16/10/2009
14/10/2009
11/10/2009
Duas notas apenas
Um acto como o que aconteceu hoje de manhã – o homicídio lá para os lados das Fisgas do Ermelo – apesar de nada saber em concreto sobre ele, permite-me ainda assim algumas considerações:
Uma coisa destas é, naturalmente, independente de qualquer tendência política e por isso interessa nada se o assassino concorre pelo PS ou por qualquer outro partido.
Por se saber isso mesmo, é que me deito a imaginar o tratamento da notícia fosse o assassino candidato por um dos partidos que se costumam designar de Direita.
Ouvir da boca do ministro Santos Silva que houve trezentas e oito eleições municipais e quatro mil e tal eleições paroquiais pareceu-me pouco republicano.
Um acto como o que aconteceu hoje de manhã – o homicídio lá para os lados das Fisgas do Ermelo – apesar de nada saber em concreto sobre ele, permite-me ainda assim algumas considerações:
Uma coisa destas é, naturalmente, independente de qualquer tendência política e por isso interessa nada se o assassino concorre pelo PS ou por qualquer outro partido.
Por se saber isso mesmo, é que me deito a imaginar o tratamento da notícia fosse o assassino candidato por um dos partidos que se costumam designar de Direita.
Ouvir da boca do ministro Santos Silva que houve trezentas e oito eleições municipais e quatro mil e tal eleições paroquiais pareceu-me pouco republicano.
10/10/2009
Um sucesso selene
Há poucas sentenças que me irritem mais do que a muito em voga entre gestores e afins – não é um problema, é uma oportunidade!
Não pelo seu teor, há milénios antevisto por quem se dedicou a pensar nas coisas e por isso mesmo constante de milhentos ditos nas diversas civilizações. Mas pelo despropósito com que a maior parte das vezes é papagueada.
Prefiro usar a necessidade aguça o engenho e informá-la, se necessário fosse, com o prodigioso avanço, na II Grande Guerra, da aeronáutica alemã e dos explosivos norte-americanos.
Ora ontem observou-se algo que a muitos surpreendeu.
Contava-se, aparentemente, com algo semelhante ao ocorrido em Julho de 2005, na missão Deep Impact sobre o cometa Tempel 1.
Em vez disso, resultou uma absorção de energia nada esperada.
Ora isto, sim, sugere-me um sucesso considerável. Algo que contraria severamente o conhecimento actual. Não é todos os dias que as experiências nos dão resultados tais.
A menos que o projéctil, por alguma razão menos nobre, não tenha de facto atingido a Lua e que isso tenha escapado aos escrutinadores.
Há poucas sentenças que me irritem mais do que a muito em voga entre gestores e afins – não é um problema, é uma oportunidade!
Não pelo seu teor, há milénios antevisto por quem se dedicou a pensar nas coisas e por isso mesmo constante de milhentos ditos nas diversas civilizações. Mas pelo despropósito com que a maior parte das vezes é papagueada.
Prefiro usar a necessidade aguça o engenho e informá-la, se necessário fosse, com o prodigioso avanço, na II Grande Guerra, da aeronáutica alemã e dos explosivos norte-americanos.
Ora ontem observou-se algo que a muitos surpreendeu.
Contava-se, aparentemente, com algo semelhante ao ocorrido em Julho de 2005, na missão Deep Impact sobre o cometa Tempel 1.
Em vez disso, resultou uma absorção de energia nada esperada.
Ora isto, sim, sugere-me um sucesso considerável. Algo que contraria severamente o conhecimento actual. Não é todos os dias que as experiências nos dão resultados tais.
A menos que o projéctil, por alguma razão menos nobre, não tenha de facto atingido a Lua e que isso tenha escapado aos escrutinadores.
E grandes interrogações em dia de reflexão
Ou, melhor dizendo, grande interrogação - o que levará alguém a procurar no Google
quando num desastre existem diversos sinistrados qual a ordem de 1º socorro
qual a diferença entre burros e livros?
?
Ou, melhor dizendo, grande interrogação - o que levará alguém a procurar no Google
quando num desastre existem diversos sinistrados qual a ordem de 1º socorro
qual a diferença entre burros e livros?
?
Chute em dia de reflexão

Pois não se trata nem de uma previsão nem de uma sondagem, apenas de um exercício ocioso e inerme, mais ou menos prometido lá atrás.
A soma dá 2 porque juntei os dois lugares cimeiros da classificação e as duas casas decimais são só para dar algum sainete.
Pois não se trata nem de uma previsão nem de uma sondagem, apenas de um exercício ocioso e inerme, mais ou menos prometido lá atrás.
A soma dá 2 porque juntei os dois lugares cimeiros da classificação e as duas casas decimais são só para dar algum sainete.
09/10/2009
As notícias do dia

adaptação de fotograma do filme de 1902 "Le voyage dans la Lune", de Georges Méliès
adaptação de fotograma do filme de 1902 "Le voyage dans la Lune", de Georges Méliès
07/10/2009
O estudo das obras
É uma das notícias do dia – a de que um estudo da Universidade do Minho concluiu isto e aquilo.
Como não consegui encontrar o dito e não confio minimamente no que se diz nas notícias, apenas posso dizer que me inclino para que exista um estudo que versa a correlação entre as despesas das autarquias e os anos eleitorais.
Tenho uma certa curiosidade em lê-lo. Em particular a parte que dizem existir – será que existe? – em que se estabelece a correlação entre as despesas e os resultados eleitorais.
Como será isso feito?
É uma das notícias do dia – a de que um estudo da Universidade do Minho concluiu isto e aquilo.
Como não consegui encontrar o dito e não confio minimamente no que se diz nas notícias, apenas posso dizer que me inclino para que exista um estudo que versa a correlação entre as despesas das autarquias e os anos eleitorais.
Tenho uma certa curiosidade em lê-lo. Em particular a parte que dizem existir – será que existe? – em que se estabelece a correlação entre as despesas e os resultados eleitorais.
Como será isso feito?
06/10/2009
Amália
Pertenço a um grupo geracional e social para quem Amália foi apenas som de fundo aqui ou ali, ao longo da vida.
Em certo ano dos meus trinta e tais, cogitei ir ouvi-la ao Coliseu. Não fui.
Já não era nessa altura a Amália fulgurante, naturalmente.
Dela, sem nunca a ter conhecido, guardo a recordação das palavras de meu Pai, que a foi aplaudir, com outros, a Edimburgo, por acaso de calendário.
No final do espectáculo, apercebendo-se de que havia ali uns quantos portugueses na sala, não deixou de se sentar com eles algures, mais tarde, à mesa.
Decorria o ano de 62 e eu, dessa viagem, ganhei um comboio de plástico.

capa do programa daqui
Pertenço a um grupo geracional e social para quem Amália foi apenas som de fundo aqui ou ali, ao longo da vida.
Em certo ano dos meus trinta e tais, cogitei ir ouvi-la ao Coliseu. Não fui.
Já não era nessa altura a Amália fulgurante, naturalmente.
Dela, sem nunca a ter conhecido, guardo a recordação das palavras de meu Pai, que a foi aplaudir, com outros, a Edimburgo, por acaso de calendário.
No final do espectáculo, apercebendo-se de que havia ali uns quantos portugueses na sala, não deixou de se sentar com eles algures, mais tarde, à mesa.
Decorria o ano de 62 e eu, dessa viagem, ganhei um comboio de plástico.
capa do programa daqui
04/10/2009
Autarquicamente falando
Num país em que se anda a discutir a inevitável erosão costeira e a tentar encontrar responsáveis para a infelicidade mortal da queda de pedras, não deixo de dar nota fotográfica de riscos mais ou menos iminentes.
Tenho a certeza de que a Câmara de Odivelas – e é dos paços do concelho que aqui trato – tem engenheiros civis que já avaliaram a posição do centro de massa daquele elemento do pórtico de entrada.
É pois apenas uma curiosidade.
Num país em que se anda a discutir a inevitável erosão costeira e a tentar encontrar responsáveis para a infelicidade mortal da queda de pedras, não deixo de dar nota fotográfica de riscos mais ou menos iminentes.
Tenho a certeza de que a Câmara de Odivelas – e é dos paços do concelho que aqui trato – tem engenheiros civis que já avaliaram a posição do centro de massa daquele elemento do pórtico de entrada.
É pois apenas uma curiosidade.
02/10/2009
01/10/2009
O nó
O nó foi de facto inaugurado entre eleições. E lá estavam – em outro ponto da estrada - os quatro candidatos destacados aos dois municípios atravessados pelas vias. As senhoras do PS e os senhores do PSD.
Noutro plano, ou no plano, verifico que há qualquer coisa de uterino na implantação do nó.

trecho do projecto, constante do estudo de impacto ambiental, obtido aqui.
O nó foi de facto inaugurado entre eleições. E lá estavam – em outro ponto da estrada - os quatro candidatos destacados aos dois municípios atravessados pelas vias. As senhoras do PS e os senhores do PSD.
Noutro plano, ou no plano, verifico que há qualquer coisa de uterino na implantação do nó.
trecho do projecto, constante do estudo de impacto ambiental, obtido aqui.
30/09/2009
29/09/2009
Não é a ignorância
É a estupidez.
Pode quem fez a notícia da SIC sobre o debate entre Silva Pereira e Pacheco Pereira nunca ter ouvido, lido a palavra “inventona” proferida várias vezes pelo primeiro.
Diz que não vem no dicionário e que o ministro a inventou.
É talvez pessoa muito nova para a ter ouvido e lido abundantemente em outros tempos.
Fez o papel dos que dizem que para além da montanha, nada há.
É infelizmente o costume.
Não conhecem, não ouviram falar, logo não existe.
É a estupidez.
Pode quem fez a notícia da SIC sobre o debate entre Silva Pereira e Pacheco Pereira nunca ter ouvido, lido a palavra “inventona” proferida várias vezes pelo primeiro.
Diz que não vem no dicionário e que o ministro a inventou.
É talvez pessoa muito nova para a ter ouvido e lido abundantemente em outros tempos.
Fez o papel dos que dizem que para além da montanha, nada há.
É infelizmente o costume.
Não conhecem, não ouviram falar, logo não existe.
28/09/2009
Trinta e cinco anos depois
A maioria não foi silenciosa ontem. Manifestou-se.
Os que se calaram, talvez menos de um terço, considerando os desajustamentos dos cadernos, consentiram.
Sendo que o consentimento pode ele ainda ser escrutinado. Não avanço por ora nesse terreno.
O Presidente falará não a 30, como há trinta e cinco anos, mas a 29. Dois dias depois, de qualquer forma.

imagem do sítio da Comissão Nacional de Eleições
A maioria não foi silenciosa ontem. Manifestou-se.
Os que se calaram, talvez menos de um terço, considerando os desajustamentos dos cadernos, consentiram.
Sendo que o consentimento pode ele ainda ser escrutinado. Não avanço por ora nesse terreno.
O Presidente falará não a 30, como há trinta e cinco anos, mas a 29. Dois dias depois, de qualquer forma.
imagem do sítio da Comissão Nacional de Eleições
Melhorei pouco
Em relação a 2005, há pouco menos traços vermelhos.

Há uns quantos que acham que o PS não ganhou as eleições.
E li agora mesmo um tipo que acha que a ausência de maioria absoluta fará o PS governar a contento de todos.
Seriam talvez estes os candidatos às autarquias em Marte, se nos coubesse lá um quinhão.
Em relação a 2005, há pouco menos traços vermelhos.
Há uns quantos que acham que o PS não ganhou as eleições.
E li agora mesmo um tipo que acha que a ausência de maioria absoluta fará o PS governar a contento de todos.
Seriam talvez estes os candidatos às autarquias em Marte, se nos coubesse lá um quinhão.
27/09/2009
Falhar à segunda feira
Este ano, não me lembrei de fazer uma adivinhação atempada dos resultados eleitorais.
Fi-lo na última madrugada e não me pareceu oficiente publicá-la antes.
Aqui vai, para se ver se o falhanço é maior ou menor do que em 2005.

Em percentagem, a coisa dava a tal figura 4-4-1-1-1 ou seja aproximadamente 4 votos no PS e no PSD por cada voto no CDS, BE e PCP.
Este ano, não me lembrei de fazer uma adivinhação atempada dos resultados eleitorais.
Fi-lo na última madrugada e não me pareceu oficiente publicá-la antes.
Aqui vai, para se ver se o falhanço é maior ou menor do que em 2005.
Em percentagem, a coisa dava a tal figura 4-4-1-1-1 ou seja aproximadamente 4 votos no PS e no PSD por cada voto no CDS, BE e PCP.
Só com Big Brother
Ou com um mínimo de organização?
A história de os mandatos estarem mal distribuídos por círculo por haver demasiados eleitores virtuais não é passível de ser muito minorada com alguma (pouca) organização?
Saber se Inês é morta é assim tão difícil? E riscá-la do tombo também?
Os que se vão e não votam do estrangeiro são assim tantos? Caramba!
Ou com um mínimo de organização?
A história de os mandatos estarem mal distribuídos por círculo por haver demasiados eleitores virtuais não é passível de ser muito minorada com alguma (pouca) organização?
Saber se Inês é morta é assim tão difícil? E riscá-la do tombo também?
Os que se vão e não votam do estrangeiro são assim tantos? Caramba!
26/09/2009
Dúvida

imagem da SIC
Terei ouvido mal? Não houve um qualquer responsável pela coisa (sei lá eu que coisa!) que disse que todas as arribas algarvias tinham sido vistoriadas antes da época balnear, como era de resto procedimento habitual?
Devo ter ouvido mal. Só isso justifica o facto de depois da derrocada na praia Maria Luísa se terem descoberto ene zonas em risco de desabamento.
Há mais uma coisa que me intriga neste assunto – que não tem assunto, como já disse, para além da tragédia, da morte – é, havendo sinalização de perigo, ela não ser homogénea e inequivocamente relativa ao risco em causa, que é o de derrocada.
Há aqui, nas arribas à volta de Lisboa, sinalização conspícua e de facílima interpretação. Mas não é uniforme.

Há, em Portugal, desde há anos, a ideia absurda de que a sinalização deve ficar ao critério de cada um em vez de ser igual em todo território nacional e estudada por gente capaz.
Qualquer imbecil se mete a criar sinais e a colocá-los no terreno. Risíveis muitos deles, se fosse caso para tal. É que sinalizar bem é coisa que não está ao alcance de qualquer um.
Percebe-se mal que o sinal que se vê no arenito (foto de cima) e também nas Azenhas do Mar (2008) seja igual ao de zona perigosa no mar (Porto Novo, 2005) e tenha a bandeira do Instituto de Socorros a Náufragos.
Mas não é por haver ou deixar de haver sinalização no cimo das arribas ou em baixo delas que vão morrer mais ou menos pessoas.
Acidentes destes são raros e muito poucas vezes previsíveis.
A erosão costeira, por muito que custe aos adeptos do catastrofismo, é um fenómeno natural.
A costa recua nuns pontos e avança noutros, desde que haja sedimentos, erupções, derrocadas também. É assim que é e não de outra maneira. A menos que se trate da Holanda.
Se há hoje menos sedimentos a chegar à linha costeira, será em parte por ficarem retidos nas barragens, em parte por não existirem os tais fenómenos extremos de precipitação que uns quantos dizem ser agora mais frequentes.
Por mim, fui há uns anos duas vezes à Praia da Calada, a convite de amigos.
Não foi sítio onde me tivesse sentido confortável.
O instinto de sobrevivência manifestou-se, cri.
imagem da SIC
Terei ouvido mal? Não houve um qualquer responsável pela coisa (sei lá eu que coisa!) que disse que todas as arribas algarvias tinham sido vistoriadas antes da época balnear, como era de resto procedimento habitual?
Devo ter ouvido mal. Só isso justifica o facto de depois da derrocada na praia Maria Luísa se terem descoberto ene zonas em risco de desabamento.
Há mais uma coisa que me intriga neste assunto – que não tem assunto, como já disse, para além da tragédia, da morte – é, havendo sinalização de perigo, ela não ser homogénea e inequivocamente relativa ao risco em causa, que é o de derrocada.
Há aqui, nas arribas à volta de Lisboa, sinalização conspícua e de facílima interpretação. Mas não é uniforme.
Há, em Portugal, desde há anos, a ideia absurda de que a sinalização deve ficar ao critério de cada um em vez de ser igual em todo território nacional e estudada por gente capaz.
Qualquer imbecil se mete a criar sinais e a colocá-los no terreno. Risíveis muitos deles, se fosse caso para tal. É que sinalizar bem é coisa que não está ao alcance de qualquer um.
Percebe-se mal que o sinal que se vê no arenito (foto de cima) e também nas Azenhas do Mar (2008) seja igual ao de zona perigosa no mar (Porto Novo, 2005) e tenha a bandeira do Instituto de Socorros a Náufragos.
Mas não é por haver ou deixar de haver sinalização no cimo das arribas ou em baixo delas que vão morrer mais ou menos pessoas.
Acidentes destes são raros e muito poucas vezes previsíveis.
A erosão costeira, por muito que custe aos adeptos do catastrofismo, é um fenómeno natural.
A costa recua nuns pontos e avança noutros, desde que haja sedimentos, erupções, derrocadas também. É assim que é e não de outra maneira. A menos que se trate da Holanda.
Se há hoje menos sedimentos a chegar à linha costeira, será em parte por ficarem retidos nas barragens, em parte por não existirem os tais fenómenos extremos de precipitação que uns quantos dizem ser agora mais frequentes.
Por mim, fui há uns anos duas vezes à Praia da Calada, a convite de amigos.
Não foi sítio onde me tivesse sentido confortável.
O instinto de sobrevivência manifestou-se, cri.
25/09/2009
Talvez
Talvez exista uma gíria ou um jargão quaisquer que desculpem e justifiquem a coisa.
O certo é que uma das loirinhas da Sky News acabou de dizer que a NASA afirma haver "aitch twenty" na Lua.
Disse-o com um beicinho engraçado.
Ganham às portuguesas quase todos os dias.
Talvez exista uma gíria ou um jargão quaisquer que desculpem e justifiquem a coisa.
O certo é que uma das loirinhas da Sky News acabou de dizer que a NASA afirma haver "aitch twenty" na Lua.
Disse-o com um beicinho engraçado.
Ganham às portuguesas quase todos os dias.
24/09/2009
Descobrir a pólvora
Este ano, mais do que em outras alturas, acentuou-se o descrédito nas sondagens publicadas.
Apareceram entretanto uns aprendizes de feiticeiro a afirmar que as sondagens não eram a adivinhação do futuro. Descobriram a pólvora.
O facto é que as sondagens que respeitam a actos eleitorais sempre foram apresentadas como tal. Como a previsão do que vai acontecer. E é essa a sua razão de ser. Ou não será?
Aquilo que toda a gente pode ver é que a probabilidade de acerto aumenta com a grandeza da amostra.
E que retirar de amostras pequenas resultados afinados requer história (dados), arte e muita cabecinha.
Pressinto que a cabecinha é o que falta. E que ninguém pensa em usar amostras numerosas.
Uma coisa que me intriga há tempo é como é que se calcula o coeficiente de preconceito. Que já tomo como certo que existe.
Este ano, mais do que em outras alturas, acentuou-se o descrédito nas sondagens publicadas.
Apareceram entretanto uns aprendizes de feiticeiro a afirmar que as sondagens não eram a adivinhação do futuro. Descobriram a pólvora.
O facto é que as sondagens que respeitam a actos eleitorais sempre foram apresentadas como tal. Como a previsão do que vai acontecer. E é essa a sua razão de ser. Ou não será?
Aquilo que toda a gente pode ver é que a probabilidade de acerto aumenta com a grandeza da amostra.
E que retirar de amostras pequenas resultados afinados requer história (dados), arte e muita cabecinha.
Pressinto que a cabecinha é o que falta. E que ninguém pensa em usar amostras numerosas.
Uma coisa que me intriga há tempo é como é que se calcula o coeficiente de preconceito. Que já tomo como certo que existe.
23/09/2009
Arreceio
Estou preocupado.
Sabemos todos que as técnicas* evoluem de forma exponencial, muitas vezes sem nos darmos conta disso.
Ora eu não me queixo de ser escutado, lido, observado, inspeccionado. Às claras ou às escuras.
Queixo-me de algo muito mais terrível. De estar a ser influenciado nos meus sonhos, com a possibilidade óbvia de a informação decorrente dessa bem conduzida influência estar a ser canalizada para uma máquina onde se proceda à sua descodificação.
Sucede que em três dias, dois foram consagrados a aventuras na companhia do Gato Fedorento.
Isso é tanto mais improvável quanto a minha distância a tal trupe é coisa que se considere.
Dela apenas tomei conhecimento quando comecei a ler aqui nos blogues gente entusiasmada com as edições em DVD dos seus programas.
Não nego que vi alguns deles na época em que passavam na RTP e que assisti a quase todas as entrevistas desta campanha eleitoral na SIC.
Deles digo o que diria de qualquer outro artista que me prendesse a atenção – têm coisas com piada e outras sem pinga de.
Não vejo portanto nada que justifique esta interferência dois dias em três. Caramba, são 66,6666... % de sonhos ocupados.
Ele foi a linha de comboio da Sonae para Tróia, ao longo da costa, a partir do Algarve. Ele foi o velho em Setúbal que alugava armazéns e que dizia que uma moldura desalinhada num canto era o equivalente a um espelho partido e um sintoma de intrusão. Ele foram os fãs à porta do armazém do velho, que nos estava em parte consignado, e dos quais supusemos terem carregado os materiais cenográficos para a camioneta, que afinal tinham sido roubados, como suspeitava o velho. Ele foram as festas da vila e uma piscina por lá que eu não conhecia. Ele foi um helicóptero que eu montei qual meccano (eu que nunca fui de Meccano mas sempre de Lego) para ir acudir a um fogo para os lados da serra algarvia enquanto um deles enchia lá na ribeira um balde de 15 litros atado a uma corda para assim atacarmos o fogo de alto. Ele foram as cabeças de cão à venda para petisco e os pintos sem olhos nas mesmas bancas sobre a ponte.
Ele foi afinal, e isto sim perturbou-me e convenceu-me de que estava a ser vítima de intrusão de um qualquer programa Morfeu – uma altura em que eu perguntava, duvidando, se eles estavam a ver a mesma exacta coisa do que eu, a qual era uma grande instalação industrial do princípio do século XX, estendendo-se pelo vale à nossa frente e ocupando a encosta na nossa retaguarda, enquanto com uma mão apalpava uma matéria compósita de madeira e tecido grosseiro que me aparecia como saída de um rolo de uma máquina a que eu estava quase encostado, especado à frente de uma fachada altíssima, cinzenta e com janelas em arco.
Tenho ou não tenho razão para estar preocupado?
É que como devem calcular, o entretanto foi densamente preenchido por piadas. Umas mais bem conseguidas, outras nem por isso.

imagem alarvemente roubada e adaptada do site do programa actual
*mal comparado
Estou preocupado.
Sabemos todos que as técnicas* evoluem de forma exponencial, muitas vezes sem nos darmos conta disso.
Ora eu não me queixo de ser escutado, lido, observado, inspeccionado. Às claras ou às escuras.
Queixo-me de algo muito mais terrível. De estar a ser influenciado nos meus sonhos, com a possibilidade óbvia de a informação decorrente dessa bem conduzida influência estar a ser canalizada para uma máquina onde se proceda à sua descodificação.
Sucede que em três dias, dois foram consagrados a aventuras na companhia do Gato Fedorento.
Isso é tanto mais improvável quanto a minha distância a tal trupe é coisa que se considere.
Dela apenas tomei conhecimento quando comecei a ler aqui nos blogues gente entusiasmada com as edições em DVD dos seus programas.
Não nego que vi alguns deles na época em que passavam na RTP e que assisti a quase todas as entrevistas desta campanha eleitoral na SIC.
Deles digo o que diria de qualquer outro artista que me prendesse a atenção – têm coisas com piada e outras sem pinga de.
Não vejo portanto nada que justifique esta interferência dois dias em três. Caramba, são 66,6666... % de sonhos ocupados.
Ele foi a linha de comboio da Sonae para Tróia, ao longo da costa, a partir do Algarve. Ele foi o velho em Setúbal que alugava armazéns e que dizia que uma moldura desalinhada num canto era o equivalente a um espelho partido e um sintoma de intrusão. Ele foram os fãs à porta do armazém do velho, que nos estava em parte consignado, e dos quais supusemos terem carregado os materiais cenográficos para a camioneta, que afinal tinham sido roubados, como suspeitava o velho. Ele foram as festas da vila e uma piscina por lá que eu não conhecia. Ele foi um helicóptero que eu montei qual meccano (eu que nunca fui de Meccano mas sempre de Lego) para ir acudir a um fogo para os lados da serra algarvia enquanto um deles enchia lá na ribeira um balde de 15 litros atado a uma corda para assim atacarmos o fogo de alto. Ele foram as cabeças de cão à venda para petisco e os pintos sem olhos nas mesmas bancas sobre a ponte.
Ele foi afinal, e isto sim perturbou-me e convenceu-me de que estava a ser vítima de intrusão de um qualquer programa Morfeu – uma altura em que eu perguntava, duvidando, se eles estavam a ver a mesma exacta coisa do que eu, a qual era uma grande instalação industrial do princípio do século XX, estendendo-se pelo vale à nossa frente e ocupando a encosta na nossa retaguarda, enquanto com uma mão apalpava uma matéria compósita de madeira e tecido grosseiro que me aparecia como saída de um rolo de uma máquina a que eu estava quase encostado, especado à frente de uma fachada altíssima, cinzenta e com janelas em arco.
Tenho ou não tenho razão para estar preocupado?
É que como devem calcular, o entretanto foi densamente preenchido por piadas. Umas mais bem conseguidas, outras nem por isso.
imagem alarvemente roubada e adaptada do site do programa actual
*mal comparado
22/09/2009
21/09/2009
Duas notas pessoais, avulsas e sem ligação entre si
Há alguns anos que o nome de Santo Quintino colidia com a minha ideia geral de que dependia de começar ou não por vogal o nome do santificado, para assim se usar Santo ou São.
Mas levava isso do Quintino à conta de bizarria, de excepção à regra.
Hoje, São Ane abalou definitivamente essa minha ideia regular, fruto, já vejo, de muita ignorância.
O caso das escutas em Belém, de resto muitíssimo bem escrutinado pelo Comendador Marques de Correia aqui há semanas na última página da Revista Única do Expresso, apenas me respondeu a uma questão que me atormentava há anos – quem era aquele senhor de óculos de aros grossos, não sem uma certa bonomia, que sempre se perfilava atrás do Presidente?
(um destes dias ainda hei-de discorrer sobre a instante questão da disposição e atitude dos elementos que emolduram um dignitário sempre que este é apanhado em plena rua por uma câmara de televisão e da necessidade que há de definir protocolarmente uma e outra)
Há alguns anos que o nome de Santo Quintino colidia com a minha ideia geral de que dependia de começar ou não por vogal o nome do santificado, para assim se usar Santo ou São.
Mas levava isso do Quintino à conta de bizarria, de excepção à regra.
Hoje, São Ane abalou definitivamente essa minha ideia regular, fruto, já vejo, de muita ignorância.
O caso das escutas em Belém, de resto muitíssimo bem escrutinado pelo Comendador Marques de Correia aqui há semanas na última página da Revista Única do Expresso, apenas me respondeu a uma questão que me atormentava há anos – quem era aquele senhor de óculos de aros grossos, não sem uma certa bonomia, que sempre se perfilava atrás do Presidente?
(um destes dias ainda hei-de discorrer sobre a instante questão da disposição e atitude dos elementos que emolduram um dignitário sempre que este é apanhado em plena rua por uma câmara de televisão e da necessidade que há de definir protocolarmente uma e outra)
20/09/2009
À atenção do товарищ Jerónimo
As minas das quais o товарищ Vital anunciou a reabertura foram as de São Domingos. Coisa que de resto parece ainda mais complicada. Mas ele lá saberá.
Pela minha parte, confesso que não tenho barómetro, conforme imagem em anexo e minha Palavra de Honra.
Nem sequer tenho – com muita pena minha – um daqueles galos que mudam de cor.
As minas das quais o товарищ Vital anunciou a reabertura foram as de São Domingos. Coisa que de resto parece ainda mais complicada. Mas ele lá saberá.
Pela minha parte, confesso que não tenho barómetro, conforme imagem em anexo e minha Palavra de Honra.
Nem sequer tenho – com muita pena minha – um daqueles galos que mudam de cor.
18/09/2009
Enfermaria
Ainda não percebi bem a coisa – os enfermeiros querem ser pagos como os médicos, porque ambos são agora licenciados e não querem ser licenciados de segunda?
Levando a coisa ao absurdo, um curso superior (uma licenciatura, seja) de batedor e corredor de cães de caça* obtido sei lá onde, tem o mesmo valor intrínseco e social do que, por exemplo, uma em engenharia civil conferida pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto?
Parece-me que nos encaminhamos a passos largos para uma resposta afirmativa à minha segunda interrogação, em nome de uma espécie de igualdade cuja raiz e justificação me escapa completamente.
Enquanto não chegamos lá, temos também por exemplo esta leitura.
Ou então descobrimos finalmente que há doping no ciclismo. E que nunca houve outros casos com certos atletas.
*especialidade militar constante da imaginação de um velho amigo.
Ainda não percebi bem a coisa – os enfermeiros querem ser pagos como os médicos, porque ambos são agora licenciados e não querem ser licenciados de segunda?
Levando a coisa ao absurdo, um curso superior (uma licenciatura, seja) de batedor e corredor de cães de caça* obtido sei lá onde, tem o mesmo valor intrínseco e social do que, por exemplo, uma em engenharia civil conferida pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto?
Parece-me que nos encaminhamos a passos largos para uma resposta afirmativa à minha segunda interrogação, em nome de uma espécie de igualdade cuja raiz e justificação me escapa completamente.
Enquanto não chegamos lá, temos também por exemplo esta leitura.
Ou então descobrimos finalmente que há doping no ciclismo. E que nunca houve outros casos com certos atletas.
*especialidade militar constante da imaginação de um velho amigo.
Inauguração vista daqui

As inaugurações antes de uma eleição revelam que:
a) Os políticos, regra geral, são estúpidos.
b) O povo, regra geral, é tonto.
c) Ambas são verdadeiras.
A dúvida acima pode revelar que o estúpido sou eu e que há cópia de correlações entre estas inaugurações e os resultados de quem então governa.
As inaugurações antes de uma eleição revelam que:
a) Os políticos, regra geral, são estúpidos.
b) O povo, regra geral, é tonto.
c) Ambas são verdadeiras.
A dúvida acima pode revelar que o estúpido sou eu e que há cópia de correlações entre estas inaugurações e os resultados de quem então governa.
17/09/2009
Ditado popular
Água mole em pedra dura tanto dá até que fura – há coisa de uma hora que está(va) um tipo aqui ao pé a tentar perfurar uma cantoneira de aço com uma broca cega e inadequada.
Faz(ia) uma barulheira dos diabos e deve(ria) estar mesmo convencido de que a água mole fura a pedra ao fim de um dia de trabalho.
Homo sapiens? Afinal parece que sim!
Agora mudou de broca e... conseguiu logo à primeira!
A cantoneira também já estava cansada, é claro.
Água mole em pedra dura tanto dá até que fura – há coisa de uma hora que está(va) um tipo aqui ao pé a tentar perfurar uma cantoneira de aço com uma broca cega e inadequada.
Faz(ia) uma barulheira dos diabos e deve(ria) estar mesmo convencido de que a água mole fura a pedra ao fim de um dia de trabalho.
Homo sapiens? Afinal parece que sim!
Agora mudou de broca e... conseguiu logo à primeira!
A cantoneira também já estava cansada, é claro.
16/09/2009
Barroso

imagem da RTP
Nunca tendo conhecido a figura, inscreve-se naquele conjunto que “tanto se me dá, como se me deu”.
Entre ele e outro pior, escolho-o naturalmente. E foi sempre esse o caso quando a questão se apresentou. Tivesse eu interferência na escolha ou não.
No caso da UE, e passando por cima de todas as considerações históricas que fizeram com que lá estejamos incluídos – eu não consigo encontrar explicações para a História e nunca conheci ninguém que conseguisse – é naturalmente preferível ter à frente dela um capaz estrangeiro em vez de um imbecil português.
Sucede que Barroso não é brilhante nem imbecil.
E que eu desconheço outros candidatos ao lugar. Pode ser que os tenha havido – não faço a menor ideia.
Estamos portanto no reino da subjectividade, da opinião. E, na minha opinião, antes assim.
E eu fui dos primeiros aqui nos blogues a manifestar-se contra a primeira eleição dele.
Não o fiz por ser ele a escolha mas por virar as costas e entregar o país a quem entregou.
Há hoje ainda em Portugal (e lá fora) quem o ataque por ter tido um papel na caminhada para a invasão do Iraque.
Nesse tempo ainda não tinha o blogue mas era contra tal coisa.
Achei patética, raiando a imbecilidade, a apresentação que Powell fez na ONU sobre as armas de destruição maciça. E a falta de interrogações que ela suscitou, sabendo-se como se sabia que o Iraque tinha usado armas proibidas em mais do que uma ocasião. É aquela velha questão das provas, para a qual não faz mal nenhum ler o livro do falecido Fernando Gil.
Dito isto, há uma franja de gente que condena o ataque ao Iraque mas que, ao mesmo tempo, se manifesta sempre contra todo o tipo de características que a sociedade iraquiana tinha sob Saddam Hussein: mão de ferro, discricionariedade, violência, ausência de liberdade, etc. etc. e que está sempre na primeira linha dos que propõem a eliminação de tais regimes.
Eu, mais uma vez subjectivamente, não o faço. Há demasiados casos em que para evitar o caos, maior violência, fome e miséria é necessário ser autocrático. Não se conhece ainda outra forma.
E fui contra a invasão. E há guerras que têm que ser travadas. Dizer que se é contra a guerra em abstracto é apenas estupidez e mais nada.
De resto, sem querer mais uma vez explicar a História, parece-me que o principal desígnio dos americanos no Iraque foi aproveitar um estado debilitado e condicionado para mostrar que conseguiriam impôr-se de alguma forma naquela zona do Médio Oriente. A título de exemplo.
Há sempre negócios nestas coisas, naturalmente, mas vejo a coisa mais como exemplo do que como negócio.
Esta apreciação é um disparate subjectivo porque nunca se saberá o que ia na cabeça de quem tal plano traçou.
Talvez nem os próprios façam ideia. É o mais provável.
Sendo dizer o que é fazer ideia outra questão interminável...
Barroso apoiou e patrocinou até. Pergunto-me se o PS no governo agiria de forma diferente.
imagem da RTP
Nunca tendo conhecido a figura, inscreve-se naquele conjunto que “tanto se me dá, como se me deu”.
Entre ele e outro pior, escolho-o naturalmente. E foi sempre esse o caso quando a questão se apresentou. Tivesse eu interferência na escolha ou não.
No caso da UE, e passando por cima de todas as considerações históricas que fizeram com que lá estejamos incluídos – eu não consigo encontrar explicações para a História e nunca conheci ninguém que conseguisse – é naturalmente preferível ter à frente dela um capaz estrangeiro em vez de um imbecil português.
Sucede que Barroso não é brilhante nem imbecil.
E que eu desconheço outros candidatos ao lugar. Pode ser que os tenha havido – não faço a menor ideia.
Estamos portanto no reino da subjectividade, da opinião. E, na minha opinião, antes assim.
E eu fui dos primeiros aqui nos blogues a manifestar-se contra a primeira eleição dele.
Não o fiz por ser ele a escolha mas por virar as costas e entregar o país a quem entregou.
Há hoje ainda em Portugal (e lá fora) quem o ataque por ter tido um papel na caminhada para a invasão do Iraque.
Nesse tempo ainda não tinha o blogue mas era contra tal coisa.
Achei patética, raiando a imbecilidade, a apresentação que Powell fez na ONU sobre as armas de destruição maciça. E a falta de interrogações que ela suscitou, sabendo-se como se sabia que o Iraque tinha usado armas proibidas em mais do que uma ocasião. É aquela velha questão das provas, para a qual não faz mal nenhum ler o livro do falecido Fernando Gil.
Dito isto, há uma franja de gente que condena o ataque ao Iraque mas que, ao mesmo tempo, se manifesta sempre contra todo o tipo de características que a sociedade iraquiana tinha sob Saddam Hussein: mão de ferro, discricionariedade, violência, ausência de liberdade, etc. etc. e que está sempre na primeira linha dos que propõem a eliminação de tais regimes.
Eu, mais uma vez subjectivamente, não o faço. Há demasiados casos em que para evitar o caos, maior violência, fome e miséria é necessário ser autocrático. Não se conhece ainda outra forma.
E fui contra a invasão. E há guerras que têm que ser travadas. Dizer que se é contra a guerra em abstracto é apenas estupidez e mais nada.
De resto, sem querer mais uma vez explicar a História, parece-me que o principal desígnio dos americanos no Iraque foi aproveitar um estado debilitado e condicionado para mostrar que conseguiriam impôr-se de alguma forma naquela zona do Médio Oriente. A título de exemplo.
Há sempre negócios nestas coisas, naturalmente, mas vejo a coisa mais como exemplo do que como negócio.
Esta apreciação é um disparate subjectivo porque nunca se saberá o que ia na cabeça de quem tal plano traçou.
Talvez nem os próprios façam ideia. É o mais provável.
Sendo dizer o que é fazer ideia outra questão interminável...
Barroso apoiou e patrocinou até. Pergunto-me se o PS no governo agiria de forma diferente.
15/09/2009
Bola

Para não dizer mais asneiras sobre futebol vista a precipitação que me acometeu aqui há dias, o seguinte:
Houvesse a Dinamarca ganho na Albânia isso não lhe conferiria o apuramento para o Mundial, como se poderia depreender do que escrevi, apenas lhe garantiria o segundo lugar no grupo.
O resultado do jogo com a Suécia poderia assim comprometer o seu apuramento.
Visto que empatou o jogo, as probabilidades de apuramento diminuíram. O que faz com que o desfecho do jogo contra a Suécia seja ainda mais ponderoso do que já era.
Havendo cinco jogos por disputar e nenhum deles sendo irrelevante para a classificação final, temos 243 hipóteses de combinação de resultados, considerando apenas o tradicional 1X2 para cada um dos cinco jogos.
Assim, temos para o primeiro lugar, das 243 hipóteses:

Para o segundo lugar:

Assumindo agora que a probabilidade de cada um dos desfechos é desigual, sendo a que se retira do historial dos encontros entre as equipas na sua condição de visitado e visitante (se a equipa A jogou em casa 10 jogos com a equipa B, ganhou 9 e empatou 1 – a probabilidade a considerar será de 90% para a vitória dos visitados, 10% para o empate e 0% para a derrota), obtida no site da FIFA, chegamos a estes valores, depois de distribuir equitativamente (com o erro que isso introduz e que poderá ser objecto de análise mais detalhada um destes dias) os casos em que a classificação depende do desempate por número de golos:
Para o primeiro lugar:

Para o segundo lugar:

Note-se que a Hungria desaparece destas contas por depender da ocorrência de resultados que nunca se verificaram e têm assim probabilidade zero.
A coisa não está famosa.
Para não dizer mais asneiras sobre futebol vista a precipitação que me acometeu aqui há dias, o seguinte:
Houvesse a Dinamarca ganho na Albânia isso não lhe conferiria o apuramento para o Mundial, como se poderia depreender do que escrevi, apenas lhe garantiria o segundo lugar no grupo.
O resultado do jogo com a Suécia poderia assim comprometer o seu apuramento.
Visto que empatou o jogo, as probabilidades de apuramento diminuíram. O que faz com que o desfecho do jogo contra a Suécia seja ainda mais ponderoso do que já era.
Havendo cinco jogos por disputar e nenhum deles sendo irrelevante para a classificação final, temos 243 hipóteses de combinação de resultados, considerando apenas o tradicional 1X2 para cada um dos cinco jogos.
Assim, temos para o primeiro lugar, das 243 hipóteses:
Para o segundo lugar:
Assumindo agora que a probabilidade de cada um dos desfechos é desigual, sendo a que se retira do historial dos encontros entre as equipas na sua condição de visitado e visitante (se a equipa A jogou em casa 10 jogos com a equipa B, ganhou 9 e empatou 1 – a probabilidade a considerar será de 90% para a vitória dos visitados, 10% para o empate e 0% para a derrota), obtida no site da FIFA, chegamos a estes valores, depois de distribuir equitativamente (com o erro que isso introduz e que poderá ser objecto de análise mais detalhada um destes dias) os casos em que a classificação depende do desempate por número de golos:
Para o primeiro lugar:
Para o segundo lugar:
Note-se que a Hungria desaparece destas contas por depender da ocorrência de resultados que nunca se verificaram e têm assim probabilidade zero.
A coisa não está famosa.
13/09/2009
12/09/2009
11/09/2009
Espólio (31)

Cedo morreram e com pouco intervalo, remetente e destinatário.
Não cheguei a conhecer o primeiro.
Cedo morreram e com pouco intervalo, remetente e destinatário.
Não cheguei a conhecer o primeiro.
10/09/2009
Precipitação
O último post foi influenciado por uma precipitação - a de ter acreditado que o resultado do Albânia-Dinamarca que tinha visto ser de 0-1, se manteria até final.
De facto, durou cerca de meia-hora essa situação. O golo da Dinamarca foi aos 40m e o da Albânia aos 51m. Com os descontos e o intervalo, dá a tal meia-hora.
Vistas as coisas agora (com o empate nesse jogo), as condições não são idênticas às que se verificavam antes do jogo do Bessa em 2004.
Voltarei a isto com algumas contas feitas.
O último post foi influenciado por uma precipitação - a de ter acreditado que o resultado do Albânia-Dinamarca que tinha visto ser de 0-1, se manteria até final.
De facto, durou cerca de meia-hora essa situação. O golo da Dinamarca foi aos 40m e o da Albânia aos 51m. Com os descontos e o intervalo, dá a tal meia-hora.
Vistas as coisas agora (com o empate nesse jogo), as condições não são idênticas às que se verificavam antes do jogo do Bessa em 2004.
Voltarei a isto com algumas contas feitas.
09/09/2009
Os cinco

Dos cinco, Louçã. Está a anos-luz de todos os outros. Mas propõe uma sociedade da qual me parece só não fugiria quem não pudesse.
O resto é uma colecção de mediocridades.
Risíveis muitas vezes, como ontem Sócrates – e é esse que preside ao ministério - ao dizer por exemplo que a venda de parte da Galp foi feita para impedir que caísse nas mãos dos italianos. Quando se vende uma coisa, no critério dele, impede-se que essa coisa caia nas mãos seja de quem fôr.
Uma pessoa inteligente é, no meu conceito, aquela que mostra ser capaz de produzir raciocínios complexos com a coerência intacta. E a que não diz enormidades.
A primeira é condição necessária e suficiente e sobrepõe-se à segunda. Há pessoas que sendo capazes de raciocínios complexos – como é o caso de Louçã – enveredam por argumentos sem sustentação, desembocando em utopias.
Utopias são isso mesmo. Lugares sem existência.
Dos cinco, Louçã. Está a anos-luz de todos os outros. Mas propõe uma sociedade da qual me parece só não fugiria quem não pudesse.
O resto é uma colecção de mediocridades.
Risíveis muitas vezes, como ontem Sócrates – e é esse que preside ao ministério - ao dizer por exemplo que a venda de parte da Galp foi feita para impedir que caísse nas mãos dos italianos. Quando se vende uma coisa, no critério dele, impede-se que essa coisa caia nas mãos seja de quem fôr.
Uma pessoa inteligente é, no meu conceito, aquela que mostra ser capaz de produzir raciocínios complexos com a coerência intacta. E a que não diz enormidades.
A primeira é condição necessária e suficiente e sobrepõe-se à segunda. Há pessoas que sendo capazes de raciocínios complexos – como é o caso de Louçã – enveredam por argumentos sem sustentação, desembocando em utopias.
Utopias são isso mesmo. Lugares sem existência.
08/09/2009
07/09/2009
05/09/2009
04/09/2009
03/09/2009
Ver a bola
Já vi várias vezes as imagens daquele lance na Bélgica que originou uma lesão grave num jogador.
Sem qualquer tipo de certeza – que é coisa que nunca ou muito raramente se pode ter nestas situações – dá-me ideia de que o lesionado entrou a matar. E que o outro fez um gesto reactivo qualquer de ataque ou de defesa que resultou no que se viu.
Como a coisa deu perna partida com mau aspecto, o assassino é só um.
Não sei ver a bola.
Já vi várias vezes as imagens daquele lance na Bélgica que originou uma lesão grave num jogador.
Sem qualquer tipo de certeza – que é coisa que nunca ou muito raramente se pode ter nestas situações – dá-me ideia de que o lesionado entrou a matar. E que o outro fez um gesto reactivo qualquer de ataque ou de defesa que resultou no que se viu.
Como a coisa deu perna partida com mau aspecto, o assassino é só um.
Não sei ver a bola.
02/09/2009
Notas avulsas
Ninguém conseguiu ainda explicar à maioria dos jornalistas o que significa a palavra circunscrito. Ao que parece, nem em geometria, de forma canónica, nem aplicada a um fogo.
Continua essa maioria a achar que é sinónimo de extinto. Ou qualquer coisa dentro do género.
Ainda que haja aqui alguma justificação para tal. É que também não é claro que para todos os bombeiros tenha o mesmo significado.
A palavra controlado é que parece que desapareceu do léxico. À falta de rotundas, talvez.
Há muito quem queira ladrilhar* os campos, depois de feita a desmatação.
Esqueci-me do Tonel, quando referi César Prates e Angulo. Talvez porque quando entrou para o Sporting, isso não nos fez campeões. Enfim...
Ainda na bola, se tínhamos Scolari até C, temos Queirós até D. Mais um, portantes!
O ruído que se ouviu mais do que uma vez, durante a entrevista ao Primeiro-Ministro na RTP era um miado, um choro de criança, uma parte gaga sem graça ou o quê?
* escrito que estava este post, ouvi Gil Martins dizer que não se pode alcatroar a floresta. Ladrilhar parece-me mais bonito.
Ninguém conseguiu ainda explicar à maioria dos jornalistas o que significa a palavra circunscrito. Ao que parece, nem em geometria, de forma canónica, nem aplicada a um fogo.
Continua essa maioria a achar que é sinónimo de extinto. Ou qualquer coisa dentro do género.
Ainda que haja aqui alguma justificação para tal. É que também não é claro que para todos os bombeiros tenha o mesmo significado.
A palavra controlado é que parece que desapareceu do léxico. À falta de rotundas, talvez.
Há muito quem queira ladrilhar* os campos, depois de feita a desmatação.
Esqueci-me do Tonel, quando referi César Prates e Angulo. Talvez porque quando entrou para o Sporting, isso não nos fez campeões. Enfim...
Ainda na bola, se tínhamos Scolari até C, temos Queirós até D. Mais um, portantes!
O ruído que se ouviu mais do que uma vez, durante a entrevista ao Primeiro-Ministro na RTP era um miado, um choro de criança, uma parte gaga sem graça ou o quê?
* escrito que estava este post, ouvi Gil Martins dizer que não se pode alcatroar a floresta. Ladrilhar parece-me mais bonito.
01/09/2009
Ok
Quando o tempo é fresco, há mérito do dispositivo em não haver fogos.
Quando a coisa aquece, é por causa do calor que os fogos disparam.
Acho que percebi a lógica. Bate mesmo certo com o esperado.
Quando o tempo é fresco, há mérito do dispositivo em não haver fogos.
Quando a coisa aquece, é por causa do calor que os fogos disparam.
Acho que percebi a lógica. Bate mesmo certo com o esperado.
Notas avulsas
Angulo segue o exemplo de César Prates. Ambos foram contratados por mim, no CM, antes de o Sporting se lembrar deles. Com César Prates, o Sporting foi campeão.
Ainda se continua a perguntar pela licença camarária de uns discos voadores de feira porque um deles se soltou, aparentemente por quebra do braço. Como se a licença camarária tivesse algum tipo de relevância para a coisa se dar ou não dar.
O acaso deu evidência à minha questão sobre a comparação de probabilidades – a de veranear junto às arribas e a de caminhar rente às paredes.
Os inúmeros incêndios começados a desoras não deixam grandes dúvidas quanto à sua origem.
Os tontos do costume o que dirão deste surto de fogo, com tanto planeamento e tanto meio aéreo?
Talvez o furacão da costa oeste venha apaziguar um pouco a tristeza dos catastrofistas que se vêem obrigados a recorrer ao Katrina, ignorando o colapso dos diques, para ilustrar as ideias.
Sobre estas e outras coisas, ando com ganas de me espalhar na escrita. Mas sem tempo.
Angulo segue o exemplo de César Prates. Ambos foram contratados por mim, no CM, antes de o Sporting se lembrar deles. Com César Prates, o Sporting foi campeão.
Ainda se continua a perguntar pela licença camarária de uns discos voadores de feira porque um deles se soltou, aparentemente por quebra do braço. Como se a licença camarária tivesse algum tipo de relevância para a coisa se dar ou não dar.
O acaso deu evidência à minha questão sobre a comparação de probabilidades – a de veranear junto às arribas e a de caminhar rente às paredes.
Os inúmeros incêndios começados a desoras não deixam grandes dúvidas quanto à sua origem.
Os tontos do costume o que dirão deste surto de fogo, com tanto planeamento e tanto meio aéreo?
Talvez o furacão da costa oeste venha apaziguar um pouco a tristeza dos catastrofistas que se vêem obrigados a recorrer ao Katrina, ignorando o colapso dos diques, para ilustrar as ideias.
Sobre estas e outras coisas, ando com ganas de me espalhar na escrita. Mas sem tempo.
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