12/01/2010

Um dia histórico

Hoje é um dia histórico.
A barragem de Alqueva atingiu a cota máxima (152 m) cerca das 16:00.
Afinal, os 75 anos reduziram-se a 8.
Um erro grosseiro esse que dava tal prazo para o enchimento da albufeira.


imagem do SNIRH

11/01/2010

Espelhos e simetrias

Os Cro Magnons que andaram a pintar em Fátima tinham deficit topológico mental. Ou o.


imagem da RTP

10/01/2010

Madame Butterfly

E, de repente, ali estava eu a mostrar a Fanny Ardant (sim, vi-a na Revista do Expresso esta semana) a série de fotos – dez de cada – que o mesmo jornal publicara de mulheres e borboletas cujo perfil se assemelhava.
A nº8! Repara bem na assombrosa semelhança da nº8 com a respectiva borboleta! – não sei se ela reparou bem.
A coisa era patrocinada por uma associação qualquer de coleccionadores de borboletas.

07/01/2010

Um filme interessante


imagem da Imdb

Uma história e um filme perfeitamente desconhecidos que me colaram ontem ao écran.
Não é o meu tipo de filme. Mas fiquei ali pregado até ao fim.

06/01/2010

Território


fotografia de Mr. Gaston Smith, correspondente do HGU no Ulster

Para quem associou desde muito cedo as expressões “recolher obrigatório” e “estado de emergência” à Irlanda do Norte, parece talvez improvável um “adeus às armas”.
Quando o que está em causa é um território em disputa.
Isto a propósito de mais uma notícia no sentido da paz e desta fotografia recebida há dias.
A notícia é uma entre tantas. Das quais uma boa porção nada significou.
O território...

05/01/2010

A década

Convinha talvez fazer um aditamento às convenções numéricas – cardinais e ordinais – para que uma década, um século, um milénio acabem quando o estado de espírito o decidir e não segundo a contagem que o Homem inventou sabe-se lá quando e segundo as regras da base 10 que terá provindo do número de dedos das mãos.
Sobre isto, já tinha escrito há um certo tempo.

Memória

Ontem, no programa da SIC N – O Dia Seguinte – ninguém percebeu que Walter Rosa e Walter Marques, recentemente falecido, não eram a mesma pessoa.
Aqui há tempo, no mesmo programa embora com outra composição – em quatro mudaram dois, ninguém sabia onde ficava o norte no Estádio Nacional.

04/01/2010

A torre do Califa



Naquilo que se pode considerar como uma das grandes questões universais, ocorreu-me interrogar-me sobre o número – menos precisamente, sobre a ordem de grandeza desse número – das diversas construções humanas que foram de facto as mais altas do seu tempo.
Talvez se consiga chegar a um valor que não pareça muito disparatado com os dados disponíveis que são sempre escassos. Ou não.
Uma coisa poderemos saber – quanto tempo demorarão estes 828 m a ser superados.
A fuga de Peniche

É facto que o PCP nunca formou governo em Portugal.
É facto que o PCP não pode ser só por si directamente responsabilizado pelo que sucedeu em 1975 em Portugal e pelo rol de prisões arbitrárias que então ocorreu em tempo tão curto.
É igualmente facto que o PCP foi sempre o representante do sovietismo em Portugal.
É ainda sabido que o regime soviético foi pródigo na prisão dos que se lhe opunham e até dos que, dentro dele, se desviavam da linha justa e caíam em desgraça.
Faz por isso para mim pouco sentido que o mesmo PCP apareça simbolicamente como grande paladino do derrube de paredes prisionais, atendendo às declarações proferidas na celebração da fuga do forte de Peniche.
Não lhes censuro naturalmente a comemoração. É coisa deles.
Não lhes censuro os ideais e os valores. Cada um tem os seus.
Não aceito é vê-los fazerem-se passar por arautos precursores da liberdade.
Isso é que é branquear o estalinismo e apagar da memória partidária todos os seus admiradores.

01/01/2010

Apogeu

Serena e suave
Vejo a luz entrar
Sobre as mantas entaladas
Num sonho cor-de-mar.
E possesso fico,
De alabardas armado,
Fecho o meu cerco
Às intenções.
Rol, torrente d'emoções
Que se esvai
Num chão lavado de flores
Pueris.
Aqui te ris.
Sempre que há condão
De magias fazer
Sem condição.
Depuseste a razão,
Pediste a rendição -
- Tudo a correr.
E de novo a luz fugiu.
Deixou frios e arrepios
Em mesas descompostas.
E nada mais se viu
Do que alguém,
Que da cena saía,
Longe e de costas.


1985

SG, "Dizeres do Sul", 1993

31/12/2009

2009

O acontecimento do ano foi a recombinação do H1N1.
E a imagem do ano a da molécula de pentaceno.
O resto é conversa. E cinquentenários, é claro.


© IBM Research – Zurich
Não há escapatória

29/12/2009

1959

A dois dias do fim do cinquentenário, cumpre recordar.
Algumas das coisas que por cá apareceram ou se concluíram nesse ano:



O Metro é hoje o aniversariante. Nacionalismo e geracionismo muito à parte, um dos melhores que conheço. E conheço alguns.

imagens alheias a este blogue e recolhidas nos mais diversos sítios.
Trabalho escravo

É o que sempre me pareceu adequado aplicar a réus insolventes condenados a indemnizar as suas vítimas.
Consigo, sem esforço, encontrar meia-dúzia de questões escolhosas neste caminho.
Ainda assim, é o que me soa mais justo.

27/12/2009

Perdidamente apaixonado

Foi preciso chegar quase ao 52º ano para cair de quatro por um carro. De três.


foto em http://www.pioneer-automobiles.co.uk/Resources/library/Berkeley%20T60.html

26/12/2009

E o plástico?

No Expresso desta semana aparece uma lista de 50 invenções que talharam a História.
Assim de repente, e sem matutar muito, não vejo a escrita, o vidro, o transporte de energia (simbolizado no cabo eléctrico) e o plástico.
Cada um faz as suas listas, é claro. A mim, parecem-me estas indiscutíveis.
Mas fico sempre com a ideia de que não se usou a cabeça. Nem por um bocado. Nem por um saco de plástico.
Amesterdão, 2006


© João Sá Fernandes

25/12/2009

A tradicional imbecilidade noticiosa

O Natal é tradição. E, embora não sendo natalício, deveria procurar respeitar o espírito da coisa e recuperar um certo atavismo cristão que estará na minha memória celular.
Todavia, a palavra tradição escorrega-me para as notícias. E peco.
Esforço-me. Mas não consigo evitar uma indignaçãozinha quando ouço repetidamente na RTP N anunciar o comboio de levitação magnética como uma novidade extraordinária.
É qualquer coisa que me faz saltar a tampa. Mesmo em dia de Natal.

24/12/2009

TG 923 ou à procura de um tsunami



Ninguém não. Alguém haverá que trocaria de bom grado de lugar com ela.
Ela, que sei eu?, trocaria que condições e lugares por aquele assento incómodo dum 747 na hora que ora corre, com destino a nenhures?
A um tsunami improvável que torne a morte divisível, como certa vez me disse?
Ou a uma Índia sobrevoada, onde o passado reside escondido e irrecuperável?
Faço votos.

23/12/2009

O túnel do comboio-fantasma

Aqui há umas semanas Rui Santos fez circular na rubrica que mantém na SIC a seguinte pergunta: Os relatórios das vistorias aos túneis realizadas pela Liga deveriam ser públicos?

Isto intrigou-me. Vistoria aos túneis? Haveria alguma questão estrutural nos ditos? Porém, só se ouvia falar em agressões e nada em fissuras, assentamentos, deformações nem sequer em infiltrações (de água, bem entendido) ...
Fez-se luz no túnel e concluí então que a vistoria recaía sobre eventuais transformações que os ditos houvessem sofrido de forma a, à imagem do comboio-fantasma da defunta Feira Popular, serem dotados não de esqueletos e fantasmas mas de umas quantas luvas de boxe na ponta de molas metálicas, susceptíveis de serem accionadas à passagem dos adversários, dos da casa, dos seguranças, dos polícias, dos árbitros, dos que nem sequer lá estavam (vá lá entender-se isto) e talvez dissimuladas atrás de uma pretensa porta de quadro eléctrico ou similar.
Percebo assim que sejam vistoriados. Já o segredo em que se admite na pergunta estar o caso...

21/12/2009

Terra

Pelo que li sobre a cimeira de Copenhaga, descontando os tradicionais disparates da imprensa, fiquei com a ideia de que, ao contrário do que se espera de uma cimeira para resolver um problema, obter um tratado, em que há de facto um objecto de disputa e interesses antagónicos bem identificados, aqui cada um se propunha discutir uma questão diferente.
Uma espécie de reunião de condomínio em que um se queixa do frio que faz na rua, outro do barulho dos vizinhos do prédio em frente, um que quer comprar uns tapetes novos, outro que acha não se deve votar na lista de Fulano de Tal para a Junta de Freguesia. E cada um não prestando qualquer atenção ao que outros dizem.
Há um que discute um assunto que compete a todos resolver – o dos tapetes – todos os outros falham o alvo.
Foi esta a ideia com que fiquei. Quando cada um discute um assunto diferente, estamos na esfera da conversa de surdos.
Parece-me extraordinário o conceito de alterações climáticas, já aqui o disse.
E parece-me extraordinário que se consiga saber o que provoca as variações do clima quando não se consegue matar o jogo do xadrez. Não é extraordinário, é apenas estultícia e ausência de ciência. Um credo que se instalou como se instalaram muitos outros ao longo da História.
Já saber se existe um aquecimento global carece de uma definição do conceito.
É uma derivada positiva na esmagadora maioria das séries de registos de temperatura conhecidas? Ou é exactamente o quê?
Começarei a levar a sério esta tropa que por aí anda aos gritos contra as alterações climáticas e o aquecimento global quando os ouvir dizer que é preciso reduzir a população mundial.
Seja como fôr, ela não ultrapassará um certo limite. De uma forma ou de outra.

20/12/2009

A tradicional imbecilidade noticiosa

Já ouvi repetidamente na RTP que os alentejanos estranham o frio por estarem habituados ao calor.
É difícil imaginar sentença mais imbecil sobre o clima no Alentejo.

18/12/2009

Subjectivamente

Se alguma coisa de particular noto no clima ela é, sem dúvida, o retorno dos dias frios e com chuva aqui nestes arrabaldes de Lisboa.
Voltaram na segunda metade desta década. Depois de muitos anos de ausência.
Subjectivamente falando e sem qualquer consulta de dados.

17/12/2009

Tremor de terra

Lembro-me de Pacheco Pereira ter, em Fevereiro de 2007, chamado a atenção para um facto que todos aqueles que se interessam por sismologia puderam então constatar – a completa e total incapacidade do sistema do IM para responder a um afluxo “normal” em caso de sismo.
Ao contrário do que disse então Pacheco Pereira, não me parece que a gravidade esteja no facto de não ser possível aceder a informação útil neste site. Em caso de catástrofe será preocupante isso sim que a Protecção Civil não tenha meios de fornecer essa tal informação por todos os meios expeditos para orientar a população. Um site é importante mas não é o prioritário. É muito mais importante uma estação de rádio.
O que me parece lamentável é que o sistema, por não ser capaz, abdique de receber a informação quanto à intensidade que o público com acesso a estes meios está disponível para fornecer.
Esta noite aconteceu a mesmíssima coisa.
Foi possível comunicar o facto ao USGS de imediato. Pouco depois, também com alguma demora, ao IGN de Espanha.
Só muito mais tarde foi possível fazê-lo para o IM.
Com erros constantes e páginas bloqueadas no entretanto.
Incapacidade. Numa só palavra.

14/12/2009

Portugal, 2009



Nota: no dia em que o alojamento tradicional de imagens deste blogue deixou de funcionar. Tudo indica que de vez.

11/12/2009

Dinastia Ming

Francisco Louçã referiu-se ontem no Parlamento a umas afirmações que alguém há tempo fez sobre como apanhar os que fogem aos impostos, declarando rendimentos minimalistas, por via do folhear de revistas cor-de-rosa.
Mencionou um vaso Ming, do século III.
Não me consigo recordar se com essa menção reproduz o disparate de alguém ou se, pelo contrário é ele o autor da coisa.
Sendo este último o caso, não ficaria nada bem a quem se quer tão rigoroso e exigente.
Ao volante

Soube-se anteontem que a condutora envolvida num dos mais graves acidentes de viação rodoviária – quanto ao número de mortos – de sempre das estradas portuguesas, foi condenada em primeira instância a quatro anos e quatro meses de prisão, com pena suspensa.
Sobre o caso em si apenas me interessa agora saber que utilidade encontrou o tribunal na reconstituição do acidente. É uma coisa que me intriga desde o primeiro momento.

Já em abstracto, não conhecendo de forma alguma quaisquer circunstâncias do acidente ou qualquer dos envolvidos, fico a pensar na hipótese, aplicável a um sem-número de acidentes de automóvel, de o seu causador ser não um criminoso negligente mas um impreparado, um inconsciente da sua incapacidade para dominar um veículo automóvel e, por conseguinte, de o manter de forma segura a circular na via pública.
Neste caso, a negligência é de quem o licenciou para conduzir.
Será todo e qualquer indivíduo capaz de guiar um automóvel em condições de não pôr em risco a sua própria vida ou a de terceiros?
E não o sendo, aqueles que o não são, terão todos disso consciência?
Sempre me pareceu que não, para além das exclusões óbvias.
Ainda em abstracto e não conhecendo o número, que de resto calculo seja escasso, de condutores reincidentes na culpa pela morte de terceiros, pergunto-me se se justifica permitir que uma pessoa que é responsável por mortes na estrada continue a conduzir na via pública.
É que, relembro, os fumadores não são proibidos de ir à maioria dos restaurantes. Não podem é lá fumar.
Não se retiraria a esta gente o direito de circular na estrada. Apenas a possibilidade de o fazer no banco do condutor.
Será que o fumo de cigarros alheios mata mais gente do que a estrada?

10/12/2009

Assinando por cima

No caso, não é por baixo é por cima.
Uma belíssima e significativa fotografia do João Espinho que responde por mim.


© João Espinho

08/12/2009

Negras memórias

É improvável que no mesmo dia passem 30 e 20 anos sobre negros sucessos entre si nada relacionados na vida de um homem.
O improvável aconteceu pois há 20 anos atrás.
Por aqui perto.

07/12/2009

Oferta de Natal

Arredado que ando do alcatrão, ao invés do leitmotiv deste blogue, aprecio mais do que nunca as atenções.
Chegou-me hoje mais uma carteira de cromos de estradas enviada por DuVale.
Obrigado, amigo.

Alterações climáticas

Em seu tempo, para temperar o clima ou o ambiente usava um pé de poejo na lapela. Ou no bolso do lenço.
Frequentemente interpelado, teorizava longamente sobre os benefícios de tal atitude e sobre a maldade dos outros, que não usavam tal.
Ninguém me levava a sério. Era mesmo isso que eu pretendia das mulheres. Que não me levassem a sério.



imagem do site da cimeira

04/12/2009

Brasil

Bem podia ter apostado.
Máquina do tempo

Ouvi há pouco uma referência a uma máquina de filmar que grava imagens em contínuo num intervalo de 3 segundos sem ordem humana.
O que significa que, quando apontada a um alvo escolhido, engloba na filmagem os três segundos anteriores ao toque no botão.
Foi designada, por piada, como máquina do tempo. Como a máquina que filma o passado.
Ponho-me a pensar que, com a publicidade adequada, não faltarão os candidatos à compra desta máquina que filma o passado.

E, agora, pensando no futuro, cheira-me a Brasil.

03/12/2009

Restos de colecção (74)



Ouvi que tinha reaparecido nas bancas uma semana atrás a revista "O Volante".
Já depois disso tropecei neste exemplar de 1973, do 1º aniversário da 2ª série, no meio duma das minhas pilhas de recordações em papel. Data este da fase em que me esgueirava entre os chaparros ao volante do faruque.
Em formato de jornal, este título acompanhou-me pelas serras do país, conjuntamente com o Autosport, no tempo em que me deixava arrebatar pelo rugido das máquinas.
Calha bem aqui hoje. Não sei bem por quê.

01/12/2009

Um Presidente acima


Copyright © Luc Van Braekel in Wikipedia

daqui por um mês.

28/11/2009

Justifica-se?

O país está em tal estado que se justifica que viaturas oficiais circulem (uma delas, pelo menos) na Avenida da Liberdade com velocidades que a energia necessária para desfazer dois robustos carros alemães revela?
Se se justifica, poder-se-á saber qual a razão?
Ou há apenas a inenarrável menoridade de sempre por detrás disto tudo, como parece decorrer das diferentes versões propagandeadas até ao momento?
Há qualquer coisa que me faz acreditar numa senhora que diz ter sido testemunha do acidente e contou* à SIC o que viu.


*assim que encontrar a reportagem de que falo, colocarei aqui o link.

27/11/2009

Agenda

Este pc não me deixa fazer grande coisa. Faz jus à sua designação inglesista.
Deixasse ele que eu escrevesse algo mais substancial e, mesmo não sendo um procurador de actualidades, ver-se-ia que a espuma dos últimos dias por certo se derramaria por incontáveis linhas.
Antes assim. Que não daria nada de bom.

26/11/2009

Ruas com datas



Porque as tragédias hão-de ser lembradas. E a desta terra foi terrível.

25/11/2009

Os três macacos


Copyright © 2003 David Monniaux in Wikipedia

Talvez o legislador tenha ido buscar aos três macacos sábios a proibição de a contactar com b.
Coisa que, no caso de b não querer ser contactado por a, considerar até isso uma ameaça, se percebe e em que se antevê até uma certa facilidade de ser feita prova de violação e com isso ver-se a condenado a uma qualquer pena.
No caso de existir a presunção de que tanto a como b têm interesse nesse contacto, sujeitar a essa disposição legal (alínea d do nº1 do art 200º do C.P.P.) um arguido é ou não é um rematado disparate?
Um dos macacos, como sabemos, nem quer ver!

21/11/2009

Lições



Ao fim de tantos anos de trabalho, a lição está mais do que aprendida.
Mas o desleixo de uma hora, de um dia, de uma semana...
Abençoados sejam estes senhores.

19/11/2009

Escalas



Não sei se me vou conseguir explicar a escala (há um erro óbvio na graduação) desta "Água Boa" de pH aí pelo 2 e que fazia (e faz) muito bem à pele.
É que um dos lados da escala é volúmico e o outro mássico.
E cada um deles é comparativo. Com água de pêras e água de maçãs. Ou sumo.
E ela usou-a nas pernas. Num varandim mal amanhado.

17/11/2009

Explicar as coisas

Há alturas em que a afirmação conveniente é um insulto intelectual.
Por se julgar que a afirmação razoável conduz ao caos.
Esta presunção é intestável. Seria necessária a velha história da ida por um caminho para medir as consequências e a volta atrás para seguir o caminho alternativo, medir as consequências e comparar.
E depois a História mostra-nos que o caos chega muitas vezes (quase sempre) por outras vias.

Esta coisa de se ir a correr dizer que não há uma relação causa-efeito quando nada se sabe sobre a causa, apenas sobre o "efeito" é o exemplo típico da afirmação presumidamente conveniente.
O politicamente correcto, afinal. Por enquanto.

16/11/2009

Flickr



Uma escolha é hoje assim, amanhã assado.
Até hoje, escolhi estas fotos para colocar no Flickr. Não me comovo com o resultado, já o disse há anos.
Mas é isto o que fui capaz de fazer, de escolher. Não me envaidece nem me envergonha. Sou eu e uma máquina.
Alcochete, 2005

15/11/2009

Tromba d'água

O que eu sempre conheci por tromba d'água é o que se pode ver neste filme de Alessandro Coelho, encontrado no blogue Papo de Meteoro.
Lembro-me de ter visto este fenómeno umas duas ou três vezes em toda a minha vida, ao longe no mar.
Uma chuvada forte e localizada é hoje designada da mesma maneira.
Só que lhe falta a tromba...
Intersecções


fotos de autores alheios a este blogue

Há muito que tinha assinalado as semelhanças.
Não exactamente com esta ou com aquela mas com a intersecção das duas.
Como se fosse neta de duas mulheres da sua idade e de avós placebos.
Esta fotomontagem é feita a partir de fotografias públicas que não são naturalmente da minha autoria.
Apenas me abstenho de revelar a origem para não tornar óbvio quem são as duas mulheres aqui fundidas.
Sem outra pretensão que não seja a de admirar o resultado.