verde.
Num largo que semelhava ao de São Pedro, em Sintra.
02/03/2009
01/03/2009
Azul
“A razão do azul é essa: uma maior participação, uma maior envolvência” – disse alguém aparentemente encarregado de tratar da encenação do congresso do PS.
A razão hoje em dia, para as massas, é qualquer coisa. Desde que soe bem aos ouvidos dos próprios marqueteiros. Eles próprios parte exemplaríssima dos ignaros.
“A razão do azul é essa: uma maior participação, uma maior envolvência” – disse alguém aparentemente encarregado de tratar da encenação do congresso do PS.
A razão hoje em dia, para as massas, é qualquer coisa. Desde que soe bem aos ouvidos dos próprios marqueteiros. Eles próprios parte exemplaríssima dos ignaros.
28/02/2009
27/02/2009
26/02/2009
25/02/2009
24/02/2009
O carnaval de Torres
“Em casa de ferreiro, espeto de pau!” – dizia eu ao meu velho J.J. ao virar de mais uma esquina da terra que deve a fama aos fornos e aos bichos que lá se assam.
Espeto, a bem dizer, não. Que se assam os bichos sem recurso a tal, ao que consta.
O caso é que andávamos à procura de quem nos servisse uma sandes e nada.
Até que alguém nos indicou um sítio, talvez o único, disseram-nos.
A velhota que estava à porta ainda nos quis despachar para a concorrência. Desistiu quando percebeu que eram sandes. E sandes estava visto que...
Guardiã que era do estabelecimento comercial, não nos franqueou as portas senão quando anteviu o proprietário na curva.
Teve, nesse entretempo, oportunidade para, a diversos propósitos, dizer que “é a vida!”. Até a propósito do facto, por ela inquirido, de Fevereiro ter este ano vinte e oito dias a teve.
O homem, novo, chegou de Mercedes coupé com uma vistosa acompanhante.
Atendeu os nossos pedidos, explicou mal o facto de uma garrafa de 0,75 custar mais do que duas de 0,375 – as que exactamente trouxe para a nossa mesa – e ouviu o primeiro protesto vindo do Mercedes: “Mas onde é que está a tua mãe?” Reagiu com uma encolhidela de ombros e lá nos fez as sandes.
Enquanto procurava um frasco de molho para a sandes do J.J., ouviu uma buzinadela e um grito ainda com ar calmo. Nessa altura já o meu velho amigo se fazia entendido na matéria – Mulheres! São mulheres, a gente sabe.
O rapaz então confessou-nos que lhe tinha prometido uma escapadela ao Carnaval de Torres.
Ah, o Carnaval de Torres, disse eu que nunca lá pus os pés. Já o J.J. se mostrou ciente da coisa, dizendo que não fazia tenção de alguma vez lá voltar.
Entrementes, um rugido de motor e um chiar de pneus. O Mercedes ali à porta gritava a plenos pulmões: “Mas tu estás a gozar comigo ou quê?”
O homem saiu desarvorado, pegou no Mercedes, estacionou-o à porta do restaurante em frente e viu-a sair de queixo levantado e logo entrar pela porta do comércio antagonista.
Aí disse eu - casou com a concorrência este.
E disse-o já com os olhos fitos na vistosa balzaquiana que pilotava modelo da mesma marca ainda que mais familiar.
Deve ser a mãe dele – disse o J.J. – chegou afinal.
Um quarto de hora depois conseguiu convencê-la a tomar lugar no Mercedes e a seguir os caminhos de Torres. E nós, dispensada que fora a senhora que sabia o que era a vida quase no início deste episódio, comentávamos que ainda bem que tínhamos pedido logo tudo de uma vez, já que estávamos fregueses sem taberneiro a contemplar pela montra as formas abundantes da presuntiva sogra da carnavalesca moça, pois esta, saindo do seu veículo optara por uma conversa de circunstância com uma oportuna vizinha, a uma boa vintena de metros da porta do estabelecimento.
Quando achámos bem, o J.J. foi à porta com ar de quem quer pagar a conta.
Posto isto, baloiçaram-se os volumes a caminho da porta e do balcão, com um sorriso amplo que dizia “mas eu não sabia que os senhores estavam aqui!”
A isto retorqui eu que éramos – deveríamos ser - eu e o meu velho amigo, os arquétipos dos fregueses confiáveis, uma vez que estávamos ali de guardiões ia para uma boa meia hora.
A senhora exibiu ainda mais a volumetria, sorriu, e disse que ainda havia gente em quem se podia confiar.
Depois, o J.J. gabou-lhe o negócio e ela deu nota de uma noite em que fizera... milhares de sandes!
Chegada a coisa a tal ponto e rentabilizado o peixe, pedimos quitação exibindo o numerário.
Foi já na rua que o J.J. me confidenciou que não se importava de ter ido ao Carnaval de Torres. De Mercedes, acrescentou.
“Em casa de ferreiro, espeto de pau!” – dizia eu ao meu velho J.J. ao virar de mais uma esquina da terra que deve a fama aos fornos e aos bichos que lá se assam.
Espeto, a bem dizer, não. Que se assam os bichos sem recurso a tal, ao que consta.
O caso é que andávamos à procura de quem nos servisse uma sandes e nada.
Até que alguém nos indicou um sítio, talvez o único, disseram-nos.
A velhota que estava à porta ainda nos quis despachar para a concorrência. Desistiu quando percebeu que eram sandes. E sandes estava visto que...
Guardiã que era do estabelecimento comercial, não nos franqueou as portas senão quando anteviu o proprietário na curva.
Teve, nesse entretempo, oportunidade para, a diversos propósitos, dizer que “é a vida!”. Até a propósito do facto, por ela inquirido, de Fevereiro ter este ano vinte e oito dias a teve.
O homem, novo, chegou de Mercedes coupé com uma vistosa acompanhante.
Atendeu os nossos pedidos, explicou mal o facto de uma garrafa de 0,75 custar mais do que duas de 0,375 – as que exactamente trouxe para a nossa mesa – e ouviu o primeiro protesto vindo do Mercedes: “Mas onde é que está a tua mãe?” Reagiu com uma encolhidela de ombros e lá nos fez as sandes.
Enquanto procurava um frasco de molho para a sandes do J.J., ouviu uma buzinadela e um grito ainda com ar calmo. Nessa altura já o meu velho amigo se fazia entendido na matéria – Mulheres! São mulheres, a gente sabe.
O rapaz então confessou-nos que lhe tinha prometido uma escapadela ao Carnaval de Torres.
Ah, o Carnaval de Torres, disse eu que nunca lá pus os pés. Já o J.J. se mostrou ciente da coisa, dizendo que não fazia tenção de alguma vez lá voltar.
Entrementes, um rugido de motor e um chiar de pneus. O Mercedes ali à porta gritava a plenos pulmões: “Mas tu estás a gozar comigo ou quê?”
O homem saiu desarvorado, pegou no Mercedes, estacionou-o à porta do restaurante em frente e viu-a sair de queixo levantado e logo entrar pela porta do comércio antagonista.
Aí disse eu - casou com a concorrência este.
E disse-o já com os olhos fitos na vistosa balzaquiana que pilotava modelo da mesma marca ainda que mais familiar.
Deve ser a mãe dele – disse o J.J. – chegou afinal.
Um quarto de hora depois conseguiu convencê-la a tomar lugar no Mercedes e a seguir os caminhos de Torres. E nós, dispensada que fora a senhora que sabia o que era a vida quase no início deste episódio, comentávamos que ainda bem que tínhamos pedido logo tudo de uma vez, já que estávamos fregueses sem taberneiro a contemplar pela montra as formas abundantes da presuntiva sogra da carnavalesca moça, pois esta, saindo do seu veículo optara por uma conversa de circunstância com uma oportuna vizinha, a uma boa vintena de metros da porta do estabelecimento.
Quando achámos bem, o J.J. foi à porta com ar de quem quer pagar a conta.
Posto isto, baloiçaram-se os volumes a caminho da porta e do balcão, com um sorriso amplo que dizia “mas eu não sabia que os senhores estavam aqui!”
A isto retorqui eu que éramos – deveríamos ser - eu e o meu velho amigo, os arquétipos dos fregueses confiáveis, uma vez que estávamos ali de guardiões ia para uma boa meia hora.
A senhora exibiu ainda mais a volumetria, sorriu, e disse que ainda havia gente em quem se podia confiar.
Depois, o J.J. gabou-lhe o negócio e ela deu nota de uma noite em que fizera... milhares de sandes!
Chegada a coisa a tal ponto e rentabilizado o peixe, pedimos quitação exibindo o numerário.
Foi já na rua que o J.J. me confidenciou que não se importava de ter ido ao Carnaval de Torres. De Mercedes, acrescentou.
23/02/2009
22/02/2009
21/02/2009
20/02/2009
19/02/2009
O carnaval na China
Nestes últimos dias a afluência a este blogue disparou mercê dos inúmeros buscantes do Carnaval na China*.
Não sei se convencidos da inevitabilidade de haver lá agora um Carnaval, já que já há tanto do que faz a civilização do ocidente, se convencidos de que o Carnaval, como o Sol, sempre nasceu para todos.
Um mistério. Embora me passe pela cabeça que, para a maioria destes buscantes, o mundo é todo igual ao que vêem da janela.
Do de Torres ninguém faz caso. Que esse, desde hoje, espelha outra coisa.
*Há sempre a hipótese de ser este.
adenda (às 23:00 de 20 Fev.): em Torres Vedras, há um esforço carnavalesco a mais este ano. Um dia que fosse que aquilo a que ainda chamam “a justiça” não nos desse razões para considerar que o nível intelectual médio da coisa é deplorável.
Nestes últimos dias a afluência a este blogue disparou mercê dos inúmeros buscantes do Carnaval na China*.
Não sei se convencidos da inevitabilidade de haver lá agora um Carnaval, já que já há tanto do que faz a civilização do ocidente, se convencidos de que o Carnaval, como o Sol, sempre nasceu para todos.
Um mistério. Embora me passe pela cabeça que, para a maioria destes buscantes, o mundo é todo igual ao que vêem da janela.
Do de Torres ninguém faz caso. Que esse, desde hoje, espelha outra coisa.
*Há sempre a hipótese de ser este.
adenda (às 23:00 de 20 Fev.): em Torres Vedras, há um esforço carnavalesco a mais este ano. Um dia que fosse que aquilo a que ainda chamam “a justiça” não nos desse razões para considerar que o nível intelectual médio da coisa é deplorável.
18/02/2009
17/02/2009
15/02/2009
14/02/2009
Cantarinhas de Aljustrel
Há quantos anos não ouvia eu tal canção?
O Lugar ao Sul ainda me embala ao fim de vinte e tal anos!
Há quantos anos não ouvia eu tal canção?
O Lugar ao Sul ainda me embala ao fim de vinte e tal anos!
13/02/2009
12/02/2009
Na efeméride darwinista
Sendo eu ateu e agnóstico, continuo sem entender onde é que o darwinismo colide com a crença de um deus criador.
É claro que não considero as parábolas da criação. Mas a criação.
Sendo eu ateu e agnóstico, continuo sem entender onde é que o darwinismo colide com a crença de um deus criador.
É claro que não considero as parábolas da criação. Mas a criação.
Imagens virtuais
A certa altura achou-se que [as imagens virtuais] não correspondiam bem à realidade!* – esta frase é todo um programa.
* Citando de memória um jornalista da RTP que falava a propósito da bola que foi tirada da baliza do Sporting no passado fim-de-semana e de ter sido posto fim à utilização de umas imagens de CAD na apreciação de lances de futebol.
Sobre tal, sobre a bola dentro ou fora da baliza, escrevi aqui que haveria muito barulho à volta. Não o ouvi.
Ou me enganei ou andei completamente fora do diz-que-disse.
A certa altura achou-se que [as imagens virtuais] não correspondiam bem à realidade!* – esta frase é todo um programa.
* Citando de memória um jornalista da RTP que falava a propósito da bola que foi tirada da baliza do Sporting no passado fim-de-semana e de ter sido posto fim à utilização de umas imagens de CAD na apreciação de lances de futebol.
Sobre tal, sobre a bola dentro ou fora da baliza, escrevi aqui que haveria muito barulho à volta. Não o ouvi.
Ou me enganei ou andei completamente fora do diz-que-disse.
09/02/2009
08/02/2009
Corrigido
Este ano, o mapa do Expresso e da Optimus – elaborado pela Forways – tem finalmente corrigido o erro grosseiro de implantação da A2 na zona de Messejana, que me suscitou crítica e correcção no ano passado.
Foram demasiados anos a asneirar mas conta, é claro, a emenda.
Mesmo que tenha sido Messejana também a mudar de sítio. Está agora mais longe de Aljustrel e mais perto da Aldeia dos Elvas.
Este ano, o mapa do Expresso e da Optimus – elaborado pela Forways – tem finalmente corrigido o erro grosseiro de implantação da A2 na zona de Messejana, que me suscitou crítica e correcção no ano passado.
Foram demasiados anos a asneirar mas conta, é claro, a emenda.
Mesmo que tenha sido Messejana também a mudar de sítio. Está agora mais longe de Aljustrel e mais perto da Aldeia dos Elvas.
Bola
Vai seguir-se mais um interminável cortejo e cotejo de imbecis que têm a certeza de que a bola entrou ou não entrou.
É o habitual. Com as câmaras cujas imagens foram passadas, não se consegue afirmar nem uma coisa nem outra.
Fora isso, pareceu-me que o Braga mereceu ganhar o jogo.
Ou o Sporting mereceu perder. Sei lá eu.
Viva o Sporting!
Vai seguir-se mais um interminável cortejo e cotejo de imbecis que têm a certeza de que a bola entrou ou não entrou.
É o habitual. Com as câmaras cujas imagens foram passadas, não se consegue afirmar nem uma coisa nem outra.
Fora isso, pareceu-me que o Braga mereceu ganhar o jogo.
Ou o Sporting mereceu perder. Sei lá eu.
Viva o Sporting!
Subscrever:
Mensagens (Atom)