25/06/2010
17/06/2010
15/06/2010
14/06/2010
12/06/2010
10/06/2010
09/06/2010
A banalização do erro
Dizia um escritor que muito aprecio que a estupidez não era nova, o que era novo era a sua universalidade.
Pondo as minhas reticências à ideia que haja também algo de novo na universalidade da dita estupidez, parece-me que, a haver algo de novo, é esta multiplicação de espelhos fátuos que faz com que o erro se multiplique, se banalize e seja encarado de forma tão natural como o acerto.
O facto de se ver, de se ouvir, de se ler demasiadas vezes a mesma inconsequência racional e lógica deriva numa aceitação dessa inconsequência que a torna normal, natural.
Já aqui escrevi sobre as questões com que este mundo errático e erróneo mais me contempla.
Ou que eu nele contemplo.
Ocorreu-me isto hoje face a alguém que é de opinião que amanhã, 10 de Junho de 2010, não é quinta-feira.
E que face ao meu desacordo se barrica dizendo justamente que tem direito a ter uma opinião diferente da minha.
Não lhe nego esse direito. Alguém lho nega?
O que não acho é que seja uma coisa normal, natural. Merecedora de atenção.
Dizia um escritor que muito aprecio que a estupidez não era nova, o que era novo era a sua universalidade.
Pondo as minhas reticências à ideia que haja também algo de novo na universalidade da dita estupidez, parece-me que, a haver algo de novo, é esta multiplicação de espelhos fátuos que faz com que o erro se multiplique, se banalize e seja encarado de forma tão natural como o acerto.
O facto de se ver, de se ouvir, de se ler demasiadas vezes a mesma inconsequência racional e lógica deriva numa aceitação dessa inconsequência que a torna normal, natural.
Já aqui escrevi sobre as questões com que este mundo errático e erróneo mais me contempla.
Ou que eu nele contemplo.
Ocorreu-me isto hoje face a alguém que é de opinião que amanhã, 10 de Junho de 2010, não é quinta-feira.
E que face ao meu desacordo se barrica dizendo justamente que tem direito a ter uma opinião diferente da minha.
Não lhe nego esse direito. Alguém lho nega?
O que não acho é que seja uma coisa normal, natural. Merecedora de atenção.
08/06/2010
Zoogmatismo
Um dos meus velhos amigos referia a palavra zoogmatismo para designar a influência que um animal pudesse ter sobre outro por via do olhar.
Dizia ele que era fácil para um homem zoogmatizar uma galinha. Tal como algumas serpentes zoogmatizavam as suas presas antes da captura.
Ouve-se dizer já que é preciso agora mexer na lei da paternidade.
Até à data, dada a natureza das coisas, apenas um e um só homem podia ser pai e uma e uma só mulher podia ser mãe de uma criança.
Claro que em alguns casos, nem o pai era o pai nem a mãe era a mãe de facto. Mas a verosimilhança fazia com que assim fosse, a cada pessoa um só pai e uma só mãe.
Enquanto a Natureza continua a insistir em que o ser humano (e mais uns quantos seres) apenas possa advir da conjunção de um macho e de uma fêmea, ainda que, desde o século XX, possam nunca se ter cruzado, há já quem ache que, já que os pais (o pai, um só) afinal não são os pais e as mães (mãe, como é sabido, há só uma) não são as mães de facto – chamam a essas e esses as e os biológicos – não faz mal nenhum que uma pessoa tenha dois (por que não sete?) pais e duas (ainda que haja só uma) mães? Ou mesmo três mães e dois pais, numa generosa full-hand de cinco dedos (ou serão cem?), why not?
Retomo aqui, a propósito e inspirado no mui censurado Prof. Paulo Otero, o zoogmatismo do meu amigo.
Se zoogmatizar pode ser sinónimo de olhar, por que não ir também “modernamente” mais longe e adoptar essa palavra para designar o animal que olha, que vela por?
Por uma criança.
É ou não verdade que os animais têm dado provas de protecção e de cuidado que muitos pais não dão?
Assim sendo, que diferença faz que um cão seja mãe de uma criança ou uma cadela seja um trio de pais de outra? Não vejo que haja que discriminar nem em espécie, nem em género nem em número.
Há por aí muitos defensores acérrimos – com argumentos que eles acham razoáveis – só do que lhes interessa.
Que cada um defenda o que lhe interessa parece-me bem.
Agora que pretenda ser razoável, racional e até universal (no sentido de aberto a todas as variantes e possibilidades) na defesa dos seus interesses é que já me parece estupidez pura e dura.
Quase sempre decididos os que o fazem a proibir os argumentos e as manifestações de interesses contrários aos seus.
O que de resto faz sentido. Uma vez que os seus argumentos são demasiado frágeis.
Um dos meus velhos amigos referia a palavra zoogmatismo para designar a influência que um animal pudesse ter sobre outro por via do olhar.
Dizia ele que era fácil para um homem zoogmatizar uma galinha. Tal como algumas serpentes zoogmatizavam as suas presas antes da captura.
Ouve-se dizer já que é preciso agora mexer na lei da paternidade.
Até à data, dada a natureza das coisas, apenas um e um só homem podia ser pai e uma e uma só mulher podia ser mãe de uma criança.
Claro que em alguns casos, nem o pai era o pai nem a mãe era a mãe de facto. Mas a verosimilhança fazia com que assim fosse, a cada pessoa um só pai e uma só mãe.
Enquanto a Natureza continua a insistir em que o ser humano (e mais uns quantos seres) apenas possa advir da conjunção de um macho e de uma fêmea, ainda que, desde o século XX, possam nunca se ter cruzado, há já quem ache que, já que os pais (o pai, um só) afinal não são os pais e as mães (mãe, como é sabido, há só uma) não são as mães de facto – chamam a essas e esses as e os biológicos – não faz mal nenhum que uma pessoa tenha dois (por que não sete?) pais e duas (ainda que haja só uma) mães? Ou mesmo três mães e dois pais, numa generosa full-hand de cinco dedos (ou serão cem?), why not?
Retomo aqui, a propósito e inspirado no mui censurado Prof. Paulo Otero, o zoogmatismo do meu amigo.
Se zoogmatizar pode ser sinónimo de olhar, por que não ir também “modernamente” mais longe e adoptar essa palavra para designar o animal que olha, que vela por?
Por uma criança.
É ou não verdade que os animais têm dado provas de protecção e de cuidado que muitos pais não dão?
Assim sendo, que diferença faz que um cão seja mãe de uma criança ou uma cadela seja um trio de pais de outra? Não vejo que haja que discriminar nem em espécie, nem em género nem em número.
Há por aí muitos defensores acérrimos – com argumentos que eles acham razoáveis – só do que lhes interessa.
Que cada um defenda o que lhe interessa parece-me bem.
Agora que pretenda ser razoável, racional e até universal (no sentido de aberto a todas as variantes e possibilidades) na defesa dos seus interesses é que já me parece estupidez pura e dura.
Quase sempre decididos os que o fazem a proibir os argumentos e as manifestações de interesses contrários aos seus.
O que de resto faz sentido. Uma vez que os seus argumentos são demasiado frágeis.
Incompetência
Recordo-me, nestes últimos anos, de 2001 para cá, pelo menos de três (com este) casos similares de pessoas desaparecidas com os respectivos automóveis que apareceram mortas, ao que tudo indica vítimas de acidente.
Em relação a este último caso, da desgraçada miúda de Lamego, ocorre-me esta dúvida:
Gastou-se tempo e dinheiro com barcos e mergulhadores e mais sei lá o quê e só com recurso ao rappel, a crer nas notícias, é que se descobriu o carro, este tempo todo depois? Mesmo havendo a suspeita de que se tratava de um caso semelhante aos outros mencionados?
Não há em tudo isto, como no caso de Graça Oliva e de José d’Orey uma entranhada incompetência?
Parece-me bem que há.
Se não houvesse, é que seria de espantar.
Recordo-me, nestes últimos anos, de 2001 para cá, pelo menos de três (com este) casos similares de pessoas desaparecidas com os respectivos automóveis que apareceram mortas, ao que tudo indica vítimas de acidente.
Em relação a este último caso, da desgraçada miúda de Lamego, ocorre-me esta dúvida:
Gastou-se tempo e dinheiro com barcos e mergulhadores e mais sei lá o quê e só com recurso ao rappel, a crer nas notícias, é que se descobriu o carro, este tempo todo depois? Mesmo havendo a suspeita de que se tratava de um caso semelhante aos outros mencionados?
Não há em tudo isto, como no caso de Graça Oliva e de José d’Orey uma entranhada incompetência?
Parece-me bem que há.
Se não houvesse, é que seria de espantar.
07/06/2010
06/06/2010
05/06/2010
04/06/2010
03/06/2010
Ermamento
No princípio era o ermamento. Ou talvez não.
Hoje, os passos são dados para lá voltarmos. Desta vez são as escolas que fecham.
Talvez conviesse, como já disse aqui, escrutinarmos um limite.
Aquele a partir do qual outros, menos habituados aos níveis de riqueza que os que abandonam o campo pretendem manter, ocupam o território que assim lhes deixamos.
É esta a história do mundo.
Entretanto, andamos a discutir a regionalização. Como se tivéssemos massa crítica para tal. Como se houvesse alguém, para além dos boçais que se conhecem, tirante as honrosas e raras excepções que cabe assinalar, para ocupar cargos nessas autarquias.
Como se não fôssemos assistir a um copiado festival de endividamento, rotundas e equipamentos sociais que para nada servem.
E mensagens dos presidentes!
No princípio era o ermamento. Ou talvez não.
Hoje, os passos são dados para lá voltarmos. Desta vez são as escolas que fecham.
Talvez conviesse, como já disse aqui, escrutinarmos um limite.
Aquele a partir do qual outros, menos habituados aos níveis de riqueza que os que abandonam o campo pretendem manter, ocupam o território que assim lhes deixamos.
É esta a história do mundo.
Entretanto, andamos a discutir a regionalização. Como se tivéssemos massa crítica para tal. Como se houvesse alguém, para além dos boçais que se conhecem, tirante as honrosas e raras excepções que cabe assinalar, para ocupar cargos nessas autarquias.
Como se não fôssemos assistir a um copiado festival de endividamento, rotundas e equipamentos sociais que para nada servem.
E mensagens dos presidentes!
02/06/2010
Num mundo de doidos
A evolução do homem levou o indivíduo médio a ser cada vez mais racional. É esse o retrato que faço.
As expectativas de racionalidade que temos – que eu tenho e que muitos partilham – não correspondem no entanto ao mundo.
Logo, a nossa visão está errada. É o tal “acho que não mas espero que sim” numa versão algo distorcida.
Aqui de longe, cheio de preconceitos e apenas baseado no que li e que ouvi em diversos sítios, parece-me encerrado o caso do taxista que matou a tiro doze pessoas hoje em Inglaterra.
Parece-me de eliminar a opção do assassino hibernado a soldo do bloco de Leste ou dominado pelo extremismo maometano.
E irrelevante uma versão dos crimes do ABC.
Não vejo portanto o que é que há para investigar.
Mas a polícia aparentemente diz que há.
Talvez queiram recuperar informação do cérebro morto do taxista como se se tratasse de uma caixa negra.
Acho que vivemos num mundo de doidos.
A evolução do homem levou o indivíduo médio a ser cada vez mais racional. É esse o retrato que faço.
As expectativas de racionalidade que temos – que eu tenho e que muitos partilham – não correspondem no entanto ao mundo.
Logo, a nossa visão está errada. É o tal “acho que não mas espero que sim” numa versão algo distorcida.
Aqui de longe, cheio de preconceitos e apenas baseado no que li e que ouvi em diversos sítios, parece-me encerrado o caso do taxista que matou a tiro doze pessoas hoje em Inglaterra.
Parece-me de eliminar a opção do assassino hibernado a soldo do bloco de Leste ou dominado pelo extremismo maometano.
E irrelevante uma versão dos crimes do ABC.
Não vejo portanto o que é que há para investigar.
Mas a polícia aparentemente diz que há.
Talvez queiram recuperar informação do cérebro morto do taxista como se se tratasse de uma caixa negra.
Acho que vivemos num mundo de doidos.
01/06/2010
Buraco
Sempre me impressionaram as visões (diria sensações) do chão a fugir por debaixo dos pés.
Esta imagem intriga-me pela sua regularidade. Não creio que seja fruto do acaso.

trecho de imagem da Associated Press, copiada do Daily Mail
Sempre me impressionaram as visões (diria sensações) do chão a fugir por debaixo dos pés.
Esta imagem intriga-me pela sua regularidade. Não creio que seja fruto do acaso.
trecho de imagem da Associated Press, copiada do Daily Mail
Discriminação
É considerar um burro com asas menos digno do que um Pégaso.

ilustração em http://www.philseed.com/pegaso.html
É considerar um burro com asas menos digno do que um Pégaso.
ilustração em http://www.philseed.com/pegaso.html
31/05/2010
De vez em quando
Somos lembrados das evidências.
Daquilo que todos sabemos e que só alguns apuram.

trecho de fotograma das Forças Armadas de Israel
(clicar para aceder à página respectiva)
Somos lembrados das evidências.
Daquilo que todos sabemos e que só alguns apuram.
trecho de fotograma das Forças Armadas de Israel
(clicar para aceder à página respectiva)
30/05/2010
Mais um chuto
Depois de, em Março de há dois anos, me ter aventurado a dar um chuto de números para a contagem dos professores manifestantes, vai agora um para a manifestação de ontem. 300 000???
Cada comunista valerá por quatro?

as contabilizações das áreas divergem das feitas em 2008, por nessa altura ter sido utilizada apenas a faixa de rodagem no Marquês, central da Avenida e central dos Restauradores.
Excluí outras artérias e o topo sul dos Restauradores, atrás do palanque.
Depois de, em Março de há dois anos, me ter aventurado a dar um chuto de números para a contagem dos professores manifestantes, vai agora um para a manifestação de ontem. 300 000???
Cada comunista valerá por quatro?
as contabilizações das áreas divergem das feitas em 2008, por nessa altura ter sido utilizada apenas a faixa de rodagem no Marquês, central da Avenida e central dos Restauradores.
Excluí outras artérias e o topo sul dos Restauradores, atrás do palanque.
28/05/2010
Golfo do México

As notícias de ontem centravam-se no golfo do México – a tentativa de “matar” o derrame de petróleo, cuja transmissão em directo me suscitou a estranha sensação de estar a ver uma sequência de imagens aleatoriamente repetida, e a previsão da NOAA para a próxima estação de furacões.
Recorde-se que, nos últimos anos, de 2005 para cá, e ao contrário do que previam os especialistas do apocalipse, a actividade dos furacões não disparou, antes pelo contrário.
A ver vamos. O que dá um caso e outro. E se ambos concorrem numa catástrofe à medida dos tais especialistas.
Seja como fôr, a BP está debaixo de fogo cerrado. Como alguns já dizem, quando o petróleo se fôr, pode ser que a BP também já tenha ido. Há quem esteja a trabalhar para isso.
Não há nada como ter um bom caldo de cultura.
As notícias de ontem centravam-se no golfo do México – a tentativa de “matar” o derrame de petróleo, cuja transmissão em directo me suscitou a estranha sensação de estar a ver uma sequência de imagens aleatoriamente repetida, e a previsão da NOAA para a próxima estação de furacões.
Recorde-se que, nos últimos anos, de 2005 para cá, e ao contrário do que previam os especialistas do apocalipse, a actividade dos furacões não disparou, antes pelo contrário.
A ver vamos. O que dá um caso e outro. E se ambos concorrem numa catástrofe à medida dos tais especialistas.
Seja como fôr, a BP está debaixo de fogo cerrado. Como alguns já dizem, quando o petróleo se fôr, pode ser que a BP também já tenha ido. Há quem esteja a trabalhar para isso.
Não há nada como ter um bom caldo de cultura.
27/05/2010
26/05/2010
Num país de doidos
Quase todos os dias (eu atrever-me-ia até a dizer que acontece todos os dias) sou confrontado com notícias ou reportagens ou comentários recheados do mais puro nonsense.
Daquele que faria inveja aos MontyPython.
Hoje, e só hoje, prestei atenção aqui em fundo a três coisas que se incluem nessa categoria:
Uma senhora padecendo de Alzheimer estando três dias desaparecida, foi encontrada após aturadas buscas, que incluíram cães pisteiros, a... 500 m de casa, numa aldeia transmontana.
O presidente1 da ASAE diz ou cita (a frase ouvi-a fora de contexto) esta pérola: Como é que se controla a idade entre os 16 e os 15 anos quando hoje em dia os jovens são quase todos eles parecidos?
Para controlar os custos do hospital e consequentemente a despesa do Estado, o hospital de São João vai enviar a factura dos tratamentos que ali efectuam a pedido de outras unidades hospitalares.
Tudo isto é dito com ar sério.
1 não é presidente, é inspector-geral.
Quase todos os dias (eu atrever-me-ia até a dizer que acontece todos os dias) sou confrontado com notícias ou reportagens ou comentários recheados do mais puro nonsense.
Daquele que faria inveja aos MontyPython.
Hoje, e só hoje, prestei atenção aqui em fundo a três coisas que se incluem nessa categoria:
Uma senhora padecendo de Alzheimer estando três dias desaparecida, foi encontrada após aturadas buscas, que incluíram cães pisteiros, a... 500 m de casa, numa aldeia transmontana.
O presidente1 da ASAE diz ou cita (a frase ouvi-a fora de contexto) esta pérola: Como é que se controla a idade entre os 16 e os 15 anos quando hoje em dia os jovens são quase todos eles parecidos?
Para controlar os custos do hospital e consequentemente a despesa do Estado, o hospital de São João vai enviar a factura dos tratamentos que ali efectuam a pedido de outras unidades hospitalares.
Tudo isto é dito com ar sério.
1 não é presidente, é inspector-geral.
Contas
Da plêiade de comentadores desportivos que perco tempo a ouvir, os do ciclismo são os mais irracionais de todos eles.
Dizem uma coisa e o seu contrário na mesma frase, são muitas vezes incapazes de compreender as imagens que estão nos monitores, fazem prognósticos que são desmentidos no passo imediato e repetem esse procedimento uma vez após outra.
Havia a excepção admirável de David Duffield que se entretinha muitas vezes a dar os pormenores laterais que esses sim, contam para todas as classificações, os petiscos da zona, os restaurantes, os panoramas...
Um dos erros mais frequentes e crassos da sua argumentação é o de considerarem para a contabilização de um atraso e para a explicação da sua variação a posição instantânea dos que vão na frente.
Em suma e exemplificando, consideram frequentemente que o atraso dos perseguidores se reduz quando os que vão na frente começam a subir e consequentemente reduzem a velocidade.
Creio ser uma impossibilidade explicar-lhes a irrelevância da posição dos que vão na frente para a contabilização de um atraso. Excepto quando já cortaram a meta e isso fixa uma baliza.
Da plêiade de comentadores desportivos que perco tempo a ouvir, os do ciclismo são os mais irracionais de todos eles.
Dizem uma coisa e o seu contrário na mesma frase, são muitas vezes incapazes de compreender as imagens que estão nos monitores, fazem prognósticos que são desmentidos no passo imediato e repetem esse procedimento uma vez após outra.
Havia a excepção admirável de David Duffield que se entretinha muitas vezes a dar os pormenores laterais que esses sim, contam para todas as classificações, os petiscos da zona, os restaurantes, os panoramas...
Um dos erros mais frequentes e crassos da sua argumentação é o de considerarem para a contabilização de um atraso e para a explicação da sua variação a posição instantânea dos que vão na frente.
Em suma e exemplificando, consideram frequentemente que o atraso dos perseguidores se reduz quando os que vão na frente começam a subir e consequentemente reduzem a velocidade.
Creio ser uma impossibilidade explicar-lhes a irrelevância da posição dos que vão na frente para a contabilização de um atraso. Excepto quando já cortaram a meta e isso fixa uma baliza.
25/05/2010
24/05/2010
22/05/2010
José Mourinho
José Mourinho disse que representava os portugueses que o apoiam.
Faço parte desse grupo mas declino qualquer representação.
Só espero que triunfe. É tudo.
José Mourinho disse que representava os portugueses que o apoiam.
Faço parte desse grupo mas declino qualquer representação.
Só espero que triunfe. É tudo.
21/05/2010
A célula com ADN integralmente substituído e que se reproduz
O barulho que se faz hoje nas redacções à volta deste passo é, como sempre, cheio de ruído sem sentido algum.
É um passo interessante que faz parte de uma sequência, de um movimento cuja inércia é de tal forma grande, que inevitavelmente desembocará em novas áreas cuja previsão é mera estultícia.
O dia em que alguém criar vida a partir de matéria não-biológica será, sim, um dia que divide Eras.
Sendo que os rigorosos limites de tais conceitos (vida, matéria biológica) são ainda assim uma ilusão.
O barulho que se faz hoje nas redacções à volta deste passo é, como sempre, cheio de ruído sem sentido algum.
É um passo interessante que faz parte de uma sequência, de um movimento cuja inércia é de tal forma grande, que inevitavelmente desembocará em novas áreas cuja previsão é mera estultícia.
O dia em que alguém criar vida a partir de matéria não-biológica será, sim, um dia que divide Eras.
Sendo que os rigorosos limites de tais conceitos (vida, matéria biológica) são ainda assim uma ilusão.
20/05/2010
18/05/2010
17/05/2010
16/05/2010
As licenças
Mais uma vez, na casa de doidos em que este país se está a converter, a questão pertinente no acidente de Alcácer não é se e onde e por quê embateu o mastro do barco, mas a das licenças de utilização mais a das coisas do costume, a cor da camisa do timoneiro, a quantidade de peixe existente naquela zona e o tráfego rodoviário no IC1.
Supondo eu – e é uma mera suposição – que o mastro bateu na viga da ponte, apenas me interrogo sobre isto nestes termos:
O mastro era para ter vela?
Se não era, se era apenas estranhamente decorativo, por que razão tinha uma dimensão que em determinadas condições de maré e caudal do rio, não lhe permitia passar por debaixo da ponte?
Tendo essa dimensão, por que razão o barco andava nas imediações da ponte?
Depois há as outras, a dos coletes salva-vidas, etc.
Agora a da licença só numa casa de doidos em que se empurram as responsabilidades com a barriga, quando se trata de saber quem vai pagar os danos.
Na casa de doidos em que o país se está a tornar ou já se tornou.
Mais uma vez, na casa de doidos em que este país se está a converter, a questão pertinente no acidente de Alcácer não é se e onde e por quê embateu o mastro do barco, mas a das licenças de utilização mais a das coisas do costume, a cor da camisa do timoneiro, a quantidade de peixe existente naquela zona e o tráfego rodoviário no IC1.
Supondo eu – e é uma mera suposição – que o mastro bateu na viga da ponte, apenas me interrogo sobre isto nestes termos:
O mastro era para ter vela?
Se não era, se era apenas estranhamente decorativo, por que razão tinha uma dimensão que em determinadas condições de maré e caudal do rio, não lhe permitia passar por debaixo da ponte?
Tendo essa dimensão, por que razão o barco andava nas imediações da ponte?
Depois há as outras, a dos coletes salva-vidas, etc.
Agora a da licença só numa casa de doidos em que se empurram as responsabilidades com a barriga, quando se trata de saber quem vai pagar os danos.
Na casa de doidos em que o país se está a tornar ou já se tornou.
Para desmemória futura
Escrevi aqui uma nota sobre a dificuldade que estava a experimentar na criação de um algoritmo facílimo – algo que não me levaria (nem a mim nem a alguém que se interessasse por este tipo de coisas) mais do que cinco minutos aqui há um quarto de século ou mais.
Pois bem, foi um mês de trinta dias bem contados, atentas as datas das notas que tomei.
Naturalmente, que o que estava errado não era o princípio nem a estrutura. Eram umas trocas de factores e de sinais, algumas delas corrigidas e “descorrigidas”(!), aqui e ali.
Ditaria o bom senso que fosse testando as partes separadamente, verificando se em certo passo se verificaria um valor absurdo.
Por qualquer obscura razão, de cada vez que a isso me lançava, vinha-me à cabeça uma diversão qualquer e enveredava pela vereda inútil e desnecessária, despropositada.
Quando me dei finalmente ao trabalho de traçar a correspondente gráfica dos resultados, passo a passo, verifiquei com espanto que reflectia o esperado – estava correcta.
É claro que, mais uma vez, não a tinha elaborado a partir do original mas de uma cópia ad hoc.
Mesmo depois disso, não foi imediata a descoberta do gato.
Pelo meio, sucedeu ainda aquela troca de factores (2 por 3) num troço da análise do comportamento da equipa de futebol do Sporting ao longo das épocas.
Fica para desmemória futura.
Temo, se em algum desse futuro tempo vier a reler isto, não ter a mínima ideia do que é que trata.
Escrevi aqui uma nota sobre a dificuldade que estava a experimentar na criação de um algoritmo facílimo – algo que não me levaria (nem a mim nem a alguém que se interessasse por este tipo de coisas) mais do que cinco minutos aqui há um quarto de século ou mais.
Pois bem, foi um mês de trinta dias bem contados, atentas as datas das notas que tomei.
Naturalmente, que o que estava errado não era o princípio nem a estrutura. Eram umas trocas de factores e de sinais, algumas delas corrigidas e “descorrigidas”(!), aqui e ali.
Ditaria o bom senso que fosse testando as partes separadamente, verificando se em certo passo se verificaria um valor absurdo.
Por qualquer obscura razão, de cada vez que a isso me lançava, vinha-me à cabeça uma diversão qualquer e enveredava pela vereda inútil e desnecessária, despropositada.
Quando me dei finalmente ao trabalho de traçar a correspondente gráfica dos resultados, passo a passo, verifiquei com espanto que reflectia o esperado – estava correcta.
É claro que, mais uma vez, não a tinha elaborado a partir do original mas de uma cópia ad hoc.
Mesmo depois disso, não foi imediata a descoberta do gato.
Pelo meio, sucedeu ainda aquela troca de factores (2 por 3) num troço da análise do comportamento da equipa de futebol do Sporting ao longo das épocas.
Fica para desmemória futura.
Temo, se em algum desse futuro tempo vier a reler isto, não ter a mínima ideia do que é que trata.
15/05/2010
Chelsea
Aqui a ver numa tal de IraqGoals.TV o final da taça de Inglaterra entre o Chelsea e o... Leeds.
Só me vem a memória esse jogo de 2-2 do qual ontem revi uns quantos lances num canal qualquer. Já lá vão 40 anos.
Aqui a ver numa tal de IraqGoals.TV o final da taça de Inglaterra entre o Chelsea e o... Leeds.
Só me vem a memória esse jogo de 2-2 do qual ontem revi uns quantos lances num canal qualquer. Já lá vão 40 anos.
Raiz de dois e a cosmogonia de um amor
Em tempos muito remotos, o destino presenteou-me com uma visão do paraíso em forma de ninfa.
Numa daquelas circunstâncias a que aqui aludi a propósito do banco Gorringe. Do meu banco Gorringe.
Um encantamento estival que perdurou, apesar dos quilómetros que nos separavam, para além da areia e do calor diurno e também das noites frias e húmidas de Sines em Setembro.
Talvez ajudado pela curiosa circunstância de termos descoberto que essa distância se reduzia a escassas duas centenas de metros em tempo de férias escolares, o que faria, nunca o saberei, com que o dono de certo lugar de frutas e legumes eventualmente julgasse que o puto que parava do outro lado da rua ali estava com o olho nas maçãs.
Pois bem, uma vida passada, o rasto perdido a tal senhora que da última vez que a avistei mantinha a esplendorosa, apesar de mui discreta, beleza da ninfeta, perco tempo a fazer uma triangulação geodésica.
Dois dos vértices, as casas onde vivi todo o século XX. Onde seria o terceiro, medido em arcos de círculo máximo, já que o quarto cairia inevitavelmente no mar?
Não cai precisamente na casa onde ela habitava nesse tempo.
Cai a escassas centenas de metros, considerando que se trata de distâncias que se medem em mais de uma centena de quilómetros.
Com um erro mínimo, a raiz de dois vezes cem.
A raiz de dois. Vezes cem.
Em tempos muito remotos, o destino presenteou-me com uma visão do paraíso em forma de ninfa.
Numa daquelas circunstâncias a que aqui aludi a propósito do banco Gorringe. Do meu banco Gorringe.
Um encantamento estival que perdurou, apesar dos quilómetros que nos separavam, para além da areia e do calor diurno e também das noites frias e húmidas de Sines em Setembro.
Talvez ajudado pela curiosa circunstância de termos descoberto que essa distância se reduzia a escassas duas centenas de metros em tempo de férias escolares, o que faria, nunca o saberei, com que o dono de certo lugar de frutas e legumes eventualmente julgasse que o puto que parava do outro lado da rua ali estava com o olho nas maçãs.
Pois bem, uma vida passada, o rasto perdido a tal senhora que da última vez que a avistei mantinha a esplendorosa, apesar de mui discreta, beleza da ninfeta, perco tempo a fazer uma triangulação geodésica.
Dois dos vértices, as casas onde vivi todo o século XX. Onde seria o terceiro, medido em arcos de círculo máximo, já que o quarto cairia inevitavelmente no mar?
Não cai precisamente na casa onde ela habitava nesse tempo.
Cai a escassas centenas de metros, considerando que se trata de distâncias que se medem em mais de uma centena de quilómetros.
Com um erro mínimo, a raiz de dois vezes cem.
A raiz de dois. Vezes cem.
14/05/2010
Falha grave ou não
Ou se tratou de alguma cabecinha fraca no concerto da vigilância ou se tratou de um veículo com plena justificação para ali circular.
O facto é que, a páginas tantas, se viu um camião de grandes dimensões circular em sentido oposto à comitiva papal numa das vias rápidas do Porto.
Nem sequer foi só esse. Passou ainda um outro, mais pequeno, e um automóvel, pelo menos.
Ou se tratou de alguma cabecinha fraca no concerto da vigilância ou se tratou de um veículo com plena justificação para ali circular.
O facto é que, a páginas tantas, se viu um camião de grandes dimensões circular em sentido oposto à comitiva papal numa das vias rápidas do Porto.
Nem sequer foi só esse. Passou ainda um outro, mais pequeno, e um automóvel, pelo menos.
13/05/2010
Muita asneira
O Sr. Primeiro-Ministro diz muita asneirola. Ele lá não terá culpa disso.
O problema é de quem o escolheu para lá estar.
Depois de ter dado nota que não tem a menor ideia de onde sai o dinheiro do erário público, mostrou agora que não tem a menor ideia da situação em que o país se encontra, bem como das medidas que se viu instado a tomar.
E é esta a batuta do futuro próximo.
O Sr. Primeiro-Ministro diz muita asneirola. Ele lá não terá culpa disso.
O problema é de quem o escolheu para lá estar.
Depois de ter dado nota que não tem a menor ideia de onde sai o dinheiro do erário público, mostrou agora que não tem a menor ideia da situação em que o país se encontra, bem como das medidas que se viu instado a tomar.
E é esta a batuta do futuro próximo.
12/05/2010
Passarinhos!
Estava eu a tentar encontrar o rasto a uma encomenda nos correios quando me aparece uma página daquelas do costume – cheia de “animação”, chilrear de passarinhos e zero de conteúdo a anunciar qualquer coisa “verde”.
Praticamente bloqueia o computador a quem, como eu, ainda vive na idade da Pedra cibernética. Mas isso seria de somenos, porque o caso aí é problema meu.
O que não se percebe é a página não se perceber, não ser minimamente legível e ser cheia de sinais apenas de uma coisa – quem fez aquilo sabe criar animações. É a versão páginas na rede dos letreiros das bifanas em letra rampante ou aberta em leque e cada uma sua côr, dos primórdios da informatização das tascas.
Passarinhos! E eu o que queria ver era o rasto de uma encomenda!!!
Qual será o desperdício de energia que tal passarinhada causa?
Quem quiser saber, é ir por aqui.
Estava eu a tentar encontrar o rasto a uma encomenda nos correios quando me aparece uma página daquelas do costume – cheia de “animação”, chilrear de passarinhos e zero de conteúdo a anunciar qualquer coisa “verde”.
Praticamente bloqueia o computador a quem, como eu, ainda vive na idade da Pedra cibernética. Mas isso seria de somenos, porque o caso aí é problema meu.
O que não se percebe é a página não se perceber, não ser minimamente legível e ser cheia de sinais apenas de uma coisa – quem fez aquilo sabe criar animações. É a versão páginas na rede dos letreiros das bifanas em letra rampante ou aberta em leque e cada uma sua côr, dos primórdios da informatização das tascas.
Passarinhos! E eu o que queria ver era o rasto de uma encomenda!!!
Qual será o desperdício de energia que tal passarinhada causa?
Quem quiser saber, é ir por aqui.
11/05/2010
O forinófis e outras histórias
De David Cameron, apenas tenho a impressão de que foi uma escolha de um modelo anti-Blair (anti em sentido de espelho) mal sucedida. Nada me garante que acerte ou falhe nisso, até porque se trata de uma valorização subjectiva, onde há pouco ou nenhum lugar para se falar em erro, a não ser que o próprio (eu) reconheça que se enganou. É daquelas coisas que ocorrem e se dizem sem grande fundamento.
William Hague vai finalmente fazer troar o seu timbre e entoação no Foreign Office. Um pouco longe das suas expectativas, me parece.
Se como disse aqui há anos, um dos MontyPython abandona agora a cena política (e era, mais uma vez subjectivamente, do melhorzinho que havia), chega-se à frente uma espécie de Rafa Benitez um pouco mais novo.
We’ll see.
De David Cameron, apenas tenho a impressão de que foi uma escolha de um modelo anti-Blair (anti em sentido de espelho) mal sucedida. Nada me garante que acerte ou falhe nisso, até porque se trata de uma valorização subjectiva, onde há pouco ou nenhum lugar para se falar em erro, a não ser que o próprio (eu) reconheça que se enganou. É daquelas coisas que ocorrem e se dizem sem grande fundamento.
William Hague vai finalmente fazer troar o seu timbre e entoação no Foreign Office. Um pouco longe das suas expectativas, me parece.
Se como disse aqui há anos, um dos MontyPython abandona agora a cena política (e era, mais uma vez subjectivamente, do melhorzinho que havia), chega-se à frente uma espécie de Rafa Benitez um pouco mais novo.
We’ll see.
10/05/2010
A reforma eleitoral que os liberais democratas pedem
Das ironias do destino, uma é um sistema eleitoral do Reino Unido estar em causa não por ser o que é, mas por não ter sido o que costuma ser – capaz de assegurar uma maioria parlamentar. Abriu a brecha.
E sendo incapaz, por uma vez, de gerar tal maioria fica em risco de o ser por muitas mais vezes, se modificado fôr para mais proporcional. A brecha alargada.
O Reino Unido tem um sistema eleitoral e uma configuração partidária que, conjugados, propiciam maiorias absolutas.
Maiorias absolutas que, aparentemente, são a contento dos que votam nos dois maiores partidos e consequentemente, da maioria dos eleitores.
Assim sendo, o sistema teria tudo para ser estável.
Num caso em que a maioria absoluta não aconteceu, diz-se que uma das exigências dos Liberais Democratas para apoiar um governo seria a mudança do dito sistema (ou um referendo para saber se o povo aceita), de forma a torná-lo mais proporcional, no interesse do partido que vê a sua representação nos Comuns muito longe da proporção que lhe caberia pela expressão eleitoral universal que tem. É facto que como terceira força, herdeiro de liberais e de cisões trabalhistas, tem vindo a ocupar algum terreno desde os anos 70 (ver gráfico na wikimedia).
A cederem em tal, Conservadores ou Trabalhistas, abdicariam da supremacia que têm partilhado e de um sistema estável, que favorece governos com apoio maioritário no parlamento.
Se a coisa chegar a referendo, ver-se-á se o povo que vota maioritariamente nos dois tradicionais partidos, votará contra si próprio.
Das ironias do destino, uma é um sistema eleitoral do Reino Unido estar em causa não por ser o que é, mas por não ter sido o que costuma ser – capaz de assegurar uma maioria parlamentar. Abriu a brecha.
E sendo incapaz, por uma vez, de gerar tal maioria fica em risco de o ser por muitas mais vezes, se modificado fôr para mais proporcional. A brecha alargada.
O Reino Unido tem um sistema eleitoral e uma configuração partidária que, conjugados, propiciam maiorias absolutas.
Maiorias absolutas que, aparentemente, são a contento dos que votam nos dois maiores partidos e consequentemente, da maioria dos eleitores.
Assim sendo, o sistema teria tudo para ser estável.
Num caso em que a maioria absoluta não aconteceu, diz-se que uma das exigências dos Liberais Democratas para apoiar um governo seria a mudança do dito sistema (ou um referendo para saber se o povo aceita), de forma a torná-lo mais proporcional, no interesse do partido que vê a sua representação nos Comuns muito longe da proporção que lhe caberia pela expressão eleitoral universal que tem. É facto que como terceira força, herdeiro de liberais e de cisões trabalhistas, tem vindo a ocupar algum terreno desde os anos 70 (ver gráfico na wikimedia).
A cederem em tal, Conservadores ou Trabalhistas, abdicariam da supremacia que têm partilhado e de um sistema estável, que favorece governos com apoio maioritário no parlamento.
Se a coisa chegar a referendo, ver-se-á se o povo que vota maioritariamente nos dois tradicionais partidos, votará contra si próprio.
09/05/2010
A pior época de sempre
O Sporting conclui hoje a suapior época de sempre, em vista do campeonato nacional.
Considerei a percentagem de aproveitamento com 0% para a derrota, 50% para o empate e 100% para a vitória (o antigo 0-1-2 em pontos).




média a cheio, mínimo e máximo anteriores a tracejado.
webliografia: http://desportoluso.no.sapo.pt/(Jorge Miguel Teixeira)
Correcção: O teor deste post está errado. O Sporting apresenta percentagens menores nas épocas de 1966/67 e 1968/69 (57,69%). O erro deveu-se a não ter corrigido a percentagem deste ano para os 2 pontos em vez dos 3 por vitória. É portanto a sua terceira pior época.
O Sporting conclui hoje a sua
Considerei a percentagem de aproveitamento com 0% para a derrota, 50% para o empate e 100% para a vitória (o antigo 0-1-2 em pontos).
média a cheio, mínimo e máximo anteriores a tracejado.
webliografia: http://desportoluso.no.sapo.pt/(Jorge Miguel Teixeira)
Correcção: O teor deste post está errado. O Sporting apresenta percentagens menores nas épocas de 1966/67 e 1968/69 (57,69%). O erro deveu-se a não ter corrigido a percentagem deste ano para os 2 pontos em vez dos 3 por vitória. É portanto a sua terceira pior época.
08/05/2010
07/05/2010
06/05/2010
05/05/2010
Apostas
Disse aqui já que não me importo de pôr o dinheiro onde ponho a boca, em se tratando de dar palpites.
Desta vez, não encontrei quem quisesse apostar comigo que os Liberais Democratas ficarão em terceiro lugar em número de votos no Reino Unido.
As sondagens aparentemente confirmam o meu palpite, depois de os terem dado como segundos algumas vezes.
E de tanto se ter gabado o desempenho de Nick Clegg nos debates televisivos, particularmente no primeiro dos três.
Amanhã se verá.

rol de sondagens em http://ukpollingreport.co.uk/blog/
Disse aqui já que não me importo de pôr o dinheiro onde ponho a boca, em se tratando de dar palpites.
Desta vez, não encontrei quem quisesse apostar comigo que os Liberais Democratas ficarão em terceiro lugar em número de votos no Reino Unido.
As sondagens aparentemente confirmam o meu palpite, depois de os terem dado como segundos algumas vezes.
E de tanto se ter gabado o desempenho de Nick Clegg nos debates televisivos, particularmente no primeiro dos três.
Amanhã se verá.
rol de sondagens em http://ukpollingreport.co.uk/blog/
Orgânicas
Nos arredores da fábrica de pirotecnia que ontem explodiu havia uma senhora que contava que quando se começou ali a construir habitações já lá existia aquela indústria.
Naturalmente, existe agora um sem-número de opiniões que defendem a não reconstrução das instalações e restabelecimento da actividade.
Os comportamentos a que eu chamo orgânicos – poderá haver quem lhes chame outro nome e quem ache que orgânico é outra coisa – são todos aqueles em que não se percebe plano, previsão, desenho. O que significa apenas que, a existirem, nos escapam completamente dada a sua complexidade.
O caso aqui será esse. A indústria lá estava e toda a gente sabia que lá estava e apesar dela, construiu a sua casa, menosprezando o risco que ela representava.
A indústria lá estando e representando um risco para as redondezas, limitava a soberania sobre os terrenos circunvizinhos que não poderiam ter a utilização que os seus proprietários legitimamente lhes quereriam dar.
Da conjugação das duas condições resultou o cenário em que se desenrolou o fatal incidente de ontem que mais consequências não teve para as redondezas porque a orgânica assim o ditou. E não o planeamento.
Voltados que estamos ao cenário de cinzas sobre os mares e as terras da Europa, há uma outra coisa que também ela volta à tona de água – a da unificação do espaço aéreo europeu.
Gostava eu de entrever uma única razão para que se possa dizer – como dizem alguns – que enfrentar o problema das cinzas volantes com um sistema único de controle e soberania aérea é muito mais fácil do que com o sistema actual, compartimentado.
Não vejo relação. Mas pode ser que exista.
Nos arredores da fábrica de pirotecnia que ontem explodiu havia uma senhora que contava que quando se começou ali a construir habitações já lá existia aquela indústria.
Naturalmente, existe agora um sem-número de opiniões que defendem a não reconstrução das instalações e restabelecimento da actividade.
Os comportamentos a que eu chamo orgânicos – poderá haver quem lhes chame outro nome e quem ache que orgânico é outra coisa – são todos aqueles em que não se percebe plano, previsão, desenho. O que significa apenas que, a existirem, nos escapam completamente dada a sua complexidade.
O caso aqui será esse. A indústria lá estava e toda a gente sabia que lá estava e apesar dela, construiu a sua casa, menosprezando o risco que ela representava.
A indústria lá estando e representando um risco para as redondezas, limitava a soberania sobre os terrenos circunvizinhos que não poderiam ter a utilização que os seus proprietários legitimamente lhes quereriam dar.
Da conjugação das duas condições resultou o cenário em que se desenrolou o fatal incidente de ontem que mais consequências não teve para as redondezas porque a orgânica assim o ditou. E não o planeamento.
Voltados que estamos ao cenário de cinzas sobre os mares e as terras da Europa, há uma outra coisa que também ela volta à tona de água – a da unificação do espaço aéreo europeu.
Gostava eu de entrever uma única razão para que se possa dizer – como dizem alguns – que enfrentar o problema das cinzas volantes com um sistema único de controle e soberania aérea é muito mais fácil do que com o sistema actual, compartimentado.
Não vejo relação. Mas pode ser que exista.
04/05/2010
Objecto voador não identificado
A cena só lembrou a do bicycle repair man dos Monty Pithon:
First Superman: Oh look - is it a Stockbroker?
Second Superman: Is it a Quantity Surveyor?
Third Superman: Is it a Church Warden?
All: No! It's BICYCLE REPAIR MAN!
Há pouco num programa de televisão em que se discute a bola.
Não era um pássaro, não era um avião, que coisa era aquela que o Luisão tinha na mão?

imagem da RTPN e citação obtida aqui
A cena só lembrou a do bicycle repair man dos Monty Pithon:
First Superman: Oh look - is it a Stockbroker?
Second Superman: Is it a Quantity Surveyor?
Third Superman: Is it a Church Warden?
All: No! It's BICYCLE REPAIR MAN!
Há pouco num programa de televisão em que se discute a bola.
Não era um pássaro, não era um avião, que coisa era aquela que o Luisão tinha na mão?
imagem da RTPN e citação obtida aqui
03/05/2010
01/05/2010
30/04/2010
29/04/2010
28/04/2010
José Mourinho
1 - Eu não percebo nada de futebol.
2 - Eu, apesar do parágrafo anterior e também de opinar que não há nada mais inútil do que uma opinião, tinha uma opinião sobre Mourinho – em terra de cegos, quem tem um olho é rei.
Dou hoje mais latitude a essa opinião – Mourinho tem, pelo menos, olho e meio.
1 - Eu não percebo nada de futebol.
2 - Eu, apesar do parágrafo anterior e também de opinar que não há nada mais inútil do que uma opinião, tinha uma opinião sobre Mourinho – em terra de cegos, quem tem um olho é rei.
Dou hoje mais latitude a essa opinião – Mourinho tem, pelo menos, olho e meio.
Se dúvidas houvesse...
Em saber quem manda, atente-se nas entradas e saídas de cena no momento actual.
E é nestes momentos que o poder tem face.

© Laurence Chaperon (trecho de imagem) in http://www.bundeskanzlerin.de
Em saber quem manda, atente-se nas entradas e saídas de cena no momento actual.
E é nestes momentos que o poder tem face.
© Laurence Chaperon (trecho de imagem) in http://www.bundeskanzlerin.de
27/04/2010
A-
O estado a que isto chegou – palavras que o então capitão Salgueiro Maia terá usado a propósito de uma outra situação, há pouco mais de trinta e seis anos – o estado a que isto chegou não é, naturalmente da inteira responsabilidade do actual primeiro-ministro, por muito fraca que seja a sua valorização aqui neste blogue. Não é. Terá ele lá a sua quota-parte na cárrega mas há uma colecção de alinhados antes dele que desceram a ladeira com ela, a cárrega às costas sem a conseguirem alijar. Antes pelo contrário. Tudo o que fizeram foi pôr mais lenha nos alforges.
Dizer que estas coisas dos ratings reflectem de facto a realidade é desconhecer várias coisas: a primeira é que não existe realidade; a segunda é que as reacções dos mercados são motivadas por um número de factores que não anda longe do dos que condicionam o tempo ou os vulcões, sendo por isso mesmo imprevisível quando colocam nos píncaros uma Islândia à beira da bancarrota ou valorizam uma Irlanda que se arrasta mas não parece que o faz; a terceira é que sempre existiram uns espertos que atiram barro à parede, uns oportunistas que fisgam a fisga e uma mole de idiotas úteis que compõe o rebanho.
É, por fim, desconhecer que não existindo realidade, nada disto faz sentido.
Absolvo daqui José Sócrates desta vez.
Aparentemente, não sou só eu. A Santa Oposição em vez de tratar do essencial anda a inquirir não se sabe o quê nem para quê. Chega a ser patético ouvir aquelas sessões.
Entrementes...

(clicar na imagem para aceder ao segredo dos mercados)
O estado a que isto chegou – palavras que o então capitão Salgueiro Maia terá usado a propósito de uma outra situação, há pouco mais de trinta e seis anos – o estado a que isto chegou não é, naturalmente da inteira responsabilidade do actual primeiro-ministro, por muito fraca que seja a sua valorização aqui neste blogue. Não é. Terá ele lá a sua quota-parte na cárrega mas há uma colecção de alinhados antes dele que desceram a ladeira com ela, a cárrega às costas sem a conseguirem alijar. Antes pelo contrário. Tudo o que fizeram foi pôr mais lenha nos alforges.
Dizer que estas coisas dos ratings reflectem de facto a realidade é desconhecer várias coisas: a primeira é que não existe realidade; a segunda é que as reacções dos mercados são motivadas por um número de factores que não anda longe do dos que condicionam o tempo ou os vulcões, sendo por isso mesmo imprevisível quando colocam nos píncaros uma Islândia à beira da bancarrota ou valorizam uma Irlanda que se arrasta mas não parece que o faz; a terceira é que sempre existiram uns espertos que atiram barro à parede, uns oportunistas que fisgam a fisga e uma mole de idiotas úteis que compõe o rebanho.
É, por fim, desconhecer que não existindo realidade, nada disto faz sentido.
Absolvo daqui José Sócrates desta vez.
Aparentemente, não sou só eu. A Santa Oposição em vez de tratar do essencial anda a inquirir não se sabe o quê nem para quê. Chega a ser patético ouvir aquelas sessões.
Entrementes...
(clicar na imagem para aceder ao segredo dos mercados)
26/04/2010
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