24/05/2010
22/05/2010
José Mourinho
José Mourinho disse que representava os portugueses que o apoiam.
Faço parte desse grupo mas declino qualquer representação.
Só espero que triunfe. É tudo.
José Mourinho disse que representava os portugueses que o apoiam.
Faço parte desse grupo mas declino qualquer representação.
Só espero que triunfe. É tudo.
21/05/2010
A célula com ADN integralmente substituído e que se reproduz
O barulho que se faz hoje nas redacções à volta deste passo é, como sempre, cheio de ruído sem sentido algum.
É um passo interessante que faz parte de uma sequência, de um movimento cuja inércia é de tal forma grande, que inevitavelmente desembocará em novas áreas cuja previsão é mera estultícia.
O dia em que alguém criar vida a partir de matéria não-biológica será, sim, um dia que divide Eras.
Sendo que os rigorosos limites de tais conceitos (vida, matéria biológica) são ainda assim uma ilusão.
O barulho que se faz hoje nas redacções à volta deste passo é, como sempre, cheio de ruído sem sentido algum.
É um passo interessante que faz parte de uma sequência, de um movimento cuja inércia é de tal forma grande, que inevitavelmente desembocará em novas áreas cuja previsão é mera estultícia.
O dia em que alguém criar vida a partir de matéria não-biológica será, sim, um dia que divide Eras.
Sendo que os rigorosos limites de tais conceitos (vida, matéria biológica) são ainda assim uma ilusão.
20/05/2010
18/05/2010
17/05/2010
16/05/2010
As licenças
Mais uma vez, na casa de doidos em que este país se está a converter, a questão pertinente no acidente de Alcácer não é se e onde e por quê embateu o mastro do barco, mas a das licenças de utilização mais a das coisas do costume, a cor da camisa do timoneiro, a quantidade de peixe existente naquela zona e o tráfego rodoviário no IC1.
Supondo eu – e é uma mera suposição – que o mastro bateu na viga da ponte, apenas me interrogo sobre isto nestes termos:
O mastro era para ter vela?
Se não era, se era apenas estranhamente decorativo, por que razão tinha uma dimensão que em determinadas condições de maré e caudal do rio, não lhe permitia passar por debaixo da ponte?
Tendo essa dimensão, por que razão o barco andava nas imediações da ponte?
Depois há as outras, a dos coletes salva-vidas, etc.
Agora a da licença só numa casa de doidos em que se empurram as responsabilidades com a barriga, quando se trata de saber quem vai pagar os danos.
Na casa de doidos em que o país se está a tornar ou já se tornou.
Mais uma vez, na casa de doidos em que este país se está a converter, a questão pertinente no acidente de Alcácer não é se e onde e por quê embateu o mastro do barco, mas a das licenças de utilização mais a das coisas do costume, a cor da camisa do timoneiro, a quantidade de peixe existente naquela zona e o tráfego rodoviário no IC1.
Supondo eu – e é uma mera suposição – que o mastro bateu na viga da ponte, apenas me interrogo sobre isto nestes termos:
O mastro era para ter vela?
Se não era, se era apenas estranhamente decorativo, por que razão tinha uma dimensão que em determinadas condições de maré e caudal do rio, não lhe permitia passar por debaixo da ponte?
Tendo essa dimensão, por que razão o barco andava nas imediações da ponte?
Depois há as outras, a dos coletes salva-vidas, etc.
Agora a da licença só numa casa de doidos em que se empurram as responsabilidades com a barriga, quando se trata de saber quem vai pagar os danos.
Na casa de doidos em que o país se está a tornar ou já se tornou.
Para desmemória futura
Escrevi aqui uma nota sobre a dificuldade que estava a experimentar na criação de um algoritmo facílimo – algo que não me levaria (nem a mim nem a alguém que se interessasse por este tipo de coisas) mais do que cinco minutos aqui há um quarto de século ou mais.
Pois bem, foi um mês de trinta dias bem contados, atentas as datas das notas que tomei.
Naturalmente, que o que estava errado não era o princípio nem a estrutura. Eram umas trocas de factores e de sinais, algumas delas corrigidas e “descorrigidas”(!), aqui e ali.
Ditaria o bom senso que fosse testando as partes separadamente, verificando se em certo passo se verificaria um valor absurdo.
Por qualquer obscura razão, de cada vez que a isso me lançava, vinha-me à cabeça uma diversão qualquer e enveredava pela vereda inútil e desnecessária, despropositada.
Quando me dei finalmente ao trabalho de traçar a correspondente gráfica dos resultados, passo a passo, verifiquei com espanto que reflectia o esperado – estava correcta.
É claro que, mais uma vez, não a tinha elaborado a partir do original mas de uma cópia ad hoc.
Mesmo depois disso, não foi imediata a descoberta do gato.
Pelo meio, sucedeu ainda aquela troca de factores (2 por 3) num troço da análise do comportamento da equipa de futebol do Sporting ao longo das épocas.
Fica para desmemória futura.
Temo, se em algum desse futuro tempo vier a reler isto, não ter a mínima ideia do que é que trata.
Escrevi aqui uma nota sobre a dificuldade que estava a experimentar na criação de um algoritmo facílimo – algo que não me levaria (nem a mim nem a alguém que se interessasse por este tipo de coisas) mais do que cinco minutos aqui há um quarto de século ou mais.
Pois bem, foi um mês de trinta dias bem contados, atentas as datas das notas que tomei.
Naturalmente, que o que estava errado não era o princípio nem a estrutura. Eram umas trocas de factores e de sinais, algumas delas corrigidas e “descorrigidas”(!), aqui e ali.
Ditaria o bom senso que fosse testando as partes separadamente, verificando se em certo passo se verificaria um valor absurdo.
Por qualquer obscura razão, de cada vez que a isso me lançava, vinha-me à cabeça uma diversão qualquer e enveredava pela vereda inútil e desnecessária, despropositada.
Quando me dei finalmente ao trabalho de traçar a correspondente gráfica dos resultados, passo a passo, verifiquei com espanto que reflectia o esperado – estava correcta.
É claro que, mais uma vez, não a tinha elaborado a partir do original mas de uma cópia ad hoc.
Mesmo depois disso, não foi imediata a descoberta do gato.
Pelo meio, sucedeu ainda aquela troca de factores (2 por 3) num troço da análise do comportamento da equipa de futebol do Sporting ao longo das épocas.
Fica para desmemória futura.
Temo, se em algum desse futuro tempo vier a reler isto, não ter a mínima ideia do que é que trata.
15/05/2010
Chelsea
Aqui a ver numa tal de IraqGoals.TV o final da taça de Inglaterra entre o Chelsea e o... Leeds.
Só me vem a memória esse jogo de 2-2 do qual ontem revi uns quantos lances num canal qualquer. Já lá vão 40 anos.
Aqui a ver numa tal de IraqGoals.TV o final da taça de Inglaterra entre o Chelsea e o... Leeds.
Só me vem a memória esse jogo de 2-2 do qual ontem revi uns quantos lances num canal qualquer. Já lá vão 40 anos.
Raiz de dois e a cosmogonia de um amor
Em tempos muito remotos, o destino presenteou-me com uma visão do paraíso em forma de ninfa.
Numa daquelas circunstâncias a que aqui aludi a propósito do banco Gorringe. Do meu banco Gorringe.
Um encantamento estival que perdurou, apesar dos quilómetros que nos separavam, para além da areia e do calor diurno e também das noites frias e húmidas de Sines em Setembro.
Talvez ajudado pela curiosa circunstância de termos descoberto que essa distância se reduzia a escassas duas centenas de metros em tempo de férias escolares, o que faria, nunca o saberei, com que o dono de certo lugar de frutas e legumes eventualmente julgasse que o puto que parava do outro lado da rua ali estava com o olho nas maçãs.
Pois bem, uma vida passada, o rasto perdido a tal senhora que da última vez que a avistei mantinha a esplendorosa, apesar de mui discreta, beleza da ninfeta, perco tempo a fazer uma triangulação geodésica.
Dois dos vértices, as casas onde vivi todo o século XX. Onde seria o terceiro, medido em arcos de círculo máximo, já que o quarto cairia inevitavelmente no mar?
Não cai precisamente na casa onde ela habitava nesse tempo.
Cai a escassas centenas de metros, considerando que se trata de distâncias que se medem em mais de uma centena de quilómetros.
Com um erro mínimo, a raiz de dois vezes cem.
A raiz de dois. Vezes cem.
Em tempos muito remotos, o destino presenteou-me com uma visão do paraíso em forma de ninfa.
Numa daquelas circunstâncias a que aqui aludi a propósito do banco Gorringe. Do meu banco Gorringe.
Um encantamento estival que perdurou, apesar dos quilómetros que nos separavam, para além da areia e do calor diurno e também das noites frias e húmidas de Sines em Setembro.
Talvez ajudado pela curiosa circunstância de termos descoberto que essa distância se reduzia a escassas duas centenas de metros em tempo de férias escolares, o que faria, nunca o saberei, com que o dono de certo lugar de frutas e legumes eventualmente julgasse que o puto que parava do outro lado da rua ali estava com o olho nas maçãs.
Pois bem, uma vida passada, o rasto perdido a tal senhora que da última vez que a avistei mantinha a esplendorosa, apesar de mui discreta, beleza da ninfeta, perco tempo a fazer uma triangulação geodésica.
Dois dos vértices, as casas onde vivi todo o século XX. Onde seria o terceiro, medido em arcos de círculo máximo, já que o quarto cairia inevitavelmente no mar?
Não cai precisamente na casa onde ela habitava nesse tempo.
Cai a escassas centenas de metros, considerando que se trata de distâncias que se medem em mais de uma centena de quilómetros.
Com um erro mínimo, a raiz de dois vezes cem.
A raiz de dois. Vezes cem.
14/05/2010
Falha grave ou não
Ou se tratou de alguma cabecinha fraca no concerto da vigilância ou se tratou de um veículo com plena justificação para ali circular.
O facto é que, a páginas tantas, se viu um camião de grandes dimensões circular em sentido oposto à comitiva papal numa das vias rápidas do Porto.
Nem sequer foi só esse. Passou ainda um outro, mais pequeno, e um automóvel, pelo menos.
Ou se tratou de alguma cabecinha fraca no concerto da vigilância ou se tratou de um veículo com plena justificação para ali circular.
O facto é que, a páginas tantas, se viu um camião de grandes dimensões circular em sentido oposto à comitiva papal numa das vias rápidas do Porto.
Nem sequer foi só esse. Passou ainda um outro, mais pequeno, e um automóvel, pelo menos.
13/05/2010
Muita asneira
O Sr. Primeiro-Ministro diz muita asneirola. Ele lá não terá culpa disso.
O problema é de quem o escolheu para lá estar.
Depois de ter dado nota que não tem a menor ideia de onde sai o dinheiro do erário público, mostrou agora que não tem a menor ideia da situação em que o país se encontra, bem como das medidas que se viu instado a tomar.
E é esta a batuta do futuro próximo.
O Sr. Primeiro-Ministro diz muita asneirola. Ele lá não terá culpa disso.
O problema é de quem o escolheu para lá estar.
Depois de ter dado nota que não tem a menor ideia de onde sai o dinheiro do erário público, mostrou agora que não tem a menor ideia da situação em que o país se encontra, bem como das medidas que se viu instado a tomar.
E é esta a batuta do futuro próximo.
12/05/2010
Passarinhos!
Estava eu a tentar encontrar o rasto a uma encomenda nos correios quando me aparece uma página daquelas do costume – cheia de “animação”, chilrear de passarinhos e zero de conteúdo a anunciar qualquer coisa “verde”.
Praticamente bloqueia o computador a quem, como eu, ainda vive na idade da Pedra cibernética. Mas isso seria de somenos, porque o caso aí é problema meu.
O que não se percebe é a página não se perceber, não ser minimamente legível e ser cheia de sinais apenas de uma coisa – quem fez aquilo sabe criar animações. É a versão páginas na rede dos letreiros das bifanas em letra rampante ou aberta em leque e cada uma sua côr, dos primórdios da informatização das tascas.
Passarinhos! E eu o que queria ver era o rasto de uma encomenda!!!
Qual será o desperdício de energia que tal passarinhada causa?
Quem quiser saber, é ir por aqui.
Estava eu a tentar encontrar o rasto a uma encomenda nos correios quando me aparece uma página daquelas do costume – cheia de “animação”, chilrear de passarinhos e zero de conteúdo a anunciar qualquer coisa “verde”.
Praticamente bloqueia o computador a quem, como eu, ainda vive na idade da Pedra cibernética. Mas isso seria de somenos, porque o caso aí é problema meu.
O que não se percebe é a página não se perceber, não ser minimamente legível e ser cheia de sinais apenas de uma coisa – quem fez aquilo sabe criar animações. É a versão páginas na rede dos letreiros das bifanas em letra rampante ou aberta em leque e cada uma sua côr, dos primórdios da informatização das tascas.
Passarinhos! E eu o que queria ver era o rasto de uma encomenda!!!
Qual será o desperdício de energia que tal passarinhada causa?
Quem quiser saber, é ir por aqui.
11/05/2010
O forinófis e outras histórias
De David Cameron, apenas tenho a impressão de que foi uma escolha de um modelo anti-Blair (anti em sentido de espelho) mal sucedida. Nada me garante que acerte ou falhe nisso, até porque se trata de uma valorização subjectiva, onde há pouco ou nenhum lugar para se falar em erro, a não ser que o próprio (eu) reconheça que se enganou. É daquelas coisas que ocorrem e se dizem sem grande fundamento.
William Hague vai finalmente fazer troar o seu timbre e entoação no Foreign Office. Um pouco longe das suas expectativas, me parece.
Se como disse aqui há anos, um dos MontyPython abandona agora a cena política (e era, mais uma vez subjectivamente, do melhorzinho que havia), chega-se à frente uma espécie de Rafa Benitez um pouco mais novo.
We’ll see.
De David Cameron, apenas tenho a impressão de que foi uma escolha de um modelo anti-Blair (anti em sentido de espelho) mal sucedida. Nada me garante que acerte ou falhe nisso, até porque se trata de uma valorização subjectiva, onde há pouco ou nenhum lugar para se falar em erro, a não ser que o próprio (eu) reconheça que se enganou. É daquelas coisas que ocorrem e se dizem sem grande fundamento.
William Hague vai finalmente fazer troar o seu timbre e entoação no Foreign Office. Um pouco longe das suas expectativas, me parece.
Se como disse aqui há anos, um dos MontyPython abandona agora a cena política (e era, mais uma vez subjectivamente, do melhorzinho que havia), chega-se à frente uma espécie de Rafa Benitez um pouco mais novo.
We’ll see.
10/05/2010
A reforma eleitoral que os liberais democratas pedem
Das ironias do destino, uma é um sistema eleitoral do Reino Unido estar em causa não por ser o que é, mas por não ter sido o que costuma ser – capaz de assegurar uma maioria parlamentar. Abriu a brecha.
E sendo incapaz, por uma vez, de gerar tal maioria fica em risco de o ser por muitas mais vezes, se modificado fôr para mais proporcional. A brecha alargada.
O Reino Unido tem um sistema eleitoral e uma configuração partidária que, conjugados, propiciam maiorias absolutas.
Maiorias absolutas que, aparentemente, são a contento dos que votam nos dois maiores partidos e consequentemente, da maioria dos eleitores.
Assim sendo, o sistema teria tudo para ser estável.
Num caso em que a maioria absoluta não aconteceu, diz-se que uma das exigências dos Liberais Democratas para apoiar um governo seria a mudança do dito sistema (ou um referendo para saber se o povo aceita), de forma a torná-lo mais proporcional, no interesse do partido que vê a sua representação nos Comuns muito longe da proporção que lhe caberia pela expressão eleitoral universal que tem. É facto que como terceira força, herdeiro de liberais e de cisões trabalhistas, tem vindo a ocupar algum terreno desde os anos 70 (ver gráfico na wikimedia).
A cederem em tal, Conservadores ou Trabalhistas, abdicariam da supremacia que têm partilhado e de um sistema estável, que favorece governos com apoio maioritário no parlamento.
Se a coisa chegar a referendo, ver-se-á se o povo que vota maioritariamente nos dois tradicionais partidos, votará contra si próprio.
Das ironias do destino, uma é um sistema eleitoral do Reino Unido estar em causa não por ser o que é, mas por não ter sido o que costuma ser – capaz de assegurar uma maioria parlamentar. Abriu a brecha.
E sendo incapaz, por uma vez, de gerar tal maioria fica em risco de o ser por muitas mais vezes, se modificado fôr para mais proporcional. A brecha alargada.
O Reino Unido tem um sistema eleitoral e uma configuração partidária que, conjugados, propiciam maiorias absolutas.
Maiorias absolutas que, aparentemente, são a contento dos que votam nos dois maiores partidos e consequentemente, da maioria dos eleitores.
Assim sendo, o sistema teria tudo para ser estável.
Num caso em que a maioria absoluta não aconteceu, diz-se que uma das exigências dos Liberais Democratas para apoiar um governo seria a mudança do dito sistema (ou um referendo para saber se o povo aceita), de forma a torná-lo mais proporcional, no interesse do partido que vê a sua representação nos Comuns muito longe da proporção que lhe caberia pela expressão eleitoral universal que tem. É facto que como terceira força, herdeiro de liberais e de cisões trabalhistas, tem vindo a ocupar algum terreno desde os anos 70 (ver gráfico na wikimedia).
A cederem em tal, Conservadores ou Trabalhistas, abdicariam da supremacia que têm partilhado e de um sistema estável, que favorece governos com apoio maioritário no parlamento.
Se a coisa chegar a referendo, ver-se-á se o povo que vota maioritariamente nos dois tradicionais partidos, votará contra si próprio.
09/05/2010
A pior época de sempre
O Sporting conclui hoje a suapior época de sempre, em vista do campeonato nacional.
Considerei a percentagem de aproveitamento com 0% para a derrota, 50% para o empate e 100% para a vitória (o antigo 0-1-2 em pontos).




média a cheio, mínimo e máximo anteriores a tracejado.
webliografia: http://desportoluso.no.sapo.pt/(Jorge Miguel Teixeira)
Correcção: O teor deste post está errado. O Sporting apresenta percentagens menores nas épocas de 1966/67 e 1968/69 (57,69%). O erro deveu-se a não ter corrigido a percentagem deste ano para os 2 pontos em vez dos 3 por vitória. É portanto a sua terceira pior época.
O Sporting conclui hoje a sua
Considerei a percentagem de aproveitamento com 0% para a derrota, 50% para o empate e 100% para a vitória (o antigo 0-1-2 em pontos).
média a cheio, mínimo e máximo anteriores a tracejado.
webliografia: http://desportoluso.no.sapo.pt/(Jorge Miguel Teixeira)
Correcção: O teor deste post está errado. O Sporting apresenta percentagens menores nas épocas de 1966/67 e 1968/69 (57,69%). O erro deveu-se a não ter corrigido a percentagem deste ano para os 2 pontos em vez dos 3 por vitória. É portanto a sua terceira pior época.
08/05/2010
07/05/2010
06/05/2010
05/05/2010
Apostas
Disse aqui já que não me importo de pôr o dinheiro onde ponho a boca, em se tratando de dar palpites.
Desta vez, não encontrei quem quisesse apostar comigo que os Liberais Democratas ficarão em terceiro lugar em número de votos no Reino Unido.
As sondagens aparentemente confirmam o meu palpite, depois de os terem dado como segundos algumas vezes.
E de tanto se ter gabado o desempenho de Nick Clegg nos debates televisivos, particularmente no primeiro dos três.
Amanhã se verá.

rol de sondagens em http://ukpollingreport.co.uk/blog/
Disse aqui já que não me importo de pôr o dinheiro onde ponho a boca, em se tratando de dar palpites.
Desta vez, não encontrei quem quisesse apostar comigo que os Liberais Democratas ficarão em terceiro lugar em número de votos no Reino Unido.
As sondagens aparentemente confirmam o meu palpite, depois de os terem dado como segundos algumas vezes.
E de tanto se ter gabado o desempenho de Nick Clegg nos debates televisivos, particularmente no primeiro dos três.
Amanhã se verá.
rol de sondagens em http://ukpollingreport.co.uk/blog/
Orgânicas
Nos arredores da fábrica de pirotecnia que ontem explodiu havia uma senhora que contava que quando se começou ali a construir habitações já lá existia aquela indústria.
Naturalmente, existe agora um sem-número de opiniões que defendem a não reconstrução das instalações e restabelecimento da actividade.
Os comportamentos a que eu chamo orgânicos – poderá haver quem lhes chame outro nome e quem ache que orgânico é outra coisa – são todos aqueles em que não se percebe plano, previsão, desenho. O que significa apenas que, a existirem, nos escapam completamente dada a sua complexidade.
O caso aqui será esse. A indústria lá estava e toda a gente sabia que lá estava e apesar dela, construiu a sua casa, menosprezando o risco que ela representava.
A indústria lá estando e representando um risco para as redondezas, limitava a soberania sobre os terrenos circunvizinhos que não poderiam ter a utilização que os seus proprietários legitimamente lhes quereriam dar.
Da conjugação das duas condições resultou o cenário em que se desenrolou o fatal incidente de ontem que mais consequências não teve para as redondezas porque a orgânica assim o ditou. E não o planeamento.
Voltados que estamos ao cenário de cinzas sobre os mares e as terras da Europa, há uma outra coisa que também ela volta à tona de água – a da unificação do espaço aéreo europeu.
Gostava eu de entrever uma única razão para que se possa dizer – como dizem alguns – que enfrentar o problema das cinzas volantes com um sistema único de controle e soberania aérea é muito mais fácil do que com o sistema actual, compartimentado.
Não vejo relação. Mas pode ser que exista.
Nos arredores da fábrica de pirotecnia que ontem explodiu havia uma senhora que contava que quando se começou ali a construir habitações já lá existia aquela indústria.
Naturalmente, existe agora um sem-número de opiniões que defendem a não reconstrução das instalações e restabelecimento da actividade.
Os comportamentos a que eu chamo orgânicos – poderá haver quem lhes chame outro nome e quem ache que orgânico é outra coisa – são todos aqueles em que não se percebe plano, previsão, desenho. O que significa apenas que, a existirem, nos escapam completamente dada a sua complexidade.
O caso aqui será esse. A indústria lá estava e toda a gente sabia que lá estava e apesar dela, construiu a sua casa, menosprezando o risco que ela representava.
A indústria lá estando e representando um risco para as redondezas, limitava a soberania sobre os terrenos circunvizinhos que não poderiam ter a utilização que os seus proprietários legitimamente lhes quereriam dar.
Da conjugação das duas condições resultou o cenário em que se desenrolou o fatal incidente de ontem que mais consequências não teve para as redondezas porque a orgânica assim o ditou. E não o planeamento.
Voltados que estamos ao cenário de cinzas sobre os mares e as terras da Europa, há uma outra coisa que também ela volta à tona de água – a da unificação do espaço aéreo europeu.
Gostava eu de entrever uma única razão para que se possa dizer – como dizem alguns – que enfrentar o problema das cinzas volantes com um sistema único de controle e soberania aérea é muito mais fácil do que com o sistema actual, compartimentado.
Não vejo relação. Mas pode ser que exista.
04/05/2010
Objecto voador não identificado
A cena só lembrou a do bicycle repair man dos Monty Pithon:
First Superman: Oh look - is it a Stockbroker?
Second Superman: Is it a Quantity Surveyor?
Third Superman: Is it a Church Warden?
All: No! It's BICYCLE REPAIR MAN!
Há pouco num programa de televisão em que se discute a bola.
Não era um pássaro, não era um avião, que coisa era aquela que o Luisão tinha na mão?

imagem da RTPN e citação obtida aqui
A cena só lembrou a do bicycle repair man dos Monty Pithon:
First Superman: Oh look - is it a Stockbroker?
Second Superman: Is it a Quantity Surveyor?
Third Superman: Is it a Church Warden?
All: No! It's BICYCLE REPAIR MAN!
Há pouco num programa de televisão em que se discute a bola.
Não era um pássaro, não era um avião, que coisa era aquela que o Luisão tinha na mão?
imagem da RTPN e citação obtida aqui
03/05/2010
01/05/2010
30/04/2010
29/04/2010
28/04/2010
José Mourinho
1 - Eu não percebo nada de futebol.
2 - Eu, apesar do parágrafo anterior e também de opinar que não há nada mais inútil do que uma opinião, tinha uma opinião sobre Mourinho – em terra de cegos, quem tem um olho é rei.
Dou hoje mais latitude a essa opinião – Mourinho tem, pelo menos, olho e meio.
1 - Eu não percebo nada de futebol.
2 - Eu, apesar do parágrafo anterior e também de opinar que não há nada mais inútil do que uma opinião, tinha uma opinião sobre Mourinho – em terra de cegos, quem tem um olho é rei.
Dou hoje mais latitude a essa opinião – Mourinho tem, pelo menos, olho e meio.
Se dúvidas houvesse...
Em saber quem manda, atente-se nas entradas e saídas de cena no momento actual.
E é nestes momentos que o poder tem face.

© Laurence Chaperon (trecho de imagem) in http://www.bundeskanzlerin.de
Em saber quem manda, atente-se nas entradas e saídas de cena no momento actual.
E é nestes momentos que o poder tem face.
© Laurence Chaperon (trecho de imagem) in http://www.bundeskanzlerin.de
27/04/2010
A-
O estado a que isto chegou – palavras que o então capitão Salgueiro Maia terá usado a propósito de uma outra situação, há pouco mais de trinta e seis anos – o estado a que isto chegou não é, naturalmente da inteira responsabilidade do actual primeiro-ministro, por muito fraca que seja a sua valorização aqui neste blogue. Não é. Terá ele lá a sua quota-parte na cárrega mas há uma colecção de alinhados antes dele que desceram a ladeira com ela, a cárrega às costas sem a conseguirem alijar. Antes pelo contrário. Tudo o que fizeram foi pôr mais lenha nos alforges.
Dizer que estas coisas dos ratings reflectem de facto a realidade é desconhecer várias coisas: a primeira é que não existe realidade; a segunda é que as reacções dos mercados são motivadas por um número de factores que não anda longe do dos que condicionam o tempo ou os vulcões, sendo por isso mesmo imprevisível quando colocam nos píncaros uma Islândia à beira da bancarrota ou valorizam uma Irlanda que se arrasta mas não parece que o faz; a terceira é que sempre existiram uns espertos que atiram barro à parede, uns oportunistas que fisgam a fisga e uma mole de idiotas úteis que compõe o rebanho.
É, por fim, desconhecer que não existindo realidade, nada disto faz sentido.
Absolvo daqui José Sócrates desta vez.
Aparentemente, não sou só eu. A Santa Oposição em vez de tratar do essencial anda a inquirir não se sabe o quê nem para quê. Chega a ser patético ouvir aquelas sessões.
Entrementes...

(clicar na imagem para aceder ao segredo dos mercados)
O estado a que isto chegou – palavras que o então capitão Salgueiro Maia terá usado a propósito de uma outra situação, há pouco mais de trinta e seis anos – o estado a que isto chegou não é, naturalmente da inteira responsabilidade do actual primeiro-ministro, por muito fraca que seja a sua valorização aqui neste blogue. Não é. Terá ele lá a sua quota-parte na cárrega mas há uma colecção de alinhados antes dele que desceram a ladeira com ela, a cárrega às costas sem a conseguirem alijar. Antes pelo contrário. Tudo o que fizeram foi pôr mais lenha nos alforges.
Dizer que estas coisas dos ratings reflectem de facto a realidade é desconhecer várias coisas: a primeira é que não existe realidade; a segunda é que as reacções dos mercados são motivadas por um número de factores que não anda longe do dos que condicionam o tempo ou os vulcões, sendo por isso mesmo imprevisível quando colocam nos píncaros uma Islândia à beira da bancarrota ou valorizam uma Irlanda que se arrasta mas não parece que o faz; a terceira é que sempre existiram uns espertos que atiram barro à parede, uns oportunistas que fisgam a fisga e uma mole de idiotas úteis que compõe o rebanho.
É, por fim, desconhecer que não existindo realidade, nada disto faz sentido.
Absolvo daqui José Sócrates desta vez.
Aparentemente, não sou só eu. A Santa Oposição em vez de tratar do essencial anda a inquirir não se sabe o quê nem para quê. Chega a ser patético ouvir aquelas sessões.
Entrementes...
(clicar na imagem para aceder ao segredo dos mercados)
26/04/2010
25/04/2010
23/04/2010
22/04/2010
Katla

(clicar para obter o pdf)
Há um mês ou dois, lia numa compilação de comunicações sobre o Terramoto de 1755 que ele foi precedido em quinze dias por uma erupção do Katla.
Essa erupção terá durado cerca de quatro meses e gerou uma torrente glaciar de enormes proporções bem como uma nuvem de cinzas que toldou os céus da Europa.
Foi essa a primeira vez que atentei a tal vulcão.
(clicar para obter o pdf)
Há um mês ou dois, lia numa compilação de comunicações sobre o Terramoto de 1755 que ele foi precedido em quinze dias por uma erupção do Katla.
Essa erupção terá durado cerca de quatro meses e gerou uma torrente glaciar de enormes proporções bem como uma nuvem de cinzas que toldou os céus da Europa.
Foi essa a primeira vez que atentei a tal vulcão.
Rui Pedro Soares
De Rui Pedro Soares apenas conheço as declarações e a argumentação que apresentou na Comissão de Ética e agora na Comissão eventual de inquérito à... .
Pareceu-me um tipo intelectualmente capaz. E é esse o único juízo que dele faço. Mais nenhum.
As reacções que a recusa de responder ao inquérito já suscitou, mostram uma carrada de preconceito sobre ele.
É claro que o que está em causa não é a maior ou menor capacidade do homem. É assunto diverso. Ainda assim já ouvi suficientes vezes a sua diminuição também nesse ponto. Pareceu-me sempre ter sido naquele espírito em que os “bons” são sempre muito inteligentes e os “maus” sempre muito estúpidos.
Quem diz os “bons” e os “maus” diz os amigos e os inimigos.
Cabe dizer que a ponderação subjectiva (que não juízo) que dele faço no cômputo geral das coisas é diminuta. Como a de qualquer peão. Em qualquer jogo.
O facto de ter levantado um incidente que tanto escarcéu já fez soar coloca-o na ordem do dia. Só isso.
De Rui Pedro Soares apenas conheço as declarações e a argumentação que apresentou na Comissão de Ética e agora na Comissão eventual de inquérito à... .
Pareceu-me um tipo intelectualmente capaz. E é esse o único juízo que dele faço. Mais nenhum.
As reacções que a recusa de responder ao inquérito já suscitou, mostram uma carrada de preconceito sobre ele.
É claro que o que está em causa não é a maior ou menor capacidade do homem. É assunto diverso. Ainda assim já ouvi suficientes vezes a sua diminuição também nesse ponto. Pareceu-me sempre ter sido naquele espírito em que os “bons” são sempre muito inteligentes e os “maus” sempre muito estúpidos.
Quem diz os “bons” e os “maus” diz os amigos e os inimigos.
Cabe dizer que a ponderação subjectiva (que não juízo) que dele faço no cômputo geral das coisas é diminuta. Como a de qualquer peão. Em qualquer jogo.
O facto de ter levantado um incidente que tanto escarcéu já fez soar coloca-o na ordem do dia. Só isso.
21/04/2010
Pegos
Ouvi repetidas vezes que era necessário sinalizar ou esvaziar a lagoa artificial (suponho que o era) onde faleceram dois miúdos. Parece que estão a drená-la.
Pergunto-me se será necessário sinalizar ou esvaziar todos os lagos, lagoas, pegos, rios e ribeiras onde não há pé.
Esvaziar o Tejo parece-me trabalho de Hércules. Mas não é nada que não se possa fazer.
Se a “prevenção” assim o exigir.
adenda: Esqueci-me do verbo vedar.
Ouvi repetidas vezes que era necessário sinalizar ou esvaziar a lagoa artificial (suponho que o era) onde faleceram dois miúdos. Parece que estão a drená-la.
Pergunto-me se será necessário sinalizar ou esvaziar todos os lagos, lagoas, pegos, rios e ribeiras onde não há pé.
Esvaziar o Tejo parece-me trabalho de Hércules. Mas não é nada que não se possa fazer.
Se a “prevenção” assim o exigir.
adenda: Esqueci-me do verbo vedar.
Comboios
Na fronteira da Tailândia com a Libéria, com dois hambúrgueres dentro de um saco de plástico transparente no bolso esquerdo das calças e um peso de cobre de dois quilos no direito.
Um comboio com umas asas simbólicas que saía como que no ar de um túnel, do ventre da montanha à nossa frente, umas dezenas de metros sobre as nossas cabeças circulando sobre uns carris mal equilibrados sobre bogies que serviam de vigas de apoio, em consola sobre o abismo.
Uma fronteira a que se acedia por um corredor, virando à direita no último instante junto a uma guarita sem guarda.
Um tipo com uma falsificação de scanner, no corredor seguinte, assustava os saintes que trouxessem bens não declarados.
Havia ainda o J.d' que encontrei depois de ter passado de novo sem me aperceber a fronteira, num sítio mal assinalado. Procurava ele a casa de um conhecido.
E depois de tudo isto, na vila.
De mala a tiracolo (chiça!) à procura de transporte para a estação, depois de me ter certificado, como se preciso fosse, de que já em lado nenhum ali teria pousada.
O comboio apitou debaixo da primeira passagem sob a estrada quase quando vi o taxista no veículo de três filas de bancos.
Disse-me que para aquele já não ia a tempo. Só para o outro, que seria o do contrário.
Percebo agora o embuste. O do sentido contrário, se atrasado, atrasaria este na gare para o cruzamento.
Deixei-o ir.
Os velhos alinhavam-se ali como se estivessem a ver passar os comboios que, na realidade, passavam lá longe, umas boas centenas de metros atrás deles, antes de se dirigirem para a estação ou dela saírem.
Não conheci nenhum rosto embora tivesse havido quem me dissesse que sabia bem quem eu era.
Chegou um táxi guiado por uma mulher magra e alta.
Perguntei-lhe se me levava a Lisboa. Ela sorriu e perguntou em que dia. Eu disse-lhe que era agora, naquele preciso momento.
Ela sorriu e disse que precisava de pensar nisso e talvez tivesse que levar o filho e mais alguém para dividir o volante com ela. Não me ofereci para o fazer na ida. Pensei na ilegalidade da coisa.
Quando dava a volta por trás do carro em direcção à fila de velhos, à espera de uma decisão, o que sabia quem eu era disse-me: coitada, faz-lhe falta o dinheiro mas se calhar não chega a Alcácer, está a morrer!
Na fronteira da Tailândia com a Libéria, com dois hambúrgueres dentro de um saco de plástico transparente no bolso esquerdo das calças e um peso de cobre de dois quilos no direito.
Um comboio com umas asas simbólicas que saía como que no ar de um túnel, do ventre da montanha à nossa frente, umas dezenas de metros sobre as nossas cabeças circulando sobre uns carris mal equilibrados sobre bogies que serviam de vigas de apoio, em consola sobre o abismo.
Uma fronteira a que se acedia por um corredor, virando à direita no último instante junto a uma guarita sem guarda.
Um tipo com uma falsificação de scanner, no corredor seguinte, assustava os saintes que trouxessem bens não declarados.
Havia ainda o J.d' que encontrei depois de ter passado de novo sem me aperceber a fronteira, num sítio mal assinalado. Procurava ele a casa de um conhecido.
E depois de tudo isto, na vila.
De mala a tiracolo (chiça!) à procura de transporte para a estação, depois de me ter certificado, como se preciso fosse, de que já em lado nenhum ali teria pousada.
O comboio apitou debaixo da primeira passagem sob a estrada quase quando vi o taxista no veículo de três filas de bancos.
Disse-me que para aquele já não ia a tempo. Só para o outro, que seria o do contrário.
Percebo agora o embuste. O do sentido contrário, se atrasado, atrasaria este na gare para o cruzamento.
Deixei-o ir.
Os velhos alinhavam-se ali como se estivessem a ver passar os comboios que, na realidade, passavam lá longe, umas boas centenas de metros atrás deles, antes de se dirigirem para a estação ou dela saírem.
Não conheci nenhum rosto embora tivesse havido quem me dissesse que sabia bem quem eu era.
Chegou um táxi guiado por uma mulher magra e alta.
Perguntei-lhe se me levava a Lisboa. Ela sorriu e perguntou em que dia. Eu disse-lhe que era agora, naquele preciso momento.
Ela sorriu e disse que precisava de pensar nisso e talvez tivesse que levar o filho e mais alguém para dividir o volante com ela. Não me ofereci para o fazer na ida. Pensei na ilegalidade da coisa.
Quando dava a volta por trás do carro em direcção à fila de velhos, à espera de uma decisão, o que sabia quem eu era disse-me: coitada, faz-lhe falta o dinheiro mas se calhar não chega a Alcácer, está a morrer!
20/04/2010
Probabilidades
Há uma óbvia regra d’ouro para quem se dedica a prever acontecimentos – calar a boca quando não se conhece o comportamento de um fenómeno, quer por experiência estatística quer por parcial compreensão do seu funcionamento ainda que não haja histórico do mesmo.
A questão das cinzas volantes inscreve-se neste caso – nem se sabe o que o vulcão vai fazer a seguir (ainda que haja um histórico da actividade vulcânica que permite ainda assim algum cálculo) nem se conhecem as condições mínimas de segurança a partir das quais é possível as aeronaves circularem em determinada rota (ainda que se proceda a testes com intervalos de segurança largos, calculo).
É o escuro completo. Ou quase completo.
Ouvir portanto dizer que abrindo metade do espaço aéreo europeu ou metade dos aeroportos ou o espaço aéreo de metade do número de países – não se ficou a saber o que disse o senhor que falava um inglês arrevesado e que não faço ideia quem seja – equivale a ter no ar metade dos voos previstos é daquelas coisas que, para além da confusa explicação e da não menos obscura utilização do cálculo combinatório mais básico – partindo do princípio ideal que todos os destinos e origens ligam uns aos outros e com igual frequência de voos, a abertura de 50% destes dá um número de voos que tende para 25% do total e não para os 50% do senhor de pronúncia arrevesada, dá uma ideia de que se fala só para não ficar calado.
É claro que a ponderação de frequências e de ligações pode ser (e é) diversa e os 50% do senhor da pronúncia arrevesada até equivalerem de facto aos 50% dos voos esperados.
Eu é que não acredito.
Nem nele nem em quem faz previsões para a abertura desta ou daquela rota.
Ou para o restabelecimento sem restrições do espaço aéreo ora e futuramente afectado.
Situação às 9:00 de hoje, com as ferramentas do Instituto Meteorológico norueguês e do FlightRadar24.com

© Meteorologisk institutt (met.no)

© FlightRadar24.com
Há uma óbvia regra d’ouro para quem se dedica a prever acontecimentos – calar a boca quando não se conhece o comportamento de um fenómeno, quer por experiência estatística quer por parcial compreensão do seu funcionamento ainda que não haja histórico do mesmo.
A questão das cinzas volantes inscreve-se neste caso – nem se sabe o que o vulcão vai fazer a seguir (ainda que haja um histórico da actividade vulcânica que permite ainda assim algum cálculo) nem se conhecem as condições mínimas de segurança a partir das quais é possível as aeronaves circularem em determinada rota (ainda que se proceda a testes com intervalos de segurança largos, calculo).
É o escuro completo. Ou quase completo.
Ouvir portanto dizer que abrindo metade do espaço aéreo europeu ou metade dos aeroportos ou o espaço aéreo de metade do número de países – não se ficou a saber o que disse o senhor que falava um inglês arrevesado e que não faço ideia quem seja – equivale a ter no ar metade dos voos previstos é daquelas coisas que, para além da confusa explicação e da não menos obscura utilização do cálculo combinatório mais básico – partindo do princípio ideal que todos os destinos e origens ligam uns aos outros e com igual frequência de voos, a abertura de 50% destes dá um número de voos que tende para 25% do total e não para os 50% do senhor de pronúncia arrevesada, dá uma ideia de que se fala só para não ficar calado.
É claro que a ponderação de frequências e de ligações pode ser (e é) diversa e os 50% do senhor da pronúncia arrevesada até equivalerem de facto aos 50% dos voos esperados.
Eu é que não acredito.
Nem nele nem em quem faz previsões para a abertura desta ou daquela rota.
Ou para o restabelecimento sem restrições do espaço aéreo ora e futuramente afectado.
Situação às 9:00 de hoje, com as ferramentas do Instituto Meteorológico norueguês e do FlightRadar24.com
© Meteorologisk institutt (met.no)
© FlightRadar24.com
19/04/2010
18/04/2010
Informação rigorosa
Quem acompanhou as notícias sobre as cinzas, ouviu pérolas como estas nos noticiários nacionais:
a nuvem encontra-se agora entre os 5000 km e os 8000 km
a nuvem já toca o norte de Portugal, na zona de Santa Maria
(cito de memória, também nada rigorosamente)
Pergunto-me qual será a percentagem média das notícias que cada jornalista dá e percebe na íntegra.
Quem acompanhou as notícias sobre as cinzas, ouviu pérolas como estas nos noticiários nacionais:
a nuvem encontra-se agora entre os 5000 km e os 8000 km
a nuvem já toca o norte de Portugal, na zona de Santa Maria
(cito de memória, também nada rigorosamente)
Pergunto-me qual será a percentagem média das notícias que cada jornalista dá e percebe na íntegra.
17/04/2010
Cinzas

© Meteorologisk institutt (met.no)
Interessante esta carta do Instituto Meteorológico norueguês.
Há também um powerpoint com as cartas anteriores.
© Meteorologisk institutt (met.no)
Interessante esta carta do Instituto Meteorológico norueguês.
Há também um powerpoint com as cartas anteriores.
16/04/2010
Estádio Nacional

Uma pergunta que não se pode fazer a uns quantos é a de qual é a razão que determina que o Estádio Nacional é, para esses quantos, inseguro.
Pela minha parte, não me lembro de nenhum que me pareça mais seguro – onde haja menor risco de uma grande catástrofe - do que aquele.
Admito que possa estar equivocado neste juízo.
Uma pergunta que não se pode fazer a uns quantos é a de qual é a razão que determina que o Estádio Nacional é, para esses quantos, inseguro.
Pela minha parte, não me lembro de nenhum que me pareça mais seguro – onde haja menor risco de uma grande catástrofe - do que aquele.
Admito que possa estar equivocado neste juízo.
15/04/2010
Costumes em vias de extinção
Como as espécies, como os indivíduos, todos os dias se extinguem e se formam costumes.
Há defensores acérrimos das espécies, das tradições e dos costumes em vias de extinção em todo o lado.
Não sei quantas pessoas houve a protestar contra a queda do costume dos líderes políticos britânicos não debaterem na televisão. Calculo que poucas.
Custa-me ver cair assim alguns hábitos antigos.

imagem da ITV via BBC
Como as espécies, como os indivíduos, todos os dias se extinguem e se formam costumes.
Há defensores acérrimos das espécies, das tradições e dos costumes em vias de extinção em todo o lado.
Não sei quantas pessoas houve a protestar contra a queda do costume dos líderes políticos britânicos não debaterem na televisão. Calculo que poucas.
Custa-me ver cair assim alguns hábitos antigos.
imagem da ITV via BBC
Provar o desconhecimento
Sempre me pareceu uma impossibilidade do Direito a prova de um desconhecimento.
Vá lá, não será necessário nenhum esforço para eu fazer prova de que desconheço o nome completo de todos e cada um dos residentes na Cidade do México que lá permaneciam às 18:00 do dia 12 de Maio de 1949, hora local. Sendo que a prova não sou eu que a faço, é o senso comum.
O que me leva a ter esta ideia é que este desconhecimento é normalmente ligado não a impossibilidades práticas ou de baixíssima probabilidade mas a pessoas, factos, conceitos ou noções que estão facilmente acessíveis.
Sempre me pareceu uma impossibilidade do Direito a prova de um desconhecimento.
Vá lá, não será necessário nenhum esforço para eu fazer prova de que desconheço o nome completo de todos e cada um dos residentes na Cidade do México que lá permaneciam às 18:00 do dia 12 de Maio de 1949, hora local. Sendo que a prova não sou eu que a faço, é o senso comum.
O que me leva a ter esta ideia é que este desconhecimento é normalmente ligado não a impossibilidades práticas ou de baixíssima probabilidade mas a pessoas, factos, conceitos ou noções que estão facilmente acessíveis.
14/04/2010
Tromba d’água
Continuará o povoléu a chamar tromba d’água a qualquer chuvada intensa e localizada.
Faltará sempre a tromba à dita, como aqui disse há tempos.
As condições eram favoráveis à ocorrência de coisas tais, como previa o IM.
Não choveu foi tanto.
Continuará o povoléu a chamar tromba d’água a qualquer chuvada intensa e localizada.
Faltará sempre a tromba à dita, como aqui disse há tempos.
As condições eram favoráveis à ocorrência de coisas tais, como previa o IM.
Não choveu foi tanto.
13/04/2010
Estalim e outras histórias
Lá nas mesmas brumas da memória onde paira o Castelo de Beja está um cão chamado Estalim.
Estalim, corruptela de José. Estranha a forma que se usava para equiparar a cão as figuras deste mundo de que se queria distância. E o José até já era morto e enterrado, lá muito longe.
Era este Estalim querido de todos, o que costuma abizarrar ainda mais estas graças dadas aos animais já de si previstos de estimação.
O Estalim, certo dia, depois de ter sido querido companheiro de andanças, resolveu suicidar-se, atirando-se da parede do poço que ele tão bem conhecia para o seu fundo. Saiu de lá na fateixa.
Lembra-me isto hoje por causa de uma cadela, de igual fidelidade, da mesma casa. Uma que com o Estalim e outro que ficava pelo monte e do qual não me recordo o nome, fizeram naquela casa o triunvirato das boas lembranças caninas de todos nós, os da família.
Resolveu ela, no aniversário da dona, vacilar quanto à vida.
Aguenta-te, amiga. Não vás já. Ainda tens uns latidos para dar e uns pares de calças para me sujar com as patas.
Lá nas mesmas brumas da memória onde paira o Castelo de Beja está um cão chamado Estalim.
Estalim, corruptela de José. Estranha a forma que se usava para equiparar a cão as figuras deste mundo de que se queria distância. E o José até já era morto e enterrado, lá muito longe.
Era este Estalim querido de todos, o que costuma abizarrar ainda mais estas graças dadas aos animais já de si previstos de estimação.
O Estalim, certo dia, depois de ter sido querido companheiro de andanças, resolveu suicidar-se, atirando-se da parede do poço que ele tão bem conhecia para o seu fundo. Saiu de lá na fateixa.
Lembra-me isto hoje por causa de uma cadela, de igual fidelidade, da mesma casa. Uma que com o Estalim e outro que ficava pelo monte e do qual não me recordo o nome, fizeram naquela casa o triunvirato das boas lembranças caninas de todos nós, os da família.
Resolveu ela, no aniversário da dona, vacilar quanto à vida.
Aguenta-te, amiga. Não vás já. Ainda tens uns latidos para dar e uns pares de calças para me sujar com as patas.
10/04/2010
As trágicas ironias do destino
A floresta de Katyn, 70 anos depois, embosca a Polónia de novo.
A Polónia pode, como talvez nunca na História do Mundo, substituir o presidente morto por um presidente em quase tudo idêntico.
A floresta de Katyn, 70 anos depois, embosca a Polónia de novo.
A Polónia pode, como talvez nunca na História do Mundo, substituir o presidente morto por um presidente em quase tudo idêntico.
A Beja, pela estrada de Aljustrel
No milénio passado, lá nas brumas da memória, está um passatempo a que fui sujeito certa vez e que me ficou tão gravado na mente que hoje mesmo salta à liça: em dado troço da E.N. 18, entre Ervidel e Beja, perguntaram-me se eu achava que dali em diante o Castelo de Beja (figurado na sua Torre de Menagem) ficaria sempre visível no horizonte até à chegada à capital.
Obrigou-me com isso a concentrar-me nesse ponto.
Verifiquei que, ao contrário do que a minha infantil mente calculara, ela, a torre, desapareceu por detrás de uma altura a dado passo.
Ao ler o João Espinho, na sua Praça da República, fiquei a saber da probabilidade de os vindouros não poderem vir a ser submetidos a tal exame topológico, enquanto houver tal estrada.
Espero que sejam exageradas as actuais preocupações.

Castelo de Beja
Subindo lá vais
Tu metes inveja
Castelo de Beja
Às águias reais
Às águias reais
Tu metes inveja
Subindo lá vais
Castelo de Beja
(popular)
No milénio passado, lá nas brumas da memória, está um passatempo a que fui sujeito certa vez e que me ficou tão gravado na mente que hoje mesmo salta à liça: em dado troço da E.N. 18, entre Ervidel e Beja, perguntaram-me se eu achava que dali em diante o Castelo de Beja (figurado na sua Torre de Menagem) ficaria sempre visível no horizonte até à chegada à capital.
Obrigou-me com isso a concentrar-me nesse ponto.
Verifiquei que, ao contrário do que a minha infantil mente calculara, ela, a torre, desapareceu por detrás de uma altura a dado passo.
Ao ler o João Espinho, na sua Praça da República, fiquei a saber da probabilidade de os vindouros não poderem vir a ser submetidos a tal exame topológico, enquanto houver tal estrada.
Espero que sejam exageradas as actuais preocupações.
Castelo de Beja
Subindo lá vais
Tu metes inveja
Castelo de Beja
Às águias reais
Às águias reais
Tu metes inveja
Subindo lá vais
Castelo de Beja
(popular)
09/04/2010
08/04/2010
07/04/2010
Sentenças
Segui até aqui com algum interesse três casos que andam pelos tribunais.
O da condutora que matou duas pessoas e feriu gravemente uma outra no Terreiro do Paço;
O da cegueira no Hospital de Santa Maria;
O do acidente na A23, que foi, depois de Entre-os-Rios, o pior acidente rodoviário, em número de mortos, das estradas do continente português, o qual já correu na primeira instância e de que ainda não apurei se houve ou não recurso.
Há depois uns quantos outros que me interessam particularmente, todos eles relacionados com quedas de estruturas em obras de viadutos e pontes, sobre os quais me apercebi pelo histórico que a imprensa se empenha em deles não dar notícia.
Incluo ainda o do comboio do Tua. Não o da pedra que se desprendeu mas o descarrilamento junto à ponte da Brunheda.
Foi anunciado que a sentença em primeira instância do atropelamento do Terreiro do Paço é hoje conhecida.
Há, neste caso, a serem verdadeiras as notícias publicadas, demasiada contradição entre os factos conhecidos e mensuráveis e a versão que se diz ser a da acusada.
Há, até, a serem verdadeiras as tais notícias, argumentos que parecem violar as Leis da Física tais como estão estabelecidas.
Diz-se ainda que a acusada é psicóloga.
Tudo isto, ainda que impropriamente, leva com um grande ponto de interrogação invertido atrás, como era uso da língua de Cervantes*, e outro direito à frente.
Suponhamos agora que fica demonstrado em tribunal que a senhora ou mentiu ou é incapaz de perceber o que lhe aconteceu.
Ficando tal demonstrado, poderá ela, em bom juízo, exercer a profissão de psicóloga?
*e da nossa também.
Segui até aqui com algum interesse três casos que andam pelos tribunais.
O da condutora que matou duas pessoas e feriu gravemente uma outra no Terreiro do Paço;
O da cegueira no Hospital de Santa Maria;
O do acidente na A23, que foi, depois de Entre-os-Rios, o pior acidente rodoviário, em número de mortos, das estradas do continente português, o qual já correu na primeira instância e de que ainda não apurei se houve ou não recurso.
Há depois uns quantos outros que me interessam particularmente, todos eles relacionados com quedas de estruturas em obras de viadutos e pontes, sobre os quais me apercebi pelo histórico que a imprensa se empenha em deles não dar notícia.
Incluo ainda o do comboio do Tua. Não o da pedra que se desprendeu mas o descarrilamento junto à ponte da Brunheda.
Foi anunciado que a sentença em primeira instância do atropelamento do Terreiro do Paço é hoje conhecida.
Há, neste caso, a serem verdadeiras as notícias publicadas, demasiada contradição entre os factos conhecidos e mensuráveis e a versão que se diz ser a da acusada.
Há, até, a serem verdadeiras as tais notícias, argumentos que parecem violar as Leis da Física tais como estão estabelecidas.
Diz-se ainda que a acusada é psicóloga.
Tudo isto, ainda que impropriamente, leva com um grande ponto de interrogação invertido atrás, como era uso da língua de Cervantes*, e outro direito à frente.
Suponhamos agora que fica demonstrado em tribunal que a senhora ou mentiu ou é incapaz de perceber o que lhe aconteceu.
Ficando tal demonstrado, poderá ela, em bom juízo, exercer a profissão de psicóloga?
*e da nossa também.
06/04/2010
Comparações
Azar teve Emídio Rangel ao ser ouvido na Comissão de Ética a seguir a Santos Silva.
Ficou mais patente o enorme abismo intelectual.
Do brilho do primeiro a ser ouvido à fosca lâmpada do segundo da ordem do dia.
Concorde-se ou não com Santos Silva, há que lhe reconhecer a capacidade intelectual.
É pena que o PS escolha pôr a fasquia muitos furos abaixo.
Azar teve Emídio Rangel ao ser ouvido na Comissão de Ética a seguir a Santos Silva.
Ficou mais patente o enorme abismo intelectual.
Do brilho do primeiro a ser ouvido à fosca lâmpada do segundo da ordem do dia.
Concorde-se ou não com Santos Silva, há que lhe reconhecer a capacidade intelectual.
É pena que o PS escolha pôr a fasquia muitos furos abaixo.
05/04/2010
04/04/2010
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